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sexta-feira, 1 de março de 2019

SUPER CUP V6: AS PICK-UPS ESTÃO CHEGANDO


O veterano preparador Max Nunes chega com a PickUp Super Cup V6, com regulamento técnico bastante simplificado e daqueles que privilegia o construtor e o preparador, que podem usar tudo o que conhecem para entregar ao piloto o melhor carro possível. Nada de motor turbo, nada de câmbio sequencial, nada de botão disso e daquilo, asa daquilo outro... é automobilismo mais raiz mesmo, bem ao estilo de sua irmã mais velha Truck Series da Nascar norte-americana. Isso se traduz, rapidamente, em velocidade, competitividade, equilíbrio e custos baixos.

A Categoria iniciará sua temporada empregando as Pick-Ups cabine simples e, ao longo do ano, o objetivo é apresentar, para disputar as 5 etapas finais, as novas pick-ups da temporada de 2020, cujos projetos já estão em análise nas montadoras aqui presentes. GM S-10, Ford Ranger, Toyota Hilux, Fiat Toro, Renault Oroch, Mitsubishi L200, Volkswagen Amarok e Nissan Frontier cabine dupla são as marcas e modelos propostos, que integrarão, a partir de então, o Grupo A, enquanto os modelos cabine simples farão parte do Grupo N, uma distinção aplicada para pilotos novatos e pilotos com mais experiência. 

“Não é tarefa das mais fáceis equalizar tamanha diversidade de designs, proporcionando à todos os modelos o mesmo volume de pressão aerodinâmica, tomadas de ar funcionais para as mais variadas funções e manter as carrocerias o mais próximas possíveis do design original de fábrica, uma vez que um dos principais objetivos é a identificação imediata do público para com os carros. Para além disso, existe todo um estudo de fluxos de ar visando otimizar o trabalho desenvolvido pelo Max, que é aproveitar ao máximo os 350 Cv de potência dos motores V6; nada ali é por acaso, tudo é funcional”, comenta Renato Pereira (Insane MotorsportsGraphics, Studio67Design, Road67Design), encarregado dos projetos dos carros dos Grupos A e N. 

Recentemente delegou ao veterano Regii Silva de uma das áreas mais importantes de qualquer empresa (sim, apesar de acharem diferente, o automobilismo, hoje, é um negócio, que só dá certo se todos os envolvidos forem remunerados, e não apenas três ou quatro ganharem demais), porque é o marketing que busca as parcerias e o aporte financeiro necessário para fazer as engrenagens girarem

O calendário é extenso, com provas em circuitos regulares, circuitos de terra e etapas noturnas, o que já coloca a Super Cup V6 em um patamar diferente das demais categorias, fechadas em suas rotinas monótonas. Crescimento, eventos festivos e grande envolvimento da população em cada etapa são os objetivos dos organizadores. 

O caminho do sucesso esta traçado. A SuperCup V6 é uma categoria que veio para ficar!

sábado, 21 de abril de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 1618 – 21.04.2018 edita@rnasser.com.br  


Ferrari cria versão Pista para o 488 GTB
Ferrari convidou os jurados do International Engine of the Year a conhecer segredos, desenvolvimento e potência do motor F154CD, seu V8 mais potente, tracionando versão Pista do modelo 488 GTB. Foi em Maranello, Itália, na fábrica em crescente expansão, em circuito privado de testes, em Fiorano – o limite das cidades atravessa a área industrial. Apresentação em protótipo.

Parece curioso, imediatamente após apresentar o 488 e o motor F154, há um ano, ter iniciado o desenvolvimento de potência e rendimento. Mas faz parte da cabeça Fiat gerindo a empresa, em fórmula onde o entusiasmo mundial pela marca é apenas componente bem capitalizado pelo olhar empresarial. A Ferrari expandiu-se para produzir 800 carros/mês, número e mercado inimaginados há poucos anos, segmento em expansão e com surgimento de novas marcas. Porque o V8 e não o V12, no topo da lista? Tudo indica, as leis de controle de consumo e emissões inviabilizarão os grandes motores, daí desenvolver os menores, no caso um 3,9 litros. Dele extrair longevos 720 cavalos de potência é trabalho meritório. Acredite, é para durar tanto quanto o do seu automóvel: 250 mil km – mais se o dono não for bobo no uso, ou desidioso no manter.

É projeto consistente de desenvolvimento da família de motores, formando séries especiais, como o 360 Challege Stradale, o F430 Scuderia, o 458 Speciale, agora aplicado ao 488 GTB.

Como
Sinal dos tempos, o engenheiro convocado para arrancar mais potência do motor – eram 670 cv -, é especializado em turbos. Gian Franco Ferrari – nada a ver com Enzo – tem experiência direcionada. Sinal óbvio do caminho a ser seguido mundialmente.

Regra conhecida há milênios, quanto menos carga um cavalo carregar, mais esperto será, é levada a sério na indústria do automóvel, e assim o trabalho liderado pelo eng. Ferrari focou em ganhar potência no motor e reduzir peso total – incluindo o motor. Chamar-se Pista, indica pretensões. Marca investe – e bem lucra -, em divisão para cuidar dos carros de clientes focados em corridas e diversões, do tipo guarda o automóvel, cuida, transporta para o circuito, assiste-o durante as provas e o leva de volta para a fábrica. Para esta diversão, nos 488 GTB obteve 1.200 cv. Pista quer induzir negócios, e vendas a uso normal.
Redução de 50 kg no motor e uso de rodas em fibra de carbono e bateria de Lítio diminuíram peso geral em 90 kg.

O ganho de potência mudou 50% das peças, algumas óbvias: bielas Pankl fraturadas em titânio – mais leves e com aperto mais preciso -; pistões mais leves: aumento na taxa de compressão em 0,2 ponto, indo a 9,6:1; releitura do comando de válvulas com 1 mm a mais em curso; válvulas ocas; avanço da ignição em 2 graus.; redimensionamento dos coletores de escape, não mais fundidos, mas em tubos de Inconel; novo virabrequim removendo contrapesos e redistribuindo-os, e colos mais finos; volante-motor mais leve; novo Plenum em fibra de carbono; deslocamento das tomadas de ar para o motor, baixando a temperatura, refrigeração de água e óleo do motor.

