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sexta-feira, 13 de março de 2020

Mercedes-Benz do Brasil exporta 58 caminhões Atego e Accelo para o Egito


A Mercedes-Benz do Brasil acaba de realizar uma importante venda para o continente africano. A Empresa negociou a exportação de 58 unidades de caminhões Accelo e Atego para o Egito, sendo 28 modelos Atego 1725/48 4x2, dois Atego 1725/36, oito Atego 1418 e 20 Accelo 915. Esses veículos, produzidos na fábrica de São Bernardo do Campo, em São Paulo, serão entregues no primeiro trimestre deste ano.

Esses caminhões serão utilizados no grande projeto egípcio da Nova Capital do Cairo, que está sendo criado a cerca de 40 km da cidade, sendo destinados à limpeza de esgotos e estradas. “Essas operações severas exigem veículos robustos, resistentes e que tenham ótimo custo-benefício. Por isso, essa nova venda reafirma a preferência dos clientes pelos caminhões Mercedes-Benz produzidos no Brasil e reforça o compromisso da marca em oferecer modelos de acordo com a necessidade de cada país”, afirma Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil.

Os caminhões Atego 1725 e os Atego 1418 serão equipados com sweeper (vassoura móvel) para limpeza de ruas e estradas. Já o Accelo 915 terá o implemento jet vaccum para
serviços de limpeza de esgoto.

Os caminhões Mercedes-Benz produzidos no Brasil fazem sucesso no Egito também em severas operações fora de estrada. Modelos Atego 1725 4x4 adquiridos no ano passado, por exemplo, são utilizados atualmente como caminhão-tanque e para suporte logístico em operações da ONU no deserto.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

MARCOPOLO RECEBE PRÊMIO APEX-BRASIL 2014

A Marcopolo, uma das maiores fabricantes de ônibus do mundo, recebeu, no final de maio, o Prêmio Apex-Brasil de Excelência em Exportação 2014 – “O Brasil que vai além” -, na categoria Empreendedor Internacional, instituído pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A empresa foi reconhecida pelas diversas iniciativas que promoveu em seus processos de exportação, investimentos aplicados em suas unidades no Brasil e no exterior e constante crescimento de suas operações. A premiação foi recebida pelo gerente de Operações Comerciais do Mercado Externo da Marcopolo, Ricardo Portolan.
  
Com mais de 20 mil colaboradores, a Marcopolo possui unidades fabris em 10 países, sendo três no Brasil (duas unidades em Caxias do Sul – RS, uma em Duque de Caxias – RJ), África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, Colômbia, Egito, Estados Unidos, Índia e México.

A 5ª edição do Prêmio Apex-Brasil prestou homenagem a 16 iniciativas e lideranças empresariais que acreditam no Brasil e que investem em produtos competitivos e inovadores que estão fazendo sucesso no exterior. Para escolher os homenageados, a Apex-Brasil avaliou quesitos como liderança empresarial, ações sustentáveis, inovadoras e de atração de investimentos. Também foram avaliadas iniciativas de internacionalização de produtos e serviços brasileiros e o desempenho exportador de empresas de grande, médio e pequeno portes. Ainda foram destacadas ações estratégicas de marketing de relacionamento e de inteligência comercial.


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Vitória brasileira na Polônia


Se um campo de guerra foi a base para a competição deste final de semana no cross country mundial, os brasileiros Marcos Moraes e Fábio Pedroso venceram com louvor! A dupla garantiu os melhores tempos na categoria T2 em todas as especiais disputadas."Vencemos uma das provas mais difíceis que a temporada ofereceu e complicamos o jogo para a última etapa do ano. Essa prova foi desgastante, dura e nos deu um gás a mais para acreditar que podemos repetir esse bom resultado em Portugal. Vamos com tudo para o Portalegra", avisa Marcos. Ele também destaca o desempenho de seu navegador Fábio Pedroso, que em sua competição de estreia conquistou sua 1ª vitória, " O Fábio fez um bom trabalho e isso mostra o alto nível dos competidores que temos no Brasil hoje".


