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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Mercedes-Benz alcança o marco de 3 milhões de motores produzidos no Brasil

A Mercedes-Benz do Brasil alcançou, no final de outubro, o marco histórico de produção de 3 milhões de motores para caminhões e ônibus. Esse número refere-se ao volume acumulado desde 1956, quando foi pioneira na fabricação do primeiro propulsor a diesel nacional.

O motor que simboliza esse marco é o pesado OM 457 LA. Fabricado na planta de São Bernardo do Campo, mesmo local onde foi produzida a primeira unidade, que equipava o clássico caminhão L-312, o “Torpedo”.


“Nenhum outro fabricante de veículos comerciais chegou a esse volume de produção no País. É com muito orgulho, satisfação e emoção que compartilho esse momento histórico e especial com toda a nossa equipe de colaboradores e com os fornecedores”, diz Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina.

De acordo com o executivo, também no que se refere ao desenvolvimento e produção de motores, a Empresa tem papel relevante na consolidação do produto nacional e das indústrias do setor. “De forma pioneira, nossa marca introduziu o conceito diesel no Brasil, há 61 anos, quando inaugurou sua fábrica de caminhões e ônibus. Desde então, não parou de aprimorar seus produtos e de inovar, como fez quando lançou o primeiro motor eletrônico de veículos comerciais e introduziu a tecnologia BlueTec 5”, ressalta Philipp Schiemer. “Assim, sempre estivemos ao lado de quem transporta cargas e passageiros, ajudando as empresas a crescer e o País a se desenvolver”.  

Mercado brasileiro e outros 60 países
Os motores da marca equipam caminhões de todos os segmentos, desde os leves e médios, passando pelos semipesados até os extrapesados. Também abrangem toda a linha de chassis de ônibus urbanos e rodoviários.

Esses motores atendem o mercado brasileiro e equipam também veículos que são exportados para cerca de 60 países em vários continentes. 

A Empresa também fornece motores a diesel a outras unidades do Grupo Daimler. A partir de agosto deste ano, passou a exportar o OM 460 Euro 3 para a planta alemã da Daimler em Wörth, na Alemanha, para utilização no caminhão rodoviário Actros e nos fora de estrada Arocs e Zetros. Esses veículos são exportados para mercados da África e Oriente Médio.
Em 2013, a Empresa passou a enviar motores médios OM 900 para a Daimler Buses de Monterrey, no México. Em 2001, efetuou as primeiras exportações de propulsores brasileiros, os pesados OM 400 para a Detroit Diesel, nos Estados Unidos.

De 1956 até 1990, produziu motores leves e médios. A partir de 1991, começou a fabricar os pesados. No ano de 1998, também de forma pioneira, lançou os primeiros motores diesel eletrônicos do Brasil. E em 2005, iniciou a produção de remanufaturados da linha RENOV, para o mercado de reposição, em sua unidade de Campinas, interior paulista.

A unidade da Empresa em São Bernardo do Campo é a maior planta da Daimler fora da Alemanha para veículos comerciais  Mercedes-Benz. 

É também a única planta da Daimler a produzir, numa mesma unidade, caminhões, chassis de ônibus e agregados, como motores, câmbios e eixos.


A Empresa é também a maior exportadora de caminhões e ônibus do Brasil e conta com o maior Centro de Desenvolvimento Tecnológico de veículos comerciais da América Latina. Além disso, é o Centro Mundial de Competência da Daimler AG para desenvolvimento e produção de chassis de ônibus da marca Mercedes-Benz, bem como polo de desenvolvimento da Daimler Trucks.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Mercedes-Benz apresenta nova geração do Unimog para a Europa



As versões do Unimog “extreme off-roader”, U 4023 e U 5023 "nariz curto", foram submetidas a uma renovação total, apresentando o conceito do motor no meio do veículo. O motor foi posicionado um metro para trás, o que ajuda não somente a acomodar os conjuntos necessários para atender o Euro 6, como permite a instalação da tomada de força diretamente no motor. Isso significa que os dispositivos podem operar independentemente do veículo estar sendo conduzido. Além disso, conforme a configuração do Unimog, continua disponível a tomada de força na transmissão.

O veículo se beneficia de sua proximidade com os modelos de série dos caminhões Mercedes-Benz. Ao compartilhar os processos de produção na fábrica de Wörth, na Alemanha, obtém uma produção extremamente eficiente, com alta qualidade garantida e acesso rápido às peças de reposição. 

