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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

O ARCO-ÍRIS DA PIRELLI IRÁ ILUMINAR A FÓRMULA 1 EM 2018

A Pirelli lança sua nova gama de pneus para Fórmula 1 em 2018, em Abu Dhabi. Haverá dois novos compostos e cores no ano que vem, bem como novas construções, compostos e faixas de trabalho para toda a família, agora renovada. Esses são os principais pontos sobre 2018:

·         Todos os compostos são um estágio mais macio que os de 2017, fazendo desses pneus os mais velozes da história da Fórmula 1

·         Uma das novidades para 2018 é um pneu acima do ultramacio, um composto ainda mais macio chamado P Zero Rosa ultramacio. Este é o pneu mais macio já feito pela Pirelli para a Fórmula 1. Esse novo composto será ideal para circuitos onde é necessário ter o máximo em termos de aderência mecânica, como Mônaco.

·         Outra novidade para 2018 é o composto duro, que passa a receber a cor azul glacial.

·         Outro novo pneu é o superduro. O laranja segue como a cor indicativa do composto mais duro da gama.

·         No total, haverá agora sete compostos P Zero para pista seca. Junto com os novos Cinturato intermediário e de chuva, a gama de pneus Pirelli para 2018 terá nove cores.

·         Os compostos e as construções foram remodelados para cada pneu, mantendo a filosofia da Pirelli de renovar sua gama de pneus a cada ano, desde que a empresa italiana voltou para a Fórmula 1, em 2011.

·         Há novas faixas de trabalho permeando toda a família. Isso, somado ao aumento do número de compostos, permitirá que a nomeação de pneus seja mais especificamente adequada para cada corrida no próximo ano. Para a Pirelli e as equipes, isso também significa que pode haver mais flexibilidade e variações nas escolhas de pneus, levando a oportunidades adicionais no que se refere a formular estratégias criativas de corrida.

·         O novo pneu rosa, que as equipes terão a oportunidade de testar pela primeira vez em apenas cinco dias, recebeu o nome de P Zero Rosa hipermacio após uma pesquisa nos canais de mídias sociais da Pirelli. A pesquisa foi apoiada por grandes celebridades do esporte, que convidaram os fãs a escolher o novo nome após o Grande Prêmio do Brasil.

Mario Isola, líder de competições de veículos da Pirelli: “Comparado a este ano, quando os pneus cresceram 25% para calçar uma nova geração de carros, as mudanças para 2018 são menos extensas. 

Contudo, temos o prazer de apresentar algumas importantes inovações, com compostos mais macios e velozes em toda a gama, incluindo o novo hipermacio. 

Percebemos que, levando-se em conta as circunstâncias únicas deste ano, alguns dos compostos de 2017 talvez fossem conservadores. 

Os pneus que criamos para 2018 abordam essa questão, em linha com o objetivo de ter cerca de duas paradas na maioria das corridas. Porém, o conceito fundamental de design dos pneus não foi alterado para o ano que vem, preservando os atributos que todos os pilotos apreciaram em 2017 e permitindo que eles possam acelerar forte do início ao fim de cada stint. A nova gama é formada por pneus mais velozes, que devem levar a corridas ainda mais disputadas e espetaculares em 2018.”

Após os dois dias de testes em Abu Dhabi, os pilotos terão a oportunidade de experimentar os pneus de 2018 nos carros da próxima temporada pela primeira vez durante as duas sessões oficiais de testes de pré-temporada, em Barcelona, entre 26 de fevereiro e 1º de março e entre 6 e 9 de março.


Detalhes adicionais sobre os planos de testes da Pirelli para a próxima temporada, em preparação para 2019, serão divulgados no início do campeonato, em 2018.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Pirelli: Fórmula 1 chega à China com compostos médios e macios

Nos últimos anos, o Grande Prêmio da China é conhecido por proporcionar algumas das corridas mais emocionantes e repletas de estratégias que envolvem o uso dos pneus.  Com suas curvas rápidas, asfalto liso e muitos pontos de ultrapassagens, os P Zero Branco médios e os P Zero Amarelo macios são os compostos ideais para estas condições.

Paul Hembery, Diretor de motorsport da Pirelli: “O clima deverá ser bastante imprevisível na China, embora a gente saiba que em Xangai, normalmente, as temperaturas são mais amenas do que as que tivemos na Malásia. No ano passado, as condições de tempo foram estáveis nesta etapa, diferentemente do que em anos anteriores, quando a temperatura oscilou muito, tanto para cima quanto para baixo – ou seja, essa é uma variável possível e interessante que podemos ter nesta corrida. 

Os pneus dianteiros esquerdos são os mais exigidos em Xangai, porém as demandas de tração desta pista deverão exigir muito dos traseiros também. Embora, até hoje, nós não tenhamos visto nenhum GP da China muito quente, durante todo o nosso tempo na Fórmula 1, se olharmos para a história é até possível que isso aconteça mesmo, o que tornaria tudo muito difícil para os pneus. A pista de Xangai é bem larga, o que abre muitas oportunidades para ultrapassagens e grandes disputas por posições. Mais uma vez, apostamos em uma estratégia de dois pit stops.”

Cerca de 80% da volta na China é feita de curvas, o que significa que sempre há forças sendo aplicadas diretamente nos pneus. A aceleração frequente na saída das curvas faz com que os pilotos tenham que se precaver contra giros em falso do volante. As equipes geralmente ajustam os carros com um nível médio de pressão aerodinâmica na Xangai, com o objetivo de otimizar as velocidades máximas tanto nas curvas quanto nas retas.

O clima ameno indica que a granulação pode ser um ponto de atenção para ambos os compostos, o que acelera tanto o uso quanto a degradação, especialmente nos pneus dianteiros. Muitas das forças aplicadas passam pelos pneus dianteiros devido ao número de curvas de alta, como a curva um, que é quase um círculo completo. Há também áreas de forte frenagem, o que faz com que o peso seja transferido para a dianteira do carro.

O P Zero Branco médio é um composto de baixa gama de trabalho, enquanto o P Zero Amarelo macio é um composto de alta gama de trabalho. Essa combinação assegura a capacidade de trabalhar efetivamente em diversos tipos de condições, uma das razões pela qual essa combinação provou ser tão efetiva.

Lewis Hamilton venceu a corrida fazendo duas paradas no ano passado, com uma estratégia: macio-médio-médio. Assim como será neste ano, a corrida teve 56 voltas. Hamilton fez seu primeiro pit stop na volta 17 e depois parou novamente na volta 38. Todos os 15 primeiros colocados fizeram duas paradas. O stint mais longo com pneus médios foi de 27 voltas e o mais longo com pneus macios foi de 17 voltas.

Previsão de diferença de tempos entre os dois compostos: entre 1s2 e 1s4 por volta.

Previsão do tempo para a corrida: temperatura entre 11º C e 15º C, parcialmente nublado, com 10% de possibilidade de chuva no dia da corrida.