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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Coluna do Fernando Calmon - Fascínio da mobilidade

Alta Roda nº 1005/355 – 09/08/2018
Fernando Calmon
Discutir o futuro nunca foi tão fascinante como nos tempos atuais. E a indústria automobilística faz parte ao ter sob sua responsabilidade produzir os meios de mobilidade terrestre. Tudo passa por longas discussões e apostas cautelosas ou até radicais. O 26º Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea), organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), semana passada em São Paulo, destacou muitas facetas e soluções. 


Sobre carro elétrico, espera-se um grande fosso entre o que pode acontecer no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul. O Brasil e países de renda média e baixa terão enormes dificuldades para avançar. Aqui, a frota de elétricos a bateria é estimada em cerca de 300 unidades. Em 2016, a China emplacou 350.000 elétricos e híbridos ou 1,4% das vendas totais de 25 milhões de unidades. Já na Noruega os 25.000 elétricos e híbridos comercializados representaram 25% do total. Na Alemanha, França e Japão os alternativos atingiram 1% das vendas. Portanto, não existe ainda cenário claro. Mesmo países ricos deverão eletrificar-se em ritmo heterogêneo. 

No entanto, motores a combustão interna ainda receberão várias melhorias em especial com ajuda de assistência elétrica. E também poderão atuar apenas como gerador para carregar baterias mais baratas e aumentar a autonomia. O potencial dessas aplicações mistas é bem razoável, sem contar novos ciclos de combustão (Mazda) ou motores com taxa de compressão variável (Nissan). 

Luciano Driemeier, da Ford, chamou a atenção para o caminho dos veículos autônomos. Ao mesmo tempo em que as pessoas se estressarão menos e usarão melhor o seu tempo em deslocamentos, em países como o nosso as preocupações decorrentes da violência urbana devem ser levadas em conta. Também fazem parte das incertezas as mudanças de legislação e os dilemas éticos em caso de acidentes (matar ou morrer?). Porém, a tecnologia avançará tanto que, tudo indica, nunca se chegaria a uma situação na qual a colisão é a única opção. Em teoria, possível. 

O engenheiro admite que custos muito altos ainda precisam baixar, sem contar investimentos em infraestrutura e os de interação total veículo-veículo, além destes com as vias. Deu exemplo do Lidar, espécie de radar que usa raios laser para detecção e distância com altíssima precisão. No início custava US$ 70.000. Em 2016 já havia abaixado para US$ 250 e pode chegar a apenas US$ 90, além da rápida miniaturização. 

Especificamente sobre carros autônomos no Brasil, ele traça um primeiro cenário otimista de cinco anos para as primeiras aplicações práticas. Mas não descarta que esse prazo se estenda por até 20 anos. “As pessoas estão abertas para a ideia de possuir um produto autônomo. Aqui até acima da média mundial, à frente de países que receberão a tecnologia primeiro”, acrescentou. 

Na opinião desta Coluna, só após se saber o preço efetivo do “carro à prova de acidente”, algo ainda meio escondido pela indústria, poderiam-se fazer previsões mais acuradas de aceitação no mercado. 

Leimar Mafort, da Bosch, acredita na alta redundância de sistemas e assim se conseguiriam evitar falhas. Desastres envolvendo veículos que dispensam o motorista tenderiam a zero. 

ALTA RODA 

VENDAS no mercado interno voltaram, no mês passado, ao mesmo bom ritmo de antes da greve dos caminhoneiros: em torno de 10.000 unidades/dia. No acumulado do ano estão 15% superiores a 2017. Estoque total em julho diminuiu para 34 dias contra 36 em junho. Forte queda de exportações para Argentina e México fez produção recuar 4% no mês, mas se mantém 13% acima no ano. 

ANFAVEA espera resultados bons este mês na comercialização interna. Mas como o segundo semestre do ano passado foi de recuperação muito forte, trará efeitos estatísticos nos números comparativos de 2018. A entidade mantém sua previsão do início do ano de crescer 11,7% para 2,5 milhões de unidades. Recorde anual é de 2012: 3,8 milhões de veículos. 

GOLF GTI é caro, mas deixa o motorista apreciador do prazer de dirigir realmente sem palavras. Muito difícil achar pontos fracos, apesar de puristas preferirem o inexistente, no Brasil, câmbio manual. Conjunto transborda alto desempenho e sensações sonoras e de solidez, sem deixar de lado conforto e itens de segurança. Pena que hatches médios, como este, estejam em declínio. 

FALECIMENTO aos 66 anos de Sergio Marchionne, presidente da FCA, não foi o primeiro de um alto executivo da indústria automobilística em atuação. Heinrich Nordhoff, que construiu a Volkswagen a partir de ruínas da II Guerra Mundial, comandou a empresa de 1948 a 1968. Faleceu pouco meses antes de se aposentar, com sucessor já escolhido, aos 69 anos. 

