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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

COLUNA DO FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1020/370 – 22/11/2018

Fernando Calmon

No rumo certo

Pode parecer exagero, mas não é. O programa Rota 2030, depois de quase 20 meses de estudos, propostas e aprovação no Congresso Nacional, torna-se o acontecimento mais importante desde que a indústria automobilística foi regulamentada, em 1956.

Antes de tudo, torna-se necessário frisar que se trata de um programa estruturante, sem nenhum benefício fiscal à venda de veículos. Outro viés importante é se estender por três períodos de cinco anos – portanto, até 2032 – e dessa forma estabelecer previsibilidade, algo que faz muita falta em projetos econômicos no Brasil. Isso sem contar um nível razoável de segurança jurídica, aparentemente garantido em lei. 

O aspecto destacado, por quem tem dificuldade de entender o programa, é um incentivo de 12% do montante investido em pesquisa e desenvolvimento no Brasil, para ser compensado no pagamento de imposto de renda das fabricantes. Cada uma opta se vai aderir, mas o prazo longo confere mais oportunidades às empresas em diferentes estágios de engenharia própria no País. Intenção é atrair parte dos investimentos hoje feitos no exterior ou que migrariam para fora sem a menor cerimônia. 

Muito mais importante no Rota 2030 são os principais compromissos: eficiência energética (11% de economia de combustível compulsória nos primeiros cinco anos, além de novas metas nos dois quinquênios seguintes) e avanços firmes em segurança veicular com prazos compatíveis ao aumento da escala de produção para limitar o repasse de custos ao preço final dos veículos. Manteve-se o incentivo extra de até dois pontos porcentuais no IPI para as marcas que superarem a meta de consumo, na média dos modelos à venda, um desafio e tanto. 

Estimulará, ainda, dispêndios estratégicos em manufatura básica e avançada, conectividade, soluções de mobilidade e logística, novas tecnologias de propulsão (veículos híbridos ou elétricos), direção autônoma, nanotecnologia, inteligência artificial, pesquisa big data, sistemas analíticos e preditivos, sem deixar de lado a capacitação de fornecedores e de produtores de autopeças. 

Uma semana após o presidente Michel Temer ter sancionado a lei, o Contran concordou em harmonizar parâmetros e prazos de introdução dos itens avançados de segurança veicular previstos no Rota 2030. Os novos padrões de emissões veiculares para veículos leves e pesados também caminham para convergência e alinhamento sem surpresas de última hora. 

Por fim, talvez no embalo das boas notícias sobre o futuro do setor, o governo do Estado de São Paulo anunciou, ainda no período do Salão do Automóvel, que vai devolver os créditos de ICMS gerados pela exportação de veículos. Outros países desoneram impostos locais sobre produtos vendidos ao exterior por motivos óbvios de competitividade. Há um grande acúmulo desses créditos. Agora poderão ser repassados à indústria paulista de ferramentaria, no momento em baixa. Ela é importante por agregar valor e pagar salários mais altos que a média do setor. 

O programa Rota 2030, em período de recuperação sustentável do mercado de veículos, traz mais confiança sobre o aguardado cenário de dias melhores para o País.

ALTA RODA

DIFÍCIL prever o destino da aliança Renault-Nissan depois da prisão preventiva, no Japão, do principal executivo, Carlos Ghosn. Fusão vinha sendo penosamente costurada por ele, mas o governo francês sempre criou obstáculos de viés nacionalista. Entre hipóteses, está a Nissan usar sua condição financeira superior, comprar o controle da Renault e liderar o grupo. 

APRESENTADO há mais de um ano, Audi A8, primeiro carro anunciado no nível 3 de automação, ainda demora para chegar ao mercado. Segundo o engenheiro brasileiro Thomas Mueller, diretor da divisão de direção autônoma na matriz da empresa, o processo de homologação é longo (20 carros, cada um rodando 10.000 km) e em apenas algumas estradas alemãs. Preço dessa opção, ainda por definir. 

PICAPE Mercedes-Benz Classe X (base Nissan Frontier) será vendida, antecipa a Coluna, nas duas redes da marca alemã: a de automóveis (55 concessionárias) e de veículos comerciais (155). Apesar de estar à venda na Europa, África do Sul e Austrália, ausência no Salão do Automóvel de São Paulo se deu porque o lançamento aqui só ocorrerá no início do quarto trimestre de 2019. 

