Mostrando postagens com marcador FRONTIER. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador FRONTIER. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de março de 2019

SUPER CUP V6: AS PICK-UPS ESTÃO CHEGANDO


O veterano preparador Max Nunes chega com a PickUp Super Cup V6, com regulamento técnico bastante simplificado e daqueles que privilegia o construtor e o preparador, que podem usar tudo o que conhecem para entregar ao piloto o melhor carro possível. Nada de motor turbo, nada de câmbio sequencial, nada de botão disso e daquilo, asa daquilo outro... é automobilismo mais raiz mesmo, bem ao estilo de sua irmã mais velha Truck Series da Nascar norte-americana. Isso se traduz, rapidamente, em velocidade, competitividade, equilíbrio e custos baixos.

A Categoria iniciará sua temporada empregando as Pick-Ups cabine simples e, ao longo do ano, o objetivo é apresentar, para disputar as 5 etapas finais, as novas pick-ups da temporada de 2020, cujos projetos já estão em análise nas montadoras aqui presentes. GM S-10, Ford Ranger, Toyota Hilux, Fiat Toro, Renault Oroch, Mitsubishi L200, Volkswagen Amarok e Nissan Frontier cabine dupla são as marcas e modelos propostos, que integrarão, a partir de então, o Grupo A, enquanto os modelos cabine simples farão parte do Grupo N, uma distinção aplicada para pilotos novatos e pilotos com mais experiência. 

“Não é tarefa das mais fáceis equalizar tamanha diversidade de designs, proporcionando à todos os modelos o mesmo volume de pressão aerodinâmica, tomadas de ar funcionais para as mais variadas funções e manter as carrocerias o mais próximas possíveis do design original de fábrica, uma vez que um dos principais objetivos é a identificação imediata do público para com os carros. Para além disso, existe todo um estudo de fluxos de ar visando otimizar o trabalho desenvolvido pelo Max, que é aproveitar ao máximo os 350 Cv de potência dos motores V6; nada ali é por acaso, tudo é funcional”, comenta Renato Pereira (Insane MotorsportsGraphics, Studio67Design, Road67Design), encarregado dos projetos dos carros dos Grupos A e N. 

Recentemente delegou ao veterano Regii Silva de uma das áreas mais importantes de qualquer empresa (sim, apesar de acharem diferente, o automobilismo, hoje, é um negócio, que só dá certo se todos os envolvidos forem remunerados, e não apenas três ou quatro ganharem demais), porque é o marketing que busca as parcerias e o aporte financeiro necessário para fazer as engrenagens girarem

O calendário é extenso, com provas em circuitos regulares, circuitos de terra e etapas noturnas, o que já coloca a Super Cup V6 em um patamar diferente das demais categorias, fechadas em suas rotinas monótonas. Crescimento, eventos festivos e grande envolvimento da população em cada etapa são os objetivos dos organizadores. 

O caminho do sucesso esta traçado. A SuperCup V6 é uma categoria que veio para ficar!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Nissan apresenta seu novo grupo de influenciadores digitais


O Nissan Kicks e a Nissan Frontier ganharam reforços de peso. Para apresentar todas as novidades dos modelos e ressaltar suas diversas características, como design, robustez e tecnologia de ponta, a Nissan convocou um grupo de personalidades e influenciadores digitais.

Por meio das redes sociais, o público pode saber agora como é o dia a dia com a picape, agora fabricada na Argentina, e com o SUV produzido no Complexo Industrial de Resende.

Estão escalados para apresentar os recursos tecnológicos de mobilidade inteligente da marca japonesa:

A atriz Camila Queiroz, a blogueira Karina Milanesi e a modelo Paola Antonini falarão sobre o Nissan Kicks, seus itens de tecnologia, design e conforto

O cantor Michel Teló e o empreendedor do mercado de alimentos Guto Quirós são os nomes da Nissan Frontier, e vão abordar a robustez, a versatilidade e a tecnologia embarcada na picape

Presente no grupo desde 2017, ao lado de Karina Milanesi, a modelo Paola Antonini é responsável também por apresentar ao público o "Nissan Mobilidade para Todos", programa que busca facilitar o acesso das pessoas aos carros com isenções fiscais para Pessoas com Deficiência (PCD).

"A presença digital da Nissan vem se intensificando nos últimos anos. E como tecnologia está em nosso DNA, nada mais natural do que levá-la para esse ambiente. Nossa atuação no mundo digital é uma oportunidade a mais de criarmos formas de relacionamento e engajamento com os nossos clientes atuais e potenciais", comentou Humberto Gómez, diretor de Marketing da Nissan do Brasil.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Nissan oferece taxa zero para toda sua linha em dezembro

A Nissan promove mais uma vez a campanha "Nissan Zero, Taxa Zero" na qual toda a sua linha é oferecida com taxa zero em até 36 meses. A ação ainda ofertará bônus para alguns modelos, que variam entre R$ 3 mil e R$ 8 mil. As ofertas são válidas até 19 de dezembro.

O Nissan March 1.0 SV, por exemplo, terá R$ 5.500 de bônus enquanto o sedã compacto Nissan Versa, na versão SL com câmbio automático, receberá R$ 3 mil. 