PROJETO em tramitação no Congresso Nacional cria carteira de habilitação específica para quem utiliza apenas veículos com câmbio automático. O interessado não poderia dirigir com câmbio manual. Há temor de formar maus motoristas, porém isso depende mais de bom treinamento e disciplina. Observar regras de trânsito independe do tipo de câmbio usado. 

PERFIL

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Viagem ao futuro

Alta Roda nº 959/309 30– 21 023– 0oda nº852/0911508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
Ausência de dez marcas no maior salão de automóveis do mundo, o de Frankfurt, na Alemanha, aberto até o próximo dia 24, levou ao debate se esse tipo de exposição estaria em crise. Há exagero nessa suposição. Maioria das desistentes nada tinha a mostrar ou sua presença é fraca no mercado alemão. Claro que organizadores de exposições precisam reagir, mas os salões ainda atraem multidões, despertam sonhos e indicam tendências. 


Daqui para frente alternativas de mobilidade, conectividade e novas tecnologias responsáveis por mudanças disruptivas no modo como os veículos são dirigidos e tipo de propulsão, tendem a deixar visitantes ainda mais interessados sobre o futuro. Eles se dividem entre o Bugatti Chiron W-16, que exibe num telão ser capaz de acelerar de zero a 400 km/h e parar em pouco menos de 42 segundos, e o minúsculo smart Fortwo que terá apenas propulsão elétrica ao fim desta década. 

Sem esquecer de híbridos, como o supercarro esporte Project One apresentado pela Mercedes-Benz. Motor a gasolina vem da F-1 e a potência combinada com quatro elétricos supera 1.000 cv. Apenas 275 unidades serão produzidas ao preço estimado, na Europa, de € 2,275 milhões (R$ 8,5 milhões). Para contrastar, a marca alemã exibiu ao seu lado o EQA, visão de um futuro Classe A elétrico. 

Audi, por sua vez, embalada pelo novo A8, primeiro modelo no mundo homologado no nível 3 de automação (motorista não precisa tocar em pedais e volante até 65 km/h), apresentou dois automóveis conceituais. O Elaine tem nível 4 e mantém os comandos apenas para situações específicas, enquanto o Aicon se enquadra no nível 5 de autonomia absoluta, sem pedais e volante. Ambos são muito elegantes, sem rompantes estilísticos. 

BMW indicou como será o seu futuro elétrico i5, sedã-cupê grande de quatro portas, ainda sem todas as definições de desenho. Outros dois cupês demonstram que os carros convencionais estarão presentes ainda por bom tempo. Tanto Z4 quanto Série 8 enchem os olhos pelo equilíbrio de linhas. 

Em atitude de virar a página do triste episódio dos motores diesel fora dos limites de emissões, revelado na edição anterior do Salão de Frankfurt (2015), a Volkswagen continuou a defender suas soluções movidas a bateria. Mostrou versões evoluídas do monovolume Sedric e do crossover I.D. Crozz II, este bem mais próximo da versão definitiva. A empresa pretende lançar 30 modelos elétricos e eletrificados até 2025 na maior guinada técnica de sua história. 

Modelos de mecânica tradicional também eletrizam a audiência. Caso do inteiramente novo Ferrari Portofino, conversível de teto retrátil rígido sucessor do California T e motor V8 de 600 cv. Bentley Continental GT também estreia nova geração, de estilo ainda mais apurado e motor W12 de 635 cv. A Porsche destaca a terceira geração do “utilitário” esporte Cayenne responsável pela febre de SUV irradiada entre concorrentes diretos e indiretos. SUV Jaguar E-Pace é um dos estreantes no Salão. 

Dacia Duster surgiu em nova geração que vai inspirar o Renault homônimo produzido no Paraná, dentro de dois anos, com as devidas adequações ao mercado brasileiro. Já o Citroën C3 Aircross impressionou bem por ser um todo novo SUV compacto de linhas modernas e equilibradas, mas sem previsão de produção aqui. 

RODA VIVA

TOYOTA confirmará na próxima semana expansão de modelos produzidos no Brasil. Depois de muitas negativas anunciará oficialmente o Yaris (hatch) e Vios (sedã) que estarão à venda no segundo trimestre de 2018 na concorrida faixa dos compactos entre R$ 50.000 e R$ 75.000. Não utilizarão, porém, a plataforma TNGA que estreia no novo Corolla apenas em 2019. 

SIMPÓSIO Internacional de Engenharia Automotiva (Simea), em sua 25ª edição semana passada em São Paulo, focou na necessidade de o Brasil se inserir na rota tecnológica mundial de veículos híbridos e, em etapa mais distante, elétricos. Equação bem difícil de resolver pois tudo é muito caro. Voltou à baila a pilha a hidrogênio (energia elétrica a partir de etanol). 

AUDI TT RS tem desempenho muito forte com o motor 5-cilindros (único a gasolina em produção atualmente no mundo), 2,5 litros turbo, 400 cv e tração 4x4. Em autoestradas alemãs encarou modelos mais potentes por ser menor e mais leve. Vai de 0 a 100 km/h em 3,6 s, apenas um décimo de segundo a mais do que, por exemplo, o Ferrari Portofino de potência 50% superior. 