Maior mudança, entretanto, está nos turbo alimentadores, mecanicamente com rolamentos de esfera para reduzir atrito – vão até 160.000 rpm, parametrizados eletronicamente em intensa, só dão torque máximo na sétima e última marcha.
Rico pacote de segurança para auxiliar controle. Por comentar, carros com motor entre eixos traseiro devem cuidar para o despejar de muito torque nas rodas nas saídas de curva impeça cavalos-de-pau – e acidentes – inesperados.

Andei nas ruas de Maranello e na estradinha montanhosa para Modena. Porém, ad cautelam optei por dirigi-lo em pista como último do dia. Éramos apenas dois brasileiros – outro, o eng. Tarcísio Dias, do sítio Mecânica Online -, e havia três invisíveis elos em torno da experiência: ser brasileiro, coisa insólita em eventos internacionais restritos – isto tem enorme peso institucional em êxito ou má imagem; ter 50 anos de jornalista especializado – a jovens erros são mascarados por testosterona mal administrada; a seniors, creditados à idade; ter domínio de estamina para não deixar o entusiasmo ser mais rápido que a capacidade de conduzir.

Temperatura invernal, casaco, balaclava plástica, capacete, deram-me o carro; ajustei o banco conferindo o nível entre o apoio do pé esquerdo e a superfície do pedal do freio – carros automáticos, sabem todos, são freados com o pé esquerdo. Um assistente ajustou o cinto de quatro pontos.

Liguei o automóvel. Agradeci a Alah ter-me levado até ali, e pedi a San Juan Manuel Fangio me olhasse. Marcha lenta a 1.000 rpm, com os turbos operando, redonda, sem trancos, distante dos esportivos mais antigos, a exigir acelerar o motor para fazê-lo sair – nem pouco para dar trancos, nem muito para não queimar a embreagem. Lastimei não haver alavanca de marchas nem o cloc do engrazar as marchas. Apenas botões, como num Fiat Betinense. Ao sair não parece um carro para corridas, exceto pelo ronco-de-Ferrari, ainda mais acendrado no modelo. Sai liso.

Dera duas voltas com o piloto oficial aprendendo as referencias da pista, como evitar demandar motor em excesso com o carro inclinado saindo das curvas, frear com vigor sobre o viaduto, evitando voo por calombo no piso, e como não acelerar durante certos 100m, para evitar barulho aos moradores, ali instalados pós implantação do circuito privado da Ferrari. Direção extremamente precisa, pouco mais de uma volta batente-a-batente. Viril. A ausência de embreagem dispensa crítica, quando usado o sistema exigia esforço camional – aliás motivador à criação dos Lamborghini. Dei a primeira volta a 5.500/6.000 rpm. Muito motor. É o V8 mais potente da Ferrari, e a 8.000 rpm exuda 720 cavalos de força pelo escapamento. Rápido, para comparar, vai da imobilidade aos 200 km/h em 7,2s! Colocado entre eixos traseiro, uma paredinha de lata o separa dele. Atrás dela, enorme tropa empurrando e urrando nos seus ouvidos.

Tem freios monumentais, suspensão acertadíssima, parece colado no chão. Segunda volta com mais entusiasmo, fazendo o câmbio de mudanças rapidíssimas mudar as seis marchas em torno do pico de torque, 6750 rpm, carro te provoca e leva a descobrir que, apesar de todos os socorros da brutal eletrônica embarcada – otimiza o motor pelo parametrizar a rotação dos turbos -, você percebe a qualidade da engenharia ainda permitindo sensibilidade ao condutor para se entender com o acelerador entre as posições extremas. Acelerá-lo em excesso pode significar provocar derrapagem lateral nas saídas de curva. Entendendo o fato, anda de maneira entusiasmante obedecendo a sequência, acelera, freia, tangencia, acelera, tudo de grande efeito sensorial. Uma dança sensual, uma grande experiência em sensações. (RN)

Novos  Gol e Voyage em maio
Volkswagen corre para mostrar novidades e sacudir entusiasmo e rendimento da rede de revendedores. Isto se refletiu no adiantamento das providências para o lançamento de versões de topo em Gol e Voyage. Como anteriormente anunciado pela Coluna, a previsão seria para julho, mas foi viabilizada para o próximo mês.

As duas novas versões serão as mais caras e equipadas da linha, todas com o motor EA 1,6, 117 cv e aplicação de transmissão automática – não é a mecânica automatizada. Tal conjunto existe no Polo. Complementação decorativa, trato de cores na grade, frisos cromados, opções de composição, como mudanças de lanternas traseiras no Voyage, baseadas nas empregadas no Virtus.

Roda-a-Roda
De volta – Coreana Ssangyong volta ao Brasil com 30 revendas e quatro produtos. Tivoli, pequeno SUV, com estilo Pininfarina a R$ 85 mil. Com traseira maior, XLV, R$ 98 mil. Diesel, SUV Korando e picape Actyon a R$ 130 mil.

Leque – Volkswagen Argentina, fabricante do picape Amarok, baixou preço nas versões com motor V6 pela versão Confortline, empregará transmissão 6 marchas, mecânica, com caixa redutora.

Aviso – Motor diesel, potência de 224 cv e 550 Nm de torque. À apresentação, dado para os revendedores da marca, preocupados com a chegada do picape Mercedes-Benz Classe X, também V6, diesel e 258 cv, e idêntico torque.

Resposta - VW tem na Europa, pronto, motor re mapeado para produzir a 258 cv e torque de 580 Nm – com Overboost, reprogramação eletrônica, 272 cv.

De volta – Boa notícia, indicativa da recuperação setorial: HPE, controladora da marca Suzuki no Brasil, reabrirá a fábrica de Itumbiara, onde montava os jipinhos Jimny. Catalão, onde produz os Mitsubishi, e ao momento constrói os Suzuki, continuará a fornecer serviços, como pintura.

-Duplicidade – JAC Motors anunciou acordo com a HPE, a operação Mitsubishi, para montar o utilitário esportivo T40. Operação idêntica à do lançamento do Jimny: uso das facilidades industriais em Itumbiara e Catalão, GO.

