Mostrando postagens com marcador FUNDAÇÃO LIA MARIA AGUIAR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FUNDAÇÃO LIA MARIA AGUIAR. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Fundação Lia Maria Aguiar: Carros do passado ensinando gerações futuras


Com intuito de preservar a cultura e uma parte da história do automobilismo mundial, sobretudo a brasileira, a FLMA anunciou, durante o Brazil Classic Show 2018, a construção de um museu em Campos do Jordão (SP) e o desenvolvimento de um novo projeto social, voltado à capacitação de jovens na arte de restaurar veículos antigos.

O sonho de Og Pozzoli será realizado ao manter todos os veículos, histórias vivas do automobilismo brasileiro, juntos em uma única coleção, para deleite do público. Entre os exemplares, duas Jardineiras Fiat, de 1912 e 1914, as quais Og recusou generosa oferta feita por Gianni Agnelli, presidente da Fiat. São diversos automóveis com as mais inusitadas histórias, alguns destes, únicos no mundo. São carros que serviram a Papas, Presidentes da República de diversos países, veículos que um dos mais conceituados antigomobilistas do mundo começou a comprar em 1958, após sua chegada em São Paulo vindo de Natal (RN), pilotando um Opel 1937.

A ideia vai muito além da construção de um museu, é também a elaboração de um projeto social realizado pela Fundação, que inclui a formação de jovens na arte da restauração, preservação e manutenção de veículos antigos no Brasil, ofício que está se tornando cada vez mais raro. Para isso, serão criados núcleos de aprendizado e ensino profissionalizante em diversas áreas e segmentos de atuação relacionados à cultura do automóvel. E os alunos vão levar, além do conhecimento, renda para suas famílias e suas casas.

Espera-se prover mais uma alternativa para a geração de empregos, fortalecendo o turismo na cidade, tradicional estância turística, além de criar cursos específicos e dedicados à restauração de veículos antigos, área na qual existem poucos profissionais capacitados no país e que oferece boa perspectiva de atuação para as novas gerações.

Com o projeto, a Fundação Lia Maria Aguiar visa agregar aos núcleos já existentes, música, dança e teatro, uma nova oportunidade para a descoberta e construção da própria história, pelas mãos dos jovens atendidos e assistidos pela entidade. Isso terá papel primordial na formação, crescimento pessoal e destaque profissional de cidadãos melhores para um país melhor, pois, mais do que ensinar, o propósito da FLMA é transformar vidas. Afinal, a própria Fundação foi criada com base no sonho e na vontade de ajudar uma criança, explica Lia Maria Aguiar, fundadora da instituição. 

Og Pozzoli   -   “É mais do que lamentável até hoje não termos um museu de automóveis em São Paulo, a indústria automobilística nacional nasceu e se firmou nesta cidade. Todos os países que possuem indústria automobilística têm grandes museus que atraem turistas do mundo inteiro, pois, o automóvel é um capítulo especial no século 20. Infelizmente os governantes de São Paulo só veem os automóveis como fonte de arrecadação de dinheiro através de impostos e multas...”, disse Og em entrevista concedida em 2015.

Fluminense de Itaboraí (RJ), criado em Natal (RN) e radicado em São Paulo desde 1956, faleceu em 2017 aos 87 anos. Uma vida dedicada aos carros, Og Pozzoli foi um dos precursores do antigomobilismo no Brasil e começou a colecionar veículos antigos quando todos na época os consideravam “carros velhos”. Não ele, que os garimpava, estudava, restaurava a condição de novos e os incorporava a sua coleção. Desta forma, chegou a ter 170 automóveis antigos.

Todos os veículos são originais e muito bem cuidados, parecem saídos de suas linhas de montagem. Alguns são únicos no mundo, enquanto outros pertenceram a industriais e personalidades do século 20. Enquanto vivo, emprestou seu Packard Limousine Imperator 1940 para “O Beijo da Mulher Aranha”, filme de Hector Babenco com Sonia Braga. Há ainda o Lincoln V12 de 1938, primeiro carro especialmente fabricado para uso presidencial. Dos cinco sobraram dois, um que serviu a Franklin Delano Roosevelt, presidente dos EUA entre 1933 e 1945, atualmente no Museu da Casa Branca, e o outro que pertencia a Og, aonde a rainha Elizabeth II também deu uma volta em 1968 ao lado do marido, o príncipe Philip, em evento de inauguração da atual sede do MASP, em São Paulo.

Previsto para ser inaugurado em 2020, o Museu deve contar inicialmente com espaço para acolher os veículos do acervo. Em um segundo momento será implementado o projeto de capacitação técnica com os jovens interessados na arte da restauração. A ideia é que estes alunos sejam selecionados por meio de processo seletivo estabelecido pela própria Fundação.

