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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Força do querer

Alta Roda nº 950/30030– 20 023– 0oda nº852/0611508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
Pode parecer estranho o título desta coluna coincidir com o de uma novela televisiva atual. Foi proposital porque neste mês de julho as notícias eletrizantes sobre a invasão de carros elétricos no mundo se sucederam, como os capítulos dos populares folhetins noturnos de TV. 


Primeiro foi o estudo divulgado pela equipe especializada em transportes da Bloomberg New Energy Finance (BNEF), empresa de pesquisa que tem acompanhado a evolução do assunto. O relatório chama a atenção para reduções importantes no preço das baterias de íons de lítio que tornarão os elétricos tão baratos como os convencionais. 

Fala também em cerca de 700 mil veículos leves desse tipo vendidos em todo o mundo em 2016. A equipe agora estima que os elétricos representem 54% de todas as vendas mundiais de automóveis até 2040. 

Em seguida, a Volvo pegou a onda e seu presidente afirmou que depois de 2019 todos os novos projetos dos modelos da marca terão motores elétricos. Passou pouco mais de uma semana e foi a vez de o governo francês anunciar o objetivo de em 2040 banir a venda em todo o seu território de carros equipados com motores a combustão (diesel ou gasolina). 

Ao mesmo tempo o elétrico Tesla 3 saía da linha de montagem nos Estados Unidos, primeiro “popular” da marca. Seus modelos atuais custam em torno de US$ 100 mil, mais que o dobro de um modelo convencional (o “popular” também), mesmo com incentivos governamentais em dinheiro aos compradores. 

Todo esse enredo, porém, precisa ser mais bem explicado. Afinal, novela é peça de ficção, algumas até inspiradas em fatos da vida real. Apesar de todo o respeito pela BNEF, certas afirmações estão incompletas. É muito comum somar, sem informar, híbridos (de motor a combustão e elétrico, recarregável ou não em tomadas) e elétricos puros. Aquelas 700 mil unidades incluem os dois tipos e representaram menos de 1% do que se vendeu no mundo no ano passado. 

Passar a 54% em apenas 23 anos é grande exercício de otimismo. O preço das baterias já caiu e continuará a cair, como está no relatório. Mas elas terão de ser substituídas e recicladas depois de dez anos a um preço que ninguém sabe. Isso não aparece no relatório, e deveria. 

Volvo pertence à chinesa Geely, fabricante de veículos de capital privado, que deve se enquadrar nas orientações do governo do país oriental. Antes de 2025 o ciclo de modelos atuais da marca sueca não se encerrará e não foi dito se híbridos conviverão com elétricos. 

Já o governo francês se enquadra muito bem no título da novela. As intenções são nobres, sem dúvida. Trata-se de um país onde quase toda a eletricidade vem da energia nuclear, mas faltou explicar a que custo a infraestrutura de recarga será implantada. E, novamente, como reciclar milhões de baterias que sairão dos carros ainda com 20% de energia residual. Podem em parte ser usadas em “bancos de energia”, mas depois a reciclagem terá de vir. Também falta saber se o lítio se manterá a preço estável ou haverá nova dependência mundial: em vez de óleo, metal... 

A maioria das novelas mostra um final feliz. O carro elétrico também? 

RODA VIVA

INDEPENDENTEMENTE da maré elétrica de otimismo, motor diesel pode ver sua aplicação restringida em automóveis na Europa. Há movimentos fortes em algumas cidades e países para forçar a indústria a uma atualização da frota circulante. Daimler, pressionada na Alemanha, convocará 3 milhões de veículos a diesel usados depois de alegar que não tinham problemas. 

PORSCHE, por sua vez, admitiu agora que até o fim desta década decidirá se continuará a oferecer motores a diesel nos SUVs e no sedã Panamera. Marca tem apenas 15% de vendas mundiais com essa motorização e pode substituí-la por híbridos a gasolina. Também investe em um sedã totalmente elétrico. Para 2025, estima que entre 25% e 35% da sua produção será de elétricos. 

APLIQUES ajuizados e altura de rodagem elevada em 3,1 cm fazem do Ford Ka Trail um produto adequado na faixa dos pseudoaventureiros. Enfrenta quebra-molas, valetas e buraqueira sem comprometer de forma preocupante o comportamento em curvas. Retoques no habitáculo são discretos. Motor de 1 litro e 3 cilindros permite ter preço competitivo. 

PEUGEOT acaba de anunciar iniciativas de peso na prestação de serviços da sua rede de concessionárias para reconquistar mercado. Revisão em 24 horas (se atrasar, cliente não paga); empréstimo de veículo quando o reparo ultrapassar quatro dias, mesmo em casos fora da garantia; reboque gratuito por oito anos, em eventos de pane ou colisão. Exemplo a ser seguido. 

