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sexta-feira, 27 de março de 2015

Roberto Nasser - De carro por aí

 
Coluna 1315-27.03.2015 edita@rnasser.com.br
Renegade, da Jeep, redefine os SUV
Jeep, marca de volta à operação industrial no Brasil, entra no mercado com o pé direito: grande fábrica em Pernambuco, área de produção de autopeças, processos de manufatura otimizados. Começa com o Renegade, primeiro de sua escala de produtos, e por si só uma vitória: é um Fiat com decoração e parte do DNA Jeep, mas é assim visto até mesmo pelos executivos norte americanos à frente da parte Jeep na FCA. Produto mundial, mesma estrutura dará origem a novos produtos, um deles substituindo os atuais modelos Patriot e Comando.

Como toda novidade está distante dos concorrentes atuais, com equipamentos como tela maior de navegação, faróis em xênon, suspensão independente nas 4 rodas, Park Assist, o manobrador automático, freio para arrancada em subida, freio de mão com acionamento elétrico. Em segurança o modelo feito em fábrica ex-Fiat, em Melfi, Itália, passou pelo teste EuroNCap.

Terá quatro versões de decoração e conteúdo: Simplesmente Renegade; Sport; Latitude e Trailhawk – esta com maior distância livre do solo. Mecânica com motor 1.8 flex, base BMW aprimorado e flexibilizado pela Fiat, e agora novo cabeçote para maior torque em rotações inferiores. Outro motor, diesel, 2.0 e 190 cv. Três transmissões: mecânica 5 velocidades; automática com 6; e automática com 9, estas para as versões com tração nas quatro rodas. Desta renca de marchas, a saída faz-se em segunda marcha, e a primeira é utilizada em casos extremos, quando, por exemplo, o condutor pede a marcha reduzida. Não é engrazada numa caixa de redução, mas apenas engrena e retém a primeira velocidade, extremamente reduzida, a 20:1. Ampla gradação de preços, de R$ 66.900 a R$ 116.900.

Tem a diferença de contar com a opção do motor diesel e transmissão com 9 velocidades, único destes conjuntos no setor – a Ford poderia ter feito isto com o EcoSport, mas bobeou. O conjunto a par da extrema economia operacional, - a 120 km/h, em nona, estará a 1.000 giros, rotação quase marcha lenta - confere reações quase esportivas, como acelerar da imobilidade aos 100 km/h em 9s e cravar 190 km/h como velocidade final.

Nova etapa
Não é apenas um produto adicional no mercado, um simples lançamento, mas a volta de uma das marcas pioneiras na indústria automobilística no Brasil – aqui os Jeeps começaram a ser montados em 1948. Como marca não é recente, necessitando de crença, mas uma das mais emblemáticas, com produto que abriu seu próprio caminho. O grande pacote inclui o atrevimento da mixagem de tecnologias italiana da Fiat, e da Jeep, para fazer um produto mundial para ser o de menor preço.

Tem grandes pretensões, de levar imagem a habilidades a segmento onde não estava presente por tamanho e preço, sendo uma das âncoras de amarração ao sucesso da operação de sobrevivência da Fiat e salvação da Chrysler e sua marca Jeep.

Diz a fábrica, é a reinvenção do segmento. Para o Brasil é mais, é o emprego uma região de ralo emprego de mão de obra, sua qualificação, o recolhimento de impostos.

Jeep é Jeep, não é jipinho
O segmento dos utilitários esportivos, ampla gradação misturando morfologia com habilidades – ou falta delas -, batizando-os genericamente SUVs ou pior ainda de jipinhos, é o de maior crescimento. Tanto, permite imaginar, um ano de contração geral de vendas, terá expansão. As 134 mil unidades vendidas em 2014 devem crescer a 180 mil, calcula Sérgio Ferreira , diretor geral da operação Chrysler/Dodge/RAM/Jeep.

Ano passado os líderes foram Ford EcoSport e Renault Duster, vendendo respectivos 53 mil e 47 mil unidades. Neste exercício mexida geral no setor: Duster reformulado no grupo óptico; EcoSport com novo motor e câmbio enfrentarão Honda HR-V, o Jeep Renegade, e pela beiradas haverá o Peugeot 2008.