OUTRA picape média, a Alaskan, apareceu discretamente no salão paulistano. Renault ainda estuda como ocorrerá seu posicionamento no mercado brasileiro. Sua base também é a mesma da Frontier e a Nissan, recentemente, ampliou as opções dentro da gama, inclusive com uma versão mais barata. Por isso, a marca francesa está cautelosa quanto à sua precificação. 

LANÇADO em 19 de novembro de 1968, Chevrolet Opala acaba de completar 50 anos. Quase 1 milhão de unidades produzidas até 1992. No mesmo ano houve duas outras apresentações históricas: Ford Corcel (setembro) e VW 1600 4 Portas (dezembro). Do primeiro saíram das linhas de montagem 1,4 milhão de unidades; do segundo, pouco menos de 25.000. 

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2
                                                                                                                              

quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Nova geração do Audi A8 estará no Salão de São Paulo


Um dos sedãs mais luxuosos do mundo, o novo Audi A8 fará sua primeira aparição em território brasileiro durante o Salão do Automóvel de São Paulo 2018. Em sua quarta geração, o sofisticado modelo se torna novamente uma referência em tecnologia ao trazer uma nova linguagem de design, um inovador conceito operacional interativo e uma tração integral elétrica. O A8 também é o primeiro automóvel de produção em série no mundo com condução autônoma nível 3.

O novo A8 cumpre a promessa feita pelo estudo de concepção inicial da Audi. O sedã possui uma presença poderosa – seja na versão standard, com 5,17 metros de comprimento, ou na alongada A8 L, que possui uma distância entre-eixos 13 cm maior.

Liberdade é a característica que define o design, que traz uma nova perspectiva luxuosa. O A8 tem ambiente suntuoso e espaçoso. Comparado ao modelo anterior, o carro ganhou comprimento em ambas as versões de carroceria. Também traz  uma abrangente variedade de equipamentos e materiais, com detalhes personalizados – das perfurações nos estofamentos dos assentos às persianas abertas e fechadas eletricamente nas saídas de ar.

O toque de maior classe do novo modelo está na parte traseira direita – o assento para relaxamento opcional no A8 L vem com quatro opções de ajuste diferentes e um apoio para os pés. Nesse assento, o passageiro poderá se aquecer e massagear as solas dos pés. Os novos e confortáveis apoios de cabeça completam a experiência. Os passageiros do banco de trás também poderão controlar uma ampla variedade de funções, como iluminação ambiente, as novas luzes de leitura HD Matrix e massagem no assento, além de fazer telefonemas por meio de uma unidade operacional separada. O controle remoto do banco traseiro, com sua tela OLED do tamanho de um smartphone, é removível  e fica localizado no apoio de braço central.

O interior adota um design minimalista; a arquitetura interna é clara e com uma orientação ligeiramente horizontal. A Audi traz seus altos padrões de qualidade para a era digital com um conceito operacional radicalmente novo. O painel de instrumentos agora está praticamente livre de botões e chaves de ajuste. Na sua área central há uma tela sensível ao toque de 10,1 polegadas que, quando desligada, funde-se quase invisivelmente ao entorno negro de alto brilho, graças ao seu visual escuro.

A interface do usuário é exibida assim que o carro é aberto. O motorista utiliza o sistema de infotainment com na ponta dos dedos na enorme tela do painel. Eles poderão usar uma segunda tela sensível ao toque no console central para acessar as funções de ar-condicionado e conforto ambiente, assim como inserir textos. Quando o motorista acionar uma função nas telas superior e inferior, ouvirá e sentirá um clique de confirmação. Os botões acionadores com visual de vidro respondem da mesma forma. A combinação de feedback acústico e tátil com o uso de gestos de toque comuns, tais como o deslizar das mãos, tornam o novo sistema de resposta ao toque MMI especialmente seguro, intuitivo e rápido de usar.

O novo A8 será o primeiro carro com condução autônoma nível 3 a ser produzido em série. O assistente de trânsito Audi AI assume controle da condução quando o trânsito está lento, até 60 km/h, em rodovias onde uma barreira física separa as duas faixas da pista. O sistema é ativado usando o botão AI no console central.

O assistente de trânsito administra a partida, aceleração, direção e frenagem. O motorista não precisa mais monitorar o carro permanentemente. Ele poderá retirar suas mãos do volante e, dependendo das leis nacionais, focar em uma atividade diferente oferecida pelo automóvel, como assistir TV. Assim que o sistema alcançar seus limites, ele convocará o motorista para retomar o controle da tarefa de condução.