RECURSOS de segurança como seis airbags, ESC (controle de trajetória), faróis e luzes diurnas de LED estão na atualização de meia geração do Fit 2018. Para-choques maiores (2 cm na frente 8 cm atrás) vão além da função estética, pois protegem melhor a carroceria em pequenas colisões. De R$ 58.700,00 a R$ 80.900. Aumento foi inferior aos itens agregados. 

MARCAS japonesas continuam a desenvolver motores de ciclo otto de alta tecnologia, independentemente dos elétricos. Em 2016 a Infiniti (divisão de luxo da Nissan) e agora a Toyota apostam em taxas de compressão variáveis. É recurso ideal para motores flex. Mazda avançou mais com redução de 30% no consumo de gasolina ao adotar ciclo misto (otto e diesel). 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pasquotto é presidente de honra do SIMEA 2017

A comissão organizadora, presidida por Marcelo Massarani (Poli/USP), indicou Luis Pasquotto como presidente de honra do XXV Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva – SIMEA 2017, a ser promovido pela AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva nos dias 12 e 13 de setembro, em São Paulo. Vice-presidente da Cummins Inc. e presidente da Cummins Brasil, Pasquotto vai contribuir com uma das mais importantes edições do evento que neste ano traz o tema “As Inovações da Indústria Automotiva para a Sociedade”.

Engenheiro mecânico aeronáutico pelo ITA, com especialização em Finanças pela FGV, Pós Graduação em Administração de Negócios pelo INPG e MBA em Marketing Empreendedor pela ESPM-ITA, Luis Pasquotto é também vice-presidente da Câmara Americana do Comércio (Amcham Brasil) e membro do Board liderando o Comitê de R, além de membro do Board Executivo do Sindipeças e do Conselho do Grupo +Unidos (Grupo de Responsabilidade Social englobando mais de 100 empresas de origem Americana operando no Brasil).

Considerado pelo setor como o principal palco de exibição tecnológica, fórum de negócios e o melhor ambiente de relacionamento e conhecimento para toda a cadeia automotiva, o SIMEA tem como principal objetivo a busca e apresentação de estratégias, soluções, técnicas e inovações para a mobilidade.

Palestras, painéis de debates, mesa redonda, sessões técnicas, talk shows, business time, mostra e exposição tecnológica compõem a programação desta mostra tecnológica que reúne anualmente engenheiros e especialistas do setor, representantes do governo, universidades, lideranças empresariais e formadores de opinião ligados à engenharia da mobilidade..

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

SIMEA 2017 define tema e coordenadoria

Os painéis “Novas políticas industriais para o setor” e “O veículo das próximas gerações”, aliados com as palestras “Utilização da tecnologia na mobilidade” e “O futuro da mobilidade urbana”, além de 60 trabalhos técnicos, compõem a 25ª edição do SIMEA 2017 – Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, nos dias 12 e 13 de setembro, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo. Maior simpósio técnico do setor automotivo nacional é realizado pela AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva.

O evento, que tradicionalmente recebe cerca de 1.200 executivos e profissionais da cadeia automotiva brasileira e internacional, nos dois dias, terá a coordenação do professor Marcelo Massarani, da Poli/USP e diretor de Academia da AEA. A vice-coordenadoria do simpósio está a cargo do engenheiro Gustavo Noronha, da Toyota do Brasil.

“Definimos por um tema bastante abrangente, com foco para os benefícios à sociedade, porque o produto autoveículo passa por momentos cruciais tanto do ponto de vista mercadológico como de aceitação por parte dos novos consumidores, enquanto a indústria automotiva procura incessantemente por soluções tecnológicas e contribuição efetiva na mobilidade urbana”, argumenta Massarani.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda - Consumo continuará a baixar

Alta Roda nº 903/25330– 083– 0oda nº852/0908– 2oda nº851/2016
Fernando Calmon
Os dois maiores emissores do planeta de gases de efeito estufa – basicamente CO2, mas também outros – finalmente chegaram a um acordo para homologar a meta de redução estabelecida na última conferência mundial sobre mudanças climáticas. Estados Unidos e China aproveitaram a recente reunião do G20 (grupo de países que representa 90% do PIB mundial) e se comprometeram a baixar o consumo de combustíveis fósseis. No caso de veículos, gasolina e diesel deverão ceder espaço a biocombustíveis e eletrificação de forma híbrida ou total. 

Esse é um tema muito complexo. As propostas envolvem comunidades científicas, governos e indústria automobilística mundial pois abrangem diferenças culturais e realidades econômicas totalmente diversas. Até a conscientização ambiental varia em um mesmo país, como nos EUA, ou no conjunto dos países europeus. Japão está mais engajado do que a China e dentro da América do Sul o Brasil lidera com o programa de biocombustíveis (etanol e, secundariamente, biodiesel). 

