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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

APÓS 9 ANOS DE SUCESSO YAMAHA XJ6-N DESPEDE-SE DO MERCADO BRASILEIRO


A Yamaha Motor do Brasil, alinhada com a estratégia global de desenvolver e oferecer produtos com tecnologias mais modernas, traduzidas em motos mais leves, com motores mais eficientes e que atendam às novas exigências da legislação, despede-se com muito orgulho de seu consagrado modelo XJ6-N.

Ao longo dos seus 9 anos de existência no Brasil, a XJ6-N acelerou cerca de 21.000 corações de felizes proprietários, marcando uma trajetória de muito sucesso e paixão.Foi justamente por essa ligação do brasileiro com o modelo, que o Brasil foi o único país em que a Yamaha ainda produzia a XJ6-N, mesmo ela tendo sido descontinuada no exterior em 2016.

A Yamaha continuará bem representada no segmento naked de média/alta cilindrada no Brasil, com MT-07 e MT-09, oferecendo modernidade em termos de design, agilidade e performance com tecnologia Crossplane, oriunda do MotoGP.

As unidades ainda em estoque na rede de concessionárias da XJ6-N tem o preço sugerido de R$34.690,00 + Frete e as cores são a Racing Blue (azul) e Matt Gray (Cinza)

domingo, 31 de janeiro de 2016

CELEBRANDO UMA LENDA: ÚLTIMO LAND ROVER DEFENDER É PRODUZIDO EM SOLIHULL


A Land Rover celebra os 68 anos de história de produção ininterrupta de seu mais emblemático veículo, o Defender, com a celebração do último modelo de sua versão atual sendo produzido na fábrica de Solihull, Reino Unido.

Como forma de comemorar tal marca, a empresa convidou cerca de 700 de seus funcionários atuais e antigos que trabalharam em algum momento na unidade de Solihull para um evento que entrará para a história da empresa. Na ocasião, os convidados puderam dirigir alguns exemplares deste que é um dos mais importantes veículos já produzidos na história.

Entre os modelos disponíveis para testes estavam a versão “Huey” um veículo pré-produção que antecedeu o lançamento do Land Rover Série 1, primeiro modelo da marca britânica, lançado em 1948. Outro exemplar que marcou presença no evento foi o último Defender produzido na fábrica, um Defender 90 com capota.

Durante as comemorações, a Land Rover anuncia um novo programa de restauração de veículos clássicos. Com sede na já existente linha de produção do atual Defender em Solihull, a ação visa reunir um time de experts que inclui profissionais que trabalharam durante décadas na montagem do Defender para se dedicar exclusivamente a dar vida nova aos Defender e Series antigos construídos no local que hoje rodam em todo o mundo.O primeiro veículo a ser restaurado estará disponível para venda no próximo mês de julho.

Dr. Ralf Speth, CEO global da Jaguar Land Rover disse: “hoje nós celebramos o que gerações de homens e mulheres vêm fazendo desde que o primeiro rascunho do que viria a se tornar um Land Rover foi desenhado na areia. Os antigos Land Rover, agora chamados de Defender representam a origem da nossa fabulosa capacidade, um veículo que ajudou a fazer do mundo um lugar melhor, nas mais extremas circunstâncias. Sempre haverá um lugar muito especial para o Defender dentro dos corações de todos nós que tivemos a honra de fazer parte desta história. Mas este não é o fim. Temos um passado glorioso que nos permite vislumbrar um futuro maravilhoso”.

Nick Rogers, diretor de engenharia da Jaguar Land Rover disse: “Hoje é um dia muito especial para nós. Trazemos boas memórias com o Defender, um verdadeiro ícone entre os automóveis e um dos mais amados veículos ao redor do mundo. As coisas mudaram muito nestes últimos 68 anos, mas este veículo se manteve constante, algo que nenhum outro veículo conseguiu. O último exemplar desta atual versão do Defender representa toda a simplicidade, charme e herança que a Land Rover traz desde os Series. Hoje estamos ansiosos para criar o Defender de amanhã, um enorme desafio e, ao mesmo tempo, um grande sonho para qualquer engenheiro ou design”.

