Mostrando postagens com marcador G.P. DA RUSSIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador G.P. DA RUSSIA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de outubro de 2019

WAGNER GONZALEZ em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
Nada de novo na F-1


O estado-maior de uma escuderia sempre se reúne antes de uma largada  para definir minúcias da estratégia a ser adotada na corrida prestes a começar. O elo mais fraco dessa cadeia está na solidão que o piloto desfruta dentro do cockpit e na liberdade que possui para se defender e para atacar seu principal adversário do grid: seu companheiro de equipe. Na medida que os resultados em jogo alcançam patamares mais altos e definem posições no campeonato, salários e status, artimanhas, surpresas
e traições florescem em igual intensidade.

A atuação de Sebastian Vettel no último fim de semana foi a repetição de episódios tantas vezes já vistos, assim como a dobradinha da equipe Mercedes, resultado que não acontecia desde o GP da Grã-Bretanha deste ano. Ver o piloto alemão refutar
ordens de equipe logo após ter assumido a liderança da prova ao tirar proveito da ajuda de Charles Leclerc é uma leitura clara que aquele piloto da Red Bull que não hesitava em jogar para fora da pista nomes como Mark Webber e Daniel Ricciardo está de volta.

O tetra-campeão sabe que a ameaça de seu reinado em Maranello jamais esteve tão ameaçado e não desperdiçará oportunidades em busca de manter um status já bastante questionável. Em sua segunda temporada na categoria o piloto monegasco já disputa o vice-campeonato contra Valtteri Bottas, disputa que já faz prever táticas e trapalhadas futuras de suas respectivas equipes.

Estrategista de primeira grandeza, o austríaco Toto Wolff certamente não hesitará em dar ao finlandês uma discreta mãozinha para garantir que ele faça a dobradinha com Lewis Hamilton no Mundial de Pilotos, atitude que mais clara depois que o inglês tiver garantido o seu sexto título.  Isso pode acontecer já em Suzuka, quando apenas Bottas pode se tornar o único piloto do grid em condições de supera-lo.

Sempre envolta em sua latinidade biológica, a Ferrari mantém suspense no que tange a consagrar Leclerc ou apoiar seu funcionário de salário mais alto. Enquanto isso, o novato aprende, a duras penas que, largada dada, não se pode confiar em acordos feitos na frente de testemunhas mesmo que todos vistam a mesma camisa. Precisa lembrar que há uma semana ele e o alemão declararam que a Ferrari estava acima de qualquer coisa? Tudo isso obriga o jovem monegasco a alternar seu foco entre superar Valtteri Bottas e se impor como primeiro piloto de fato dentro da Scuderia

Tal cenário cria situações que envolvem outros nomes e pavimentam o caminho de ações táticas ainda protegidas dos olhos públicos. Não deixa de ser intrigante a atuação de Jos Verstappen nas últimas provas: o holandês há várias largadas priva seus fãs do seu arrojo e de suas manobras espetaculares.  De maneira semelhante o progresso de Alex Albon segue crescendo: ele já mostra uma média de nove pontos por corrida, índice próximo aos 12,6 que Sebastian Vettel exibe até
agora.

Posto que a próxima etapa do campeonato acontece no Japão na próxima semana, a Honda certamente dará uma contribuição extra para o anglo-tailandês repetir, ou ir além, seu melhor resultado da sua primeira temporada, o quinto lugar no GP da Bélgica.

terça-feira, 24 de setembro de 2019

JOGOS DE PNEUS SELECIONADOS POR PILOTO PARA O GRANDE PRÊMIO DA RÚSSIA

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) informou à Pirelli as escolhas de pneus de cada equipe para o Grande Prêmio da Rússia, que será realizado entre os dias 27 e 29 de setembro de 2019.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
Asfalto russo poupa pneus

Semelhança com Bahrain faz prever carros mais rápidos.

Temperatura ambiente baixa pode afetar Ferrari.

Honda promete novo MGU térmico.



Circuito com características peculiares e com demandas de acerto de chassi similares às usadas na pista de Sakhir, Sochi poderá marcar o início de uma nova fase na temporada 2017 da F-1. 

Quarta etapa do Campeonato Mundial, o GP da Rússia terá em seu grid carros mais acertados e desenvolvidos graças a três corridas e dois dias de testes realizados no circuito barenita nas terça e quarta-feiras passadas. Fatores como o asfalto com um dos níveis mais baixos de desgaste de pneus, a temperatura média ambiente baixa e ausência de retas demasiadamente longas colaboram para uma disputa mais equilibrada.