Por uma perspectiva técnica, o assistente de trânsito é revolucionário. Durante a condução pilotada, um controlador central de assistência ao motorista (zFAS) agora processará permanentemente uma imagem das imediações combinando os dados dos sensores. Assim como os sensores de radar, uma câmera frontal e sensores ultrassônicos, a Audi também é a primeira fabricante de automóveis a usar um scanner a laser. 

Já o assistente de estacionamento remoto Audi AI conduz autonomamente o A8 para dentro e para fora de uma vaga enquanto a manobra é monitorada pelo motorista – que não precisará estar sentado no carro. Ele acionará o sistema a partir do seu smartphone usando a nova aplicação myAudi. Para monitorar a manobra, ele manterá o botão do Audi AI pressionado para visualizar uma imagem ao vivo gerada no seu dispositivo pelas câmeras 360o do carro.

A segunda nova tecnologia é a suspensão totalmente ativa Audi AI. Dependendo da vontade do motorista e da situação da condução, é capaz de elevar ou rebaixar cada roda separadamente com atuadores elétricos. Esta flexibilidade confere ampla liberdade às características da condução – variando do conforto de um percurso suave em um sedã clássico luxuoso ao dinamismo de um carro esportivo. Em combinação com os sensores de 360°, o carro será elevado à velocidade da luz se houver uma iminente colisão lateral, reduzindo as potenciais consequências de um acidente para todos os ocupantes.


O novo A8 traz dois motores turbo V6 totalmente reformulados: um 3.0 TDI e um 3.0 TFSI. O motor a diesel desenvolve 286 cv, e a versão a gasolina, 340 cv. Duas versões de oito cilindros – um 4.0 TDI com 435 cv e um 4.0 TFSI com 460 cv – virão logo a seguir. A versão com o exclusivo motor de ponta é o 6.0 W12.

Os motores operam juntamente com um dispositivo de arranque com alternador de correia (BAS), que é o centro nervoso do sistema elétrico de 48 volts. Essa tecnologia híbrida leve (MHEV, veículo elétrico híbrido leve) permite que o carro fique parado com o motor desligado e seja suavemente reiniciado. Ele também possui uma função estendida de arranque/parada e uma saída de recuperação de energia de até 12 kW. O efeito combinado dessas medidas é reduzir ainda mais o consumo de combustível dos motores já bastante eficientes – em até 0,7 litros por 100 quilômetros rodados sob condições reais de condução. 

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Audi A8 é eleito o “Carro Mais Luxuoso do Mundo de 2018”


O Audi A8 foi eleito o “Carro mais luxuoso do mundo de 2018”. 

A vitória no World Car Awards ressalta o status do carro-chefe da marca como a personificação da “Vorsprung durch Technik”. A cerimônia de premiação aconteceu no Salão do Automóvel de Nova York.

Em suas decisões, os 82 membros do júri de 24 países avaliaram não apenas o apelo emocional, e o conforto e a segurança dos passageiros, mas também os aspectos ambientais, bem como performance, relevância de mercado e a relação custo-benefício. O A8 prevaleceu contra dois concorrentes na rodada final de eliminação. Isso marca a nona vitória geral da marca do World Car Awards.

O A8 é produzido na planta de Neckarsulm e está disponível nas concessionárias europeias desde novembro de 2017. Seu preço é de 90.600 euros. Além de materiais selecionados e qualidade de construção artesanal, seus destaques incluem equipamentos de ponta como os faróis de LEDs Matrix HD a laser, direção dinâmica nas quatro rodas e pacote de relaxamento do assento traseiro com massageador para os pés.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4317 – 27.10.2017 edita@rnasser.com.br  

Cronos, o Argo sedã
Fiat se aproxima do fechamento de ciclo para renovação de produtos. Medida corajosa. No caso o veículo para tal movimento era o conhecido até a manhã do dia ultimo dia 20, sexta feira, como Projeto X6S. Logo em seguida, às 14h divulgou-se o nome oficial, Cronos. Coisa mítica, o mais novo dos Titãs, filho de Urano, o céu, com Gaia, a Terra. É o Deus do Tempo, regente dos destinos.

O Cronos quer integrar o processo de modernização da marca, quase fechando o ciclo de mudanças iniciado pelo picape Toro, pelo Mobi e pelo hatch Argo. Fiat desenvolve um arremedo de jipe pequeno, ausente em seu leque de produtos.