Dúvida - Logisticamente factível, mas a questão básica é nada haver como compromisso formal, garantia de investimentos ou reais, e contrato assinado.

Goiás – Goiás, com economia pelo agronegócio, ocupa posição de destaque em indústria automobilística: tem fábricas de Mitsubishi e tratores John Deere em Catalão; Hyundai – com linha de montagem Chery – em Anápolis; reativará Suzuki em Itumbiara; talvez JAC no mesmo burgo, vê implantar parque setorial em Ituiutaba, onde a chinesa Zotye diz fará veículos elétricos.

Conta – Disputa com o Rio de Janeiro a 5a produção de veículos no país. 

S.A. – Volkswagen Group tomou providências legais para unir suas diversas marcas de caminhões sob única razão social. Scania, MAN, Volkswagen Caminhões e Ônibus, e RIO, sob o guarda chuva de VW Truck & Bus passará de sociedade limitada a sociedade anônima com abertura de capital.

Negócio – Ano passado suas empresas se expandiram acima de 10% em vendas, faturamento e lucros; 205 mil veículos; 23,9 ME e 1,7ME. Ações devem ser bem recebidas nas bolsas.

Grande – Volkswagen tem 12 grandes marcas. De caminhão Scania a moto Ducati. Do refinado Bentley ao superesportivo Lamborghini. Há união de produtos no grupo. Audi, Lamborghini e Ducati estão juntas.

História – Próximo dia 30 país registrará 164 anos da inauguração da primeira estrada de ferro no Brasil. Ligava a local hoje pouco conhecido, o Porto de Mauá, recorte coberto e superado pela construção da estrada Rio-Petrópolis.

Ascensão – Brasil foi forte no setor, mas a soma das contas no governo JK, incluindo parcela como a construção de Brasília e os custos subsidiados para a operação ferroviária levaram o governo a poupar recursos, aplicando-os na abertura de estradas para fomentar viagens de veículos, consequência de uma das metas do então governo JK, implantar a indústria automobilística.

Fim – A partir de então estradas e ramais foram abandonados, partes arrendadas, e o trem serve para transporte de algumas cargas. O modal rodoviário, apesar do elevado custo combustível x desgaste de estrada x passageiro x km, mantém-se – será líder enquanto prevalecer nosso sistema de governo liderado pelo interesse do dia, sem planos para o futuro.

Antigos – Talladega Motors, responsável pelo leilão de antigos no XXIII Brazil Classics Renault Show, abriu inscrições para análise de veículos para venda até 30 de abril. Encontro, o mais elegante do país, será em Araxá, MG, 31.maio a 02.junho. Catálogo e inscrições para o leilão: https://issuu.com/leilaoaraxa/docs/catalogo-digital

Tempo – Por anos o Encontro de Araxá foi patrocinado por Fiat e associados, local de apresentação de produtos. Edição 2016 Mercedes apoiou, e neste Renault assumiu com grande interesse. Neste exercício comemora 120 Anos e 20 Anos de produção no Brasil.

Situação – Nomofobiasigla em inglês para No Mobile, a falta de acesso aos telefones móveis – e a imbricação destes aparelhos com a vida atual foi dissertação de mestrado de André Senador, Diretor da Volkswagen, na Universidade Metodista, SP.

Livro - Virou livro Nomofobia 2.0 e outros excessos no relacionamento digital, com lançamento dia 25, quarta feira, no Rooftop5, prédio Tomie Otake, Pinheiros, S Paulo.

Gente – Amplas mudanças no HondaOOOO Além de Marcel Dellabarba transferido da área de 4 rodas para motocicletas. OOOO Chefe novo, Pedro Rezende, gerente geral de RP, e novo chefe do chefe, Marcos Bento, diretor jurídico a quem comunicação foi agregada. OOOO Sérgio Bessa e Paulo Takeushi, ex diretores, aposentadoria educada, agora são conselheiros. OOOO Marcio Fonseca Filho, promoção na BMW. OOOO Era Gerente Sênior e ascendeu a Diretor de Pós Venda. OOOO Sucede Antonino Gomes de Sá, transferido para Suécia. OOOO Gilson Parisoto, antigomobilista, colecionador de Simcas, passou. OOOO

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4917 - 08.12.2017 - edita@rnasser.com.br

Sem Rumo ou Rota
Desde o princípio do ano o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) promove reuniões com segmentos ligados à indústria automobilística e de auto peças para criar novo regulamento ao setor, o Rota 2030. Sete grupos de trabalho entre indústrias e um do governo, leia-se MDIC.

O horizonte plotado era ter a matéria sancionada pelo Presidente da República até final de novembro, com vigor ao início de 2018, e para isto até o titular do Ministério e os interessados foram ao Planalto fazer lobby junto ao Presidente. Advogado, político, ouviu, deu o maior apoio – mas isto apenas dar-se-á se a norma for consensual.

O Rota 2030 deve substituir o Inovar-Aut. Dito Inovar fez o país perder anos em competitividade ao implementar um aumento de 30 pontos percentuais sobre o IPI dos veículos importados para evitar a concorrência com os nacionais. A soma do imposto de importação de 35% - número de redução prevista há 25 anos, desde a abertura das importações – com a imposição artificial dos 30%, eleva os preços dos importados, e com isto não instiga a concorrência, a melhora nos veículos brasileiros, a competitividade do país.

O projeto do Inovar, uma das pérolas da gestão do processado Fernando Pimentel, era tratado como Lei anti Habib, referindo-se ao estardalhaço feito pelo empresário Sérgio Habib ao importar o chinês JAC e vende-lo, equipado, pagando impostos, a preço inferior aos nacionais pelados.

A situação incentivou a instalação de montadoras por BMW/Mini, Jaguar Land Rover, Audi, Mercedes. Em todas pratica-se – ou comete-se – processo absolutamente simples: a importação dos veículos em grupos de peças para a montagem no Brasil. Em alguns, processo repele a nacionalização, trazendo alguns modelos com a carroceria pintada. Na prática, o método praticado ao início do Século passado, participação nacional inferior ao início do governo JK.

