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domingo, 22 de abril de 2018

Tarcísio Dias em Mecânica Online


Ferrari 488 Pista - Aceleramos o mais potente V8 da história de Maranello

Na edição passada da nossa coluna abordamos um momento especial para o mercado nacional, o lançamento do Mustang. Como imprensa tivemos a oportunidade de conduzir o modelo no enigmático autódromo de Interlagos. Dois ícones em um só lugar.

Agora, atendendo convite da Ferrari, fui até a Itália, para conhecer de perto o comportamento da Ferrari 488 Pista, modelo equipado com o mais potente motor V8 da história da empresa de Maranello, com o mais alto nível de transferência de tecnologias do mundo das corridas para um carro de rua.

O grupo era formado por apenas cinco membros da imprensa especializada, sendo dois do Brasil, Eu e Roberto Nasser, um representante do México, mas que é brasileiro e também pernambucano, Sérgio Oliveira, um da Índia, Yogendra Pratap e por último, dos Estados Unidos, Dan Carney, com o objetivo de conhecer o universo desenvolvido pela Ferrari.

A programação permitiu visitar a linha de produção, desde o processo de fundição do bloco do motor, que apesar de tantas tecnologias, ainda segue o passo-a-passo tradicional de anos passados, com diferenciais de elementos tecnológicos de controle do processo.

Na sequência a montagem do motor desde seus componentes como a árvore de manivelas (virabrequim ou girabrequim, como queiram), pistão, biela, bronzinas, turbina, entre outros detalhes que cuidadosamente são ajustados e apertados conforme a especificação.

Chegamos então na linha de montagem. Observamos o trabalho de análise de especificações da carroceria e a junção de todos os componentes que vão transformando diversas peças em sonhos para muitas pessoas. A linha de montagem segue características do grupo, com diversos modelos sendo montados em um mesmo processo.

Nossa visita foi totalmente controlada pela Ferrari. Imprensa sem permissão para fazer nenhuma imagem é quase o mesmo que colocar uma criança num parque de diversões e não ter acesso aos brinquedos. A vontade era registrar tudo, mas a Ferrari forneceu todo o material fotográfico que você acompanha em nossa matéria.

Passamos nas áreas da Scuderia Ferrari. Um grupo de engenheiros com foco em desenvolver tecnologias que podem conseguir resultados em ganhos de tempo para ganhar uma corrida. Milhões de investimentos e mais áreas secretas.

Um dos lugares que merecia aquela foto da viagem foi um galpão repleto de carros da fórmula 1, utilizados pela equipe em anos passados, um ao lado do outro, mas carregados das histórias de Schumacher, Mansell, Alonso, Barrichello, Lauda, entre outros.

Assim como os carros, nós também precisamos de combustível e seguimos para o almoço. O Restaurante Cavallino guarda relíquias da história da Ferrari. São fotos autografadas, elementos dos carros de corrida, decoração típica italiana e seu símbolo, o Cavallino Rampante, que é o cavalo negro levantado sobre as patas traseiras, inserido num fundo amarelo, reinando em vários lugares. O prato? Massa italiana com certeza.

Com a energia recuperada, o momento mais esperado da viagem que começou no Recife, passou pelo Rio de Janeiro, Roma, Bolonha e então Maranello, chegava na pista oficial da Ferrari, utilizada para testes e desenvolvimentos dos carros da marca, o Circuito de Fiorano.

Três protótipos da Ferrari 488 Pista estavam a disposição. Um para realização de fotos e gravação de imagens, outro para teste urbano e umo último para avaliação no autódromo.

A primeira experiência foi como passageiro ao lado do piloto de testes Raffaele De Simone. Em três voltas ele explicou o circuito, curva a curva, melhor trajetória e como conseguir na prática aplicar os avanços de engenharia que o novo modelo apresenta. Uma volta rápida para mostrar o que é capaz de fazer no modo de corrida e mais uma volta para esfriar o carro e voltar aos boxes.

Agora é hora de acelerar. Nas mãos a motorização 3.9 litros (3.902 cc), V8 biturbo de 90º que produz 720 cavalos de potência a 8.000 rpm (rotações por minuto), com torque máximo de 770 Nm a 3.000 rpm, que precisa de apenas 2,85 segundos para sair da inércia e chegar aos 100 km/h e 7,6 segundos para chegar aos 200 km/h. A potência específica é 185 cv por litro e a velocidade máxima é de 340 km/h. A taxa de compressão é de 9,6:1.

