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quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Barry Engle assume liderança das regiões GM Internacional e América do Sul

A General Motors Co.anunciou hoje planos para combinar a liderança de suas regiões Internacional e América do Sul, a partir de 1 de janeiro de 2018, em Barry Engle, que hoje ocupa a posição de vice-presidente executivo da GM e presidente da GM América do Sul.

Engle assumirá a liderança da GM Internacional com a aposentadoria de Stefan Jacoby, no final deste ano. Jacoby, vice-presidente executivo da GM e presidente da GM Internacional, liderou a região desde agosto de 2013.

Com a combinação da GM América do Sul e GM Internacional, Engle se tornará vice-presidente executivo da GM e presidente da nova região denominada GM Internacional, assumindo responsabilidades por todas as operações da GM fora da América do Norte e China. Ele terá como missão o crescimento com lucratividade em cada mercado onde a companhia opera. Engle ficará baseado em Detroit e reportará ao presidente da GM, Dan Ammann.

“Agradecemos a Stefan pelas suas contribuições ao longo dos últimos quatro anos, especialmente pelo seu trabalho nos últimos meses conduzindo os esforços de restruturação da GM Internacional. Desejamos a ele felicidades em sua aposentadoria”, disse a Chairman e CEO da GM, Mary Barra. “A combinação da liderança das duas regiões vai suportar nossos esforços para ganhar eficiência em mercados globais”.

Engle está na GM desde setembro de 2015. Ele é Bacharel em Economia, pela Universidade de Brigham Young, e tem Mestrado em Administração de Negócios pela Wharton School da Universidade da Pennsylvania.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda - Tempo de ajustar as velas

Alta Roda nº 878/228– 033– 0oda nº852/0308– 2oda nº851/2016

Fernando Calmon
A eterna rivalidade entre otimistas e pessimistas sobre o que ocorrerá este ano com o mercado interno de veículos atingiu seu ápice nas últimas semanas. Stefan Ketter, presidente da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) para a América Latina e principal executivo do grupo no Brasil, primeiro a se manifestar a uma pergunta direta deste colunista, não fez previsões diferentes da Anfavea, que ainda acredita em um segundo semestre de reação e um resultado final de menos 7,5% (2016 x 2015) ou algo em torno de 2,38 milhões de veículos leves e pesados. 

Ele acrescentou: "O brasileiro é extremamente crítico quando fala de si, o que não faz sentido. É preciso acreditar mais no seu talento, acreditar mais em nosso povo.” Uma posição surpreendente talvez porque a Fiat, líder de mercado, tenha dois produtos novos este ano (picape Toro já lançada e subcompacto Mobi no próximo mês). A outra marca da FCA, Jeep, também vai bem com uma fábrica inteiramente nova em Pernambuco. 

Quatro dias depois, Dan Ammann, presidente mundial da GM, veio ao Brasil e manifestou enorme preocupação com os rumos da economia e política brasileiras. “Teremos que reavaliar os investimentos de R$ 6,5 bilhões no Brasil se a situação não se alterar até meados de 2017”, disse ao jornal O Estado de S. Paulo. Acrescentou que o País não é competitivo de modo geral, inclusive para exportar automóveis, nem que o dólar suba para R$ 4,50. Ele prevê que este ano se vendam no máximo 2 milhões de unidades, um recuo expressivo de 22% que, juntando-se aos 27% de 2015 ante 2014, chega a 55%.

O presidente da Volkswagen do Brasil, David Powels, dois dias depois da Ammann, reconheceu plenamente as dificuldades da indústria automobilística, mas não falou em diminuição de investimentos e adiamento de planos. Centrou-se na marca, que sofre desgaste de imagem com os problemas dos motores diesel, e preferiu falar sobre os esforços para aumentar produtividade e qualidade nas suas quatro fábricas com muito treinamento. “Continuaremos a incrementar nossas exportações”, acrescentou. 