Há curiosidades no processo, como considerar nacionalização todos os gastos da empresa para calcular tal índice: além dos usuais, conta-se, por exemplo, o valor da conta de luz e de água. Num exemplo risível, mas aritmeticamente correto, se necessário aumentar o índice de nacionalização, basta deixar as luzes acesas 24 horas/dia e/ou determinar ao cozinheiro promover um desarranjo digestivo geral, para inflar a conta d’água...

Para manter a barreira protecionista – e incentivar não desenvolver produtividade – os industriais do automóvel sugeriram fórmula pouco criativa: imposição de imposto de 10 ou 15% sobre os importados. E ante ponderações que tal medida seria questionada na Organização Mundial do Comércio – como o foi o InovarAuto – o MDIC, para remover o rótulo de punição aos importados, incidir sobre todos os veículos, nacionais ou importados. Na prática criar um aumento para permitir redução a cada ganho obtido sobre eficiência energética; segurança veicular; investimentos em pesquisa; inovação e produção no país.

A dificuldade maior para aprovar a redação final está em fato básico: a não negociação com o Ministério da Fazenda, que ante a situação das contas do país veda incentivos, desconsiderando a argumentação de o Inovar Auto trouxe vantagens à sociedade pela economia em combustível gerada com a aplicação de tecnologias exigidas como forma de reduzir o IPI. Entretanto outra corrente obsta, pois a normatização da redução do imposto por desenvolvimento de tecnologia pode ser tratada em regra própria. Fonte do Ministério da Fazenda sintetiza: a dificuldade está em como auditar os eventuais ganhos, individualizando as empresas e os alegados ganhos em cada um dos cinco objetivos. E resume: quem precisa de legislação de incentivos ? e quem tomará conta de tantas contas incluindo indústrias de veículos e de auto peças?

Do consenso ainda não há definições sobre dois pontos fundamentais: qual o futuro para o carro com combustível não petrolífero? como se preparar para o Indústria 4.0, a maior revolução industrial mudando conceitos, controles, investimentos, métodos, pessoas e seus empregos ?


Por pensar
Brasil teve grandes chances de se impor no cenário mundial caso fosse mantido o projeto original do GEIA – grupo executivo para implantação da indústria automobilística. Mudou-se a diretriz e perdeu-se o foco. Já fomos a quinta indústria do automóvel e temos perdido a chance do desenvolver de tecnologia, de conquistar mercados externos – a GM, hoje a maior vendedora doméstica, acabou com seu centro de engenharia e design, significando dizer não há mais adequação às características locais ou seus compradores, pois todas as diretrizes técnicas vem do exterior.

Sem firulas, porque não seguir o melhor adotado por Coreia, China e Índia, em situação inferior à nossa, fizeram sua independência de produtos, qualidade, e nos exportam? Porque não copiar a fórmula que deu certo?  

Em março, Mustang
Gostas de Mustang ? Tens disponibilidade para uns R$ 300 mil ?  Se, seu dia está chegando.  Próxima 2ª feira, dia 11, Ford dirá preços da inicial versão GT Premium, abrindo inscrições para entregas no fim de março.

Preço é focado no concorrente Chevrolet Camaro, hoje R$ 311 mil.

Modelo é da nova safra, alteração em meio de ciclo, marcada pela mudança de grade frontal, trocada por reclamação, pois buscando ser assinatura familiar, penalizou-o dando-lhe similaridade com o sedã Fusion. Nova frente busca identificar-se com o modelo 1967 pluri exibido no filme Bullit, símbolo do Mustang.

No pacote aplicou aerofólio e spoiler aerodinâmicos. No interior mudanças e conectividade pelo bom sistema Sync 3. Suspensões e freios adequados à boa performance oferecida pelo motor V8 5,0 litros, 466 cv de potência; câmbio automático com 10! marchas, com aletas sob o volante. Para artistas do guiar, botão Drift permite derrapagens controladas. Vendas por sítio exclusivo.

Alfa volta à Fórmula 1
É a mais icônica das marcas de automóveis; pioneira em tecnologia; em foco de produto; rica história com suas vitórias. Voltar às corridas de automóveis, onde representou a Itália até a 2ª. Guerra Mundial, e serviu de base à formação da Ferrari, é caminho natural na busca pelo mercado mundial. No caso, estar na enorme vitrine da Fórmula 1 é para cumprir o distante desiderato de vender 430 mil unidades anuais.

Negócio comum. Uniu-se à suíça Sauber, crendo na aliança e na injeção de capital e tecnologia elevá-la ao primeiro time de concorrentes, deixando de usar motores defasados.

Por raciocinar, motor Ferrari será chamado Alfa. Talvez a engenharia Alfa seja convocada a personalizar os cabeçotes, por dentro, operacionalmente, ou na parte externa para exibir o nome Alfa Romeo em letra cursiva.

A FCA quer carona na intensa mídia de cobertura da Fórmula 1 e, deve aplicar-se a eventos internacionais para evidenciar a marca. Maior carga de trabalho recairá sobre o assessor de comunicação.

Alfa pretende re acender formação de torcidas, como havida ao tempo de disputa com Ferrari e Maserati, aproveitando o período de graça de seu principal produto, a Giulia: recordista com o suv Stelvio no circuito norte do anel de Nurbur; e eleita Carro do Ano nos EUA pela revista Car and Driver.

Roda-a-Roda
Pré – Lamborghini exibiu seu primeiro utilitário esportivo, o Urus. Usa o bom motor Audi V8, 4,0 litros, dois turbos e 650 cv, 70,84 Nm, também aplicado ao Porsche Cayenne Turbo em 2019. Não é o primeiro da marca – houve o LM002 entre 1983 e 1992 -, mas será o de produção seriada. 0 a 200 km/h em 12s e final de 305 km/h. Suspensão regula altura livre do solo entre 15 e 25 cm.

Negócio – Elevados incentivos estaduais para ser o Lambo de maior produção. Intenta ser mais rápido ante outro do mesmo grupo, o Bentley Bentaiga. Vendas em 2019 e preço imaginado em 200 mil euros – na Itália.

Não – Paulo Ferraz, empresário, um dos criadores do conceito de picape como veículo de status, ex-sócio da então MMCB, fabricante de Mitsubishis, desistiu de fabricar veículos chineses em Luziânia, GO – a 50 km de Brasília.