Produção será na fábrica de Ferreyra, Córdoba, Argentina, após investimento de US$ 500 milhões para atualizá-la. O Cronos terá concorrente bem próximo de suas medidas e características, o Virtus da Volkswagen. No leque Fiat substituirá Gran Siena e Linea. No mercado em fevereiro.

Mico antigomobilistico: Juíza apreende carro falso no Autoclasica

Dra. Sandra Arroyo Salgado, juíza federal de San Isidro, beiradas de Buenos Aires e em cujo hipódromo se realiza o Autoclasica, maior encontro antigomobilista da América Latina, ao seu encerrar mandou apreender uma de suas maiores atrações, um Cisitalia - falso.

Questão básica, o automóvel exposto pelo proprietário não era autêntico e como indicado modelo 202 MM de 1947, mas réplica construída em Mercedes, grande Buenos Aires. Juíza determinou remoção a depósito público.

O crime
Constitui crime expor réplica de carro clássico? Claro que não.
O bom sítio argentino Autoblog explica, ante a estrutura legal do país vizinho, de conceito assemelhado no Brasil, o crime de falsificação ocorre quando o proprietário não informa claramente tratar-se de recriação de modelo antigo. Caracterizando a situação, o expositor informou, nos cartazes e material sobre o evento, tratar-se de exemplar construído na Itália há mais de meio século. Mas a réplica foi montada poucos meses antes.

O processo deverá aclarar o responsável pelo divulgar de informação falsa: o organizador do Autoclasica, o Club de Automobiles Clasicos de Argentina ? O patrocinador Motul, fábrica de lubrificantes, entregando ao proprietário identificação com os dados irreais?

Exibia o selo da FIVA, a Federação Internacional de Veículos Antigos, certificando a nível internacional a originalidade dos veículos expostos no evento. Os jurados de prestígio da FIVA aprovaram essa falsificação? Ou o selo foi usado sem autorização? É outro ponto a ser apurado pela Justiça.

No Autoclásica, é comum exibir e vender réplicas de automóveis históricos, como bem o faz a Pur Sang, construtora de réplicas de Bugatti e Alfa Romeo. E no evento há prêmio especial para as melhores recriações de época para este tipo de veículos. Chamam-no "Artesanias Argentinas".

Prêmio excita os jurados de tal forma que, muitas vezes, se opõe ao gosto do público. Este ano, por exemplo, recompensaram um carro esporte, o "Rubén García" (com motor Fiat 128 dos anos 1970). Na cerimônia esqueceram de premiar ou mencionar o carro mais atrativo no show: Ferrari ex Schumacher da Fórmula 1, cedido pela família Perez Companc. Uma cópia original, é claro, não uma réplica. (Coluna passada apontou o estranho comportamento e a aparente abrasão entre os dois maiores colecionadores de lá).

Mas para serve uma réplica? Com os preços elevados dos carros clássicos, esses artesanatos permitem experimentar as sensações de condução transmitidas pelos veículos vintage. É passatempo divertido, e não é crime.

A Lei proíbe, no entanto, sejam esses modelos vendidos ou exibidos com informações falsas sobre origem ou fabricante. Para ser claro: é bom vender um Ruben Garcia 2017, mas ilegal seria vendê-lo dizendo ser García re encarnação de Enzo Ferrari. O uso de marcas registradas também é penalizado sem a devida permissão do licenciado.

Cisitalia era famosa marca italiana no pós Guerra, com projetos estão entre os mais puros e atraentes dessa época. Além disso, brilhava nas competições, com pilotos como Tazio Nuvolari e Piero Taruffi.

Fundada pelo empresário italiano Piero Dusio, que terminou casualmente seus dias na Argentina, direitos da marca pertencem à sua filha. (sobre o texto de Carlos Cristófalo na Autoblog.com.ar)

Roda-a-Roda

Nova escrita - Chinesa Geely adquiriu a sueca Volvo, surpreendeu o mundo crescendo vendas e sinergia com sua co-irmã chinesa Geely, e apresentou o primeiro produto de nova marca de luxo performático, a Polestar.

Como - Cupê 2+2, o Polestar I desenvolve híbridos 592 cv e foca sobre alemão BMW I8 e norte-americano Tesla Model S, o elétrico queridinho do momento. Contra a maior promessa da Tesla, o Model 3 haverá o Polestar 2. Construção na China sobre plataforma modular Volvo.