Ainda que o terceiro trecho do circuito de 5.848 metros seja bastante travado graças às suas seis curvas consecutivas em ângulo quase reto e bastante próximas, a média horária local é relativamente alta. Na corrida de 2016 a melhor volta da prova foi em 1’39”094, atual recorde oficial, média horária de 212,452 km/h, autoria do vencedor Nico Rosberg. Vale registrar que a equipe Mercedes está invicta nessa pista inaugurada em 2014, ano em que Lewis Hamilton conseguiu a primeira de suas vitórias no traçado situado entre o Mar Negro e as montanhas do Cáucaso.

Voltando ao traçado: a reta de largada termina em uma curva de 90o e antecede uma longa curva de raio constante à esquerda, principal causa de desgaste dos pneus, em particular o dianteiro direito. Será interessante comparar os tempos parciais de cada piloto nesse trecho ao longo da corrida: o desenho da curva será um duro teste de resistência para o pescoço. Curvas de raio constante são raras na F-1 atual; o circuito sueco de Anderstoorp, construído em torno do aeroporto local, era famoso por essa característica.

O trecho seguinte tem uma série de curvas de média e alta velocidades. Segundo Mario Isola, responsável pelo departamento de corridas de automóveis da Pirelli, a pista russa não apresenta maiores problemas para os pneus, sendo que os pontos críticos são as curvas 2 e 13, final de retas. Nesses pontos as freadas podem terminar em travamento de rodas e consequente desgaste localizado na banda de rodagem, o chamdo "flat spot" no jargão da categoria.

O desgaste de pneus poderá ser um dos mais baixos da temporada: se no ano passado houve apenas uma troca desse equipamento durante a corrida. Assim, os três compostos oferecidos para Sochi incluem o ultramacio (letras roxas na banda lateral),  supermacio (vermelhas) e macio (amarelo). Pode-se esperar por estratégias mirabolantes de duas paradas para largar e terminar com os pneus mais aderentes e manter um ritmo de corrida mais elevado.
Entre as equipes a expectativa maior gera em torno do desempenho da Ferrari em temperaturas mais baixas (Vettel venceu em corridas disputadas em ambientes mais quentes: Melbourne e Bahrain) e a evolução da Mercedes em termos de estratégia e disputa entre seus dois pilotos. Nos demais times a McLaren (onde se aposta na evolução do motor Honda, equipado com um novo gerador térmico de energia, o MGU-H) e mais um passo à frente nos carros da Red Bull, que sempre andam bem em pistas lisas.


Mais pistas a caminho
Esta semana voltou-se a falar na inclusão de novas pitas no calendário da F-1. O local que tem marcado os melhores tempos nessa disputa parece ser Long Beach, na área metropolitana de Los Angeles, traçado surgido para corridas de F-1 entre 1976 e 1983 e palco da primeira vitória de Nelson Piquet na categoria, em 1980. A administração da cidade estuda investir no retorno da F-1, o que vai de encontro aos planos da FOM (Formula One Management), atualmente controlada pelo grupo americano Liberty Media.

Outras praças que disputa vaga são um terceiro circuito na Alemanha e Londres, onde o parlamento inglês recentemente aprovou leis que atenuam os inconvenientes de fechar vias urbanas para a realização de competições automobilistíscas. Roma também foi mencionada em alguns comentários na imprensa especializada europeia, mas é mais provável que a capital italiana receba uma etapa da F-E, categoria reservada a carros movidos a energia elétrica.


Wagner Gonzalez

terça-feira, 3 de maio de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
SOCHI: ROSBERG SONHA, HAMILTON DESPERTA, VETTEL TEM PESADELO

Aproveitamento total no fim de semana — pole position, vitória e volta mais rápida: Nico Rosberg fez barba, cabelo e bigode em Sochi e fez Lewis Hamilton ocupar o segundo lugar do pódio com a cara de quem não gostou do estilo. Expressão pior que a do inglês (foto acima) só mesmo a de Sebastian Vettel, que sequer completou a primeira volta, cortesia de seu mais novo algoz, o russo Daniil Kvyat. Em terceiro ficou Kimi Räikkönen, com a mesma cara conhecida e imutável de sempre… Continuidade que Rosberg adota de forma cada vez mais clara: O GP da Rússia de 2016 foi a quarta vitória deste ano e sétima consecutiva.