Situação – Razões? Pouca instigação de mercado, outros negócios mais rentáveis, dispõe-se a passar à frente o projeto pronto e incentivado.

Dobro – JAC Motors, com operações industriais congeladas, resumindo-se a importações, cresceu 133% no período, com vendas infladas pelo modelo SUV T40, representando quase 2/3 de seus negócios. Números exibem crescer acima do mercado. Em 2017 intenta superar venda de 4 mil unidades.

Plano – Christiano Ratazzi, número 1 da FCA na Argentina, às vésperas do início de produção do Fiat Cronos em Ferreyra, Córdoba – linha industrial será inaugurada dia 14 ante os presidentes Maurício Macri, da Argentina, e Sergio Marchionne, da FCA -, alimenta sonho: transformar a fábrica revista e atualizada em base de exportação para a Europa.

Medida – Mercado doméstico para automóveis O Km deteve a queda e sedimenta ascensão: 13,6% ante 2016, vendendo 197.247 unidades. Seria melhor caso o país fosse operacionalmente organizado. Sequência de feriados reduziu dias úteis de vendas. Loja fechada não fatura nem recolhe impostos. Até o final de outubro mercado cresceu 10%.

Ajuste – Fiat mistura e depura motores em seus produtos. Próximo lançamento do Cronos como sedã da marca, não forçará tirar de produção o Gran Siena, mas simplificá-lo para ser carro de frota, locadoras e trabalho, mantendo apenas versão com motor 1,0.

Troca – Para harmonia industrial, encerrou a produção do Palio, substituindo-o por Argo simplificado – tem ar condicionado, direção elétrica, vidros frontais com acionamento elétrico.

Enfim – VW iniciará vender o Amarok com motor V6, 3,0, 225 cv e 550 Nm de torque. Performance de carro esportivo, versão de topo, Highline, e unidades contadas em 450 unidades para definir mercado. R$ 187.710.

Régua – Ultrapassa o padrão do mercado com o mais forte dos motores disponíveis, e traz a bandeira de ser escolhido Picape do Ano na Europa. Preço balizará o do próximo concorrente a utilizar um V6 com unidade propulsora, o Mercedes Classe X.

História – Fábio Pagotto, engenheiro, antigomobilista, segunda incursão como autor: assina em conjunto com Rogério Ferraresi o livro “Picapes Chevrolet – Robustez que conquistou o Brasil.”  Pela Editora Alaúde. Pré venda pela revista Classic Show – assinatura@classicshow.com.br  R$ 55 + frete.

Futuro – Após décadas o Brasil não terá piloto da Fórmula 1: falta projeto nacional para estruturar a formação de pilotos e sua ascensão internacional. Na verdade ao Brasil falta projeto para tudo.

Mais – Questão permeia do olimpo da administração (?!) federal às paróquias e interesses inferiores. Isto explica desmanchar o Autódromo do Rio e, agora, vender a ampla área contendo o circuito de Interlagos, como aprovado pela Câmara de Vereadores de S Paulo, de vassalagem fiel ao prefeito João Dória.

E ? - De lá saiu o caminho para o futuro: será cortado. Dória e turma querem transformar o grande espaço em mega condomínio – coisa inadequada por acabar com o maior circuito do país, e pela falta de infra estrutura do bairro e de circulação para o novo afluxo.

Sem futuro – Autódromo carioca foi-se; o de Interlagos ameaça findar-se; o de Brasília, fechado à espera de refazimento da pista, em porvir cinzento ante a postura pouco clara do governo distrital. Políticos são muito sensíveis aos argumentos dos especuladores imobiliários que, pelo lucro do dia comprometem os anos futuros.

Mercedes leva Diretoria à estrada
Em meio à crise cortando suas vendas em 50% e adequações industriais para gerir prejuízos, sob a então nova direção de Philipp Schiemer, a Mercedes foi a campo entender as demandas dos clientes quanto aos seus produtos. Ouviu, fez modificações, trocou partes e tecnologias para obter melhor performance e manutenção mais fácil. Chamou o programa por bom slogan: As estradas falam, a Mercedes-Benz ouve.

Não se resumiu ao título e tem agido para manter e atrair clientes à marca, com apelos indo do operador, o antigo motorista, ao dono da empresa.

Mais recente fez surpresa: uma camionata com seus modelos Actros e Axor percorrendo 450 km na estrada de segunda categoria entre Uberaba e Araxá, MG, visitando clientes importantes das duas atividades previstas como as de maior expansão no consumo de caminhões: as poderosas CBMM, de extração mineral, e a Usina Santo Ângelo, produtora de açúcar e álcool.

Insólito era o grupo descendo das cabines e volantes dos caminhões. Liderados por Phillip Schiemer, presidente da Mercedes no Brasil e América Latina, estavam os executivos mais afeitos ao setor: Stefan Buchner, chefe mundial da Mercedes-Benz Trucks; Prof Uwe Baake, chefe mundial do desenvolvimento; Dr. Frank Reintjes, chefe mundial de agregados. Da Mercedes nacional, liderados por Schiemer e Roberto Leoncini, Vice presidente de Vendas, Marketing, Peças e Serviços, Christof Weber, vice-presidente de Desenvolvimento de Caminhões e Agregados; Carlos Santiago, vice presidente de operações; Fernando Garcia, mesmo nível em Recursos Humanos, e Hetal Laligi, no 1 de finanças e controle.
Estrangeiros foram ver parte da realidade da operação nacional, e anfitriões foram provocados pelo anúncio de novidades nos produtos na linha 2018.


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Volkswagen promove o “Território Amarok” para clientes fidelizar e atrair novos consumidores de picapes médias


Que tal conhecer todos os recursos e dirigir em condições extremas uma das picapes mais avançadas do mercado nacional? Essa é uma das propostas do “Território Amarok”, um programa de fidelização de clientes e, também, dos amantes de 4x4 e off road. A ação, centralizada no site https://territorioamarok.com.br, oferece cursos básicos e avançados de técnicas de direção e uma grade de cursos de condução segura no fora de estrada.

