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segunda-feira, 30 de maio de 2016

QUEDA DE 25% NAS VENDAS PARA MONTADORAS DERRUBA SETOR DE PNEUS ENTRE JANEIRO E ABRIL

A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), que representa a indústria de pneus e câmaras de ar instalada no Brasil, divulga o balanço setorial de janeiro a abril de 2016. Segundo a associação, o volume de vendas de pneus teve queda de 3,2% em relação ao mesmo período de 2015, com destaque para os segmentos de pneu industrial, agrícola e duas rodas. "Os resultados negativos são reflexos principalmente da crise em que o país se encontra. A queda do ritmo produtivo está diretamente relacionada com a redução da demanda desses mercados", avalia Alberto Mayer, Presidente da ANIP.

De janeiro a abril deste ano, a balança comercial dos fabricantes nacionais de pneus manteve o superávit de U$S 269,55 milhões, com um saldo de 3,44 milhões de unidades de pneus (exportações menos importações).

Comparando o 1º quadrimestre corrente ao 1º quadrimestre de 2015, temos:


Montadoras
O acumulado do 1º quadrimestre de 2016 foi marcado pela queda nas vendas para montadoras em todos os segmentos, em unidades de pneus: Industriais (-73,4%), OTR (-48,2%), Duas Rodas (-42,2%), Carga (-36,7%), Agrícola (-34,7%), Passeio (-23,0%) e Camioneta (-4,8%). O resultado reflete a queda do ritmo produtivo do setor automotivo em função da menor demanda. Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a produção de veículos caiu 25,8% entre janeiro e abril deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

O gráfico abaixo traz a média móvel, sem os efeitos da sazonalidade, a movimentação das vendas dos pneus para as montadoras no período de janeiro de 2011 até abril de 2016.




Mercado de Reposição
O desempenho das vendas para o mercado de reposição se transformou em um ponto de atenção para a indústria nacional de pneus em 2016. No acumulado de janeiro a abril, o setor fechou o período com retração de 2,4%, destaque para a queda de vendas de pneus industriais (-54,4%) e de duas rodas (-14,2%). Essa porcentagem representa cerca de 363 mil pneus que deixaram de ser comercializados. "Este é um dado preocupante, pois de um lado pode mostrar uma circulação mais baixa de veículos e, por outro pode indicar que o consumidor está deixando de realizar a manutenção de um item essencial de segurança. A atenção maior fica na queda expressiva nas vendas de pneus duas rodas que pode indicar que esses consumidores estão migrando para o mercado de reforma de pneus de motocicletas, o que, além de ser ilegal, torna-se um risco enorme para a segurança dos motociclistas, pois esses pneus não são produzidos para serem reformados", destaca Mayer.

Exportações
Em relação às exportações, o resultado das vendas de pneus para o mercado externo entre janeiro de 2011 e abril de 2016, destacado no gráfico abaixo, começou a se restabelecer no segundo semestre do ano passado e fechou o acumulado de janeiro até abril deste ano com crescimento de 23,2%, em relação ao mesmo mês de 2015, destaque para o mercado de pneus de passeios que exportou cerca de 1,8 milhão de unidades, número que representa um aumento de 45,6%, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Contudo, essa retomada do segmento está longe de recuperar o fôlego das exportações de janeiro de 2011.

A desvalorização cambial mascara a baixa competitividade do produto nacional, embora grande parte dos insumos para fabricação dos pneus seja importada, neutralizando em parte esta vantagem. Mesmo assim, determinou um crescimento nas exportações, inclusive graças aos esforços dos fabricantes em aumentar as vendas no exterior.

Contudo, segundo Mayer, esta melhora de competitividade é efêmera, pois o mecanismo do câmbio é muito usado principalmente por países asiáticos e na própria China como fator de facilitação comercial. "O que precisamos para alavancar o setor são políticas mais justas e que melhorem a competitividade do produto brasileiro no exterior, dado que a concorrência no mercado global de pneus é acirrada", afirma Mayer.

Livro Branco
A necessidade de adoção de políticas que aumentem a competitividade do setor de pneus levou a ANIP a lançar o documento Livro Branco da Indústria de Pneus, que contém propostas para alavancar o crescimento do setor, como a redução do custo logístico, desoneração do processo de logística reversa, melhor acesso a insumos essenciais para a produção de pneus, estímulos à exportação, implantação de margem de preferência para a indústria nacional nas compras públicas, entre outras. O documento está disponível no site da ANIP (www.anip.org.br)

Reciclanip
Até abril de 2016, a Reciclanip coletou e destinou de forma ambientalmente correta mais de 148,9 mil toneladas de pneus inservíveis, quantia que equivale a 29,8 milhões de unidades de pneus de carros de passeio. Desde 1999, quando começou a coleta pelos fabricantes, 3,68 milhões de toneladas de pneus inservíveis foram coletados e destinados adequadamente, o equivalente a 736,0 milhões de pneus de carro de passeio. Desde então, os fabricantes de pneus já investiram R$ 835,5 milhões no programa até abril de 2016.

"A previsão de investimento para 2016 é de R$ 114,8 milhões, valor superior ao investido no ano passado. Esses recursos são utilizados para os gastos logísticos, que hoje representam mais de 60% dos nossos pagamentos, e também para todos os investimentos de destinações. Temos hoje mais de 1.000 pontos de coleta e uma média de 90 caminhões transitando diariamente, em todos os dias do ano. Toda essa complexa operação logística é comandada pela Reciclanip, que já tem experiência acumulada há 17 anos", explica Alberto Mayer,

quarta-feira, 30 de março de 2016

SETOR DE PNEUS FECHA SEGUNDO MÊS DO ANO COM QUEDA ACUMULADA DE 2,8% NAS VENDAS

A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), que representa a indústria de pneus e câmaras de ar instalada no Brasil, divulga hoje o balanço setorial de janeiro a fevereiro de 2016. Segundo a associação, o volume de vendas de pneus teve queda de -2,8% em relação ao mesmo período de 2015, com destaque para os segmentos de pneus de carga, passeio e moto. "Os resultados negativos do setor como um todo são reflexos da crise em que o país se encontra. A queda do ritmo produtivo está diretamente relacionada com a redução da demanda desses mercados", avalia Alberto Mayer, Presidente da ANIP.
 
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De janeiro a fevereiro deste ano, a balança comercial dos fabricantes nacionais de pneus manteve o superávit de U$S 113,55 milhões, com um saldo de 1,68 milhão de unidades de pneus (exportações menos importações). Outro destaque é a queda de -40,5% nas importações de pneus, em comparação a igual período do ano passado. Sempre comparando o 1º bimestre corrente com o 1º bimestre de 2015, temos:

Montadoras
O acumulado de janeiro e fevereiro foi marcado pela queda nas vendas para montadoras em todos os segmentos, em unidades de pneus: Industriais (-81,3%), OTR (-55,5%), Duas Rodas (-53,4%), Carga (-45,1%), Agrícola (-41,1%), Passeio (-29,1%) e Camioneta (-8,5%). O resultado reflete a queda do ritmo produtivo do setor automotivo em função da menor demanda do mercado. Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a retração nas vendas do setor automotivo no primeiro bimestre deste ano foi -31,3% em comparação com o mesmo período de 2015.
 
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O gráfico abaixo traz a queda consecutiva das vendas de pneus para as montadoras de março de 2015 a fevereiro de 2016, em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Mercado de Reposição
Um ponto de atenção para a indústria nacional de pneus é o fraco desempenho das vendas para o mercado de reposição no início de 2016. Apesar do aumento de 0,6% nas vendas dos fabricantes nacionais para a reposição, o mercado total deste segmento caiu 14,2%, em comparação ao mesmo período do ano passado, devido à substituição das importações, principalmente causada pela desvalorização cambial. Essa porcentagem representa mais de 1,4 milhão de pneus que deixaram de ser comercializados. "Este é um dado preocupante, pois de um lado pode mostrar uma circulação mais baixa de veículos e, por outro pode indicar que o consumidor está deixando de realizar a manutenção de um item essencial de segurança" destaca Mayer.

Exportações
Em relação às exportações, o resultado das vendas de pneus para o mercado externo entre março de 2015 e fevereiro de 2016, destacado no gráfico abaixo, começou a se restabelecer no segundo semestre do ano passado e fechou fevereiro deste ano com crescimento de 33,7% em relação ao mesmo mês de 2015. 
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A desvalorização cambial melhora a baixa competitividade do produto nacional, embora grande parte dos insumos para fabricação dos pneus seja importada, neutralizando em parte esta vantagem. Mesmo assim, determinou um crescimento nas exportações, inclusive graças aos esforços dos fabricantes em aumentar as vendas no exterior. Para continuar crescendo no mercado externo, a perspectiva para os próximos meses de 2016 é que os fabricantes nacionais de pneus se concentrem nos mercados da América Latina, focando principalmente na exportação de produtos para a Argentina.



sábado, 26 de dezembro de 2015

VENDAS DE PNEUS CAEM ENTRE JANEIRO E NOVEMBRO EM RELAÇÃO A 2014

A Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), que representa a indústria de pneus e câmaras de ar instalada no Brasil, divulga hoje o balanço setorial de janeiro a novembro de 2015. Segundo a associação, o volume de vendas de pneus para montadoras caiu 23,4% em relação ao mesmo período de 2014, com destaque para o segmento de pneus de carga, que reduziu em 49,5% as vendas no período - de 1,84 milhão de unidades de pneu vendidas de janeiro a novembro de 2014 para 933 mil unidades em 2015. "É um produto de alto valor agregado, cuja redução nas vendas impacta fortemente as receitas do setor", avalia Alberto Mayer, Presidente da ANIP.

No detalhe, as vendas de pneus de carga caíram em todos os canais: para montadoras (-49,5%), no mercado de reposição (-2,5%) e nas exportações (-19,6%). Para Mayer, o desempenho da categoria acompanha o PIB, o ritmo industrial e a economia do país, que refletem na circulação de caminhões pelo Brasil. "Quanto mais caminhões nas ruas, maior a riqueza gerada e distribuída e, portanto, maior a utilização dos pneus de carga; o que estamos vendo, no entanto, vai na direção contrária", pontua.

No segmento de pneus de passeio, houve redução de 22,2% nas vendas para as montadoras entre janeiro e novembro deste ano em relação ao mesmo período de 2014, um declínio de 9,9 milhões de unidades vendidas (2014) para 7,7 milhões (2015). Por outro lado, o mercado de reposição de pneus de passeio cresceu 15,8% em vendas no período avaliado. Este "fôlego", no entanto, deve diminuir nos próximos meses. "O consumidor tem optado por manter o veículo que já tem, realizando manutenções que levam à troca de pneus. Como essa substituição não é feita todos os anos, a expectativa é de que o mercado de reposição caia no médio prazo", explica Mayer.

Exportações e balança comercial


As exportações de pneus caíram entre janeiro e novembro de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado, de 11,42 milhões de unidades exportadas em 2014 para 11,09 milhões este ano - decréscimo de 2,9%. Ainda assim, os fabricantes nacionais de pneus seguem contribuindo positivamente para a balança comercial do país, sobretudo devido à queda de 28,2% nas importações durante o período. De janeiro a novembro, a balança comercial dos fabricantes nacionais de pneus obteve um superávit de U$S 688,51 milhões, com um saldo de 6,19 milhões de unidades de pneus (exportações menos importações). "Há um esforço para se aumentar a exportação de pneus, porém ainda enfrentamos elevados custos operacionais do país, que acabam limitando a competitividade do produto no exterior", destaca Mayer.

Exemplo disso é a borracha natural, utilizada na fabricação dos pneus. O Brasil produz apenas um terço da demanda do setor pela matéria-prima; os dois terços restantes são importados a uma taxa de 4%. "Como o volume que se importa de borracha natural é justamente o que o Brasil não é capaz de produzir, entendemos já ser elevado o atual imposto de importação de 4% e vemos com muita preocupação um possível aumento desta taxa, o que, neste caso, contribuiria para a perda de competitividade do pneu nacional", reforça o Presidente da ANIP.

A necessidade de adoção de políticas que aumentem a competitividade do setor de pneus levou a ANIP a lançar, este ano, o documento Livro Branco da Indústria de Pneus, que contém propostas para alavancar o crescimento do setor, como a redução do custo logístico, desoneração do processo de logística reversa, melhor acesso a insumos essenciais para a produção de pneus, estímulos à exportação, implantação de margem de preferência para a indústria nacional nas compras públicas, entre outras. O documento está disponível no site da ANIP (www.anip.org.br)