O 24º Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea), nos dias 5 e 6 de setembro, organizado pela AEA (Associação Brasileira de Engenharia Automotiva) em São Paulo, teve como mote a eficiência energética e os impactos da evolução tecnológica para controle dos gases de efeito estufa. 

Foram mais de 60 trabalhos técnicos, além de dois painéis de debates e cinco palestras de especialistas. Ricardo Abreu, presidente do Simea, desenvolveu análise mais abrangente. Para ele não basta considerar apenas CO2. É preciso verificar o ciclo de vida de produção dos combustíveis, da origem ao descarte final via emissões no escapamento. 

Desse ponto de vista, um biocombustível, como etanol de cana-de-açúcar, leva grande vantagem sobre os de origem fóssil. Em mistura com gasolina pode aumentar bastante sua octanagem e, por isso, nos EUA se estuda adição de 30% (hoje, no Brasil, 27%) e até 40%. Com teores tão elevados, Abreu vislumbra oportunidades para um motor global flex em que cada país decidiria entre o mínimo de 10% e o máximo de 100% de etanol, a depender do custo de produção. 

Para a Coluna, existe potencial da engenharia brasileira por estudar motores flex há mais de 30 anos. Coincidentemente, a Nissan acaba de anunciar no Japão um motor de taxa de compressão variável a ser exibido, no final do mês, no Salão do Automóvel de Paris. Para um motor flex é o ideal, embora ainda não se saibam os objetivos da marca japonesa nem o preço desse recurso, basicamente mecânico, em cenário tecnológico dominado pela eletrônica. 

Havia expectativa de que Margarete Gandini, diretora do Departamento de Indústrias de Transporte do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), pudesse abrir alguma luz sobre eventual continuidade do programa Inovar-Auto previsto para terminar no final de 2017. Isso não ocorreu. 

Nos bastidores comentou-se que não haveria propriamente nova “política” industrial para o setor, mas um sistema de metas de longo prazo – 10 anos – para eficiência energética. Talvez a taxação do IPI sobre cilindrada e tipo de motor fosse substituída por algo como kJ/km, gCO2/km ou a expressão mais simples de km/l à qual o consumidor está habituado. 

RODA VIVA

SITUAÇÃO do mercado está longe de uma verdadeira virada, mas se pode dizer que parou de piorar e as quedas tendem a ser menos pronunciadas do que se imaginava. Depois de conhecidos os números de vendas de agosto, a Fenabrave aponta para redução de 16% do ano completo de 2016 em relação a 2015. Essas previsões já foram piores, de até 25% de queda. 

ANFAVEA ainda não mudou sua previsão de menos 19% nas vendas sobre os 12 meses do ano passado. Mas as curvas, por ora, apontam para menos 15%. Os estoques totais se reduziram de 36 dias para 34 dias. No entanto isso se deve, na maior parte, pela paralisação total das três fábricas da VW por falta de peças de um fornecedor que provocou um litígio comercial. 

MOTOR de 3 cilindros de 1,2 L do Citroën C3 confirma os bons resultados de consumo de combustível. Consegue índices até um pouco melhores do que o indicado no Programa Brasileiro de Etiquetagem. Em estrada é fácil chegar a 17 km/l com gasolina. Desempenho é próximo ao de 1,45 L da mesma marca, porém algo mais ruidoso do que os melhores motores de 3-cilindros. 

DEPARTAMENTO de Segurança Viária dos EUA autorizou os fabricantes a usar, além da carta registrada, qualquer meio digital para incrementar o índice de atendimento a recalls. Valem até redes sociais para aumentar o comparecimento às concessionárias. Lá o índice é de até 75% ou 51 milhões de veículos afetados (em 2015). Aqui, nem chega a 45% e fica por isso mesmo. 

PNEUS considerados “verdes”, com uso de sílica no lugar de negro de fumo para diminuir atrito de rolamento e por consequência consumo de combustível, avançam para alcançar 100% da produção. Bridgestone já tem a nova linha Ecopia de “verdes” em vários modelos brasileiros. Na sua outra marca, Firestone, de pneus mais acessíveis, a sílica também avança, porém de forma mais lenta. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Fernando Calmon - Alta Roda - União e força

Alta Roda nº852/202– 03/0908– 2oda nº851/2015

Fernando Calmon
Roberto Scaringella, engenheiro civil e jornalista, falecido em 2013, fundador da Companhia de Engenharia de Tráfego da cidade de São Paulo, ex-presidente do Contran e conhecido por sua dedicação aos temas de segurança de trânsito, cunhou a frase: “Justiça social não se confunde com a necessidade de Inspeção Técnica Veicular (ITV).” Ele se referia aos sucessivos adiamentos da ITV em razão de muitos acharem injusto tirar de circulação veículos velhos, na realidade malconservados. Seus donos não têm dinheiro para fazer manutenção, evitar acidentes e diminuir a poluição, mas elegem políticos. 


