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sábado, 29 de outubro de 2016

Mundial de Rally Cross Country: Varela e Gugelmin terminam em quinto em Portugal


Os brasileiros Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin terminaram na quinta posição o 30º Baja Portalegre 500, disputado neste final de semana (28 e 29/10) na região do Alto Alentejo, em Portugal. Os vencedores foram os portugueses Ricardo Porém/Filipe Palmeiro, que dominam esta prova pelo terceiro ano consecutivo. Como participaram apenas da abertura do Campeonato Mundial de Rally Cross Country, na Rússia, e desta nona e última etapa do certame, em Portugal, Varela e Gugelmin encerraram a temporada na 26ª posição. 

"Não dá para acompanhar os portugueses aqui, conhecem tudo deste terreno. Foi um rally bem difícil, muito travado, com pedra pra tudo quanto é lado. No primeiro dia tivemos um pneu furado e hoje (sábado), muitas vezes pensamos que íamos parar com pneu furado. De qualquer maneira foi uma bela prova e o carro terminou inteiro", comentou Varela, que foi campeão mundial em 2001, e em 2012 conquistou outro mundial, desta vez com Gugelmin ao seu lado, quando também venceram esta prova de Portugal.

O Baja Portalegre começou na sexta-feira com realização do Prólogo de 5,62 km nas Coutadas (Portalegre), quando Reinaldo Varela foi o terceiro mais rápido entre os 58 concorrentes com picapes. Em seguida aconteceu em Ponte de Sôr, a Especial 2 com 83,94 km, quando os brasileiros lideraram a primeira parte, para terminaram este primeiro dia na oitava colocação, em virtude de um pneu furado. "Vínhamos liderando com boa vantagem, cerca de seis segundos de vantagem, quando no km 45 furou o pneu traseiro direito, logo antes de uma curva para a esquerda. Ainda demos uma rodada e batemos levemente num barranco. Tivemos que manobrar, trocar o pneu e retomar e por isto perdemos pouco mais de três minutos", contou o navegador Gustavo Gugelmin.

No sábado a competição ocupou o dia inteiro, com os concorrentes disputando mais duas Especiais cronometradas. A primeira de 171,47 km, em Alter do Chão viu a dupla de São Paulo e Santa Catarina terminar em terceiro. A segunda, na vila do Crato, com mais 211,94 km de trechos cronometrados, apresentou Varela e Gugelmin no quinto posto. 

Com a somatória de tempos os brasileiros fecharam o Baja Portalegre 500 na quinta posição. Agora Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin vão defender a liderança no Campeonato Brasileiro de Rally Cross Country, que terá continuidade nos dias 5 e 6 de novembro, em São Manuel (SP), com a realização do 10º Rally Rota Sudeste.

Os resultado do Baja Portalegre 500 foi: 1) Ricardo Porém/Filipe Palmeiro (Portugal), 5h38min16s; 2) Xavier Pons (Espanha)/Ruben Garcia (Argentina), a 4min52s; 3) Nuno Matos/Filipe Serra (Portugal), a 5min33s; 4) Alejandro Martins/José Marques (Portugal), a 6min16s; 5) Reinaldo Varela/Gustavo Gugelmin (Brasil), a 8min29s; 6) João Ramos/Vitor Jesus (Portugal), a 8min51s; 7) Boris Gadasin/Dmitry Pavlov (Rússia), a 17min49s; 8) Miguel campos/Mário Castro (Portugal), a 21min31s; 9) Andrey Novikov/Vladimir Novikov, a 23min23s; 10) Sylvio Barros/Rafael Capoani (Brasil), a 24min32s; 17) Marcos Moraes/Fábio Pedroso (Brasil), a 59min59s.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Em dia de muita velocidade no Mundial, Equipe Mitsubishi tem 3 carros entre os 6 primeiros

A Equipe Mitsubishi Petrobras completa o primeiro dia do rali Baja Portalegre 500 e ocupa a 4ª, 5ª e 6ª colocações.

Voltando a disputar a prova após cinco anos, o português Carlos Sousa marcou o quarto tempo, 2min24 atrás do líder. "Foi uma especial muito rápida. Começamos e, quando percebemos, já estava terminando. Com isso, perdemos tempo e não conseguimos reagir. Tinha trechos muito técnicos e estradões. O ASX Racing está impecável e amanhã queremos atacar mais. O ritmo dos cinco primeiros está muito forte", destaca o piloto, que corre com o navegador Paulo Fiuza.

O primeiro dia teve duas provas. Logo pela manhã, o prólogo com cinco quilômetros definiu a ordem de largada. Na parte da tarde, a primeira especial teve 85 quilômetros. 

