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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Roberto Nasser - De carro por aí

 
Coluna 0214 08.Jan.2014 - edita@rnasser.com.br  


Naias, o Salão de Detroit, e suas 60 novidades
Mostra assinalando o início do circo dos salões de automóveis, o Naias, montado por revendedores, é o mais importante evento em Detroit, Michigan, EUA. Foco de bom número de novidades, instigado pelas legislações de proteção ao planeta, caminhos mais factíveis em tecnologias amigas do meio ambiente. 

Conceito esportivo da Volvo, mostrando que os novos donos chineses deixam os suecos – de onde é e opera a marca – pensar. Um conceito dito John Coopers Works – inspirado nos carros da equipe de competição do inglês ícone preparador dos carros da marca, é feito sobre o Mini em sua nova plataforma, maior, mais larga. Pintado em cinza metálico com faixas vermelhas e detalhes. O cinza é batizado Highway. Tom diverso, nome idêntico ao utilizado no Brasil no Simca Rallye de 1963, o cinza asfalto. Nada se cria.

Mais importante ao mercado brasileiro será a exibição do novo Honda Fit – a ser fabricado aqui. Plataforma e medidas maiores, base para o City e novo SUV.

Do país, novo Cadillac coupé, série ATS, porte menor, concorrente de BMW série 4 e Mercedes Classe C. A BMW, recém encerrando produção de sua Série 1, terá substituta, a Série 2, motores de 4 e 6 cilindros em linha, 240 e 322 hp.

Audi mostrará como atração elétrica o novo sub suv, o Q1, a entrar em produção em 2016, e apresentará algo mais do exibido na CES, feita de tecnologia, onde mostrou a cabine do futuro TT de terceira geração, pensada como interface para uso de tecnologias e desfrute de sua rica estrutura.

Ninguém vai a Detroit por turismo. A cidade, ex farol e torre do poder estadunidense com sua líder fabricação de automóveis, vem-se estiolando, reduzindo a população, fechando negócios, tendo queda de renda e degradação de serviços. Uma cidade vazia, suja, de prédios abandonados. Tem impagável dívida federal.

O NAIAS é seu grande evento turístico. De jornalistas usualmente vão 5.000. Destes, 1.500 do exterior. O evento tem foco desconhecido nos assemelhados nacionais. Além de visita prévia para imprensa, visitantes pagam, e parte do valor do ingresso destina-se a casas de caridade. Na semana aberta ao público, em 2014 de 16 a 23 próximos, não se sabe quantos visitantes terá. Ano passado 750 mil. Neste, com o tal de vórtice polar congelando a cidade, o rio Windsor que a separa do Canadá, ruas, calçadas, estradas, caminhos de ferro, aeroportos, às vésperas da abertura é impossível prever volume de visitantes.


Mercado dos alemães Premium embola
Um dos desafios mais interessantes no atual momento da indústria automobilística no mundo ocorre na Mercedes-Benz. Talvez pelo fato de ter a láurea formal do primeiro veículo – Quadriciclo Benz, 1875 -, ou por ter história sólida em meio a tantos novos fabricantes. Em si o desafio é economicamente pequeno, pois a falta de êxito não comprometerá o futuro da empresa, fantasma assombrando outras marcas seculares.A questão reside no desafio imposto a Dieter Zetsche, condutor da empresa. Aposentado, foi re contratado com missão específica: resgatar o primeiro lugar nas vendas de automóveis alemães ditos Premium – os de maior preço -, perdido para as patrícias BMW e Audi.

Zetsche está no meio do contrato renovado e tomou decisões importantes: ampliar as faixas de clientela, refrescar e elevar os produtos por conteúdo de decoração, conforto e tecnologias. Vai bem. Bancou a criação da nova família A, bem vendida em hatches – à venda no Brasil -, surpreendida com o sedã CLA – em breves dias o lançamento -, e o SUV da família – a ser produzido aqui. Pequenos motores 1.6, turbo, transversais, tração dianteira, submetendo-os à criatividade da AMG, sua divisão de performance. Criou versões superiores em rendimento e preço, em busca de imagem e mais clientes. Inicia democratizar os trabalhos da AMG, fracionando-os e vendendo acessórios de decoração.Conseguiu o aparentemente impossível, baixando a idade do comprador do primeiro nível dos Mercedes de 45 para 37 anos.