O último Defender da versão atual que foi produzido em Solihull — numa versão 90 com capota — traz em sus estrutura uma parte original, o grampo da capota, que é a mesma peça usada em versões Soft Top desde 1948. O modelo fará parte da coleção de veículos emblemáticos da Jaguar Land Rover.

Como parte das celebrações, a Land Rover convida os entusiastas da marca ao redor do mundo a dividir suas experiências a bordo dos Series e dos Defender por meio do portal ‘Defender Journeys’ uma plataforma lançada hoje. A ferramenta funciona como uma espécie de scrapbook digital, que visa a reunir um grande número de aventuras emocionantes em um mapa online que pode ser compartilhado entre os usuários.

De 1948 a 2016 – Celebrando a História de Solihull
Mais de dois milhões de Land Rover Séries e Defender foram construídos em Solihull, no Reino Unido, desde 1948. O que começou como um simples rascunho na areia passou a se tornar um dos veículos 4x4 mais emblemáticos do mundo. O modelo teve a honra de se tornar o mais versátil automóvel do planeta, capaz de levar seus passageiros para lugares onde outros veículos não poderiam alcançar.

Em 2015 foi produzido o Defender de número 2 milhões, um marco histórico para o modelo. O veículo foi arrematado em um leilão por £ 400 mil, preço bem distante das £ 450 que custou o primeiro Land Rover vendido em 1948 durante o Salão de Amsterdã.

Em 1948, o Série I entrou em plena produção em Solihull. Durante o período pós 2ª Guerra, a Grã-Bretanha estava lutando contra uma escassez de aço, mesmo com a grande capacidade de produção. Neste cenário, os irmãos Maurice e Spencer Wilks se inspiraram a desenvolver o Land Rover, um veículo focado no uso agrícola. Naquela época nenhum dos dois poderiam prever o impacto global que este modelo teria.

Após pequenas alterações, em 1958 a Land Rover apresentou o Série II um modelo com atualizações de design e em seu motor. O veículo trazia pela primeira vez um avançado propulsor a diesel que permaneceu equipando o modelo até meados dos anos 80. Em 1966 as vendas dos Land Rover Series haviam alcançado a marce de meio milhão de unidades. Em 1970, o Serie III vendia tão bem quanto seus antecessores e ajudou a marca a atingir o pico histórico de produção do modelo no ano seguinte, com 56 mil unidades saindo das linhas de Solihull.

Em 1990, o modelo ganhou um novo nome, passando a se chamar Defender. A essa altura, a Land Rover já produzia outras linhas de veículos como a Range Rover e o recém-lançado Discovery. O novo nome era apropriado para um veículo que anteriormente era apenas referido pelo seu comprimento e distância entre eixos.

Parte do apelo do Land Rover veio das diversas versões especiais que foram criadas ao longo dos anos para atender aos mais distintos públicos. Variantes do modelo foram produzidas especialmente para o corpo de bombeiros, para os catadores de cereja e teve até mesmo uma versão anfíbia capaz de flutuar na água. Ao longo de seus 68 anos, os Series e os Defender são veículos conduzidos por uma grande variedade de públicos compostos desde famosos exploradores até a realeza.

Para muitos proprietários, o Defender se tornou parte da família. O mesmo vínculo familiar foi sendo construído ao longo das décadas em Solihull, entre o modelo e os trabalhadores de sua linha de produção.

Um exemplo prático disso pode ser comprovado por Tim Bickerton, britânico de 55 anos que tem 40 deles dedicados ao trabalho na Land Rover. A história de Tim com a marca começou quando ele iniciou seus trabalhos na empresa como aprendiz, seguindo os passos de seu avô, Charlie e de seu pai, Pedro, que trabalharam por 30 e 35 anos, respectivamente, na linha de produção dos Series e do Defender.

Atualmente, Tim foi seguido por sua filha Jade de 25 anos, que se dedicou ao trabalho de logística de materiais do Defender antes de se mudar para outro departamento da Jaguar Land Rover. Em 2015, seu filho Scott de 23 anos também ingressou na empresa se tornando o quinto membro da família a se dedicar ao modelo.