Após o lançamento dos três novos competidores, o mercado não será mais o mesmo, e a liderança do EcoSport e os picos do Duster no setor serão apenas registro em história. Por ser novidades e por característica e conteúdo, as fatias deste bolo serão redesenhadas. No caso do Renegade, por ampla configuração, conteúdo e versões, conquistará vendas em todos os segmentos. As versões diesel, com transmissão automática absorverão a clientela órfã do Mitsubishi TR4, e tomará algumas unidades ao Troller – outras serão pinçadas pelo Suzuki Jimny, capaz das mesmas artes, porém custando metade do preço. Prejudicará diretamente o Duster 2.0, exigindo reposicionamento e preço menor.

Por características Jeep deveria fazer uma campanha para interessados comparem sua rolagem com a do Eco e do Duster. A suspensão independente nas 4 rodas, direção com assistência elétrica, suspensão e direção acertadas primorosamente o tornam muito mais agradável de uso contra Duster e Eco, ambos com tração simples.

Quantos R$

versão
motor
câmbio

Simplesmente Renegade
1.8
Manual
5 marchas
66.900 (+)
Sport
1.8 flex
Manual
5 marchas
69.900
Sport
1.8 flex
Automático
6 marchas
75.900
Sport
2.0 diesel
Automático
9 marchas
99.900
Longitude
1.8 flex
Automático
6 marchas
80.900
Longitude
2.0 diesel
Automático
9 marchas
109.900
Trailhawk
2.0 diesel
Automático
9 marchas
116.900
 (+) lançamento em 90 dias


Agenda positiva ex-governo
Neste princípio de re-governo que não deixará saudades a ninguém, quando o país desgovernado convive com más notícias econômicas e a falta de perspectivas, medidas, planos ou projetos, curiosamente a única boa notícia econômica não vem do governo, mas da iniciativa privada. Grande fábrica em região pobre, norte de Pernambuco e sul da Paraíba, empregadora por si só e pela instalação de vizinho parque de produção de auto peças, recolhedora de impostos, movimentadora da roda da economia. Estamos a quase 90 dias do governo Dilma 2, e a única novidade positiva não vem de quem recolhe impostos e os gasta muito e ma, mas de quem os recolhe. RN


Roda-a-Roda
Martelo – Surpresa no leilão dos ativos e restos da De Tomaso, fábrica italiana de esportivos. Ofertas em torno de 500 mil euros, dispararam na disputa entre holdings chinesa e outra com base em Luxemburgo, a L3. Ganhou com lance de 2 milhões e cinquenta mil euros e a proposta de voltar a funcionar, recontratar 360 funcionários, e fazer esportivo com motor traseiro.

Cadastro – A empresa com operações na Itália e base fiscal em Luxemburgo, é do ramo: é dona da Lotus, competidora da Fórmula 1. Propõe fazer esportivo com motor traseiro. Curioso abandonar o sedã Deauville, projeto recente da Pininfarina, encomendado e pago pela administração anterior.

Caminho – Governo argentino vai atrás e instiga Nissan fazer picape Frontier em seu país. Seria na fábrica da Renault, em Santa Isabel, Córdoba. Efetivado, sedimentaria na mesma usina a produção do picape Renault tratado como Raptur, aproveitando a base Nissan – como na Coluna da edição passada.

No freio – Má situação para os BRICS com crescimento apenas para China e Índia. Brasil sinaliza encolher impensáveis 25%, e Rússia caiu 20% em 2014. Lá, GM através da Opel, freou, parará produção, suprindo presença com importados.

Mais - No cenário governo russo disponibilizou auxílio de US$ 166M para indústrias locais fazer ponte até 2016. Ford mantém sua aposta; coreana SSang Yong suspendeu exportações, e Nissan, por queda de vendas, parou produção.

