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terça-feira, 10 de março de 2020

WAGNER GONZALEZ em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

20 homens e uma fórmula
Apesar de algumas novidades de carros, motores e troca de CEPs de pilotos, além do onipresente Codiv-19, o início da temporada 2020 da F-1 carrega tradições típicas da categoria. Um comunicado emitido pela FIA para anunciar um acordo não revelado com a Ferrari e concernente à bateria usada na temporada passada gerou um protesto formal de sete equipes da categoria. Nada surpreendente, as três que não subscreveram a tal carta foram a própria Ferrari e as duas que usam seus motores, Alfa Romeo e Haas.

A temporada começa com uma baixa já confirmada: o GP da China foi cancelado e ainda não se pode prever se vai acontecer este ano e o GP do Bahrain será disputado sem a presença de público. Há mais por acontecer neste fim de semana e o protagonista principal disso é o novo sistema de direção da Mercedes, maior novidade da pré-temporada. Faltando poucos dias para o Grande Prêmio da Austrália, que acontece domingo em Melbourne, vale a pena dar uma passada d’olhos em cada uma das dez equipes inscritas no campeonato.

Equipe/Construtor: Mercedes-AMG Petronas Formula One Team/Mercedes
Carro/Motor: F1 W11 /AMG F1 M11
Pilotos: Lewis Hamilton (Inglaterra, #44) e Valtteri Bottas (Finlândia, #77)

 O bicho papão da categoria nas últimas cinco temporadas não perdeu o apetite por novas conquistas e é o responsável pela maior inovação dos últimos tempos: um sistema de direção conhecido como DAS (Dual Axis Steering, ou Esterçamento com Duplo Eixo em tradução livre), que altera a convergência das rodas dianteiras com o carro em movimento. Tal recurso permite ganhar velocidade nas retas, melhorar o desempenho do automóvel nas curvas e economizar pneus e combustível; esse complexo de melhorias possibilita poupar o motor e completar stints mais longos, ou seja, andar mais voltas com o mesmo jogo de pneus. Um fato curioso que embrulha este pacote é o fato de Valtteri Bottas ter feito o melhor tempo dos treinos da pré-temporada na primeira semana de atividades, claro indício que depois disso o time alemão optou por tentar encobrir o real rendimento dos seus carros. Lewis Hamilton foi o campeão de quilometragem: completou 466 voltas (contra 437 de Bottas) e marcou o quinto melhor tempo: 1’16”410.

Equipe/Construtor: Aston Martin Red Bull Racing/Red Bull Racing Honda
Carro/Motor: RB16/Honda RA620H
Pilotos: Alex Albon (Tailândia, #23) e Max Vertappen (Países Baixos, #33)

O time que conta com o talento de Adrian Newey, há anos o projetista mais destacado da categoria, aposta no talento de Jos Verstappen para recuperar o domínio que marcou a passagem de Sebastian Vettel pela euipe onde conquistou quatro títulos consecutivos. O holandês terminou a pré-temporada como segundo homem mais rápido (1’16”269), a equipe foi a quinta em número de voltas completadas (780, contra 903 da Mercedes) e Alex Albon fechou os seis dias de testes com o 20º tempo (1’’17”550). Leia-se aqui o holandês trabalhando com foco em performance absoluta e o anglo-tailandês na resistência, tanto que andou sempre com pneus de compostos mais duros. Espere da equipe a liderança do pelotão pós-Mercedes.

Equipe/Construtor: Renault F1 Team/Renault
Carro/Motor: R.S.20/Renault E-Tech 20
Pilotos: Daniel Ricciardo (Austrália, #3) e Estebán Ocón (França, #31)

Maior candidata a Fênix da temporada, a Renault se destacou pelo desempenho similar dos seus dois pilotos: o australiano marcou o terceiro tempo (1’16”276) e o franco-catalão o sexto (1’16”433), ambos garantindo o total de 737 voltas para o time francês. Sem maiores problemas de confiabilidade – a durabilidade do motor gerou bons comentários – as chances de uma recuperação plena em relação a um problemático 2019 são grandes. Motivos para tanto são a conjunção da experiência e velocidade de Ricciardo e a juventude e potencial de Ocón, algo que deve contribuir para um bom ambiente de trabalho em uma equipe que tende a colher os frutos da reorganização acontecida na segunda metade da temporada passada.

Equipe/Construtor: Scuderia Ferrari Mission Winnow/Ferrari
Carro/Motor: SF1000/Ferrari 065
Pilotos: Sebastian Vettel (Alemanha, #5) e Charles Leclerc (Mônaco, #16)

Eternamente envolta em um ciclo que alterna longas crises com momentos de glória, a Ferrari começa o ano envolta no acordo secreto feito com a FIA para encerrar o caso envolvendo a especificação das baterias usadas no ano passado. Não bastasse a reclamação das concorrentes, a Scuderia trabalha para diminuir a diferença sentida para os rivais e sofre com as consequências da eterna vigilância da imprensa italiana, que cobra resultados a altura da paixão incandescida pelo time de Maranello. Além do contexto técnico há mais obstáculos no futuro próximo: a renovação do contrato de Sebastian Vettel (9º tempo, 1’’16”841), cada vez mais ofuscado pelo já não tão novato Charles Leclerc (4º, 1’16”360) deverá elevar a sempre alta temperatura que envolve a marca, cuja quilometragem foi a segunda maior dos testes: 844 voltas.

