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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Projeto de borracha a partir do dente-de-leão da Continental é premiado na Automechanika 2016

A Continental conquistou na Automechanika 2016, realizada entre os dias 13 e 17 de setembro em Frankfurt, na Alemanha, os prêmios Innovation e Green Award pelo seu projeto de pesquisa “Taraxagum”, para utilização do látex do dente-de-leão na fabricação de pneus. Eles são um reconhecimento ao intenso trabalho de pesquisa desenvolvido há anos pela empresa alemã visando a produção de pneus e de outros produtos de borracha a partir da raíz dessa planta.

Ao cultivar o dente-de-leão de origem russa nas proximidades de sua fábrica, a Continental encurta as distâncias de transporte e reduz a emissão de CO2. Dessa forma, a empresa também espera tornar-se um pouco menos dependente da flutuação do mercado mundial de borracha. O dente-de-leão russo pode ser cultivado no Norte e no Oeste da Europa.

"Nosso projeto Taraxagum demonstra um dos aspectos envolvidos no desenvolvimento de materiais para os pneus do futuro. Estamos trabalhando tanto na melhoria do desempenho técnico como para tornar o composto do pneu e o seu processo de produção significativamente mais sustentáveis. Por isso ficamos muito satisfeitos em receber esse reconhecimento", disse Maria Hanczuch, da unidade de desenvolvimento de negócios de pneus para passageiros e caminhões leves da Continental.

Há cinco anos, a Continental começou a trabalhar no desenvolvimento do “Taraxagum” em colaboração com o IME Fraunhofer Institute, com o Julius Kühn Institute e com especialistas em plantas de ESKUSA, em Parkstetten, na Alemanha. O dente-de-leão russo foi cultivado de modo a poder ser produzido em maiores quantidades por hectare do que a borracha tradicional "hevea brasiliensis", derivada das árvores tropicais. A Continental também desenvolveu novos processos e métodos produtivos para obter a borracha empregada na fabricação de pneus e de outros produtos a partir da seiva de látex da raiz da planta.

Lotes iniciais de pneus de inverno para carros de passeio, pneus para veículos comerciais e suportes de motor empregando a borracha "Taraxagum" já foram produzidos. Testes realizados pela companhia atestaram que a borracha do dente-de-leão tem desempenho tão bom quanto a borracha natural em produtos padronizados equivalentes.

A Continental anunciou recentemente a construção de um centro de pesquisas em Anklam, na Alemanha, para a produção de borracha a partir da seiva látex do dente-de-leão russo e planeja investir cerca de € 35 milhões nesse novo local até 2021.


Os institutos e as empresas envolvidas no projeto Taraxagum já receberam diversos prêmios reconhecidos internacionalmente, como o Green Tech Award, em 2014 e, em 2015, o Joseph von Fraunhofer, da Sociedade Fraunhofer.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Pneu de Dente-de-Leão: Continental apresenta modelo teste

A Continental Pneus alcançou um marco significativo em seu projeto de pesquisa voltado para o emprego da borracha extraída do Dente-de-Leão na produção de pneus ao apresentar na Alemanha os primeiros pneus de teste fabricados a partir de um inovador material que a empresa está chamando de Taraxagum, nome derivado da definição botânica do Dente-de-Leão. A borracha natural nas bandas de rodagem desses pneus de teste foi completamente substituída por Taraxagum. Esse importante passo deixa a Continental ainda mais próxima de atingir a sua meta de tornar a sua linha de produção mais sustentável e menos dependentes das matérias primas tradicionais.

“Após vários anos de pesquisa e desenvolvimento e trabalhando em conjunto com o Instituto Fraunhofer de Biologia Molecular e Ecologia Aplicada, nós estamos entusiasmados em levar os primeiros pneus Dente-de-Leão para a pista. Como estratégia para fazer o melhor uso do cultivo dessa planta até aqui, decidimos construir pneus de inverno para carros de passeio, já que eles demandam um alto percentual de borracha natural”, explica Nikolai Setzer, membro do Conselho Executivo da Continental e responsável pela Divisão de Pneus.

A Continental tem a intenção de industrializar a borracha de Dente-de-Leão e introduzi-la na produção em série entre os próximos cinco a dez anos. Os pneus passarão por testes no campo de provas Contidrom, próximo a Hanover, bem como em Arvidsjaur, na Suécia. “Trata-se de algo da maior importância, uma vez que não faremos qualquer concessão quando se trata de avaliar o desempenho”, destaca Setzer.

“O processo de desenvolvimento do Taraxagum tem sido muito promissor até aqui e vamos continuar a industrialização em conjunto com os nossos parceiros. Estamos muito confiantes de que os atuais resultados de nossas pesquisas serão confirmados também nos testes dos pneus na pista e que eles alcançarão as metas de desempenho que projetamos”, acrescenta Dr. Andreas Topp, Chefe de Desenvolvimento de Material e de Processos, bem como de Industrialização para pneus da Continental. Através de intensa pesquisa em cooperação com o Instituto Fraunhofer, com o Instituto Julius Kühn e com o multiplicador de plantas Aeskulap GmbH um tipo de Dente-de-Leão de alto rendimento e muito robusto de origem russa foi cultivado.