“A ideia é proporcionar experiências com a Nova Amarok, desfrutando ao máximo os recursos da picape. Isso certamente irá cativar novos clientes e, ao mesmo tempo, aproximar ainda mais a Volkswagen dos clientes que já são proprietários de Amarok”, explica Eduardo Sampaio, gerente de Vendas e Marketing de Comerciais Leves da Volkswagen do Brasil.
Além do calendário de cursos, o “Território Amarok” conta com um cronograma de passeios e expedições nacionais e internacionais para realizar com a família ao longo do ano. 
A Nova Amarok é referência em sua categoria em termos de design, robustez, conectividade e tecnologia. O modelo traz os sistemas de infotainment mais avançados do mercado, capazes de espelhar o celular com as plataformas MirrorLink, Google Android Auto e Apple Carplay.

Disponível em seis versões, o modelo traz um uma série de itens exclusivos na categoria, como bancos dianteiros (motorista e passageiro) com ajustes elétricos e sistema de freios “Post- Collision Braking” (sistema de frenagem automática pós-colisão). Fora isso, mantém uma série de itens que continuam exclusivos na categoria, como a tração 4x4 permanente, o ABS off-road e a transmissão automática de oito velocidades.

A linha 2017 da picape Volkswagen é oferecida no mercado brasileiro nas versões S (cabine simples e cabine dupla), SE, Trendline, Highline e Highline Série Extreme (estas sempre com carroceria de cabine dupla). 

O quadro de instrumentos com iluminação vermelha, nas versões S e SE, dá lugar a um novo conjunto com iluminação branca, de leitura ainda mais fácil. As saídas de ar passam a ter formas retangulares e há uma nova faixa decorativa horizontal, que nas versões S, SE e Trendline é na tonalidade “deep inox”, e na Highline, é “bright silver”. Comandos do ar-condicionado, disposição da régua central dos controles no painel e um amplo porta-objetos na parte central superior do painel: tudo é novo.

A Nova Amarok oferece o que há de mais moderno no segmento de picapes médias. A Amarok apresenta de série e como item exclusivo na categoria o sistema de freios “Post- Collision Braking” (sistema de frenagem automática pós-colisão). Esse sistema aciona automaticamente os freios do veículo quando ele se envolve em uma batida, para reduzir a energia cinética residual. O acionamento do sistema de frenagem pós-colisão se baseia na detecção da colisão inicial pelos sensores dos airbags.

Freios com ABS “off road”, que otimizam a ação do ABS em solo solto (por exemplo, pedriscos e areia), sistemas ISOFIX para fixação de cadeiras para criança no banco traseiro, de auxílio ao motorista como o BAS (Sistema de Assistência à Frenagem), ASR (Controle de Tração) e EDS (Bloqueio Eletrônico do Diferencial) são equipamentos de série da picape Volkswagen. Juntamente com o Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC), a Nova Amarok dispõe para o motorista os sistemas HDC (Hill Descent Control ou Controle Automático de Descida) e HSA (Hill Start Assist ou Assistente para Partida em Subida).

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 1617 - 21.04.2017 edita@rnasser.com.br 

Quanto custará o Amarok V6? Marque R$ 225.000
Quase estreante no produzir picapes, Volkswagen chega aos sete anos de seu Amarok sem atualizá-lo esteticamente, como o fizeram os concorrentes, resumindo novidades com a opção de motor V6 diesel, 3,0 litros, potência fixada em 224 cv, torque em 56,1 m-kgf, e re estilo de ordem automobilística no interior. Há característica adicional, o Overboost, regulagem eletrônica no Brasil já empregado por picape Mitsubishi, mudança no funcionamento gerando mais 20 cv por pequenos período de tempo quando o acelerador é pressionado a mais de 70% de seu curso.

Empresa abriu livro de inscrições, forma de instigar, garantir vendas, ter o nome em circulação, para entrega em julho. Chamá-lo livro é generosidade publicitária, pois o magro conteúdo relacionará apenas 400 nomes marcando a série de lançamento. Mês anterior irá expô-lo no Salão de Buenos Aires, como Coluna informou. Do tema, os veículos para a América do Sul, produzidos na Argentina, o motor V6 não será sucessor do atual L4 2,0, mas apenas opcional nas versões mais elevadas em conteúdo, mantido o básico: cabine dupla, tração nas 4 rodas, transmissão automática. Inicialmente, na pista das novidades, motor V6 virá em versões superiores, uma apenas V6 TDI e outra nominada Extreme, ambas com refinamentos aos usuários, revestimento interno em couro, bancos frontais com regulagem elétrica, inter conectividade, ambas com tela. Diferença será no exterior, com enfeites típicos de quem não o aplicará em trabalho, como a barra de proteção aplicada na caçamba, logo após a cabine, para minorar danos a eventual capotagem, o Santo Antônio, e estribos. Lado extremo da listagem de versões, as destinadas a trabalho, em cabine e decoração simples, motor L4 2,0 com apenas um turbo e potência detida em 140 cv.
Preço o coloca no topo do mercado, acima do Toyota Hi Lux, líder.

Quanto?
Pelo informado pela VW Argentina, a aplicação do motor V6 3,0 turbo gerou salto de 25% sobre a versão até então de topo. Tomando como base a similaridade de mercados, repetindo a conta com valores locais, válida a aritmética será em torno de R$ 225.000. Preço o coloca no topo do mercado, acima do Toyota Hi Lux, líder.

Demon, um Dodge nada discreto
Difícil classificar, mas a meu ver está mais para um cala-boca no mercado norte-americano. Lá o elétrico Tesla SP 1000D se intromete como de grande aceleração, criando nova referência no mercado; as arrancadas dos Dragsters integram o universo do país densamente motorizado. Creio mais em bandeira de tecnologia e performance para a FCA, como o fez com os Alfa Romeo 8C, esportivo, performático e de produção reduzida, tipo lenda urbana.
Se é difícil entender o porquê, um pouco de luz se faz a partir do nome de batismo no novo Dodge apresentado no Salão de Nova Iorque: Demon –Demônio. É o tipo de produto cujo ruído de funcionamento alimenta sonhos dos admiradores – em queda – de porcas, parafusos e automóveis. E, ao contrário, é fácil entender o excelente trabalho de mecânica realizado para transformá-lo em carro de dupla aptidão, para rodar quase normalmente e participar de arrancadas sem os medos e os riscos mecânicos dos carros preparados. Para essa aplicação, acionando-se chave no painel para performance máxima, o motor V8, 6,2 litros, Hemi – indicando câmaras de combustão hemisféricas, consumindo gasolina de corridas, com 100 octanas, produz 840 hp - 850 cv ou 626 kW – capaz de acelerar suas quase 2 toneladas em tempos pouco críveis: 0 a 48 km/h em 1 segundo !; a 97 km/h em 2,3s; chegar a 225 km/h em 9,6s. Com a mudança da regulagem para utilizar gasolina de posto de serviço, com 95 octanas, como as nacionais, a programação eletrônica se altera, sensor muda os parâmetros da ignição para evitar auto detonação, a potência cai a 808 hp - 819 cv e 603 kW. O torque se retrai: 1044 para 972 Nm.