É preciso seguir adiante trabalhando pela cultura, educação e inclusão social, o que faz a fundação percorrer o caminho do bem e a estrada que contribui para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e um mundo mais feliz.

Informações Adicionais: FLMA.org.br

Sobre a FLMA:   Com o sonho de uma sociedade mais justa e repleta de oportunidades, a empresária Lia Maria Aguiar criou em 2008 uma instituição que leva o seu nome. Atuante em Campos do Jordão e região, a Fundação Lia Maria Aguiar, ou FLMA, é uma instituição independente e sem fins lucrativos, que trabalha pelo desenvolvimento de pilares fundamentais para um mundo melhor: educação, cultura, meio ambiente e inclusão social. Para isso, conta com projetos socioculturais em que centenas de crianças e jovens despertam seus talentos artísticos e desenvolvem o caráter cidadão. E o mais importante: descobrem o potencial de transformar sonhos em realidade.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Coluna do FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1011/361 – 20/09/2018
Fernando Calmon
Prudência com os elétricos

Organizar, desde 2002, uma exposição focada apenas em carros elétricos em um país que dispõe de frota registrada de cerca de 400 unidades movidas a bateria, somente a partir dos últimos quatro anos, é realmente demonstração de persistência. 

Assim mesmo, Ricardo Guggisberg continua animado e abriu esta semana em São Paulo, em parceira com a Nürnberg Messe Brasil, a 14ª edição do que pode se chamar simplificadamente de Salão do Veículo Elétrico. Nos dois primeiros dias, dos três do evento, um congresso debateu os cenários atual e futuro no Brasil e no mundo. 

Como esta coluna tem enfatizado, é preciso separar bem híbrido de elétrico. O termo híbrido elétrico (plugável) deve se aplicar apenas aos veículos que possuem motor a combustão e outro elétrico de baixa autonomia (50 a 60 quilômetros). Sua bateria bem menor e, portanto, menos cara, pode ser recarregada tanto pelo motor convencional quanto numa tomada. Grande vantagem é abastecer em postos de combustível e eliminar ansiedade causada pela descarga da bateria. 

Existe ainda o que se classifica de elétrico híbrido. A tração é puramente elétrica, silenciosa e de ótimo desempenho, mas um gerador acionado por motor a combustão provê autonomia extra. Exemplos: BMW i3 Rex vendido aqui e Nissan Note e-Power, no Japão. 

Entre as várias previsões feitas durante o congresso, não ficou muito claro como os compradores dividirão suas preferências no futuro. Híbridos convencionais, como Toyota Prius e praticamente toda linha Lexus, deverão crescer em curto prazo. Os chamados híbridos plugáveis podem se transformar na tecnologia de transição mais prudente até se chegar ao automóvel elétrico puro. Mas ao se estimarem números há muita desinformação e uso inadequado do termo “eletrificado” que coloca no mesmo balaio soluções bastante diferentes. 

Até no Brasil há confusão quanto à diminuição de carga tributária, dentro do programa Rota 2030, para incentivar os meios alternativos de propulsão. Um híbrido básico (Prius), por exemplo, só recebeu um ponto percentual de desconto de IPI. No caso do i3 Rex esse imposto chegou até a subir. A legislação criou faixas de taxação que combinam peso e eficiência energética de forma difícil de ser atendida por um veículo elétrico a bateria. 

Mesmo na Alemanha a calibragem dos incentivos falhou. Metade dos fundos alocados no orçamento federal para compensar em parte o alto preço dos carros elétricos “encalhou” pela ausência de compradores. A frota alemã de elétricos e híbridos somados atingiu 110.000 unidades no ano passado. A meta era de 1 milhão só de elétricos em 2020, longe de ser alcançada, mesmo que as vendas estejam crescendo hoje a partir de bases comparativas muito baixas. 

Estudo recente da consultoria Bloomberg explica os problemas decorrentes de investimentos pesados em fábricas de baterias de íons de lítio. Elas podem deixar de ser a solução definitiva pelo custo da matéria-prima, apesar de seu preço ter caído 80% em oito anos. Insuficiente, porém, para baratear o automóvel elétrico de forma atraente. Ainda devem em peso, volume, densidade energética e cargas rápidas contínuas sem comprometer sua durabilidade.