Equipe/Construtor: BWT Racing Point F1 Team/Racing Point-BWT Mercedes
Carro/Motor: RP20/BWT Mercedes
Pilotos: Sérgio Pérez (México, #11) e Lance Stroll (Canadá, #18)

Tal qual a Renault, a Racing Point também mostrou sinais de recuperação, neste caso mais profundos: a falência do seu antigo proprietário (Vijay Mallya), só não decretou o final da equipe porque o milionário canadense Lawrence Stroll decidiu aprofundar sua paixão pelo automobilismo e assumiu o time em meados de 2018. De quebra garantiu a carreira do seu filho Lance e, mais recentemente comprou uma quantidade significativa de ações da Aston Martin, marca atualmente ligada à Red Bull e que será adotada como nome do time hoje apoiado pela BWT, fabricante alemã de filtros de água. Tão importante quanto as qualidades gerenciais de Lawrence Stroll é a capacidade técnica de Andy Green, engenheiro que formado por Gary Anderson, de quem herdou a paixão pelo esporte e capacidade de trabalhar com orçamentos reduzidos. O desempenho de Sérgio Pérez (7º, 1'16”634) contrasta com o de Lance Stroll (16º, 1’17”118) apesar que o mexicano tenha marcado seu tempo com pneus de composto mais macio (C5) e o canadense usado os de composto médio (C3). As 782 voltas completadas pelos dois, quarta maior quilometragem, denota a confiabilidade do carro.

Equipe/Construtor: McLaren F1 Team/McLaren-Renault
Carro/Motor: McL35/ Renault E-Tech 20
Pilotos: Lando Norris (Inglaterra, #4) e Carlos Sainz (Espanha, #55)

Provavelmente a dupla de pilotos mais descontraída da categoria, Carlos Sainz e Lando Norris podem viver um grande ano, apesar das limitações paralelas decorrentes da futura associação da equipe em 2021, quando a McLaren substituirá o motor Renault pelo Mercedes. A resistência e durabilidade demonstrada pelo V6 francês nos testes de Barcelona garantiu ao time a boa marca de 802 voltas e promete ao espanhol Sainz (8º, 1’16”820) a tranquilidade necessária para exprimir sua principal qualidade: um estrategista dos mais rápidos. O inglês Norris (21º, 1’17”573) é o queridinho da McLaren e está sendo trabalhado pela equipe em um programa de longo prazo para ser um novo Lewis Hamilton.

Equipe/Construtor: ROKIT Williams Racing/Williams-Mercedes
Carro/Motor: FW43/Mercedes-AMG F1 M11
Pilotos: Nicholas Latifi (Canadá, #6) e George Russell (Inglaterra, #63)
 Para a outrora dominante equipe Williams seria muito difícil fazer pior nos testes e Barcelona do que o registrado na temporada de 2019, quando terminou em último lugar entre os construtores e sofreu até mesmo com a falta de peças de reposição. O pragmatismo do fundador Frank Williams falou mais alto e a reorganização do time, bancada em boa parte com a chegada do canadense Nicholas Latifi (18º, 1’17”313), garantiu os recursos para reerguer o time e permitir o brilharete do inglês George Russell (10º, 1’16”871). Um problema na instalação do motor Mercedes no chassi FW43 provocou panes e impediu um total maior que as 737 voltas registradas pelos dois pilotos. A rivalidade entre Michael Latifi (pai de Nicholas) e Lawrence Stroll (pai de Lance), dois dos homens mais ricos do Canadá, poderá garantir tempos melhores.

Equipe/Construtor: Scuderia AlphaTauri Honda/AlphaTauri-Honda
Carro/Motor: AT01/Honda RA620H
Pilotos: Pierre Gasly (França, #10) e Daniil Kvyat (Rússia, #26)

Equipe satélite da Red Bull e montada sobre as bases lançadas pelo entusiasta Gian Carlo Minardi, a AlphaTauri é o novo nome da Scuderia Toro Rosso, baseada na cidade de Faenza, na Emilia-Romagna. Os brasileiros acompanharão o desempenho da equipe com atenção: o mineiro Sérgio Sette Câmara foi anunciado esta semana como piloto reserva do russo Kvyat (11º, 1’16”914) e do francês Gasly (14º, 1’17”066). Com quilometragem semelhante à marcada pela escuderia-irmã (780 e 782 voltas, respectivamente), a AlphaTauri deverá completar o segundo pelotão do grid.