Liderança – Norbert Reithofer, presidente do Conselho da BMW, acredita na manter liderança no mercado Premium em 2015, incluindo recorde de faturamento, vendas e lucros antes dos impostos. Calca no leque de modelos e na soma das operações MINI, Rolls-Royce, e motos BMW.

Briga – Mercado dos veículos alemães Premium em briga embolada. BMW vendeu 1,82M em 2014, Audi 1,7M e Mercedes 1,6M, ambas em crescimento.

Férias – Acima da disparada do Euro ? Vais a Paris até 10 de maio ? No bater pernas pela Avenida Champs Elisées, pare no número 42, o DS World Paris. Lá, exposição da jóias da designer Nathalie Colin, da  Casa Svarowski, conhecida pelos cristais, e em torno do Divine DS, carro conceito da nova marca.

Tempero – Hyundai fará série especial de 3.500 unidades do HB20. Itens para sugerir esportividade, como saias laterais e difusor de ar na traseira, rodas em desenho exclusivo. Cuidou do conforto com comandos de rádio no volante, tela de 7”. Nas versões de 2 e 4 portas hatch, 1.0 e 1.6. Simples, 1.0, transmissão manual  R$ 44,450. Equipado, 1,6, automático, R$ 53,545.

Racionalidade – Para difundir a necessidade de racionalização do uso da água, Mercedes-Benz realiza campanha dentro de sua fábrica matriz, em São Bernardo do Campo, SP. Dá exemplo no economizar anualmente 84 milhões de litros – nos últimos 10 anos reduziu consumo em 20%.

Festa – Em mais de seis décadas, da simplória montagem à produção, VW fixou seu emblema em 22 milhões de veículos – destes, exportou mais de 3,3 milhões. Agora em processo de nivelamento internacional, tem um produto global em cada uma de suas fábricas.

O que – Modernos motores EA 211 de três e quatro cilindros em São Carlos; novo Jetta em São Bernardo do Campo; up! em Taubaté, em São Paulo, e fará o novo Golf em São José dos Pinhais, Pr. Em motores já produziu 23 milhões.

Espartano – No processo de revitalização de sua pioneira fábrica em São Bernardo do Campo, SP, Toyota resgatou diretoria para lá. Economia de custos.
Base – Para aumentar produção de peças para motores, como virabrequins e bielas, para uso local e exportações, terá três turnos de funcionamento.

Assinatura – Novos terminais e ponteiras de escapamento como decoração automobilística, lançamento da Tuper, maior fabricante de escapamentos da América Latina. Para durar, são em inox polido, para nacionais e importados.

Reparos – Sikkens, linha Premium de itens de pintura da PPG será utilizada pela rede Toyota para reparos em veículos da marca. Não é apenas uso de material a preço atrativo, mas uso do conceito Reparo Rápido, processo de otimização dos carros nas oficinas, com vistas a maior lucratividade.

Razões – Pelo processo, pequenos reparos de pintura realizados em apenas 2 horas, durante a revisão ou reparo do veículo. Tipo Jac – jac o carro está na oficina, conserta tudo ... Diz, não há choque entre a pintura original e o retoque.
Nos dias atuais, seguros e serviços devem pagar a conta da concessionária – venda de veículos tende a ser lucro bruto.

Tecnologia – Pirelli, fornecedora oficial de pneus para a Fórmula 1, parece, acertou a química na temporada de 2014, evitando dechapamentos, e melhorou-a para 2015. Nos treinos da prova de abertura, GP da Austrália, tempos baixaram entre 3s e 2s, e na corrida Lewis Hamilton fez a volta mais rápida em 1s e 5/10 menos.

Avião – Cada vez mais próxima a realidade do avião da Honda, o Honda Jet. A FAA, agencia estadunidense para aviação autorizou produção dos motores pela joint venture entre GE e Honda. Exigirá apenas comandante, será o mais econômico e o de maior autonomia. Fábrica é em Lynn, Massachussets, EUA.

Retífica RN – Coluna informou produção dos BMW Serie 1 em Araquari, SC, e ilustrou com foto do modelo novo. Errou. Modelo inicialmente montado será o em descontinuação, de 2011. Cronograma e acordo com o programa Inovar-Auto, justificou a BMW.