Pouco a pouco o Campeonato ganha feições que se tornarão cada vez mais nítidas nas 17 provas que ainda restam na atual temporada: Nico Rosberg está em excelente forma física, mental e astral, a equipe Mercedes continua “lichtjahre”(*) à frente dos seus rivais de todas as cores, credos e carros, e a Ferrari continua sem que seu negro alazão rampante brilhe com qualquer luz de fim do túnel, por mínima que seja. 

Pouco mais atrás, Williams e Red Bull seguem engalfinhando-se pelo terceiro lugar entre os construtores. Mais para trás, a Haas continua se destacando unicamente pelo trabalho de Romain Grosjean, enquanto McLaren e Renault reluziram graças aos infortúnios da manada de touros: os de raça inglesa foram vítimas do furor de Kvyat: enquanto ele foi punido com um stop and go de 10” por ter batido em Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo, por tabela, acabou atingido pelo Ferrari do alemão e a partir daí seu carro nunca mais foi o mesmo.

Já os bovinos alados de sangue italiano brilharam mais, ainda que tenham acabado no ostracismo: Max Verstappen andou algum tempo em segundo lugar e quando as posições se consolidaram após a janela de pit stops o holandês parecia ter garantido um sexto lugar. Problemas com a unidade de potência, eufemismo ferrarista para motor quebrado forçaram seu abandono. Sainz teve um dia ainda pior: destroços das batidas na primeira volta afetaram a aerodinâmica do seu carro e ele ainda foi punido com stop and go de 10“ por uma, digamos, mal compreendida disputa de posição com Fernando Alonso.

Punições aliás, foram aplicadas, ou esquecidas, em vários pesos e medidas. Na primeira volta Hamilton, que largou em décimo, ganhou cinco posições ao cortar a curva um e nada aconteceu. Já Felipe Nasr ganhou uma posição não pontuável na segunda metade da prova e foi obrigado a uma parada de dez segundos. Junto com os touros, o abandono de Nico Hulkenberg — também na primeira volta reduzindo a energia da Force India em 50% — essas desistências abriram espaço para que os dez primeiros lugares tivessem presenças como Fernando Alonso, Kevin Magnussen e Jenson Button. O espanhol terminou em um surpreendente sexto lugar e o inglês em décimo, enquanto o dinamarquês marcou os primeiros pontos da nova Renault ao receber a bandeirada em sétimo.

Esses resultados servem de tema para analisar as próximas corridas que compõem o calendário: Espanha, dia 15, e Mônaco, dia 29. A primeira acontece em Barcelona, com boas retas e espaço para a potência do motor determinar que é mais forte, enquanto Monte Carlo, por sua vez, privilegia chassis bem acertados e pilotos frios e calculistas. Por essas razões pode-se esperar que Alonso e Button voltem a pontuar, particularmente em Mônaco, mas não se pode dizer o mesmo da Renault em nenhum caso. A conferir.
O resultado completo do GP da Rússia e a posição do Campeonato você encontra aqui.

Brasileiros
Felipe Massa voltou a pontuar e embora terminando em quinto lugar, depois de largar em quarto, demonstrou que a Williams conseguiu reverter o quadro das três primeiras corridas. Como os adversários Red Bull foram prejudicados pelo problema causado por Daniil Kvyat, não se pode dizer que os ingleses de Grove anularam a diferença sentida face ao time liderado por Christian Honner, ainda que Valteri Bottas tenha dividido a primeira fila com Nico Rosberg. Cá está, nesta batalha, outro excelente assunto para alimentar debates e tertúlias até que, finalmente, comece a primeira parte da temporada europeia.

(*) Licht = luz, jahre = anos, lichtjahre = anos-luz…


Brasileiros seguem brilhando nos protótipos
Se as vitórias na F-1 são lembranças cada vez mais distantes, nas provas de resistência dos dois lados do Atlântico os brasileiros continuam se destacando bastante. Após as vitórias de Pipo Derani em Daytona e Sebring, Oswaldo “Ozz” Negri conquistou a quarta etapa do WeatherTech Sport Car Championship, o torneio mais importante da categoria na América do Norte e onde Christian Fittipaldi é o vice-líder. 

A etapa do último fim de semana foi disputada no tradicional circuito de Laguna Seca, na Califórnia, e onde Negri levou seu Ligier JS P2 Honda à vitória em dupla com John Pew. O campeonato, organizado e promovido pela IMSA, reúne protótipos construídos segundo as regras do WEC (Campeonato Mundial de Resistência) e padrões norte-americanos e envolvem marcas como Corvette, Ford, Honda e Mazda, além de GTs de várias marcas que correm em categorias diferentes e campeonatos paralelos. As próximas competições serão no próximo fim de semana, Bélgica (6 Horas de Spa, WEC) e 4 de junho (Belle Isle, Detroit,  IMSA).


