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domingo, 2 de setembro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 3518 - 02.09.2018 edita@rnasser.com.br  
Hora do bom gosto e da elegância. 
Citroën C4 Cactus

Citroën apresentou no Brasil o novo Cactus. Produto interessante, dito utilitário esportivo. Mescla conceitos visuais de Kia Soul, de Mercedes GLA, e sai-se muito bem. Para o público desejoso de sentir-se superior pela posição de dirigir, ou para os conscientes da necessidade de utilizar veículo melhor dimensionado às emoções do piso desnivelado, esburacado. Linhas se integram à proposta, mecânica foi ajustada para enfrentar as agruras nacionais.

Na prática exuda orgulho brasileiro, pois o produto foi desenvolvido aqui, como evolução da geração anterior, sob o comando do diretor de design para a América Latina, quase jovem Daniel Nozaki. Executivos franceses, incluindo o chefe da área, viram, se surpreenderam, palpitaram com superioridade colonizadora – mas aprovaram: projeto nacional é hoje produzido na Espanha abastecendo a Europa.

É bem inspirado e responde ao usuário deste tipo de veículo em linhas, cuidados interiores, habitabilidade. A regra brasileira de enquadramento como utilitário esportivo exige altura mínima e ângulos de entrada e saída dos obstáculos, obtidas com o elevar da distância livre do solo, no caso 22,5 cm – mais ou menos a oferecida pela Velha Senhora, a Kombi. Agradável por fora, bem cuidado por dentro, ótimo espaço frontal e entre bancos, oferece uso confortável.

Divisão
Peugeot e especialmente Citroën perderam muitas vendas, tem bons produtos sem conquistar clientes, desenvolveram o Cactus para ser tratado como evento, degrau, novo patamar de atração para a marca. Por isto não é apenas mais um produto, mas o produto, para obter muitas vendas, fazer lucros e bem participar no mercado; remunerar e garantir a sobrevivência da centena de revendedores. É o a justificar produto, detalhes cuidadosos, itens de segurança e sistemas ativos, inusuais em carros neste segmento.

Conteúdo
Muito cuidado para sobressair nas comparações com outros veículos desta frequentada fatia de mercado. Nozaki conseguiu ótimo resultado, ao fugir do barroco automobilístico, a interpretação coreana sobre traços de Chris Bangle para a BMW, optando por linhas limpas. Detalhes, muitos, desde os três níveis de elementos ópticos no painel frontal, ao bagageiro de teto, elegante, bem formulado.

Houve trabalho primoroso para acertar suspensão, direção, freios, a disco nas 4 rodas. Coisa de profissional sensível. Na transmissão mudaram semi eixos e juntas, agora com maior contato, encerraram as más sensações oferecidas por seu primo Peugeot 2008. Nele, quando se arranca com disposição, juntas e semi eixos fazem um ângulo de envergonhar engenheiro. Adotará o novo sistema.
Há muitos adereços eletrônicos pró-segurança, incluindo regulagens para a tração frontal, aviso de mudança de faixa, freio que opera sozinho quando o motorista não o aciona próximo ao veículo da frente. Itens encontráveis em carros de preço superior.

Cores
Seguindo tendência mundial há opção bi tonal – ou, no popular, saia-e-blusa. A fábrica se dimensionou para pintar o teto em Branco, Preto ou Azul Esmeralda, harmônicas com a do corpo do Cactus: branco, cinzas e o mesmo azul. São caretas, ou assim o são os consumidores brasileiros. A limitação não se harmoniza com o conceito de atrevimento oferecido pelo dito SUV. Se você está interessado e não é careta, vite, vite, como dizem os franceses. Aja rápido pois farão limitadíssima oferta de apenas 100 unidades pintadas em vermelho.
Citroën surfa na onda com outros fabricantes de fazer pré-inscrição de vendas – já aberta -, com atrativos para vencer inércia e dúvidas, como graciosidade nas três primeiras revisões e, a donos de Citroën, valorização adicional de R$ 3.000 sobre o usado.