Passaram-se mais quatro dias e o presidente da JAC Motors, Sérgio Habib, considerado mestre das estatísticas, comparou o que acontece hoje no Brasil com outros países que tiveram quedas bastante expressivas nos anos recentes: Estados Unidos, Espanha, Itália e Portugal. “Nada indica que somos diferentes dos outros. Este ano teremos nova queda superior a 20% e será difícil chegar a dois milhões de veículos vendidos (incluídos os pesados). Regredimos para o ano de 2006.” Quanto ao futuro, foi ainda mais ácido: só entre 2022 e 2023 voltaremos ao patamar já atingido em 2013. 

O balanço entre as afirmações de quatro executivos tende nitidamente para um tempo de suor e lágrimas. Desemprego em alta, inflação fora da meta e desajustes fiscais de fato desanimam. William Ward, teólogo católico inglês (1812-1882), cunhou a frase: “O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas.” O grande problema do Brasil é saber como e quem vai ajustar as velas. Se os políticos deixarem. 

RODA VIVA 

Entre os quatro produtos de uma nova arquitetura de compactos até 2018, tudo indica a transformação do Fox num crossover para atender o mercado de SUVs compactos em que a VW está ausente (CrossFox é paliativo). Mudanças devem ser mais profundas que no Honda WR-V, na realidade uma evolução no Fit Twist com a tradicional criatividade brasileira. 

JAC T5 é um SUV compacto que demonstra a evolução chinesa principalmente em relação ao estilo em parceria com casas italianas de desenho. Interior muito espaçoso, boa posição ao volante e porta-malas grande (600 litros, mas aqui há exagero no método de medição). Suspensão passa sensação de firmeza e segurança, apesar da altura típica desses modelos. 

MOTOR de 1,5 L/127 cv (etanol) do T5 junta-se a câmbio manual de seis marchas para reduzir consumo (automático CVT disponível em agosto). Lista de equipamentos do T5 é generosa. Sistema multimídia com tela de 8 pol. (só encontrável em veículos de maior porte) permite espelhar telefones Android e aplicativo Waze. Preços são bem competitivos: R$ 59.990 a R$ 68.990. 

SEGUNDO o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil), a chave de ignição presencial, entre outras vantagens práticas como acionar o veículo sem necessidade de inserir a chave no painel ou coluna de direção, tem características adicionais interessantes. Ela dificulta a localização de antenas de curto alcance e equipamentos usados em furtos de automóveis. 

SITE especializado em cotações de preços de seguros para automóveis – www.comparaonline.com.br/seguroauto – é boa ferramenta para quem quer economizar. Não inclui a totalidade das seguradoras, mas permite pesquisas abrangentes, em especial pelo valor da franquia, coberturas, benefícios e formas de pagamento. Tudo grátis. Pede, porém, dados pessoais. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).


Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                                                                                                                               

quinta-feira, 27 de março de 2014

Fernando Calmon - Alta Roda - É só discurso

Alta Roda nº 777/127– 27/03/2014


Fernando Calmon
Maior parte dos que leem essa coluna provavelmente não estará em condições de confirmar as previsões que se multiplicam sobre como se moverão os carros no futuro. Há certo consenso em torno da tração elétrica, apesar dos vários obstáculos a superar. Dúvidas, porém, persistem sobre quando se aposentará definitivamente o veterano (Ciclo Otto tem 147 anos) e quase onipresente motor de combustão interna (MCI). O que já se sabe, para os próximos anos, é a convivência pacífica entre MCI e motores elétricos, de forma separada ou em conjunto por meio de soluções híbridas. 


Uma recente e bem fundamentada projeção veio da empresa energética Shell, bem mais conhecida por sua principal atividade petrolífera. Segundo ela, em 2070 só existirão veículos movidos a eletricidade, mas sua adoção, obviamente, será paulatina. Os pesados e os que percorrem grandes distâncias estarão entre os últimos na escala de substituição. Automóveis, em especial os utilizados em cidades quase todo o tempo, trocarão de fonte de propulsão antes. Não há previsão exata, mas pode acontecer entre 2035 e 2050, com coexistência e transição de convencional para híbrido e deste para o elétrico puro. 