Gente – Persio Lisboa, paulista, administrador, píncaro. OOOO Presidente de operações da Navistar, objetivo perseguido há 27 anos. OOOO Marca inclui operações da Internacional caminhões e motores MWM. OOOO

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

DESEMPENHO GLOBAL DO SETOR AUTOMOTIVO – Fechamento 2013


A JATO Dynamics do Brasil, líder em fornecimento de informações automotivas, divulga seu release mensal com fechamento dos dados de veículos vendidos mundialmente em 2013. A China encerra o ano na 1ª posição com crescimento expressivo de 18% e mais de 19 milhões de veículos comercializados. Os EUA seguem em 2º lugar com 15,5 milhões de unidades vendidas e alta de 7,6% em relação 2012.  O Japão se mantém na 3ª colocação, registrando o mesmo índice do ano passado.Os dados chineses incluem apenas veículos de passeio. Para o restante dos países os números englobam carros e comerciais leves.

O Brasil ficou na 4ª posição com 3.575.947 unidades de carros e comerciais leves vendidos no ano, mas com queda de 1,6%, nas vendas se comparado ao ano anterior. A Alemanha segue em 5º lugar com retração de 4,1% quando comparado a 2012.

Com exceção da China, todos os países membros da cúpula dos BRICS apresentaram baixa em vendas de 2013 se comparado ao ano anterior. A Índia e Rússia, na 6ª e 7ª colocações obtiveram queda de 6,8% e 5,4% nas vendas do ano em relação a 2012. A Grã Bretanha ficou em 8º lugar com alta de 11% se comparado ao mesmo período do ano passado. A França segue na 9ª colocação com 5,5% de queda nas vendas. O Canadá ficou entre os dez maiores mercados  com 1.747.088 de veículos vendidos em 2013.

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Desempenho das marcas


A Toyota terminou o ano na 1ª colocação  com alta de 1,02% e com mais de 6 milhões de veículos vendidos mundialmente no ano de 2013.A Volkswagen segue em 2º lugar nas vendas do  ano, com  5,45% de veículos se comparado a 2012.  A Ford também manteve sua 3ª colocação e crescimento de 10,91%. Destaque para as marcas japonesas, Nissan e Honda, que apresentaram uma recuperação expressiva nas vendas de dezembro de 18,65% e 20,96%  se comparado a igual período do ano passado, respectivamente.

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 Modelos mais vendidos nos 10 maiores mercados

 O modelo mais vendido no mundo em 2013 foi o Ford Focus, com mais de 1 milhão de unidades vendidas, sendo que mais de 60% das vendas  do modelo ocorreram na China e EUA. O Toyota Corolla foi o segundo veículo mais comercializado em 2013 com 895.925 unidades vendidas.Preferido pelos americanos e canadenses, o modelo F-Series foi o terceiro veículo mais vendido globalmente se incluída esta categoria. Na 4ª colocação está o Hyundai Elantra – conhecido na Coreia como Avante – com crescimento significativo de 15,40% se compararmos a 2012. O Chevrolet Cruze foi o quinto modelo mais vendido sendo os mercados principais os EUA e a China. O Volkswagen Passat, ou Magotan como é chamado na China, ocupou a 6ª colocação do ranking.

Mesmo sendo o 3º modelo mais comercializado nos EUA, o Toyota Camry aparece em 7º lugar no ranking mundial. O Honda CR-V ocupou a 8ª colocação com aumento de 12,57% se comparado ao ano anterior. Em 9º lugar ficou o Ford Fiesta com 46% de vendas do modelo feitas nos mercados brasileiro e inglês. O Honda Civic ficou entre os dez modelos mais vendidos em 2013 com 644.210 unidades comercializadas. O Volkswagen Gol ficou fora do ranking ocupando o 11º lugar em 2013.


