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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Porsche entra definitivamente na era elétrica com o novo Taycan


Seis milhões de euros em investimentos, 1.200 novos funcionários só para o lançamento do Taycan, o desenvolvimento contínuo do Porsche Production 4.0 e uma campanha de conhecimento sem paralelo, difundida por toda a empresa: em compromisso com a mobilidade elétrica, a fabricante de automóveis esportivos está sob um processo de grandes alterações e, mais uma vez, reafirma a sua capacidade para salvaguardar o seu futuro. 

“Prevemos que mais de 50 por cento dos modelos Porsche vendidos a partir de 2025 sejam eletrificados,” afirma Lutz Meschke, Vice-presidente do Conselho Executivo e membro do Conselho responsável pelas Finanças e IT na Porsche. Isto vai implicar investimentos substanciais em campos como o desenvolvimento e produção, assim como na capacitação de pessoas. Apesar disto, o objetivo de ter uma margem de, pelo menos, 15 por cento mantem-se sem alterações. "Adicionalmente aos processos eficientes, a receita dos produtos digitais e serviços deverá aumentar sua contribuição para o nosso sucesso econômico," afirma Meschke.

Um exemplo de uma abordagem eficiente surge pelas infraestruturas de produção e montagem para o novo Taycan, em construção como “uma fábrica dentro de uma fábrica”, no edifício principal, em Zuffenhausen. Estes sinais de desenvolvimento demonstram que a Porsche irá distanciar-se dos princípios tradicionais de uma linha de montagem. Albrecht Reimold, Membro do Conselho Executivo responsável pela Produção e Logística, explica: “Ao aplicar uma linha de produção flexível, a Porsche irá torna-se o primeiro fabricante de automóvel a utilizar sistemas de transporte sem condutor num processo de produção em série. ” Isto vai permitir que a marca de automóveis esportivos combine as vantagens do princípio tradicional da produção em série com a flexibilidade da montagem versátil. Vai também permitir aumentar o número de ciclos de trabalho, mantendo a mesma quantidade de espaço. Seguindo o conceito “smart, green, lean”, a Porsche persegue também uma produção sustentável. O processo de produção do Taycan está isento de carbonos, com o objetivo futuro de que a produção seja de impacto zero, uma fábrica sem impacto ambiental.

A relação próxima de trabalho entre a área de competição e a produção em série resume o quão importante é partilhar conhecimento. Tal como o Porsche 919 Hybrid, que conseguiu inúmeras vitórias em Le Mans, o Taycan é alimentado pela inovadora tecnologia de 800 V. Esta foi uma das decisões mais essenciais para o 919, pois o nível de voltagem define efetivamente o curso para todo o conjunto de propulsão elétrica: desde a bateria até à disposição dos sistemas eletrônicos e dos motores elétricos até à capacidade do processo de carregamento. Ao adotar uma aproximação pioneira e desenvolvendo e componentes para 800 V, a Porsche elevou os limites do que é tecnicamente exequível – incluindo o que está relacionado com a bateria de ions de lítio refrigerada por líquido. Entre o ambiente intensamente competitivo do automobilismo, a Porsche tem continuado a desenvolver as suas tecnologias. A marca alcançou agora uma densidade de potência nunca antes vista. Para o Taycan isto significa que a arquitetura de 800 V do veículo garante que a bateria de ions de lítio pode ser recarregada em apenas quatro minutos, garantindo energia suficiente para percorrer 100 km (de acordo com o ciclo NEDC). Esta transferência de conhecimento irá alcançar todo um novo patamar quando a Porsche entrar na Formula E, na época 2019/2020.

Os processos de carregamento rápido pedem sistemas de carregamento poderosos. É por isso que a Porsche E-Performance cobre todas as áreas da infraestrutura com soluções para circulação e para casa. Com uma capacidade até 22kW, o Porsche Mobile Charger Connect é uma forma rápida e conveniente para carregar o Taycan em casa durante a noite. Pode também ser
carregado através da tecnologia de indução. Como parte da joint venture Ionity – que também envolve a BMW, a Daimler e a Ford – a Porsche irá criar 400 postos de carregamento de alta potência com uma capacidade de 350kW por ponto de carregamento por toda a Europa até ao final de 2019. Nos EUA, a iniciativa do VW Group, Electrify America, fará a instalação de uma infraestrutura de carregamento (capacidade até 350kW) em 300 áreas de serviço nas autoestradas a partir 2019. A Porsche planeja também instalar mais de 2000 pontos de carregamento AC em destinos como hotéis, em mais de 20 mercados 20, a seguir ao lançamento do Taycan. 