Entenda o contexto
Em 3 dias de prova, foram 477,5 km divididos em um prólogo de 11,5km e quatro especiais. No sábado, duas de 165 e neste domingo, duas de 68. Marcos e Fábio venceram todas elas, e mais, a vitória deles e a desclassificação dos até então líderes portugueses, deu aos russos a liderança do campeonato. Na prática isso significa que pós o cancelamento da etapa do Egito ( que seria a penúltima do mundial), a final em Portugal será um tudo ou nada para brasileiros e portugueses, com os russos Alexander Baranenko e Roman Elagin administrando a vantagem de pontos de olho no título. E se os portugueses perderam a liderança e os brasileiros estão no jogo, o Portalegre tem tudo para ser sensacional no quesito disputa. 

Resultado Polônia
1º Marcos Moraes/Fábio Pedroso - BRA - 8h0min29seg
2º Alexander Baranenko e Roman Elagin - RUS - 8h35min37seg
3º Sebestyen Sándor/ Bognar József - HUN - 9h02min27seg

Classificação do Mundial após a etapa da Polônia
1º Alexander Baranenko e Roman Elagin - RUS - 122
2º Romulo Branco e João Serodio - POR - 108
3º Marcos Moraes/Fábio Pedroso - BRA - 97

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Baja Hungria é o próximo desafio de Marcos Moraes e Du Sachs


Marcos e Du embarcam nesta terça-feira, as 18:00h, rumo a Hungria. Por lá, de 15 a 18 de agosto, o Baja Hungria reunirá seus melhores pilotos nacionais e as estrelas mundiais do esporte. A dupla brasileira, após não completar a etapa passada, na Espanha, devido a um acidente, precisa fazer uma prova limpa, que garanta uma boa colocação para galgar pontos e posições no mundial."Ainda dá tempo de uma virada na pontuação. A questão é que daqui para frente temos que buscar nosso rendimento máximo. Sofremos um bocado nas etapas de deserto, não conseguimos concluir na Espanha e agora é ir pra cima, buscar o resultado que precisamos", diz Marcos.

Ao todo serão 443,5 km de trechos cronometrados de 601 totais.
A programação inclui: um super prime de 7,5km + duas especiais de 120km no sábado + duas especiais de 98kms no domingo.


O Mundial de Rally Cross Country é composto por 8 etapas, 4 já foram realizadas e as próximas 4 podem confirmar ou mudar a história desta temporada. As etapas que vem pela frente são Hungria, Polônia, Egito e Portugal, destas, as em solo europeu costumam reunir os mais importantes times e competidores do mundo, e são tratadas como grandes eventos em suas cidades sedes. Com pisos que tendem a ser parecidos e especiais mais curtas, que na maioria das vezes se repetem, por lá o rally se torna um jogo de disputa onde o limite de cada competidor ditará seu desempenho. Bom para os mais ousados e para quem tem um bom suporte técnico. Já o Egito, com seu cenário político inquieto, leva os competidores de volta a areia e a áreas mais desérticas, e propõe elevar o conceito velocidade + aventura.


domingo, 7 de outubro de 2012

Após 4º lugar no Egito Varela e Gugelmin miram Portugal



Com o quarto lugar conquistado no Rally dos Faraós, encerrado hoje na cidade do Cairo (Egito), Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin conseguiram adiar para o Baja Portalegre - que acontece de 1 a 2 de novembro, em Portugal -, a decisão da categoria T2 Copa FIA de Rally Cross Country. Após seis etapas disputadas os árabes Yahya Al Helei e Khalid Alkendi lideram com 146 pontos, 25 a mais que os brasileiros. Com a vitória na classificação geral no Rally dos Faraós o árabe Khalifa Al-Mutaiwei e o alemão Andreas Schulz conquistaram o título na categoria T1 com antecipação de uma etapa. 

A etapa de hoje do rally egípcio consolidou a competição com a fama de "mini Dakar", tamanhas as dificuldades enfrentadas pelos concorrentes de todas as modalidades envolvidas na prova: carros, motos, caminhões e veículos clássicos. Além disso, o serviço de informação da prova também mereceu destaque ao informar, por volta das 12 horas (horário de Brasília), um resultado que apontava os brasileiros na segunda colocação e ignorava a dupla árabe Yahya Al Helei e Khalid Alkendi, o que colocada Varela e Gugelmin na liderança da Copa FIA.

"Infelizmente essa informação não refletia a realidade", filosofou Reinaldo Varela de volta ao Cairo, ao embarcar rumo a São Paulo, onde deve chegar amanhã (domingo, 7). "Seria, sem dúvida, o melhor resultado para nós, porém, nosso carro teve problemas mecânicos e largamos para cumprir tabela, nada mais do que isso". 