O Nissan Sentra S vai ter preço a partir de R$ 79.990 mil sendo possível para o comprador receber bônus de R$ 8 mil na valorização do usado. O Nissan Kicks SL com câmbio automático estará com parcelas de R$ 589. E a Nova Frontier XE terá bônus de até R$ 10 mil na troca pelo usado.

domingo, 2 de dezembro de 2018

Nissan vende linha 0 km com preço de nota fiscal de fábrica


A campanha "Agora é Nissan" oferece condições diferenciadas para os clientes adquirirem um Nissan zero-quilômetro. Além dos preços de venda serem os mesmos da nota fiscal de fábrica, alguns modelos poderão ser financiados com taxa zero em todas as versões, com prazos até 24 meses. A ação será realizada de hoje até 4 de dezembro.

O Nissan March e o sedã Versa, compactos fabricados em Resende (RJ), têm todas as versões de suas linhas oferecidas nessas condições. A marca japonesa também ampliou as ofertas para os modelos Nissan Sentra, Nissan Kicks e Nissan Frontier, que atendem perfeitamente a todas as necessidades do motorista de uma forma tecnológica, segura e confortável:  todos serão vendidos em condições especiais, com o preço de nota fiscal de fábrica.

Consulte as concessionárias Nissan mais próximas de você para aproveitar as condições especiais nos modelos: https://www.nissan.com.br/encontre-uma-concessionaria.html.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

COLUNA DO FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1020/370 – 22/11/2018

Fernando Calmon

No rumo certo

Pode parecer exagero, mas não é. O programa Rota 2030, depois de quase 20 meses de estudos, propostas e aprovação no Congresso Nacional, torna-se o acontecimento mais importante desde que a indústria automobilística foi regulamentada, em 1956.

Antes de tudo, torna-se necessário frisar que se trata de um programa estruturante, sem nenhum benefício fiscal à venda de veículos. Outro viés importante é se estender por três períodos de cinco anos – portanto, até 2032 – e dessa forma estabelecer previsibilidade, algo que faz muita falta em projetos econômicos no Brasil. Isso sem contar um nível razoável de segurança jurídica, aparentemente garantido em lei. 

O aspecto destacado, por quem tem dificuldade de entender o programa, é um incentivo de 12% do montante investido em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, para ser compensado no pagamento de imposto de renda das fabricantes. Cada uma opta se vai aderir, mas o prazo longo confere mais oportunidades às empresas em diferentes estágios de engenharia própria no País. Intenção é atrair parte dos investimentos hoje feitos no exterior ou que migrariam para fora sem a menor cerimônia. 

Muito mais importante no Rota 2030 são os principais compromissos: eficiência energética (11% de economia de combustível compulsória nos primeiros cinco anos, além de novas metas nos dois quinquênios seguintes) e avanços firmes em segurança veicular com prazos compatíveis ao aumento da escala de produção para limitar o repasse de custos ao preço final dos veículos. Manteve-se o incentivo extra de até dois pontos porcentuais no IPI para as marcas que superarem a meta de consumo, na média dos modelos à venda, um desafio e tanto. 

Estimulará, ainda, dispêndios estratégicos em manufatura básica e avançada, conectividade, soluções de mobilidade e logística, novas tecnologias de propulsão (veículos híbridos ou elétricos), direção autônoma, nanotecnologia, inteligência artificial, pesquisa big data, sistemas analíticos e preditivos, sem deixar de lado a capacitação de fornecedores e de produtores de autopeças. 

Uma semana após o presidente Michel Temer ter sancionado a lei, o Contran concordou em harmonizar parâmetros e prazos de introdução dos itens avançados de segurança veicular previstos no Rota 2030. Os novos padrões de emissões veiculares para veículos leves e pesados também caminham para convergência e alinhamento sem surpresas de última hora. 

Por fim, talvez no embalo das boas notícias sobre o futuro do setor, o governo do Estado de São Paulo anunciou, ainda no período do Salão do Automóvel, que vai devolver os créditos de ICMS gerados pela exportação de veículos. Outros países desoneram impostos locais sobre produtos vendidos ao exterior por motivos óbvios de competitividade. Há um grande acúmulo desses créditos. Agora poderão ser repassados à indústria paulista de ferramentaria, no momento em baixa. Ela é importante por agregar valor e pagar salários mais altos que a média do setor. 

O programa Rota 2030, em período de recuperação sustentável do mercado de veículos, traz mais confiança sobre o aguardado cenário de dias melhores para o País.

ALTA RODA

DIFÍCIL prever o destino da aliança Renault-Nissan depois da prisão preventiva, no Japão, do principal executivo, Carlos Ghosn. Fusão vinha sendo penosamente costurada por ele, mas o governo francês sempre criou obstáculos de viés nacionalista. Entre hipóteses, está a Nissan usar sua condição financeira superior, comprar o controle da Renault e liderar o grupo. 

APRESENTADO há mais de um ano, Audi A8, primeiro carro anunciado no nível 3 de automação, ainda demora para chegar ao mercado. Segundo o engenheiro brasileiro Thomas Mueller, diretor da divisão de direção autônoma na matriz da empresa, o processo de homologação é longo (20 carros, cada um rodando 10.000 km) e em apenas algumas estradas alemãs. Preço dessa opção, ainda por definir. 

PICAPE Mercedes-Benz Classe X (base Nissan Frontier) será vendida, antecipa a Coluna, nas duas redes da marca alemã: a de automóveis (55 concessionárias) e de veículos comerciais (155). Apesar de estar à venda na Europa, África do Sul e Austrália, ausência no Salão do Automóvel de São Paulo se deu porque o lançamento aqui só ocorrerá no início do quarto trimestre de 2019. 