No segmento dos tradicionais automóveis da marca, com motores dianteiros longitudinais, tração traseira começou pelo mais elevado, o Classe S, aumentado em tamanho, confortos, e um excepcional sistema através de câmeras de TV sob o carro. Dito Magic Body Control, lê o piso à frente e condiciona a suspensão às irregularidades, filtrando os efeitos, reduzindo o desconforto.Os dois extremos da linha – a Mercedes não conta o Smart – dão resultados. A procura pelo S e pelo intermediário E, e pelo novo Classe C tem exigido aumento de turnos de produção nas usinas de Sindelfingen e Bremen, investe no aumentar capacidade produtiva em Tuscaloosa, Alabama, EUA e nova fábrica em Iracemápolis, SP.O novo Classe C modelo 2015 inicia ser vendido no meio do ano nos EUA e Europa, chegando ao Brasil, como a Coluna antecipou, no terceiro trimestre. Maior, resgata o padrão de dignidade decorativa relegado há alguns anos, liderado pelo retorno ao uso de madeira nobre na cabine.

As três marcas aguardam as entrevistas coletivas no NAIAS 2014, o salão de Detroit, para anunciar resultados. A Mercedes seguirá terceira do bolo, devendo cravar quase 1,5 milhão de unidades vendidas, aproximando-se de Audi e BMW. estas estarão muito próximas, disputando liderança por cabeça de parafuso de para choques frontal, em torno de 1,6 milhão. Considerado o mercado dos EUA, o projeto da Mercedes funcionou: foi dos Premium o mais vendido, o que não ocorria desde 1999, crescendo 14% relativamente a 2013, vendendo 312.528 unidades. 3.248 à frente da BMW, dedicando sério ataque comercial em dezembro para reduzir a diferença de 7.610 veículos. 2014 promete.

VW anuncia o UP!
Próximo lançamento da marca e o mais barato dos carros de sua lista o up! inicia um novo tempo para a Volkswagen  e o mercado.  Apurado em construção incluindo motor em alumínio 3 cilindros, 1.0, mais potente do pais: 82 cv, capaz de leva-lo a surpreendente 165 km/h.O up! inicia a grande mudança conceitual da Volkswagen, te-lo com o novo fusca.
Mais seguro, econômico, com menor custo para reparos o up!  será nova referencia para todos os demais fabricantes que ópera no segmento  de entrada. Vendas na segunda semana de fevereiro.

Roda-a-Roda
Vai – Incêndio em alguns dos carros elétricos da fabricante californiana Tesla, poderia ter destruído a marca. Mas seu enfrentar corajoso do problema, divulgando pesquisa, processos e soluções, trouxe-a de volta ao mercado. Porém, murmura-se no mercado, seu criador Elon Musk, co-fundador do sistema de pagamentos Pay Pal, ouviu proposta da GM para vender sua marca.

Caminho – A GM voltou a ser General Motors quitando débito com o processo de salvação aplicado pelo governo dos EUA, tornado acionista maior – diziam era, então, Government Motors ... E precisa de carros de menor consumo, emissões, especialmente no maior mercado, a Califórnia. Comprar a Tesla permitiria abandonar seu projeto com o Volt, caro e de pouca autonomia. Nos EUA as emissões são calculadas pelo total de unidades construídas. Assim, os elétricos ajudam enquadrar as fabricantes nos limites legais.

Negócio – Não é fabriqueta, nem produz franksteins elétricos sobre rodas. Vendeu 5.500 unidades no ultimo trimestre, exporta para a Europa, caminha para a China. Tem projetos, crossover Model X, e carro pequeno. O retorno glorioso valorizou suas ações.

Caminho – Carro mais barato do mundo – US$ 2.400, quase R$ 7 mil -, o indiano Tata Nano não atinge os níveis de venda projetados. Agora, para uso mais econômico, terá opção diesel, dois cilindros, 800 cm3, turbo, 45 cv.

Mercado – O Nano visa substituir bicicletas e pequenas motos, mas os compradores, ao descobrir poder dar o grande salto da motorização, agregando a mobilidade aos seus hábitos de vida, querem mais – e vão para carros maiores, equipados. Veem o Nano, como a Coluna: cruza de bicicleta com guarda chuva.

Valor – Ao formalizar a compra dos 41,5% de cotas, complementando 100% da Chrysler ao VEBA, fundo de empregados, a Fiat terá gasto US$ 6.3 bilhão pela companhia. Fundidas, será o 6º. fabricante mundial.

Passado – Muito? Veja. O Cerberus Capital Management, empreendedora, comprou 80% da Chrysler à Daimler-Benz por US$ 7.4 bilhão. Muito menos aos US$ 36 bilhões pagos pela Daimler ao assumir a Chrysler sob rótulo curioso – Fusão de iguais ...

Brasil – Fechados os números da indústria automobilística, houve crescimento de produção em quase 10%, marcando 3,74 milhões. Dólar alto fomentou exportações de veículos e peças em 26,5% - US$ 16,6B. Vendas caíram 0,9%. Previsões para 2014 atrapalhado por Copa do Mundo e turbinado pelas verbas eleitorais projetam pequeno crescimento.