Pelo regualmento da FIA as provas do tipo "cross country permitem pontuação dobrada em relação às demais, fato que incluiu o Rally dos Faraós. Em Portugal, onde a vitória equiavale a 15 pontos, o título da categoria T2 será decidido na base do tudo ou nada: os árabes Al Helei e Alkendi agora somam 146 pontos, frente a 121 dos brasileiros. Em outras palavras, para reverter a situação Varela e Gugelmin precisam vencer a etapa final e esperar que seus adversários não pontuem. Esta combinação deixaria as duas duplas empatadas, mas com dois segundos lugares em Abu Dhabi e Dubai, contra apenas um dos árabes, no Egito, o desempate será favorável à dupla do Divino Fogão Rally Team. 

"É uma combinação difícil de resultados difícil, já que eles andam bem e são regulares, mas não é impossível", explicou Gustavo Gugelmin, que no Egito foi obrigado a "testar" os serviços médicos da competição em pleno deserto. "Nunca cavei tanta areia em minha vida. Na etapa de quarta-feira estive próximo a sofrer um desmaio, de tanto que encalhamos e paramos para ajudar concorrentes. Sem dúvida o Rally dos Faraós merece o título de mini Dakar."

A classificação extraoficial da categoria T2 do Rally dos Faraós na etapa de hoje:

1) Jun Mitsuhashi (JPN)/Alain Guehennec (FRA), Toyota VDJ200, 3h14m51
2) Yahya Al Helei (ARE)/Khalid Alkendi (ARE), Toyota Land Cruiser, 3h30m21
3) Reinaldo Varela (BRA)/Gustavo Gugelmin (BRA), Mitsubishi Pajero V80, 7h42m23

A classificação final extraoficial da categoria T2 do Rally dos Faraós após seis etapas:

1) Jun Mitsuhashi (JPN)/Alain Guehennec (FRA), Toyota VDJ200, 25h57m43
2) Yahya Al Helei (ARE)/Khalid Alkendi (ARE), Toyota Land Cruiser, 29h38m41
3) Nicolas Gibon (FRA)/Akira Miura (JPN), Toyota VDJ200, 30h11m48
4) Reinaldo Varela (BRA)/Gustavo Gugelmin (BRA), Mitsubishi Pajero V80, 37h20m6 

sábado, 6 de outubro de 2012



A saga de Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin na disputa do Rally dos Faraós parece não ter fim: na quinta etapa disputada hoje, entre Abu Mingar e Tibniya, os brasileiros enfrentaram problemas comuns a todos os concorrentes e também imprevistos que prejudicaram notadamente o desempenho do seu carro. Tais contratempos relegaram a dupla do Divino Fogão Rally Team ao quarto posto na classificação geral da competição, que termina amanhã, na cidade do Cairo. Como praticamente todos os concorrentes perderam tempo atolados a diferença na classificação geral em relação aos árabes Yahya Al Helei e Khalid Alkendi - principais adversários na luta pelo título da categoria T2 -, caiu de aproximadamente 2h15 para pouco mais de 50 minutos, o que serviu de alento para o piloto paulista e o navegador catarinense.

"Foi mais um dia complicadíssimo", comentou Reinaldo Varela ao chegar ao reencontrar funcionários do bivouac - o acampamento montado no deserto para servir de parque de apoio -, de Tibniya. "Foi um dia praticamente sem nada: ficamos sem tração em duas rodas, sem rumo e, por mais de metade da prova, sem a centralina (o computador que coordena os circuitos eletrônicos do motor) -, funcionando como deveria…"

Com tração em apenas duas rodas Varela e Gugelmin viram-se obrigados a impor um ritmo muito mais lento e completaram o percurso bem próximos do tempo limite. Por outro lado, o problema que afetou a maioria dos concorrentes ainda na fase inicial da prova foi a respeito das trilhas a seguir no deserto. 

"Praticamente todos os competidores, de carros e motos, que ainda continuam disputando o rally tiveram problemas de navegação hoje. Parece que todos os sistemas de indicação de rotas fizeram greve", comentou Gugelmin com seu peculiar bom humor. Recuperado da exaustão que o levou a receber cuidados médicos ao final da etapa de ontem, o catarinense reforçou que a disputa com os árabes pelo título da temporada ficou mais equilibrada. "Chegar imediatamente atrás deles neste rally é o resultado básico da nossa estratégia e agora eles estão em terceiro e nós em quarto. Com um pouco de sorte podemos até superá-los, o que seria muito melhor."

