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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 3318 - 17.08.2018 - edita@rnasser.com.br

Começar de novo. Missão do Citroën Cactus
PSA, holding das marcas Peugeot, Citroën, DS, das recém compradas Vauxhall, Opel e autopeças, iniciou produzir o novo Citroën C4 Cactus na fábrica de Porto Real, RJ. Em termos morfológicos lembra um Mercedes GLA, com bom conjunto mecânico, liderado por engenho L4, 1,6 litro, turbo, fazendo médios 170 cv.

Não é mais um ou apenas outro produto novo. O Groupe, como seus colaboradores o chamam, focou no Cactus o momento da virada da empresa, o ponto de inflexão à reconquista de espaço.

No Brasil ambas as marcas tiveram dias de vendas e glórias no mercado. 

Peugeot, por exemplo, monoproduto com o 206 representava 3% das vendas gerais. Citroën, com C3 Picasso, menos, mas ótimos resultados tratando-o como categoria Premium, acima dos Peugeot, líder dentre monovolumes, situação única no mundo. Depois, trapalhadas, economia besta, subtraindo o lançamento do 207 e transformando o 206 para ser tratado como novo produto, iniciou descer a ladeira das preferências. Mudanças, bons produtos não inverteram a mão do mercado, e as marcas pagaram caro pelas confusões, pelas elevadas contas cobradas pelos consertos nos concessionários, e as gestões por fugazes administradores. 

Há cinco anos o envio de Carlos Gomes, ex-Fiat Portugal, cooptado a peso de ouro, conseguiu um diagnóstico, fez mudanças, traçou parâmetros e, corajosamente fez incisão profunda no problema maior: mau conceito na assistência técnica, criando o maior pacote de proteção aos clientes. Ao mesmo tempo gestou processo de mudanças, incluindo centro de desenvolvimento e design, e conclusão: para mercado promissor, mas de uso áspero como o são as vias brasileiras, onde, a grosso modo, um sedã exige suspensão de utilitário esportivo, os produtos deveriam ser concebidos com especificações nacionais – e não europeias adaptadas. Abro espaço para comentar como as marcas de automóveis erram em olhar para a frente, sem prestar atenção no passado. Tivessem procurado os arquivos de uma das marcas sob sua tutela, teriam encontrado em sua fábrica de Poissy, onde era a sede da Simca, o árduo e bom trabalho realizado para dar resistência brasileira a um produto francês, como o foi o Chambord e seu pico de desenvolvimento local, o modelo Tufão.

Dentre as medidas, durante a gestão superior de Carlos Tavares, outro português, chamado a salvar a PSA, resolveu-se investir nas marcas no mercado sul americano, começando por passo mandatório: uso de plataforma comum. Definida, será base para os próximos produtos da marca, a começar pelo Cactus. Outros dela advirão: Gabriel Cordo Miranda, diretor da PSA na Argentina, há dias anunciou um sedã como produto a seguir o Cactus.

Na definição por este, em produção na Europa, estatuíram, o sucessor seria desenvolvido no Mercosul. Boa escolha, superou o original - e o substituiu.

Para fazer o Cactus, houve necessidade de grande mudança tecnológica na moderna fábrica da PSA no curioso e pouco conhecido município carioca de Porto Real – Pó Royal, como pronunciam os franceses... – com reformulação, controles digitais, conceitos Indústria 4.0 e moderno sistema de conferência das medidas das carrocerias por laser. Dos 300 milhões de euros demandados, Tavares concedeu 1/3, e por sobrevivência a operação foi realizada com economia, negociação, sério corte de pessoal, cumplicidade com fornecedores. 

O produto surpreendeu. Ao final terão sido gastos R$ 580 M, pouco acima do teto definido. A puristas seria um hatch de 4 portas, mas os traços finais fazem-no visto como utilitário esportivo – é, no Brasil, classificação tão etérea quanto o termo jipinho aplicado por alguns jornalistas -, e a morfologia de maior crescimento no mercado. 2,65m de distância entre eixos oferece ótimo espaço interno a passageiros dianteiros e posteriores.