Nestes tempos de elétricos e/ou híbridos, sem caminho definido, foi ótimo trabalho de engenharia em mecânica secularmente tradicional, no caso sobre o modelo Challenger em versão Hellcat, até agora o mais bravo dos Dodges, ao produzir então insuperados 707 hp - 716 cv. Mas para cumprir ordens superiores de arrancar potência confiável e resultados mensuráveis, os técnicos da Chrysler focaram no otimizar o motor, transmissão, suspensão, freios. Na carroceria, caso o dono intente alinhá-lo nas provas de arrancada, remoção do banco do passageiro; sistema de som, o emagrece 105 kg ante o Hellcat. Ao fim da dieta ainda marcou 1941 kg aferidos formalmente pela NHRA –National Hot Rot Association.

-No motor substituiu-se o SuperCharger, compressor tocado pelo eixo do virabrequim, por outro, de capacidade aumentada de 2,4 para 2,7 litros, gerando14,5 psi – uma atmosfera de pressão do ar entrante nas câmaras de combustão. E há epicurismo tecnológico: nos momentos de demanda o ar condicionado da cabine muda a direção e sopra diretamente sobre o radiador ar/ar, o intercooler, para aumentar a densidade da mistura nas câmaras de combustão. Idem, o sistema dito Torque Reserve, fecha a válvula by-pass do super compressor para aumentar a pressão do sopro, e avança a ignição do motor. A faixa vermelha dos giros do motor, ao contrário de imaginada redução pró-cautela, foi elevada a 6.400 rpm.

Transmissão automática com 8 velocidades à frente, em caso de aplicar o Demon em arrancadas, permite ao piloto, à linha de largada, frear o carro com o pé esquerdo – a maneira correta de conduzir um automático -, e acelerar o motor com o carro imobilizado. O câmbio não sofre pressão interna gerada pelo motor, e apenas quando atinge 2.350 rpm ele se engata e faz o carro arrancar forte, muito forte. O sistema recebeu o nome de TransBrake e permeará a outros produtos da marca.

Bom trabalho de suspensão e pneus Nitto na curiosa medida 315x40 em rodas em aro de liga leve em 18”. Amortecedores especiais Billstein, molas mais macias para, nas arrancadas, deslocar o peso para a traseira, ajudando a dar mais tração. Para lamas alargados para recebe-los, e no capô a maior tomada de ar da indústria automobilística – insuficiente para resfriar o radiador de ar, e auxiliada por captação no farol esquerdo.

Num olhar ao cenário, trata-se de um dinossauro mecânico à procura de fiéis frequentadores da Paróquia de Nossa Senhora da Santa Octana. Sem preço definido, o Demon será vendido – pelo menos se anuncia – em contadas 3.300 unidades – deveriam ser 6.660 para seguir o entendimento bíblico associando o número 666 ao Diabo -,  e seus proprietários, mandatoriamente, deverão estagiar na Bob Bondurant Racing School para entender um pouco do que fazer, e muito do que não fazer ao seu comando.

Aura de charme se completa com atestado pela NHRA da performance em arrancada e registro de recorde como V8 mais potente do mundo pelo Guiness.

Lindóia, a grande festa do antigomobilismo
Terceiro ano sob nova administração, foco correto em promoção de vendas de peças, acessórios e serviço, e o encontro nacional na paulista Águas de Lindóia assume a cara de ser o mais importante do país em seu segmento.

Anteriormente Lindóia, como chamado sinteticamente, buscava assinalar volumosa presença de veículos para utilizar tal número como referência de relevo. Resultado, baixa qualidade média, espraiada distribuição de troféus, desvalorizando os agraciados.

Há três anos a Prefeitura rompeu entendimento com o antigo organizador, e contatou os promotores de evento próximo, encontro de picapes na vizinha Lindóia. Domingos, Mingo, Abonante e seu filho Junior assumiram o negócio, promoveram entendimentos com expositores, e tomaram o caminho natural de ser uma grande feira de peças, acessórios, serviços e negócios com automóveis. Deixaram o conceito de concorrer com o bienal evento de Araxá, assumindo a óbvia vocação moldada pelos frequentadores.

Complementando criaram um vínculo com antigos pilotos Bird Clemente e Wilson Fittipaldi Jr, organizando palestra e bate-papo, implementam entendimentos com os expositores, e o ponteiro da bússola do negócio se firmou.

Neste ano, de quinta, 20, a domingo 23, as previsões são impactantes: 500 veículos expostos; 700 indo à venda; 450 barracas de expositores de partes, peças e serviços, 80 mil metros quadrados de área expositiva, e a expectativa sólida, porém preocupante, de 500 mil visitantes no período. É o maior fluxo de presença no calendário turístico da cidade, devendo preparar-se para tal quantidade. Há deficiência de vagas de hotel, estacionamento, lugares em restaurantes. A omissão da cidade na melhoria de estrutura não tolda o interesse de Lindóia, um ótimo programa.

Roda-a-Roda
De casa – F-Type, esportivo Jaguar, ganha opção de motor L4, 2,0 na versão de entrada. Novo engenho é projeto da empresa indiana e se chama Ingenium. Produz 300 cv de potência.

Mais - Outras versões, V6 3,0 Supercharged faz 340 cv e de topo, V8 5,0 litros com compressor gerando 550 e 575 cv são motores Ford. Ingenium utiliza novos conceitos, como o fato de o bloco servir para motores Otto e Diesel.