A classificação extraoficial da categoria T2 do Rally dos Faraós na etapa de hoje:

1) Jun Mitsuhashi (JPN)/Alain Guehennec (FRA), Toyota VDJ200, 5h12m19
2) Nicolas Gibon (FRA)/Akira Miura (JPN), Toyota VDJ200, 5h14m20
3) Yahya Al Helei (ARE)/Khalid Alkendi (ARE), Toyota Land Cruiser, 6h37m52
4) Reinaldo Varela (BRA)/Gustavo Gugelmin (BRA), Mitsubishi Pajero V80, 7h37m28

A classificação extraoficial da categoria T2 do Rally dos Faraós após quatro etapas:

1) Jun Mitsuhashi (JPN)/Alain Guehennec (FRA), Toyota VDJ200, 22h42m52
2) Yahya Al Helei (ARE)/Khalid Alkendi (ARE), Toyota Land Cruiser, 26h8m20
3) Nicolas Gibon (FRA)/Akira Miura (JPN), Toyota VDJ200, 21m47m40
4) Reinaldo Varela (BRA)/Gustavo Gugelmin (BRA), Mitsubishi Pajero V80, 29h22m45

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Areias do Egito cobram preço caro de Varela e Gugelmin



Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin viveram um dia de descobertas no deserto do Egito: no primeiro dos seis dias de competição do Rally dos Faraós a dupla brasileira atolou três vezes na especial de 339 km. A etapa de hoje iniciou em Gizé, a 20 km da capital egípcia e à margem direita do rio Nilo; ainda mais significativo foi o fato da largada promocional ter acontecido próximo à Grande Esfinge, um dos principais monumentos da humanidade e uma cadeia de pirâmides. A especial de hoje foi e foi marcada por dois deslocamentos de 120 km, um no início e outro no final da prova de classificação, e o nível de dificuldade já pode ser sentido quando foi divulgado o primeiro resultado extraoficial do dia: dos 39 veículos presentes na largada apenas 23 completaram o percurso dentro do prazo limite."Foi um dia bem difícil", comentou Varela ao chegar ao ponto de apoio em Tibniya. "Atolamos três vezes hoje, mas só uma vez por nossa culpa. Nas outras duas fomos obrigados a parar porque alguns adversários estavam interrompendo a trilha e não podíamos arriscar um caminho diferente. Amanhã temos que descontar a diferença para os nossos rivais árabes e abrir a alguma vantagem. É fundamental para nós terminar o rally à frente deles."

Não bastassem as dificuldades de pilotar na areia, o regulamento particular do Rally dos Faraós só permite a utilização de equipes de apoio ao final da prova especial. "Com isso acabamos andando com um carro mais pesado que o normal, o que acaba impondo um ritmo de velocidade mais brando. Vale lembrar que o nosso carro está inteiro, o que nos deixa confiantes para iniciar esse ataque e descontar o prejuízo" comentou Gustavo Gugelmin. O percurso de amanhã começa e termina em Tibniya, a sudoeste da capital, onde está montada o bivouac, acampamento no meio do deserto que servirá de base para os concorrentes do rally hoje, amanhã e na sexta-feira, véspera da etapa final da prova. 

Os três melhores da etapa de hoje:
1) Jun Mitsuhashi (JPN)/Alain Guehennec (FRA), Toyota VDJ200, 3h1m21
2)Yahya Al Helei (ARE)/Khalid Alkendi (ARE), Toyota Landcruiser, 3h52m10
3) Reinaldo Varela (BRA)/Gustavo Gugelmin (BRA), Mitsubishi Pajero V80, 3h58m51 

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Em busca do título, Varela e Gugelmin largam na frente de rivais



Ao contrário do que acontece normalmente nas etapas da Copa FIA de Rallye Cross Country, os organizadores do Rally dos Faraós - que começa amanhã, no Cairo -, optaram por definir a ordem de largada da primeira etapa por sorteio, e não pelo tradicional método de disputa de prólogo contra-relógio. Para Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin, vice-líderes do certame na categoria T2, o resultado dessa decisão pode ser considerado positivo já que a dupla árabe Yhaya Al Helei e Khalid Al-Kendi vai largar três posições atrás dos brasileiros do Divino Fogão Rally Team."Ao sair na frente dos árabes poderemos ditar o ritmo do rally e explorar mais opções de estratégia, algo muito importante num rally tão longo quanto este", explicou Varela. O piloto já fez o "shake-down" do novo Mitsubishi Pajero que vai usar no Egito; trata-se de uma rápida avaliação para checar o funcionamento dos sistemas vitais do veículo. A troca do modelo de duas por quatro portas foi consequência de problemas de logística em função do calendário da temporada.