A PSA calcula sucesso ao apostar no formato de maior crescimento no mercado e nos acertos de estilo e composição mecânica. Na prática, projeta vender 2.500 unidades mensalmente, 1% do mercado doméstico. Em termos, pouco menos ante a soma dos números de venda obtidos em junho, 2.900 unidades: 1.600 Peugeots e 1.300 Citroëns.

Relativamente ao modelo anterior, europeu, o projeto sul americano, gestado na PSA em S Paulo, é muito superior em estilo e conforto, incluindo exigência dos consumidores sul americanos, de os vidros das janelas traseiras baixar totalmente.

Pablo Averame, argentino, muitos anos de Peugeot, vice presidente de produto, marketing, mobilidade e serviços conectados na América Latina, entende, o Novo SUV C4 Cactus ilustra perfeitamente a nova assinatura “Inspired By You” da Citroën, uma marca inspirada pela vida das pessoas e pela sua maneira de viver o automóvel. Um veículo muito moderno e seguro, desenvolvido em torno de três pilares: o design, a tecnologia e o conforto. Em design, destaca-se sua silhueta moderna e repleta de personalidade, que integra os novos códigos da marca, com múltiplas possibilidades de personalização. Em termos de tecnologia, o modelo será equipado com os novos sistemas de assistência ao motorista para uma condução mais fácil e tranquila, com destaque para o “Active Safety Brake” que, até um limite de velocidade, aciona automaticamente os freios em caso de colisão iminente. Já no pilar de conforto, fiel ao programa Citroën Advanced Comfort®, será uma referência em sua categoria, destacando-se aqui o seu isolamento acústico e o conforto da suspensão.

A implementação tecnológica aplicada em Porto Real permeará para aos produtos ali montados: Cactus, Peugeots 208 e 2008, Citroëns C3 e Aircross.

Roda-a-Roda
Quanto ganhas ? –Pergunta pode parecer impertinente, mas tem fundo lógico. É para saber se você, apreciador de automóveis, cultor da história e da cultura, está apto a não se candidatar à aquisição de um dos 250 exemplares do livro Il fascino Ferrari.

? - Edição própria, primeiros 250 exemplares custarão aproximados US$ 30 mil – a grosso modo uns R$ 115 mil. Terá autógrafo do CEO recém desaparecido Sergio Marchionne, John Elkman, presidente, e Piero Ferrari, vice.

Mais – Virá num estojo de alumínio e terá mesinha inspirada num motor V12. Sei não ser o seu caso, mas haverá edição tipo mezza boca, os exemplares 251 a 1947, sem os agregados e assinado apenas por Piero Ferrari custarãm US$ 3 mil por 514 páginas, fotos e desenhos inéditos dos 71 anos de história da marca.

Eclipse Cross – Nome marcante, de esportivo surgido ao fim da década de ’90, preferido por jogadores de futebol e outros intelectuais, Eclipse foi aproveitado para marcar novo produto da mesma Mitsubishi. Desta vez nada de esportivo, mas na onda dos SUV e SAV, será o Eclipse Cross.

Como – Vertente do ASX, assemelhado em morfologia e uso, dele aproveita a plataforma, terá motor L4, 1,5 litro, turbo, 163 cv, transmissão CVT e tração nas 2 ou 4 rodas. É um ASX elegante, bem vestido, cheio de cromados. Setembro.

Muda – Jeep iniciou montar segunda geração do Renegade. Repete mudanças exibidas no modelo italiano: grade acompassada, para choques, faróis, lanternas traseiras, console, tela multimedia e infordiversão. Vendas em outubro

Mais – Setembro VW iniciará vender Novo Jetta. Coisas do comércio internacional, é produzido no México, mas o motor L4, 1,4 litros, turbo, 150 cv, é brasileiro, feito em São Carlos, SP. Transmissões automática e mecânica com seis velocidades. Também versão 2.0 e 220 cv, automático, sete velocidades.

