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terça-feira, 22 de outubro de 2019

DODGE DART COMPLETA 50 ANOS DO LANÇAMENTO NO BRASIL



Imagens: Ivan Carneiro
Velocidade. Potência. Desempenho. Dodge Dart 1970. Acelere. A potência do motor vai se manifestar logo. Facilidade em arranque. Segurança nas curvas. Direção suave e firme. Freios fortes, para proteger tôda essa beleza. Essa beleza de linhas retas, de curvas harmoniosas. De côres modernas. Dodge Dart. Um estilo nôvo de automóvel. Os muitos anos de experiência da Chrysler. O carro de luxo brasileiro mais moderno que existe. Dodge Dart 1970.”

Assim começava o texto do catálogo do Dart, o primeiro automóvel da Dodge produzido no Brasil – a acentuação segue a norma de então da língua. O lançamento aconteceu há exatamente 50 anos, em outubro de 1969. O belo sedã de quatro portas que saía da linha de montagem da Chrysler do Brasil S.A., em São Bernardo do Campo (SP), estava alinhado com o que era fabricado e vendido nos Estados Unidos, algo então raro e que continuaria sendo na indústria pelas três décadas seguintes, pelo menos.

Além de ser o maior em deslocamento volumétrico, com exatos 5.212 cm³ ou 318 polegadas cúbicas, o motor V8 do Dodge Dart era o mais forte do país, gerando potência de 198 cv a 4.400 rpm e torque de 41,5 kgfm a 2.400 rpm – números de medições brutas, padrão na época. Batizado de Magnum, é até hoje o recordista em cilindrada para um motor fabricado no Brasil para carro de passeio. Inicialmente, o câmbio era manual de três marchas. A alavanca ficava na coluna de direção, dando espaço para um banco inteiriço na frente, para três pessoas, totalizando seis ocupantes.

Apesar de ser considerado simples nos EUA, o Dart era requintado para o nosso mercado e um veículo moderno que se destacava em vários aspectos à parte do design atual e da mecânica poderosa, que o fazia ir de 0 a 100 km/h em 12 segundos, melhor marca para o segmento de luxo. Outros pontos altos do Dodge eram o conforto e a segurança proporcionados pelo chassi monobloco e pela suspensão – independente na dianteira.

Alguns itens do Dodge Dart 1970 mostravam requinte incomum nos carros brasileiros contemporâneos, como o quadro de instrumentos completo, incluindo hodômetros total e parcial, relógio elétrico e indicadores de pressão do óleo, carga da bateria, nível do combustível e temperatura do motor. Também impressionavam detalhes a exemplo de uma luz que acendia em volta do miolo da ignição por 20 segundos após a abertura da porta, para ajudar o motorista a inserir a chave no escuro, e as luzes de cortesia no porta-luvas, porta-malas e compartimento do motor.

Até 1981, o Dodge Dart não apenas foi evoluindo como gerou modelos derivados, que somaram 93.008 unidades produzidas. Os últimos exemplares feitos no ABC paulista foram também os últimos no mundo dessa geração, pois a produção nos EUA e México havia sido encerrada em 1976. Abaixo, alguns marcos importantes na linha do tempo brasileira do “Dodjão”, como foi carinhosamente apelidado:

1969 – Em outubro, chega ao mercado o Dodge Dart, já como modelo 1970, apenas com carroceria de quatro portas. Motor era o V8 de 5,2 litros, o único que impulsionou o Dart em toda sua trajetória no país.

1970 – Lançamento em outubro da versão Coupé, de duas portas e estilo mais arrojado, sem as colunas centrais e com as colunas traseiras mais inclinadas.

1971 – A carroceria do Dart Coupé foi a base para os esportivos Charger LS e R/T, ambos com versões mais fortes do V8, de até 215 cv. A direção hidráulica e o câmbio automático passam a ser oferecidos como opcionais.

1973 – Com mais de 18 mil unidades vendidas, esse foi o melhor ano do Dart no mercado nacional. As mudanças feitas na linha 1973 foram as maiores até o momento, com nova grade dianteira, quadro de instrumentos redesenhado e o surgimento de duas versões mais refinadas: Gran Coupé e Gran Sedan.

1978 – Ao final do ano, a linha 1979 trouxe as maiores modificações na história do modelo. O Dart recebeu dianteira e traseira iguais às usadas nos últimos anos de produção nos EUA. Já as versões de topo como Magnum (duas portas), Le Baron (quatro portas) e Charger ganharam uma frente inteiramente nova, desenvolvida no Brasil pelo designer Celso Lamas. O Charger trazia as primeiras rodas de alumínio de um automóvel brasileiro de série, enquanto o Magnum tinha como opcional outra novidade no país: teto solar com comando elétrico.