... 2 – Mercado, especialmente pelos importados, aumentou o prazo de garantia, e a Volkswagen dobrou-se à evidência. Modelos mais recentes - Gol, Voyage, Fox, CrossFox, SpaceFox e Space Cross terão garantia idêntica aos importados Premium da marca – Jetta,Tiguan, Passat, CC, Touareg e Amarok: 3.000 km.

Mais – Pretendendo ser a marca japonesa mais vendida e a líder de qualidade no Brasil em 2016, a Nissan ampliou sua pegada com unidade para construção de motores: 200 funcionários, R$ 140M – US$ 60M. Fará motor 1.6, 8 válvulas Flex 111 cv e 15,2 mkgf de torque, diâmetro x curso 77,9 mm - 83,5 mm.

Curiosidade – Anúncio em meio as férias cariocas de Carlos Ghosn, presidente mundial, justificando ausência de gravata. Há curiosidades: Nissan e Renault são unidas industrial e economicamente, e a Renault produz outro motor, um bom 1.6 8V. Diâmetro x curso de 79,5 mm – 80,5 mm, 108 cv, 15,3 mkgf de torque.

Dúvida – Razões não conhecidas. Fontes de ambas as marcas desconhecem se a Renault deixará de fazer o seu 1.6 para utilizar o da Nissan, abrindo capacidade industrial em sua usina de motores para trocar o 1.0, hoje defasado.

Sem – Objetivos e fatos desconhecidos, nestes tempos de economizar, usando peças comuns, diminuindo medidas de parafuso e especificação de plásticos, econômico. Cortadores de custos como são Ghosn e subordinados com apreço ao emprego e esperança de futuro, não haverá duplicidade de motores. Razões para a aparente incoerência as há, apenas não divulgadas.

Jus Sperneandi – Jocosa expressão latina, criada por estudantes, mas permeada ao uso jurídico, explica o último direito do enforcado. Tudo perdido, nada a opor, contestar, recorrer, resta-lhe apenas o direito de espernear. Respeito devido, é o que faz o sindicato dos metalúrgicos de São José dos Campos, SP, tentando resgatar empregos cortados com a redução de produtos e produção na fábrica da GM no município.

Tentativa - Protestam alegando, a redução do IPI foi assinada com compromisso das montadoras em manter empregos. Durante a vigência a GM ofereceu planos de demissão voluntária e, com a elevação do imposto industrial e o fim do ano-modelo, reduziu o quadro de funcionários.

Lulou – Para reverter a situação sindicato procura proteção do Ministro do Trabalho para mediar encontro com a direção da GM e da Anfavea, associação dos fabricantes de veículos. Procurado, Marcos Munhoz, na GM vice presidente de assuntos corporativos, declarou-se em férias e desconhecer o tema.

Mais uma – Recém chegada, fábrica de motos Triumph tem novo modelo, o Tiger Explorer XC, topo de sua linha Adventure. Por imodestos R$ 62.900 anda fora da estrada e nela, onde seu motor tri cilíndrico, 1.215 cm3 gerando 137 cv de potência, piloto automático, controle de tração e ABS nos freios permite elevada velocidade de cruzeiro. Pacote inclui rodas com aro em alumínio, raios em aço, 19” na dianteira e 17” na traseira. Montada em Manaus, AM.


Feice – Cearense Troller coloca pilha nas mídias sociais alcançando 130 mil fãs no Facebook. Faz campanhas interativas, cobertura de competições, instiga entrada no off Road. Trabalho de Carla Freire, supervisora de marketing, varrendo o pátio para a nova linha a chegar antes e ser vendida após a Copa.

Revista – Bom projeto de Quatro Rodas, é o teste de longa duração, uma das seções mais lidas da revista, ao comprar automóveis e submete-los a 60 mil km de uso.  Na edição atual não aprovou o Ford EcoSport, em especial por falta de vedação do motor e desgaste prematuro das peças móveis.


Elegia – Foi-se o Uno Mille. Barrado pela tecnologia de segurança, por não ter freios ABS e almofadas de ar. Mais de 3,7 milhões de unidades no Brasil, mais de 9M no mundo, e histórias como o primeiro nacional com turbo compressor, o símbolo do carro popular 1.0. Está em última edição, a Grazie Mille.



Cultura – Livro sobre Genaro – Rino – Malzoni, fazendeiro que traçou a linha de independência para a construção de automóveis esportivos nacionais, fazendo Malzonis, Puma, Onça, Carcará – recordista brasileiro de velocidade. Homenagem de Kiko, seu filho, pela pena do jornalista Jorge Meditsch, recuperando período áureo de nossa história. Em boas livrarias, ou na Editora Alaúde, R$ 76,50.




Aviso – O Museu Nacional do Automóvel esclarece não ter procuradores para assumir compromissos de compra de veículos antigos para seu acervo. Explicação se faz em razão de consulta de antigomobilistas gaúchos sondados para venda de antigos com pagamento posterior. A Curadoria do Museu desconhece e não autoriza tais iniciativas. Em caso de dúvidas, 061.3225.3000, e procurar autoridades policiais com esta publicação.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

FIAT: Muito obrigado, Mille!