Mercado - É construído sobre a plataforma MQB, mesma do Golf, Tiguan, Polo e Virtus, e relativamente à versão antiga cresceu milímetros em comprimento, e poderosos 12 cm entre eixos. No mercado ficará entre os VW Virtus e Passat.

Toyota – Mudanças no picape HiLux: grade, para choques, tomadas de ar, grupo óptico frontal, capô. Internamente novo sistema de infodiversão mais responsivo, tela maior. Apenas versões de topo, para lazer e transporte individual em asfalto. Segundo ciclo da atual geração, terá apresentações regionais. Vendas imediatas.

Ranch – FCA criou versão de topo para o líder Toro. É a Ranch, superior à Volcano. Tratamento automobilístico em decoração – couro marrom combinando com pintura prata –, faróis girando para curvas, acionamento do motor por controle remoto. A R$ 150 mil – conversáveis.

Festa – Renault festeja um ano do lançamento do Kwid com 56 mil unidades vendidas; 46% do segmento onde competia com Fiat Mobi e VW up!; exportação de 20 mil carros à América Latina. Superados os problemas iniciais de aclimatação do projeto indiano às condições nacionais, deve ascender no segundo ano.

Antigos – Sucesso a 3ª edição do Village Classic Cars promovido no Shopping Village Mall, Barra da Tijuca, RJ. Destaque para Mercedes 300 SL, o Asa-de-Gaivota, pintado em corajoso verde claro, completo com jogo de malas. Do colecionador paulistano Leo Steinbruch.

História – Não foi apenas bom encontro, atraindo público diversificado, mas corajoso resgatar do ânimo carioca. Organizado pelo Veteran Car Club RJ, mais antigo do país, a cada ano agrega novos expositores e interesse. Rio havia perdido eventos automobilísticos de porte.

… 2 - Organizadores do Encontro Paulista de Automóveis Antigos, em Águas de Lindóia, SP, aproveitam know how, estrutura e pesquisa de mercado: farão evento exclusivo a veículos esportivos. Mesma cidade, 24 a 26 de agosto. Informações sportcarsag@gmail.com

Gente – Viviane Mansi, comunicóloga, mudança. OOOO Deixou liderança de comunicação corporativa da Votorantim Cimentos, assumiu mesma área, na Toyota com amplitude para América do Sul. OOOO Ricardo Bastos passou a função e concentrar-se-á em Relações Governamentais. OOOO Brasil é base de comando continental. OOOO Carlos Ayala, mexicano, engenheiro, promoção. OOOO De Vice Presidente de Negócios a Presidente da DAF Brasil. OOOO Marca pouco conhecida, 3.500 unidades em circulação atuando no segmento acima de 40t, e é a primeira fábrica fora da Europa. OOOO Nicola Romeo, engenheiro, criador da Alfa Romeo, passou há 80 anos. OOOO Enzo Ferrari, engenheiro h.c., empreendedor em sua marca famosa, foi-se há três décadas. OOOO

Renegade baixa preços
Surpresa no mercado pelo retorno à produção no mesmo Pernambuco onde fora montado no meio dos anos ’60, o Jeep, em atualizada versão Renegade, cumpriu promessa aparentemente impossível, feita em sua apresentação ao Salão do Automóvel de 2014: seria líder de mercado. Foi. Ao primeiro ano de produção ultrapassou o Ford EcoSport e o Renault Logan, distanciando-se na liderança. Produto de sucesso, construído no Brasil, na Itália e na China, é um dos veículos responsáveis por transformar a marca na de maior faturamento e lucros na holding FCA – quando a Fiat assumiu a Chrysler, a Jeep foi uma das marcas recebidas, e a FCA soube aproveitar seu potencial.

Aproximando-se da importante referência de um quarto de milhão de unidades produzidas no Brasil, empresa reviu os preços de suas versões, reduzindo-os para não perder e incentivar vendas no período pré eleitoral, habitualmente redutor de negócios. Segundo o fabricante, não houve contração de conteúdo, mas apenas um ajuste sazonal.