Mais
Há consciência de as marcas da PSA, Peugeot e Citroën descuraram dos clientes demos as costas, reconhece Ana Thereza Borsari, líder regional. Para reaproximação, ambas tem oferecido, desde o ano passado, atrativos como graciosa verificação de líquidos durante a vida do veículo; revisões a preço fixo; descontos para carros fora de linha; oito anos de reboque para enguiços e acidentes; re compra garantida; seguro a preço menor; entrega de serviços para o mesmo dia; empréstimo de carro da marca para serviços tomando mais de 4 dias. Na ponta do lápis, digo dos botões da calculadora, fazem presença, custam pouco, vendem simpatia. Jogam garatéias para fidelizar os clientes.

Quanto
Preços bem administrados para concorrer com a renca de assemelhados. De R$ 69 mil a 99 mil para as versões elevadas, com transmissão automática de seis velocidades – coisa efetiva, e não o sistema de polias variáveis. Motores L4, flex, frontais e transversais, 1,6 litro. Um aspirado, 122 cv, outro turbo, 172 cv a álcool.
Tem tudo – formas, conteúdo, acertos, preços – para ser queridinho do mercado.

Montadora ou fabricante? Quem é quem?
Há uns anos houve a generalização do uso do termo Montadora para caracterizar a atividade de fazer veículos. Jornalistas, consumidores, até executivos das fábricas de automóveis, sem maior pensar, adotaram-no para rotular sua operação.

Leitor atento já percebeu, Coluna trata o negócio do fazer veículos sob dois rótulos: Montadora é a empresa sem atividade de produção de componentes. Encomenda-os a terceiros, manda as especificações, recebe as peças e faz a montagem sob sua responsabilidade. É atividade superficial, como a já realizada no Brasil desde o início do século passado, com Ford, Chevrolet, Fiat, Chrysler, International, FNM, Willys, Nash, Nissan, Studebaker, VW, até o final dos anos ’50 quando o projeto de implantação da indústria automobilística exigiu altíssimo percentual de partes nacionais. Por processos e custos, as de maior valor agregado foram produzidas pela marca do veículo. Chassis ou monobloco, motores, transmissões, estamparia de chapas, às vezes até estofamento, em boa parte feitas em casa, complementada com auto peças fornecidas por empresas especializadas. Como negócio, implantar tal estrutura demonstrava seriedade de propósitos. Diferença sensível:para montar, bastam galpões e linhas de agregação de partes fornecidas por terceiros. É o praticado no Uruguai, onde se especializaram na montagem – hoje nos fornecem Kia Bongo, Peugeot Expert e Citroën Jumpy. Para fabricar, praticar o ofício da transformação, o uso da química e da física, como fabricar motor e transmissão, exigem-se investimentos muito maiores, e é este o denominador a separar quem veio para ficar, e os que podem ter vida fugaz.e é este o denominador a separar quem veio para ficar, e os que podem ter vida fugaz.e é este o denominador a separar quem veio para ficar, e os que podem ter vida fugaz.

Na prática e no entendimento: Montadora é quem junta partes fornecidas por terceiros e monta um veículo. Fabricante é degrau superior: produz componentes, e agrega-as para formá-lo.

Roda-a-Roda
Arkana – Curiosamente Renault escolheu o Salão de Moscou para exibir seu futuro produto, o Arkana. Coerente, nome indica alguma coisa enigmática – Oroch, de seu picape, é da turma. Rússia é mercado menor que Brasil.

CuSUV ? – Renault aposta no futuro do caminho aberto pelos SUV da família 6 BMW, utilitário luxuoso com a extremidade posterior do teto garroteada para aproximar-se da cintura. Um trubuçu estilístico, SUV, cinco portas acupezado.

Mais – Será veículo global, iniciando no Brasil nova plataforma CMF-B – abandonando a velha e honesta BO, base de Logan, Duster, Oroch, Captur. Motorização possivelmente da família TCe, L4, 1,3 litro, turbo, injeção direta, uns 150 cv, iniciando novo ciclo. Para 2020.

Também – Para aumentar o poder de competição do City, Honda caracterizou modelia 2019 com apelo à conectividade: sua central multi media é compatível com Apple CarPlay e Android, e aplicada à versão EX.