1981 – São montados os últimos modelos da linha Dodge no Brasil – complementada pelo médio Polara e por picapes e caminhões. A Chrysler do Brasil havia sido comprada dois anos antes pela Volkswagen AG, que decidiu encerrar as atividades da Dodge, apesar de haver prometido o contrário logo após a aquisição. A fábrica de São Bernardo foi usada pela marca alemã para iniciar a operação da VW Caminhões.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

RECALL: CHRYSLER 300C, DODGE CHARGER E DURANGO E JEEP GRAND CHEROKEE

A FCA - Fiat Chrysler Automóveis Brasil Ltda., dando continuidade à campanha de chamamento iniciada em 31 de agosto de 2017, convoca os proprietários dos veículos Chrysler 300C ano/modelo 2012, Dodge Charger ano/modelo 2013, Dodge Durango ano/modelo 2012 e 2013 e Jeep Grand Cherokee ano/modelo 2012, para a sua segunda e última fase, devendo agendar o atendimento em uma das concessionárias das redes Jeep, Chrysler e Dodge, a partir de 19 de fevereiro de 2018, a fim de que seja providenciada, gratuitamente, a análise e, se necessária, a substituição do alternador.


Como informado anteriormente, foi detectada a possibilidade de desligamento do motor do veículo de forma inesperada e, ainda, em casos extremos, de princípio de incêndio no compartimento do motor, com consequentes danos físicos e materiais ao motorista, aos passageiros e a terceiros. O tempo de reparo é de aproximadamente 1h30.

Para consulta dos números dos chassis envolvidos ou obter mais informações, acesse os sites www.chrysler.com.br, www.jeep.com.br e www.dodge.com.br ou contate as centrais de serviços ao cliente Chrysler, Jeep e Dodge, pelos telefones 0800 703 7130, 0800 703 7150 e 0800 703 7140, respectivamente.


VEÍCULO
ANO/MODELO
RELAÇÃO DE CHASSIS (NÃO SEQUENCIAIS - ÚLTIMOS SEIS DÍGITOS)
UNIDADES ENVOLVIDAS
Chrysler 300C
2012
114454 a 316569
665
Dodge Charger
2013
661181
1
Dodge Durango
2012 e 2013
169445 a 687881
705
Jeep Grand Cherokee
2012
109637 a 359978
2.537

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Clássicos Brasil 2016 premia os carros mais originais de cada época

Quem ficou em São Paulo durante o final de semana e feriado de aniversário de São Paulo pode conferir de perto o maior encontro de carros clássicos nacionais do Brasil, com a exposição de 120 automóveis, no Clube Hípico de Santo Amaro. Hoje, último dia do evento, os carros participantes foram avaliados pelos juízes Adonis Lykouropoulos, Gabriel Marazzi, Fabio de Cillo Pagotto, Portuga Tavares, Reynaldo Scalco JR, Lincoln Gomes de Oliveira e Paulo José Meyer Ferreira e os mais originais de cada época dentro das respectivas categorias, de acordo com a orientação da FBVA - Federação Brasileira de Veículos Antigos – foram premiados. Considerando, entre outros quesitos, originalidade e importância histórica.  

Na categoria JK, veículos fabricados até 1960 e que retrata a infância da nossa indústria automobilística, com os primeiros modelos fabricados no Brasil, ainda com algumas, ou muitas, peças importadas e similares aos modelos de origem das matrizes das fábricas, o premiado foi a Romi Isetta 1959 – João Carlos Bajesteiro.




A categoria Tropicalismo são os veículos entre 1961 e 1966. Com o desenvolvimento da indústria brasileira, os veículos passaram a ter alto índice de nacionalização (mais de 90%) e isso incrementou a indústria de autopeças nacionais. Projetos, alterações e modelos brasileiros exclusivos surgiram, consolidando o parque industrial. Nessa categoria os premiados foram o Aero Willys 1962 – Claudio Adolfo; Willys Interlagos 1965 – Jorge Lakatos; DKW Fissore 1966 – Ricardo Prado; DKW Malzoni 1966 – Renato Malcotti e o Bino Mark I – Recriação 1966 – Ana Maria Alencar.

A Categoria Milagre Brasileiro são os veículos entre 1967 e 1973. Nesta fase aconteceu um grande desenvolvimento, devido a diversos investimentos das fábricas, fortalecendo ainda mais a indústria nacional. Isso durou até a crise mundial do petróleo, no ano de 1973. Os premiados foram Chrysler Esplanada 1969 – Paulo Galluzzi; Opala Luxo Sedan 1970 – Ricardo Ghigonetto; Dodge Charger R/T 1971 – Lincoln de Oliveira Gomes; Furia GT 1972 – Automóveis do Brasil; Galaxie 500 1972 - Antonio Tavares; Variant 1972 – Ricardo Jacob e Puma 1972 – Fernando Hormain.