O realinhamento minguou preços em até R$ 7 mil na versão de entrada, a Custom, motor flex 1,8 e câmbio manual de 5 marchas. Em julho encontrável por R$ 76.990, seu preço sugerido em tabela é de R$ 69.990. Em posição intermediária, a versão Sport 1,8 e câmbio manual sofreu corte de R$ 3.500, descendo a R$ 79.990. Com opção de câmbio automático, teve preço reduzido em R$ 2.500, chegando a R$ 86.490. Versão Longitude, superior, com transmissão automática, teve corte de R$ 3.500, atingindo R$ 90.490.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

GROUPO PSA CENTRALIZA GESTÃO DE SUAS MARCAS NO BRASIL

Buscando um alinhamento mundial com a prática adotada pelo Groupe PSA, será implementada também no Brasil a unificação da gestão das Marcas Peugeot, Citroën e DS. As estruturas comerciais de cada Marca continuarão independentes. Além desta mudança, outras ocorrerão também no Comitê de Direção do Groupe PSA na América Latina. Desta forma:

Ana Theresa Borsari, atualmente responsável pela Marca Peugeot no Brasil, assume também o comando das Marcas Citroën e DS neste país a partir do dia 1º de fevereiro. Esta mudança, alinhada com a tendência mundial do Grupo em centralizar a direção destas três Marcas, contribuirá para agilizar a tomada de decisões, bem como para que a estratégia das Marcas torne-se cada vez mais complementar e coerente com seus respectivos posicionamentos, acelerando assim a busca por uma maior performance. 

Paulo Solti, atualmente responsável pelas Marcas Citroën e DS no Brasil, assumirá a Direção de Programas e Desenvolvimento do Groupe PSA na América Latina em 1º de agosto, após um período de permanência de Paulo Solti na matriz do Groupe PSA em Paris. Esta área tem como atribuição construir o plano diretor estratégico global para a região (veículos, motores, industrial e fornecimento), planejar recursos e investimentos, construir o “business case” de cada projeto e gerenciá-lo até o lançamento efetivo do produto.

Laurent Simionesco, atualmente responsável pela Direção de Programas e Desenvolvimento do Groupe PSA na América Latina, retornará à França a partir de 1º de agosto, onde assumirá um novo cargo a ser revelado futuramente.

Tanto Ana Theresa Borsari como Paulo Solti reportarão, em seus novos cargos, a Patrice Lucas, que assumirá suas funções de Presidente do Groupe PSA na América Latina em 1º de fevereiro de 2018 no lugar de Carlos Gomes, indicado para liderar as operações do Grupo na China e Sudeste da Ásia.


sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4817 – 01.12.2017 edita@rnasser.com.br

Fiat Cronos ou VW Virtus. Quem levará nos sedãs compactos?
Ambos estão em pré apresentação à imprensa, co-optando divulgação graciosa por jornalistas e blogueiros, preparando clima para disponibilização de vendas ao início do ano. O Virtus já iniciou produção, e o Cronos ainda não definiu data de lançamento, programada para janeiro ou fevereiro.

São semelhantes em dimensões – embora o VW tenha quase 10 cm de distância entre eixos superior ao Fiat -; diferem-se por proposta e motorização; mas tem o mesmo foco: miram nos líderes. VW foca em Chevrolet Chevrolet Cobalt e o Hyundai HBS. O VW utilizará o motor 1,0 tri cilíndrico, com injeção direta e turbo, enquanto no Cronos inicialmente haverão o 1,3 de quatro cilindros com transmissão automatizada Dualogic, e 1,8 automática – fim do próximo ano, o motor 1,4 Turbo!

O Cronos quer, majoritariamente, os compradores de Chevolet Prisma e Honda City com a versão de menor preço, a 1,3 Drive. A versão superior Precision quer concorrer com o mesmo objetivo do Virtus, o Chevrolet Cobalt e o sedã Hyundai. Cronos foi desenhado no Brasil pela equipe liderada por Peter Fasbender, pai do conceito do Toro e do Mobi, tem invejável traço estético, conseguindo ser um sedã com morfologia própria, banindo o conceito de ser um hatch com um prolongamento caudal.