Refinamento - A nobre fibra de carbono reduziu 230 kg em relação ao modelo Volvo S90, sócio na mesma plataforma. Muita eletrônica, Poderosos freios Akebono, com discos de 400 mm e pinças com seis pistões.

Outro nível - Apenas 500 unidades anuais. Sistema comercial corajoso lembra o do automóvel mais exclusivo, imbatível em refinamento construtivo, o mítico Bugatti Royale: não terá revendedores, e comprador especificará e personalizará o produto direto à fábrica. Leasing por dois ou três anos, sem entrada e juros contidos. A conservadores, 80 concessionários no mundo civilizado.

Novo tempo - Mudará imagem do carro chinês: refinado e caro: R$ 550 mil. Lá.

Esperado – Honda trará do Canadá o Civic Si. Conhecido por oferecer confiável performance, enzimatizada por nova plataforma e motor turbo. Cupê, motor 1.500 cm3, turbo com injeção direta, duplo comando de válvulas com abertura variável, 208 cv e 26,5 m.kgf de torque, 70% disponível a 2.300 rpm.

Fórmula – Aços mais leves, reduzem peso e aumentam resistência à torção,uma alegria a quem busca esportividade. Segundo semestre 2018. Sem preço.

Avanço – FCA – Fiat Chrysler Automobiles ajustou-se com a PUC Minas no primeiro Centro de Simulação de Dinâmica Veicular na América Latina. Fica no Campus da Universidade, em Belo Horizonte, o SIMCenter reúne o pico da tecnologia mundial para pesquisas em segurança de veículos, pessoas, vias.

Negócio – Para manter, conquistar e encantar clientes Mercedes-Benz dá outro passo sedimentando a campanha Mercedeiros de Verdade, atraindo usuários dos caminhões da marca. Aplica a crescente conectividade com motoristas, frotistas, gestores com um programa de fidelidade e recompensas.

Ocasião – Se tens recursos sem receio de expô-los, e gosta de automóveis performáticos e quase exclusivos, incorporadora BRG quer te dar um presente: um dos 14 exemplares do Aston Martin Vulcan cujo valor, por construção, performance e marketing, é de US$ 2,3 milhões – uns R$  7,3 M.

Presente – Automóvel competente em rendimento, 570 cv nascidos a 7.000 cm3 em motor V 12 e construção de materiais leves como fibra de carbono, é homologado para andar apenas em circuitos.

Condição - Para tê-lo em garagem próxima ao circuito de Homestead, a 55 km de Miami, basta apenas adquirir a cobertura triplex na Aston Martin Residences, projetada pela marca inglesa e a brasileira incorporadora G and G Business. Empreendimento visitável por agendamento em www.beyondrealtygroup.com.
Quanto ? Se perguntou não tens os US$ 50 M demandados...

Registro – Dia 20 marcou 90 anos do início de produção do Ford Modelo A, carinhosamente dito Fordinho ou Fordeco. Missão inglória, suceder o mítico Modelo T, responsável por dar rodas aos EUA, primeiro automóvel mundial.

Confusão – Desenvolvimento atropelado, não programado, consequência da cabeça dura de Henry Ford, insistindo nas limitações do T, em apavorante queda de vendas, ante as exigências do consumidor por rendimento.

Corrida – Entre parar o T e iniciar fazer o A, a grande fábrica do Rouge ficou fechada seis meses, muitos revendedores quebraram. A apresentação, às vésperas do Natal juntou congeladas filas nas vitrines dos revendedores.

Padrão – Foi das melhores máquinas construídas no século passado, confiável como o revólver Smith and Wesson, a máquina de datilografia Remington, o isqueiro Zippo. Fizeram-se entre o final de 1927 e 1931, mais de 4 milhões de unidades – o T superou os 15M. É o retrato do automóvel antigo no Brasil.

Novo Audi A8, pré autônomo

Audi Brasil iniciará importar ao início do ano o novo A8. Recém apresentado no Salão de Frankfurt e de vendas iniciadas na Europa, o maior dos sedãs da marca se assinala pela classificação de Nível 3 em informatização. Na prática é o sedã mais completo em semi-independência. Na escala aplicada à agregação de dotes o Nível 4 indica ser um Veículo Autônomo. A par de constituir-se no ultimo degrau pré autonomia, deve ser visto sob outros rótulos: bandeira tecnológica da marca; referência para a democratização destes itens ao restante da gama de produtos – e dos carros sob o controle da holding Volkswagen; sinal da evolução da Audi, de fabricante de veículos a empresa de mobilidade.

