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terça-feira, 12 de junho de 2018

Novo Porsche 911 Speedster Concept: carroceria aberta, puro e com mais de 500 cv


A Porsche estará dando a si mesma um excelente presente pelo 70º aniversário de seus carros esportivos: o 911 Speedster Concept é um estudo conceitual pronto para rodar na estrada de um carro esportivo aberto e particularmente fascinante. Ele cria um elo ente o primeiríssimo Porsche 356 Roadster "Nº 1", que recebeu sua permissão operacional em 8 de junho de 1948, e os carros atuais da Porsche. 

Com seu conceito puro e execução historicamente acurada, o 911 Speedster reflete com precisão e clareza a essência da marca da fabricante de carros esportivos localizada em Stuttgart. Uma experiência de condução pura é a principal ênfase do carro. A tecnologia sob a carroceria de duas cores do carro conceito é derivada dos atuais modelos GT. Ela foi desenvolvida no Porsche Motorsport Centre, local de nascimento do 911 GT2 RS e, mais recentemente, do GT3 RS. O 911 Speedster Concept celebrou sua estreia mundial como parte das comemorações oficiais do aniversário de "70 anos da Porsche", em Zuffenhausen. O estudo conceitual permite uma previsão de uma potencial versão para produção em série, apesar de que esse modelo não poderá ser apresentado até 2019. Uma decisão sobre sua fabricação será tomada nos próximos meses.


As características do 911 Speedster Concept incluem a moldura das janelas mais curta, com um para-brisa mais inclinado e as janelas laterais consequentemente menores. Esses itens dão ao estudo de carro esportivo um perfil ainda mais compacto, com uma linha de contorno muito baixa, reminiscente de seus antecessores, como o Porsche 356 1500 Speedster.

 Uma tampa traseira especial feita de fibra de carbono é localizada logo atrás dos bancos dianteiros, cobrindo uma estrutura de proteção anticapotagem e criando uma "dupla bolha", um elemento tradicional desse carro esportivo desde o 911 Speedster de 1988. Duas aberturas pretas contrastantes entre as "saliências" adicionam um toque aerodinâmico e um defletor de vento em Plexiglas transparente traz gravado o logotipo "70 years of Porsche". 

Como seu original histórico, o 911 Speedster Concept também apresenta uma cobertura leve tipo "tonneau" (horizontal), em lugar de uma capota conversível. Essa cobertura protege o interior do carro da chuva quando estacionado e é fixada por oito presilhas Tenax. Os princípios de baixo peso da filosofia Speedster continuam no interior, onde os sistemas de navegação, rádio e ar-condicionado foram todos eliminados. Os bancos integrais tipo concha são feitos de carbono e a cobertura de couro marrom claro Aniline na cor Cognac 356 empresta ares de seus clássicos antecessores.

A ampla carroceria do carro conceito deriva do 911 Carrera 4 Cabriolet, embora os para-lamas, capô dianteiro e tampa traseira do conceito sejam feitos de material composto leve de fibra de carbono. A pintura, nas tradicionais cores Prata GT e Branco lembram os primeiros carros de corrida da Porsche - assim como muitos dos outros detalhes cuidadosamente manufaturados, como a tampa central do tanque de gasolina no estilo dos anos 50, posicionada no meio do capô dianteiro, o clássico formato Talbot dos espelhos externos e o design único dos faróis principais. Superfícies opacas e transparentes nas coberturas dos faróis criam um efeito cruzado e também são uma homenagem a uma prática comum nos primeiros anos da Porsche no automobilismo. Na época, os faróis originais eram protegidos por fitas adesivas antes das corridas para não lascarem devido a pedras e para evitar que o vidro se esfacelasse. As largas colunas B e a traseira são decoradas com o letreiro Speedster usinado e banhado a ouro.

Sob a carroceria, o 911 Speedster Concept se baseia em componentes no estado da arte. O chassi vem essencialmente do 911 GT3, com detalhes contrastantes em folha de trevo com polimento em alto brilho nos imponentes aros com design Fuchs. Esta é a primeira vez que essas rodas são feitas com travamento central (uma única porca). Os desenvolvedores do GT também contribuíram com o sistema de escapamento com ponteiras de titânio e o trem de força, que inclui uma transmissão manual de seis velocidades. O motor horizontal de seis cilindros deste estudo conceitual minimalista entrega mais de 500 cv e atinge rotações de até 9.000 rpm. 