A construção emprega a plataforma até a Coluna B, batente da porta dianteira, e daí para trás se modifica com a insersão de um novo pedaço para caracterizar o sedã compacto. Frente recebeu outros elementos para distanciá-lo do Argo. A linha traseira do teto, o recorde das portas traseiras exudam a idéia de elegância.

No automóvel o porta malas se destaca por enorme capacidade, acima de 500 litros, entretanto não utiliza mola a gás ou articulação pantográfica para facilitar o uso.

Preços do Cronos imaginados entre R$ 55 mil e R$ 70 mil.
Pontualmente não serão concorrentes, pois apostando em segmentos diversos, apesar de projetadamente ter versões disputando os mesmos clientes. O VW Virtus será mais um no leque de produtos da VW, querendo pegar carona na identificação do Polo como Mini Golf, com vendas projetadamente inferiores ao Cronos, cuja postura mercadológica é diferente: ele deve ser alavanca auxiliar para implementar vendas da Fiat. Espera-se que a companhia enfatize sua maior qualidade, que não são as linhas, mas a qualidade construtiva. A empresa não conseguiu mostrar isto com o Argos.

Ssangyong voltará em 2018
Ao aguardo das novas regras para importação – alterando o mercado -, Venko, nova representante da marca sul coreana Ssangyong, apresentou produtos – vende-los-á em 2018, pós publicação. Corre para reativar concessionários sobreviventes e nomear outros, para chegar a 50 pontos de venda.

Marca já esteve no Brasil por duas vezes e passada crise na matriz, agora controlada pela indiana Mahindra, retorna ao país com novo importador – originalmente o primeiro representante da Chery. Demonstra o interesse no mercado, através da junção de capitais da controladora indiana Mahindra, pela Ssangyong – que nome ... – e pela representante Venko.

Retorno com quatro produtos em diferentes segmentos:
SUV Compacto - Tivoli derivado XLV. Motores a gasolina, 2,2 litros, parcos em potencia, 128 cv, e torque de 16,3 m.kgf – Fiat consegue o mesmo torque no motor 1,6 EtorQ. Câmbio automático Aisin seis velocidades. Diferença entre os dois está no comprimento – o XLV tem mais 24 cm e  daí o porta malas maior;

SUV – É o Korando, apresentador da marca ao Brasil.  Estilo atualizado pela casa Pininfarina – no destroçar dos ateliês de construção dos grandes carrozziere, a Mahindra assumiu ¾ do capital. Motor diesel, 2,2 litros, 178 cv e 41 m.kgf de torque. Tração nas quatro rodas on demand – o Korando aplicará a tração em duas ou na totalidade de acordo com o necessário.

Picape – É o Action. Mecânica comum ao Korando, porém com comando de tração com reduzida 2x4, 4x4 e diferencial central pelo motorista. Baixa capacidade de carga: 681 kg – que medida curiosa ... Não é monobloco como os picapes leves, mas emprega chassi com longarinas.

Preços projetados, pois desconhecida a carga tributária no atrapalhado projeto de regulação do setor, o Rota 2030. Tivoli – R$ 85 mil a 100 mil; XLV – R$ 5 mil adicionais; Korando – R$ 135 mil a 150 mil; Actyon Sports, R$ 120 mil a 135 mil.

Surpresa: usados Citroën crescem valorização
Levantamento da agência AutoInforme com 24 marcas e comportamento no mercado durante o primeiro ano de uso, indicou enorme ganho de valor de revenda pelos Citroën. Na aferição percebeu-se depreciação média de 12,4%, enorme diante dos números anteriores, na casa dos 18,1%. O enorme ganho, adequado aos proprietários, altera o conceito da marca.