Equipe/Construtor: Alfa Romeo Racing Orlen/Alra Romeo Racing-Ferrari
Carro/Motor: C39/Ferrari 065
Pilotos: Kimi Räikkonen (Finlândia, #7) e Antonio Giovinazzi (Itália, #99)

Curiosamente o melhor desempenho da equipe de matrícula suíça e nome italiano foi obtido pelo piloto reserva da equipe e protegido pelo patrocinador polonês, Robert Kubica (Polônia, 12º, 1’16”942). O desempenho de Kimi Räikkonen (15º, 1’17”091) e Antonio Giovinazzi (18º, 1’17”469) demonstra que o chassi C39 não é competitivo. Uma profunda revisão no projeto é elementar para aproveitar melhor a potência do motor Ferrari 065.

Equipe/Construtor: Haas F1 Team/Haas-Ferrari
Carro/Motor: VF20-Ferrari 065
Pilotos: Romain Grosjean (Suíça, #8) e Kevin Magnussen (Dinamarca, # 20)

 Depois de uma estreia promissora em 2016, a norte-americana Haas amarga temporadas cada vez menos competitivas e o desempenho de Grosjean (13º, 17”037) e Magnussen (19º, 1’17”495) não colaboram para um panorama mais promissor. Talvez a manutenção de dois pilotos que se deixam levar pelo entusiasmo em momentos decisivos, uma série de falhas com sua equipe de box e a maneira como o italiano Gunther Steiner dirige o time sejam os elementos de uma equação ainda não resolvida.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Wagner Gonzalez em Conversa de pista - Evitemos um curto circuito

Marcas alemãs provocam releitura do automobilismo.

Futuro do esporte está em nichos de entusiastas.

Carro elétrico ocupará parte do mercado.


Nos últimos dias a Fórmula E, categoria inédita reservada a carros elétricos, ganhou manchetes mundo afora graças à adesão da Mercedes e Porsche e alguma repercussão extra na Terra Brasilis, cortesia da conquista do título da temporada 2016/2017 pelo brasileiro Lucas Di Grassi. Se não há dúvidas de que essa proposta cresce, igualmente não se pode discutir que manter os dois pés no chão, calçados em sapatos de borracha, evitará as consequências de um curto-circuito.

Por mais rápido que avance o progresso dessa “variante de mobilidade”, o mundo capitalista ainda não está preparado para simplesmente jogar na vala do descartável os bens e hábitos de consumo que sustentam boa parte da economia mundial há mais de um século. O fato que Audi, BMW, Mercedes e Porsche se enfrentarão a partir de 2019 em uma arena também ocupada por DS (leia-se Citroën), Jaguar, Renault e empresas chinesas levou arautos do apocalipse a propagar que o automobilismo que conhecemos acabou.

Talvez digam isso por acreditar que o automobilismo jamais evoluiu e nunca aprendeu com seus erros e acertos; seria apregoar que o formato da Paris-Bordeaux de 1895, até hoje considerada a primeira competição automobilística do mundo, predominasse hoje em dia em Le Mans, Indianapolis ou Interlagos. Se a Porsche deixou a classe mais sofisticada do Mundial de Endurance e a Mercedes o DTM, seus carros continuarão colecionando vitórias nas categorias de grã-turismo.

Durante um quarto de século acompanhei a F-1 mundo afora e lá se vão 60 anos que frequento autódromos assistindo competições das mais variadas categorias. Nesse mesmo período, computadores deixaram de ser mostrengos para se tornar objetos de primeira necessidade, assim como automóveis e várias outras conquistas tecnológicas.

Fato consumado, passamos a conviver com um antagonismo saudável: na mesma medida que vivemos uma era de massificação, o excesso de informação bombardeada incessantemente nos oferece a oportunidade de escolher nichos cada vez mais específicos. Nos chips instalados no celular nosso de cada bolso carregamos nossos grupos de Whatsapp: não nos comunicamos mais por cartas, mas não deixamos de lembrar de quem nos é caro ou cara, este último adjetivo imposto pelo pedantismo do politicamente correto.

O automobilismo muda há tempos: a F1 perdeu a aura de reduto de intrépidos e ganhou até um halo representado fisicamente por um arco de segurança indigesto para autoentusiastas de raiz e louvado por irmandades da proteção absoluta. Se essa imposição vingar vai acabar valorizando ainda mais os modelos que em 10, 15 anos povoarão encontros como Goodwood e os cada vez mais numerosos eventos voltados ao automobilismo clássico, caso das 24 Horas de Daytona e do GP de Mônaco. Quem não quer viajar tanto pode acompanhar o Grande Prêmio Histórico da Argentina, que reúne anualmente cerca de 200 automóveis iguais aos que competiram nas estradas del país hermano en los años 1960.

Difícil aceitar que o capital investido em carros de alto valor pecuniário ou sentimental serão eletrocutados por baterias de lítio ou dissolvidos por pílulas de combustível alternativo como se não houvesse amanhã. Nos Estados Unidos é imenso o número de campeonatos voltados a uma determinada marca e formatados com receita de evento de primeira grandeza; na China, o maior consumidor atual em todo o mundo, crescem vários programas para desenvolver pilotos locais e do sudeste asiático, outra evidência que o esporte tem alternativas. Não dá para acreditar que todo esse capital será sumariamente desprezado.