Versões tipo speedster de modelos de carros esportivos, que combinam o prazer de guiar ao ar livre com um incrível e diferenciado dinamismo de condução, têm feito parte da história da empresa Porsche desde 1952. O primeiro antecessor dos modelos Porsche Speedster, o 356 1500 America Roadster, teve sua carroceria de alumínio feita totalmente a mão. Ele pesava 60 quilos menos que o 356 Coupé e sua velocidade máxima de 175 km/h, obtida com um motor horizontal de quatro cilindros e 70 cv, era um feito impressionante para a época. Com janelas de encaixar nas portas, uma cobertura contra chuva dobrável e bancos tipo concha de peso reduzido, esse carro desenvolvido exclusivamente para o mercado dos Estados Unidos teve apenas 16 unidades construídas e já incorporava muitos elementos-chave do design do Speedster. 

Até 2010, oito diferentes séries e modelos especiais foram criados com a identificação "Speedster". O 356 A 1500 GS Carrera GT Speedster foi destaque em 1957, e o primeiro 911 Speedster surgiu em 1988. As 356 unidades do 911 Speedster produzidas para a série 997, em 2010, marcaram um final temporário na fabricação das versões Speedster. 

Numa exibição especial no Porsche Museum, a empresa está mostrando numerosas histórias e marcos com os quais a Porsche influenciou decisivamente o desenvolvimento do carro esportivo desde 1948 e continua a fazer atualmente. Seu objetivo é destacar os relevantes desenvolvimentos promovidos pela Porsche ao longo das últimas sete décadas.

A fabricante de carros esportivos estará celebrando este aniversário com numerosas atividades ao redor do mundo durante 2018. No dia 9 de junho, a Porsche convidandou seus fãs para seu "Sports Car Together Day" (dia de reunião de carros esportivos) em todas as suas sedes ao redor do mundo. No final de semana de 16 e 17 de junho, a fabricante de carros esportivos recepcionará empregados, residentes do distrito de Zuffenhausen e potenciais clientes numa comemoração na fábrica de Stuttgart e seus arredores.

O "Festival de Velocidade" promovido entre 12 e 15 de junho na pista de corridas de Goodwood, na Grã-Bretanha, e a "Rennsport Reunion" na Califórnia, de 27 a 30 de setembro, também irão marcar o aniversário. As comemorações serão concluídas com o evento "Sound Night" (noite do som), que acontecerá pela primeira vez na Porsche Arena, em Stuttgart, no dia 13 de outubro.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Mercedes-Benz do Brasil celebra 25 anos de seu Centro de Desenvolvimento Tecnológico para caminhões e ônibus no País

No dia 29 de agosto de 1991, a Mercedes-Benz do Brasil inaugurava, em sua planta de São Bernardo do Campo (SP), o maior Centro de Desenvolvimento Tecnológico do setor de veículos comerciais do País e da América Latina. Este CDT é também o maior fora da Alemanha para caminhões e ônibus da marca Mercedes-Benz.

“É uma feliz coincidência comemorarmos os 25 anos do CDT justamente quando a Empresa celebra os seus 60 anos de atividades no País”, afirma Christof Weber, vice-presidente de Desenvolvimento Caminhões e Agregados da Mercedes-Benz do Brasil.

Graças à atuação de seu CDT, a Empresa foi pioneira no lançamento dos primeiros motores a diesel com gerenciamento eletrônico no Brasil. Depois, trouxe para o País motores ainda mais “limpos”, com exclusiva tecnologia BlueTec 5, compatível com o rigoroso padrão Euro 5. Também teve papel essencial na renovação total e simultânea de toda a linha de caminhões e de chassis de ônibus, em 2012, e do atual portfólio de caminhões, que chegou ao mercado este ano.

CDT consolida o compromisso com o desenvolvimento tecnológico
A inauguração do CDT significou a consolidação das atividades de desenvolvimento tecnológico da Mercedes-Benz do Brasil, trabalho iniciado muito tempo antes, em 1963, com a implantação da Engenharia de Produtos, dedicada a caminhões, chassis de ônibus e agregados de veículos comerciais. No ano de 1970, foi criada a área de Engenharia Experimental para veículos, motores e componentes. Com o CDT, em 1991, houve um agrupamento das diversas equipes e a centralização das atividades num mesmo local.