Tim, que trabalhou principalmente dedicado à produção de edições especiais do Defender disse: “estou extremamente orgulhoso por toda essa dedicação de minha família a esse notável veículo. O Defender é o veículo que mostra como nenhum outro todo o espírito Land Rover. Ele pode ser visto como um verdadeiro burro de carga, mas para todos nós, ele é encarado como um puro sangue real”.

David Smith, de 56 anos, é outro veterano da linha de produção do atual Defender, funcionário que será transferido para a linha de produção do Jaguar XE. O britânico era um ex açougueiro que se transferiu para a Jaguar Land Rover com 20 anos de idade em busca de um salário melhor e de perspectivas de um emprego de longo prazo. Para ele, “O Defender é um veículo especial e feito e com muitos processos de produção ainda feitos à mão. Por isso, é necessário que cada uma das pessoas que trabalham em sua linha de montagem desenvolvam uma sensibilidade especial, o que leva meses para se conseguir. Trabalhar com o Defender é como fazer parte de uma grande família”.

Programa de Restauração Jaguar Land Rover

O Programa de Restauração da Jaguar Land Rover fará com que os Series e os Defender continuem a ocupar um espeço especial em Solihull. Nele, um time de doze especialistas — dez dos quais trabalhavam até recentemente na linha de produção do Defender atual — irão liderar um projeto que, inicialmente, se dedicará à restauração e venda dos primeiros Series produzidos naquele local. Somados, a equipe tem 172 anos de experiência com o modelo. Tony Martin, um dos especialistas da equipe, trabalha durante a maior parte de sua vida em Solihull. O britânico seguiu os passos de seu pai e de seu avô e hoje irá trabalhar na restauração de modelos que, certamente, seu avô ajudou a produzir. 

Para Tim Hanging, diretor de veículos clássicos da Jaguar Land Rover, “O programa de restauração Jaguar Land Rover irá oferecer carros, serviços, peças e experiências para todos os proprietários e fãs ao redor do mundo. Este novo serviço de restauração e venda de veículos Séries e Defender habilmente reconstruídos é apenas o começo de um trabalho que visa a garantir que os clássicos Land Rover não façam apenas parte do nosso passado, mas também parte do nosso futuro”.

Defender Journeys – Scrapbook Digital
A Land Rover também anuncia hoje a mais nova atração de sua plataforma on-line. O 'Defender Journeys’, permitirá que o lendário modelo seja também o grande protagonista de um ambiente digital. Nele, os fãs e proprietários de Land Rover Series e de Defender poderão carregar detalhes de suas viagens e experiências marcantes a bordo de seus veículos. O objetivo é registrar uma série de viagens em um mapa de forma a preservar as incríveis aventuras que cada um deles teve com seus 4x4 de forma a compartilhá-las com as futuras gerações.

O encerramento da linha de produção em Solihull também marcará o fim de uma histórica exposição promovida pela Land Rover, que exibiu uma réplica dos processos de fabricação do veículo tal qual era em 1948. A exposição atraiu mais de 10 mil visitantes nos últimos 12 meses, que tiveram a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a importância histórica do modelo.

Os entusiastas poderão, a partir de agora, conhecer em detalhes a linha de produção do Defender por meio de um tour virtual de 360 graus. Para isso, basta acessar o site: http://defendertour.landrover.com

Curiosidades dos Land Rover Series e do Defender
§  O Land Rover Serie 1 original custava £ 450 em 1948. Ele era equipado com motor 1.6 de 4 cilindros e apenas 50 cv de potência.