Desordem – Justiça bolivariana da Venezuela interviu na fábrica da General Motors, em ação tocada por ex concessionário, demandando indenização milionária por cancelamento de concessão. Dadas condições econômicas do país fábrica está fechada desde final de 2015, apesar da empresa manter salário de trabalhadores. Ação deve bloquear as contas da empresa.

Negócio – Governos da Argentina e Colômbia firmaram acordo de intercâmbio automotor, na prática remessa de veículos O Km de um país a outro sem incidência de impostos. Colômbia possui fábrica de utilitários Hino/Toyota, GM e Renault, montados com partes da Ásia e Brasil.

... II - Argentina projeta exportar 100 mil veículos nos 4 anos da avença.Conversas iniciaram há 12 anos, mas a agilidade de seu presidente Mauricio Macri, vindo da iniciativa privada, e o empurrão dado por Donald Trump ameaçando as bases do comércio internacional, aceleraram resultados. Celebrou acordo com o Chile nas mesmas bases.

Aqui – Caminho também pode ser trilhado pelo Brasil, mas a Anfavea, entidade dos industriais dos veículos projeta 60 dias para entendimentos entre governos.

Brinquedo – Brincadeira é negócio sério e grande. Porsche e Microsoft assinaram parceria para seis anos em jogos de corridas, para maior destaque aos automóveis alemães nas séries Forza Motorsport e Forza Horizon no crescente mercado dos eSports.

$$ 1 - FCA, Fiat-Chrysler mudarão os escritórios de comando da Maserati, e criarão espaço ao comando da marca Alfa Romeo em Auburn Hills, 40 km ao norte de Detroit, Michigan, USA. Antes as operações Fiat funcionaram por décadas em Englewood Cliffs, New Jersey.

Razão – Questões maiores, finanças e produtividade, pois os executivos Maserati e Alfa ficavam longe do comando da FCA, na antiga sede da Chrysler, com gastos de manutenção e deslocamentos.

Cultura 0 – Área é do antigo Walter P Chrysler Museum, montado por esta marca em homenagem ao seu fundador, agregando exemplares da história, alguns bons representantes de corridas, e o muito atrativo Chrysler Turbine.

Projeto – Museu não era lucrativo e ninguém na empresa quis aplicar fórmula de viabilizá-lo, optando pelo fechamento. FCA quer dinamizar marcas Maserati e Alfa no mandatório mercado norte-americano. Rede revendedores das marcas é mínima. Maserati tem 20 e 108 franchises; Alfa 9 e 155.

Virtual – Mercedes-Benz inaugurou loja virtual com catálogo on line na seção Acessórios e Collection. Mais de 600 itens exclusivos, incluindo miniaturas, vestuário, acessórios para apreciadores de Mercedes e AMG.

Expansão – Apesar da contração do mercado brasileiro, a grosso modo metade do sul americano, Volvo Construction Equipment expandiu negócios em 2,2%. Informa empresa, graças a suas duas marcas: Volvo e  a desconhecida SDLG.
Em 2017 intenta lançar novos modelos de caminhões articulados, escavadeiras e vibro acabadoras Volvo e máquinas SDLG.

Para organizar – 3a Câmara Criminal da Justiça, RS, julgando traficante de drogas por estar armado sem porte de arma, absolveu-o da acusação. Considerou o uso necessário para proteger seu negócio. Processo 70057362683.

Futuro – Pelo visto país está a caminho da organização, protegendo os trabalhadores, mesmo sejam traficantes. Próximo passo deve permitir aos cidadãos andar armados para se defender de políticos, funcionários públicos por eles indicados e empreiteiros formando quadrilhas para assaltar o cidadão através do tesouro público.

... II – Quais são as chances do país melhorar?  Mínimas. Atual parlamento nunca votará medidas saneadoras ou protetoras à sociedade, atrapalhando seus negócios. Esperança está nas próximas eleições, sem votar em qualquer um dos citados. A sociedade não precisa de bandido, muito menos com proteção legal.

Simples – Fórmula saneadora partirá de premissa básica de administração: profissionalismo. Para ocupar os cargos de mando, apenas os funcionários de carreira, concursados. Mesmo mantida a fórmula atual, inspirada na administração pirata para dividir o butim dos saques, os danos seriam menores.

Razão – Tendo apenas o posto máximo nos ministérios e órgãos, ministro, presidente de estatais, diretor geral teriam ações predatórias limitadas, sem levar amigos e correligionários para formar o time – ou quadrilha.

Cliente – Localiza, maior locadora de veículos no país, incorporou á sua frota exemplares do Toyota Prius, híbrido elétrico/Otto. Por enquanto apenas em Rio, S Paulo e Belo Horizonte. É pioneira no oferecimento.

Argentina, os bons negócios com Mercedes
Marca alemã voltou a liderar vendas em todos os segmentos de caminhões na Argentina. Empresa tem operação industrial no vizinho país há mais de 60 anos, e hoje é a base sul americana de produção das vans Sprinter e Vito.
Na prática dos números, no primeiro trimestre a Mercedes vendeu 883 caminhões pesados, e 432 entre médios e leves. Na soma, as 1.315 unidades garantem liderança, sinalizando manutenção deste patamar com vendas crescentes mês a mês. Na divisão de mercado por produto entre as atividades da Mercedes, a operação Brasil se dedica aos caminhões enquanto a Argentina centra na fabricação de vans, realizando trocas. A demanda dos compradores por configuração de produtos é muito assemelhada, permitindo atender os dois maiores mercados sul Americanos com veículos praticamente idênticos. A Mercedes é a maior exportadora de caminhões e ônibus do Brasil.
Em ônibus a supremacia é maior, representando 72,4% das vendas. Em campo inteiramente diverso, a dos automóveis de luxo, Mercedes continua sendo a maior, dominando 37,5% do mercado. Triunfo da Mercedes-Benz Argentina é exponencial: foi maior vendedora de caminhões, de ônibus, de vans e de automóveis.

Bons negócios instigaram a matriz a liberar investimentos reunidos para aumentar a capacidade de produção na Argentina, buscando-se 50% de estrutura para produção e vendas, em especial do novo Sprinter e do Vito.