A categoria Geração Disco são os veículos entre 1974 e 1982. Dois fatores importantes marcaram esta época, o lançamento de uma nova geração de carros médios, menores e mais econômicos. Uma forma encontrada para sobreviverem a crise do petróleo e o fechamento do mercado para importações de automóveis a partir de 1975. Isso mudou todo o cenário de produtos e do mercado brasileiro nessa década. Os premiados foram a Kombi Luxo 6 portas 1974 -  Marcelo Henrique Gama das Chagas; Maverick SuperLuxo Coupe 1974 – Garage Vaz; Opala SS-41974 – Sylvio Luis Pinto e Silva; Puma GTB 1975 – Odil Porto Junior e Dodge Charger R/T 1977 – Pedro Horn.

Receberam premiações especiais ainda o Maverick Perua 1976 - Garagem Vaz, o Caravan Comodoro 250 S 1980 – Marcio Valente e o Gurgel E400 - Itaipu 1982 - Museu Jorm . E foram homenageados o Galaxie LTD/Landau 1971 – Roberto Costa (Veteran Car Clube de Brasilia); o fotógrafo Claudio Larangeira e o jornalista Gabriel Marazzi.


Quem ficou com o Troféu Fábio Steinbruch foram os carros: Romi Isetta - 1959 - Claudio Romi (comemoração 60 anos Romi Isetta); Fúria Alfa - 1970 - Antônio Villas Boas e Opala Las Vegas - 1972 - Jefferson Pereira. Recebeu uma homenagem especial o Fittipaldi FD 01 de Wilson Fittipaldi JR. Por fim o ganhador do jogo de rodas Scorro S242 foi Thiago Monteiro Pimentel. E foram sorteados com kits Cral: Maurício Batica, Sérgio Enoque, Jaime Menino dos Santos, Maria Aparecida de Andrade, Juvenal Cunha Costa, Elis Rocha, José Luiz Martins e Carla Martins.

O 2º Clássicos Brasil contou com várias atrações como a presença e sessões de autógrafo de Wilson Fittipaldi durante todos os dias do evento e o lançamento surpresa do Chevrolet Opala Las Vegas 1973, um carro intocável e dos sonhos na época, que participou do Salão do Automóvel de 1972 e ficou em um caixa de madeira gerando grande expectativa durante o encontro. 

Outras novidades marcaram o encontro como primeiro carro de Fórmula 1, Fittipadi FD 01,produzido no Brasil há 40 anos da equipe Fittipaldi. E o Opala campeão da primeira temporada da Stock Car em 1979. A categoria foi lançada com o total apoio e incentivo da General Motors do Brasil. O piloto Paulo Gomes foi campeão da primeira temporada com este carro. A primeira corrida ocorreu em 22 de abril, no Autódromo de Tarumã/RS, e contou com a presença de 19 carros, todos do modelo Opala com motores de seis cilindros de 4 100 cm3. 

O 2º Clássicos Brasil contou também com espaço para comercialização de automóveis antigos nacionais, espaço mulher, espaço kids, praça de alimentação e um bar central. O evento, referência no antigomobilismo, tem a chancela da FBVA e como embaixador Fábio de Cillo Pagotto. Além dos 120 clubes espalhados pelo Brasil, os números do segmento impressionam e mostram ainda 150 mil colecionadores por todo o país. “Nós, colecionadores, acreditamos muito na história do carro nacional. Todos, de alguma forma, temos alguma lembrança ou um laço com um carro. Certamente, quem tem mais de 30 anos tem uma história para contar”, destaca José Ricardo de Oliveira, da ZR Soluções Automobilísticas, empresa organizadora do evento.


O encontro teve o apoio institucional do Clube Hípico de Santo Amaro e Federação Brasileira de Veículos Antigos. Contou com o patrono Chrysler Clube do Brasil e apoio das marcas Camargue Asset Management, Cral Baterias, Brasc Construções e Incorporações e Scorro Rodas. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Dodge e SRT brilham em ‘Velozes & Furiosos 6’



As marcas Dodge e SRT (Street & Racong Technology) anunciaram uma colaboração com a Universal Pictures para o filme “Velozes & Furiosos 6”, o mais recente capítulo da série, com estreia marcada para 24 de maio. Vivido pelo ator Vin Diesel, o herói da trama, Dominic (Dom) Toretto, dirige um Dodge Challenger SRT em várias cenas de perseguição.Toretto também guia um Dodge Charger SRT e um ultraclássico Dodge Charger Daytona 1969. Nada menos que dez unidades do Charger SRT foram usadas pela produção do filme. Tanto ele como o Challenger são equipados com o motor HEMI® de 6,4 litros e 478 cv.

Além disso, a marca SRT preparou uma versão especial do SRT Viper GTS-R número 91, com logotipos do filme na carroceria. Essa versão de competição do cupê superesportivo disputará a etapa de Monterey, Califórnia, do campeonato American Le Mans Series (ALMS).