Negar o automóvel elétrico é impensável tanto quanto apregoar o fim do esporte. Apregoar que o futuro vem com o efeito autorama que os carros da Fórmula E criam ao percorrer circuitos montados nos centros de metrópoles é autorizar eutanásia em quem tem gasolina nas veias. Muito mais sensato do que isso é enxergar que novas ofertas trazem consigo novas oportunidades e descobrem afinidades incubadas. A única coisa que não se pode aceitar é matar ou santificar o automobilismo de competição. Em poucas palavras, não sejamos radicais.




Wagner Gonzalez
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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 5016 – 09.12.2016 edita@rnasser.com.br 
Creta, Vitara, New Tucson, J5 CVT, Captur, os novos SUV
Há quinze anos mercado sinaliza o futuro imediato: utilitários esportivos, com aparência ou capacidade de vencer dificuldades em mal asfalto ou na falta de estradas. O Ford EcoSport primeira geração trafegou sozinho, após seguido pelo Renault Duster. Agora, apesar da continuada queda geral de vendas, quase todos os fabricantes apostam nesta configuração para retomar vendas, participação de mercado, manter empregos, sorrir. 

Coluna foca em cinco novidades:
Creta – Veja como surpresa na não menos surpreendente Hyundai. Nome se refere à marca coreana instalada industrialmente em Piracicaba, SP. Produto é inesperado quando se imaginava vê-la limitada a criar versões sobre plataforma de seu mono produto HB20.

Motorização quatro cilindros em linha, posição transversal, em 1,6 litro e 130 cv e 2,0 e 166 cv, transmissão mecânica e automática com seis velocidades. Meados de Janeiro, entre R$ 73 mil e R$ 99.500.

Vitara – Coisas do mercado, era o maior da marca e, ao contrário da tendência mundial, em vez de crescer, reduziu-se. Exibe a atual filosofia da Suzuki, regime de peso para manter-se hábil a ser deslocada pela conhecida motorização de 1,6 L4, aspirada, 126 cv. Ou pelo novo motor da família, 1,4 turbo, gerando 146 cv.

Produto importado, pequena em porte no Brasil, ágil, sua representante SVB trabalhou com a rede de revendedores oferecendo possibilidade de personalização. Não apenas por acessórios, como também pela combinação de cores na carroceria – grade frontal, moldura do extrator de ar, aerofólio, retrovisores, materiais no interior, revestimento do painel, etccc.

New Tucson – Herdeiro distante do Tucson, mantido em produção pela CAOA Hyundai, é outro veículo, com as atualizações e desenvolvimento. Emprega novo motor 1,6, injeção direta, turbo compressor. Faz 177 cv, 27 kg de torque, levados às rodas por transmissão de duas embreagens e 7 marchas. Inteiramente novo, construção por aços especiais aumenta rigidez da carroceria diminuindo transmissão de vibrações, cuidados internos, mais espaço aos passageiros, versões GL e GLS. Preços a partir de R$ 138 mil.
Credenciada Hyundai produz antigo e novo Tucson e o iX35.

Captur – Versão brasileira, elegante, construída sobre plataforma do Logan, duas motorizações, 1,6 e 2,0, transmissões mecânica e automática com 4 velocidades, e preços competitivos, de R$ 80 mil a R$ 95 mil, o Renault Captur tem tudo para ser estrela de vendas. Agora, pelo sítio, por encomenda. Em fevereiro nas lojas.

JAC T5 CVT – Se você identifica carro chinês como o mais equipado e a menor preço, terá no T5 CVT o mais chinês dentre os chineses. É a nova bandeira da JAC no Brasil, com promessa de montagem na Bahia. É um SAV, utilitário esportivo sem as habilidades de andar em lugares fora de estrada, contendo equipamentos apenas usuais em veículos superiores, controle de cruzeiro, ar condicionado digital, kit multi media, tela de 20 cm, câmera de ré, ESP, transmissão automática, demanda de 75% das vendas no segmento, e menor preço para desenhar sua pretensão de mercado: mais por menos.

Rodou 600 mil km em testes no país para sintonia fina ante condições nacionais e porta transmissão continuamente variável com seis marchas virtuais e três programas Drive, Sport – elevando a faixa de rotações do motor para a troca de marchas -, ou pelo motorista. Emprega o motor comum à versão T5 mecânica: 4 cilindros em linha, 1,5 litro de deslocamento, 16 válvulas, comando variável na admissão. Flex, faz 125/127 cv de potência e 152/154 Nm, uns 15 m.kgf de torque a 4.000 rpm. Menor preço da categoria, provisórios R$ 69.990.

Roda-a-Roda
Arteon – Volkswagen anunciou o substituto de seu sedã CC – antigo Passat CC. Será o Arteon, maior e mais aerodinâmico, factibilização do conceito mostrado no Salão de Genebra de 2015. Cidade suíça será a primeira a vê-lo em março próximo. Razão da troca, substituição pela plataforma MQB.

Mais – Sedã com apelo esportivo, seguindo nova moda de perfil em 2 e ½ volumes, tampa traseira inclui o vidro posterior. Gostas do CC ? VW no Brasil ainda tem unidades, significando margem para desconto.

