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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

MAHLE investe em banco de provas para desenvolvimento de motores modernos com tecnologia downsizing

Em um momento de extrema reflexão para a indústria automobilística no que diz respeito ao desenvolvimento dos motores menores — notadamente os de três cilindros com turbocompressor e injeção direta de combustível que estão chegando ao nosso mercado —, e ao mesmo tempo em que se explora ao máximo o aumento da sua eficiência energética e a redução das emissões, o Centro Tecnológico MAHLE de Jundiaí, São Paulo, se equipa no sentido de estar alinhado com as exigências do momento tecnológico brasileiro.


Motores downsizing — com menor número de cilindros e menor capacidade cúbica, porém com potência semelhante aos de maior cilindrada — já bastante comuns em outros continentes começam se tornar usuais no Brasil e seu desenvolvimento exige equipamentos mais modernos e eficientes para sua perfeita validação.

Nos bancos de provas convencionais os testes de avaliação de desempenho são feitos de forma estacionária, ou seja, em regimes de rotação e carga constantes, e a variação dessas condições vai fornecendo um ciclo de dados sobre as situações mais críticas de funcionamento do motor. Esse tipo de avaliação, como não poderia deixar de ser, fornece análises pontuais, mas não reproduz sua utilização na vida real em situação de uso na cidade ou estrada, por exemplo.

O novo banco de provas permite reprodução de um ciclo real de utilização, qualquer que seja a sua aplicação. Em outras palavras, os dinamômetros convencionais analisam o motor ponto a ponto, e o novo banco de provas do Tech Center MAHLE é capaz de reproduzir qualquer uso que se desejar: cidade, estrada, um circuito misto etc., isto é, testando como o motor se comportará com o usuário final. Esse tipo de avaliação permite melhor acuracidade na detecção dos níveis do consumo de combustível e dos índices de emissões de poluentes, portanto, maior realidade nos números obtidos nos ensaios de validação dos novos motores.

Se nas provas dos bancos convencionais as medições de consumo de combustível eram feitas por meio de balanças gravimétricas — preenche-se um reservatório e depois de determinado tempo analisa-se o consumo médio daquela utilização em kg/h —, com o novo equipamento o consumo se dá em tempo real a cada situação de aplicação. Se em um banco convencional a margem de erro de avaliação é de mais ou menos 2%, no novo banco a margem de erro cai para mais ou menos 0,4%, permitindo avaliação de novas tecnologias.

Além das avaliações propriamente ditas, uma das grandes virtudes da chegada desse novo equipamento ao Tech Center a MAHLE é a possibilidade do desenvolvimento de componentes para motores seguindo a tendência tecnológica de downsinzing. A empresa poderá estar sempre um passo à frente das necessidades do mercado. Não menos importante que o desenvolvimento de novas tecnologias está o fato do centro tecnológico poder atender aos fabricantes que precisam entender minuciosamente o nível de eficiência energética dos motores que serão colocados em seus novos lançamentos.

"Esse novo banco de provas, devido ao seu alto grau tecnológico, permite avaliações dinâmicas em motores modernos sejam eles de alta performance ou de tecnologia downsinzing", diz Everton Lopes da Silva, Chefe da Engenharia Experimental de Avaliação de Motores e novos Componentes do Centro Tecnológico MAHLE. "Portanto, estamos preparados para as exigências dessa nova realidade de mercado", conclui Silva.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

MAHLE aperfeiçoa sistema separador de água para maiores índices de biodiesel no diesel de 2019


A previsão governamental é o aumento dos percentuais de biodiesel acrescentados ao diesel nos próximos três anos - B8 em 2017, B9 em 2018 e B10 em 2019. Deste modo, as empresas diretamente ligadas à produção de veículos, motores e componentes foram chamadas pelo governo para avaliação dos impactos destas novas composições de diesel nos motores já presentes no mercado e também nas novas tecnologias em desenvolvimento.


Neste cenário, o Centro Tecnológico MAHLE está trabalhando em um plano para avaliar o impacto destes percentuais maiores de biodiesel nas tecnologias de filtração. O desafio está relacionado à necessidade de filtração de maior quantidade de contaminantes e maior dificuldade de separação de água nestas condições.

Esse cuidado é devido principalmente às características específicas do biodiesel, que tem uma maior taxa de absorção de água (higroscopia). Deste modo, a quantidade intrínseca de água no diesel aumentá e a dificuldade da sua separação será maior. Isto é prejudicial para os motores dos veículos porque uma maior presença de água gera corrosão nas bombas de combustível, bicos injetores, válvulas e componentes em geral do sistema de injeção de combustível do motor, aumentando necessidade de reparo e custo de manutenção.

A presença de água em maior quantidade também gera um crescimento microbiológico mais intenso no combustível, tendo como consequência o aumento da quantidade de sedimentos de origem biológica. Estes sedimentos em maior quantidade podem reduzir o intervalo de troca da filtro separador de água pelo aumento da obstrução na linha de combustível.

Para superação destes desafios, a MAHLE desenvolveu o filtro Blindagua. O Blindagua é um separador de água e de impurezas de duplo estágio montado no chassi dos caminhões que foi intensivamente testado para atendimento das condições de mercado indicadas já para a legislação de 2019, ou seja, o combustível com a adição de 10% de biodiesel.

Com conceito único no mercado brasileiro o novo sistema desenvolvido pela empresa consegue uma eficiência muito acima da média dos modelos atuais à disposição do consumidor, mesmo com o nível de biodiesel existente hoje no diesel do País (7%). O Blindagua resguarda o sistema de alimentação dos motores, reduz os intervalos de trocas de filtros e os gastos com manutenção.

Em consonância com a tendência da adição de maiores índices de biodiesel ao diesel, o Centro Tecnológico MAHLE está trabalhando no aprimoramento do filtro Blindagua para estágios superiores de atuação. Sua engenharia pretende se antecipar e desenvolver um produto capaz de trabalhar em condição de adição de até 20% de biodiesel, o B20, antecipando-se a eventuais novas orientações determinadas pelo governo.