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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Novo Gol Track, up! Track e CrossFox Urban White chegam às concessionárias Volkswagen

As concessionárias Volkswagen já estão com três novas opções de veículos com apelo aventureiro: o Novo Gol Track, o up! Track e o CrossFox “Urban White”. Apresentados no Salão do Automóvel de São Paulo deste ano, os modelos reforçam a imagem de robustez dos produtos da marca. O Novo Gol Track parte de R$ 45.440, o up! Track tem tabela a partir de R$ 46.440 e o CrossFox “Urban White” tem preços sugeridos que começam em R$ 70.830.


Novo Gol Track – A versão de apelo aventureiro traz desenho exclusivo na dianteira, inédita no Novo Gol, e características que auxiliam na condução off road e ressaltam a sua robustez. A versão Track também oferece o que existe de mais inovador em sistemas de informação e entretenimento no mundo, com o Volkswagen App-Connect. Sua lista de itens de série conta com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos e faróis de neblina, entre outros.

Disponível em carroceria de quatro portas, o Novo Gol Track parte de R$ 45.440 e é equipado com o motor 1.0l de 3 cilindros de até 82 cv. Em relação ao Novo Gol, a versão Track tem a dianteira totalmente diferenciada e exclusiva. O capô é mais alto, marcado por quatro linhas de estilo. 

Os retrovisores e as maçanetas do Novo Gol Track são pintados em preto fosco – nas laterais também estão os adesivos com a inscrição “Track”. As lanternas traseiras são escurecidas e há acabamento em preto na região da placa. As rodas de aço são de 15 polegadas. O interior do Novo Gol Track tem acabamento escurecido no teto, colunas, retrovisor e no para-sol.

up! Track – Trata-se de uma nova opção para o consumidor de espírito jovem que busca um modelo acessível, com visual aventureiro que realça sua robustez e com extensa lista de equipamentos de série. Edição especial, o up! Track tem preço sugerido de R$ 46.440. 

Ele está disponível em carroceria de quatro portas e tem como base o move up!, seguindo a trilha do Fox Track e do Gol Track. O up! Track é equipado com o consagrado motor 1.0l de 3 cilindros de até 82 cv com etanol. O motor está combinado ao câmbio manual de cinco marchas. 

O up! Track traz visual incrementado por detalhes como emblemas alusivos à versão nas laterais das portas traseiras; apliques sob os para-choques dianteiro e traseiro em chrome effect; seções centrais dos para-choques dianteiro e traseiro na cor preta; moldura nas caixas de rodas e nas laterais; capas de espelhos retrovisores em preto Ninja e maçanetas das portas em preto fosco. 

Os faróis têm máscara escurecida. As calotas de 14” têm desenho “Bristol”. O interior traz ambientação escura (teto, coluna, para-sóis e retrovisor), o que confere ao modelo aspecto mais esportivo.

CrossFox “Urban White” – Modelo que oferece mais recursos de tecnologia e segurança em sua categoria, o Volkswagen CrossFox passa a contar com a série especial “Urban White”, que traz visual externo com elementos diferenciados, cor inédita  e conteúdo exclusivo associado a ótima relação custo-benefício.

A série especial CrossFox “Urban White” foi desenvolvida com base na configuração do CrossFox mais desejada pelos consumidores no que se refere a cor externa, acabamentos e equipamentos. E mais: a série marca a estreia de itens como o sistema de monitoramento da pressão dos pneus – tecnologia exclusiva na categoria.

O CrossFox “Urban White” é ofertado na cor “Branco Puro” (inédita na linha Fox). Essa tonalidade sólida está disponível atualmente na linha Golf e nos modelos importados da Volkswagen. O modelo pode ser equipado com o câmbio manual de seis marchas ou com a transmissão I-Motion, de trocas automáticas.

O cliente pode escolher se quer o teto pintado de preto ou não no CrossFox “Urban White”. Os preços vão de R$ 70.830, para o modelo manual sem a pintura preta no teto, a R$ 72.740, para a configuração com transmissão I-Motion e pintura preta no teto.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda - Motores - Centro do palco

 
Alta Roda nº 918/26830– 083– 0oda nº852/1211508– 2oda nº851/2016
Fernando Calmon
A forte guinada dos fabricantes de veículos em direção aos motores de três cilindros é reflexo direto das exigências de diminuição de consumo de combustível do programa Inovar-Auto (2013-2017). Considera-se como certa nova rodada de metas de eficiência energética a partir de 2018.

Entre as quatro marcas veteranas do mercado apenas a Chevrolet (ainda) não optou por essa alternativa. Kia Picanto (importado) e Hyundai HB20 (nacional, mas com motor importado) foram os pioneiros em 2011 e 2012. Depois vieram VW, Ford, Nissan, PSA (motor importado) e Fiat. Renault renova agora sua família de motores flex de 1 litro, 3-cilindros e 1,6 litro, 4-cilindros. 