Paulo Solti, vice-presidente para a América do Sul e diretor geral da Citroën do Brasil vê a conquista como resultado de investimentos na satisfação do cliente. Ano passado a marca envidou série de providências para valorização da marca embutidos no Compromisso Citroën: Revisão a R$ 1/dia, com intervalos de 10.000 km, com possibilidade de pagamento parcelado; Citroën Advisor, um canal de relacionamento franco para avaliar concessionárias, serviços e dividir opiniões; o Citroën Assistance XL, com reboque gratuito até o oitavo ano de vida do veículo; e o programa Novo de Novo Citroën, a recompra garantida do Citroën usado e facilidades para a troca por um zero km.  

O pacote de providências solidificou a imagem, a certeza do acolhimento do cliente pela marca, e a amplitude de proteção influenciou no valor de revenda. Hoje os Citroën estão pareados com as marcas com usados de menor desvalorização. A medida, tomada em um ano de uso, indica o C3, mais vendido da marca, com 11,3 % de desvalorização e o SUV Compacto Aircross com 12,5%.

A constatação numérica tem relevo especial quando de observa, quebra um paradigma, a de atrelar o valor de revenda ao país de origem da marca, pelo qual japoneses, coreanos e alemães tinham menor desvalorização. A Citroën inscreveu os franceses no rol dos bons investimentos.

Roda-a-Roda
Mais uma – Eurobike, com rede de revendas BMW e Porsche, nova representante da inglesa McLaren no Brasil. Produtora de esportivos desenvolvidos com know how da Fórmula 1, tenta há alguns anos encontrar importador. O tri campeão Nelson Piquet foi sondado e declinou – mas comprou uma unidade. Importação pós nova legislação, em 2018.

Recorde - Recém surgida no mercado, sucesso de vendas, norte-americana Tesla, produtora de veículos elétricos, anuncia recorde mundial para 2020: esportivo de produção industrial apto a acelerar de 0 a 100 km/h abaixo de 2s!

Painel – É o mais ágil já construído. Para noção, o Bugatti Chiron, do alto de seu motor 16 cilindros em W, 8,0 litros toma 2,5s para a mesma proeza.

Tem mais – Surpreendeu-se? Vem aí o caminhão Tesla. Vazio irá de 0 a 100 km/h em 5s; com 36 t de carga, 20s. Atração maior, carregado será capaz de manter 105 km/h numa subida de 5 graus – caminhões do mesmo porte, a diesel, andam a 70 km/h. Resultado, media horária maior, menos tempo em viagens. Autonomia 800 km.

Questão – Não havendo almoço grátis, recarga exige consumo de energia igual ao consumo de 4.000 casas.

Na frente – Ford anunciou mudança na linha Fiesta. Não é a sétima geração, mas trato na anterior. Chama-o, com pouca criatividade, New Fiesta 2018, e marca-se pela mudança na grade frontal, cuja cor, preta ou cromada indicam a versão de conteúdo. Para choques mudaram.

Freio – Freou investimentos, inalterando o grupo óptico, mas incluiu barras anti intrusão nas portas e reforço estrutural no teto. Aparentemente depois dos maus resultados do Ka nas provas de impacto do LatinNCAP, iniciou corrigir economia construtiva. Tempos atuais exigiram levar a tela de 19 cm à versão SEL, com sistema Mirror Screen. Versão de topo, Titanium, agrega câmera de ré.

Mecânica – Motores mais potentes na categoria, poli cilíndricos, em alumínio, transversais, 1,6 litro, 125/8 cv, e 1,0 litro, Ecoboost – turbo -, 125 cv e densos 200 Nm de torque – medida encontrável nos motores 2,0 aspirados. Transmissões mecânicas cinco velocidades ou automática e polêmica Powershift, com seis.

Quanto – Leque abre em R$ 56.690 versão de entrada, e vai a R$ 75.190 para a de Topo, Titanium 1,6 Plus, transmissão automática, bancos revestidos em couro, sete bolsas de ar, sensores de chuva e crepúsculo.

E,  - Adicional de custo pelo turbo eliminou versão Titanium e motor Ecoboost.

Novo – Início de janeiro Honda apresentará novidades estéticas no sedã compacto City.