PRÊMIO Inovação Brasil, do jornal Valor Econômico, demonstra que parte da indústria de autopeças continua a investir em pesquisa e desenvolvimento no País. Na edição deste ano, a Mahle Metal Leve apareceu novamente na segunda posição no ranking de empresas automobilísticas. Possui 140 patentes ativas e seu Centro Tecnológico de Jundiaí (SP) gera uma média de 20 depósitos por ano. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

quarta-feira, 15 de julho de 2015

MAHLE Metal Leve é uma das cinco indústrias mais inovadoras do País no Prêmio Inovação Brasil 2015

A MAHLE Metal Leve foi considerada a quinta empresa mais inovadora do setor industrial e a 18ª empresa mais inovadora do Brasil, segundo o "Anuário Inovação Brasil - As 100 Empresas mais Inovadoras", recém-publicado pelo jornal Valor Econômico. As quatro primeiras posições foram de empresas que investem pesadamente em modernização de produtos e serviços em mercados muito amplos (3M, Braskem, Basf e Vale), o que valoriza ainda mais a colocação obtida pela MAHLE Metal Leve.

No quadro geral das 100 empresas mais inovadoras, a MAHLE Metal Leve aparece em décimo oitavo lugar, sendo que uma única empresa do setor automobilístico está melhor posicionada. Na décima quarta posição aparece a Mercedes Benz, ainda que no setor de bens de capital, por sua liderança mundial dentro do grupo no desenvolvimento de chassis de ônibus.

O critério de avaliação adotado pelo Valor Econômico, especialmente desenvolvido para o Brasil pela maior consultoria do ramo, a Strategy&, do grupo PwC, considera 70% do valor total dos pontos ligados à avaliação das empresas e 30% das citações em que a empresa foi mencionada por outros participantes da pesquisa. Outros fundamentos para a seleção consideraram: percentual da receita direcionados para inovação; criação de novos produtos, processos e estrutura; número de lançamentos bem-sucedidos; maturidade dos processos de inovação; e a implantação de uma cultura voltada para essa área.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Brazil Trading,empresa da Kia Motors, recebe prêmio “Valor 1000”



José Luiz Gandini
A Brazil Trading, empresa da Kia Motors do Brasil, foi eleita campeã do setor de Comércio Atacadista e Exterior na 12ªedição do anuário Valor 1000, prêmio do jornal Valor Econômico. José Luiz Gandini, presidente da Kia, recebeu o prêmio em cerimônia realizada ontem, 23 de agosto, no Hyatt Hotel, em São Paulo.O anuário – que começa a circular nesta sexta-feira – lista as mil maiores empresas, por receita líquida, no país. Entre elas, são escolhidos os vencedores em 25 ramos de atividade, com base nos dados de balanço. A Brazil Trading, assim como as demais companhias selecionadas, terá reportagem especial na publicação.
Com sede em Vitória, no Espírito Santo, a Brazil Trading foi fundada em 1993, ano em que a Kia Motors do Brasil também iniciou suas atividades comerciais no País. A Brazil Trading dedica-se exclusivamente àsoperações de importação dos carros sul-coreanos.Para o presidente da Brazil Trading, José Luiz Gandini, “foi uma honra ter recebido o Valor 1000. De fato, o prêmio indica que 2011, ano de referência dos dados de balanço, foi muito bom para a nossa companhia”.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Regras automotivas saem em 15 dias


Fonte: Valor Econômico
Via: ABRAC ONLINE


Os detalhes do novo regime automotivo, que entrará em vigor em janeiro de 2013, serão conhecidos em 15 dias. O governo trabalha com a aprovação, no Senado Federal, da Medida Provisória (MP) 563, que cria o regime, nesta quarta-feira.
Na semana que vem o governo federal deve editar o decreto que vai regulamentar a utilização de, no mínimo, 55% de partes e peças nacionais para que os veículos produzidos no Brasil paguem alíquotas menores do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Para "preparar" esses fornecedores, que são os fabricantes de autopeças, o governo vai editar o Plano Nacional de Qualificação e Desenvolvimento de Autopeças. Os empresários do setor, liderados por Paulo Butori, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículo Automotores (Sindipeças), já foram convocados ao Ministério da Fazenda para discutir as medidas.
O setor de autopeças já conta, desde o início deste mês, com a desoneração da folha de pagamentos. Mas, segundo fontes do governo, muitos fabricantes de autopeças enfrentam problemas com dívidas tributárias, que devem ser renegociadas. O governo também deve criar linhas de crédito especial na Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para ampliar a inovação no setor, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para "dar musculatura" ao setor.
O novo regime automotivo deve estimular a pesquisa em eficiência energética de motores no Brasil, diz uma fonte. O governo deve mesmo condicionar uma alíquota menor de IPI à regra em que os carros nacionais devem reduzir gradualmente suas emissões de CO2. A ideia é que, até 2017, os carros produzidos no Brasil só poderão emitir no máximo 135 gramas de gás carbônico por quilômetro rodado.
Empresários do setor têm se reunido com técnicos dos ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCT), para negociar uma regra mais flexível com o governo - a média atual de emissão dos veículos no Brasil é de 170 gramas. O Valor apurou, contudo, que o governo não deve ceder.
Assim, o novo regime automotivo, que valerá de janeiro de 2013 a dezembro de 2017, vai condicionar o pagamento de uma alíquota 30 pontos percentuais menor de IPI à utilização de no mínimo 55% de partes e peças produzidas no Brasil, à emissão de no máximo 135 gramas de gás carbônico até 2017 (com quedas graduais, e anuais, do atual patamar), e à certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) quanto à eficiência dos motores.
O governo estuda, ainda, a inclusão de uma medida que estimule a fabricação de veículos elétricos ou híbridos no Brasil no decreto de regulamentação do novo regime automotivo. Segundo uma fonte da área econômica, o consenso quanto aos estímulos existe. Resta, no entanto, tempo hábil para definir a forma como os incentivos serão dados até o decreto, que deve ser editado em 15 dias.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Vendas de automóveis devem crescer mais que o PIB este ano


