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segunda-feira, 21 de março de 2016

DE ONDE VEM A ÁGUA PARA PRODUZIR OS CARROS?

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) é referência no Brasil em gestão hídrica. Nos Polos Automotivos da Fiat, em Betim (MG), e da Jeep, em Goiana (PE), tecnologias para recírculo de água e contínuos investimentos na mobilização dos funcionários são as estratégias para reduzir o consumo de água. Como resultado dessa política, a fábrica da Fiat acaba de alcançar o índice de 99,4% de reúso, um recorde no setor no país.

Já o Polo Automotivo Jeep, em menos de um ano de operação, já tem capacidade para recircular 98% da água tratada. “É o maior complexo de tratamento de efluentes líquidos em capacidade e tecnologia do Nordeste”, afirma o gerente de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho da FCA para a América Latina, Cristiano Felix. A regra é não desperdiçar: a água utilizada nos vasos sanitários, irrigação das áreas verdes, tanques da pintura, entre diversos outros processos, vem do reúso.

Em Betim, a fábrica da Fiat iniciou as atividades em 1976 já com tecnologia para tratar 100% do efluente gerado. Os investimentos em sistemas de recírculo começaram há mais de 20 anos e não pararam mais. O grande marco foi o ano de 2010, com a instalação das tecnologias de Membranas (MBR) e Osmose Reversa para reúso de 99% da água tratada. Entre 2014 e 2015, o recurso de R$ 4 milhões tornou possível a ampliação para 99,4%.

Além dos sistemas de recírculo, muitas soluções são identificadas pelos empregados que, em todos os níveis hierárquicos, estão engajados na economia desse recurso natural. Na planta da Fiat, em quatro anos, 133 projetos sugeridos pouparam 427 mil m³/ano de água, volume equivalente ao consumo de 10.783 pessoas/ano. “A redução do consumo, por veículo produzido em Betim, foi de 25% em cinco anos”, informa Felix.


Nas plantas da FCA, diariamente, são monitorados os parâmetros do efluente tratado em laboratórios próprios, que fazem o controle de todo o processo para verificar a eficiência e a qualidade. Medidores online com equipamentos de última geração são os diferenciais que garantem a agilidade desse acompanhamento.

domingo, 11 de agosto de 2013

MAN Latin America expande linha vocacional para mercado de exportação


Criada dentro do conceito sob medida, a linha vocacional da MAN Latin America, fabricante dos veículos comerciais Volkswagen e MAN, também está disponível para o mercado de exportação. Exemplo disso são os primeiros caminhões VW Worker 17.250 Compactor, específicos para coleta seletiva urbana, que acabam de ser adquiridos pela empresa peruana Relima Ambiental S.A. São oito unidades, nas configurações 4x2 e 6x2, que vão operar nos distritos de Lima Metropolitana, San Isidro e Miraflores.

Os veículos são munidos de compactadores de resíduos e trabalharão em condições severas, em sua maioria nos horários noturnos, e podem chegar a jornadas de 14 a 18 horas diárias. Os caminhões se juntarão a frota da Relima, que já soma 136 unidades Volkswagen, atuando no transporte de resíduos até aterros, abastecimento a partir de tanques de água, coleta de lixo, transporte de equipamentos e de funcionários. 
 
Os modelos da família Compactor contam com as principais configurações solicitadas pelos clientes como opção para tomada de força Repto, teclas cegas para acionamento dos equipamentos, entre outras. Para garantir a robustez que a operação exige, devido a sua severidade, itens como compressores de maior capacidade, freios de maior dimensão, suspensões recalibradas e manetim para partida em rampa também fazem parte dos modelos. 
 
 
Linha vocacional

Os veículos da linha vocacional Volkswagen foram especialmente desenvolvidos para as mais variadas aplicações. São diversos produtos divididos em quatro linhas: Distributor, para distribuição de bebidas; Constructor, para a construção civil; Compactor, voltado ao segmento de coleta de lixo; Canavieiro, para o setor sucroalcooleiro, além dos modelos específicos para o transporte logístico e de valores. Todos contemplam itens solicitados por clientes e indispensáveis para oferecer um excelente desempenho a esses segmentos.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

ESTRATÉGIA GLOBAL DA FORD CONCENTRA ESFORÇOS NA REDUÇÃO DE RESÍDUOS



Incentivar os funcionários, em todas as suas instalações, a desempenhar um papel ativo na redução de resíduos, uma melhor reciclagem, além de trabalhar com fornecedores globais que utilizem embalagens “amigas do meio ambiente”, são os objetivos do novo plano quinquenal da Ford, em busca de maior qualidade de vida nas regiões onde a companhia atua.