§  Desde 1948, exatos 2.016.933 unidades dos Land Rover Series e do Defender saíram das linhas de montagem em Solihull

§  Cada Defender demora cerca de 56 horas para ser construído, tempo maior que um modelo Discovery Sport, cuja produção leva em média 48 horas

§  O modelo tem cerca de 7 mil peças

§  Um novo Defender saía das linhas de montagem em Solihull a cada quatro minutos

§  Entre os proprietários famosos do modelo estão a Rainha da Inglaterra, Elizabeth II, Sir Winston Churchill e o ator Steve McQueen


§  Duas peças do Defender atual são utilizadas desde o início de sua produção, em 1948: a presilha da capota nas versões Soft Top e alguns dos suportes inferiores do modelo

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

FIAT: Muito obrigado, Mille!


A produção do Mille, ícone da Fiat que foi o primeiro carro mundial da marca e superou 9 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, foi interrompida em dezembro, depois de quase três décadas de sucesso. Nada melhor, então, do que dizer muito obrigado. Como se trata de uma obra-prima do design italiano, o melhor é dizer obrigado como se faz na península: Grazie Mille! Mas é bom esclarecer que não se trata de dizer adeus. Com mais de 3,7 milhões de unidades produzidas no Brasil, o Mille vai continuar a rodar por aí por muito tempo, fazendo parte da paisagem urbana e rural de todos os cantos do país.O modelo, lançado no Brasil em 1984, conquistou o coração dos consumidores e legiões de fãs devido ao seu design externo compacto combinado com generoso espaço interno, ótima visibilidade, soluções inteligentes como o estepe instalado no vão do motor e o limpador de para-brisa com braço único. Inaugurou no Brasil o segmento dos carros modernos com motorização igual ou menor que 1000cc.Para marcar este momento na carreira do ídolo, a Fiat lançou no final de dezembro a última edição do Mille – a Série Especial Grazie Mille, com tiragem limitada a 2 mil carros que foram numerados.

Uma história de sucesso

O Mille é uma versão do modelo Uno, que  foi concebido para ser o primeiro carro mundial da Fiat. O palco escolhido para sua apresentação à imprensa em 20 de janeiro de 1983 foi o Cabo Canaveral, atualmente Cabo Kennedy, na Flórida, Estados Unidos. O projeto do carro inovador começou no final dos anos 1970,  com dois estudos:  o 143, desenhado pela equipe de Pier Giorgio Tronville, do Centro Stile Fiat,  e o 144, desenhado pela Italdesign de Giorgietto Giugiaro. O projeto 144 seria direcionado para a Lancia, marca de luxo do Grupo Fiat, mas acabou aprovado pela Fiat em dezembro de 1979. Em 1982 começava na Itália a produção em série, após quatro milhões de quilômetros rodados com protótipos.

O Uno foi lançado com conteúdos inovadores, como as maçanetas embutidas na versão três portas e o limpador de para-brisa com um único braço, mas de ampla área de varredura. Os bancos ficavam em uma posição elevada, o que aumentava a impressão de espaço. Este inclusive é até hoje um de seus pontos fortes. O interior era moderno e funcional.Um ponto de destaque eram os satélites do painel, conjuntos de comandos próximos ao volante, e o cinzeiro corrediço e removível. Os instrumentos incluíam um sistema de verificação que apontava defeitos ou irregularidades em diversas funções. Na Europa eram oferecidos motores de 903, 1116 e 1301 cc, com potência de 45, 55 e 70cv, respectivamente. Era um veículo com um conceito simples e moderno, com motor transversal, tração dianteira e suspensão McPherson com mola helicoidal à frente. Na traseira era usado feixe de molas transversal, com rodas independentes. Foi eleito Carro do Ano na Europa no mesmo ano.

O Uno foi lançado no Brasil em agosto de 1984. Veio para substituir o 147, então com oito anos de mercado. Mantinha as linhas do modelo italiano, mas com uma importante diferença: o capô envolvia parte dos para-lamas, o que permitia a acomodação do estepe no compartimento do motor, da mesma forma que no 147, de maneira a ampliar o porta-malas e evitar o incômodo de ter de descarregá-lo para o acesso ao pneu de reserva.O Uno representava uma enorme evolução em relação ao 147, a começar pela redução do coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,50 para apenas 0,36, passando pelo conforto de rodagem, segurança ativa e passiva, visibilidade e posição de dirigir. Outras alterações em relação ao modelo italiano de ordem mecânica, previam melhor adaptação do carro às condições nacionais de rodagem, além do compartilhamento de componentes com o 147.

Deste vinham os motores de 1048 cc a gasolina (52 cv, 7,8 mkgf), para a versão S, e de 1297 cc a gasolina (58,2 cv, 10 mkgf) e a álcool (59,7 cv, 10 mkgf), para a versao CS. Estes motores tinham na economia de combustível seu ponto forte.

Em 1987 foi lançado o esportivo 1.5R, sucessor do SX. Era identificado pelas faixas laterais, rodas com calotas que lembravam discos de telefone, spoiler e o detalhe único da tampa traseira em preto fosco, qualquer que fosse a cor da carroceria. Por dentro, os cintos de segurança e uma faixa central dos bancos esportivos eram vermelhos. O motor era o mesmo 1500 a álcool do Prêmio, porém com comando de válvulas para um desempenho esportivo, taxa de compressão mais alta e carburador de corpo duplo, que elevavam a potência de 71,4cv para 86cv, com torque de 12,9mkgf. Com freios dianteiros a disco ventilado e pneus esportivos, a dirigibilidade do 1.5R, principalmente em estradas sinuosas, era um prazer, pois, além do ganho na potência, o carro era dotado de notável estabilidade.

O modelo 1988 do CSL ganhava melhorias no motor 1500 que o aproximavam ao do 1.5R, passando a 82cv e 12,8mkgf. A linha Uno 1989 chegava com novos acabamentos e melhoria de conforto como principais novidades. As versões mais luxuosas ganhavam um painel mais tradicional e refinado. O Uno 1.5R ganhava novo grafismo nas laterais, amortecedores pressurizados e rodas de alumínio. A suspensão teve a geometria revista, para menor desgaste dos pneus. Os retrovisores ficaram mais amplos e os bancos dianteiros ganhavam rebatimento mais leve e prático na versão três portas.

Foi, porém, em agosto de 1990 que a Fiat lançaria um produto que revolucionaria o mercado de automóveis: o Uno Mille. Este modelo inaugurou um segmento que hoje representa cerca de 40% do mercado. Esta versão de 994,4 cc do conhecido motor foi lançada apenas 60 dias após a redução tributária efetuada pelo Governo Federal. Modelos de 800 a 1000 cc passavam a ter alíquota de 20% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), metade do praticado até então. O motor de 48cv e torque de 7,8mkgf tinha como pontos fortes a rapidez com que subia de giros e a suavidade de funcionamento, o que proporcionava a este veículo agilidade.

O Uno Mille podia acelerar de 0 até 100 km/h em 21s e atingir 135km/h. A concorrência só daria as primeiras respostas ao Mille um ano e meio depois. Com a chegada do Uno Mille, neste mesmo período, as versões com motorização e acabamento superiores receberam algumas mudanças estéticas: um novo frontal com faróis com nova grade de perfil baixo e o para-choque. As versões CS e 1.6R passavam a oferecer bagageiro no teto sendo que, neste último, teto solar com deslocamento externo e comando manual. No ano seguinte surgiu a série limitada Mille Brio, com carburador de corpo duplo e 54 cv de potência.

Em novembro de 1992, a Fiat lançou o Mille Electronic. Este modelo contava com ignição digital , que permitia alta taxa de compressão, e carburador de corpo duplo. Este modelo superava facilmente os adversários em potência (56,1cv), torque (8,2mkgf), velocidade máxima e aceleração. Era o 1.0 mais rápido.

O Uno Mille foi também o primeiro 1.0 a oferecer uma versão com cinco portas e ar-condicionado que era dotado de mecanismo automático que cortava a energia destinada ao compressor durante acelerações a fundo para facilitar retomadas e ultrapassagens. Ficou conhecido como Mille ELX, e trazia ainda um frontal novo, volante de quatro raios, novo quadro de instrumentos, pneus 165/70, ar-condicionado, vidros e travas elétricas. Esta versão também era oferecida em três ou cinco portas. Era uma versão popular de luxo.