No longo prazo o objetivo deste projeto é encontrar uma solução ecológica, econômica e socialmente viável para a demanda crescente por borracha natural. O Dente-de-Leão russo pode ser cultivado em terras não usadas previamente em regiões temperadas por toda a Europa e também próximo às plantas da Continental Pneus. Isso reduz as rotas de transporte, minimizando também o impacto ambiental. Em maio deste ano, o projeto da borracha de Dente-de-Leão recebeu o prestigiado prêmio ambiental e econômico “GreenTec Award”, na categoria Mobilidade Automotiva.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

BRIDGESTONE DESCOBRE QUE A PLANTA “DENTE-DE-LEÃO” PODE SER UMA FONTE SUSTENTÁVEL DE BORRACHA NATURAL



A Bridgestone Corporation anunciou recentemente que a pesquisa conduzida pela Bridgestone Americas Tire Operations (Bridgestone Americas) com o Dandelion, originário da Rússia, conhecido no Brasil como dente-de-leão, tem produzido resultados promissores, indicando que a borracha extraída dessa planta pode se tornar comercialmente viável, uma fonte renovável de alta qualidade para a fabricação de pneus.A Bridgestone Americas é um dos vários colaboradores que participam do projeto Russian Dandelion liderado pelo Programa de Excelência em Alternativas à Borracha Natural (PENRA) – do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Agrícola, da Universidade do Estado de Ohio. O principal objetivo da empresa neste projeto é acompanhar de perto o desempenho da borracha produzida por meio da planta.

“Nós sabemos que existem mais de 1.200 tipos de plantas a partir das quais a borracha poderia, em teoria, ser extraída, mas encontrar uma que produza borracha com a qualidade e a quantidade necessária para atender às demandas atuais do mercado de pneus é um desafio”, diz o Presidente do Centro de Pesquisas e Tecnologia da Bridgestone Américas, Dr. Hiroshi Mouri. “A Bridgestone continua a dedicar recursos substanciais para encontrar alternativas sustentáveis para a borracha natural necessária para a fabricação de pneus e outros produtos de borracha de alta qualidade. Estamos entusiasmados com esta descoberta”.As subsidiárias da Bridgestone irão realizar testes adicionais com a borracha natural extraída da “dente-de-leão” em seus laboratórios técnicos em Akron e Tóquio neste verão, com testes em maior escala que acontecerão em 2014. Essa notícia vem complementar o anúncio feito em março que divulgou o projeto de pesquisa para extrair borracha do Guaiúle, um arbusto nativo do sudoeste dos Estados Unidos e do norte do México, como uma alternativa à borracha natural colhida da seringueira (também conhecido como árvores de Hevea). Para este projeto, a Bridgestone Americas está construindo uma fazenda piloto, com a criação de um Centro de Pesquisas para o processo da borracha, no sudoeste dos Estados Unidos.

A “Dente-de-Leão” e o Guaiúle têm quase as mesmas qualidades comparadas com a borracha natural extraída da árvore de Hevea, que é atualmente a principal fonte de borracha natural utilizada nos pneus.Este novo projeto, bem como o do Guaiúle, está sendo realizado pela Bridgestone Americas em colaboração com a Bridgestone mundial. A empresa está fornecendo o financiamento e dicas estratégicas para este projeto enquanto a Bridgestone Americas é responsável pela sua execução. A Bridgestone Americas está aproveitando os recursos do Centro de Pesquisas e Tecnologia da Bridgestone Americas e do Centro Técnico Américas, em Akron, Ohio, para prestar apoio técnico e de pesquisa para ambos os projetos. Com a expectativa do aumento a curto e longo prazo da demanda por pneus, o Grupo Bridgestone tem abraçado a sua responsabilidade no desenvolvimento de tecnologia e práticas de negócios que incentivem a conservação de recursos naturais finitos. Através de esforços únicos, como os projetos da planta Russian Dandelion e o Guaiúle, o Grupo Bridgestone está trabalhando para desenvolver pneus usando 100% de materiais sustentáveis (renováveis e recursos recicláveis).

A companhia está envolvida em outros esforços para elaborar tecnologias e processos para reduzir, reutilizar e reciclar os recursos, bem como projetos para desenvolver pneus conceituais feitos com 100% de materiais sustentáveis e espera poder compartilhar informações sobre esses projetos no futuro. Para saber mais sobre todas as atividades ambientais da Bridgestone pelo mundo, acesse o site http://www.bridgestone.com/responsibilities/environment/.

Para saber mais sobre o projeto da planta Russian Dandelion, visite o site http://www.oardc.osu.edu/penra/.