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sábado, 15 de outubro de 2016

sábado, 23 de julho de 2016

Sem Quilômetros por Roberto Costa - Ciclovia não é tudo

http://tribunadoceara.uol.com.br/noticias/opiniao/roberto-costa-ciclovia-nao-e-tudo/

Por Roberto Costa
A moda das bicicletas chegou com força total trazendo diversão, saúde e, com seu apelo ecológico, inspirou muitos a troca de veículos automotores por umas boas pedaladas mas, com isto, chegaram alguns problemas e acidentes.
Para dar boas condições aos usuários das “bikes”, as autoridades de muitos municípios criaram milhares de quilômetros de ciclovias procurando oferecer mais prazer e, principalmente, mais segurança, um item por demais deixado de lado.
Tais vias específicas, em tese, deveriam ter estancado os problemas de segurança mas, na prática, a falta de atenção de ciclistas, pedestres, motoristas e motociclistas acabaram por colocar um sinal amarelo nesta prática.
Para o Código Nacional de Trânsito, a bicicleta é um veículo de propulsão humana, não é veículo automotor, mas nem por isto fica sem a obrigação de cumprir os requisitos emanados pela lei, e uma das faltas mais comuns é a utilização das ciclovias na contramão ou do lado contrário ao da mão de trânsito quando as mesmas são inexistentes, assim como trafegar sobre calçadas, passarelas e vias exclusivas para pedestres.
Mas, levando-se em conta que o leitor ciclista cumpre estas normas básicas, chego aos EPIs – Equipamentos de Proteção Individual.
O que vem a ser um EPI?
EPIs são todos os equipamentos obrigatórios ou não que um ciclista deve utilizar em seus translados: capacete, óculos ou viseira, cotoveleiras, joelheiras e roupas apropriadas preferencialmente claras e coloridas. Mas a escolha de tais equipamentos também precisa ser cuidadosa e procurar o selo do INMETRO já é um bom começo. Lembre que a utilização de um capacete de boa qualidade reduz em até 90% a possibilidade de Traumatismo Craniano em caso de queda, e não fica por aí.
Óculos ou viseira evitam que poeira ou qualquer outro corpo estranho penetrem nos olhos evitando desde uma simples perda de tempo, parando para se recuperar do desconforto, até casos extremos de perda da visão. Cotoveleiras e joelheiras precisam estar na medida certa já que apertadas impedem o perfeito funcionamento das articulações, e frouxas facilmente se deslocam ficando sem função.
Usar roupas apropriadas não quer dizer que seja algo desconfortável mas, sim, que cubra a maior parte do corpo protegendo do tempo e evitando muitos arranhões em caso de um tombo que, convenhamos, é algo bem comum entre os ciclistas. Estas roupas devem ser claras e, se possível, refletivas para boa visão dos motoristas especialmente a noite.
O Código de Trânsito também define alguns equipamentos obrigatórios em bicicletas: espelho retrovisor, campainha ou apito, refletores (olhos de gato) dianteiro, traseiro e laterais mas procure fazer a opção por uma luminária elétrica.
Depois da segurança passiva vem a ativa que consiste na forma de conduzir a bike nas vias públicas e nesta hora todo cuidado é pouco principalmente nos cruzamentos onde a maioria dos acidentes acontecem. Sinalizar que vai fazer uma conversão, manobra ou parar na via pública pode evitar choques entre as próprias bikes.
Um incidente comum é a batida na porta de um veículo que acabou de parar causado pela falta de atenção dos dois, ou seja, quem vai desembarcar que não olha o trafego em sua volta e pelo ciclista desatento. Também é necessário atenção extra nas sempre perigosas saídas de garagem.
E se você não é um atleta evite longas distâncias a serem percorridas, pois o cansaço físico é um grande causador de acidentes.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Roberto Costa: “Cuidado para que a viagem de férias não se transforme em pesadelo”

Roberto Costa: “Cuidado para que a viagem de férias não se transforme em pesadelo”