ALTA RODA

PLACAS de veículos padrão Mercosul estrearam no Rio de Janeiro este mês e, no restante do País, previsão é até dezembro. Preço manteve-se em R$ 214,57 (o par), mas um penduricalho prejudica os donos de veículos. Trata-se do brasão do município, não previsto no padrão acordado. Obrigará comprar novo par de placas nas transferências entre cidades. Uma vergonha. 

COLEÇÃO de automóveis antigos e clássicos de alto nível de Og Pozzoli, falecido em novembro do ano passado aos 87 anos, terá sua integridade e preservação garantidas. Fundação Lia Maria Aguiar adquiriu todo o acervo e construirá um museu em Campos do Jordão (SP) exclusivamente para esse fim. Inauguração prevista para 2020. Exemplo a ser seguido. 

KA FREESTYLE, da Ford, destaca-se como o mais discreto entre os pseudoutilitários. Há relativamente poucos apliques externos. Altura livre do solo razoável para enfrentar quebra-molas, valetas e buraqueira de sempre. Acabamento interno podia ser menos simples. ESP, conjunto de seis airbags e motor tricilindro 1.500 cm³ de 136 cv (etanol) destacam-se. Porta-malas perde para concorrentes. 

SISTEMA conhecido como Mercado Pago, que proporcionou segurança às compras on-line em geral do site Mercado Livre, inspirou ferramenta semelhante na comercialização de veículos. Webmotors acaba de lançar o Autopago no intuito de aumentar confiança nas transações entre quem vende e quem compra, além de evitar fraudes. Algo burocrático (cinco etapas a vencer), porém seguro. 

EMPRESA petrolífera da Malásia, a Petronas, inaugurou na semana passada um centro de pesquisa e tecnologia em sua sede de Contagem (MG). Investimento de R$ 20 milhões, iniciado em 2015, levou três anos para maturar. No Brasil produz lubrificantes para veículos de todos os segmentos e também para uso industrial. 

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 3718 - 14.09.2018 edita@rnasser.com.br


Araxá, a grande festa do automóvel antigo
O Brazil Classics Renault Show, realizado em Araxá, MG, no recente feriado de 7 de setembro manteve o adequado rótulo de mais elegante dos encontros de veículos antigos no País. Foi grande o esforço para viabilizá-lo e exigiu capacidade de improvisar, resolver, reinventar-se. Superou dificuldades, obstáculos, e foi evento marcante, referencial.

Questão é, neste país sem projeto, uma greve de caminhoneiros, de origem e comando desconhecidos, sem pai, mãe ou responsáveis, parou o Brasil, pôs a administração em letargia e trouxe prejuízos sem indenização. Um deles, fez abortar a realização do Encontro, antes marcado, com estrutura instalada, bancas de comércio montadas, veículos em trânsito. Em meio aos problemas gerados pelo adiar, muitas composições com fornecedores, com o hotel sede, o êxito do evento ficou ameaçado, mas a administração tocada pelo Instituto Veteran Car, de Belo Horizonte, superou as dificuldades e apresentar soluções.

Como foi
Patrocinadora, a Renault foi compreensiva – manteve e aumentou o aporte para compensar o incremento de custos com a desmontagem da estrutura sem uso e a montagem de outra, três meses após. Colecionadores com a cabeça no lugar entenderam a razão institucional, mantendo inscrições e presença.

Na prática, quase 300 veículos dispostos, nele avultando núcleo de destacada qualidade e raridade, e o deslumbramento da reunião de 38 Ferraris, incluindo dois modelos de séries especiais, os F 40 e F 50. Núcleo de colecionadores se amplia. Neste ano o Museu de Carmo do Paranaíba, MG, do colecionador mineiro Rúbio Fernal, a coleção privada do empresário paulista José Luiz Gandini, e o novo foco da coleção de Leo Steinbruch, antes dedicada exclusivamente a nacionais. Fernal exibiu raro e aqui desconhecido Fiat com projeto de estiistas da Zagato, insolitamente construído pela Riva, famosa fábrica de lanchas durante estreito período ao início dos anos ’50. Gandini, dedicado aos Cadillacs dos anos ’50, amplia o leque a veículos mais erados, como o imponente Packard 1931 em carroceria Roadster, conversível. Levou o transitório Prêmio Roberto Lee como Best of the Show. Steinbruch expôs Ford T de 1909 – apresentado erroneamente como 1908 -, e Mercedes-Benz 300 SL, o Asa de Gaivota.

Item e abertura de caminho importante, o Alfa Br, grupo internético de aficionados de Alfa Romeo, montou barraca, instou presença da marca, criou premiação específica. Um caminho para outros clubes de marca, criar sub eventos sob o guarda chuva da festa principal.

