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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Referência mundial em sustentabilidade, fábrica da GM em Joinville (SC) comemora três anos de atividades

Referência mundial em sustentabilidade e preservação do meio ambiente, a unidade da General Motors em Joinville (SC) comemora três anos de operações amanhã, dia 27 de fevereiro. Com mais de 218 mil motores produzidos nas versões 1.0 e 1.4 litros, destinados à fábrica da GM de Gravataí (RS), que são usados nos modelos Onix e Prisma, e cabeçotes de alumínio. No ano passado, a produção atingiu 121.357 unidades.

Entre as diversas inovações existentes, destacam-se a energia fotovoltaica, o uso racional da água e da energia elétrica, tratamento de esgotos por meio de jardins filtrantes e tratamento de água por osmose reversa.

Em março de 2014, Joinville foi a primeira fábrica do setor automotivo da América do Sul a conquistar a certificação internacional de construção sustentável Leadership in Energy and Environmental Design (Leed Gold) e a segunda a receber a certificação entre as fábricas da GM no mundo. Durante o processo de certificação, foram consideradas as práticas e iniciativas sustentáveis da construção civil em diversas fases; da concepção do projeto à operação. Um dos requisitos era reduzir em 10% o consumo de energia em toda da fábrica. A GM de Joinville conseguiu obter uma economia de 13,8% e deixa de emitir anualmente cerca de 120 toneladas de CO2.

A fábrica também reutiliza 26 mil metros cúbicos de água/ano, volume equivalente ao consumo de cerca de 100 residências. Em outubro do mesmo ano, atingiu o status zero resíduo para aterro, reciclando, reusando e convertendo em energia todos os resíduos das suas operações diárias.

Produção valoriza meio ambiente
O processo de manufatura de montagem dos motores conta com linha paletizada automática, controle à prova de erros e 100% de controle eletrônico de torques. Já a usinagem dos cabeçotes conta com centros de usinagem CNC e flexibilidade para reconfiguração rápida de produtos. O controle de qualidade conta com processo amparado pelo laboratório metrológico CMM e 100% de rastreabilidade de produção. O teste a frio dos motores não utiliza combustíveis e tem zero de emissões de gases e seus parâmetros são controlados por computadores.

Ainda na área da qualidade, para manter as rígidas tolerâncias nos processos de usinagem e montagem dos novos motores, todo o galpão industrial tem temperatura e umidade controlados.


Alinhado com o conceito de se buscar a máxima eficiência energética no uso de equipamentos, o sistema de ar-condicionado tipo VRV (volume de refrigerante variável) proporciona uma redução substancial no consumo de energia por meio do monitoramento interno dos níveis de CO2 para controlar o volume de ar externo de renovação em função da ocupação.


O sistema de compressores de ar com variador de velocidade e secador por adsorção - seca o ar por reação físico-química - é 8% mais econômico comparado à ASHRAE, norma norte-americana que regula o assunto.

O ambiente interior conta com luz natural e dimerização (controle automático do nível de luz artificial), monitoramento da qualidade de ar, além de controle de temperatura do ar. E ainda, o sistema de iluminação interna é de alta eficiência e toda a iluminação externa é feita por sistemas de LED.


Energia gerada por sistema inédito

O inédito sistema implantado na unidade da GM em Joinville, conta com a instalação de 1.280 módulos fotovoltaicos que ocupam uma área de 2.115 metros quadrados, e gera energia para toda a unidade industrial. A energia gerada por este sistema equivale ao consumo de 220 casas, e evita a geração de 10,5 toneladas de CO2 por ano.



Aquecimento solar garante economia

O sistema de aquecimento solar na unidade de Joinville tem capacidade para fornecer 15.000 litros de água quente por dia, o equivalente ao consumo de 750 pessoas. A economia prevista por ano pode chegar a 8.800 m3 de gás natural – ou ainda, ou 7.190 Kg de GLP ou 96.100 kWh -, evitando a geração de 17,6 toneladas de CO2 por ano. Esta iniciativa supre as necessidades dos vestiários e cozinha. No final de semana, com a produção parada, cerca de 15% a 20% do consumo de energia é suprido por energia solar.


Uso racional da água evita desperdícios

Todas as instalações dos sanitários da unidade da GM em Joinville são dotadas de torneiras e descargas de baixo fluxo, com sensor ou temporizador. Outra iniciativa de uso racional de água e também de energia é o sistema conhecido como “Wetland” (Jardins Filtrantes), considerado altamente sustentável no tratamento de esgotos, já que não utiliza produtos químicos. Na verdade, ele usa e a vegetação adaptada ao local e integrada à paisagem para o tratamento dos efluentes. Tem baixo consumo de energia, remove 90% dos poluentes e apresenta reduzida geração de resíduos sólidos.