WG

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

F1: definidos os compostos e os jogos de pneus para o GP da Rússia

A Pirelli irá levar os seguintes compostos para a quarta etapa da temporada 2016 da Fórmula 1, a ser disputada na Rússia, entre os dias 28 de abril e 1o de maio:

P Zero Branco médio
P Zero Amarelo macio
P Zero Vermelho supermacio

Estes são os pneus que as equipes deverão usar em algum momento durante a corrida:
Um jogo do P Zero Branco médio
Um jogo do P Zero Amarelo macio

Cada piloto deve dispor destes dois jogos para a corrida e deverá usar ao menos um deles.
O pneu que deverá ser usado na Terceira parte do treino de classificação (Q3):
Um jogo do P Zero Vermelho supermacio.De acordo com o regulamento da Fórmula 1 de 2016, cada piloto deverá preservar para o Q3 um jogo do mais macio dos três compostos escolhidos pela Pirelli.


Os 10 pilotos que disputarem o Q3 deverão devolver este jogo de pneus à Pirelli, após o treino. Os demais competidores poderão usá-lo na corrida, caso desejarem. As equipes têm liberdade de escolher os demais jogos; totalizando 13 para todas as atividades do fim de semana de corrida.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
Demorou, mas aconteceu‏
Na vitória sem sal de Lewis Hamilton, o choque entre Kimi Räikkönen e Valtteri Bottas, esperado há algum tempo, celebrou a disputa entre o veterano e o novato e garantiu o título de construtores para a Mercedes. Brasileiros pontuaram (Massa foi quarto e Nasr, sexto) em corrida que pavimentou o terceiro título do inglês. Agora, só falta pintar as faixas...




Nico Rosberg até que se esforçou: conseguiu a pole position e liderou enquanto os deuses da eletrônica estiveram a seu lado. A alegria durou pouco, sete voltas: durante a intervenção do Safety Car para agilizar a correção dos estragos e detritos oferecidos pelo ballet de Nico Hulkenberg e Marcus Ericsson, num passo digno de Rudolf Nureyev (1938/1993), os problemas do acelerador do seu carro se complicaram e sua participação em Sochi terminou como a morte do cisne. Como desgraça pouca é bobagem, Sebastian Vettel (segundo colocado) agora tem 236 pontos e Hamilton 302. Comparar esses números com os 229 pontos que Rosberg somou até agora, dá uma boa ideia do que serão os dias do filho de Keke até a próxima etapa, dia 25, em Austin, no Texas.

Para Hamilton a vitória em Sochi significou também passar Ayrton Senna no quesito número de vitórias – 42 a 41 para o inglês. Verdade que no tempo do brasileiro as temporadas eram mais curtas, mas os frios números sempre renderão comparações que mencionarão Hamilton à frente de Senna nesse quesito. Para o líder da temporada, porém, o significado deste número suplanta a estatística: a pintura original do seu capacete foi inspirada na que decorava o usado por Ayrton, o que mostra quem lhe inspirou.

Briga de fundo de quintal
Se o resultado da corrida deu o tom já conhecido na disputa interna da Mercedes, o choque entre Kimi Räikkönen e Valteri Bottas foi um grande borrão, algo já esperado e que, diga-se de passagem, demorou um pouco para acontecer. Dez anos mais jovem (26/8/89) que o compatriota Räikkönen (17/10/79), Bottas é quase tão arrojado e é o próximo finlandês voador na F-1 moderna. Pode-se comparar ambos a Senna (Kimi) e Prost (Valtteri), guardadas as devidas proporções e diferenças de épocas e, sem dúvidas, um é sucessor do outro.

Cotado para substituir Räikkönen na Ferrari, Bottas acabou ficando na Williams depois que as propaladas negociações não tiveram o fim que todos, exceto a equipe inglesa, esperavam. Dizer que isso inflamou os ânimos da disputa finlandesa em asfalto russo pode soar como exagero, mas não há como negar que a rivalidade entre ambos aumentou após o incidente que tirou o terceiro lugar do companheiro de Felipe Massa.

“Não foi um acidente de corrida, simplesmente alguém bateu no meu carro. Era para eu ter conquistado o terceiro lugar e volto para casa sem marcar pontos...”