Outro ponto de relevo foi manter a tradição de promover leilão. Neste ano demandas superaram o teto de 70 ofertas estabelecido pela empresa de leilões, ampliadas a 83. Vendas foram 29, arrecadando R$ 3,5M. Estrela do evento, Alfa spyder 2.000, do ex-ator Otelo Zeloni.

Homenagem, o evento criou troféu transitório, o Og Pozolli, para distinguir o melhor automóvel dentre os não restaurados. No caso, indicado foi Cadillac 1927, modelo 314, Coupé, de Aparecido Guadain.

Oportuno pelo relêvo do evento, mas não é pioneirismo. O Carro do Brasil, encontro criado em Brasília para festejar os produtos nacionais, criou tal láurea em 2001. Chamou-o Pátina do Tempo, e o distribui aos eventos que buscam auxílio e orientação ao Museu Nacional do Automóvel, O insólito e sua divulgação instigaram o Pebble Beach Concours d’Élegance, em Monterey, California, tido como o mais refinado da especialidade, a copiar a láurea e, a partir daí, a Federação Internacional de Carros de Coleção, a FIVA, a instituir o prêmio. Registro histórico se faz presente para manter não apenas a verdade, o pioneirismo brasileiro e a importância do conceito expresso pelo Museu Nacional do Automóvel, seu criador: historicamente mais vale a pátina do tempo sobre a construção original que os brilhos e reflexos pós-restauração, décadas distante dos métodos e partes empregados à época. O Museu o distribui nos eventos que buscam seu auxílio e orientação.

Patrocínio da Renault, comemorando 120 anos do início de sua história e 20 anos de atividade industrial no Brasil, incluiu exposição de unidades, protótipos, réplica da Voiturette, a primeira unidade construída pela família. Também, palestra por Alain Tissier, ex vice presidente da empresa e oráculo para as coisas do e no Brasil.

Og ad aeternum
São raras as coleções de veículos antigos a permanecer unas, unificadas, concentradas, após a partida de seu criador. Atividade solitária, exige dedicação, interesse e também, como diz o Curador do Museu Nacional do Automóvel, 3 Ts – Tempo, Tesão e Talão. Sem tal envolvimento e meios, coleções não subsistem, são vendidas aos blocos ou em unidades, se desfazem. Desde novembro do ano passado, quando passou Og Pozolli, um dos implantadores do antigomobilismo no Brasil, a espada da dúvida voltou a ser lembrada, e o receio da disseminação, sempre manifestada por êle, escaldado pelas vazias promessas municipais e estaduais de aquisição. Quem do ramo foi ao Brazil Classics encontrou aléia de honra com cinco estelares unidades da coleção Og, capitaneada por exemplar de Moon, um touring dos anos ’20, acreditado como do então Presidente Washington Luiz e único no mundo. Conversinhas, teses, teoria dizia da aquisição pelo poderoso Bradesco, num projeto de expor que, além da atividade selvagemente argentária – milionária, rica, capitaneada pelos ganhos de dinheiro - faria efeito demonstração de dedicação cultural.

Verdade surgiu na noite de sábado, durante a premiação: a coleção fora adquirida pela Fundação Lia Maria Aguiar, mantida por filha do criador do banco, mas sem ligações operacionais com o estabelecimento. Projeto útil, dedica-se à formação artística de jovens, e a ampliará com a construção de um museu e a formação de cursos para ensinar dados e segredos dos reparos e manutenção de automóveis antigos, um exercício de talento a cada dia mais empobrecido com o desaparecimento dos profissionais antigos. O Museu será construído em Campos do Jordão, SP, com a promessa de operação em dois anos.
A coleção do Og estará unida e preservada.

Roda-a-Roda
Honda – Marca apresentou seu modelo Fit modelia 2019, marcando-o simploriamente com nova cor, a Vermelho Vênus metálico, e maior conectividade.

$? – DX Mt – simples e transmissão manual, R$ 60.500; Lx Convert a R$ 60.500; Personal, com câmbio CVT, inscreveu-se para atingir público com 68.700; e versão luxuosa R$ 72.800.

Pesquisa - FCA nos EUA aplicou US$ 30M no campo de provas recebido à Chrysler em Chelsea, perto de Detroit, USA. Quer adaptá-lo a testes de direção autônoma; sistemas avançados de assistência ao motorista. Aqui empresa continuará usando ruas e estradas como pista de testes.

Mais – Japonesa Sumitomo impulsiona sua marca Dunlop no Brasil. Aplica R$ 640M para aumentar capacidade industrial de pneus de passeio e carga. Fábrica não está em Campinas, endereço da Dunlop original, mas beiradas de Curitiba, Pr.