A produção do Mille, ícone da Fiat que foi o primeiro carro mundial da marca e superou 9 milhões de unidades vendidas em todo o mundo, foi interrompida em dezembro, depois de quase três décadas de sucesso. Nada melhor, então, do que dizer muito obrigado. Como se trata de uma obra-prima do design italiano, o melhor é dizer obrigado como se faz na península: Grazie Mille! Mas é bom esclarecer que não se trata de dizer adeus. Com mais de 3,7 milhões de unidades produzidas no Brasil, o Mille vai continuar a rodar por aí por muito tempo, fazendo parte da paisagem urbana e rural de todos os cantos do país.O modelo, lançado no Brasil em 1984, conquistou o coração dos consumidores e legiões de fãs devido ao seu design externo compacto combinado com generoso espaço interno, ótima visibilidade, soluções inteligentes como o estepe instalado no vão do motor e o limpador de para-brisa com braço único. Inaugurou no Brasil o segmento dos carros modernos com motorização igual ou menor que 1000cc.Para marcar este momento na carreira do ídolo, a Fiat lançou no final de dezembro a última edição do Mille – a Série Especial Grazie Mille, com tiragem limitada a 2 mil carros que foram numerados.

Uma história de sucesso

O Mille é uma versão do modelo Uno, que  foi concebido para ser o primeiro carro mundial da Fiat. O palco escolhido para sua apresentação à imprensa em 20 de janeiro de 1983 foi o Cabo Canaveral, atualmente Cabo Kennedy, na Flórida, Estados Unidos. O projeto do carro inovador começou no final dos anos 1970,  com dois estudos:  o 143, desenhado pela equipe de Pier Giorgio Tronville, do Centro Stile Fiat,  e o 144, desenhado pela Italdesign de Giorgietto Giugiaro. O projeto 144 seria direcionado para a Lancia, marca de luxo do Grupo Fiat, mas acabou aprovado pela Fiat em dezembro de 1979. Em 1982 começava na Itália a produção em série, após quatro milhões de quilômetros rodados com protótipos.

O Uno foi lançado com conteúdos inovadores, como as maçanetas embutidas na versão três portas e o limpador de para-brisa com um único braço, mas de ampla área de varredura. Os bancos ficavam em uma posição elevada, o que aumentava a impressão de espaço. Este inclusive é até hoje um de seus pontos fortes. O interior era moderno e funcional.Um ponto de destaque eram os satélites do painel, conjuntos de comandos próximos ao volante, e o cinzeiro corrediço e removível. Os instrumentos incluíam um sistema de verificação que apontava defeitos ou irregularidades em diversas funções. Na Europa eram oferecidos motores de 903, 1116 e 1301 cc, com potência de 45, 55 e 70cv, respectivamente. Era um veículo com um conceito simples e moderno, com motor transversal, tração dianteira e suspensão McPherson com mola helicoidal à frente. Na traseira era usado feixe de molas transversal, com rodas independentes. Foi eleito Carro do Ano na Europa no mesmo ano.

O Uno foi lançado no Brasil em agosto de 1984. Veio para substituir o 147, então com oito anos de mercado. Mantinha as linhas do modelo italiano, mas com uma importante diferença: o capô envolvia parte dos para-lamas, o que permitia a acomodação do estepe no compartimento do motor, da mesma forma que no 147, de maneira a ampliar o porta-malas e evitar o incômodo de ter de descarregá-lo para o acesso ao pneu de reserva.O Uno representava uma enorme evolução em relação ao 147, a começar pela redução do coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,50 para apenas 0,36, passando pelo conforto de rodagem, segurança ativa e passiva, visibilidade e posição de dirigir. Outras alterações em relação ao modelo italiano de ordem mecânica, previam melhor adaptação do carro às condições nacionais de rodagem, além do compartilhamento de componentes com o 147.

Deste vinham os motores de 1048 cc a gasolina (52 cv, 7,8 mkgf), para a versão S, e de 1297 cc a gasolina (58,2 cv, 10 mkgf) e a álcool (59,7 cv, 10 mkgf), para a versao CS. Estes motores tinham na economia de combustível seu ponto forte.

Em 1987 foi lançado o esportivo 1.5R, sucessor do SX. Era identificado pelas faixas laterais, rodas com calotas que lembravam discos de telefone, spoiler e o detalhe único da tampa traseira em preto fosco, qualquer que fosse a cor da carroceria. Por dentro, os cintos de segurança e uma faixa central dos bancos esportivos eram vermelhos. O motor era o mesmo 1500 a álcool do Prêmio, porém com comando de válvulas para um desempenho esportivo, taxa de compressão mais alta e carburador de corpo duplo, que elevavam a potência de 71,4cv para 86cv, com torque de 12,9mkgf. Com freios dianteiros a disco ventilado e pneus esportivos, a dirigibilidade do 1.5R, principalmente em estradas sinuosas, era um prazer, pois, além do ganho na potência, o carro era dotado de notável estabilidade.