Então ainda resta saber o que estará nos tanques de mais de um bilhão de veículos produzidos por década, ritmo previsto para dentro de cinco anos. Um papel importante está reservado aos biocombustíveis – obtidos de fontes renováveis ou limpas – entre eles o etanol de cana-de-açúcar. Ao contrário do que acontecia em passado recente, as petrolíferas já consideram essa alternativa complementar ao seu negócio. Prova disso foi o Seminário Internacional de Biocombustíveis realizado, semana passada em São Paulo, pelo Instituto Brasileiro do Petróleo e o WPC (sigla em inglês para Conselho Mundial do Petróleo). 

Pouca novidade surgiu de dois dias de conferências e painéis, mas saltou aos olhos que o Brasil está encrencado por falta de objetividade e sensatez na política de combustíveis. Muitas palavras enalteceram o país como produtor competitivo de etanol. Mas, só este ano vão-se importar US$ 11 bilhões em diesel e gasolina. E essa conta tende a subir no curto prazo. Novas refinarias produzirão diesel e mal darão conta do aumento de consumo e substituição de importações. 

Aparentemente, todo o consumo adicional de gasolina deveria ser coberto com ajuda do etanol. Mas pouquíssimas destilarias estão em construção, no momento. Há algum esforço em investir no etanol de segunda geração, porém muito longe de equacionar o problema. 

A nova refinaria Abreu e Lima, de Pernambuco, focada em diesel (sem produção de gasolina) custará à Petrobras vultosos US$ 18 bilhões para produzir 250 mil barris/dia de derivados de petróleo. Destilarias convencionais de etanol produziriam o mesmo volume com investimentos em torno de um quarto daquele total, sem contar a diferença brutal na geração de empregos. 

Há o fato de que a gasolina continua com preço controlado pelo governo e os custos de produção de etanol subindo. Nos postos, se o biocombustível custar acima de 70% do preço da gasolina a grande maioria dos motoristas desconsidera o seu uso. 

O discurso é bom, mas na prática nada acontecerá. 

RODA VIVA 

CONCIDENTEMENTE, dois altos executivos do exterior – Dan Ammann, da GM e Michael Macht, da VW – estiveram em visita às respectivas filiais no País, semana passada. O primeiro admitiu que o mercado ficará meio parado neste e no próximo ano. No entanto, ambos confirmaram investimentos previstos, apesar de preocupações de curto prazo que não devem ser poucas. 

DESEMBOLSOS de capital em ampliações fabris já foram feitos pelas duas marcas. Porém, produtos novos, motores de maior eficiência energética e instalações mais produtivas ainda consumirão dinheiro nos próximos anos. Resta saber a reação de quem ainda constrói instalações. Apesar de construções modulares ajudarem, há risco de excesso de capacidade. 

TRABALHO muito bom de suspensões foi executado na versão aventureira do Volvo V40 Cross Country. Tração 4x 4 e motor turbo de 5 cilindros/210 cv lhe dão competência fora de estrada (ganhou 4 cm na altura), sem tirar prazer de dirigir em asfalto. Não exagerou demais nos apêndices. Visibilidade traseira incomoda e sofre com os impostos altos: R$ 141.500. 

TOYOTA chama atenção de que dispensou contabilidade criativa ao apresentar os preços do novo Corolla. Dessa forma, considerou, nos valores informados nessa coluna, o balanço final entre o que saiu, o que entrou e o que custa mais caro agora em termos de equipamentos e acessórios, nas três versões oferecidas: GLi, XEi e Altis. 

ATÉ AGORA, o próprio Contran deixou de cumprir o estabelecido em suas próprias resoluções. Ajudaria muito se já estivesse regularizado o aviso no certificado anual de licenciamento de que o proprietário não executou o recall. Mesmo os desinformados ou esquecidos tratariam de regularizar a situação. Isso ajudaria bastante quanto à segurança. 


PERFIL
   
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon