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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Financiamento de veículos mantém média de crescimento em setembro


O mais recente balanço da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras e dos Bancos das Montadoras) aponta saldo total de crédito para aquisição de automóveis de R$ 199,3 bilhões, em setembro de 2011. O resultado registrado no período aponta um crescimento anual de 7,2%, e de 13,3% frente ao mesmo período em 2010.
A linha de crescimento da carteira segue a tendência já demonstrada desde o início do ano, quando as medidas macroprudenciais do Banco Central começaram a surtir efeito na projeção de aumento do saldo de financiamento de veículos. No entanto, a Anef mantém a meta estipulada para 2011.
Das opções de financiamento, o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) registrou R$ 167,3 bilhões, alta de 33,3% no mês de setembro, comparado ao mesmo período em 2010. Já o leasing segue em queda e representa R$ 32 bilhões do restante da carteira, um descenso de 36,4% frente a setembro do ano passado.
Com relação ao PIB, o saldo de crédito para aquisição de veículos manteve a mesma média de 5,0%, o que representa 10,3% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 32,0% do total do crédito destinado a pessoas físicas.
Em setembro de 2011, o saldo do crédito bancário brasileiro atingiu o valor de R$ 1,929 trilhão, passando a representar 48,4% do PIB (estimado em R$ 3,986 trilhões), um crescimento de 3,0 pontos percentuais frente a setembro de 2010.
Taxa média de juros cai e inadimplência sobe
Desde o mês de maio deste ano, a média das taxas de juros mensais praticadas pelas associadas da entidade (taxa Anef) vem demonstrando leve queda. Enquanto junho fechou com 1,58% a.m, setembro apresentou números que chegaram a 1,53% ao mês. Conforme a tendência de 2011, o saldo de inadimplência no CDC de veículos para pessoa física, acima de 90 dias, atingiu a marca de 4,4%.
Planos de Financiamentos
Os planos médios tiveram relativa estabilidade nos últimos meses. Nos novos contratos, os planos de financiamento fecharam com a média de 42 meses, sendo que o prazo máximo oferecido permaneceu em 60 meses em setembro. No mesmo período do ano passado os prazos eram de até 72 meses

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Anef registra crescimento de 4,8% no primeiro semestre de 2011


Décio Carbonari de Almeida - Presidente da ANEF
Balanço semestral da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras e dos Bancos das Montadoras) aponta que o saldo total de crédito para aquisição de automóveis fechou o primeiro semestre de 2011 em R$ 194,9 bilhões, evidenciando um crescimento de apenas 4,8% no ano, enquanto o Total de credito do Sistema Financeiro Nacional cresceu 7,5% no mesmo período.

O cenário atual segue a tendência dos últimos meses e mostra um crescimento menor em comparação a 2010. Este panorama, provocado pelas medidas macroprudenciais do Banco Central, deve permanecer até o fim de 2011. “A Anef, no entanto, mantém a expectativa de aumento de 10% da carteira de financiamento em 2011”, afirma Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef. Em junho, as vendas à vista representaram 40% do total de veículos e comerciais leves comercializados. Já o leasing registrou queda constante neste ano, de 11% em 2010 para 7%, no primeiro semestre, mesmo com a não incidência do IOF. As vendas a prazo sofreram uma leve redução, passando de 63% no ano passado para 60% em 2011. Segundo a Anef, os seis primeiros meses foram marcados pelo impacto das medidas do Banco Central. “Vale ressaltar também o aumento das vendas a frotistas pelas Montadoras, em boa parte pagas à vista, o que também contribuiu para a redução da participação relativa do CDC e Leasing nas vendas totais”, completa o presidente da ANEF.


O saldo da inadimplência no CDC de Veículos para Pessoa Física, acima de 90 dias, apresentou aumento de 3,6% em maio para 3,8% em junho. Entretanto, os números da inadimplência acima de 30 dias indicam uma estabilidade nos últimos três meses o que, na avaliação da Anef, deverá refletir positivamente, em curto prazo, no índice acima de 90 dias. Segundo a Anef, embora venha aumentando ao longo do semestre, a inadimplência não chega a ser um fator de preocupação. Esta situação no financiamento de veículos ainda fica abaixo do índice de atraso total das Pessoas Físicas que é de 6,4%.

Taxa de Juros e Planos de Financiamentos
A taxa de juros e os planos médios tiveram relativa estabilidade nos últimos meses. Nos novos contratos, os planos de financiamento fecharam com a média de 43 meses, sendo que o prazo máximo oferecido permaneceu em 60 meses neste semestre, já no mesmo período do ano passado praticava-se prazos de até 72 meses.

Comerciais (Caminhões e Ônibus)
Neste segmento a Anef destaca o crescimento e absoluta prevalência do Finame no escoamento das vendas. A opção representa 73% dos números deste primeiro semestre. Os outros 27% se dividem entre compras à vista, financiamento, consórcio, leasing e Finame leasing. 


Motocicletas
As modalidades de pagamento nas vendas das motocicletas mantiveram as tendências de 2010. O financiamento ainda é a opção mais desejada, com 51% da procura, enquanto é possível observar uma retomada das vendas de motos através

terça-feira, 12 de julho de 2011

Medidas do Banco Central desaceleram financiamento de veículos

O saldo total de crédito do Sistema Financeiro para a aquisição de veículos fechou o mês de maio em R$ 193,1 bilhões. Balanço mensal da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) aponta crescimento de 16,8% ante o mesmo período de 2010. Segundo a entidade, apesar dos resultados positivos, os números revelam desaceleração das vendas.

“A desaceleração é consequência das medidas macroprudenciais aplicadas pelo Banco Central em dezembro de 2010 para controle de crédito no País”, afirma Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef.

Entre os meses de abril e maio o crescimento foi de 1,4%, número apenas discreto se comparado ao padrão dos anos anteriores. Para a Anef, essa retração no crescimento dos últimos anos já era esperada com a adoção das medidas pelo do Banco Central. No entanto é preciso não confundir desaceleração com retração. “Os números seguem positivos”, afirma o executivo.

Na opção de financiamento por CDC (Crédito Direto ao Consumidor), os números registraram alta de 10,6% no mês de maio comparado ao resultado de 2010. Já o leasing manteve a tendência de queda apresentada desde o início do ano. A baixa nas aquisições de veículos por meio desta modalidade de financiamento foi de 33,8% na comparação com o mesmo mês de 2010.

A taxa média de juros praticada pelas associadas à entidade fechou na mesma proporção do mês de abril, 1,6% mês (20,98% ao ano), contra 1,43% ao mês (18,58% ao ano) do mesmo período em 2010.

Com relação ao PIB, o saldo de crédito para aquisição de veículos manteve a mesma média de 5,0%, o que representa 10,7% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 32,6% do total do crédito destinado a pessoas físicas.

O saldo do crédito bancário brasileiro alcançou em maio de 2011 o valor de R$ 1,804 trilhão, passando a representar 46,9% do PIB (estimado em R$ 3,851 trilhões), um crescimento de 2,6 pontos percentuais frente a maio de 2010.

Inadimplência
De acordo com o levantamento da Anef, a inadimplência acima de 90 dias para o CDC foi de 3,6%, em maio, refletindo uma tendência anormal de aumento para os meses de março a maio. Por outro lado, as curvas de inadimplência acima de 30 dias se estabilizaram nos últimos 03 meses, o que é um alento e gera a expectativa positiva de que a piora nesse indicador tenha encontrado seu teto. Os planos de financiamento mantiveram a média de 44 meses. 

FONTE: ANEF