OUTRA picape média, a Alaskan, apareceu discretamente no salão paulistano. Renault ainda estuda como ocorrerá seu posicionamento no mercado brasileiro. Sua base também é a mesma da Frontier e a Nissan, recentemente, ampliou as opções dentro da gama, inclusive com uma versão mais barata. Por isso, a marca francesa está cautelosa quanto à sua precificação. 

LANÇADO em 19 de novembro de 1968, Chevrolet Opala acaba de completar 50 anos. Quase 1 milhão de unidades produzidas até 1992. No mesmo ano houve duas outras apresentações históricas: Ford Corcel (setembro) e VW 1600 4 Portas (dezembro). Do primeiro saíram das linhas de montagem 1,4 milhão de unidades; do segundo, pouco menos de 25.000. 

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2
                                                                                                                              

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Nissan terá pista exclusiva para visitantes testarem seus produtos no Salão do Automóvel de São Paulo

A Nissan vai eletrificar o Salão de São Paulo com sua visão sobre o futuro da mobilidade. E quem for ao evento poderá muito mais do que conhecer as novidades da marca. Os visitantes terão a oportunidade de experimentar algumas das tecnologias da Nissan Intelligent Mobility. A fabricante terá um espaço exclusivo com pista para test drive do 100% elétrico Nissan LEAF e outros modelos da marca.

A pista da Nissan ocupará uma área de 1.352 m², onde os visitantes terão disponíveis duas unidades do Nissan LEAF, maior ícone da Nissan Intelligent Mobility, visão da marca para transformar a maneira como os carros são conduzidos, impulsionados e integrados na sociedade. Além do veículo elétrico mais vendido do mundo, estarão à disposição o Nissan Kicks SL e a Nissan Frontier LE.

Os visitantes do estande da Nissan poderão testar a Visão 360º com Sistema Inteligente de Câmeras dos Nissan Kicks e Nissan Frontier, que estarão com os vidros cobertos. O equipamento permite a realização de uma manobra completa de estacionamento por meio das imagens projetadas na central multimídia do veículo.

Além da pista exclusiva da Nissan, o novo LEAF estará também na área de test drive de veículos elétricos dentro do espaço New Mobility, criado este ano pela
organização do Salão do Automóvel de São Paulo.Esta será a primeira aparição oficial na América Latina desta nova geração do Nissan LEAF, que representa um novo patamar no mercado de carros elétricos produzidos em larga escala, oferecendo mais autonomia, tecnologias avançadas, além de um design renovado e dinâmico.

A apresentação do novo Nissan LEAF no evento representa um passo importante rumo à eletrificação da mobilidade no Brasil. Em 2019, a Nissan inicia as vendas do modelo no mercado brasileiro.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 2718 - 06.07.2018 - edita@rnasser.com.br

Um anão na Copa
O que tem a saída de Portugal da Copa do Mundo, e a indústria automobilística brasileira ? Ligação histórica, como conto.

Aos 16 de julho de 1966 Bulgária e Portugal jogariam na 8ª Copa, em gramados ingleses. Portugal estreava Copa, e o time vinha se comportando
magnificamente. O CR7 da época era Euzébio, atacante e capitão, recordista em gols no certame.

O embate seria dos poucos a ocorrer durante o expediente e, pela oportunidade, a Simca, fabricante do modelo EmiSul, teve sensibilidade. Seu Diretor Geral, o eng Jack Jean Pasteur, mandou pendurar os maiores tvs da época – 23 polegadas ? -, enormes caixotes com um tubo posterior, imagens em preto e branco, na estrutura metálica dos galpões, permitindo aos colaboradores na linha de montagem, almoxarifado, escritórios, interromper o serviço para assistir ao jogo. 

O Caso
Foi-me contado por Fernando Antônio de Almeida, o Coe, filho do mítico Fernando Almeida, engenheiro aeronáutico pelo ITA, da primeira leva dos contratados pela Simca. Nela Fernando pai chegou a engenheiro chefe, da sucessora Chrysler e da VW Caminhões. Coe contou, divertido, em depoimento para inédito livro por mim cometido sobre a marca, história sempre citada por seu pai, a parte do folclore das soluções da indústria em tempos de baixíssima tecnologia,  em fábricas mal equipadas mandadas abaixo do Equador para fazer carros ínvios – sem caminho - em outras praças.

A Simca enfrentava mais um problema com o problemático EmiSul, entrada de água pela vedação do porta malas - além dos defeitos no comando de válvulas do motor, embreagem. Coisa insólita na velha carroceria, a mesma há quase uma década, pois o evento se dava longe da pequena alteração nas dimensões do vidro traseiro. O EmiSul era luxuoso, pretendendo ser do 2º ciclo da indústria, sem ter sido trocado, e desde seu lançamento era uma usina de problemas.

Fizeram-se inúmeras tentativas de aplicar calços, mudar borrachas, regulagens e dobradiças da tampa traseira, sem vedar a entrada de água – sem êxito.

Á falta de equipamento para verificar, imaginou-se colocar um colaborador dentro do porta-malas para ver o problema na origem. Sugestão boa e barata, mas a questão estava no homem e a reduzida mobilidade, no limitado espaço. Foram ao cartesianismo: espaço pequeno, homem pequeno - um anão de circo! Contrataram-no. Fora da função circense, o anão faria um extra. Un bec, como comentaram os franceses da administração, rindo da improvisação brasileira.