O modelo 1988 do CSL ganhava melhorias no motor 1500 que o aproximavam ao do 1.5R, passando a 82cv e 12,8mkgf. A linha Uno 1989 chegava com novos acabamentos e melhoria de conforto como principais novidades. As versões mais luxuosas ganhavam um painel mais tradicional e refinado. O Uno 1.5R ganhava novo grafismo nas laterais, amortecedores pressurizados e rodas de alumínio. A suspensão teve a geometria revista, para menor desgaste dos pneus. Os retrovisores ficaram mais amplos e os bancos dianteiros ganhavam rebatimento mais leve e prático na versão três portas.

Foi, porém, em agosto de 1990 que a Fiat lançaria um produto que revolucionaria o mercado de automóveis: o Uno Mille. Este modelo inaugurou um segmento que hoje representa cerca de 40% do mercado. Esta versão de 994,4 cc do conhecido motor foi lançada apenas 60 dias após a redução tributária efetuada pelo Governo Federal. Modelos de 800 a 1000 cc passavam a ter alíquota de 20% do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), metade do praticado até então. O motor de 48cv e torque de 7,8mkgf tinha como pontos fortes a rapidez com que subia de giros e a suavidade de funcionamento, o que proporcionava a este veículo agilidade.

O Uno Mille podia acelerar de 0 até 100 km/h em 21s e atingir 135km/h. A concorrência só daria as primeiras respostas ao Mille um ano e meio depois. Com a chegada do Uno Mille, neste mesmo período, as versões com motorização e acabamento superiores receberam algumas mudanças estéticas: um novo frontal com faróis com nova grade de perfil baixo e o para-choque. As versões CS e 1.6R passavam a oferecer bagageiro no teto sendo que, neste último, teto solar com deslocamento externo e comando manual. No ano seguinte surgiu a série limitada Mille Brio, com carburador de corpo duplo e 54 cv de potência.

Em novembro de 1992, a Fiat lançou o Mille Electronic. Este modelo contava com ignição digital , que permitia alta taxa de compressão, e carburador de corpo duplo. Este modelo superava facilmente os adversários em potência (56,1cv), torque (8,2mkgf), velocidade máxima e aceleração. Era o 1.0 mais rápido.

O Uno Mille foi também o primeiro 1.0 a oferecer uma versão com cinco portas e ar-condicionado que era dotado de mecanismo automático que cortava a energia destinada ao compressor durante acelerações a fundo para facilitar retomadas e ultrapassagens. Ficou conhecido como Mille ELX, e trazia ainda um frontal novo, volante de quatro raios, novo quadro de instrumentos, pneus 165/70, ar-condicionado, vidros e travas elétricas. Esta versão também era oferecida em três ou cinco portas. Era uma versão popular de luxo.

Ainda em 1994 a Fiat inovaria novamente com o lançamento do primeiro turbocompressor original de fábrica do Brasil: o Uno Turbo i.e. Esta versão era equipada com motor de 1372 cc produzido na Itália, utilizava resfriador de ar (intercooler), radiador de óleo e atingia potência de 118cv e torque máximo de 17,5mkgf, valores similares aos de um motor 2.0 de aspiração natural. A velocidade máxima era de 195 km/h e acelerava de 0 a 100 km/h em apenas 9,2 s. Os primeiros proprietários tiveram direito a um curso de pilotagem, iniciativa inovadora no mercado.O modelo contava também com rodas de 14” e pneus 185/60, para-choques e minissaias esportivos, bancos envolventes, volante de três raios exclusivo e quadro de instrumentos completo, incluindo manômetros de óleo e de turbo e termômetro de óleo, o que realçava a esportividade do interior.

Em julho de 1995 a Fiat introduziu a injeção eletrônica no Mille. Desta forma a versão ELX passaria a ser denominado EP e o Eletronic passava a i.e. A potência chegava a 58cv, a maior do segmento. No fim daquele ano, a Fiat revelava imagens do Palio que chegaria em abril de 1996 com amissão de aposentar o Uno. A estimativa era que as versões 1.5 e 1.6 sairiam de linha ficando apenas o Mille como opção mais acessível, por pouco tempo.O mercado, no entanto, mantinha o desejo pelo Mille e em 1997 a linha era concentrada na versão SX, de acabamento intermediário entre as anteriores, que incluiu a série limitada Young, com painel de fundo claro e adesivos decorativos. Em 1998 a versão SX torna-se EX e em março de 2000 esta cedia lugar à versão Smart que trazia nova grade e volante de quatro raios. Em julho daquele ano o Uno recebia o motor Fire de 55cv.No inicio de 2004, o Uno sofreu sua mais significativa reestilização. A parte frontal foi totalmente remodelada com novos faróis, nova grade, novos para-choques (o traseiro com placa incorporada), novo capô, nova tampa traseira e novas lanternas. Em 2005 chegava ao mercado o Uno Mille com tecnologia Flex e frontal com novas grades.