Os clientes terão acesso à rede de carregamento da Porsche através do service Porsche Charging. Esta é uma solução alargada na Europa com acesso a diversas estações de carregamento geridas por diferentes fornecedores. A Porsche ficará responsável pela centralização dos pagamentos.


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Coluna do Fernando Calmon

Alta Roda nº 1009/359 – 06/09/2018

Da teoria à prática

Fernando Calmon
Agosto não costuma ser mês de desgosto em termos de vendas de veículos, entre outras razões por ter maior número de dias úteis. Julho e dezembro são os outros historicamente bons. Mas o comportamento do mercado superou o esperado. No acumulado dos oito primeiros meses, em relação ao mesmo período de 2017, o crescimento chegou a quase 15%. Especificamente no segmento de automóveis e comerciais leves, que representam 94% do total, o salto foi de 14,1%. O resultado geral, incluídos caminhões e ônibus, foi o melhor desde janeiro de 2015.


Os próximos meses, no entanto, terão de ser comparados com 2017, quando houve forte recuperação sobre o ano desastroso de 2016. É possível, portanto, que o crescimento anual do mercado não alcance 14%, porém poderá chegar bem perto disso. Em um ano marcado pela longa greve 11 dias no transporte rodoviário e as incertezas do jogo político das eleições, que cortaram as expectativas de crescimento econômico, pode-se antever que a indústria automobilística, sozinha, será responsável por cerca de metade da elevação do Produto Interno Bruto (PIB) em 2018 estimada em 1,5%.

As atenções já se voltam para o próximo ano. Sem saber quem de fato vai vencer a corrida presidencial, o perfil do novo Congresso e os rumos da economia brasileira, é difícil estimar como as vendas de veículos se comportarão. Na semana passada, Automotive Business organizou o Workshop Planejamento Automotivo 2019, em São Paulo (SP). Embora um novo crescimento porcentual de dois dígitos no mercado de veículos pareça praticamente certo, poucos ainda verbalizam essa previsão. 

No entanto, Flavio Del Soldato, do Sindipeças, espera que em 2023 a produção da indústria automobilística (mercados interno e externo) atinja 3,7 milhões de veículos, ou seja, o mesmo volume de 2013. Como esta coluna já havia comentado, o quarto ciclo de depressão em mais de meio século do setor se encerraria em uma década. O que se espera depois é um processo de aceleração, em ritmo autossustentável, em torno de 5% ao ano. 

Em curto prazo, produtos demandados pelos compradores continuarão a sofrer mutações. Pablo Di Si, presidente da Volkswagen, estima que 27% das vendas, já em 2020, sejam de SUVs, ante 22% atualmente. Embora ele não tenha comentado, nesse porcentual estão incluídos os “aventureiros”, segmento também conhecido como pseudo SUV. Di Si limitou-se a confirmar que terá cinco destes modelos até 2020/2021. Esperam-se, na ordem: os nacionais T-Cross e T-Track (nome em estudo), o argentino Tarek e dois americanos que seriam a nova geração do Atlas e seu derivado Cross Sport de perfil mais baixo. 

Outro palestrante, Regis Nieto, da consultoria BCG, afirmou que as grandes mudanças em curso no exterior também se aplicam aqui com as devidas adaptações. Segundo ele, não se deve esperar que todas as decisões venham somente das matrizes. O consumidor demandará novos serviços de mobilidade e quem oferecer as soluções certas obterá grandes resultados. 

Talvez Nieto esteja certo. Mas com tantos desafios simultâneos e dependentes de o País entrar nos eixos, passar da teoria à prática não será nada fácil.

ALTA RODA

MEDIÇÕES de consumo e emissões em laboratório devem ser referenciadas no uso em ruas e estradas, a partir deste mês na União Europeia. Processo homologatório longo, porém necessário. Antigo padrão NEDC, de 1991, agora é WLTP. Para se ter ideia, um carro elétrico com 560 km de autonomia (NEDC), registra 420 km no WLTP e apenas 385 km no EPA, método usado nos Estados Unidos e no Brasil. 


FORMA de dirigir ainda é o melhor aliado para economizar combustível. Muitas vezes, mudanças de hábito trazem resultados surpreendentes. Renault diz que mesmo em modelos econômicos, como o Kwid, é possível obter redução de até 20% no consumo. Pode ser checado em relatórios na central multimídia por meio dos programas Eco Scoring e Eco Coaching. 

KA SEDàmelhorou bastante em termos de dirigibilidade graças a reforços estruturais e suspensão revista. Recebe agora o motor de 1,5 L, três-cilindros e 136 cv, o melhor do mercado entre os de aspiração natural. Forma um conjunto eficiente com câmbio automático de seis marchas. Outro acerto: duas entradas USB (iluminadas) de alta intensidade (2,5 A) e nicho para celular. Regulagem elétrica dos espelhos é incômoda. 

CAOA CHERY confirmou cronograma para três produtos novos. O sedã Arrizo 5, a ser produzido em Jacareí (SP), estará à venda no final de outubro com dimensões semelhantes às do VW Virtus. Dois novos SUVs serão fabricados em Anápolis (GO), dividindo a mesma arquitetura. O Tiggo 4 chega às lojas em dezembro e o Tiggo 7, em janeiro de 2019. 

BORGWARNER acredita que sistemas de 48 volts permitirão grandes avanços em hibridização e motores a combustão bem mais econômicos. Empresa trabalha com projeções da consultoria IHS, menos otimistas que os governos. Em 2028, 35% a 40% de veículos leves novos, no mundo, seriam híbridos e apenas 6%, elétricos. Assim, deve-se pensar mais e delirar menos. 

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

RENAULT PRO+ APRESENTA DOIS NOVOS VEÍCULOS UTILITÁRIOS ELÉTRICOS EM ESTREIA MUNDIAL

A Renault Pro+ apresenta hoje duas estreias mundiais e amplia sua gama de veículos utilitários elétricos, oferecendo uma gama única no mundo, com quatro veículos. A Renault Pro+ continua a desenvolver novos serviços conectados e fortalecer sua rede especializada. 
 


 A Renault Pro+ está ampliando sua gama de veículos utilitários elétricos, oferecendo agora quatro veículos: Twizy Cargo (quadriciclo com porta-malas lançado em 2014), Novo ZOE Société (declinação do Novo ZOE com 400 km de autonomia NEDC, lançado em setembro de 2016), assim como o Novo Kangoo Z.E. e Master Z.E.

Novo Kangoo Z.E. -  O Novo Kangoo Z.E. oferece grandes inovações: nova bateria, novo motor, novo carregador, novos serviços conectados e integração de uma bomba de calor no sistema de ar-condicionado.Agora, o Novo Kangoo Z.E. é equipado com uma nova bateria « Z.E. 33 » (de 33 kWh) e um novo motor 100% Renault (de 44 kW) e 60 cv, derivado do motor R75/90 do ZOE. Este motor é produzido na fábrica da Renault em Cléon, na França.
Assim, o Novo Kangoo Z.E. oferece uma autonomia de 270 km NEDC (em comparação com os 170 km anteriores) para o atual Kangoo Z.E. em utilização real em ciclo de entregas***, o que corresponde a uma autonomia que permite rodar aproximadamente 200 km com uma única recarga da bateria. Hoje, o Novo Kangoo Z.E. oferece a maior autonomia disponível para um veículo utilitário leve elétrico.


O Novo Kangoo Z.E. melhorou o tempo de recarga graças ao carregador de nova geração de 7 kW AC. Por isso, o furgão compacto é completamente recarregado em aproximadamente 6 horas em uma WallBox de 7 kW. Este novo carregador mais potente permite também recuperar 35 quilômetros de autonomia em uma hora de carga (em clima temperado).

O Novo Kangoo Z.E. também é equipado com uma verdadeira novidade no mundo dos veículos utilitários elétricos: uma bomba de calor, conectada ao ar-condicionado, para manter a autonomia quando está mais frio.O Novo Kangoo Z.E. é produzido na França e será comercializado na Europa a partir de meados de 2017.

