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terça-feira, 2 de junho de 2020

Veículos utilitários PEUGEOT: a serviço dos profissionais desde 1896

Armand Peugeot se dirigia a um novo tipo de cliente quando projetou e desenvolveu em 1894 o Tipo13. Desde 1890, seus carros eram voltados para indivíduos. No entanto, incluiu entre seus objetivos empresas e profissionais com o Tipe 13 – um  "ônibus de entrega", que podia transportar até 500 kg de mercadorias e desenvolver 3 hp de potência. Com alguns anos de diferença, ele completou sua primeira linha de veículos comerciais leves com o Type 20 (1897-1900), um microônibus de 8 lugares; o Type 22, uma picape (1898), e seu primeiro caminhão, o Type 34 (1900), com a área de carga coberta.

Em 1904, o PEUGEOT Type 64 tornou-se o primeiro caminhão da marca a rodar com pneus. Com uma carga útil de 1.200 kg e um motor de 10 hp, adotou uma estética moderna, longe da aparência habitual de carruagem da época, com um motor frontal vertical e um volante inclinado.

Com o início da Primeira Guerra Mundial, os veículos comerciais da PEUGEOT testaram sua confiabilidade e resistência no campo de batalha. Durante esse conflito, a marca produziu 6.000 caminhões -  da van PEUGEOT 1501 (1914-16) ao imponente PEUGEOT 1525 (1917), um caminhão militar moderno, com área de carga em lona, ​​capaz de transportar 4.000 kg ou um pelotão preparado para o combate.

Todos esses modelos tiveram protagonismo no “Voie Sacrée”, uma rota estratégica de 72 km que ligava a cidade de Bar-Le-Duc a Verdun. 600 caminhões passavam por lá diariamente, transportando 48.000 toneladas de munição e 263.000 soldados durante a guerra, em uma estrada acidentada e fortemente impactada por esse movimento intenso.

Após a assinatura do armistício, a PEUGEOT iniciou uma longa tradição de veículos comerciais derivados dos automóveis de passageiros. Lançado em 1919, o Type 163 foi o primeiro veículo da marca com acionador de partida elétrico e bateria. Ao longo de seus 5 anos de carreira comercial, incluiu em suas gamas versões van e "norman wagon".

Uma estratégia que os modelos posteriores adotaram até os anos 80. Assim, mitos como o PEUGEOT 203, 204, 404, 504 ou 505 tinham uma gama de silhuetas que incluíam caminhões com lonas, chassi de cabine, van e picape. Eles foram comercializados na Europa e também nos principais mercados africanos.

Na publicidade, a marca estava atenta aos clientes profissionais. Assim, em 1937, o PEUGEOT SK3 Boulangère, derivado do 302, foi anunciado, destacando as possibilidades de sua carga útil de 800 kg, capaz de transportar 12 sacos de trigo, 4 barris de vinho de 220 litros ou 6 barris de 200 litros de gasolina.

No entanto, a produção de veículos comerciais PEUGEOT teve que se concentrar em cargas e necessidades menos pacíficas. A ocupação alemã da França impôs a fabricação do DMA (1941-48), o primeiro caminhão da marca com uma cabine avançada, que usava o motor de 45 hp do PEUGEOT 402. Com uma carga útil de 2.000 kg, foi usado pela Wehrmacht em toda a Europa.

Após o fim da Segunda Guerra Mundial, a PEUGEOT não teve escolha a não ser continuar produzindo esse modelo, uma vez que a fábrica de Montbéliard não possuía ferramentas e máquinas para fabricar outro tipo de veículo. Assim, foram lançadas unidades capazes de rodar a diesel e, a partir de 1946, esse caminhão passou a se chamar DMAH, com a incorporação de freios hidráulicos. Dois anos depois, com uma estética muito semelhante, a marca desenvolveu o Q3A, que apresentava um chassi aprimorado, amortecedores traseiros e uma maior distância entre eixos.

Em 1950, a PEUGEOT adquiriu um modelo de van desenvolvido por Chanard et Walcker, com carroceria monocoque e tração nas rodas dianteiras. O D3, conhecido popularmente como "nariz de porco", nasceu por sua grade volumosa que dava espaço aos motores longitudinais PEUGEOT.