Como – Produto é oferecido em cinco versões, de R$ 62.500, por curioso DX e seu pouco demandado câmbio manual; Personal – projetado para crescente segmento de mercado, o de Pessoas com Deficiência, a R$ 68.700; e LX, EX e EXL, entre R$ 74,200 a 85.400. Tempos difíceis, equipamento eletrônico caracteriza modelo. Nissan cometeu o mesmo.

No olho – Citroën apresentou o Cactus, Volkswagen, no outro dia, distribuiu texto e fotos do T-Cross, uma espécie de Tiguan menor. São concorrentes.

Como só o terá próximo ano, tenta colocar clientes em dúvida, entre receber um agora ou esperar pelo outro. Copiou até a cor do lançamento, o azul esmeralda.
Encontro – Brasil e Argentina assinaram acordo para Convergência Regulatória. Em tese unificar equipamentos de segurança e data de obrigatoriedade de aplicação nos dois países.

Freio – Quando países do terceiro mundo, tão sensíveis a argumentos sensibilizantes de fabricantes de veículos, se valem de firulas para explicar coisa séria, é para tomar doses industriais de cautela. O ESP, equipamento de estabilidade, vem tendo uso adiado exatamente por conta de encontrar uma data comum. Dizem, 2020.

O outro lado – Toyota festeja ter participado, com Projeto Ambientação, da economia de 698M de litros d’água medidos em oito anos em cidades do interior paulista. Parceira da Fundação Espaço ECO, propõe soluções sustentáveis para reduzir consumo de água, energia, e gerir resíduos. 

Resgate – Há 30 anos, cineasta Francis Coppola fez filme sobre o coerente, criativo, corajoso e romântico Preston Tucker, criador de carro revolucionário, abatido pelas então três grandes, Ford, GM e Chrysler. Aqui foi chamado Tucker, um homem e seu sonho.

Prática - O Pebble Beach Concours d’Élegance, em Carmel, California, passado fim de semana, melhor exemplo de qualidade de veículos expostos e competência para organizar, remasterizou o filme em Blu-Ray+Digital +Digital 4K Ultra HD, e o apresentou como introdutório a palestras sobre a marca.

Foco – Rasa a visão dos organizadores de eventos de automóveis antigos no Brasil: contentam-se com a plasticidade dos veículos imóveis, e deixam de resgatar e contar histórias. Exceção honrosa para o Carro do Brasil, limitado aos automóveis nacionais e então organizado em Brasília.

O Mais – Famoso leilão em Monterey, durante a semana santa do automóvel, cravou novo recorde mundial para veículos antigos: um Ferrari 250 GTO com carroceria moldada pela Scaglietti. Disse a leiloeira RM Sotheby’s ser “o carro mais importante, desejado e lendário da história do automóvel’’.

Surto – Leilão iniciou-se com preço base de US$ 35M – avaliações anteriores discrepavam entre US$ 20M e US$ 60M. A diferença mostra o desvario. Foi a 44M ! Comissão do leiloeiro gerou cheque de US$ 48,4M. Comprador não identificado. É a terceira da série de 36; uma das sete carroçadas por Sergio Scaglietti – o Toni Bianco deles -, e considerada uma das mais originais.

Detalhes – Motor V12 3,0; 286 cv de potência, 342 Nm em torque, dianteiro, caixa manual de 5 velocidades, tração traseira. Pesa apenas 880 kg, e é uma alegria para dirigir ao chegar aos 100 km/h em 4,4s e 280 km/h – dados de 1962!

Finor – Verbete criado por ex de diretor do Veteran Car de MG, organizador do mais elegante evento de veículos antigos no Brasil, bem descreve o majestático cenário do Grande Hotel, sua volumetria, jardins de Burle Marx. Ali reúne-se a essência da qualidade dos antigos no Brasil.

De novo – Neste ano, pela greve dos caminhoneiros, a grande praga do ano, festa foi abortada na véspera do longo feriado de Corpus Christi, e adiado para o entorno do 7 de setembro. Será a partir da próxima quinta feira, de 5 a 9, com patrocínio da Renault.

Leilão – Um dos diferenciais do evento é realizar pioneiro e tradicional leilão. Inscrições para participar se encerraram pela capacidade máxima e catálogo digital com os veículos disponibilizados à venda está em
www.issuu.com/leilaoaraxa/docs/catalogo-digital. Há opção de lances on line. Sobre o evento acesse: www.brazilclassics.com.br

Gente – Bruce McLaren, neo zelandês, piloto e construtor, lembrança. OOOO McLaren São Paulo, representante da marca por ele criada e produtora de esportivos nunca imaginados, festeja data com número áspero. OOOO 79 anos de seu nascimento. McLaren passou há 48 anos, em coerente pancada num protótipo. OOOO Dele há um documentário: McLaren – O homem por trás do volante – dvd com legendas em português. OOOO Laura Schwab, inglesa, novidade. OOOO Primeira mulher a presidir a Aston Martin em 105 anos de história. OOOO João Batista Mattosinho Filho, brasileiro, engenheiro, prêmio. OOOO Era diretor de produção de 80 mil unidades/ano em planta Jaguar em Castle Bromwich, Inglaterra. OOOO Resgatado aos trópicos, será diretor de manufatura da Jaguar Land Rover em Itatiaia, RJ. OOOO Não é fábrica, mas linha de montagem de poucas intervenções e números. OOOO Aparentemente quase férias bem remuneradas à sombra do pico das Agulhas Negras; do Parque de Itatiaia; ao lado das agradáveis Penedo e Visconde de Mauá. OOOO 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Roberto Nasser - de carro por aí


Coluna 0316 - 15.01.2016 - edita@rnasser.com.br
Zarooq, nasce o primeiro carro árabe
Competição no mercado de automóveis novos lista marcas a fazer fusão, acordos, ou ser assimiladas, ou desaparecer. Daí ser surpresa, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, sem tradição no ramo, surgir novos fábrica e projeto.

Não é montadora de veículos ocidentais, mas pioneira fábrica com projeto, construção, e aplicação adequada às demandas e exigências de selecionado público local. Produção quase completa, do desenho à construção de partes, estrutura e carroceria. Surpresa e incoerência? Nada surpreende por aqueles lados, de vontades turbinadas por petrodólares – apesar da queda do valor do óleo.

Não se imagine um buggy árabe, mas muito mais, um veículo dimensionado aos esforços para tipo competições em circuito de areia, às exigências de desgaste físico dos pilotos, e a capacidade de ser utilizado fora de circuitos. Daí o poderoso ar condicionado, e o projeto na linha de encontro entre o conforto e o uso em corridas. A Zarooq Motors o descreve com humor: desenho com toque italiano; construção com toque alemão; mecânica com toque dos EUA.

Construção pela Campos Racing, que já andou pela Fórmula 1, com enorme conhecimento sobre carros de corridas, e pretensões Dubaianas: marca perene, sinônimo de todo terreno, performance em competição. Projeto comercial se assenta em duas bases sólidas: um circuito oficial para corridas em areia, para competições e para turistas interessados em alugar o Zarooq e rodar. É o Dubai Off-Road Racing Track, circuito em areia. Nele, campeonato com a série inicial, para divulgar o primeiro automóvel projetado e construído nos Emirados Árabes Unidos, e após fazer versão a uso quase normal, misto em habilidades para andar no deserto e fora dele. Ao momento divulga o caderno de exigências do projeto para filtrar fornecedores. Não deve ser barato, nem de produção intensiva.

Como é
Aparência agressiva por Anthony Jannarelly, desenvolvedor para a Lykan e para a W Motors. Chassis pronto com motor colocado, moldes de carroceria em usinagem, apresentação por protótipos operacionais ao final de fevereiro 2016. Previsão anterior era janeiro.

Comprimento 4200 mm; largura 2084 mm; entre eixos 2820mm, bitolas 2160-2100 mm; ângulo de entrada 45º; saída 53º; altura livre 315 mm; peso 1000 – 1050 kg; velocidade final 200 km/h.