A ampliação da interconectividade muito amplia o conforto do uso. Há três grandes telas com comandos, maior delas digital, 31 cm, e duas outras para os passageiros do banco traseiro, e facilidades foram incorporadas, como a capacidade se ser programado para cumprir um destino, de oferecer informações sobre o que encontrar no caminho, sobre as vagas disponíveis para estacionamento antes da chegada, permitindo parquear autonomamente e, neste quesito outra evolução: nas vagas de ediíficos e torres de estacionamento é capaz de identificar o espaço a ser utilizado, manobrar para entrar e posteriormente sair por comando externo.

Mantém os sistemas já aplicados pela marca, capaz de seguir um fluxo à velocidade de deslocamento, frear ante a proximidade de obstáculos. De origem terá outras facilidades, entretanto operacionais apenas nas vias com boa sinalização a ser lida pelos sensores do A8.

Duas versões em carroceria, com a L indicando maior distância entre eixos, nitidamente um automóvel para chofer; disposição interna para 4 ou 5 lugares, confortos como temperatura de bancos e massagem para costas e pés; apurada vedação termo-acústica. Motores V6, com duplo comando de válvulas, injeção direta de gasolina, 3.000 cm3, projetados 310 cv, monumentais 600 Nm de torque, transmissão automática de 8 velocidades e tração nas quatro rodas.
Carroceria em alumínio e partes em fibra de carbono.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Tarcísio Dias em Mecânica Online

Suspensão totalmente ativa oferece flexibilidade personalizada

Nenhum outro item é tão exigido do veículo que roda no Brasil como a suspensão. É ela quem garante a estabilidade do carro e absorve os impactos do veículo com o solo, proporcionando um maior conforto para o motorista e os passageiros.

O sistema também se encarrega de manter as quatro rodas no chão e auxiliar no desempenho do automóvel. É muito importante que o motorista fique atento ao desempenho da suspensão de seu veículo e a mantenha com as suas devidas manutenções.

Ter cuidado com esta parte do carro é também uma preocupação essencial com a segurança de si próprio e dos passageiros do automóvel.

Por isso mesmo a indústria automotiva continua em constante evolução na busca por soluções ainda mais eficientes. Recentemente a Audi apresentou o novo sedã A8 e junto com ele a suspensão ativa, que tem como característica combinar conforto e condução suave, sem perder em esportividade.

Essa flexibilidade é possível graças à nova suspensão ativa baseada no sistema elétrico de 48 volts, usado pela primeira vez como sistema elétrico principal.

A nova suspensão do A8 é um sistema eletromecânico totalmente ativo, que conduz cada roda individualmente e se adapta às condições da estrada. Cada roda possui um motor elétrico alimentado pelo sistema elétrico principal de 48 volts.

Componentes adicionais incluem engrenagens, um tubo rotativo com barra de torção interna de titânio e uma alavanca que exerce uma força de até 1.100 Nm na suspensão por meio de uma haste de acoplamento.

Graças à câmera frontal, o sedã de luxo detecta imperfeições na estrada e ajusta preventivamente a suspensão ativa.

Mesmo antes do impacto, a função de visualização desenvolvida pela Audi transmite a localização da falha no asfalto aos atuadores e controla eletronicamente a suspensão.

Dessa forma, o componente reage precisamente no momento certo, eliminando completamente qualquer vibração ou solavanco.Esse processo complexo demora apenas alguns milissegundos, com a câmera provendo informações sobre as condições da superfície da estrada 18 vezes por segundo.

A plataforma de chassi eletrônico (ECP) processa os dados e controla com precisão todos os componentes da suspensão quase em tempo real.

Em conjunto com a suspensão a ar finamente ajustada para o A8, esse conceito inovador entrega uma experiência de condução totalmente nova nesse sentido. Independentemente do alto nível de conforto, o novo sedã de luxo trafega mais colado ao chão mesmo com um estilo de direção dinâmico.

A suspensão ativa influencia e minimiza os movimentos de rolagem da carroceria em curvas, frenagens e acelerações. O motorista pode dirigir dinamicamente enquanto mantém o veículo sob controle, sem sentir a traseira escapar.