Fonte Valor Econômico
Via Abrac Online




Ao menos para o setor de carros de passeio, as medidas de incentivo criadas pelo governo federal já apresentam estar surtindo efeito positivo sobre o consumo. Estudo realizado pela consultoria LCA, obtido com exclusividade pela reportagem do Brasil Econômico, mostra que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis de até 2 mil cilindradas garantirão expansão ao segmento este ano.De acordo com as projeções da consultoria, o volume de licenciamento de automóveis novos este ano crescerá 3% ante 2011. A alta, embora branda, tira o setor da estagnação, que assolava as montadoras desde o início do ano passado. A LCA indica que haverá um pico de vendas de automóveis no terceiro trimestre, impulsionado pelo ânimo maior do consumidor, e uma acomodação no final do ano.O surto de licenciamentos, que poderá colocar o terceiro trimestre como o melhor da história da indústria automotiva, com 798 mil licenciamentos, garante expansão no ano, segundo a consultoria.

terça-feira, 8 de maio de 2012

BELINI RECEBE PRÊMIO “EXECUTIVO DE VALOR”



O presidente da Fiat, Cledorvino Belini, recebeu o prêmio “Executivo de Valor”, concedido pelo jornal Valor Econômico, na noite desta segunda-feira, em São Paulo, como o executivo de maior destaque no setor de “veículos e peças”. A solenidade reuniu as maiores lideranças empresariais do país. Esta foi a sexta vez que o presidente da Fiat foi reconhecido por esta importante premiação. Ao agradecer a homenagem, diante de uma platéia formada por cerca de 300 empresários e profissionais de diferentes setores, Belini compartilhou a conquista com os 25 mil empregados das empresas do Grupo Fiat no Brasil e reafirmou a necessidade do Brasil investir em uma educação de base e de qualidade para que o País possa crescer mais e melhor.Belini foi homenageado juntamente com outros 23 empresários de diversos setores de atividade. A escolha dos premiados é resultado de uma eleição sigilosa por um seleto grupo de empresas do mercado nacional e internacional de “headhunting” (avaliação e contratação de executivos).

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Gandini trará Geely para o Brasil

Fonte: Valor Econômico





A Geely será representada no Brasil pelo Grupo Gandini, o mesmo que trouxe a Kia para o País (mas todas as operações serão separadas, apenas o Grupo é o mesmo). José Luiz Gandini viaja em abril para o Salão de Pequim apenas para acertar os últimos detalhes para trazer a marca para cá e quais os modelos, mas o contrato já está assinado. As operações deveriam ter começado em março, mas o governo pegou o importador de suspresa com o aumento do IPI e tudo teve que ser renegociado.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Novo tipo de aço chega ao setor automobilístico

Fonte: Valor Econômico
Via: Abrac ONLINE







Para compreender o que a indústria siderúrgica tem que enfrentar para dominar o mercado automobilístico, considere os sete cubos exibidos pela ZF Friedrichshafen AG, gigante alemã das autopeças, no Salão do Automóvel de Detroit, que terminou domingo. Cada cubo representava um material importante usado hoje para fabricar peças automotivas - um mercado de US$ 1 bilhão no qual as siderúrgicas vêm predominando desde os tempos do Ford Modelo T. Dos sete cubos, o mais pesado era de aço. O mais leve era uma moldagem por injeção. "Estamos mexendo cada vez mais com todos os tipos de metais e de plásticos para cada peça", diz Dieter Eulenbach, diretor de vendas e engenharia da ZF, empresa com faturamento anual de US$ 20 bilhões. "Sempre tentamos encontrar o equilíbrio certo entre custo, peso, durabilidade e plasticidade."