Mais
Motor 3.498 cm3; V6, entre 400 e 500 cv; entre eixos traseiro; chassi em tubos de aço S355; suspensão off Road; rodas, pneus, amortecedores, de competição. Preço não divulgado. Mais? Mídias sociais #zarooq #sandracer #زاروق
Zarooq, aos não iniciados, é a mais rápida das serpentes do deserto.

Algumas coisas a mais sobre o Fiat Toro
Ao lançar aos o picape Toro, Fiat quer ampliar seu portfólio, vendas e participação no mercado. Corre para revigorar produtos atuais, desenvolver versões, e criar novos, arrostando a difícil missão de manter a liderança de vendas, onde está há 13 anos.

O Toro é o primeiro desdobramento Fiat da plataforma Small Wide, criada para nova geração de produtos, iniciada pelo bem sucedido Jeep Renegade. Ainda no primeiro semestre, o ora dito Mobi, carro de entrada, substituto do Mille. Logo após, próximo produto Jeep, sintetizando as atuais linhas Compass e Patriot.

O Toro fará parte do novo segmento inaugurado pela Renault com o Duster Oroch, mediando entre os picapes pequenos, como o líder Fiat Strada, e o degrau superior, dos picapes grandes, para onde migraram Chevrolet S 10, Toyota HiLux, Mitsubishi L200, Ford Ranger ...

Além da posição mercadológica, o Toro é diferenciado pelas linhas, pela preocupação aerodinâmica, pela composição plástica mais próxima de automóveis que de caminhões.

Mais
Coluna obteve com fonte da FCA dados adicionais. Em comparação ao Oroch, com motorizações 1,6 e 2,0, transmissão mecânica de 5 e 6 velocidades, o leque de versões tem mais amplitude em motores, transmissões, tração e decoração.

Novidade maior é aplicar motor não disponível no Renegade vendido no mercado nacional – ele também é produzido em Melfi, Itália, e dali exportado ao mundo. É o engenho de quatro cilindros, 2,4 litros, 190 cv – o utilizado no Freemont com transmissão automática de seis velocidades. Outros grupos de moto transmissão serão os já conhecidos no Renegade: diesel, 2,0 e 170 cv com transmissão de nove velocidades; Flex 1,8, 139 cv, e transmissão Dualogic, automatizada, com seis velocidades.         
       .
Tração nas 4 rodas e marcha reduzida, opção nos diesel.
No resto se equivalem, apesar do comprimento, quase 4,90m, da maior altura do solo, 21 cm nos Flex e 22 cm nos Diesel. Peso na caçamba, respectivos 650 kg e 1.000 kg. Apesar da proveniência das informações, não parece razoável uma tonelada de carga livre na caçamba para as versões diesel.

Quanto ?
 Versão
  Motor
     Transmissão
    Preço  R$ 
Freedom
1,8
Dualogic 6V
75.000
Opening Edition
1,8
#
         81.000
Diesel 4x2
2,0
Mecânica, 6V
91.000
Diesel 4x4
2,0
#
         99.000
Volcano Diesel
2,0
Automática 9V
113.000*

*Volcano Diesel com tratamento de automóvel, pintura perolizada, rodas em liga leve, revestimento em couro. Marco no Toro, a tampa traseira da caçamba é bi partida e permite um acessório Mopar para estende-la.


Com tecnologia Mercedes empacota novo Classe E
Mostrado no Salão de Detroit, ora em curso, o novo Mercedes Classe E, mais rentável série da marca, é maior, conceitos estéticos vistos nos Classes C e S, muita tecnologia.Produto não decepcionou:maior ante versão anterior, com ditames aerodinâmicos mandando esticar o capô, inclinar o para brisas e recuar o teto,

Obteve Cd de 0.23, medida de resistência ao ar, marca excelente para sedã.
Além da sugestão de dinamismo, a 10ª. geração novo Classe E vem empacotada por tecnologia com foco preciso: manter clientes e atrair outros tentados por Audi A6 e BMW Series 5, líderes de vendas. 

Ao novo Classe E aplicam o carimbo de Semi Autônomo por conta do pacote de auxílios eletrônicos como o Assistente de Mudança de Faixa – dois segundos após o motorista acionar a seta, um conjunto de radar e câmera movem a direção se a faixa estiver desocupada; Piloto Remoto de Estacionamento – pelo celular faz o Classe E entrar e sair de garagens e vagas. 