Solução óbvia, prática e criativa, um homem pequeno, acostumado em seu emprego, a saltos, piruetas e contorcionismos. Com poderosa lanterna e pedaços de giz, observaria os pontos de infiltração, marcaria, deixando aos técnicos conclusões e soluções.

 “ - O método parecia certo e deu certo. O problema foi o processo. Após o almoço, com a chegada do anão, levaram um EmiSul para o local com bateria de testes, fora do prédio da linha de montagem. No espaço para prova de estanqueidade colocaram o anão e apetrechos no porta-malas do automóvel, equipe e supervisor se afastaram, ligando as duchas de alta pressão sobre o automóvel.

Entre barulhos e respingos do falso temporal, um colega chamou a turma para a surpresa de assistir ao jogo entre Portugal e Bulgária. Para esta o Brasil havia perdido, e a partida seria definidora para a chave. Coisa atrativa.

Moral da história, ao receber a notícia, largaram Simca EmiSul e sua tempestade, correndo para conseguir bons lugares. Duas horas depois, jogo encerrado, voltaram ao local, e ouviram fracas pancadas e gritos abafados. Era o anão. Esquecido, suado, desesperado, fraco pela baixa oxigenação, sem conseguir soltar o encosto do banco traseiro e sair, após intensa sauna no compartimento fechado. Conseguiu deixar o porta malas, desidratado, mãos machucadas de tanto bater na tampa do porta-malas e pára-lamas, xingando a todos como gente grande.

Mas conseguiu marcar os pontos de infiltração, e o problema foi resolvido.“

De Copa. Portugal venceu a Bulgária por 3x0 e, logo em seguida, dia 19, a nós por 3x1.

Romi, o pioneiro, há 62 anos
Há 62 anos, às exatas 11h30 do dia 30 de junho de 1956, num galpão transformado em linha de montagem, funcionários da fábrica de tornos Romi, em Santa Bárbara do Oeste, SP, observaram colegas dar partida em pequeno motor de dois tempos, ruidoso, fumaçento, como o eram nos anos ’50.

Acima dele um ser motorizado em forma ovóide, construção do italiano Renzo Rivolta, multi negócios – teve, até, fábrica de tecidos no Brasil. Um gentil senhor com então 60 anos, abriu a porta com cara de tampa de compartimento, pediu à acompanhante para aguardar, e tomou-lhe a frente, sentando-se atrás do volante cuja coluna basculava à frente. Espaço restrito, bem administrado para levar duas pessoas – três muito apertadas -, não permitia à passageira acomodar-se antes. Com Emilio e dona Olimpia Romi o pequeno carro pintado em dois tons, azul médio e cinza claro – pipocou pelo galpão e saiu pela área livre da fábrica. Era o primeiro protótipo, ou como conta a história, o Número Zero.

Pequeno o carro, grande a coragem. Emílio Romi acreditou mais na possibilidade de fazer carro no Brasil, que o presidente de então, Getúlio Vargas – 1950-1954 -, e antecipou-se aos brilhos do sucessor Juscelino Kubitschek, e de seu ideólogo setorial, o Comandante Lúcio Meira. Levantando possibilidades, foi à Itália conquistar a cessão de licença, know how e tecnologia para fazer o Isetta antes de medidas oficiais.

Transformou a aspereza de suas instalações onde fazia toscas peças para agricultura, numa linha de montagem de peças terceirizadas, e nela nasceu seu automóvel orgulhosa e naturalmente batizado de Romi Isetta.

Foi pioneiro, necessário, marcou-se por criatividade de construção terceirizada e vendas – anúncios com personalidades de TV, caravanas em viagem, autobol – regras de futebol, bola enorme, e os Romi agindo como jogadores. Ofereceu-se como carro de universitário e da emancipação feminina.

Seu fim tem variáveis. A burocracia, por exemplo. O produto, apesar de pioneiro, não se enquadrava nas regras do GEIA, surgido depois, grupo para implantar a indústria automobilística, classificando automóvel por mínimas duas portas e quatro lugares – o Romi tinha uma e três. Por isto não alcançava os incentivos, incluindo compra de dolares pelo câmbio oficial para importar partes não feitas no Brasil, como motor e câmbio. Carlo Chiti, enteado de Romi, uma das enzimas – acelerador químico – da implantação, deu explicação definitiva: a empresa projetara o mercado e se preparara para tal quantidade, encerrando a operação. Na prática vendeu muito bem até 1959 quando lançados o Renault Dauphine e o VW 1200, com morfologia de automóvel e, pelos incentivos, com preço pouco acima do Romi-Isetta. Em fevereiro de 1960 o Palácio do Catete, RJ, então sede do Governo Federal, foi buscar a Romi para abrir a Caravana de Integração Nacional, viagem para mostrar que carros nacionais, com combustíveis nacionais, andando sobre novas estradas nacionais, chegariam à nova Capital nacional a ser inaugurada daí a dois meses. À época já estava ferido de morte.

Fizeram-se aproximadas 3.300 unidades, até 1961, as últimas vendidas em 1962.