O motor de 1 litro todo novo tem bloco de alumínio e pesa 20 kg menos que o anterior de quatro cilindros. Nada há em comum com o atual da Nissan, segundo a Renault. Batizado de SCe (Smart Control efficiency) é a primeira aplicação em um veículo, antes mesmo da França. Traz soluções atuais como duplo comando variável, quatro válvulas por cilindro e revestimento de baixo atrito em tuchos, pistões e polias do cabeçote. Para diminuir custo de manutenção a correia dentada de distribuição foi substituída por corrente. 

Potência e torque alcançam 79/82 cv e 10,2/10,5 kgfm (gasolina/etanol). O ganho de potência em relação à unidade motriz anterior foi de apenas 2 cv. O torque não aumentou, embora apresente valores até 15% maiores em rotações baixas. Consumo com gasolina de 14,2 e 11,9 km/l (estrada/cidade) do Sandero é o melhor na categoria dos hatches compactos, no programa oficial de etiquetagem. No entanto, ao usar etanol não se destaca: 9,5 e 8,1 km/l (estrada/cidade). No sedã Logan os números de consumo são semelhantes, pois há diferença de apenas 8 kg no peso em ordem de marcha, pela ficha técnica do fabricante. 

Direção assistida eletro-hidráulica, pneus “verdes” e gerenciamento de recuperação de energia ajudaram para que os dois compactos anabolizados ficassem até 19% mais econômicos. Um senão é manter o arcaico sistema de partida auxiliar com gasolina, quando há etanol no tanque em dias frios. 

Em circuito de uma hora de duração, no entorno de Curitiba, o 3-cilindros, mesmo sem coxim hidráulico, mostrou nível de vibração um pouco menor que a média dos motores atuais nessa configuração. Porém, diminuição de ruído dependeria de material fonoabsorvente adicional. Consumo foi o esperado, pelo computador de bordo. Comando do câmbio manual ficou bem melhor: finalmente, a Renault adotou o sistema por cabo. 

Embora estivesse indisponível para avaliação inicial, houve grande melhora no motor de 1,6 litro de quatro cilindros e 16 válvulas (origem Nissan). O ganho de peso foi ainda maior (30 kg) graças ao bloco de alumínio. Valores de potência subiram bastante: 115/118 cv (gasolina/etanol). Torque cresceu para bons 16 kgfm, estranhamente com ambos os combustíveis. Consumo em relação à antiga unidade de oito válvulas melhorou até 21%, com ajuda do sistema desliga-liga o motor (possibilidade de inibir por botão no painel).

Sandero vai de R$ 42.700 a 47.100 (1 litro; 70% do mix previsto) e R$ 49.790 a 54.620 (1,6 litro). No Logan, de R$ 46.300 a 48.200 (1 litro; 30% do mix) e R$ 52.770 a 56.400 (1,6 litro).

RODA VIVA

SEGUNDO o fabricante de processadores Intel, os primeiros carros autônomos em circulação, por volta de 2021, exigirão nada menos de 4.000 gigabytes (GB) de fluxo de dados diariamente. Essa quantidade colossal para plena conectividade estará distribuída entre cinco fontes: GPS, radar, sonar, lidar e câmeras de vários tipos. 

ESPECIALISTAS acreditam que essa quantidade de dados para tráfego pela internet móvel não é algo trivial. Até mesmo a quinta geração (5 G), já em teste em países avançados, seria insuficiente. No caso do Brasil, se o atual ritmo lento de expansão de redes móveis rápidas continuar, teríamos de esperar até 20 anos pela direção autônoma. 

EVOLUÇÃO mecânica do Cobalt é bem clara, tanto no tráfego de cidade como em estrada. Chevrolet optou por não apenas melhorar o consumo de combustível (agora nota A) do veteraníssimo motor de 1,8 litro. Torque de 17,7 kgfm (etanol), câmbio manual de seis marchas, diminuição de massa e melhora aerodinâmica o destacam entre sedãs compactos de maior porte. 

CESVI (Centro de Experimentação e Segurança Viária, da MAPFRE) anunciou resultados de sua pesquisa em 90% dos veículos de passageiros à venda no País, em 2015. Centrou-se em itens de série quanto à segurança ativa, passiva e de proteção ao pedestre, além de assistência ao condutor. Focus, Renegade, Ranger, Civic, EcoSport e Golf ocuparam as primeiras posições. 

SEGURO de automóveis por quilometragem rodada, hoje disponível para caminhões no Brasil, parece pouco atraente para automóveis, segundo Eduardo Dal Ri, vice-presidente da SulAmérica. No entanto, ele acredita que o amadurecimento do motorista poderá levar à criação de apólices mais em conta para quem aceitar aplicativos de monitoramento da forma de dirigir. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

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