A combinação inovadora de direção dinâmica dos eixos dianteiro e traseiro resolve o impasse entre agilidade e estabilidade: as características de condução são esportivas e diretas, enquanto asseguram um alto nível de estabilidade. O diâmetro de giro do A8 é menor que o de um A4.

Em conjunto com o sistema de segurança o Audi pre sense 360 graus, a suspensão ativa leva a segurança passiva a um novo nível.

O sistema usa os sensores conectados a uma central de controles de assistência ao motorista (zFAS) para detectar riscos de colisão em torno do veículo.

Na iminência de um impacto lateral a mais de 25 km/h, os atuadores da suspensão levantam a carroceria no lado exposto em até 80 milímetros em meio segundo.
Como resultado, o impacto é direcionado às áreas mais fortes do sedã, como molduras laterais e estrutura do assoalho. Desse modo a carga nos ocupantes pode ser reduzida em até 50% se comparada a uma batida em que a carroceria não é elevada.

BOX
Sistema elétrico principal de 48 volts alimenta a suspensão eletromecânica;
Levantando a carroceria durante um impacto lateral melhora a segurança passiva.


Em resumo temos um completo pacote de inovações no novo Audi A8, onde a suspensão explora os limites do que é fisicamente possível. Uma das inovações é a condução dinâmica de todas as rodas, que combina condução direta e condução esportiva com uma robusta estabilidade.

A razão de direção das rodas frontais varia em função da velocidade; as rodas traseiras são giradas na direção ou no sentido contrário da condução dependendo da faixa de velocidade.
O manuseio do carro se torna ainda mais dinâmico e preciso com o diferencial esportivo. Ele distribui ativamente o torque de tração entre as rodas traseiras, complementando a tração permanente nas 4 rodas quattro que agora é padrão no novo A8.

A segunda nova tecnologia, a suspensão ativa Audi AI, é um sistema de suspensão completamente ativa. Dependendo da vontade do motorista e da situação da condução, é capaz de elevar ou rebaixar cada roda separadamente com atuadores elétricos.

Esta flexibilidade confere ampla liberdade às características da condução – variando do conforto de um percurso suave em um sedã clássico luxuoso ao dinamismo de um carro esportivo. Em combinação com os sensores de 360°, o carro será elevado à velocidade da luz rápida se houver uma iminente colisão lateral, reduzindo as potenciais consequências de um acidente para todos os ocupantes.

Esse sistema de suspensão altamente inovador obtém a energia de que necessita de um sistema elétrico de 48 volts. A Audi agora o instala pela primeira vez como o sistema elétrico primário em todas as versões do modelo A8. Juntamente com a avançada suspensão pneumática do A8, o inovador conceito de suspensão proporciona uma experiência de condução radicalmente nova.

Tarcisio Dias é profissional e técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecânico com habilitação em Mecatrônica e Radialista, desenvolve o site Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) que apresenta o único centro de treinamento online sobre mecânica na internet (www.cursosmecanicaonline.com.br), uma oportunidade para entender como as novas tecnologias são úteis para os automóveis cada vez mais eficientes.


Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês.

Audi no IAA 2017: condução autônoma em três passos

O progresso em três níveis: a Audi apresenta a sua estratégia de condução autônoma no IAA 2017. O novo Audi A8 incorpora a condução automatizada condicional no nível 3 como item de série. Dois carros-conceito também vão demonstrar a visão da Audi para os níveis 4 e 5, oferecendo um insight das futuras tecnologias Audi AI. Outros modelos de série - de esportivos a ultra eficientes - completam a presença da marca no evento.

Condução automatizada condicional no nível 3 como item de série: o novo Audi A8

É o primeiro carro de produção em série do mundo a ser projetado para condução automatizada condicional no nível 3, conforme os padrões internacionais. Nas rodovias e estradas com várias pistas que tenham uma barreira física que separe os dois sentidos do tráfego, o Audi AI traffic jam pilot assume a tarefa de condução em tráfego lento de até 60 km/h. O sistema opera partindo de uma posição com o carro parado, acelerando, dirigindo e freando. Se o motorista tiver ativado o piloto de congestionamento no botão AI no console central, ele pode tirar o pé do acelerador e as mãos do volante por períodos mais longos. Ao contrário do nível 2, não há necessidade de monitoramento permanentemente do carro por parte do motorista e, conforme as atuais regulamentações nacionais, ele pode executar outras atividades apoiadas pelo sistema de infotainment de bordo. No entanto, deverá permanecer alerta e capaz de assumir a tarefa de dirigir quando o sistema assim o solicitar.