Foi truque em BMW num filme da série 007 e ano passado agregado à Series 7 da marca concorrente; V2X– por celular troca informações com outros carros rodando à frente, podendo receber informações da estrada, de pistas geladas a carros quebrados no acostamento.

No interior maior espaço, em especial para o banco traseiro, o conceito de Inteligência Aerodinâmica inclui duas telas – uma à frente do motorista, substituindo os instrumentos e outra ao centro do painel, 20 cm, botões sensíveis a toque no volante.Motorização a gasolina conhecido motor L4, 185 cv e 300 Newton-metro de torque.

Versão híbrida com potência combinada de 280 cv, transmissão 9G Tronic – automática com 9 velocidades. Novo diesel 2,0 não virá ao Brasil. Aqui à venda fim do 1º. semestre.

Na Bahia, novo autódromo
Leitores da Coluna sabiam das ações da jornalista Selma Moraes, presidente da Federação de Automobilismo da Bahia, para implantar um autódromo em seu estado. 

Município de São Francisco do Conde, a pouca distância de Salvador e acesso por terra, mar e ar, bancou o investimento com vistas a se tornar base para o aproveitamento do potencial econômico gerado pela atividade das corridas. Prefeito Evandro Almeida mostrou visão pouco usual.

O Autódromo Internacional da Bahia, foi inaugurado passado fim de semana, com provas de sua especialidade: corridas em pista de terra, com 1.700m de extensão, 14m de largura e de motocross. A área total de 850.000 m2 quadrados permite muita expansão.

Próximos passos, construção de pistas de kart, de asfalto. Vitória da visão, garra e determinação da jornalista Moraes, exemplo a ser seguido.

Roda-a-Roda

Nada a ver – Apesar de pequena queda de vendas, causada pelo Dieselgate, a questão das emissões superiores às normas dos EUA, outras empresas VW cresceram: Porsche vendeu 225 mil unidades, recorde de produção, com liderança dos SUVs Macan e Cayene. Maior mercado, China.

Mais – Em crescente ascensão Audi vendeu 1,8M, superando em 20%, 300 mil unidades os planos para 2015. Nos EUA, maior mercado, e no Brasil, dos menores, cresceu.

Mais – Audi inicia importar o A1 Sportback, 4 portas em versão mais potente: novo motor 1,8 TFSI faz 192 cv, levando-o aos 100 km/h em 6,9s, a R$ 125 mil. Opção com motor 1,4 e 125 cv por R$ 107 mil. Transmissão dupla embreagem, com 7 velocidades. Pacote é concorrente de Mini.

Questão – Coisa secular, invenções e criações são registradas para impedir cópias por concorrentes. Com o software Ford SmartDeviceLink, ocorre o contrário: a companhia incentiva concorrentes a adotá-lo. O sistema coleta, conecta e controla aplicações de SmartPhones a partir dos veículos.

Facilidades – O Smart.... é software de fonte aberta contendo a plataforma Sync@AppLink, provendo aos clientes acessar as aplicações favoritas através de comando por voz. Conceito é, quanto maior o número de usuários, mais rápido será o desenvolvimento de aplicações.

Cruze – GM argentina divulgou foto final do modelo Cruze a ser feito lá em versões hatch e sedã, e exportado ao Brasil. Linhas e motor novos, 1,4 litro + turbo = 155 cv. O Cruze é originalmente coreano, onde a GM comprou a Daewoo, e não foi feito no Brasil por conta do não entendimento com o sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos, SP.

Mais um – Início de fevereiro BMW apresentará ao mercado brasileiro seu modelo X1. Importado, é um SAV da base de entrada da marca.

Atraso – VW postergou a apresentação do Gol Trend. Será em março. Como a Coluna informou, ênfase em atualização de confortos de conectividade.

De novo – Enquanto não vem o modelo novo, mudança é para criar atrativos. Para marcá-lo, mudanças estéticas nos faróis, para choques, disposição no painel. Na mecânica, o novo motor 1.0 de três cilindros.