Em 2015 completam-se 18 anos que o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabeleceu a abrangência nacional da inspeção. No 23º Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (Simea), realizado no fim do mês passado em São Paulo, nada menos de 20 entidades pela primeira vez assinaram uma carta aberta, entregue ao representante do Ministério das Cidades, Aílton Brasiliense, sobre a urgente implantação, por todos os Estados, da ITV. Será que a maioridade do CTB agora será respeitada em meio à crise econômica e política? 

O Simea, organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, com mais de 1.200 participantes ao longo de dois dias, foi muito mais que isso. O escopo desta edição, Tecnologia e Conectividade Melhorando a Mobilidade, atraiu cerca de 60 trabalhos técnicos. 

Uma das apresentações mais interessantes foi da Ericsson com seu projeto de tráfego conectado em nuvem. Trata-se de plataforma de internet das coisas para compartilhar anonimamente as condições de trânsito em tempo real entre veículos conectados e administradores de circulação em ruas e estradas, sem desrespeitar a privacidade das pessoas. Para a Microsoft, o telefone celular é o novo painel do automóvel, capaz de informar, controlar e até assumir comandos antes exclusivos dos motoristas. 

No Brasil, rodovias pedagiadas também vão implantar novas tecnologias para chegar ao ideal de o sistema cobrar por trecho percorrido. No futuro, ainda um pouco distante, as cabines de cobrança poderão ser substituídas por cortinas de raios laser que ajudarão na identificação de cada veículo e o uso que fez da estrada. Afinal, espera-se que um dia o carro seja usado mais “a passeio” em viagens e menos nos deslocamentos urbanos. 

Pensando mais no presente, três empresas de autopeças apresentaram no Simea um novo sistema universal de partida a frio para motores flex quando usam etanol. Iniciativa da Mahle, criadora do inovador módulo de pré-aquecimento, contou com laboratórios da Continental para testes e gerenciamento eletrônico. Como é mais eficiente que os dispositivos atuais em termos de consumo de energia da bateria, emissões e economia de combustível, surgiu a ideia de incluir novo catalisador de custo menor e para tanto a Umicore participou. 

Projeto idealizado por engenheiros brasileiros, que dividiram conhecimentos sem visar à vinculação entre as três empresas e a preço bastante competitivo, será oferecido a qualquer fabricante de motor com os atuais equipamentos de injeção indireta de etanol/gasolina (mais de 90% dos modelos à venda, hoje). União fez a força.

RODA VIVA

CONFIRMADO fim de produção do Celta (antecipado aqui), restam ainda em linha dois “veteranos de guerra”: Chevrolet Classic (praticamente igual desde 1995) e Fiat Palio Fire (de 2006). Aquele sem data de aposentadoria e este deve parar em 2016 com a estreia do segundo subcompacto da Fiat. Primeiro deste segmento foi o 147, depois o Ford Ka original e agora VW Up!.

GENERAL MOTORS, em plano mundial, diversifica além dos motores de 3 cilindros de 1 a 1,5 L (aspirado e turbo). No seminário sobre inovações atuais e futuras em junho último, em Detroit, mostrou câmbios manuais de cinco, seis e sete marchas e três tipos de automáticos: CVT, DCT (dupla embreagem) e convencionais (epicíclico) de seis, oito e, em breve, dez marchas. 

HYUNDAI IX35 recebeu mudanças de meia geração, basicamente em faróis e lanternas. SUV médio-compacto produzido em Anápolis (GO) agora tem três versões, cujos preços vão de R$ 99.990 a R$ 122.990, o que dá flexibilidade de escolha. Previsão de vendas: 1.800 unidades/mês. Suspensões ficaram mais macias e confortáveis, mas seu curso poderia ser um pouco maior. 

TERMINOU, depois de três anos e meio, a disputa na Justiça internacional entre Suzuki e Grupo VW. Marca japonesa queria recomprar dos alemães o lote de ações vendidas (19,9% do seu capital) em 2009 porque o acordo de transferências mútuas de tecnologias não funcionou a contento. Tribunal deu ganhou de causa à Suzuki. 

APROVADA na Câmara dos Deputados, mas ainda dependendo do Senado, obrigatoriedade de uso de faróis durante o dia nas estradas. Há dúvidas sobre a exigência em países tropicais. Os Estados Unidos, com a maior frota de veículos do mundo e depois de longos estudos, recusaram a proposta. Bom mesmo são luzes de uso diurno (LEDs) que não se confundem com faróis comuns.


PERFIL

Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                                                                                                                            

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Cledorvino Belini será o presidente de honra do SIMEA 2015

O presidente da comissão organizadora do XXIII Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva – SIMEA, Marcos Clemente, anunciou esta semana que o presidente do Gruo FCA para a América Latina, Cledorvino Belini, 66, aceitou ser o presidente de honra do evento, que acontece nos dias 25 e 26 de agosto próximo no WTC Events Center, em São Paulo.

