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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

HOJE: Dia Nacional do Fusca marca os 70 anos de início de produção do modelo

HOJE, quarta-feira, 20 de janeiro, milhares de fãs comemoram o Dia Nacional do Fusca, um dos carros mais importantes e carismáticos da história mundial do automóvel. A Volkswagen também celebra os 70 anos de produção do modelo – o primeiro Volkswagen Tipo 1 – que mais tarde se tornaria conhecido internacionalmente como o Beetle e, no Brasil, como o Fusca. O modelo saiu da linha de produção na Alemanha pouco depois do primeiro Natal após o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Fabricado no Brasil de 1959 a 1986 e de 1993 a 1996, o Fusca teve mais de 3 milhões de unidades produzidas, tornando-se um ícone nacional. A combinação de baixo custo de aquisição e manutenção com uma resistência capaz de afrontar os caminhos e condições de uso mais difíceis transformou logo o pequeno Volkswagen em ponta de lança da motorização do Brasil. Mais de uma geração de motoristas brasileiros aprendeu a dirigir em um Fusca e optou por ele ao adquirir seu primeiro carro.

Embora seja nacionalmente conhecido pelo apelido Fusca, o carro também ganhou outras denominações de âmbito regional, como Fuca, no Rio Grande do Sul, e Fuqui, no Paraná. Ao redor do mundo, a semelhança do carro com um besouro levou à consagrada designação como Beetle.

Mundialmente, o Dia do Fusca é comemorado em 22 de junho, data em que Ferdinand Porsche assinou o contrato que deu início ao desenvolvimento e fabricação do Sedan, em 1934.

O início no Pós-Guerra
A marca Volkswagen (nome que significa, em alemão, “carro do povo”) teve a missão de popularizar o automóvel; o Fusca foi concebido, na década de 1930, pelo engenheiro austríaco Ferdinand Porsche. O início da Segunda Guerra Mundial, em 1939, impediu que a produção do carro começasse, mas durante o conflito a fábrica produziu milhares de veículos militares leves utilizando sua plataforma mecânica, com motor traseiro refrigerado a ar.

O carro atingiria no futuro vendas de mais de 21 milhões de unidades. No final de 1945, porém, apenas 55 veículos haviam sido produzidos. O início da produção em larga escala foi um feito envolvendo grande nível de improvisação. A escassez de materiais prejudicou as operações durante os meses seguintes.  Mesmo assim, os primeiros carros eram símbolos visíveis de esperança. Um novo início para a fábrica de automóveis, sob controle britânico.

Ao final da Segunda Guerra Mundial, apenas 630 unidades do Carro do Povo, conhecido como "KdF-Wagen", haviam sido construídas. A avançada fábrica, no local que se tornaria a atual Wolfsburg, construída especialmente para produzir o veículo, foi integrada à indústria de armamentos da Alemanha durante a guerra, produzindo principalmente materiais militares. O local foi ocupado por soldados americanos em 11 de abril de 1945.

Em junho de 1945, o Governo Militar Britânico assumiu o controle da fábrica, com sua força de trabalho de cerca de seis mil pessoas. Em 22 de agosto de 1945, o recém-designado Oficial Residente Sênior, Major Ivan Hirst, obteve um pedido inicial de 20 mil Sedans, assegurando assim o futuro da fábrica e seus trabalhadores e evitando a ameaça de desativação e desmontagem. Os veículos deveriam ser usados principalmente pelos ocupantes aliados, mas também para prestação de serviços de saúde em áreas rurais. A produção ficou praticamente estagnada em torno de mil veículos mensais durante 1946 e 47. Somente após a reforma monetária de junho de 1948 surgiria um número significativo de compradores privados.

As raízes britânicas da Volkswagen ainda podem ser percebidas na atualidade. Foram os ingleses que converteram a fábrica para a produção civil e focaram na qualidade dos veículos.Eles dedicaram muita atenção aos serviços e à satisfação das necessidades dos clientes, estabelecendo uma rede de concessionários que, já em 1948, cobria todas as três zonas de ocupação ocidentais da Alemanha. O início das exportações, em outubro de 1947, marcou o primeiro passo em direção ao mercado internacional.