Quem é – Petronas, empresa malaia, mais conhecida como co patrocinadora da equipe Mercedes-Benz na Fórmula 1, está no Brasil. Mais precisamente em Contagem, município industrial lindeiro a Belo Horizonte. Ocupa as instalações da antiga Tutela, a fábrica de óleos e lubrificantes da Fiat e da estatal Agip.

Melhor – Investiu R$ 20M no atualizar laboratórios em Centro de Excelência em Pesquisa e Tecnologia na América Latina. Deve manter o pioneirismo: primeira a fazer óleos lubrificantes semi sintéticos no país – e responsável pela quebra da nunca entendida barreira limitando os lubrificantes nacionais à classificação SD.

Questão – Crescimento de produção e vendas da indústria automobilística se dissociam da noção de estagnação da economia. Números a ser fechados ao final do ano devem indicar otimismo. Até agora mercado cresceu 15%. Seria melhor sem a greve dos caminhoneiros, vitrine de nossa fragilidade e da inabilidade da cúpula do poder em gerir o problema.

... II – Os números não deverão mentir. Somente em 2023 produção e vendas repetirão os cravados em 2013. Na prática a atrapalhada gestão (sic) da presidenta que se dizia formada em economia, atrasou o país por 10 anos.
E querem levá-la ao Senado…

Situação – Boletim automobilístico AutoData perguntou aos seis candidatos melhor colocados na disputa para a Presidência da República, quais os planos de cada um para a indústria automobilística. Ao ver do atento leitor/eleitor, qual o percentual de respostas? O%, acredite. Ninguém se manifestou.

O que – Desinteresse, desconhecimento? Vicente Alessi, filho, editor, tem visão pragmática: o fim das doações para campanhas, as regras de compliance, o receio de multas ou prisão reduziram a capacidade de entendimento.

Programa – Gostas de veículos? Tecnologia? Programa a ser considerado: dia 18, às 9h30, Audi transmitirá o evento The Charge, cuja estrela maior será o modelo e-tron, seu primeiro totalmente elétrico.

Onde – Meios diversos: Audi MediaTV: www.audiamedia.tv  (Em alemão e inglês, incluindo link para compartilhar a transmissão em outros sites); Via Smart TV: usando o aplicativo Audi MediaTV; Via satélite: (Chinês e inglês)
Via mídias sociais: na página do Facebook de Audi AG e no canal do Youtube Audi MediaTV; Via website: www.e-tron.audi

Luxo  - Veículo mais luxuoso da Toyota não é sua família automobilística Lexus, mas os iates com esta marca. Projetados em conjunto com a divisão marítima da casa, seu produto de topo, o Lexus LY 650 é iate de luxo com 65 pés – uns 20 metros. Dois motores Lexus de corrida, a gasolina, e 885 cv de potência final.

Negócio – Toyota está em barcos há 20 anos utilizando o nome Ponan, por isto, o que parece uma aventura merece crédito, neste período em que fabricantes de automóveis se aventuram em outros modais.

Variedade – Aston Martin e Bugatti tem colaborado com outros produtores de lanças e barcos; Honda fabrica jato; Mercedes-Benz tem acordo com a Cigarette Racing promovendo os modelos AMG.

Cada Qual – Toyota não fará os novos LY 650, contratando o estaleiro Marquis-Larson Boat Group. Primeira unidade daqui a um ano.

Al mare – Estaleiro catarinense Triton Yachts levará ao São Paulo Boat Show – SP, 27,set/02.out -, duas novas embarcações. Uma, a 460 Fly, 46 pés, 14 m de comprimento, expõe as últimas tendências europeias; três suítes, com a máster ocupando toda a parte central. Motorização sugerida, dois motores diesel, entre 330 e 400 cv cada. Quanto? Circa R$ 1,7M.

Mais – Há novidade tipo esportiva, a 350 HT, com espaço para 12 pessoas durante o dia e 04 para pernoite. Menor, outra proposta, outro preço: R$ 510 mil. Motorização diesel, 2x 250 a 350 cv.

De volta – Gol retomará ligar Brasília a Buenos Aires por vôo direto. Seis por semana, equipamento atualizado, Boeings 787 800 Next Generation. Fomenta Brasília como hub de distribuição ao trazer argentinos para tomar voo da companhia com destino a Miami.

Porém – Pousará no aeroporto de Ezeiza, outro município, distante, taxi caro, e outra situação – os motoristas de taxi em Buenos Aires hostilizam os de aplicativos. E o voo de volta decola às 4h40. Na prática, um longo jantar, quase uma hora até Ezeiza e as regulares 2 horas antes do voo.