Temos a evolução extrema do motor turbo premiado por dois anos consecutivos (2016 e 2017) como "Motor Internacional do Ano – Engine of The Year", premiação que conta com minha participação entre os jurados desde 2012. É o mais potente V8 da história da Ferrari.

O aumento de 50 cv no motor 488 GTB também representa o maior aumento de potência em comparação com o carro "base" de todas as versões especiais da Ferrari, um bom 115 cv a mais do que o modelo anterior, o 458 Speciale. Seu V8 é, portanto, posicionado como um ponto de referência não apenas para motores turbo, mas para todas as unidades de potência no sentido absoluto.

O desafio apresentado para o desenvolvimento da versão esportiva do 488 GTB foi, portanto, muito complexo: superar o que foi considerado o melhor motor do mundo.

Para enfrentar este desafio, foi necessário experimentar soluções inovadoras, aproveitando a experiência de sucesso no mundo das competições. O resultado é que o motor utilizado na Ferrari 488 Pista possui mais de 50% dos componentes específicos em comparação com o 488 GTB.

Não é por acaso que a Ferrari 488 recebe a denominação Pista. A dinâmica do carro torna divertida a condução do modelo, mesmo para quem não é piloto. Controles específicos permitem a escolha do modo de condução e assistências envolvidas para ter experiências únicas de condução conforme a escolha.

Basta tocar no acelerador que a 488 Pista responde rapidamente. Da mesma forma que ganha velocidade, o sistema de frenagem age com segurança quando é acionado. Foram quatro voltas, cada vez mais rápidas pelas retas e curvas do circuito.

Depois foi a vez de rodar em via urbana. Pela cidade de Maranello, o protótipo da 488 Pista desfila pelas ruas sinuosas da cidade, com neblina baixa e temperatura na casa dos 12ºC.

Retornando ao autódromo foi hora de preparar o material de imprensa que você confere em nossa matéria. Tudo produzido e controlado pela Ferrari. Câmera car, foto car, imagens internas, entrevistas e passagens.

Ainda sobrou tempo e com a pista liberada foram permitidas mais algumas voltas com o modelo, e claro, oportunidades como essa não podemos deixar passar.

No processo construtivo da 488 Pista observamos a preocupação com o refinamento mecânico e de desenvolvimento. Quando comparada com a 488 GTB a redução de peso seco foi da ordem de 90 kg, oferecendo vantagens em termos de agilidade e capacidade de resposta.

Destaque para às áreas que passaram por alteração quando comparadas com a 488 GTB como o sistema de admissão, eixos de comando de admissão e de escape, intercoolers, coletor de escape, sensor de velocidade do turbo compressor e controle da combustão.

Já os componentes que receberam modificações foram as bielas, bronzinas, volante do motor, válvulas, molas e árvore de comando, pistões e cilindros, forros dos cilindros e até mesmo o pino do pistão com novo revestimento. Considerando apenas o motor, a redução de peso quando comparado com a versão utilizada na 488 GTB foi de 18 kg.

A transmissão utilizada também traz tecnologia da Fórmula 1 é de dupla embreagem e possui sete velocidades. De 100-0 km/h são necessários 29,5 metros. A gasolina utilizada em nossos testes foi de 98 octanas.

No compartimento de passageiros, a atmosfera é definitivamente de corrida, caracterizada pela essencialidade.

O uso extensivo de materiais técnicos leves e nobres, como o carbono e alcântara, harmoniza-se perfeitamente com a habilidade e o refinamento típicos dos interiores da Ferrari.


Isto é evidenciado pela costura manual contrastante, os apoios de pés e estribos em alumínio amendoado, ou os moldes particularmente fluidos dos painéis das portas.

A remoção do porta-luvas no painel dianteiro do passageiro (substituído por bolsos de luvas convenientes no banco e nas portas) permitiu reduzir significativamente o volume do painel.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Mecânica Online - Tarcísio Dias - A nova tendência mundial em motorização


Rendimento, potência, eficiência, consumo, peso. Qual ou quais os fatores são mais decisivos numa competição que escolhe os melhores motores no mundo? Premiação organizada por uma revista inglesa, o Motor Internacional do Ano ou Engine of The Year Award 2013, conta com a participação do Mecânica Online®, com Tarcisio Dias, único representante brasileiro a participar pela segunda vez consecutiva da votação, destaca entre os vencedores de 12 categorias uma nova tendência mundial.



Com três cilindros e uma tecnologia que combina injeção direta de combustível, turbo e comando variável de válvulas para reduzir o consumo sem sacrificar a potência, o propulsor ultra eficiente de 999 cilindradas desenvolvido pela Ford com a tecnologia EcoBoost alcançou a maior pontuação já registrada na história do prêmio, em suas 15 edições já realizadas.



O EcoBoost 1.0 é oferecido atualmente na Europa e nos Estados Unidos em carros compactos como New Fiesta e B-MAX e modelos médios como Focus, C-MAX e Grand C-MAX. Num futuro próximo, vai equipar carros maiores como o novo Mondeo. Ele também será oferecido nos furgões Transit Connect e Transit Courier e nas vans de passageiros Tourneo Connect e Tourneo Courier.
A oferta do novo motor está sendo ampliada para vários mercados do mundo. Ele já está disponível no Novo EcoSport vendido na Índia e na China e este ano será oferecido também no New Fiesta na América do Norte.

A disputa mais acirrada na votação esse ano ficou entre os motores verdes. Vencedor na categoria no ano passado, o motor 1.4 litro da General Motors utilizado no modelo Volt perdeu por apenas três pontos a liderança para o motor desenvolvido pela Fiat que utiliza gás natural comprimido, turbo de apenas dois cilindros e 875 cilindradas.

A motorização 1.4 litro da Volkswagen utilizada no Golf europeu conquistou o lugar mais alto do pódio na categoria que escolhe os mais novos motores no ano. O diferencial da tecnologia TSI foi vitoriosa também na categoria entre os motores 1.0 a 1.4 litros, onde o pódio foi completamente Volks.
Com um júri de 87 jornalistas automotivos de 35 países o prêmio tem como base os critérios de dirigibilidade, desempenho, economia, refinamento e eficiência na aplicação de tecnologias avançadas de motores.

A Ferrari venceu como motor de melhor performance 6.3 litros V12. A parceria BMW-PSA conquistou a vitória entre os motores 1.4 e 1.8 litro. O motor 2.0 litros da BMW com tecnologia Twin Turbo venceu entre os motores 1.8 a 2.0 litros. De 2.0 a 2.5 litros foi a vez da Audi com seu motor de cinco cilindros e 2.5 litros turbo.

Já o motor produzido pela Porsche e utilizado no Boxster e Cayman venceu entre os 2.5 a 3.0 litros. O McLaren 3.8 litros V8 foi o melhor entre os motores de 3.0 a 4.0 litros. E finalmente o Ferrari 6.3 litros V12 aplicado no modelo F12 Berlinetta foi o vencedor entre os motores acima de 4.0 litros.


MECÂNICA ONLINE

GPF – A Umicore, principal fabricante mundial de catalisadores automotivos do País, desenvolveu uma nova tecnologia capaz de tratar até 95% das partículas dos motores a gasolina, denominado GPF (sigla, em português, de Filtro de Partículas para Gasolina). A solução elimina as partículas de fuligem (carbono) que são emitidas pelos automóveis equipados com sistema de injeção direta, utilizado para aumentar a eficiência no consumo deste combustível.

Fusion Hybrid - Recém-lançado nos Estados Unidos, o modelo tem alcançado um sucesso sem precedentes e contribuído para a Ford bater recordes de vendas nesse segmento, o que aumenta a expectativa da sua chegada ao mercado brasileiro, trazendo como grande inovação o uso de bateria de íons de lítio, que entre outros avanços garante maior autonomia do motor elétrico. O novo híbrido já foi testado pelo programa do Inmetro/Conpet e é classificado hoje como o automóvel mais econômico do País.

Scania Top Team 2013–Peru e Argentina conquistaram as duas vagas para a etapa mundial final da competição que testa as habilidades dos profissionais de serviços das Casas Scania. Na etapa final da região pequenos detalhes colocaram dificuldades para a equipe brasileira.

Maio- A Fiat comemora o melhor mês de maio de sua história de 36 anos de presença no Brasil, além de ter registrado o recorde de vendas para o período acumulado de janeiro a maio. A empresa alcançou a venda de 67.846 automóveis e comerciais leves no mês de maio, crescendo 14,1% em relação a maio de 2012, com 22,5% de market share. Desde janeiro, a Fiat acumula vendas de 316.267 automóveis e comerciais leves, volume 10,4% superior ao de janeiro a maio de 2012, mantendo a liderança de mercado com 22,5% de participação.


PERFIL


Tarcisio Dias – Profissional e Técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecatrônico e Radialista, é gerente de conteúdo do Portal Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) e desenvolve a Coleção AutoMecânica.