Foram comercializadas versões de van, microônibus, ambulância, transporte de gado... que também alcançaram o catálogo J7 (1965-80), que incorporava melhorias como um piso de carga mais baixo, aprimorado com uma suspensão independente nas quatro rodas. Destacou-se pela excelente confiabilidade e pelas portas deslizantes da cabine.

Seu sucessor, o PEUGEOT J9 (1981-1991), foi o mais recente veículo comercial da marca, com uma cabine avançada. Espaçoso, rápido e confortável, era muito popular para o corpo de bombeiros e unidades de ambulância. Ele continuou a ser fabricado na Turquia até 2010 sob o nome Karsan J9.

Paralelamente, a assinatura do acordo SEVEL entre o Groupe PSA e a Fiat resultou no desenvolvimento do PEUGEOT J5 (1981-94), que deu os primeiros passos com o motor a gasolina do 504 e passou a ter motores turbodiesel, com tração nas quatro rodas, desenvolvidos pela Dangel, além de uma versão elétrica projetada para grandes frotas.

Em meados dos anos 90, na Europa, a gama de veículos comerciais foi configurada com três modelos: PEUGEOT Partner, PEUGEOT Expert e PEUGEOT Boxer. A marca atribui grande importância à sua gama de veículos comerciais, dotada de desenvolvimentos tecnológicos no mesmo nível da sua gama de automóveis de passageiros.

Em 1996, com a apresentação ao mercado da Partner, a marca não apenas entrou em um segmento exigente, mas também trouxe uma revolução, oferecendo um veículo projetado, desde o início, como um modelo com identidade própria e não como um derivado dos carros de passeio.

Atualmente, a PEUGEOT oferece, além da Partner, a Expert, símbolo de robustez e modernidade. Com uma carga útil máxima de 1.500 kg e  uma altura de 1,94 m, é especialmente adaptada aos desafios do tráfego urbano. Esse modelo aproveita ao máximo a plataforma modular EMP2, incorporando equipamentos inovadores no segmento e motor eficiente, que atinge valores de consumo e emissão que a colocam entre as melhores da categoria.

domingo, 6 de agosto de 2017

Nakata lança tulipas de transmissão

A Nakata, fabricante de autopeças com variedade de componentes para suspensão, transmissão, freios e motor, apresenta ao mercado de reposição nova linha de itens de transmissão –  tulipas.

 “Fabricadas em aço conforme padrão original, as tulipas da Nakata sofrem processo de têmpera, o que resulta em mais durabilidade e resistência na hora de transmitir a velocidade e a potência para as rodas”, explica Jair Silva, gerente de qualidade e serviços da Nakata, acrescentando que a qualidade na usinagem e acabamento, proporciona encaixe perfeito durante a instalação.

As tulipas contam com seis meses de garantia e ampla cobertura para carros nacionais, importados e utilitários. Há componentes para vários modelos e versões, entre eles, Citroën C3, Renault Duster, Renault Master Peugeot 207, Ford Ranger, Focus, Fiat Ducato, Fita Palio, Honda Fit, Toyota Corolla, Mitsubishi L 200 e Nissan Frontier.


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Anfavea divulga resultados da indústria automobilística em agosto

A produção da indústria automobilística em agosto cresceu pelo segundo mês consecutivo, de acordo com dados divulgados na quinta-feira, 4, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea.

Os 265,9 mil autoveículos fabricados em agosto apontam alta de 5,3% sobre as 252,6 mil de julho deste ano. No comparativo com o mesmo período do ano passado, quando foram fabricados 342,8 mil produtos, a indústria automobilística apresentou queda de 22,4%. No acumulado do ano a retração foi de 18%: 2,08 milhões em 2014 contra 2,54 milhões em 2013.

Na soma dos oito meses já transcorridos neste ano, o licenciamento mostrou decréscimo de 9,7% quando confrontadas as 2,23 milhões de unidades deste ano com as 2,47 milhões de 2013. As vendas em agosto deste ano, com 272,5 mil unidades, recuaram 7,6% quando comparadas com julho, que registrou 294,8 mil unidades. Já na análise com agosto de 2013 o emplacamento encolheu 17,2% – foram 329,1 mil naquele período.

Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, o resultado de agosto foi menor que a expectativa, pois o mercado reagiu mais em razão de questões políticas do que com a atividade econômica:

“Os recentes acontecimentos e discussões no âmbito político geraram um ambiente conturbado, com impactos na confiança dos empresários e dos consumidores e, consequentemente, na redução do fluxo nas concessionárias. Além disso, as medidas de aumento da liquidez no mercado começaram a surtir efeito apenas na última semana”.

As exportações de autoveículos fecharam agosto com 31,7 mil unidades, baixa de 7,5% frente as 34,2 mil de julho e de 50,6% em relação a agosto do ano passado. No acumulado do ano, 235,4 mil produtos saíram do País, o que significa retração de 38,1% contra as 380,5 mil de 2013.

Caminhões e ônibus
O licenciamento de caminhões em agosto ficou 12,8% inferior no comparativo com julho – 10,8 mil unidades e 12,4 mil, respectivamente – e 18,3% menor do que agosto do ano passado, quando foram comercializados 13,2 mil produtos. O acumulado do ano aponta recuo de 14,2%: foram 87,8 mil este ano e 102,4 mil em 2013.

A produção neste segmento retraiu 22,7% no acumulado do ano, com 100,3 mil unidades em 2014 ante 129,7 mil do ano anterior. Apenas em agosto quase 12 mil unidades deixaram as linhas de montagem, queda de 2,9% frente as 12,3 mil de julho e de 35% com relação as 18,4 mil de agosto de 2013.

Já as exportações em agosto, com 1,5 mil caminhões, aumentou 19,6% frente as 1,2 mil de julho e baixa de 49,6% contra as 3 mil do oitavo mês de 2013. De janeiro a agosto as exportações estão 26,3% inferiores: foram 12,1 mil em 2014 e 16,4 mil em 2013.

O segmento de ônibus apresentou estabilidade no licenciamento ao se comparar agosto contra julho, ambos com 2,2 mil unidades. Na análise com agosto de 2013 as vendas diminuíram 24,3%, quando foram negociados 2,9 mil ônibus. O volume licenciado nos oito meses de 2014, de 17,8 mil unidades, mostrou baixa de 16,5% em relação as 21,3 mil do ano passado.

A fabricação de chassis de ônibus cresceu 44,7% no comparativo de agosto com julho deste ano – 4,1 mil unidades e 2,8 mil. Na análise com agosto do ano passado, quando 3,3 mil unidades foram fabricadas, a alta é de 25,4%. No acumulado do ano, o setor produziu 26,2 mil ônibus, 8,4% abaixo das 28,6 mil do ano passado.

Até agosto a indústria de autoveículos exportou 4,5 mil ônibus, o que significa redução de 23,8% em comparação com as 5,9 mil do ano passado.

Máquinas agrícolas e rodoviárias
As 1,3 mil máquinas autopropulsadas exportadas em agosto representam estabilidade com relação ao mês anterior. Ao defrontar com as 1,5 mil de agosto do ano passado, a baixa foi de 13,4% e, no acumulado, a queda foi de 7%: 9,2 mil este ano e 9,9 mil no ano passado.

Assim como as exportações, as vendas internas de máquinas agrícolas ficaram no mesmo nível no comparativo de agosto contra julho, com 6,5 mil, mas apresentou queda de 17,1% na análise com o mesmo período do ano passado, quando foram vendidas 7,8 mil máquinas. O volume de produtos comercializados até agosto deste ano atingiu 45,8 mil unidades, redução de 18,9% frente as 56,5 mil de 2013.


A produção no segmento ficou 8,4% abaixo em agosto contra julho: foram 8,1 mil e 8,8 mil unidades. Decréscimo de 11,8% foi apresentado nos resultados da indústria neste mês no comparativo com agosto de 2013, quando foram produzidas 9,1 mil máquinas. Nos oito primeiros meses de 2014 a baixa foi de 14,6% – 57,3 mil este ano e 67 mil em 2013.