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sábado, 16 de julho de 2016

Monza e Fiat 147 são os mais novos títulos da coleção “Clássicos do Brasil”, editada pela Alaúde

A série “Clássicos do Brasil” ganhou mais dois itens colecionáveis: Monza e Fiat 147. A coleção é uma homenagem aos carros que melhor representam a história automobilística brasileira, e que marcaram a memória afetiva de nossos motoristas, parafraseando a clássica propaganda de um posto de gasolina: “Todo brasileiro é apaixonado por carro”. Não há quem não tenha uma história para contar, envolvendo algum desses clássicos: passeios no velho Opala quatro portas do avô, um Maverick envenenado que deixava todos comendo poeira, a Kombi que era pau para toda obra, o Fusquinha como o primeiro carro comprado a prestação, entre muitas outras.

Com autoria de Rogério de Simone e Fábio C. Pagotto, Monza apresenta a história do primeiro carro fabricado no Brasil a ser lançado concomitantemente no mundo inteiro. Os rumores sobre o novo modelo começaram a surgir em 1980, quando ainda atendia pelo enigmático nome de “Projeto J”. 

A expectativa durou dois anos e, em abril de 1982, nascia o novo Monza. O nome foi escolhido em homenagem ao famoso circuito de Fórmula 1, estrategicamente pensado para conquistar de vez o público brasileiro. O slogan de lançamento era simplesmente: “Poucos têm o que muitos desejam”. Inspirado no Opel Ascona alemão, seu estilo era moderno, bem diferente dos carros produzidos no Brasil na época, evidente no seu projeto ergonômico, com painel côncavo e seu bom conjunto de instrumentos, comandos e itens de conforto. O primeiro modelo, hatch, era equipado com motor 1.6 transversal e câmbio de quatro ou cinco marchas. 

Apesar de ser um veículo de porte médio, tinha ótimo espaço interno graças à grande distância entre eixos e à disposição do motor. Além da história do Monza, os autores narram um panorama detalhado da história da General Motors no Brasil desde a sua instalação em 1925, intimamente relacionada com os principais acontecimentos econômicos e sociais do país, sendo uma oportunidade de se estudar a história sob a perspectiva da indústria automobilística.

Já a história da Fiat no Brasil é narrada no volume Fiat 147, também escrito por Rogério de Simone, em parceria com o seu “xará” Rogério Ferraresi. O modelo foi o primeiro produzido pela Fiat Brasil, inaugurada em julho de 1976 em Betim, Minas Gerais. 

O mundo vivia a grande crise do petróleo, e o carismático Fiat 147 já nascia com a ambiciosa missão de ser o mais econômico do país, e superar nada menos que o Fusca. Não à toa, o projeto apresentou um dos primeiros protótipos movidos a álcool. O desafio contou com o talento do engenheiro italiano Aurelio Lampredi, vindo da Ferrari, que desenvolveu o propulsor do 147 com quatro cilindros de 1.048cc. Com motor transversal e coluna de direção articulada, o carrinho foi uma evolução do modelo Fiat 127 italiano, conquistando a todos pelas inovações mecânicas e pelo charme de seu design. Ágil no trânsito urbano, com boa estabilidade, compacto e econômico, também trazia o vidro traseiro térmico e faróis com fachos reguláveis por botões. Pioneiro, o pequeno grande carro abriu o caminho para outros grandes sucessos da Fiat, que logo assumiu a liderança do mercado.

Escritos por autores especializados e apaixonados, cada volume da coleção “Clássicos do Brasil” conta a história da origem do veículo, seu desenvolvimento no Brasil, a evolução dos modelos ano a ano, além de serem ilustrados com centenas de fotografias e desenhos originais.

Sobre os autores
José Rogério Lopes de Simone é apaixonado por automóveis desde criança. Criou e editou a revista Automóveis Históricos e já escreveu diversos livros sobre o assunto.

Fábio de Cillo Pagotto publicava a revista Collector’s Magazine e foi sócio fundador do Clube do Dodge, do Dodge’s Club e posteriormente do Chrysler Clube do Brasil.


Rogério Ferraresi é jornalista, radialista e ator. Escreve sobre automóveis desde o início da década de 1990 e é autor de artigos e colunas para diversos sites e revistas especializadas. Além disso, é o correspondente da revista portuguesa Topos & Clássicos no Brasil.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Anhembi receberá homenagem de 40 anos do Fiat 147

Há 40 anos a Fiat Automóveis apresentava ao mercado o seu primeiro automóvel de produção nacional, o compacto 147. Na próxima terça-feira, o Auto Show Collection, tradicional evento de carros antigos realizado no Anhembi, fará uma homenagem ao pioneiro Fiat nacional.

O evento terá uma exposição de 40 exemplares nas versões L, GL, Furgoneta e a esportiva Rallye, a pickup City (primeira pickup derivada de um automóvel produzida no país), a perua Panorama, o sedan Oggi e o Spazio que serão expostos no Pavilhão do Anhembi. Além da linha 147, o Auto Show Collection reunirá outros clássicos nacionais da marca como o Tempra, Tipo, Marea e alguns clássicos como o 127, o conversível Spider e alguns modelos da linha Alfa Romeo. 

Quarentão controverso
O Fiat 147 marcou a estreia da Fiat no Brasil em 1976 mas não conquistou o público brasileiro no início. Derivado do Fiat 127, lançado em 1971, que foi um dos carros mais vendidos na Europa em seu tempo, o modelo nacional tinha dianteira e motores diferentes para o nosso mercado. Com 800kg e propulsor de 1048cc com 50cv, tinha boa relação entre desempenho e economia de combustível. O espaço interno era muito bem aproveitado já que compartimento do motor ocupava apenas 20% do seu tamanho total. Porém os engates do câmbio impreciso e a quebra da correia que exigia manutenção, renderam ao carro uma má fama. Com o tempo a família cresceu, com a pickup (depois rebatizada de City) em 1977 e a perua Panorama em 1980, quando ele foi reestilizado e ganhou motor 1300cc disponível também na versão etanol. Em 1983 foi lançado o sedan Spazio e o bem equipado Oggi, com uma dianteira que antecipva as linhas do Uno. No ano seguinte, com o novo carro na família, o 147 começou a perder espaço até ser descontinuado em 1986. Como curiosidade teve até sua própria categoria de corridas, a Copa Fiat de Velocidade, lançada em 1978 e que chegou a ter 60 carros no grid de largada em Interlagos.