Coluna “Sem Quilômetros” tratará das novidades no mundo automotivo, com lançamentos, análises e dicas

Por Tribuna do Ceará em Opinião

9 de julho de 2016 às 06:00

Há 3 dias
Por Roberto Costa
A coluna “Sem Quilômetros” chega ao Tribuna do Ceará neste sábado (9). Aqui, conversaremos sobre as novidades no mundo automotivo, trazendo os lançamentos, análises, dicas, serviços, autopeças, tendências e feirões ligados ao setor.
Hoje trataremos sobre viagem de férias. O primeiro passo, antes de tomar qualquer decisão, é verificar se os documentos do veículo, bem como de seus motoristas, estão em ordem, visto que somente em um abordagem policial se descobre que algo não foi pago ou está vencido.
REVISÃO:
Depois é a hora de preparar o veículo, e isto começa com a verificação do estado dos pneus. Eles devem ter, no mínimo, três milímetros de sulco (biscoito) e calibragem feita conforme o manual do veículo. Aconselha-se que, ao pegar a estrada, a calibragem sempre seja feita pelo máximo informado, pois provavelmente você estará viajando com mais peso, além do risco de cair em alguma cratera e causar danos aos pneus. A calibragem deve ser feita antes da saída e sempre com os pneus frios.
FREIOS:
O primeiro indício de que pode haver algo a fazer são ruídos no momento das frenagens, além do nível do fluído (óleo) de freio muito baixo. Isso pode ser sintoma de vazamento, que certamente vai se aprofundar. Mas, apesar de estar no nível ideal, não esqueça de verificar o estado de pastilhas e lonas que, mesmo funcionando perfeitamente, podem estar no limite da segurança e se aconselha a troca.
LÍQUIDOS:
Se fez revisão há pouco tempo, o básico que deve ser feito é: verificar nível dos óleos de motor e trocar – junto com o filtro – se for o caso – a direção hidráulica, câmbio, além da água do radiador e do esguicho. Aproveite para verificar o estado das palhetas do limpador de para-brisa.
MOTOR:
Se sua ultima revisão já passou dos seis meses ou 5.000 quilômetros aconselha-se levar a um especialista pois alguns pequenos detalhes podem fazer muita diferença e um item muito esquecido é o filtro de ar que estando vencido vai fazer o consumo aumentar além de deixar que impurezas passem para o motor.
SEGURANÇA:
Veja se todas as lâmpadas estão funcionando, e não esqueça de, ao viajar por estradas carroçáveis ou com chuva, sempre limpar faróis e lanternas para que você veja e seja visto pelo outros. Não esqueça o triangulo de segurança que, em caso de necessidade, deverá ficar a 15 metros de distância do veículo parado. Havendo condições, procure um local amplo e com movimento de pessoas para evitar riscos, como choque de outro veículo ou assaltos.
PLANEJAMENTO:
Escolha seu roteiro proporcional aos dias que tem de férias para evitar correria ou muitas horas de direção. Preste atenção na bagagem para não levar coisas em excesso que gerem desconforto e peso extra, e acomode tudo na áreas específicas não deixando nada solto dentro do habitáculo que, em caso de colisão, pode machucar os passageiros. Necessitando de um bagageiro de teto, nunca ultrapasse os 50 centímetros na altura da carga, pois poderá receber uma multa.
Com estas providências sua viagem terá uma possibilidade muito grande de ser um sucesso, sem estresse ou grandes riscos.
*Roberto Costa é jornalista especializado em veículos há 40 anos. Com experiência em áreas de vendas, marketing e pós-venda em distribuidores de veículos, atuou também na organização e vistorias de carros em competições automotoras.
A coluna “Sem Quilômetros” é publicada no Tribuna do Ceará, aos sábados, e vai ao ar na Rádio Tribuna BandNews (FM 101.7) às segundas e quartas-feiras, às 7h10, e na Edição da Noite, a partir das 18h.