Marco – Apesar da retração do mercado, vendas do Jeep Renegade em dezembro foram façanha: 6.976 unidades – 300 sobre o então líder Ford EcoSport, dezembro de 2012, último mês antes da indústria nacional declinar.

Veraz – À apresentação do Renegade no Salão do Automóvel, Sérgio Ferreira, diretor geral da marca, asseverou, seria líder de mercado. Pareceu falaz, mas fechado 2015, na relação entre volume e meses de venda, lidera.

Exemplo – Allison, maior fabricante mundial de transmissões nomeou David Graziosi presidente. Exemplo para a administração brasileira com 39 ministérios e 20 mil ! funções para assessores indicados sem maiores exigências.

Tudo eu - Grazioni acumulará com as funções de: 1 - Diretor Financeiro; 2 - Supervisor de Operações; 3 – Compras; 4 - Qualidade e Confiabilidade; 5 -Assuntos Legais/Corporativos; 6 - Comunicações/Auditoria Interna; 7 - Recursos Humanos, Informações e Serviços; além de 8 - Tesouraria.
Cafezinho e água, imagina-se, a cargo da sra. Mary Smith.

Ajuda – 3M desenvolveu nova fita crepe para os serviços em pintura de veículos. Ganhos de tecnologia em maior capacidade de contorno nas peças, isolamento nas beiradas e a vantagem de não deixar resíduos quando submetida à elevada temperatura nas oficinas com estufa para pintura.

Antigos, 2 – O Pebble Beach Concours d’Elegance, 3º. domingo de agosto, mais entojado dos encontros mundiais de automóveis antigos, aula de como fazer, em grande expansão, apesar do crescendo no preço dos ingressos.

Mais – Antes com estacionamento contido ou nas estradas em seu entorno, em Carmel, California, o desmesurado movimento de público fez utilizar os campos de golfe do hotel The Lodge, onde se abriga, e atingindo a insuportabilidade. Uma foto aérea interpretaria a massa humana como alguma passeata pró ou contra os automóveis antigos, meras manchas em seu meio.

E mais – Para frear excesso de visitantes, organizadores resolveram aumentar custo do ingresso. De US$ 100 vem galgando números e para 2016 tenta conter visitantes sem perder faturamento. Ingressos agora incluindo estacionamento no green subiram a US$ 325 – uns R$ 1.300 -, e para dar tempo a juízes e jornalistas observar os automóveis, abrirá das 10h30 às 17h.

Clássico, já! – Melhor rótulo para distinguir um automóvel é tê-lo como Clássico. Por entendimento mundial tal classificação é restrita aos de projeto e construção superiores, melhores materiais e distinção por luxo ou performance.

Poucos - Seleção muito restrita, no Brasil, apesar da liberalidade no uso da palavra, apenas dois veículos são assim classificados: o Willys Itamaraty Executivo – a limousine -, e o Brasinca 4200GT e seu sucessor Uirapuru.

Mercedes – O último Clássico pós-Guerra é o Mercedes SE, cupê ou conversível produzido do início de ’60 a 1971, motores entre L6 2,2 litros e V8 3,5, no Brasil apelidado Charuto. Agora surgiu outro candidato: o SLS AMG. Preparação AMG, GT com portas asas de gaivota – abrindo para cima, como o inspirador 300 SL.

Mudança – Para o Brasil foram importadas umas 80 unidades entre 2010 e 2012. Com todos os ônus, incluindo o inexplicável imposto de importação a 35%, e IPI e ICMS em cascata. A primeira, em Brasília, por R$ 800 mil e os últimos exemplares a R$ 450 mil.

De volta - Porém mercado alemão iniciou demandar por eles, enxergando qualidades não vistas quando disponíveis, pagando entre US$ 150 mil e US$ 180 mil, superior ao custo quando O Km.


Negócio - Com a desvalorização do Real, o valor no Brasil, US$ 110 mil por unidade usualmente pouco rodada, levou agência em S Paulo a exportar quatro exemplares e tem encomenda de 20. Comercialmente é situação insólita e em termos de antigomobilismo, o início do caminho para ser considerado Clássico.