A cabina do Unimog é clássica – ela define a aparência do veículo desde 1974 e isso se repete com o "extreme off-roader". A nova versão de série é 120 mm mais longa do que sua precedente e é também um pouco mais alta. Juntamente com a mudança dos controles da transmissão do console central para a alavanca da coluna da direção, isso resulta em condições generosas de espaço, substancialmente maiores dentro da cabina.

Por dentro o Unimog exibe uma nova gama de equipamentos, incluindo um volante de direção multifuncional, coluna de direção ajustável, botões multifuncionais, painel de instrumentos com tela grande e um sistema de aquecimento e ventilação aprimorado. Esse conjunto de elementos cria condições ideais de trabalho para o motorista.

O reposicionamento de muitos controles no console de teto torna muito mais fácil o movimento de passagem do banco do motorista para o do copiloto. A posição de assento na área de baixa vibração atrás do eixo dianteiro, juntamente com o novo conceito de montagem da cabina, asseguram maior comodidade de direção nas condições off-road. Assim, o motorista e os acompanhantes podem desfrutar de um conforto superior no novo Unimog, o que não é uma característica comum em veículos especializados dessa natureza.

A transmissão do Unimog foi otimizada e aprimorada, o que resulta em menores tempos de mudança, além do prolongamento da vida útil. A transmissão é operada por meio de alavanca na coluna da direção, que também é usada para controlar uma função eletrônica de ré rápida (EQR). Como na versão anterior, estão disponíveis 8 marchas para frente e 6 para trás. Também há um grupo opcional para uso off-road com velocidades entre 2,5 e 35 km/h.

A segurança também foi aprimorada: o novo freio motor é um freio de descompressão de dupla velocidade que, no caso do OM 934, desenvolve uma potência de frenagem de até 180 kW. Cada cilindro do motor possui sua própria unidade de freio motor. A alta eficiência de frenagem reduz consideravelmente o desgaste dos sistemas de freios das rodas, melhorando muito a economia geral. O ABS off-road é item de série.

Como ocorre com todos os veículos comerciais Mercedes-Benz, as novas designações de modelos do Unimog incluem o valor do hp: 230 nesse caso. Os primeiros dois dígitos da designação referem-se ao tipo de veículo. As maiores diferenças entre os dois modelos vem da forma dos eixos e quadros, que assim afetam as cargas dos eixos e o peso bruto do veículo. No caso do U 4023, trata-se de um máximo de 10,3 toneladas e para o U 5023, um máximo de 14,5 toneladas.

O sistema “Tirecontrol plus” de controle de pressão dos pneus foi totalmente redesenhado. A pressão dos pneus pré-configurada para o tipo de uso agora pode ser ajustada simplesmente e de maneira confortável pelo mostrador no painel de instrumentos, selecionando-se os programas adequados: modos "Road" (estrada), "Sand" (areia) e "Rough Terrain" (terreno irregular).

Externamente, a grade do radiador com design moderno e dinâmico, bem como os novos parachoques com faróis de alta tecnologia, indicam claramente que uma nova geração do Unimog está operando ali. As luzes não só proporcionam uma excelente aparência ao veículo. Mais do que isso, asseguram melhor visibilidade, graças a um ângulo de iluminação mais amplo. Além disso, se desejado pelo cliente, um novo sistema de monitoramento por câmera também pode otimizar a visibilidade de todo o entorno, especialmente na região diretamente à frente do veículo – um acréscimo especialmente útil, por exemplo, quando se está operando um guincho ou conectando implementos na parte dianteira.

O conceito de acesso à cabina também foi totalmente revisado e isso agora pode ser feito com segurança e conforto por meio de dois ou três degraus, dependendo das necessidades do cliente. A cabina do Unimog pode ser basculada para serviços de manutenção e reparos. Na nova série de modelos, o Unimog continua disponível de fábrica com a característica "crewcab" (cabina da tripulação), que oferece espaço para até sete pessoas. 


A capacidade de operação em terrenos severos do Unimog continua inigualável. 

Em alguns aspectos, seus pontos fortes foram ainda mais estendidos. Por exemplo, o fato do quadro e da travessa tubular do Unimog serem soldados garante sua excepcional robustez e flexibilidade de torção de até 600 mm, quando se está conduzindo em condições off-road.


Os eixos portantes, o baixo centro de gravidade e ângulos extremamente bons de entrada e de saída (44 graus na dianteira e 51 graus na traseira), bem como o amplo ângulo de rampa (34 graus) e sua capacidade de subida de aclives (45 graus), contribuem para tornar o Unimog um verdadeiro profissional fora de estrada. 