Valor – Surpresa, a Citroën foi a marca de maior ganho no valor de revenda de
Eleição – Jornal do Carro, do Estado de S Paulo, fez pesquisa entre 1500 motoristas e elegeu a Mercedes-Benz como a marca mais lembrada. Também vitoriou em iniciativas da AutoData e TranspoData.

Definição – Assumida pela Marcopolo, também fabricante de carrocerias para ônibus, Neobus definiu estratégia: aplicou-se aos micro-ônibus. Até outubro montou 639 unidades, contra 413 em 2016, 64,4% de crescimento. Dedica-se, também, aos urbanos Mega; micros Thunder e rodoviários N10.

Ambição – Rinaldi, produtora gaúcha de pneus e câmaras de ar reforçadas para motos com aplicação off-road, iniciou exportar ao atrativo mercado norte-americano. USAMX, a importadora, foi responsável por abrir o mercado mexicano à Rinaldi, quer repetir o feito nos EUA, a partir da Flórida

Gente – Carlos Gomes, português, presidente Brasil America Latina, membro do board do Groupe PSA, eleição. OOOO Personalidade do Ano no Prêmio AutoData 2017. OOOO Segunda vez. OOOO Antonio Megale, Anfavea; Besaliel Botelho, Bosch; Roberto Cortes, da MAN, também. OOOO Silvio Campos, engenheiro mecânico, mestre em economia, progressão. OOOO Marketing do produto na Case IH, de tratores. OOOO


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Ana Theresa Borsari assume a Direção Geral da PEUGEOT do Brasil

Ana Theresa Borsari assume, a partir de 1º de outubro, a Direção Geral da PEUGEOT no Brasil. Assim, pela primeira vez desde que iniciou suas operações no país, em 1991, a Marca tem um brasileiro no comando. Também cabe a ela mais um fato inédito: é a primeira mulher a pilotar a operação no Brasil.

A executiva, de 44 anos, é advogada formada pela USP (Largo de São Francisco). Ingressou na marca em 1995 e passou por vários postos na PEUGEOT do Brasil até deixar, em 2010, o cargo de Diretora de Marketing para iniciar sua carreira internacional.

Nesse período de preparação para retornar à frente da operação brasileira, Ana Theresa foi a responsável pela coordenação comercial da PEUGEOT no sul da Europa e a primeira mulher a comandar uma operação da marca no mundo, quando foi diretora geral da PEUGEOT e Citroën na Eslovênia. Desde 2013, dirigia a PEUGEOT no sudoeste da França, liderando a marca em uma região que conta com mais de 150 concessionários.

No Brasil, a executiva responde diretamente a Carlos Gomes, Presidente da PSA Peugeot Citroën para o Brasil e a América Latina.

“Sempre desejei retornar ao meu país. Por isso a minha satisfação é dupla: volto ao Brasil e à frente da PEUGEOT. Vou aproveitar minha experiência, entusiasmo e energia para acelerar o reposicionamento da marca no país. Com o PEUGEOT 208, a chegada do 2008, os lançamentos dos novos 308 e 408, temos uma gama moderna e completa a oferecer. Juntamente com a nossa nova rede de concessionários, proporcionaremos uma experiência superior aos nossos clientes”, afirma Ana Theresa Borsari.

Miguel Figari retorna ao Chile para seguir com seus projetos pessoais. Coube a ele a missão de iniciar o novo posicionamento da marca no Brasil, reestruturar a rede de concessionários e lançar o primeiro SUV compacto da marca, o PEUGEOT 2008.


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Paulo Solti é o novo Diretor de Peças e Serviços América Latina da PSA Peugeot Citroën

Paulo Solti é o novo Diretor de Peças e Serviços América Latina do Grupo PSA Peugeot Citroën. O executivo foi nomeado em 1º de setembro e responde hierarquicamente a Carlos Gomes, Presidente Brasil e América Latina do Grupo PSA.

Paulo Solti, 45 anos, é formado em Engenharia Metalúrgica pela Escola de Engenharia Mauá e também é pós-graduado em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O executivo tem mais de 20 anos de experiência na indústria automotiva, sendo 6 como expatriado, na França. Seu currículo inclui passagens por importantes montadoras, em cargos de relevância estratégica.