Ford ’46: antevisão ou coragem ?
Três de julho de 1945, Ford retomou a produção de automóveis para uso civil, interrompida em abril de 1942 quando os EUA declararam guerra ao Eixo Alemanha/Itália/Japão na II Guerra Mundial, dedicando a capacidade industrial do país a produzir artigos com aplicação bélica, deixando o mercado três anos sem único automóvel O Km.

Questão seria apenas industrial e comercial, se a data não antecedesse em 41   dias a assinatura do armistício, aos 14 de agosto. E deixou dúvidas: a empresa tinha informação privilegiada talvez pelo fato de seu presidente, Henry Ford II ter servido à Marinha durante o conflito – deixando-o por Decreto Presidencial para assumir a empresa familiar ante doença incapacitante do avô Henry Ford e o caos pelas ações do ex-guarda costas para assumir a Presidência? Ou seria apenas coragem, estamina e testosterona em alto nível do jovem de 28 dirigindo a segunda maior empresa de automóveis do país para autorizar o investimento da produção e estoque até o dia da autorização de vendas?

Historiadores apostam na segunda vertente. Ford II alto, forte, com perfurante olhar azul e voz descombinada – mesma de famosos Juan Manuel Fangio e  pilotos de Fórmula 1 -, chamava atenções, instigava críticas. Foi quem decidiu  fazer carrocerias revestidas por madeira para dissimular as linhas antigas, pré-Guerra, e de agregar grupo de consultores entre jovens de muito futuro, de mudar o conceito de automóveis lançando o modelo 1949, bem menor e elegante relativamente aos antecessores da década anterior.

A volta à produção, por antecipação ou coragem, deu resultado. Ao armistício apenas a Ford tinha automóveis O Km, novos, em estoque, para fornecer a carentes compradores. Modelia ’46 pouco se diferenciava dos modelos 1942, quando cessada a produção, e os de 1945 anunciados como 1946: os faroletes foram deslocados da parte inferior dos faróis para o espaço entre eles.
Mês e meio de estoque deram vantagem à Ford para conquistar os clientes, famintos e privados dos O Km pelo período de suspensão.

Roda-a-Roda

Preparo – Nissan avisa, seu picape Frontier, hoje vindo do México, passa por 90 testes para adequação às condições de uso na América do Sul. Será produzido em Córdoba, Argentina, segundo semestre. Será base para Renault Alaskan e Mercedes Classe X.

Acerto – É para torná-lo apto a enfrentar as duras peculiaridades do mercado, mais confortável, resistente, melhor vedado, maior capacidade de arrasto, resistência da carroceria a desgastes, e nas conexões elétricas e ar condicionado.

Tudo bem – Terá inequívoco ganho de operacionalidade, necessário no competir com a renca de picapes de porte médio feita na Argentina, abastecendo a América Latina. Mas falta desculpar-e com os atuais compradores por fornecer veículo que se provou tão inadequado.

Desperdício –  Custo desconhecido para tal estudo. Mas poderiam poupado. Como a Aliança Renault-Nissan recentemente assumiu o controle da Mitsubishi, bastaria ter conversado com o Eduardo Souza Ramos, acionista majoritário da HPE, autora das boas adequações praticadas nos picapes Mitsubishi para o Brasil.

Surpresa – Para festejar 50 anos, Nissan se associou a outra cinquentenária, a Italdesign, para fazer protótipo do GT R-50. Os GTs da Nissan são bandeiras de tecnologia e design, e no R-50 atinge seu ápice com atrevido adereço dourado envolvendo a frente, escorrendo pelas laterais, encerrando em enorme placa sob o vidro traseiro. Fosse vestimenta japonesa seria um Obi.

Mais – Para arrancar 720 cv do motor V6 e 3,8 litros, aumentaram os turbos, exigindo fazer tomada de ar no capô. Apliques vermelhos, saídas de ar, rodas enchendo suas caixas – 255/35 R21 à frente e 285/30 R21 atrás, incrementam visual de esportividade. Seis velocidades, tração traseira. Potência específica superior ao novo Ferrari 488 Pista, 720 cv, 3,9 litros. Uau!

Então – Curiosidade a quem acompanha o mundo do automóvel está na presença da Italdesign no projeto vendendo serviços a empresa extra VW, sua controladora. 

T Cross – VW inicia instigar mercado para um de seus principais produtos, o SAV T-Cross. Mostra-o por ilustrações e irá apresentá-lo em evento europeu no segundo semestre. Será dos novos cavalos de batalha da marca, ausente do segmento de utilitários esportivos.

Mercado – Num mercado com tantos novos concorrentes a diferença do T-Cross está no projeto, sobre plataforma mundial, a MQB utilizada em Polo e Virtus, e por isto dotado de equipamentos encontráveis em veículos de faixas superiores de preço. O slogan de apresentação é I am more than one thing, cuja melhor interpretação é oferecer mais.

Descenso – (queda, retração) – Mercado argentino prevê enorme queda no segundo semestre, atrelado às indefinições brasileiras, e à suas próprias incertezas econômicas, ajuda do FMI, risco de recessão, aumento das taxas de juros. Hoje, no vizinho, enorme estoque.

Sobe – Kia informou ter vendido 6.095 unidades no semestre, 54,7% de crescimento sobre período do ano passado. Dólar caro puniu ascensão em junho.

