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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Vendas de automóveis devem crescer mais que o PIB este ano


Fonte Valor Econômico
Via Abrac Online




Ao menos para o setor de carros de passeio, as medidas de incentivo criadas pelo governo federal já apresentam estar surtindo efeito positivo sobre o consumo. Estudo realizado pela consultoria LCA, obtido com exclusividade pela reportagem do Brasil Econômico, mostra que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis de até 2 mil cilindradas garantirão expansão ao segmento este ano.De acordo com as projeções da consultoria, o volume de licenciamento de automóveis novos este ano crescerá 3% ante 2011. A alta, embora branda, tira o setor da estagnação, que assolava as montadoras desde o início do ano passado. A LCA indica que haverá um pico de vendas de automóveis no terceiro trimestre, impulsionado pelo ânimo maior do consumidor, e uma acomodação no final do ano.O surto de licenciamentos, que poderá colocar o terceiro trimestre como o melhor da história da indústria automotiva, com 798 mil licenciamentos, garante expansão no ano, segundo a consultoria.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

PIB brasileiro não avança no 3º tri

Apesar de estagnação, setor agropecuário ascendeu 3,2% neste terceiro trimestre.
De acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o PIB brasileiro (Produto Interno Bruto), neste terceiro trimestre, não apresentou variação na comparação com os três meses anteriores, ou seja, o País não obteve crescimento de suas riquezas. Setores como indústria e serviços registraram variações negativas de, respectivamente, -0,9% e -0,3%, em contrapartida, o segmento agropecuário ascendeu 3,2%.

Entretanto, na comparação entre julho e setembro, de 2011, com o ano passado, o PIB demonstrou alta de 2,1%, com a agropecuária crescendo 6,9%, serviços aumentando 2% e indústria 1%.
No acumulado dos quatros últimos trimestres, o aumento das riquezas nacionais foi de 3,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. De janeiro a setembro deste ano, a expansão do PIB foi de 3,2%, o que em valores correntes condiz com R$ 1,05 trilhão.
O não crescimento do Brasil, neste terceiro trimestre, não pegou o mercado de surpresa. "Para nós, esse desempenho já era esperado", declarou Fábio Pina, assessor econômico da Fecomercio/SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).
Segundo o especialista, que recordou que a projeção inicial para 2011 era de 4%, este arrefecimento econômico foi resultado das medidas macroprudenciais adotadas pelo governo, no fim de 2010, com o intuito de evitar o recrudescimento das crises americanas e europeias.
O economista projeta que no próximo ano, o Brasil deva iniciar com um crescimento de 2% e encerrar 2012 com 4% de alta no PIB. "Na média, estaremos com 3%, mas em um cenário melhor do que este ano, pois o grave problema da dívida soberana europeia será resolvido lentamente e (o continente) irá apresentar sinais de crescimento", destacou
Apesar de uma estagnação econômica nunca ser o melhor cenário possível, Samy Dana, professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), não avalia esse como sendo o pior. "Eu não exergo como negativo. Na zona do euro, sempre um país ou outro surge com dificuldades e não para de ter problemas", ressaltou.


FONTE; WEBTRANSPO