"Essa primeira especial foi difícil, variada e bem fácil de cometer erros, com muitas árvores e pedras no escape. Viemos em um ritmo bom, mas ainda sem usar todo o potencial do ASX Racing. O carro está excelente e essa nova configuração ficou muito boa. Agora precisamos nos acostumar a usar tudo isso", explica Guiga Spinelli, piloto da Equipe Mitsubishi Petrobras, que terminou o dia na 6ª posição, com 3min35 de diferença para o líder. "Completamos a prova em uma boa posição e foi um excelente resultado para a Equipe. Vamos continuar a imprimir um ritmo o mais forte possível", completa o piloto.

João Franciosi, que fez sua estreia a bordo do ASX Racing, aprovou sua performance. "Vim tentando me acostumar com o carro. No prólogo andei mais conversador e fui pegando o ritmo e a confiança para acelerar mais. O final da especial foi muito prazerosa, nunca tinha feito uma especial assim", destaca o piloto da Equipe Ralliart Brasil. "Para mim foi um ótimo resultado. Amanhã é outro dia, vamos rever algumas coisas e tentar sempre melhorar e se adaptar cada vez mais ao carro para andar rápido", afirma.

Segundo dia
No segundo, e último dia do Baja Portalegre, os competidores terão pela frente mais duas especiais, com 150 km e 200 km. Além de Portalegre, as cidades de Crato e Ponte de Sor recebem a competição.

domingo, 3 de novembro de 2013

E o título ficou para 2014

Definitivamente ontem não foi um bom dia para os brasileiros em Portugal. Com pouco mais de 400 km de trajeto, o Baja Portalegre ofereceu um percurso bastante seletivo, com rios fundos, trechos molhados e atoleiros mesmo em dia de sol e quebradeira de sobra. Logo na 1ª especial a prova mostrou que hoje nenhum brasileiro venceria por lá.


Marcos e DU

Faltavam apenas 30km para o fim da 1ª especial. Depois de cumprir 170 km e ver seus concorrentes diretos vulneráveis( russos vinham lentos e portugueses bateram), Marcos e Du entraram em um trecho mais molhado, um "s" estreito com duas árvores, e num momento de descuido o carro escorregou e eles bateram lateralmente em uma árvore. A batida foi mais um susto, a dupla chegou a finalizar o trecho em 3º na categoria e tentou voltar à competição. Mas devido a pancada na porta e por ter amassado levemente( 3mm) a gaiola protetora, a FIA( Federação Internacional de Automobilismo) não permitiu que os brasileiros continuassem na disputa e os desclassificou. Acabava ali o sonho do título.

" Nosso desempenho vinham sendo excelente, sabíamos que estávamos com melhor ritmo que nossos concorrentes, mas contra a decisão da FIA não há argumentos. Os portugueses também bateram na mesma árvore, só que de frente, e conseguiram relargar. Mas andaram se arrastando. E o que era para ser um dia de disputa intensa tornou-se um dia de sobrevivência. Os russos também se arrastaram pelo caminho e no final, saímos daqui como chegamos, em 3º lugar na temporada".

A vitória do mundial na T2 foi da dupla russa Alexander Baranenko e Roman Elagin, seguidos dos portugueses Rômulo Branco e João Seródio, em 2º. 

Lucas e Beco
Na 1ª especial, com apenas 30km de prova, Lucas e Beco atolaram e não conseguiram concluir a etapa. No 2º trecho cronometrado, ele mostraram que estão prontos para competir dentre os melhores do mundo e fecharam a 2ª especial com um 4º lugar na categoria e 7º na geral. 

"Essa é um competição surpreendente e não permite erros. Apesar do problema na 1ª especial, o resultado da 2ª mostra bem que temos ritmo para andar dentre os ponteiros no mundial e isso nós deixa muito felizes. Mas o dia não é de comemoração, é de certeza que vamos voltar e fazer melhor em 2014", finaliza Lucas


E assim termina o mundial 2013

Depois de 7 etapas o resumo da temporada é: eles andam forte e são concorrentes de alto nível em qualquer lugar do mundo. E ao ser perguntado sobre como seria o ano que vem, Marcos foi enfático: " vamos voltar, queremos o título mundial e vamos buscá-lo novamente em 2014".

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Varela e Gugelmin prontos para a largada do Baja Portalegre


A dupla Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin acompanhou hoje o briefing referente à edição 2012 do Baja Portalegre, o evento mais importante do todo terreno português e prova final da Copa do Mundo FIA de Rally Country. A competição inicia amanhã com a disputa de um prólogo de 5,52 km, válido para determinar a ordem de largada da programação de sábado, quando os brasileiros tem chance de conquistar o título da temporada. Modalidade muito difundida em Portugal, esta popularidade é confirmada com a participação de mais de 40 duplas locais, cerca de 60 % do total de participantes. 