O desabafo de Bottas deixa claro sua opinião sobre o choque, que segundo Räikkönen foi, sim “um acidente de corrida”, um acidente de corrida que acabou garantindo a conquista do segundo título de construtores da Mercedes. Os comissários desportivos determinaram que Räikkönen foi culpado e o penalizaram com 30 segundos no tempo total de prova, o que o fez cair de quinto para oitavo, resultado que consolidou o título para os alemães com quatro corridas de antecipação: a temporada 2015 ainda terá corridas nos EUA, México, Brasil e Abu Dhabi.

O futuro promete: se o finlandês mais velho é famoso por sua capacidade de ignorar tudo ao seu redor e concentrar-se em seu trabalho, o mais jovem é menos fechado e mais comunicativo, daí esperar-se que o acidente/incidente tenha novas versões nas próximas oportunidades que ambos disputarem posição. Em uma F-1 onde as emoções estão cada vez mais raras, vale a pena esperar por isso, especialmente pelo momento em que ambos vivem em suas carreiras.

Brasileiros voltam a marcar pontos
Um erro estratégico na prova de classificação determinou que Felipe Massa largasse em 15o lugar, três posições atrás de Felipe Nasr. Ao final da prova, o brasileiro da Williams ficou em quarto lugar e o da Sauber em sexto, beneficiado com a punição imposta ao finlandês da Ferrari. 

Resultados que ajudarão em muito o futuro dos dois Felipes: Massa mostrou que vive e Nasr pontuou após algumas apresentações menos afortunadas, resultado que tem valor importante na distribuição de prêmios e bônus financeiros, algo por demais importantes para uma equipe pequena como a suíça Sauber.


Checco celebrado
O terceiro lugar conquistado pelo mexicano Sérgio Pérez a duas corridas do GP que marca o retorno do seu país ao calendário da F-1 foi celebrado como vitória, aliás, com todo o direito. Equipe com orçamento muito mais reduzido que as quatro principais (Mercedes, Ferrari, Williams, e Red Bull), a Force India viveu sentimentos opostos em Sochi: enquanto “Checco” subia ao pódio, Nico Hulkenberg cimentou mais um tijolo na parede que o separa da consagração como piloto top na F-1.

“É muito bom conquistar meu segundo pódio com a Force India, um resultado especial que aumenta minhas expectativas pra a corrida de Austin e, principalmente, a do Meexico.”

O alemão – vencedor deste ano em Le Mans, com a Porsche -, rodou sozinho na primeira volta e reconheceu que a temperatura ainda baixa dos pneus acabou causando o travamento das rodas traseiras e a rodada. Nessa manobra acabou levando junto Marcus Ericsson e, por tabela, Romain Grosjean, que saiu da pista para evitar o acidente. Após uma parada nos boxes para reparar o seu carro, o franco-suíço da Lotus acabou desistindo quando perdeu o controle do seu carro; até ontem não se sabia se o acidente foi consequência direta com o incidente da primeira volta, quando ele tocou ligeiramente o carro de Sérgio Pérez.

Pirelli afasta retorno da Michelin
A Pirelli e Bernie Ecclestone acabaram renovando o contrato de fornecimento de pneus dos borracheiros de Milão (atualmente controlados pelos chineses) até 2019. A notícia adia por pelo menos três anos a volta da Michelin à categoria. É provável que em 2017 os pneus tenham novas dimensões, com a adoção de aros de 18 polegadas e perfil baixo.

Resultados
1) Lewis Hamilton, Mercedes 
2) Sebastian Vettel  Ferrari, 
3) Sergio Perez, Force India-Mercedes, 
4) Felipe Massa,  Williams-Mercedes, a 
5) Daniil Kvyat, Red Bull-Renault, 
6) Felipe Nasr, Sauber-Ferrari, a 
7) Pastor Maldonado, Lotus-Mercedes, 
8) Kimi Raikkonen  Ferrari,(inclui 30” de penalização)
9) Jenson Button, McLaren-Honda, 
10) Fernando Alonso  McLaren-Honda, 

Campeonato de Pilotos
1) Lewis Hamilton, 302 pontos; 2) Sebastian Vettel, 236; 3) Nico Rosberg, 229; 4) Kimi Räikkönen, 123; 5) Valtteri Bottas, 111; 6) Felipe Massa, 109; 7) Daniil Kvyat, 76; 8) Daniel Riccardo, 73; 9) Sérgio Pérez, 54; 10) Romain Grosjean, 44 13) Felipe Nasr, 25