Esse novo Unimog se destaca também por cruzar regiões alagadas numa profundidade máxima de 1,20 m, além de um ângulo de inclinação lateral de até 38 graus. Na condução em situações extremas, com o sistema de tração em todas as rodas acionado, o veículo é apoiado pelos bloqueios selecionáveis do diferencial e do sistema de controle de pressão.

Pneus simples sempre fizeram parte do conceito do Unimog – as rodas traseiras seguem precisamente as trilhas das rodas dianteiras e assim conseguem tirar vantagem de uma superfície mais firme, compactada pelas rodas dianteiras.

 O Unimog da Mercedes-Benz é um veículo robusto e confiável, projetado para longa vida útil em serviço. O quadro totalmente soldado e os componentes do chassi encapsulados indicam que ele foi projetado para enfrentar os mais altos níveis de esforço e fadiga. Os eixos são reforçados e todos os principais conjuntos são protegidos ou localizados em áreas protegidas – e isso também é verdade para a capacidade de passar por regiões alagadas até uma profundidade de 1,20 m. Além disso, se o ambiente esquentar demais, como nas situações de combate a incêndios, a proteção contra calor, disponível como opcional, entra em ação, preservando o veículo. Ela protege todos os tubos importantes, o tanque de AdBlue, o catalisador, as baterias e os conjuntos de freios contra as altas temperaturas.


Tudo isso explica por que o Unimog "extreme off-roader" desfruta de uma reputação excelente em todo o mundo. O uso em condições extremas fora de estrada é a ordem do dia para esses veículos. Eles encaram todo tipo de desafio: limpeza de neve pesada, combate a incêndios florestais, ajuda em catástrofes, operações de guindastes, construções de dutos, expedições, missões de resgate e por último, mas não menos importante, no transporte de passageiros.


O habitat natural do U 4023 e do U 5023 começa onde as estradas dão lugar às trilhas irregulares e campo aberto.  Um conjunto de equipamentos desenvolvido por especialistas e fabricantes de carroçarias significa que o Unimog consegue dominar as mais difíceis tarefas, mesmo em terrenos severos.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Fábrica de caminhões da Mercedes-Benz em Wörth, na Alemanha, completa 50 anos


Foi em 1º de outubro de 1963 que a fábrica de veículos comerciais de Wörth deu início à produção de cabines. Hoje, um em cada dois caminhões da Mercedes-Benz registrados na Alemanha é produzido na cidade que fica a 25 quilômetros de Berlim. Considerada a maior fábrica de caminhões do mundo, essa unidade já foi responsável pela produção de mais de 3,6 milhões de veículos em 50 anos. Os pesados são fornecidos para 150 países ao redor do mundo e a fábrica emprega cerca de 12 mil funcionários. Além dos veículos da família Actros, Arocs, Axor, Antos e Atego, em Wörth, a Daimler fabrica os caminhões especiais Mercedes-Benz, que incluem as linhas Unimog, Econic e Zetros. Mais de 100.000 veículos são fabricados nessa unidade por ano. Com cerca de 480.000 metros quadrados, a planta de Wörth produz 470 caminhões por dia.

Na virada do século 21, Wörth tornou-se palco de uma iniciativa de remodelação inédita adotada pela Mercedes-Benz no segmento de veículos comerciais. Foi neste mesmo cenário que, em 1996, o caminhão pesado Actros, totalmente redesenhado, fez sua estreia. Dois anos mais tarde, a companhia apresentou os modelos de caminhões da linha Atego. E em 2001, foi o lançamento da produção em série do novo caminhão pesado Axor, ideal para os setores de transportes de longa distância e para transportes pesados de curto percurso. O alto nível de competência na produção de veículos comerciais foi aprimorado desde 2008 com o estabelecimento da central de desenvolvimento e testes para caminhões.

Desde 2011, a Mercedes-Benz tem usado o momento de transição para a norma de emissões Euro VI, a fim de desempenhar maior ofensiva no desenvolvimento de veículos comerciais no histórico da Empresa, que também envolvia uma revisão ampla do portfólio de produção de Wörth. Após 50 anos, Wörth mantém o espírito fortalecido de quem nasceu e venceu os primeiros dias turbulentos de meados dos anos 1960. 

É isso que faz a maior fábrica de caminhões do mundo ser especial e extraordinária.