“Espero que minha experiência no mercado latino-americano, especialmente no brasileiro, possa ser útil à empresa neste novo desafio. O Grupo PSA vive um momento importante mundialmente, e o Brasil e a América Latina são um dos pilares dentro dessa nova estratégia, apresentada pelo nosso Presidente Mundial, Carlos Tavares”, declarou o executivo.

terça-feira, 2 de abril de 2013

PSA Peugeot Citroën premia os melhores fornecedores no seu Suppliers Awards Latin America 2013




Como forma de reconhecimento e incentivo aos seus fornecedores, a PSA Peugeot Citroën realizou hoje em São Paulo o seu “Suppliers’ Awards Latin America 2013” (Prêmio Fornecedores do Ano América Latina). Esta foi a segunda edição do evento, que é organizado pela Diretoria de Compras América Latina da PSA Peugeot Citroën e contou com a presença de executivos do Grupo PSA, de fornecedores e convidados.

Carlos Gomes, Presidente Brasil e América Latina, German Mairano, Diretor de Compras América Latina, além de outros diretores da PSA Peugeot Citroën entregaram as placas comemorativas para os representantes das 12 empresas vitoriosas da edição deste ano. Adotando critérios mundiais do Grupo PSA, a premiação foi dividida em cinco categorias e também contou com um Prêmio Especial do Júri.

“Temos o objetivo de crescer com qualidade e inovação no Brasil e na América Latina e, para isso, é fundamental a parceria com os fornecedores da região. Nesta premiação, podemos ver o resultado positivo de quando se trabalha para desenvolver uma relação onde todos ganham. Só assim estamos conseguindo produzir e lançar automóveis modernos e inovadores no mercado nacional, como o Novo Citroën C3 e o Peugeot 208, que começa a ser vendido no país nos próximos dias”, afirma Carlos Gomes, Presidente Brasil e América Latina da PSA Peugeot Citroën.

Abaixo as categorias, o resumo dos critérios de avaliação e os premiados:

• Qualidade: o desempenho da qualidade no desenvolvimento de produtos, no fornecimento e na satisfação do cliente.
Premiados: Benteler Sistemas Automotivos e Denso Sistemas Térmicos

• Logística: envolvimento e capacidade de entrega a tempo das quantidades programadas e alta velocidade de reação.
Premiados: Indústria Metalúrgica A. Pedro e Metagal Argentina

• Serviço e Equipamento Industrial: alta performance em termos de qualidade, competitividade, custos, cumprimento de prazos, reatividade e constância dos resultados.
Premiados: Endesa Energia e G. Flow

• Qualidade de Serviço de Peças de Reposição: qualidade do serviço medido pelo nível de excelência na taxa de serviço mantendo absoluto respeito nas entregas tanto em prazo quanto em quantidades.
Premiados: Johnson Controls PS, Sogefi Filtration do Brasil e Sogefi Filtration Argentina

• Excelência industrial de um site fornecedor: reconhece as unidades industriais dos fornecedores que demonstraram, durante o ano de 2012, desempenhos excepcionais em termos de excelência industrial.
Premiados: Albano Cozzuol e Pirelli Pneus

Um Prêmio Especial do Júri foi concedido com um tema especial e específico para esta edição “Suppliers’ Awards Latin America 2013”:

• Desenvolvimento do Projeto Ai91 (Peugeot 208): capacidade e desenvolvimento de peças para o Peugeot 208.
Premiado: Fastplas


“O júri, composto por executivos da Diretoria de Compras e de outras Diretorias do Grupo PSA na América Latina, fez uma avaliação criteriosa seguindo nossos padrões mundiais e estas empresas demonstraram um alto desempenho. Esta parceria com nossos fornecedores contribui para aumentarmos a integração e o desenvolvimento local de componentes com qualidade, custo competitivo e satisfação do cliente”, explica German Mairano, Diretor de Compras América Latina da PSA Peugeot Citroën.