Cledorvino Belini assumiu a presidência do Grupo Fiat em 2005. Entre março de 2010 e abril de 2013, ele também acumulou o cargo de presidente da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. Em 2011, ele assumiu também as operações da Fiat Chrysler na América Latina.

O simpósio, organizado e promovido pela AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, traz este ano o temário “Tecnologia e conectividade melhorando a mobilidade”, com três painéis – “Interação e conectividade do veículo visando a segurança”, “Facilitadores da mobilidade (Infotainment)” e “Choque de realidade – o que se espera do veículo como produto” -, além de quatro sessões de keynote speakers, 60 trabalhos técnicos e a mostra de tecnologia, em parceria com a Automaker, responsável pelo Automotive Testing Show and Expo.


Em fase conclusiva do programa oficial do evento, o SIMEA – nos três painéis – terá onze palestrantes nacionais e internacionais. A abertura oficial será conduzida pelo chairman, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab e contará com a presença já confirmada do presidente da ANFAVEA, Luiz Moan, e do conselheiro do Sindipeças, Sérgio Pin.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Mecânica Online - Tarcísio Dias - Tração integral na segurança

O que modelos como o Ford Edge, Volkswagen CC V6, Novo Fusion, Novo EcoSport 4WD, Audi A8, entre outros têm em comum? A opção de utilização da tração integral. Um item que se torna cada vez mais comum aos veículos à venda no Brasil, que anteriormente era mais direcionado aos modelos off-road.Atualmente já é possível encontrar hatches e sedãs com esse importante item como equipamento de série. Com a função de controlar o torque e distribuí-lo na dose e no momento certos para cada uma das rodas, evitando que elas patinem.
Basicamente temos duas opções de tração integral:

A temporária – Só entra em ação quando as situações de terrenos e pavimentação exigirem e é ligada por meio de alavanca ou botão diretamente no painel do veículo;

Já a permanente, conforme sua própria definição está acionada por todo o tempo, com os dois eixos sempre tracionando o veículo.

A distribuição desigual do torque é feita pelo diferencial central ou por um sistema de acoplamento viscoso que permita deslizamento relativo, na qual a pressão gerada por uma das rodas girando em falso o aciona.Os veículos com tração integral possuem um diferencial por eixo e alguns têm o diferencial central. Eles são responsáveis por distribuir o torque entre as rodas de cada eixo.

No caso do sistema de tração integral 4MOTION, utilizada no Volkswagen CC V6, normalmente, o eixo dianteiro é responsável pela maior parte da tração, com o traseiro recebendo apenas 10% da força propulsiva. Isto economiza combustível. O eixo traseiro só entra em ação, passo a passo, quando necessário, dependendo da situação enfrentada. O acionamento é feito por uma embreagem eletro hidráulica intermediária. A vantagem do controle ser eletrônico é que não há necessidade de haver diferença de velocidade entre os eixos para ativar a embreagem, já que a pressão é aplicada por uma bomba elétrica.

Na Audi temos a tecnologia quatro, que significa tração permanente nas quatro rodas, distribuindo a força motriz entre a frente e a traseira do veículo. Se as rodas em um dos eixos perderem a aderência e ameaçarem girar, o torque é redirecionado no diferencial central para o outro eixo, de forma automática e contínua. A tecnologia quattro leva em consideração a influência da velocidade das rodas e aceleração para frente e lateral. O Audi 80 foi o modelo que adotou pela primeira vez o sistema de tração quatro. O resultado: melhor aceleração, maior estabilidade lateral, tração melhorada, mais segurança e até mais prazer em dirigir.

MECÂNICA ONLINE

Yamaha de 150 cc – Até o final desse mês de agosto, a Yamaha arranca para mais um importante lançamento: a sua primeira motocicleta de 150 cilindradas no Brasil. O novo modelo, que será produzido na fábrica de Manaus (AM), tem projeto desenvolvido em parceria pelas engenharias do Japão e do Brasil, especialmente para o mercado brasileiro. Com design arrojado e robusto, motor Blueflex de quatro tempos SOHC, partida elétrica, injeção eletrônica (com mapeamento), câmbio de 5 velocidades e outras novidades.

Start-stop – A Bosch comemora a marca de 10 milhões de motores de partida start-stop produzidos em sua fábrica em Hildesheim, na Alemanha. Desde o início da produção em série, em 2007, a Bosch tem recebido cada vez mais pedidos desse sistema que auxilia na economia de combustível e na redução de emissões. No Novo Ciclo Europeu de Condução (New European Driving Cycle - NEDC), a tecnologia start-stop reduz o consumo de combustível e, consequentemente, as emissões de CO², em até 5%. Especificamente quando considerado o percurso urbano da NEDC, as reduções são de até 8%.