Em 2006, a Fiat disponibiliza no mercado o kit Way, composto de amortecedores de curso mais longo, 4 centímetros a mais de altura livre em relação ao solo, molduras de para-lamas exclusivas, soleiras e caixas de roda pintadas em preto fosco.

Em agosto de 2008, a Fiat lançou uma versão ainda mais econômica do Fiat Uno, denominada Mille Economy, com a mesma potência da versão anterior, porém com novas regulagens de  motor, suspensão e novos pneus com baixa resistência ao rolamento, que o tornaram cerca de 10% mais econômico.

Em maio de 2010, a Fiat lançou o Novo Uno,  equipado com os motores Fire 1.0 Evo e o Fire 1.4 Evo, ambos flexfuel, que incorporam modernas tecnologias para garantir economia de combustível e baixo nível de emissões. O premiado desenho do novo modelo nasceu de intenso diálogo entre os designers do Centro Estilo Fiat para América Latina e Centro Estilo Fiat da Itália e os consumidores. O primeiro passo era identificar como o Fiat Uno era visto pelo mercado. Resposta: um ícone, um parâmetro de longevidade, um carro robusto, confiável e econômico – tanto na hora da compra quanto da manutenção e do consumo de combustível. Uma história de sucesso de formas quadradas, bem distante das linhas afiladas e arredondadas da maior parte dos modelos no mercado atualmente.


Dentro desse universo, foram propostos vários conceitos. O vencedor foi o conceito “Round Square”, ou quadrado arredondado, que norteou todo o desenvolvimento do novo carro. E o que, exatamente, é um quadrado arredondado? Partindo do ícone Uno e suas formas quadradas, os designers cunharam o novo quadrado – pop e moderno. Ou seja, a releitura do quadrado. Uma evolução. O novo Uno, que conquistou seu espaço no mercado e conviveu, de 2010 até agora, com o Mille.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 5213 24.11.2013 - edita@rnasser.com.br   

Grazie Mille, grazie
Barrado no baile do mercado pela exigência legal de portar air bags – coisa inviável em seu projeto do início dos anos ’80 – o Fiat Mille vai sair de produção. A fábrica realiza esforço nestes dias para levar a produção ao limite máximo que permita vende-lo até 31 de março.É a série Grazie – obrigado – Mille, com duas mil unidades. Coisa especial, numerados em plaqueta aposta ao painel. Identificados pela exclusiva cor Verde Saquarema, decoração externa, faróis com máscara negra, rodas em liga leve aro 13”, adesivos Grazie Mille. Dentro, revestimento em tecido com bordado, sobre tapete, pedaleira, rádio connect, subwoofer, painel de instrumentos com outra grafia, cobertura no porta malas. Ar condicionado, vidros e travas elétricas. R$ 31.200.
Há muito a agradecer. O Mille chegou em 1983 e nestes 30 anos vendeu bem e se manteve em produção junto com seus sucessores, uma proeza de mercado. Foi bem dimensionado e transformou-se no carro de frota e trabalho, posto antes ocupado pelos VW Fusca e Gol.

Para provocar, um Mercedes a US$ 499 mil
Fim do ano, hora de 13o salário, participação nos lucros das empresas, balanço nos negócios individuais, é período de generosidades, presentes, gastos largos, muitos rótulos para a injeção de dinheiro na economia do país.
A Mercedes-Benz surgiu como oferta para integrar a lista de presentes: a última edição do esportivo SLS AMG Coupé, em edição especial, a Black Series. É o mesmo automóvel superlativo, com desenvolvimento em motor, transmissão, suspensão e aerodinâmica.
Não é um tapa, maquiagem para caracterizar a fornada de despedida deste modelo, mas trabalho amplo. Redução de peso, aumento de potência, melhor operação da transmissão. Peso baixou a 1.625 kg, potência subiu consequente ao trabalho nos comandos de válvulas, virabrequim, lubrificação, a 464 kW / 631 cv, a 8.000 rpm, relação onde cada cavalo carrega apenas 2,57 kg. A transmissão automática de sete velocidades duas embreagens, foi rebaixada 1 cm para melhor distribuição de peso, e tem coxins gasosos para absorver vibrações. O conjunto permite acelerar da imobilidade aos 100 km/h em 3,6s. Para dete-lo, freios de cerâmica, rodas forjadas em liga leve, pneus resistentes aos 317 km/h de velocidade de pico. Pacote de eletrônica para garantir segurança, e a sofisticação desnecessária do sistema de som Bang & Olufsen.
O motor, o mais potente ciclo Otto atual, é montado por um engenheiro, que nele aplica uma plaqueta, assinalando seu orgulho.
É automóvel referencial e reverencial. Custa, aqui, chaves na mão, entregue pela Mercedes na porta de sua casa, US$ 499 mil dólares.