Master Z.E.: a expertise elétrica da Renault em breve disponível em um furgão grande

O Master Z.E. tem em seu DNA a expertise da Renault, que é líder europeia em veículos elétricos, mantendo as qualidades que fazem o sucesso do Master, que é referência no segmento de furgões grandes.Esta declinação elétrica do Master tem como principal público-alvo os clientes frotistas que rodam principalmente em meio urbano, em atividades de distribuição nos “últimos quilômetros”, assim como grandes administrações municipais e órgãos públicos. Este furgão oferece características de carga, autonomia e tempo de recarga perfeitamente adaptados ao uso destes clientes profissionais.

O Master é equipado com a bateria “Z.E. 33” (de 33 kWh) e o motor elétrico R75 – herdado do ZOE e de grande eficiência energética –, oferecendo  uma potência de 57 kW e 76 cv. O Master Z.E. oferece uma autonomia de 200 km NEDC.O Master Z.E. pode ser recarregado em menos de uma noite: a recarga 100% completa é feita em 6 horas por meio da WallBox 7 kW.O Master Z.E. será comercializado na Europa no final de 2017.

Serviços conectados para todos os clientes profissionais
Assim como para os veículos elétricos de passeio, os clientes profissionais poderão se beneficiar de novos serviços conectados, como o Z.E. Trip e o Z.E Pass no Novo Kangoo Z.E. Estes serviços facilitam a recarga em um dos 80.000 terminais disponíveis na Europa. Em 2017, a Renault Pro+ também vai oferecer outros serviços conectados dedicados aos clientes profissionais, começando com duas famílias de serviços: a “Gestão de Frotas” e a “Manutenção Preventiva”.
 

Renault Pro+
Com forte posição no mercado de veículos utilitários na Europa e bases sólidas na América Latina e África, a Renault Pro+ mantém suas ambições mundiais, oferecendo uma gama de produtos a cada dia maior, para responder às diferentes necessidades dos clientes profissionais. A Renault Pro+ continua a oferecer serviços especialmente dedicados aos clientes de veículos utilitários, principalmente por meio de sua rede especializada de 650 centros no mundo, respondendo a padrões exigentes.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Grupo Renault é líder europeu em baixas emissões de CO2


O Grupo Renault confirma a liderança em baixas emissões de CO2 na Europa, com uma média de 114,7 gramas de CO2/km* por veículo** em relação aos veículos de passeio comercializados em 2013.A Renault deve este resultado à recente renovação de sua gama de produtos, com destaque para 5 modelos que estão abaixo de 100 gramas de CO2/km: Twingo, Novo Clio, Captur, Mégane e Sandero. No segmento de carros compactos a diesel de 5 lugares, destaca-se o Novo Clio Energy dCi 90 eco2, que ocupa o primeiro lugar do pódio, com 83 gramas. No total, a gama Novo Renault Clio emite 18,5 gramas de CO2 a menos que a gama anterior.As vendas de veículos elétricos da Renault também contribuíram significativamente para este resultado.

O nível médio de emissões de CO2 de toda a gama do Grupo Renault melhorou aproximadamente 11 gramas entre 2012 e 2013, passando de 125,5 gramas/km para 114,7 gramas/km.“Esta posição de liderança é apenas uma confirmação de nossas escolhas acertadas em termos de estratégia de grupos motopropulsores, com a gama de motores Energy, assim como em veículos elétricos. Graças a estas inovações, o Grupo Renault apresenta resultados tangíveis e segue seu objetivo de reduzir a pegada ecológica de suas operações de forma durável. Isso faz bem para o planeta e para os nossos clientes”, afirmou Jean-Philippe Hermine, Diretor de Meio Ambiente do Grupo Renault.

* Média de emissões CO2 mistas, homologadas no ciclo NEDC dos emplacamentos de veículos de passeio do Grupo Renault durante o ano de 2013 em 23 países da União Europeia (todos os países exceto Chipre, Malta, Romênia & Bulgária).


** Dados provenientes da AAA DATA (Associação Auxiliar da Indústria Automobilística), filial do CCFA (Comitê das Montadoras de Automóveis da França). A AAA-DATA é responsável pela gestão dos dados do setor automotivo para os poderes públicos.