SIMEA 2013 - A 21ª edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva - SIMEA 2013 -, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), a ser realizada nos dias 22 e 23 de agosto, no WTC São Paulo Events Center, em São Paulo (SP), será um grande palco de debates sobre o Inovar-Auto e de exibição tecnológica. Além de contar com o tema principal “Inovação e Competitividade no Novo Regime Automotivo”, extremamente atualizado, o 21º SIMEA terá a parceria da Automaker Media Group, empresa de eventos, que realiza a exposição e o ciclo de palestra “Testing Show”.


PERFIL

Tarcisio Dias – Profissional e Técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecatrônico e Radialista, é gerente de conteúdo do Portal Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) e desenvolve a Coleção AutoMecânica.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Inovar-Auto é tema central do SIMEA 2013


A 21ª edição do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva - SIMEA 2013 -, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), a ser realizada nos dias 22 e 23 de agosto, no WTC São Paulo Events Center, em São Paulo (SP), será um grande palco de debates sobre o Inovar-Auto e de exibição tecnológica. Além de contar com o tema principal “Inovação e Competitividade no Novo Regime Automotivo”, extremamente atualizado, o 21º SIMEA terá a parceria da Automaker Media Group, empresa de eventos, que realiza a exposição e o ciclo de palestra “Testing Show”.

“Com o Inovar-Auto, o mais completo programa governamental de incentivo tecnológico à indústria automobilística nacional, a engenharia automotiva brasileira vai experimentar, ao longo dos próximos cinco anos, o seu maior desafio. E nosso objetivo é reunir, buscar e apresentar estratégias, soluções técnicas e inovações para a mobilidade”, afirma Henry Joseph Jr., da Volkswagen e presidente da comissão organizadora da AEA.

Reconhecido como o mais importante fórum de debates e articulação entre engenheiros, técnicos, profissionais do setor, representantes do governo, universidades, lideranças empresariais e formadores de opinião ligados à engenharia automobilística, o SIMEA 2013 será promovido em dois dias de intensos trabalhos de conteúdo e conhecimento aos mais de 1.200 participantes esperados, além da principal mostra tecnológica para visitantes e convidados.Em sua programação, destaque para as 60 sessões técnicas, aprovadas pela comissão organizadora do SIMEA, a serem apresentadas nos dois dias de evento. Os trabalhos inscritos serão apresentados com temas variados, nas categorias de Combustíveis, Biocombustíveis e Lubrificantes e Aditivos; Emissões, Inspeção Técnica Veicular;. Ensaios e Simulações (Confiabilidade, Simulações, Fadiga); Materiais e Reciclagem; Motores e transmissões; Manufatura e Processos (Processos, Produção, Qualidade); Projeto e Tecnologia do Veículo (Chassis e Carroceria, Conforto/NVH, Design e Ergonomia, Eletroeletrônica, Gestão de Projetos, Suspensão e Pneus, Telemática) e Segurança Veicular.

Para o primeiro dia de evento, a AEA também preparou o Painel 1 “Recursos Disponíveis para oDesenvolvimento Tecnológico Automotivo”, com a participação dos principais executivos do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Robert Bosch e General Motors.

Outros dois painéis - “Setor Automotivo no Plano Brasil Maior” e “Políticas Governamentais de Apoio a Inovação Tecnológica” - serão realizados na sexta-feira, dia 23 de agosto.Nos três painéis e nas cerimônias de abertura e de encerramento, os organizadores do SIMEA 2013 conseguiram confirmar ministros de Estado, secretários, presidentes de agências reguladoras, presidentes de entidades de classe e das empresas da cadeia automotiva, todos envolvidos diretamente com o programa Inovar-Auto, a começar pelo ministro Marco Antonio Raupp (MCTI), ministro Fernando Pimentel (MDIC), Marcio Holland (secretário de Política Econômica do MF), Dyogo Henrique de Oliveira (secretário executivo do MF), Nelson Akio Fujimoto (secretário  de Inovação, do MDIC) e Heloisa Menezes (secretária de Desenvolvimento da Produção, do MDIC).

Participam ainda João Alziro Herz da Jornada, presidente do Inmetro e de honra do SIMEA), Antonio Megale(presidente da AEA), Luiz Moan (presidente da Anfavea), Sergio Pin (conselheiro do Sindipeças), Jorge Guimarães (presidente da CAPES – Coordenação deAperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Mauro Borges Lemos (presidente da ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), Glauco Arbix (presidente da FINEP – Agência Brasileira de Inovação), Bernardo Castro (gerente do Departamento de Indústria Pesada, do BNDES) e Besaliel Botelho,presidente da Robert Bosch.

“Será um evento muito completo, com palestras, painéis de debates, mesa redonda, sessões técnicas, mostra e exposição tecnológica, networking e muito mais. Tudo isso com temas globais, atuais e de grande interesse para a engenharia automotiva brasileira”, ressalta Joseph Jr.