Roda-a-Roda

Embolou – PSA – leia Peugeot + Citroën – negociava com a chinesa Dongfeng acordo comercial visando sociedade de amplo espectro. Foi atropelada. A Renault fechou negociação com 50% do capital para produção local.

Mercado – O tentativo entendimento mundial com o Irã deve reabrir o bom mercado do país – 1,6 a 2M veículos/ano – a importações e produção local. As francesas já estão lá e o Peugeot 208 é o mais vendido. Os EUA pressionam para remoção das barreiras que os demonizava, permitindo aos produtos chegar por exportações ou acordo com as montadoras locais.

Mercosul – Globalização pode trazer alguma novidade Peugeot ao Mercosul, com entrada pela Venezuela, variante ao atual produto. Lá se comete misturada de Peugeot 405 dos anos ’90 – três gerações anteriores - com peças locais, e exemplo da estatização: caro ao estado, ruim ao comprador. Missão peculiar: vendas subsidiadas a jovens oficiais das forças armadas. Tipo Bolsa Milico.

Amarok 2014 - Para criar novidade e marcando como linha 2014 Volkswagen incrementou o picape Amarok. Na versão Highline, de topo, equipamentos antes opcionais, como controle de estabilidade (ESC), a assistência para partida em rampa (HSA), controle automático de descida (HDC), air bags laterais para cabeça e tórax, e a exclusividade setorial dos faróis de neblina que se movimentam em manobras.

Mais - Nestes periféricos incorporados à versão de topo, espelhos retrovisores externos são rebatíveis eletricamente, diminuindo 17 cm na largura do picape. E mudança na estrutura do painel para receber tela do computador de bordo, e volante com teclas para som e computador. Há engates Isofix – padrão mundial para fixação de cadeirinhas de criança no banco traseiro.

Data – Volkswagen marcou data para apresentar seu mais importante lançamento nesse ano, o UP! : primeira semana de fevereiro, com vendas a seguir. Carro de entrada, atualizado, diferenciado. Mais barato da linha.


Mais – Antes, na última semana de janeiro, a Audi exibirá o A3 em versão Sedan. Quer, como a Coluna antecipou, aumentar a frota, tornar o produto conhecido, movimentar vendas e passagem nas revendas, antecipando-se à produção local.


Imagem – Uma das marcas japonesas fazendo veículos no Brasil quer mudar inteiramente sua forma de se relacionar com a imprensa: reformulará caminhos, posturas, executivos. Quer formar imagem de simpatia. O presidente teria perguntado porque, no Brasil, nunca jornalista algum o procura. Descobriu, a assessoria impõe barreiras.

Aliás – Se em produtos os nipônicos são bons de serviço, no relacionamento com jornalistas são abaixo de crítica, descompromissados com informação. Tomara dê certo, servindo como novo parâmetro ao grupo da etnia no Brasil.

Hora séria – A Honda está em projeto mundial de crescer em vendas, do 1,7M ano passado, a 2M em 2016. E a nova família Fit/City, mais o recente SUV que no Japão se chama Vezel, mas aqui terá outro nome, é ferramenta para isto.

Diálogo – Rompendo política de distanciamento, a Ford produziu revista especial para impressionante relação de 43 mil oficinas. Utilizará o nome Motorcraft. Conteúdo especial, informações técnicas, mimos como ferramentinhas. Visa facilitar conhecimento e sua aplicação – e explicar porque as peças originais tem qualidade e oferecer descontos especiais.

Porquê – Após três anos de uso pouquíssimos clientes levam seu Ford à rede autorizada, recorrendo às oficinas. Daí a Ford querer se aproximar deste grupo. Se não vende serviços, quer vender peças.

Mais, do mesmo – 640 ônibus Mercedes-Benz foram adquiridos pela Viação Pioneira, integrando o transporte público do Distrito Federal. Negócio de R$ 177 milhões, financiados pelo Banco Mercedes-Benz, parceiro há 10 anos.
Transporte público em Brasília é uma das mazelas da marcante capital.

Negócio – Volvo Construction Equipment adquiriu o negócio de caminhões off-road da Terex. Quer mais participar do mercado de movimentação de terra e mineração. US$ 160M, livres, sem dívidas, e inclui fábrica na Escócia, o tudo a ver com caminhões rígidos e articulados, e estrutura de distribuição no mercado estadunidense. Poucas empresas mudaram tanto de dono e país.