Os jardins filtrantes ocupam uma área de 650 m2 do total dos 3.500 m2 ocupados pelo sistema de tratamento de efluentes e geram uma expressiva economia de energia elétrica, - superior a 60% se comparado a uma instalação convencional de 124 MWh/ano – deixando de gerar 3,6 toneladas de CO2 por ano, além de o custo de implementação ser bem menor que uma convencional do mesmo porte.

Mais qualidade por meio da Osmose Reversa

A tecnologia de tratamento de água por Osmose Reversa produz uma água de excelente qualidade, muitas vezes superior à da água de origem, que permite aplicação industrial irrestrita, com baixa salinidade e condutividade e isenta de micro-organismos.


Ele permite o reuso de até 26 mil m3 por ano de água, evitando o consumo de água potável suficiente para abastecer o equivalente ao consumo de 100 casas populares. A água tratada com elevado teor de pureza é utilizada para fins não potáveis, como processo industrial, sanitários, irrigação, jardinagem e lavagem de pisos.


domingo, 19 de outubro de 2014

Fábrica da GM em Joinville conquista status de zero resíduo para aterro

A fábrica de motores da General Motors em Joinville (SC) atingiu o status zero resíduo para aterro. Com isso, a companhia possui agora 122 unidades no mundo que reciclam, reusam e convertem em energia todos os seus resíduos das operações diárias.O movimento zero resíduo para aterro é parte na nossa cultura de melhoria contínua, que foi adotada pelos times globalmente”, disse Jim DeLuca, vice-presidente executivo de manufatura global da GM. “Isso não só torna as nossas operações mais eficientes e ajuda a preservar recursos vitais, como também nos permite reinvestir o dinheiro que ganhamos com a reciclagem no desenvolvimento de futuros veículos para os nossos clientes.

Durante o processo rumo ao zero resíduo para aterro, a fábrica de Joinville desenvolveu maneiras criativas de reutilizar e reciclar os seus resíduos. Ela usa, por exemplo, os restos orgânicos do refeitório como fertilizante para suas árvores e flores, enquanto a madeira de embalagens é transformada em pedestais.

Engajar empregados para realizar a correta coleta seletiva foi fundamental para o processo. O time continua dedicado à melhoria contínua, focando na redução da quantidade de resíduo produzido e achando novas formas de reuso para materiais que hoje são reciclados.Outras características ambientais da fábrica são as placas fotovoltaicas de energia solar com geração de 350 kilowatt para abastecimento de toda a iluminação dos escritórios, e um processo de osmose reversa recicla também a água tratada das descargas dos vasos sanitários. Com esse processo, a unidade economiza anualmente o equivalente a nove piscinas olímpicas cerca de 23 milhões de litros.

Em 2014, a fábrica de Joinville ganhou a certificação “Leadership in Energy and Environmental Design Gold” do U.S. Green Building Council (Conselho da Construção Verde dos EUA), sendo o primeiro complexo industrial do segmento automotivo na América do Sul a receber esse reconhecimento. Esse é o resultado de investimentos em sustentabilidade desde o início das obras, há três anos.A comunidade também foi envolvida em diversas atividades de conscientização socioambiental. Recentemente, 110 estudantes aprenderam sobre reciclagem e plantio de árvores.

Além da fábrica de Joinville, mais dez outras operações da GM alcançaram o status de zero resíduo para aterro:
CAMI (Canadá)
Colmotores (Colômbia)
Zaragoza (Espanha)
Zaragoza Stamping (Spain)
Grand Rapids (EUA)
Burton (EUA)
GM Heritage Center (EUA)
Shanghai (China)
Luton (Inglaterra)
Fontana (EUA)

Por essas onze fábricas não enviarem seus resíduos para aterro, a GM evitou a emissão de mais de 600 mil toneladas métricas de CO2. Essa quantidade é equivalente ao benefício do plantio de 15 milhões de mudas de árvores, por um período de dez anos.Nosso objetivo maior é não gerar nenhum tipo de resíduo”, disse John Bradburn, gerente global de redução de resíduos. “Até lá, nós estamos fazendo tudo o que podemos para garantir que os resíduos não vão para a terra. Criando projetos especiais de reciclagem que proporcionam reuso de embalagens para os nossos fornecedores, nós aplicamos as lições aprendidas em todas as nossas operações para que gerem impactos mais amplos e positivos”.Todas essas unidades tratam seu lixo como recursos extraordinários e empregam diversos métodos para dar-lhes um segundo ou terceiro ciclo de uso.


A GM estabeleceu uma meta para alcançar 125 localidades com zero resíduo para aterro globalmente até 2020. A empresa também alcançou a meta de 10% de redução geral de resíduos sete anos antes do planejado.A GM foi nomeada como “Michigan Green Leader” e “Green Corporate Citizen” pelo seu programa zero resíduo para aterro. Recebeu o “Top Project of the Year Award” organizado pelo “Environmental Leader” por realizar um movimento global pelo zero resíduo.