Testing Show -  Grande novidade na 21ª edição do SIMEA, a exposição conjunta tem como objetivo permitir que os engenheiros e técnicos do setor automotivo tenham a oportunidade de conhecer os mais modernos equipamentos de testes e ensaios automobilísticos. “Trata-se de um evento que permite aos engenheiros e profissionais do setor uma visão atual sobre tecnologia e inovação disponíveis a nível mundial em um veículo”, diz Thomas Fone, CEO da Automaker Media Group.O Testing Show também terá o Virtual Powertrain, ou seja, apresentações previstas para os dois dias de evento que mostram simulações em softwares virtuais em NVH, dinâmica de fluxo ou qualquer outro programa relacionado àtecnologia virtual.

No SIMEA, o Testing Show ainda promoverá mais de 20 palestras de alto nível com profissionais da Áustria, Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Índia e Turquia.  Um dos nomes confirmados é o de Rainer Gotthard, vice-presidente da AVL Graz na Áustria e presidente-técnico do fórum desde 2002 na Alemanha, Índia e China.“Inovação, tecnologia e importância do aumento da P&D serão pautas centrais do Testing Show”, cujo objetivo é também, segundo Thomas Fone, “dizer ao mundo que o Brasil não é apenas um produtor de veículos, pois está se tornando rapidamente um centro de tecnologia e inovação”.

Juntos, SIMEA e Testing Show trarão um grande apoio técnico para todo o segmento automotivo, principalmente em um momento tão especial, com mudanças nas regulamentações do setor automotivo no Brasil e a nova legislação lastreada no programa Inovar-Auto.  “Apresentaremos tecnologias vitais aos fabricantes, auxiliando-os a atender às exigências do novo programa automotivo”, diz Fone.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Simea 2012 abre inscrições para artigos técnicos



A Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA) inicia a chamada de papers para o XX Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva (SIMEA 2012). A partir da próxima segunda-feira, 13 de fevereiro, as inscrições serão abertas por meio do site oficial (simea.org.br) e também no aea.org.br.

Os resumos podem ser submetidos até o dia 14 de abril. A aprovação dos resumos será comunicada no dia 7 de maio, enquanto o seu envio deverá acontecer até o dia 20 de junho. A divulgação da aprovação dos artigos acontece no dia 6 de agosto.  

Serão aceitas propostas de papers sobre todos os assuntos relacionados com a Engenharia automobilística, agrupados nos seguintes grande temas: Combustíveis, Biocombustíveis e Lubrificantes; Emissões; Ensaios e Simulações; Materiais e Reciclagem; Motores e Transmissões, Manufatura e Processos; Projeto e Tecnologia do Veículo e Segurança Veicular.

Todos os artigos serão avaliados pela Comissão Técnica e pelos participantes do evento. Os melhores trabalhos serão premiados pela AEA.

Para mais informações: eventos@aea.org.br ou pelo (11) 5908-4043.

domingo, 11 de setembro de 2011

Painel do Simea 2011 discute inovação para competitividade


Faltam apenas 12 dias para o XIX Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva -Simea 2011 – cujo tema da edição é "Competitividade na Indústria Automotiva Brasileira: o futuro é agora", organizado pela Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA). A programação do evento, que acontece nos dias 21 e 22 de setembro, no Sheraton São Paulo WTC Hotel, está imperdível.
Um dos destaques do eventos será o Painel IV – Inovação para competitividade/Política industrial do Brasil. O desenvolvimento do potencial tecnológico local, o aumento de Investimentos em P&D no Brasil, vantagens competitivas do País no contexto global, geração de patentes e a inovação como ferramenta para melhoria da eficiência nos processos de desenvolvimento e manufatura serão alguns dos assuntos abordados.
No Painel IV, Daniel R. Cohn, pesquisador senior e diretor executivo da MIT – Massachussetts Institute of Tecnology; Heloísa Menezes, secretária de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Bruno Bragazza, diretor da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI), mostram suas considerações sobre um dos temas mais prementes na indústria automotiva brasileira, a competitividade industrial. 
O encerramento do Painel em questão será complementado com um debate, ministrado pelo jornalista do Estado de Minas, Boris Feldmann.  
Com foco voltado a área automotiva, a palestra de Bruno Bragazzo abordará os desafios da indústria nas questões competitividade e inovação. “Déficit tecnológico, real supervalorizado, custo de mão de obra elevado, cadeia produtiva, processos de desindustrialização de micro e pequenas empresas que não conseguem ser competitivas no mercado serão alguns assuntos em pauta em minha apresentação”, diz o diretor.
Para ele, o Simea 2011 é um encontro de extrema importância para a engenharia automotiva.  “A AEA tem um papel fundamental em todo o contexto da indústria, pois é forte o bastante para influenciar políticas publicas, motivar discussões com outras entidades parceiras”, comenta Bragazzo.
O principal evento da indústria conta com a participação engenheiros e profissionais dosetor, representantes do governo, universidades, lideranças empresariais e formadores de opinião ligados à engenharia da mobilidade.
A inscrição do evento anual que tem como objetivo principal buscar e apresentar estratégias, soluções técnicas e inovações para a mobilidade também já pode ser realizada por meio do link www.aea.org.br/sistema/imprensasm.