Gente – Antonio Filosa, novo presidente da FCA na América Latina, tomou dois meses de avaliação, e mudou equipe. OOOO Passo maior, a dispensa de Sérgio Ferreira, antes o no. 1 em Jeep/Chrysler/Dodge, RAM, responsável por dois dos três produtos de maior êxito para a empresa, os Jeeps Renegade e Compass. OOOO Para seu lugar, Tania Silvestre. OOOO Herlander Zola, ex-VW e BMW ascendeu à área comercial da Fiat. OOOO Erica Baldini, ex Ford, 43, diretora de Recursos Humanos. OOOO Na Argentina, Diretoria Geral vaga desde a promoção de Filosa, Martin Zuppi, local, ex número 2. OOOO Lá, mandão geral, o intocável Christiano Ratazzi. OOOO André Senador, 56, jornalista, novo rumo. OOOO Surpresa no mercado deixou a Diretoria de Assuntos Corporativos da VW, onde estava há 10 anos. OOOO Formador de ótimos profissionais, mestre em comunicação, gestor de crises, pensa no futuro – após período sabático. OOOO Sucessor, não anunciado, mas pré ajustado, começa dia 1. OOOO

sexta-feira, 20 de abril de 2018

“Expedição Nissan: À procura do início do Brasil” inicia na Bahia a sua quarta etapa


Após percorrer Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso, a "Expedição Nissan: À procura do início do Brasil" dá a largada para a sua quarta etapa. Os aventureiros – jornalistas, convidados e pesquisadores – percorrerão o interior da Bahia para conhecer as origens do país por meio da arte rupestre. A expedição, que usa uma frota de 15 picapes Nissan Frontier, passará por locais que guardam registros da presença de nossos ancestrais com milhares de anos.

O comboio é formado por unidades das duas versões da Nissan Frontier vendidas atualmente no mercado brasileiro: a topo de linha LE e a versão intermediária SE, lançada em novembro.

A "Expedição Nissan: À procura do início do Brasil" vai à Bahia por conta do rico acervo arqueológico do estado, especialmente na região do município de Morro Grande, que conta com dezenas de sítios arqueológicos com pinturas em grutas e paredes. A arte rupestre na Bahia – que tem mais de 100 sítios catalogados – é reconhecida como memorial de mitos, rituais, assinaturas pessoais, marcas étnicas ou simples representações de atividades lúdicas. O tipo de desenho, as técnicas de aplicação e a composição do pigmento apontam para a passagem de diferentes grupos humanos, que viveram na região da Chapada Diamantina em períodos distintos.

A expedição, que já visitou sítios arqueológicos em Minas Gerais, Piauí e Mato Grosso, segue o compromisso da Nissan de estar cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros e, assim, une os produtos da marca com ações que contribuam com o país. No caso, contribuir com a cultura e a pesquisa científica ao divulgar o rico acervo de pinturas rupestres do Brasil, que muitas vezes é mais conhecido e admirado por estrangeiros do que pelos brasileiros.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 1518 - 13.04.2018 edita@rnasser.com.br


Tirando onda, o Civic S.I.
Se você quiser entender o espírito da versão importada do Honda Civic, em morfologia cupê e dito S.I., deve procurar o significado das iniciais. É Sport Injection. Nada a ver com o sistema de alimentação, traduzido como Injeção Esportiva mas, no caso, um aditivo de esportividade e, importante, não é para automóvel, mas para o proprietário.

Coisa coerente, o S.I. por si só porta um pacote de elaboração. O motor L4, 1,5 litro, 16 válvulas, injeção direta, turbo, transversal dianteiro, em primeira geração, está no terceiro nível de potência, atingindo 208 cv e 26,5 Nm em torque. Caixa mecânica de 6 marchas, tração frontal, freios a disco nas 4 rodas, todo o pacote eletrônico de segurança, buchas de suspensão em borracha, substituindo sistema hidráulico, para maior percepção e sensibilidade, barra estabilizadora com 26 mm de espessura.

Pacote ajeitado, agradável ao uso especialmente ao urbano, para absorver as irregularidades do piso, mas nada resolve em resultado esportivo. Para transformar automóvel e seu condutor um botão, ao pé do console, muda a programação do automóvel. Está indicado Sport, e premido reconfigura o mapa operacional: o acelerador se torna mais responsivo, amortecedores tem maior pressão, direção mais precisa e, diz-se, o turbo eleva a pressão a 1,4 bar.

O conjunto se transforma e o automóvel ganha aderência, seu comportamento para entrar, ficar e sair das curvas aproveitando o amplo torque do motor mostra-o de extrema agradabilidade. Freará melhor, responderá em menor tempo às demandas ao acelerador, desenhará melhor as curvas.

A mudança espelha desejo – e alma – dos usuários. É uma das designações mais honestas no mundo do automóvel, e seu uso muda inteiramente parâmetros operacionais e o comportamento. Conjunto rodas de liga leve e pneus radiais 235x40x18 tenta harmonizar os dois tipos de uso e resistir a pequenos buracos.

Dirigi-o no surpreendente circuito Velocitta, em Mogi Guaçu, SP. Primeiro, com o modo Sport demandado. Ótima experiência, avaliando como o S.I. se comporta e se manteria com vigor. Pensando como dona de casa na messe de levar meninos ao colégio ou ir ao supermercado, dei uma volta sem o programa de regulagem, e encontrei um carro normal, sobrevivendo à demanda extra. Na prática, um botão altera a personalidade, e o carro esperto de uso urbano, se transforma em um carro muito esperto e com dimensionamento mecânico apto a melhor aproveitar os novos parâmetros de estamina solicitados.