As primeiras eleições para o Conselho de Trabalhadores, em novembro de 1945 - apenas seis meses após o final da guerra - introduziram os princípios para a participação democrática dos empregados na fábrica. Quando a empresa Volkswagenwerk GmbH foi repassada para o controle alemão, em outubro de 1949, estava posicionada na pole position para a largada do Milagre Econômico da Alemanha.

O Dr. Manfred Grieger, chefe do Departamento de História Corporativa da Volkswagen Aktiengesellschaft, resume: “A Volkswagen teve muita sorte pelo robusto Sedan ter ajudado o Governo Militar Britânico a levar adiante suas funções administrativas e por Ivan Hirst ter sido o homem certo em seu comando. Seu hábil pragmatismo proporcionou uma visão de futuro para a fábrica e seus trabalhadores, motivando tanto o pessoal militar britânico como os trabalhadores alemães a transformar as precárias instalações numa empresa de sucesso voltada para o mercado. Ele reconheceu as qualidades do Sedan Volkswagen e teve a capacidade de concretiza-las.”

O Fusca foi um fator-chave no desenvolvimento da democracia e da mobilidade na Alemanha do pós-guerra e, subsequentemente, foi acolhido em muitos outros países, atuando como um importante embaixador na promoção de uma imagem positiva para a Alemanha. A produção do Fusca em sua última fábrica, em Puebla, no México, foi descontinuada no final de julho de 2003. Com mais de 21 milhões de unidades produzidas, o Fusca tornou-se um ícone automotivo, amado por muitos milhões de pessoas.  Suas formas características são reconhecidas em todos os lugares.

De importado a brasileiro
Os primeiros Volkswagen Sedan, fabricados na Alemanha, chegaram ao Brasil em 1950. Pequeno, com motor traseiro refrigerado a ar e um design totalmente diferente do tradicional à época, quando as ruas eram dominadas por grandes sedãs, o carro chamava a atenção por onde passava. Sua capacidade de transportar até cinco pessoas, baixo consumo de combustível e resistência mecânica logo começaram a conquistar consumidores.

O modelo da Volkswagen começou a ser montado no país, com componentes importados, já em 1953. A produção no Brasil começou em 1959, na primeira fábrica da Volkswagen fora da Alemanha, em São Bernardo do Campo.

A história do Fusca no Brasil tem uma particularidade: o retorno da fabricação em 1993, sete anos após sua paralisação, em 1986. A pedido do então presidente da República, Itamar Franco, o carro voltou a ser produzido, em uma versão movida exclusivamente a etanol, e parou de ser fabricado em 1996.

O Fusca foi o carro mais vendido no Brasil por 24 anos consecutivos, marca que foi superada apenas em 2011, por outro modelo Volkswagen: o Gol, líder do mercado por 27 anos.Internacionalmente, o Fusca continuou a ser fabricado no México – onde é conhecido como "Vocho" – até 2003.

A tradição renovada: o New Beetle
A imagem do Beetle foi revivida pela Volkswagen em 1998, com o lançamento do New Beetle. Com linhas inspiradas pela versão original e construído sobre uma plataforma moderna, com tração dianteira e motor com refrigeração líquida, o New Beetle conquistou imediatamente um grande número de fãs, alcançando mais de 1 milhão de unidades vendidas até 2010.

Novo Fusca: o mais esportivo

O Novo Fusca chegou ao Brasil em 2012. Com linhas mais esportivas e tendo na dirigibilidade seu ponto alto, o modelo é equipado com o motor 2.0 TSI de 211 cv. O torque máximo, 280 Nm, é atingido já a partir de 1.700 rpm. Com câmbio DSG de dupla embreagem, o Fusca 2.0 TSI tem velocidade máxima de 224 km/h e acelera de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos.

sábado, 4 de abril de 2015

Volkswagen apresenta quatro novas versões do Fusca no Salão de Nova York

A Volkswagen está apresentando quatro novas versões do legendário Fusca no Salão Internacional do Automóvel de Nova York. Além dos dois novos cupês e dois conversíveis, o novo Golf Alltrack também celebra sua estreia no mercado americano.