Campeonato de Construtores
1) Mercedes AMG Petronas, 531 pontos (campeã) 2) Scuderia Ferrari, 359; 3) Williams Martini Racing, 220; 4) Infiniti Red Bull Racing, 149; 5) Sahara Force India, 92; 6) Lotus F1 Team, 66; 7) Scuderia Toro Rosso, 45; 8) Sauber F1 Team, 34; 9) McLaren Honda, 19; 10) Manor Marussia F1, zero ponto.

https://bay172.mail.live.com/ol/clear.gifhttps://bay172.mail.live.com/ol/clear.gifhttps://bay172.mail.live.com/ol/clear.gifhttps://bay172.mail.live.com/ol/clear.gif

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Pirelli F1: pneus P Zero macio e supermacio para o GP da Rússia, neste fim de semana

Os pneus P Zero Amarelo macio e P Zero Vermelho supermacio foram os escolhidos para o Grande Prêmio da Rússia; um degrau acima de maciez em relação a prova de estreia desta etapa, disputada no ano passado. Como não haviam dados de referência em 2014, a escolha dos compostos foi naturalmente mais conservadora. Mas, agora, com base nas informações obtidas na corrida anterior, a escolha foi bem mais precisa e adequada para as características desta pista. O asfalto possui uma superfície bastante lisa e isso, somado ao clima ameno da região e ao fato de que a maioria das curvas é de média velocidade, resulta em baixos índices de desgaste e de degradação dos pneus.

Paul Hembery, diretor de motorsport da Pirelli: “Estamos muito satisfeitos por voltar a correr na Rússia, no segundo Grande Prêmio neste circuito. Este país é um mercado crucial, não apenas para nós, mas também para todas as fabricantes de veículos automotores. Havia uma série de questões que precisavam ser respondidas quando corremos em Sochi, em 2014 – como, aliás, é inevitável sempre que se chega a um circuito novo –, mas nós conseguimos coletar uma série de dados importantes e estamos com muitas informações para a corrida deste ano. 

O resultado desse trabalho é que pudemos escolher compostos um pouco mais macios para que possamos ter estratégias de duas ou três paradas, que é o ideal para cada corrida. Porém, tanto nós quanto as equipes ainda estamos aprendendo mais sobre esta pista, a cada minuto, independentemente dos ensaios e simulações que os computadores podem fazer. Este circuito possui uma grande variedade de curvas diferentes, o que é um bom teste para a capacidade dos pneus. Com a possibilidade de usar o composto supermacio este ano, os pilotos certamente poderão ser ainda mais rápidos.”

Os maiores desafios para os pneus: Um asfalto novo, geralmente, passa por mudanças muito radicais em seu primeiro ano de uso, principalmente após uma temporada de inverno rigoroso. Entretanto, após algumas análises, vemos que ocorreram poucas alterações em relação à situação da pista em 2014, com o traçado se mantendo particularmente liso e pouco abrasivo. Como a pista não foi usada muito intensamente após a última passagem da Fórmula 1, uma grande degradação do asfalto é esperada, com a pista ainda bastante “verde” e escorregadia nos treinos livres de sexta-feira.

O ponto mais crítico de Sochi é a Curva Três, que é à esquerda e com mais de um ponto de tangência, inspirada na Curva 8 de circuito de Istambul (que também foi projetado por Hermann Tilke). Esta curva provoca um estresse excessivo no pneu dianteiro direito, em particular. No total, Sochi possui 12 curvas à direita e seis à esquerda, com uma reta de 650 metros entre a primeira e a segunda curvas.

Seu traçado de 5.848 metros é o terceiro maior do ano, atrás apenas dos de Spa-Francorchamps e de Silverstone. Desses mais de 5,8 quilômetros, 1,7 são corridos em vias públicas, e a prova deve ter, no total, 53 voltas. A temperatura ambiente deve ficar na casa de 15ºC a 20ºC, reduzindo os efeitos da degradação térmica.

A estratégia do ano passado e como a corrida foi ganha: Lewis Hamilton venceu a prova para a Mercedes, largando com o pneu macio e mudando para o médio na 30ª volta. A estratégia mais incrível foi a do seu companheiro de equipe, Nico Rosberg, que trocou de macio para médio na primeira volta da corrida. Rosberg caiu para a 20º posição, mas terminou a prova em 2º lugar, após completar mais de 300 quilômetros com o mesmo jogo de pneus, e tendo feito a sua volta mais rápida justamente na penúltima passagem.

Expectativa de performance entre os dois compostos: entre 0s8 e 1s por volta.