"Como o transporte dos carros para o Egito é bastante demorado e complicado, a nossa equipe optou por preparar um novo carro", comentou Gustavo Gugelmin. "Além do trabalho planejado para evitar contratempos e riscos, a opção por um modelo com distância entre eixos mais longa pode ter outras vantagens. Tal característica proporciona melhor rendimento no deserto e também permite levar mais peças de reposição, já que nesta prova não é permitida a utilização de equipes de apoio no meio das especiais."Cidade conhecida pelo transito caótico, as ruas do Cairo são disputadas por pedestres, cabritos e camelos que se misturam com automóveis, ônibus e caminhões. Como a largada do primeiro deslocamento está prevista para as 7 horas de amanhã, Varela e Gugelmin optaram por despertar por volta das 5h30, para permitir deixar o hotel rumo antes das 6 horas. A primeira etapa do Rally dos Faraós será disputada num percurso de 339 KM de provas especiais mais dois deslocamentos de 120 km. 

"Embora o terceiro e o quinto dias, entre Tibniya e Abu Mingar, sejam os mais difíceis da competição, amanhã também teremos que prestar muita atenção nas dunas entre os km 179 e 235", comentou Reinaldo Varela, que assim como seu navegador, espera terminar o rally à frente dos líderes do campeonato. O catarinense lembrou que "como a pontuação aqui no Egito é dobrada, podemos sair daqui como líderes do certame ou dar adeus ao título…"

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Varela e Gugelmin se preparam para as areias do Egito



Os brasileiros Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin já se preparam para enfrentar as areias que marcam o roteiro da trigésima edição do Rally dos Faraós, este ano válido como a sétima etapa da Copa do Mundo da FIA de Rally Cross Country. O evento inicia dia 1º de outubro na cidade do Cairo, terminando também na capital egípcia no sábado, 6. A dupla do Divino Fogão Rally Team ocupa a vice-liderança no campeonato, 13 pontos atrás da dupla árabe formada por Yhaya Al Helei e Khalid Al-Kendi, que tem 110.O roteiro deste ano está concentrado em torno de duas cidades situadas a sudoeste da capital Cairo: Tibniya e Abu Mingar e o percurso completo está composto por seis etapas. Após a primeira especial (1/10, entre Cairo e Tibniya), a competição prossegue desta forma: 2/10: Tibniya/Tibniya; 3/10: Tibniya/Abu MIngar; 4/10: Abu Mingar/Abu Mingar; 5/10: Abu Mingar/Tibniya, e 6/10: Tibniya/Cairo. Disputado no deserto que marca boa parte dos territórios do Egito e da Líbia, o terreno do evento tem três características básicas: as dunas normais, as do tipo catedral e as trilhas de areia. Se estas configuram a parte mais tranquila para as mais de 100 tripulações já inscritas, as outras requerem cuidados especiais.


"As mais difíceis de enfrentar são as catedrais, onde a primeira idéia para supera-las nem sempre é a melhor" diz Reinaldo Varela. "A única certeza que se pode ter sobre elas é que não dá para arriscar e passar batido. Cada uma dessas dunas exige que se estude a melhor aproximação para, só então cruzar com segurança e sem o perigo de capotar", completa o piloto, que lembrou ainda que as dunas catedrais são mais frequentes em torno do oásis de Sitraha. No Egito, porém, nem mesmo as dunas normais são tão normais como se poderia supor. Pesquisando sobre as condições do terreno o navegador Gustavo Gugelmin descobriu que mesmo os obstáculos banais merecem atenção redobrada em uma das provas mais longas da temporada:"Por lá existe um tipo de obstáculo que os locais chamam de "barcane". A principal característica dessas dunas é que elas meio côncavas, já que o vento esculpe a parte posterior; pode ser algo muito bonito para se fotografar, mas não acredito que seja legal você descobrir que está no ar quando tinha certeza que as rodas do seu carro deveriam estar na areia…"