A linha Fusca se expande ainda mais, proporcionando uma antevisão de possíveis novas versões nos quatro carros conceito exibidos na mostra. A cor azul é protagonista no conceito Beetle Cabriolet Denim, em que a carroceria na cor “Stonewashed Blue Metallic” e a capota de tecido azul escuro com textura especial fazem referência ao jeans.

O conceito Beetle Wave na cor “Laranja Habanero Metálico” reflete o espírito americano presente nas praias das costas Leste e Oeste dos Estados Unidos. Esse espírito também se expressa no interior do conversível: padrões de tecidos das décadas de 1950 e 1960 influenciaram o design dos painéis centrais dos bancos e o carro traz também um painel de madeira autêntica, com estilo tradicional inspirado nas pranchas de surfe.

Aqueles que aspiram algo muito especial irão encontrar a opção ideal no Beetle Pink Edition, um carro criado para pessoas atentas ao estilo em todo o mundo. Acessórios cor de rosa podem ser encontrados entre as etiquetas mais exclusivas de Manhattan e outras grandes cidades do mundo - só estava faltando um carro. A Volkswagen atende a essa demanda com um cupê “Pink Metallic”.  Essa cor contrasta com elementos externos e internos em preto, cromo e alumínio.

O Beetle R-Line Concept 1 se destaca claramente pela esportividade.  Ele é impulsionado pelo motor 2.0 TSI que gera potência de 220 cv (162 kW) e harmoniza perfeitamente com o design do carro. Essa versão do Fusca, pintada em “Branco Orix Perolizado”, chama a atenção por seus para-choques independentes e painéis envolventes da carroceria em preto com alto brilho, um difusor também em preto e um grande defletor de ar traseiro. A impressão esportiva do carro se manifesta também no interior, com bancos esportivos tipo concha e elementos com aparência de couro e fibra de carbono.

O novo Golf Alltrack é um genuíno criador de tendências na série de modelos de station wagons. Além de proporcionar a versatilidade adicional do Golf SportWagen, ele também oferece maior distância livre do solo, molduras nas caixas de rodas, saias laterais salientes, proteção para a parte inferior da carroceria e numerosos outros itens de acabamento internos e externos.  

O Golf Alltrack é equipado com o sistema 4MOTION de tração integral permanente e um perfil de condução off road. Seu motor é o 1.8 TSI com 170 cv (125 kW), que pode ser combinado tanto a um câmbio manual de seis marchas quanto à transmissão DSG de dupla embreagem, também com seis velocidades.


Na Europa, o Golf Alltrack também será oferecido com três diferentes motores TDI (diesel), cobrindo uma faixa de potência entre 110 cv (81 kW) e 184 cv (135 kW).

sexta-feira, 18 de julho de 2014

VOLKSWAGEN LANÇA LINHA 2015 DE SEUS IMPORTADOS

A linha 2015 dos veículos importados da Volkswagen está chegando às concessionárias da marca no Brasil. Os modelos Touareg, Tiguan, Passat, Passat Variant, CC e Novo Golf, fabricados na Europa, já começaram a chegar no mercado brasileiro. Importado do México, o Fusca desembarca no início de agosto.

Entre as novidades da linha 2015, destaque para a nova opção de revestimento dos bancos do Fusca, que passa a contar com acabamento de couro perfurado, que auxilia na transpiração do corpo em longas viagens, aumentando ainda mais o conforto dos ocupantes.

Outra mudança é em relação a localização da entrada auxiliar do sistema de som (Media-in). Na linha 2015 dos modelos Passat, Passat Variant e CC, essa entrada foi realocada no porta-luvas, permitindo uma melhor acomodação de celulares ou dispositivos de mídia que estão conectados à entrada, por exemplo.

O Novo Golf é oferecido no Brasil em três versões: Comfortline, Highline e GTI. As versões Comfortline e Highline são equipadas com o motor 1.4 TSI BlueMotion Technology de 140 cv, que conta com opções de transmissão manual de seis velocidades ou transmissão automática DSG de sete velocidades com função Tiptronic. Já a versão esportiva GTI é equipada com o motor 2.0 TSI de 220 cv e transmissão automática DSG de seis velocidades com função Tiptronic.

Passat e Passat Variant são oferecidos em versão única de acabamento, que traz a terceira geração do motor EA888 2.0 TSI de 211 cv e transmissão automática DSG de seis velocidades com função Tiptronic. Esse conjunto mecânico está disponível também no CC, que conta ainda com a opção topo de linha com motor 3.6l V6 FSI de 300 cv e tração 4MOTION. Já o Fusca oferece o motor 2.0 TSI de 211 cv tanto com transmissão automática DSG de seis velocidades com função Tiptronic como o câmbio manual de seis marchas.


Entre os utilitários esportivos, o Tiguan traz o motor 2.0 TSI e transmissão automática de seis marchas. O Touareg, por sua vez, é oferecido com duas opções de motorização: 3.6l V6 FSI, com 280 cv e 4.2l V8 FSI, com 360 cv, ambos conjugados à transmissão automática de oito velocidades.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

PARA A HONEYWELL TURBO TECHNOLOGIES, AUTOMEC 2013 MARCARÁ O INÍCIO DA ERA DO TURBO NO BRASIL



O programa Inovar-Auto, lançado pelo governo brasileiro, vai mudar o perfil dos veículos brasileiros, com a redução do tamanho dos motores e a aplicação de sistemas de turboalimentação para atingir os limites estabelecidos para consumo de combustível e emissão de CO2. Essa afirmação é de José Rubens Vicari, diretor-geral da Honeywell Transportation Systems, fabricante de turbos Garrett.
Vicari anuncia que a empresa apresentará uma série de inovações durante a Automec 2013, que será realizada entre os próximos dias 16 e 20, no Parque Anhembi, SP, e que esse evento marcará o início da era do turbo para automóveis na indústria automobilística brasileira, incentivada pelo programa Inovar-Auto. De acordo com o executivo, todas as fábricas de automóveis trabalham para adequar-se às regras que objetivam fazer com que os veículos atinjam os índices de eficiência energética estabelecidos pelo programa.
O executivo indica que o mercado continuará com os chamados veículos de entrada, com motor 1.0L aspirados e que sofrerá uma forte redução do número de modelos equipados com motor a partir de 1.8L, consolidando o processo de downsizing com a turboalimentação de motores de menor cilindrada.
“Pela superior eficiência e preservação ambiental dos motores turboalimentados, o mercado deverá ter preferência por automóveis equipados com motores entre 1.0L e 1.4L que apresentarão faixa de potência e desempenho correspondente a propulsores 2.0L, e até acima dessa capacidade cúbica, com economia de combustível e menor emissão de CO2”.

Vinte anos de turbo
Vicari salienta também que, durante a Automec, a Honeywell vai comemorar a posição de pioneira no desenvolvimento e produção de turbos, tanto para motores a diesel quanto a gasolina. Foi a primeira a se instalar no País, em 1976, para produzir turbos para motores a diesel, e há exatos 20 anos deu início ao desenvolvimento do primeiro turbo no Brasil para o motor a gasolina 1.4L do Fiat Uno Turbo. Iniciado em 1993, o programa permitiu o lançamento do Uno Turbo no ano seguinte. O mesmo trabalho foi realizado para o motor do Gol Turbo e da Parati Turbo, em 1999, que, com 112 cv, foi considerado o 1.0L mais potente do mundo. 

Na Automec, a empresa apresentará uma família de turbos, formada pelos modelos MGT1549ZDL, aplicado ao motor 1.6L gasolina do BMW Série 1, com coletor de escape tubular em chapa dupla e integrado à carcaça da turbina dividida e atuador eletrônico, e o MGT1752S, que equipa os Volkswagen Jetta, Passat e Novo Fusca no motor 2.0TSI, com rotor forjado e atuador eletrônico. Entre os lançamentos mais recentes, também se encontra o GTC1446VZ, com a tecnologia de geometria variável, para o motor 2.0 a diesel da pick-up VW Amarok de cabine simples.