Jogo duro - Projeto de novo picape Peugeot, antecipado pela Coluna, a ser desenvolvido com a sócia chinesa Dongfeng, bifurcou-se. Primeiro caminho, picape jogo duro, rústico, para o mercado africano, com produção na Tunísia.


Conforto – Outro ramo será para produto ao gosto do mercado sul americano: enfeitado, imponente e poderoso. Linha de picapes da Dongfeng foi criada sobre Nissans. Brasil e Argentina disputam sediar a produção no Mercosul.

Razão – Nada de simpatia, mas a PSA desenvolve o mais atrevido plano de retomar mercado e, em sua história, dominou alguns mercados africanos. No Mercosul a presença de picapes de luxo não é apenas característica. É lucro.

Fidel – Com a morte de Fidel Castro sítio Autoblog resgata história interessante: o protesto do General/Presidente Ernesto Geisel contra a venda pela Argentina de sensível quantidade de veículos a Cuba, rompendo o acordo com os EUA deimpor bloqueio econômico à ilha. Mandou Ford Falcon, Dodge 1500, Fiat 125, Renault 12, Citroëns Ami, caminhões, picapes e tratores.

Tecnologia – Troller recebeu prêmio de melhor produto pela Society of Plastics Engineers, SPE. Razão, no fabricar seus jipes deixou a tradicional laminação de compósito de fibra de vidro, adotando processo de compressão a quente. 

Razão – Ford, dona da empresa, mudou o produto e adotou processo industrial à altura, reduzindo a feição artesanal. Garante resistência e, para alegria de usuários e revendedores, padroniza dimensões das peças.

Desenvolvimento – Mercedes aproveitou o IAA, maior salão de veículos comerciais, Alemanha, e anunciou ao mundo fazer pista de testes para caminhões no Brasil. Complementa o Centro de Desenvolvimento Tecnológico.

Como é – Área de 1,3M m2 – 54 alqueires paulistas ou 27 goianos –, 25 km de extensão, 18 pistas de asfalto, 7 de terra e concreto. Investimento de R$ 70M – fica na antiga fazenda de cana, em Iracemápolis, SP, fábrica dos automóveis -, pronta no 2º semestre.

Mercado – Philipp Schiemer, presidente da marca no Brasil, prestígio: vendas da Mercedes caíram 60%, despesas crescem junto com o prejuízo, conseguiu autorização da matriz para ampliar investimentos com a pista. 

… II - Pista e Centro colocarão a Mercedes em posição de única marca de caminhões íntima da realidade das dificuldades viárias e seu entorno no Terceiro Mundo, apta a desenvolver soluções para estas desafiantes agruras.

Negócio –  Localiza disse ao Valor Econômico estar aberta a fusões e aquisições. Na prática é reação à evolução da locadora Movida, já a segunda do mercado. Terceira, a Unida deve abrir o capital. Pelo visto há exceções nas quedas nos negócio com automóveis. Localiza e Movida focam mesma operação: aluguel de novos e venda de semi novos comprados a preços irreais.

Início – BMW Motorrad, braço de motocicletas da marca alemã criou novo modelo para ser primeiro degrau em sua escala de preços no mercado nacional. É o F 700 GS, Big Trail, hábil ao uso diário e fora de estrada. R$ 40 mil.

Mais – Grosso modo é simplificação do modelo 800 GS com mudanças caracterizadores, como o menor volume, perceptível pelo banco mais baixo – 82 cm – relativamente ao modelo inspirador. Mecânica idêntica, motor bi cilíndrico, 8V, 798 cm3, 75 cv a 7300 rpm, injeção direta, câmbio de 6 marchas.

Mercado – Italiana Ducati, empresa Volkswagen, bateu recorde de crescimento em novembro: 5,1% do mercado. Na média em 2016 vendeu 100 unidades mensais. Vê como responsável lançamento modelo Xdiavel: em seis meses vendeu ¼ do volume da marca. Revista Duas Rodas elegeu-a Moto do Ano.

Preparo – Disposta às conquistas em provas de resistência, Porsche construiu versão do mítico 911 para ser referencia. É o GT RSR. Inteiramente novo em projeto, plataforma, baixo peso, motor entre eixos traseiro, seis cilindros opostos, 4,0 litros de cilindrada, 510 cv, caixa de magnésio, 6 velocidades.

Pacote – É continuidade ao desenvolvimento da geração de motores de seis cilindros com a novidade de não utilizar Turbo. Conteúdo para otimizar resultados e, como bons carros de corrida, servir de laboratório aos de produção. Banco preso ao chassi, e pedais ajustáveis. Estreia em Daytona, EUA, janeiro.

Fórmula 1 - A inesperada saída de Nico Rosberg após ter ganho o título da Fórmula 1 gera ociosas especulações sobre razões alheias. Certa, é a dificuldade da Mercedes para preencher o lugar em seu time. Além dos pilotos de teste Pascal Wehrlein, Esteban Ocon há candidatos assumidos, como brincou pelo Tweeter Max Werstapen, da Red Bull, e propostas não conhecidas.