“Reduzir o desperdício é muito importante na estratégia da empresa para a construção de um sistema de manufatura de classe mundial”, disse John Fleming, vice-presidente executivo de Manufatura Global e Relações do Trabalho da Ford Motor Company.


O lema é – Reduzir, reutilizar e reciclar, operação que também pode trazer benefícios financeiros. Em 2012, a Ford teve 225 milhões de dólares em receita através da reciclagem de 568 mil toneladas de sucata só nos Estados Unidos e Canadá. Trata-se de um compromisso da empresa que se aplica de forma abrangente desde os locais de produção de veículos até os pontos de venda.


A nova estratégia também se baseia no sucesso obtido pela Ford entre 2007 e 2011, quando a quantidade de resíduos enviados para aterro, por veículo, caiu de 17,19 para 10,29 quilos - uma redução de 40 por cento. A logística das reduções foi realizada através do lançamento de novas iniciativas e programas, como a reciclagem de resíduos de tintas em instalações na Austrália, Tailândia, Índia e Espanha.


A tolerância zero para resíduos nas instalações, a nível global, é um compromisso da Ford com a redução do impacto ambiental. Para isso, o programa pretende reduzir emissões de gases em 30%, por veículo produzido, até 2015. Em relação ao consumo de água a meta, também, é uma redução de 30%, até 2015. E, finalmente, o consumo de energia deverá cair 25% em média, por veículo, globalmente, até 2016.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

PROJETO DE GESTÃO SE RESÍDUOS DA FIAT CONQUISTA PRÊMIO FURNAS OURO AZUL



A Fiat Automóveis conquistou o primeiro lugar do Prêmio Furnas Ouro Azul, na categoria Empresa Privada, com o projeto “Nova visão de resíduos – aterro zero”. O concurso, que já soma 11 edições, é realizado pelo grupo Diários Associados em parceria com a Eletrobras Furnas. “É o reconhecimento do nosso compromisso com a inovação e com a busca contínua da prevenção dos impactos ambientais e do uso racional dos recursos naturais”, afirma o gerente de Meio Ambiente, Saúde e Segurança do Trabalho da Fiat/Chrysler para a América Latina, Cristiano Felix.

Na unidade da Fiat Automóveis, em Betim (MG), a gestão dos resíduos é realizada na Ilha Ecológica. No espaço de 20 mil metros quadrados, o desafio é incluir todo o material recebido na rota do reaproveitamento e da reciclagem. Meta que é cumprida pela empresa desde 2011, com o projeto “Aterro Zero”. “Adotamos como prática não enviar nenhum tipo de resíduo para os aterros licenciados. Mais uma vez saímos na frente e somos a primeira fábrica de automóveis leves e de passeio do País a conquistar esse índice”, completa Cristiano Felix.

Para alcançar o índice de 100% de reciclagem e reaproveitamento, os materiais anteriormente enviados para os aterros foram alvo de pesquisas e estudos, na busca por novas destinações. Um exemplo foi o papel liner, comum em rótulos e etiquetas. Como verdadeiros detetives, a equipe identificou uma empresa em Pernambuco que desenvolveu uma técnica inovadora de reciclagem desse tipo de papel. “Em vez de seguir para o aterro, retorna ao processo produtivo, dando origem a novos produtos”, conta o gerente. E se a tecnologia não é encontrada, o jeito é criar. Na Ilha Ecológica, está em funcionamento desde 1998 um sistema pioneiro no País de reciclagem do isopor, que é processado e transformado em matéria-prima para a produção de diversos materiais e utensílios, como vasilhames, solas para calçados, corpo de caneta e embalagens.

Paralelo às ações na Ilha Ecológica, importantes iniciativas são realizadas com os funcionários para reduzir a geração de resíduos e ampliar a coleta seletiva. “A conscientização e a mobilização dos empregados são a base de nosso trabalho”, destaca Cristiano Felix. Em 2012, o projeto Aterro Zero também foi vencedor do 8º Prêmio Brasil Ação Ambiental, realizado pela Câmara de Comércio Americana.