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terça-feira, 28 de agosto de 2018

A herança da MINI no automobilismo


Gigante por dentro, do tamanho certo para as grandes cidades quando visto por fora, simpático e de proposta urbana: o MINI nasceu para correr. Revelado no fim da década de 1950, o modelo clássico mostrou rapidamente seu talento para as competições, surpreendendo a todos. Mas como um carro nascido de um esboço feito em um guardanapo de papel alcançaria o sucesso nas corridas em tão pouco tempo? Concebido pelo designer Alec Issigonis e aprimorado pelo piloto John Cooper, o clássico Mini trazia a receita que, mais tarde, se tornaria a marca registrada da fabricante britânica, preservada até os tempos atuais: a dirigibilidade de um kart ou o go-kart-feeling. 

Contudo, este atributo não seria possível sem algumas características essenciais como o baixo peso, o entre-eixos proporcional e as rodas posicionadas próximas das extremidades da carroceria. Desde os primeiros triunfos no Rali de Monte Carlo no início da década de 1960 à recente hegemonia no Rali Dakar, a MINI criou uma tradição vitoriosa por mais de cinco décadas. Descubra como as corridas tornaram-se parte integrante do DNA da MINI.

Mulheres pioneiras
Três anos após o lançamento do Mini clássico no Reino Unido, o modelo ainda era visto com desconfiança nas competições. Foi quando, em 1962, surgiram as primeiras vitórias da marca em ralis internacionais e pelas mãos de duas mulheres: as britânicas Pat Moss, irmã mais nova do lendário piloto Stirling Moss, e Ann Wisdom.  
Os triunfos na Copa das Damas, a categoria feminina do Rali de Monte Carlo, e no Rali da Tulipa, na Holanda, também entraram para a história como os primeiros de mulheres na categoria. A bordo de um clássico Morris Mini Cooper, a dupla ainda venceria o Rali da Alemanha e o de Sderström, na Suécia, naquele mesmo ano. Wisdom participou das corridas grávida e Moss, mais tarde, viria a ser conhecida como a Rainha da Velocidade.

Três Mosqueteiros de Monte Carlo
Dois anos após as conquistas de Moss e Wisdom, a dupla formada por Paddy Hopkirk e Henry Liddon surpreendeu o mundo ao cruzar antes a linha de chegada do Rali de Monte Carlo com Morris Mini Cooper S. Pela primeira vez, a MINI tornava-se a campeã indiscutível da corrida mais importante no calendário do automobilismo da época, um título que seria alcançado novamente nas edições de 1965 e 1967 da prova. O feito garantiu à MINI o seu lugar na elite do automobilismo mundial. O ano de 1964 também ficou conhecido como o início da ‘Era dos Três Mosqueteiros’, trio formado pelo escocês Hopkirk e pelos finlandeses Rauno Aaltonen e Timo Mäkinen. Naquele mesmo ano, Hopkirk venceria o Rali dos Mil Lagos, enquanto Aaltonen levantaria troféus em Genebra (Suíça), na Checoslováquia, na Polônia, em Munique, na Alemanha e no tradicional Royal Automobile Club britânico.

Em 1965, foi a vez de Mäkinen subir ao lugar mais alto do pódio. Aaltonen, por sua vez, sagrou-se campeão nacional na Finlândia e do Campeonato Europeu de Ralis. Os três mosqueteiros voltariam às manchetes da imprensa europeia no ano seguinte. Mäkinen, Aaltonen e Hopkirk dominaram o Rali de Monte Carlo desde a largada e faturaram o pódio, mas acabaram desclassificados por uma suposta irregularidade nos faróis. A volta por cima veio no ano seguinte com Altonen, finalmente, levando seu Mini vermelho com motor 1,3 litro e 90 cv à vitória, tendo ao lado Henry Liddon como co-piloto. O irlandês já havia vencido três anos antes, ao lado de Hopkirk. As espetaculares vitórias do Mini Cooper dos anos 1960 mostraram que o manejo ágil do carro pode sempre superar o tamanho compacto.

Domínio no Rali Dakar
Esta prova não é para fracos. Considerado o rali mais difícil do planeta, esta maratona de duas semanas e 9 mil quilômetros se estende por montanhas, desertos, pântanos ou qualquer outro obstáculo que esteja no caminho para a vitória. A MINI, no entanto, está acostumada ao pódio. A bordo de protótipos MINI ALL4 Racing baseados no MINI Countryman, as equipes do MINI Motorsports reinaram vitoriosas em 2012, 2013, 2014 e 2015. Em 2017, três dos dez primeiros colocados cruzaram a linha de chegada em um MINI. Neste ano, quatro equipes MINI finalizaram a 40ª edição da competição entre os 20 primeiros lugares.

Submetido a testes rigorosos no deserto do Marrocos, em 2010, o MINI ALL4 Racing era capaz de alcançar mais de 200 km/h em percursos de areia, cascalho e rocha. O veículo foi projetado para poupar os motoristas da fadiga já que eram dotados de direção hidráulica, suspensão calibrada e assentos de tipo concha mais envolventes, permitindo a eles suportarem jornadas exaustivas ao volante de 12 horas por dia.

O MINI ALL4 Racing fez seu primeiro Dakar em 2011, mas foi em 2012 que o modelo mostrou a que veio, sagrando-se campeão tendo ao volante o francês Stéphane Peterhansel, dono de nove títulos da competição, e o navegador Jean-Paul Cottret. A MINI ainda levou a segunda colocação da prova, com o espanhol Joan ‘Nani’ Roma e o francês Michel Périn, e mais três dos dez primeiros lugares.

A dupla francesa repetiria o feito em 2013, seguido pelos russos Leonid Novitskiy e Konstantin Zhiltsov, na 3ª posição. Mais três equipes completaram o percurso na ocasião. A dupla Joan ‘Nani’ Roma/Michel Périn, que havia terminado a prova em 4º lugar, no ano anterior, triunfou na edição de 2014 do Dakar, que ainda teve Stéphane Peterhansel/Jean-Paul Cottret e Nasser Al-Attiyah/Lucas Cruz completando o pódio. Ao todo 11 times MINI disputaram aquela edição do rali. Em 2015, foi a vez do catariano erguer a taça do rali, tendo como navegador o francês Matthieu Baumel. A dupla Krzysztof Hołowczyc/Xavier Panseri chegou na 3ª colocação. Todos os 10 times MINI que participaram do rali de 2015 completaram a prova, terminando entre os 21 primeiros colocados.

A dupla Nasser Al-Attiyah/Matthieu Baumel voltaria ao pódio no ano seguinte, assegurando o vice-campeonato. Ao final da corrida, outras sete equipes MINI conseguiram ficar no Top 15. Na edição 2017 do Rali Dakar, que marcou a estreia do novo protótipo MINI John Cooper Works Rally, sete dos oito veículos conseguiram completar a prova, com o argentino Orlando Terranova, conquistando a 6ª posição e a dupla brasileira formada por Sylvio de Barros e Rafael Capoani celebrando o 18º lugar geral em sua primeira participação na competição. Neste ano, sete equipes correram com protótipos MINI, sendo seis deles John Cooper Works Rally e um John Cooper Works Buggy, este com tração traseira.

Dupla dinâmica
Quando a genialidade de Alec Issigonis conheceu a paixão pelas corridas de John Cooper, uma extraordinária combinação aconteceu: a dirigibilidade de um kart somada à agilidade extrema invadiu o mundo do automobilismo. Mas como um carro concebido para uso urbano, ágil e de design minimalista consegue dominar as corridas? A resposta está no toque particular de John Cooper. Apresentado ao automobilismo desde cedo – seu pai, Charles, era um mecânico de carros de corrida –, o jovem Cooper deixou a escola aos quinze anos na esperança de trabalhar como fabricante de ferramentas. Após a Segunda Guerra Mundial pai e filho se reuniram para construir monopostos de corrida. O sucesso e a reputação nas pistas vieram com a decisão de posicionar o motor na parte traseira dos carros. Entre 1947 e 1959, os Coopers conquistaram a Fórmula 3 e tornaram-se o primeiro britânico a vencer o Campeonato de Construtores de Fórmula 1. 

Lançado recentemente, o Mini chamou a atenção de John Cooper por seu fácil manejo e uma atitude dinâmica invejável. Ao ajustar o motor, ampliando a potência, e aumentar o desempenho dos freios, refinando a capacidade de resposta, ele deu origem ao Mini Cooper. Com sua visão genial, o carro surpreendeu o mundo das corridas, vencendo o rally de Monte Carlo três vezes entre 1964 e 1967. O DNA original ainda faze parte de todos os modelos do MINI John Cooper Works. Desde a emocionante sensação go-kart, oferecida pelo Mini John Cooper Works Hatch de 3 portas, até a versatilidade da tração nas quatro rodas do MINI John Cooper Works Countryman ALL4 – a paixão de John Cooper vive em cada um deles.

sábado, 14 de novembro de 2015

MINI anuncia equipes que competirão com o MINI ALL4 Racing no Rally Dakar 2016

Não se enganem: o Rally Dakar é a competição off-road mais importante do mundo, simplesmente por ser o evento automobilístico mais difícil do planeta - uma maratona de duas semanas de endurance de carros e equipes. Com excelente reputação na competição, a marca MINI, com seu MINI ALL4 Racing, conquistou quatro títulos consecutivos do evento (2012-2015) e busca vencer pela quinta vez em 2016.

Os carros MINI ALL4 Racing que competirão no Rally Dakar 2016 estão mais elaborados do que na edição do ano passado. Durante todo o ano de 2015, as equipes do MINI ALL4 Racing em conjunto com a X-raid, equipe de construtores do modelo vencedor, desenvolveram os carros em testes e condições de corrida reais. O resultado disso está registrado com uma defesa bem-sucedida do título da FIA Cross Country Rally World Cup.

O Rally Dakar 2016 ocorre entre 2 e 16 de janeiro e abre a temporada de rali cross-country no ano. Mais uma vez a equipe organizadora do Dakar definiu um percurso desafiador na Argentina e na Bolívia.

Para atravessar montanhas, vales, leitos de rios e desertos em variadas condições climáticas é preciso habilidade. Isso demanda também conhecimento em navegação/orientação especializada de um copiloto para garantir que o objetivo final seja alcançado. 

É preciso um carro como o MINI ALL4 Racing com um recorde de comprovada confiabilidade e desempenho para cobrir um terreno exigente. É necessária, finalmente, a experiência excepcional dos técnicos da X-raid para cuidar do MINI ALL4 Racing durante os períodos de parada.

Com a entrada da equipe X-raid no Dakar, a marca terá quatro equipes adicionais competindo com o MINI ALL4 Racing em comparação ao ano anterior. Esses times são constituídos por pilotos e copilotos altamente qualificados e profissionais. Todos reconhecidos no mundo do automobilismo de rali.

Nasser Al-Attiyah (Quatar) e seu copiloto de longa data, Mathieu Baumel (França), são os atuais campeões do Dakar. "Para ganhar o Dakar é necessário sorte, uma boa equipe e um bom copiloto – além de também trabalhar duro para conseguir uma vitória. O MINI ALL4 Racing é o melhor modelo disponível e vencedor de quatro títulos do Dakar. Meu objetivo agora é ganhar o Dakar novamente com o time”, avisa Al-Attiyah.

O espanhol Joan "Nani" Roma venceu o Dakar nas categorias carro e moto. Juntamente com o compatriota Alex Haro, acumulam experiência no principal evento de rali do mundo. "Cada Dakar tem algo especial. Depois de 20 ‘Dakares’ você ainda acha que é especial - você sempre acha que é algo legal, mas somente quando você ganha, se torna um grande momento", afirma Roma.

A dupla argentina Orlando Terranova e Bernardo “Ronnie” Graue compõem a terceira equipe oficial da MINI e também têm grande experiência com o Dakar - entre eles mais de 15 anos, incluindo participações nas motos, buggy e, claro, a bordo do MINI ALL4 Racing.

Mikko Hirvonen (Finlândia) é um antigo especialista do World Rally Championship (Mundial de Rali) que saiu da aposentadoria para competir no Dakar, em um MINI ALL4 Racing, por causa da natureza desafiadora da corrida. Hirvonen terá ao seu lado, em seu primeiro Dakar, o respeitado e experiente Michel Périn (França).


Além deles, outras oito equipes do MINI ALL4 Racing desafiam a honra do pódio no Rally Dakar 2016. Desde a Europa até a América do Sul, passando pela China, 13 países no total representarão as equipes do MINI ALL4 Racing em busca de mais uma vitória.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Piloto da MINI, Joan "Nani" Roma vence o Rally Dakar 2014


O espanhol Joan "Nani" Roma, da equipe  Monster Energy X-raid, foi o grande campeão do Rally Dakar 2014, a bordo de seu MINI ALL4 Racing amarelo. A competição, que terminou no último fim de semana, também contou com outros dois pilotos MINI no pódio: em segundo lugar, ficou Stéphane Peterhansel (Monster Energy X-raid), seguido por Nasser Al-Attiyah (X-raid), na terceira posição, também com o MINI ALL4 Racing, modelo baseado no MINI John Cooper Works Countryman.Nani Roma fechou o maior desafio off-road do mundo 5:32 minutos à frente do segundo colocado, e foi a primeira vez que venceu o Rally Dakar na categoria automóveis (Nani também conquistou o título em 2004, na categoria motocicletas). O piloto, que se manteve na liderança da classificação geral durante nove dias de competição, venceu duas etapas. "O MINI ALL4 Racing é um carro brilhante e foi extremamente confiável e rápido durante todo o rali. Ele é divertido de dirigir. Além disso, agredeço ao meu co-piloto, Michel Périn, que foi novamente um grande navegador. Foi um incrível resultado para a marca MINI e é hora de comemorar!"

O Rally Dakar 2014 foi um dos mais difíceis da história da competição. No total, foram 9.374 km, com início em Rosário (Argentina), passando pela Cordilheira dos Andes e Deserto do Atacama, até chegar a Valparaíso (Chile). Os pilotos enfrentaram diferentes condições de clima e piso, como cascalho nos Andes e areia no Atacama. Das 13 etapas disputadas neste rali, MINI venceu 11, resultando no terceiro título consecutivo da marca, desde sua estreia no Rally Dakar em 2011.Ao todo, a MINI participou do rali com 11 MINI ALL4 Racing e todos cruzaram a linha de chegada em Valparaíso. Sete carros terminaram a prova entre os 10 melhores, incluindo as duplas Orlando Terranova/Paulo Fiúza (5º lugar) e Krzysztof Holowczyc/Konstantin Zhiltsov (6º lugar), da equipe Monster Energy X-raid.