Gente - Luis Carlos dos Santos, 31, baiano, Melhor Motorista do Mundo. OOOO Ganhou o mundial Scania Driver Competitions, promovido pela marca - e um caminhão Scania Streamline R 440 O km. OOOO. Ventos chineses se aproximam da presidência da Toyota. OOOO 
Mais do melhor

Após a boa surpresa do motor 1,0 3-cilindros, Volkswagen inovou apresentando versão turbo, dita TSI. O pequeno engenho saltou 62 % em torque e 28 % em potencia, produzindo respectivos 20 m-kgf e 105 cv.

VW aplicou-o no up! e sabiamente não agregou sigla de identificação esportiva como GT ou RS, mas acróstico com característica técnica: TSI, Turbocharged Stratifeid Injection, indicando o turbo e a injeção de combustível, diretamente na cabeça dos pistões. E o motor turbo passou a ser versão, a preço razoável, fazendo crescer vendas à aproximada metade do volume da produção. Não apenas a boa formulação comercial, mas os entusiasmantes resultados oferecidos pelo conjunto. O pequeno automóvel tornou-se performático e extremamente econômico.

Dirigi-lo é perceber a mudança conceitual. Até há pouco turbo indicava um adjutório de produção de potencia em elevadas rotações, com falhas incômodas nos giros inferiores, provocando vazios nas respostas ao motor.

Nos atuais TSI foco é aumentar o torque em baixas rotações, sem exigir mudanças no jeito de dirigir, faze-lo confortavelmente com menor necessidade de mudança de marcha e, se caso ou vontade, pedir insuspeita disposição do motor. Como disse a Coluna, TSI é um 1,0 que anda como 1,8 e bebe como 0,9.
Se no up! TSI a Volkswagen parecia ter atingido o nirvana mecânico, empresa deu passo à frente em extenso trabalho para elevar a potencia a 125 cv e o torque de 20,4 m-kgf. E o aplicou ao Golf gerando surpresa: com o pequeno TSI mantém-se esperto, indo de 0 a 100 km/h em menos de 10s e reduzido consumo.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

QUANDO OS VENTOS SOPRAM DE OUTRO LADO


Poucas atividades humanas sofrem mais com o sabor dos ventos quanto o esporte. Desde o técnico de futebol que cai quando o time sofre uma derrota após um longo período de vitórias e empates, até diretores de equipes de automobilismo, cujos pilotos não conduzem um carro que seus engenheiros não conseguem transformar em minimamente competitivo. Vez por outra até mesmo os pilotos içam velas que fazem sua própria nau navegar para outros portos.


A Fórmula 1 e a Stock Car brasileira parecem viver momentos que se encaixam nesse preâmbulo. A primeira, onde as somas investidas são de um planeta tão distante quanto aquele onde está situada a atual equipe AMG-Mercedes, regularmente proporciona novas performances extra-pista da Ferrari, organização tão importante para a categoria que tem bônus extra na distribuição dos prêmios pelo simples fato de ser a Ferrari. 

Com uma cultura empresarial que tem na força do esporte a espinha dorsal de seu planejamento de mercado – oumarketing para dar um mais business flavour a este texto. Você se lembra quanto tempo faz que viu um anúncio vendendo o novo modelo da casa de Maranello? Praticamente todo o orçamento de publicidade é direcionado para o Riparto Corse da Scuderia.

Ano e meio após o início da era Arrivabene os resultados esperados não apareceram e provocaram uma esperada tempestade nos céus de Maranello e Fiorano, cidades tão próximas quanto Recife e Olinda ou Santo André e São Caetano. Em Maranello fica a fábrica da Ferrari, em Fiorano a pista de provas e a casa onde a residência alternativa e o escritório de Enzo Ferrari. Hoje em dia paira sobre esses dois municípios a aura de Sergio Marcchione, atual chefe supremo do grupo FCA e que tem mais poder sobre a marca que Piero Lardi Ferrari, o herdeiro de Enzo e acionista minoritário da marca.

O filme atualmente em exibição nas páginas de jornais, revistas e internet que acompanham a F-1 não é nada novo. Após ter conquistado o vice-campeonato de construtores de 1985, a Ferrari não conseguia dar a Michele Alboreto e Stefan Johansson carros em condição de melhorar ou sequer repetir esse resultado na temporada de 1986. O campeonato estava na metade e a Ferrari não conseguia fazer parte da disputa pelos primeiros lugares, andando atrás da Williams, McLaren e da Lotus, entre outros.  Foi quando começaram os rumores de John Barnard negociando com Luca di Montezemolo.

Troque 1985 por 2016, Michele Alboreto e Stefan Johansson por Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen, Williams e McLaren por Mercedes e Red Bull — com a Williams e Force India debatendo-se pelo papel da Lotus —, e não fica difícil ver Ross Brawn substituindo John Barnard no papel de mocinho da história. Bom pescador — ele tem até uma loja de artigos de pesca, acredite se quiser —, Brawn sabe administrar o tempo como poucos; por outro lado, amante de bons vinhos — já o encontrei em uma outra vinícola renovando o estoque de sua adega —, ele tem pleno conhecimento do prazer que as boas garrafas italianas podem proporcionar quando bebidas com moderação.