"Será um fim de semana bastante animado: seremos 18 carros da categoria T2, o maior grid desta temporada", comentou Reinaldo Varela ao deixar a sala de briefing. "Para melhorar a segurança de espectadores e competidores os organizadores da prova montam áreas especiais com toda a estrutura básica em vários pontos do trajeto." 

Varela lembrou também que todas as formalidades burocráticas referentes à inscrição e apresentação de documentos do Mitsubishi Pajero foram apresentadas e aceitas pelos organizadores sem problemas. Ele e o navegador Gustavo Gugelmin já fizeram o levantamento do trajeto do prólogo e ficaram igualmente impressionados pelas características do traçado montado à margem da rodovia E-802. Segundo o catarinense de Lages "é um percurso bem variado, com subidas, descidas, muitas árvores e piso que inclui trechos de pedras e barro."

Na tabela do campeonato na categoria T2, os árabes Yahya Al Helei e Khalid Alkendi lideram com 146 pontos contra 121dos brasileiros. Entre os pilotos O italiano Elvis Borsoi está em terceiro, um ponto à frente do ucraniano Vadym Nesterchuk, que tem 79. Entre o s navegadores o francês Laurent Lichtleuchter tem 70, contra 49 do italiano Paolo Trivini-Bellini. Para chegar ao título os brasileiros precisam vencer a prova e torcer para que os árabes Al Helei e AlKendi não pontuem, o os deixariam empatados com 146 pontos. O desempate favorece Varela e Gugelmin, que conseguiram dois segundos lugares na temporada, contra apenas um dos rivais.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Marcos Moraes e Du Sachs já treinam para o Baja Portugal

Marcos Morais, Du Sachs e membros da equipe Prolama

Situada a 30 km ao norte de Lisboa, esta pequena cidade de 20 mil habitantes serviu para que Marcos Moraes e Du Sachs tivessem o primeiro contato com o carro que vão conduzir na Baja Portugal, neste próximo final de semana.

Um percurso de 3 km para preparar para 500 km! 
Na pista de testes de 3 km, utilizada normalmente pela Equipe Prolama (que vai fazer o running do carro de Moraes/Sachs), os brasileiros puderam treinar e contar com o suporte técnico da equipe que os atenderá na competição. A caminhonete da dupla brasileira está adesivada com o intuito de fomentar a promoção dos 20 anos do Rally dos Sertões para o mercado europeu. Depois de diversas voltas na pista e de testar o carro pela primeira vez, Marcos disse: "O carro, apesar de ser da Categoria T2, onde é tudo original de fábrica, me pareceu ser bem competitivo e bem ajustado. Assim acredito que vou me adaptar mais rápido a ele, considerando que venho do nosso T-REX que é um protótipo bem mais extremo. Nossa expectativa é que, além de termos um ótima prova, possamos também estar divulgando para competidores de toda a Europa as novidades para a edição comemorativa de 20 anos do Sertões", concluiu Marcos .


Prolama, um Green Team. 


Vencedores da Copa do Mundo FIA das provas Bajas em 2008, a Equipe Portuguesa se dedica a um programa intenso de sustentabilidade e se especializou, segundo ela própria, em "Preparação e Aventura em viaturas de Séries". Segundo eles, a vinda dos brasileiros é muito importante e explicam o fato em bom português: "Para a Prolama, trata-se naturalmente de um motivo de orgulho, poder viabilizar toda a participação da dupla Brasileira, estamos a preparar com todo o cuidado a participação do Marcos e do Du na Baja de Portalegre, e acreditamos que pode ser uma parceria de futuro para possíveis participações de pilotos brasileiros na Europa e para pilotos portugueses no Rally dos Sertões. É uma boa forma de assinalar-mos os 25 anos da Baja de Portalegre", concluiu Rui Sousa, referindo-se ao fato da Prolama ter sido o preparador escolhido para dar suporte à dupla brasileira.

Como é a Baja Portalegre 500. 
Duas especiais com cerca de 160 e 280 km cada. Entre ambas existe uma parada para assistência (15 minutos) e para reabastecimento (20 minutos), seguida de um reagrupamento que antecede o SS3. É uma região situada entre 400 e 600 metros de altitude, relativamente plana, mas que faz fronteira com a Serra de São Mamede. Para mais informações sobre a competição, acesse: www.bajaportalegre.com