Não espere encontrá-lo para análise ou test-drive num concessionário Honda. O primeiro lote, com adaptação ao uso nacional, como um centímetro a mais em altura livre do solo, e tratamento anticorrosão alcoólica no sistema de alimentação, tem apenas 60 unidades – menos da metade da rede.

Interessado, procure o revendedor e o material de divulgação, e dê um sinal para garantir a entrega. Restante para completar R$ 159.900, à entrega.
Ps. Como o revendedor não investe para comprar a unidade, há margem para pedir descontos ou supervalorizar o usado oferecido como entrada.    

O que vende mais ? Bom produto ? Boa direção ?
Se a dúvida é recorrente, a Volkswagen se candidata a responder tal questão. Será com o Tiguan, para mim o melhor utilitário esportivo da praça. Mas se é bom de aceleração, velocidade, estabilidade, freios, segurança no rodar e preço, tem vendas desproporcionais. 

Dificuldade básica foi afastada pela reconquista da autonomia da VW do Brasil em gerir suas vendas. Resultado desta definição, empresa reconquistou a peso de ouro de Gustavo Schmidt, ex-gerente comercial, para a vice presidência no setor. Em dupla com novo presidente Pablo Di Si, subiram 37% nas vendas, ascendendo ao segundo lugar no mercado – e quer voltar a ser a primeira.

VW finalmente reagiu para entender o crescimento de vendas dos utilitários esportivos, e o terá cinco modelos em dois anos, iniciando com o Tiguan.

Tiguan
Mexicano, isento de imposto de importação, agora construído sobre plataforma modular, ótimo aproveitamento de espaço, em especial na cabine. Leva o nome de Allspace. Transmissão, automática, a DSG, sete marchas, mesma de seu primo Audi Q3, equipará versão de topo. Serão duas, com turbo e injeção direta, quatro cilindros, 16 válvulas. No topo, 2,0 litros e 220 cv, 350 Nm de torque. Mesmo aplicado aos Audi, tem injeção direta na cabeça dos pistões e indireta no coletor de admissão. Disposto, sai da imobilidade aos 100 km/h em notáveis 6,8s e crava final de 223 km/h. Motor 2 litros indica a disponibilidade de sete lugares.

Opção de entrada, exemplo de redução de pesos e medidas, o 1,4 litro, 150 cv, 250 Nm de torque – construído pela VW Brasil em São Carlos, SP. 10 cv a mais relativamente à versão anterior, nascidos com a troca de pistões e anéis de segmento, recalibragem da Centralina. Transmissão automática 6 velocidades, vai de 0 a 100 km/h em 9,5s e arranha os 200 km/h em velocidade final. É ávaro em consumo. Motor menor não tem opção de tração total.

Muda tudo
Nome igual, tudo diferente. Maior, mais largo, mais baixo, maior distância entre eixos. Na prática melhora o comportamento dinâmico e a habitabilidade.

Externamente cinco cores, sólida Branca; metálicas Vermelho Ruby, Prata Snow e Cinza Platinum, e a perolizada Preto Mystic – estes intelectuais criadores de nomes de cores deveriam exemplificar o que inspira a Preto Místico? Um pai de santo na Bahia? … Rodas em liga leve 17, 18 ou 19 polegadas de diâmetro. Estas e a decoração da grade frontal mudam de acordo com a versão.

Traseira harmonizada com lâmpadas a LED. Dentro, painel digital com várias configurações, sistema de infodivertimento voltado ao motorista. Ao uso encaixes perfeitos entre painéis, típicos da qualidade construtiva alemã, grande modularidade dos bancos e ganho de espaço no porta-malas. Há jeito para transportar a prancha de surf que você nunca levará.

As versões 2.0 tem tração total e relativa facilidade de andar, com estabilidade, em estradas de terra. Nada a ver com jipes e outras grosserias mecânicas para trabalhos ínvios como arrancar toco ou rebocar caminhão carregado e atolado, mas andar safo e seguro em locais sem pavimentação.

Adicionalmente, versão R Line. Em tese o R sugere sobre rendimento obtido por elaboração da mecânica, como fazem M na BMW, SVO na Ford, AMG na Mercedes, S para Audi. Mas não ocorre. A diferença é apenas decorativa.

Eletrônica foca em conforto, e o Tiguan segue o Manual Cognitivo apresentado com o Virtus, apto a responder questões do motorista sobre seu uso.
Quanto custa

Versão
R$
Allspace 250 TSI
124.990
Allspace Comfortline 250 TSI
149.990
Allspace R-Line
179.990
  Venderá bem? Números dirão.

Bom dia, viado.
Imagino ter sido esta a frase ouvida por São Pedro, no balcão do SAC celeste, ao receber meu primo Fernando – Luiz Fernando Macedo Nasser, 1951-2018. Vendo registros das ações cristãs na passagem terrena, para dar destino aos chegantes, terá dito: - Bom dia, Fernando. E ouvido, em alto e bom som, a frase título.

Nada pessoal, mas característica do sujeito de bom porte, voz forte, deficiência auditiva levando-o à contra posição de falar alto, e à peculiar saudação com o termo institucionalizado e já não descritivo.