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quarta-feira, 7 de março de 2012

Brasil é o Bric com gestão mais eficaz da produção automotiva




Redação AB

www.automotivebusiness.com.br

Levantamento da KPMG aponta que o Brasil tem a gestão mais eficaz da produção automotiva entre os emergentes. A análise, feita a partir do estudo Global Automotive Executive Survey 2012, revelou que não apenas os mercados maduros, mas também os membros do Bric (bloco que inclui Brasil, Rússia, Índia e China) devem estar prontos para gerenciar o excesso de capacidade produtiva no futuro. 

Na avaliação da consultoria, as fabricantes de veículos instaladas no Brasil têm boas perspectivas. O aumento da capacidade produtiva em mais de 1 milhão de unidades previsto para até 2016 acontecerá de forma equilibrada. Segundo o estudo, o aproveitamento deste potencial deve ficar acima de 90%, índice que garante retorno financeiro às empresas. 

A principal vantagem do País na comparação com os outros emergentes é a experiência no setor automotivo e o formato flexível das fábricas. “As montadoras instaladas no Brasil estão acostumadas a lidar com os fortes altos e baixos da economia, enquanto as da China ou Índia conhecem somente os altos”, resume Charles Krieck, da área de industrial markets da KPMG Brasil. 

EXCESSO CHINÊS

A China foi apontada como o emergente que mais enfrentará problemas de excesso de capacidade produtiva no futuro. O estudo aponta que, nos próximos cinco anos, cerca de 30% do potencial do país não será aproveitado. O índice fica bem acima do adequado para garantir uma operação com margens saudáveis. 

Diante da sobra de produção, o excedente da China deve virar pressão sobre outros mercados. A necessidade de o país asiático comercializar a sobra no mercado global vai tornar mais acirrada a concorrência com outras nações tradicionalmente exportadoras, como Alemanha e Japão. A projeção da KPMG é de que, até 2014, mais de 1 milhão de carros produzidos em fábricas chinesas sejam vendidos no mercado mundial. Sem uma gestão adequada da produção, o número deve avançar rapidamente. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Brics venderam 23,5 milhões de veículos em 2011

FONTE: AUTODATA
www.autodata.com.br


Enquanto o mercado europeu amargou retração nas vendas de veículos em 2011 e os Estados Unidos ensaiaram recuperação, os números dos países do Bric seguiram aquecidos. De acordo com levantamento exclusivo da Agência AutoData juntos Brasil, Rússia, Índia e China responderam por vendas de aproximadamente 23,5 milhões de unidades em 2011.
Todos os países emergentes integrantes do Bric têm expectativas positivas para 2012 no que se refere aos seus mercados internos de veículos.
Sozinha a China, maior mercado mundial, somou 14,5 milhões de unidades em 2011, considerando-se apenas automóveis, o que representa 5,2% de alta ante 2010. De acordo com informações de agências internacionais o crescimento foi modesto por conta da suspensão dos benefícios e incentivos para a compra de veículos oferecidos pelo governo chinês até a metade do ano passado. Analistas do setor projetam para este ano crescimento acima do registrado no ano passado, impulsionado pela alta demanda em cidades do Interior.
Na Rússia, a estimativa para 2012 é de que as vendas cresçam 12% na comparação com o ano passado. O índice é modesto quando vistos os 39% de alta apontados no ano passado ante 2010 naquele mercado, que somou 2,6 milhões de unidades. A quebra no ritmo de alta está atrelado à crise financeira européia, segundo registros de analistas a agências internacionais.
O Brasil registrou no ano passado o menor índice de crescimento dentre os Brics, 3,4% ante 2010, totalizando 3,6 milhões de unidades comercializadas, incluindo caminhões e ônibus – o segundo maior volume dentre os quatro países, atrás apenas da China. Em 2012 o mercado brasileiro, segundo projeção da Anfavea, crescerá de 4% a 5%.
Na Índia, de acordo com números da SIAM, associação que reúne as fabricantes locais, de janeiro de 2011 a novembro de 2011 foram vendidos ali cerca de 2,56 milhões de veículos leves, 6% acima do volume de igual período do ano anterior. A entidade tem projeções otimistas para o próximo ano fiscal, que apontam crescimento de até 13%.