Ainda em 1994 a Fiat inovaria novamente com o lançamento do primeiro turbocompressor original de fábrica do Brasil: o Uno Turbo i.e. Esta versão era equipada com motor de 1372 cc produzido na Itália, utilizava resfriador de ar (intercooler), radiador de óleo e atingia potência de 118cv e torque máximo de 17,5mkgf, valores similares aos de um motor 2.0 de aspiração natural. A velocidade máxima era de 195 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em apenas 9,2 s. Os primeiros proprietários tiveram direito a um curso de pilotagem, iniciativa inovadora no mercado.O modelo contava também com rodas de 14” e pneus 185/60, para-choques e minissaias esportivos, bancos envolventes, volante de três raios exclusivo e quadro de instrumentos completo, incluindo manômetros de óleo e de turbo e termômetro de óleo, o que realçava a esportividade do interior.

Em julho de 1995 a Fiat introduziu a injeção eletrônica no Mille. Desta forma a versão ELX passaria a ser denominado EP e o Eletronic passava a i.e. A potência chegava a 58cv, a maior do segmento. No fim daquele ano, a Fiat revelava imagens do Palio que chegaria em abril de 1996 com amissão de aposentar o Uno. A estimativa era que as versões 1.5 e 1.6 sairiam de linha ficando apenas o Mille como opção mais acessível, por pouco tempo.O mercado, no entanto, mantinha o desejo pelo Mille e em 1997 a linha era concentrada na versão SX, de acabamento intermediário entre as anteriores, que incluiu a série limitada Young, com painel de fundo claro e adesivos decorativos. Em 1998 a versão SX torna-se EX e em março de 2000 esta cedia lugar à versão Smart que trazia nova grade e volante de quatro raios. Em julho daquele ano o Uno recebia o motor Fire de 55cv.No inicio de 2004, o Uno sofreu sua mais significativa reestilização. A parte frontal foi totalmente remodelada com novos faróis, nova grade, novos para-choques (o traseiro com placa incorporada), novo capô, nova tampa traseira e novas lanternas. Em 2005 chegava ao mercado o Uno Mille com tecnologia Flex e frontal com novas grades.

Em 2006, a Fiat disponibiliza no mercado o kit Way, composto de amortecedores de curso mais longo, 4 centímetros a mais de altura livre em relação ao solo, molduras de para-lamas exclusivas, soleiras e caixas de roda pintadas em preto fosco.

Em agosto de 2008, a Fiat lançou uma versão ainda mais econômica do Fiat Uno, denominada Mille Economy, com a mesma potência da versão anterior, porém com novas regulagens de  motor, suspensão e novos pneus com baixa resistência ao rolamento, que o tornaram cerca de 10% mais econômico.

Em maio de 2010, a Fiat lançou o Novo Uno,  equipado com os motores Fire 1.0 Evo e o Fire 1.4 Evo, ambos flexfuel, que incorporam modernas tecnologias para garantir economia de combustível e baixo nível de emissões. O premiado desenho do novo modelo nasceu de intenso diálogo entre os designers do Centro Estilo Fiat para América Latina e Centro Estilo Fiat da Itália e os consumidores. O primeiro passo era identificar como o Fiat Uno era visto pelo mercado. Resposta: um ícone, um parâmetro de longevidade, um carro robusto, confiável e econômico – tanto na hora da compra quanto da manutenção e do consumo de combustível. Uma história de sucesso de formas quadradas, bem distante das linhas afiladas e arredondadas da maior parte dos modelos no mercado atualmente.


Dentro desse universo, foram propostos vários conceitos. O vencedor foi o conceito “Round Square”, ou quadrado arredondado, que norteou todo o desenvolvimento do novo carro. E o que, exatamente, é um quadrado arredondado? Partindo do ícone Uno e suas formas quadradas, os designers cunharam o novo quadrado – pop e moderno. Ou seja, a releitura do quadrado. Uma evolução. O novo Uno, que conquistou seu espaço no mercado e conviveu, de 2010 até agora, com o Mille.