Ross Brawn
As apostas são de que o inglês de Manchester poderá prestar um trabalho de consultoria para a Ferrari, talvez a única diferença em relação à temporada anterior, quando Barnard construiu uma filial da Ferrari em Guildford. Anos mais tarde soube-se que algumas das máquinas compradas como novas para essa “antena tecnológica” não eram tão novas assim… O mais intrigante para quem gosta de suspense e mistério é que o assunto ganha corpo às vésperas do GP da Hungria, etapa que sempre produz resultados e episódios surpreendentes.

Também no Brasil mudanças começam a tomar corpo na categoria que concentra os grandes orçamentos do automobilismo nacional, a Stock Car. Maior vencedor da categoria depois do insuperável Ingo Hoffmann, Cacá Bueno está próximo de deixar a equipe de Andreas Mattheis, onde conquistou três títulos consecutivos dos cinco que possui: 2006, 2007, 2011, 2012 e 2013. A mudança poderia ser na verdade uma troca de pilotos entre equipes atualmente sob o comando de Mattheis: Cacá ocuparia o lugar de Felipe Fraga na equipe Cimed, o que garantiria ao jovem de Tocantins, atual líder do campeonato e patrocinado pela Red Bull, a vaga do carioca.

Ventos moderados e fortes ajudam a compor um cenário mais dramático a essa movimentação. O empresário João Adib, proprietário da Cimed e apaixonado por corridas, estaria disposto a montar uma estrutura própria para sua equipe e a Red Bull parece interessada em rever sua participação na Stock Car, ou no mínimo, na estrutura de Andreas Mattheis. Atualmente o ex-piloto coordena três equipes — a terceira é a equipe apoiada pela Shell, chefiada por seu filho e onde correm Ricardo Zonta e Átila Abreu. Na etapa de Cascavel, disputada no último fim de semana, Abreu reafirmou seu perfil explosivo e não poupou críticas ao trabalho de sua equipe, que não estaria lhe oferecendo um carro competitivo.


WG

terça-feira, 5 de maio de 2015

Wagner Gonzalez em Conversa de pista - Sabe a Lapônia?

Wagner Gonzalez

Cada vez mais longe da Europa, a F-1 inicia domingo sua temporada no Velho Mundo com a disputa do GP da Espanha, em Barcelona. Num momento que até os magos do marketing esportivo cobram mudanças no sistema, equipe e pilotos vão dividir esforços entre o resultado na pista e as tratativas para 2016, que deve começar só em abril e inclui uma prova no Azerbaijão.



Tempos atrás um comercial mostrava um vendedor de cachorro-quente falando sobre a economia mundial e encerrava sua mensagem com um interrogativo “Sabe a Lapônia?” Veiculado hoje, esse bordão caberia como uma luva para comentar o calendário da F-1 para 2016: sabe o Azerbaijão? Pois é, a cidade de Baku (a maior do país) vai promover no dia 17 de julho o GP da Europa apesar de ficar na linha tênue entre o velho mundo e a Ásia e voltada ao mar Cáspio. Mas, money talks…


Em meio a uma saraivada de críticas que vem de todos os lados, o formato do calendário do ano que vem abre espaço para uma discussão que evoca única e exclusivamente a possibilidade aumentar o número de corridas nas temporadas de 2017 e 2018. Candidatos não faltam e há sugestões verdadeiramente esdrúxulas, como a possibilidade de uma corrida no Irã; uma terceira etapa no golfo árabe, porém, parece uma possibilidade bem mais plausível pelos óbvios petrodólares e a vaidade entre os poderosos locais.

A idéia subliminar em adiar o início do campeonato em um mês — o GP da Austrália deste ano foi no dia 15 de março e adiar o de 2016 está previsto para o dia 3 de abril —, é simples: mostrar que é possível reduzir o intervalo entre os GPs sem maior prejuízo para as equipe e toda a caravana que segue o circo mundo afora. O ato do esboço da temporada do ano que vem ter vazado para a imprensa nesta época do ano também sugere que o assunto tem muito a ver com aquilo que no Brasil chamamos de balão de ensaio. A última corrida da atual temporada será no dia 29 de novembro, em Abu Dhabi; ano que vem essa prova é prevista para o dia 27 do mesmo mês. E estamos falando de um calendário de 19 provas em 2015 e 21 em 2016. Além disso, a proximidade entre os GPs de Cingapura e Malásia (18 e 25 de setembro, respectivamente), sugere um processo de canibalização entre os dois eventos, que disputam o mesmo público.

Uma possibilidade ainda não comentada é algo que o saudoso Ken Tyrrell conversou comigo em uma bate-papo informal durante um jantar em seu motorhome: adotar um sistema em que as equipes não sejam obrigadas a participar de todas as corridas, mas sim de um número mínimo. Isso criaria condições especiais de negociação e traria mais despesas para os promotores de cada país. Em outras palavras, a conta não seria paga pela FOM ou qual seja a empresa da vez que gerencie os contratos com cada país. Tyrrell era partidário dessa idéia e muito amigo de Bernie Ecclestone. Quem sabe não chegou a hora de usar esse recurso para ganhar ainda mais dinheiro.