Ex-quase engenheiro carioca, levado a criar gado no interior mineiro, foi generoso, carinhoso, um aglutinador. Há dez anos encerrou a messe pecuária e se assumiu fiscal da natureza em Teófilo Otoni, MG, tão quente quanto o natal Rio de Janeiro, porém sem mar.

Foi-se aos 67 do mal dos Nasser: coração. A 50% dos descendentes de árabes falta uma enzima no fígado, e este, discreto comandante do organismo, excreta poderosas doses de gordura, formando os ateromas, o lixo aderente às paredes das veias e artérias, diminuindo seu diâmetro, atrapalhando a circulação, levando ao entupimento e á interrupção do fluxo sanguíneo, o infarto.

Perdi primo fraterno e atento leitor. Contudo o pessoal do andar de cima estará­feliz com o convívio, após o susto da inusitada, sonora e diuturna saudação. (RN)

General Motors exibiu substitutos 2019 para os Cruze sedã e hatch, segundo ciclo para o atual modelo, enfatizando alterações em estilo, segurança, motorização. Para marcar, mudança frontal, para-choques, grupo óptico e grade, com inequívoca mão coreana de estilo. Internamente maior conectividade; tela com 17,5 cm; Wi-Fi Hot Spot 4G LTE. E confortos eletrônicos de segurança democratizados em carros concorrentes à mesma categoria: alerta de ponto cego; de trânsito posterior; sistema de parqueamento automático.

Mudanças serão incorporadas aos Cruze montados na Argentina para a modelia do próximo ano. Motorização 1,5 litro, L4, turbo, 140 cv.

Alfa Romeo terá cupê, o Sprint
Renascendo com esportivo 4C, sedã Giulia, utilitário esportivo Stelvio, Alfa Romeo gesta cupê derivado do Giulia. Chamar-se-á Sprint, garante a inglesa Autocar, como as revolucionárias Giulia e Giulietta aos anos ’50. 

Mecânica refinada, para combater versões performáticas das marcas Premium: Audi RS5, Mercedes-Benz C63 S Coupe, BMW M4 DTM. Missão aos tracionados por motor V6, 2,9 litro, turbos, e 641 cv. Versão econômica será L4, 2,0 litros e 345 cv. A nova intimidade da Alfa com a Fórmula 1, mesclada com a Sauber, agregará ao Sprint versão do sistema HY-KERS, da Magneti Marelli aplicado ao Ferrari La Ferrari. É motor elétrico com energia para fortificar a curva de torque do motor a gasolina. Reduz emissões, consumo, aumenta performance.

Roda-a-Roda
Começou – Nissan iniciou produzir pré-série dos picape Nissan Frontier na fábrica Renault de Santa Isabel, Argentina. Terá mais opções ante o modelo trazido do México.

Caminho – Primeira fornada é para aferir sequência de operações, ajuste de máquinas, afinação de processos, validação de partes vindas de fornecedores. Tudo entrosado, iniciar-se-á a fabricação. Vendas? Início segundo semestre.

Depois – Após, com meia dúzia de alterações, será vendido pela Renault como Alaskan e, próximo ano, em mudanças maiores, como Mercedes Classe X.

Fora – Surpreendentemente o Grupo Gandini, importador da coreana Geely, com superficial montagem no Uruguai, desistiu da representação. Geely é, dentre as chinesas, das mais promissoras para negócios futuros.

Maior – Direta ou indiretamente está envolvida com Lotus; taxis ingleses; sueca Volvo; malaia Proton, e nova operação Lynk&Co. Seu controlador, poderoso chinês Li Shufu tem, pessoalmente, 9,5% da Mercedes-Benz. É o Mr. China.

Resultado – Sorrisos na FCA com os primeiros três meses na Itália: 28,7% das vendas, liderando segmentos com Fiat X500, Renegade, Compass, Alfa Stelvio; dos mais vendidos, os quatro primeiros e o sexto lugares. Panda é o líder.

Premium – No Brasil Mercedes-Benz fechou primeiro trimestre liderando segmento com 2.551 unidades e 37,8% das vendas. 8% de crescimento em relação a 2017.

Mix - Segredo está no rejuvenescimento da marca e na conformação estética do GLA, segundo mais vendido em 722 unidades. Líder, o Classe C, com 915.

Recomeço – JAC lançará 2ª feira opção do utilitário esportivo T40, hoje o mais vendido de sua linha: transmissão CVT fazendo as vezes de automática.

Curiosidade – Issao Misogushi, presidente da Honda, com primeira unidade do importado Civic Cupê S.I. Curiosidades: não requisitou, mas comprou, e não o fez à fábrica com desconto, mas em concessionário, e a preço de tabela.
Vida de cliente, recebeu telefonema para retirá-lo, - e não estava pronto.

Negócio – Volkswagen vendendo up! tsi, o turbo, com desconto de R$ 4 mil e financiamento dito como sem juros.

Marco – MAN festeja 25 anos de produção do Volksbus e seus bons resultados de vendas, exportações e montagem em outros países. Não registrou a curiosidade de ter nascido como ônibus Ford, ficando com o produto quando da separação entre VW e Ford, unidas como Autolatina para tentar se salvar.

De novo – A boa fórmula do taxi inglês, ameaçado de findar-se pelas exigências de emissões e a crescente proibição de circular em Londres, motivou a London Electric Vehicle a projetar novo modelo. Elétrico, baixo peso na carrroceria, obtido com alumínio fornecido pela laminadora Novelli, para reduzir peso e aumentar autonomia.