Caminho – Pedro Estácio, o Pedrinho, 15, mais novo dos herdeiros do tri campeão de Fórmula 1 Nelson Piquet, fará 15 corridas em cinco finais de semana na Nova Zelândia. Neste ano, em Kart, após vitórias na Itália no FIA Academy, recebeu licença para competir com monopostos.



Pré – É a Toyota Racing Series, com monoposto semelhante aos da Fórmula 3, 200 cv. Com talento e genética pode ser o terceiro Piquet a chegar à Fórmula 1.







Ecologia – Projeto de sustentabilidade pela Mercedes-Benz no Brasil ganhou prêmio mundial da empresa. Implantado junto à rede de concessionários da marca, motivou responsabilidades e a produção de um manual de procedimentos.Implantar e sedimentar práticas ecológicas em oficinas é desafio dos maiores. 

Gente – Glauco Lucena, jornalista especializado em veículos, mudança. OOOO Após 9 anos na revista Autoesporte, coordenará, pela controladora Fiat, àrea de imprensa da Chrysler. OOOO José Luiz Vieira, 81, decano dos jornalistas especializados no Brasil, deixou a Abiauto, associação profissional. OOOO Questões paralelas. Perda sensível. OOOO

O adeus da Velha Senhora
Fenômeno industrial, a Kombi encerrou a produção às 22h46 do dia 18 de dezembro, antes mesmo da polêmica discussão sobre prolongar ou retomar sua produção.
Chegou ao Brasil ao início da década de ’50, quando a marca era representada pela Brasmotor. Foi montada por esta e pela nascente VW do Brasil, instalada no Brasil a partir de 1953. Após, foi o primeiro produto da monumental fábrica da empresa em São Bernardo do Campo, SP. Primeira e maior das instalações industriais fora da Alemanha.
O arranjo mecânico simples – grupo moto propulsor traseiro – amplo espaço para carregar cargas, em excepcional relação entre peso e carga transportada, ambos em torno de uma tonelada, resistente ao uso, simples para manutenção, e o fato de ser único produto com sua morfologia tornaram-na sem concorrente.
Teve motores 1.100, 1.200, 1.400, 1.500, e 1.600, em diferentes configurações: boxer, L4, refrigerados por ar, por água. Funcionou a gasolina, a diesel, por álcool ou gasolina e álcool. Transportou famílias, cargas, foi sede de negócios individuais – na nascente Brasília foi escritório de depois famoso advogado – e até hoje aplicada, móvel ou não, como base para lava jato, costureiras, chaveiros, e o que mais precisar de espaço. De fábrica teve versões para ambulância, carro de polícia, camping, oficina, bombeiros, carrocinha para capturar cães sem dono, carro fúnebre. De tudo um pouco e um tudo.
Poucos veículos tiveram tão amplo leque de aplicações, e nenhum sua ampla vida no Brasil: a velha senhora, que agora deixa o palco, nele trabalhou, diuturnamente, de 1957 a 2013. Nas festividades de sua despedida a Volkswagen prepara livro digital – www.kombi.vw - e livro físico.



sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Fiat apresenta a série especial Grazie Mille


No mês em que completa e comemora seu 12º ano de liderança no mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves, a Fiat apresenta a Série Especial Grazie Mille, com exclusiva tiragem limitada a 2 mil unidades do modelo Fiat Mille que serão numerados. A série oferece maior requinte, conforto, conteúdos inéditos e nova cor Verde Saquarema, desenvolvida somente para esta série.A Série Especial Grazie Mille, contará com conteúdos exclusivos,  melhor acabamento interno, além de detalhes estéticos externos e internos que remetem à exclusividade desta série. Veja abaixo os conteúdos que reforçam esta série:

Itens Internos:
• Tecido exclusivo com bordado Grazie Mille • Rádio Connect com CD/MP3, viva voz Bluetooth e entrada USB • Subwoofer • Novo grafia do quadro de instrumentos • Pedaleiras esportivas • Nova cor da caixa de ar • Logo da Série Especial na soleira das portas • Placa com numeração do carro no painel • Apoio de cabeça banco traseiro (2) • Cobertura do triangulo de segurança e extintor • Cobertura completa do porta malas • Sobre tapetes em carpete • Forro do teto na cor preta (inclui revestimentos das colunas internas)

Itens Externos:

• Faróis de máscara negra
• Rodas de liga leve aro 13” com pintura exclusiva • Ponteira de escapamento esportiva • Nova cor exclusiva Verde Saquarema (será oferecido também o Prata Bari).
• Adesivos Grazie Mille
• Frisos laterais
• Pintura da caixa de roda

Esta Série Especial chega ainda com ar condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, desembaçador/ limpador do vidro traseiro e retrovisor externo com comando interno.



A exclusiva Série Especial Grazie Mille, que já está disponível na rede de concessionária Fiat, tem seu preço em R$ 31.200.