Falando em ganhar mais dinheiro, vale mencionar uma entrevista do estadunidense Zak Brown concedida a Alan Baldwin, da agência Reuters, na qual ele não escondeu suas opiniões sobre o estado atual da F-1.  O executivo de marketing que já foi cotado como possível sucessor de Ecclestone (se isto ainda significa algo, dada a longevidade do inglês…), declarou que a perda do GP da Alemanha deste ano não pegou bem com muitos de seus clientes e isso pode se agravar se Monza sair do calendário, algo cogitado há décadas mas até então apenas por movimentos ecológicos locais; desta vez o que está pegando é a ganância financeira.

“Como explicar que há três corridas no Oriente Médio e nenhuma na Alemanha?”
Brown foi além e lembrou que McLaren, Sauber e Manor têm poucos ou nenhum patrocinador e que “orçamentos que variam entre US$200 milhões US$ 400 milhões são injustificáveis. Talvez esta declaração seja mais contundente e igualmente clara:

“O que eu vejo é público em queda, audiência de TV em queda, número de carros no grid em queda. Ou seja: os principais indicadores de performance estão todos em uma trajetória descendente…”

Essa entrevista, distribuída pela agência de notícias na última sexta-feira, certamente vai render muitas conversas, pautas e soluções mirabolantes no paddock de Barcelona, onde a categoria se reúne a partir de quinta-feira. Mais ainda: já é hora de começar a pensar em contatos e contratos para 2016, o que vai agregar um número significativo de empresários de pilotos e patrocinadores no paddock catalão, aumentando o ruído gerado pelas propostas e soluções mirabolantes para colocar a F-1 de volta nos eixos.

Como isso não é tarefa das mais fáceis, o prato do dia serão as novidades dos motorhomes suntuosos e as primeiras negociações de contrato para o ano que vem. A permanência de Lewis Hamilton e o futuro de Nico Rosberg na Mercedes são temas para liderar as paradas de sucesso. Hamilton poderia ir para a Ferrari — sonho de muitos —, o que daria sobre vida a Rosberg, cujo lugar tem Valteri Bottas como sério candidato; o atual companheiro de Felipe Massa também é cotado para substituir Kimi Räikkönen. O alemão Pascal Wehrlein (nova apost da M-B nos pilotos alemães) corre por fora nessa disputa, mas deve acabar mesmo com um estágio junto a uma das equipes que usam o motor Mercedes-Benz – Force India, Lotus e Williams.

A permanência de Räikkönen na Ferrari — talvez mesmo na F-1 — é a chave para destravar o mercado de pilotos, onde Felipe Nasr parece conquistar seu espaço de maneira sólida, algo que não acontece com seu companheiro de equipe, Marcus Ericsson. Com resultados aparecendo, o banco da Sauber fica valorizado e pode atrair pilotos mais experientes e igualmente apoiados por bons patrocinadores. Na mais pequena das nanicas, a equipe Manor pode substituir Roberto Mehri após a corrida deste fim de semana: essa possibilidade foi admitida pelo próprio espanhol, que alfinetou o time ao revelar que o carro do seu companheiro de equipe, o inglês Will Stevens, recebe peças e equipamentos melhores. Não se deve esquecer que Mehri é cerca de 12 kg mais pesado, algo que na F-1 atual pode significar três a quatro décimos a mais por volta…

As datas de 2016
Veja aqui as data do calendário provável da F-1 para 2016
 3 de abril: Austrália (Albert Park)

10 de abril: China (Xangai)
24 de abril: Bahrein (Sakhir)
1° de maio: Rússia (Sochi)
15 de maio: Espanha (Barcelona)
20 de maio: Mônaco (Monte Carlo)
12 de junho: Canadá (Montreal)
26 de junho: Inglaterra (Silverstone)
3 de julho: Áustria (Red Bull Ring)
17 de julho: Europe (Baku, Azerbaijão)
31 de julho: Alemanha (Hockenheim)
7 de agosto: Hungria (Hungaroring)
28 de agosto: Bélgica (Spa)
4 de setembro: Itália (Monza)
18 de setembro: Cingapura (Marina Bay)
25 de setembro: Malásia (Sepang)
9 de outobro: Japão (Suzuka)
23 de outubro: Estados Unidos (Austin)
30 de outubro: México (Cidade do México)
13 de novembro: Brasil (Interlagos)
27 de novembro: Abu Dhabi (Yas Marina)


Pizzonia vence na Europa

Antônio Pizzonia voltou a competir na Europa, desta vez na abertura da temporada de Auto GP, categoria que usa monopostos herdados da antiga A1 GP e tem organização comandada por Enzo Coloni, ex-piloto e construtor com passagem pela F-1. Com um segundo lugar na corrida 1 e a vitória na corrida 2, Pizzonia lidera o campeonato que prossegue dias 23 e 24 de maio, em Silverstone (Inglaterra). Veja o resultado completo da etapa clicando aqui e assista ao vídeo da prova neste link.

WG