“Graças à atuação do CDT, somos hoje um dos pólos da rede mundial de desenvolvimento da Daimler Trucks”, destaca Christof Weber. “Estamos no mesmo nível das unidades similares da Daimler na Alemanha, Estados Unidos, Japão e Turquia, realizando trabalhos globais e desenvolvendo projetos que podem ser lançados em outros países. Isso confirma a capacidade brasileira de gerar soluções com alcance mundial”.

No segmento de ônibus, a Empresa também ocupa importante destaque. A Mercedes-Benz do Brasil é o centro mundial de competência da Daimler para o desenvolvimento e produção de chassis de ônibus. A unidade brasileira é, portanto, a referência para as demais empresas do Grupo.

Inovação tecnológica
Com 18.000 metros quadrados de área construída, num terreno de 40.000 metros quadrados, o CDT conta hoje com cerca de 500 profissionais, entre engenheiros, técnicos e outros especialistas.

Sua equipe altamente qualificada é responsável pelo desenvolvimento de novas linhas de caminhões e chassis de ônibus. A família de caminhões Accelo, por exemplo, foi totalmente criada no Brasil, assim como os aprimoramentos constantes das linhas Atego, Axor e Actros.

A linha de chassis de ônibus também é totalmente desenvolvida no Brasil. Além de aprimorar ainda mais modelos já consagrados pelo mercado, a equipe do CDT criou recentemente novos conceitos de produto, como os superarticulados O 500 MDA e UDA (low entry) para carroçarias de até 23 metros, com capacidade para mais de 200 passageiros. Esta solução da marca vem obtendo sucesso crescente no País, especialmente em faixas exclusivas, corredores e sistema BRT (Bus Rapid Transit) de grandes capitais.

Ao longo da trajetória de 25 anos do CDT, a Mercedes-Benz do Brasil também se destacou pelo desenvolvimento de agregados, como motores, sistemas de transmissão, eixos e outros, assim como pela introdução de equipamentos de avançada tecnologia para caminhões e ônibus no mercado brasileiro.

Entre os modernos recursos aplicados a veículos comerciais no Brasil incluem-se câmbio automatizado, computador de bordo, diagnose on board, piloto automático, limitador de velocidade, exclusivo freio-motor Top Brake, sistemas ABS e ASR, retarder, freios a disco, sistemas de elevação/rebaixamento e de ajoelhamento da suspensão de chassis de ônibus e muitos outros.

O desenvolvimento de produtos e a geração de soluções para o transporte de carga e de passageiros estão ligados também à sintonia da Mercedes-Benz com as necessidades dos seus clientes. Ela está sempre atenta às demandas e sugestões de transportadores, gestores, operadores, encarroçadores e fornecedores, mantendo-se alinhada às tendências de mercado.

Os engenheiros e técnicos do CDT também trabalham permanentemente com o desenvolvimento do uso de combustíveis alternativos ao diesel de petróleo. Entre as experiências pioneiras da Mercedes-Benz do Brasil incluem-se, com sucesso, testes em bancos de prova e em caminhões e ônibus com diesel de cana e biodiesel.

Hydropuls, estado da arte em testes de durabilidade
Em seu CDT, a Mercedes-Benz do Brasil conta com os avançados recursos do Hydropuls, um sofisticado banco de provas que simula a operação de um veículo numa condição severa, acelerando o processo de avaliação de um componente para que os resultados dos testes de durabilidade sejam alcançados mais rapidamente.

Com base em informações recebidas de veículos em teste de campo, que são instrumentados com sensores, o sistema reproduz no banco de provas as mesmas condições daquela operação. A partir daí, o Hydropuls acelera os testes, podendo realizá-los durante 24 horas por dia. Em 200 horas, por exemplo, o Hydropuls simula o equivalente a 50.000 km de rodagem, o que poderia levar um ano para ser realizado na pista de testes.


O Hydropuls da Mercedes-Benz do Brasil é o estado da arte em termos de aceleração de testes de durabilidade, podendo testar diversos tipos de componentes e conjuntos, como cabina, motor, coxins, câmbio, eixos, chassi, parachoque, tanque de combustível, painel de instrumentos e muitos outros.