O Audi AI traffic jam pilot é baseado em duas tecnologias que a marca é a pioneira a incorporar como de série: a unidade de comando do sistema central de assistência do veículo (zFAS), que gera uma imagem dos ambientes durante a condução por fusão dos dados do sensor. Ao mesmo tempo, ocorre uma segunda fusão de dados na unidade de controle do radar. Enquanto isso, o scanner a laser, a segunda inovação, fornece informações detalhadas sobre veículos que entram na estrada e nas estruturas periféricas da estrada, por exemplo.

A introdução do Audi AI requer clareza quanto aos parâmetros legais de cada país, assim como adaptação e testes específicos do sistema. Além disso, devem ser observados os diferentes procedimentos de homologação em todo o mundo, assim como os seus prazos. Por estas razões, a Audi iniciará de forma incremental a produção em série da tecnologia no novo A8, dependendo da situação jurídica no país em questão.

Altamente automatizado no nível 4: o carro-conceito com nova tecnologia
Este estudo da Audi é um coupé SUV com 4,90 metros de comprimento. Com base no carro-conceito Audi e-tron Sportback, adota as linhas dinâmicas do carro, assim como a tecnologia de iluminação progressiva, o interior funcionalmente elegante e a transmissão quattro elétrica com três motores elétricos e uma potência de pico combinada de 370 kW.

Um novo destaque são as tecnologias inteligentes que reduzem a carga do motorista e abrem muitas oportunidades para passar o tempo no carro. Estes sistemas são resumidos sob o termo Audi AI e, em muitos casos, utilizam estratégias do campo da inteligência artificial e da aprendizagem de máquina. São perfeitamente conectados em rede com a nuvem e com outros veículos (car-to-X) - dando-lhes a capacidade de aprender e pensar de forma proativa e empática. Graças a esses sistemas, o motorista ganha mais tempo, segurança, eficiência e personalização. Para a condução altamente automatizada no nível 4, o coupé SUV usa um zFAS de última geração. Ele fornece informações para o piloto rodoviário, que pode assumir a tarefa de condução a velocidades de até 130 km/h e trocar automaticamente de pistas.

O autônomo a caminho do futuro: o carro-conceito é conduzido no nível 5

O segundo carro-conceito da Audi para o IAA é o futuro em condução autônoma. Oferece aos seus ocupantes liberdades inteiramente novas, nas quais já não precisam se concentrar no tráfego rodoviário. Os passageiros podem usar o tempo livre em algo diferente da condução. Para este fim, o show-car combina muitos novos recursos de conectividade, comunicação e operação, o que torna as viagens extremamente confortáveis. Graças ao Audi AI, esses sistemas são inteligentes e avançados.

O novo carro-conceito da montadora é projetado principalmente para viagens longas. É movido por quatro motores elétricos. Está situado no segmento D, o nível superior dos automóveis, e tem uma autonomia de 700 a 800 quilômetros. O design interno e exterior do modelo em tamanho real é espetacular e inovador. Oferece novas possibilidades que um carro totalmente elétrico e autodirigido abre para os designers.

Outras novidades e atividades: eficiente, desportivo e conectado.
Com o A4 Avant g-tron e o A5 Sportback g-tron, a Audi faz uma oferta atraente de mobilidade econômica e, ao mesmo tempo, com menos impactos ambientais. O motor 2.0 TFSI oferece torque de 125 kW e 270 Nm e, equipado com a transmissão S tronic de sete velocidades, consome apenas 3,8 kg de gás natural por 100 km no Ciclo NEDC. Isso equivale a emissões de CO2 de 102 gramas por quilômetro. A autonomia total é de 950 quilômetros e até 500 quilômetros no modo de gás. A frota de g-tron é especialmente amigável ecologicamente no modo Audi e-gas. Até o final de maio de 2018, a marca vai oferecer o gás eletrônico como item de série, ou seja, sem custo extra. Na comparação direta, o Audi e-gas reduz as emissões de CO2 em 80%.

A Audi Sport GmbH celebrará duas estreias mundiais como parte da IAA 2017. A quarta geração do Avant de alto desempenho é outro capítulo impressionante da história de sucesso do primeiro modelo RS, o RS 2 Avant. A subsidiária da Audi também apresentará pela primeira vez um modelo especial limitado com tração traseira.


A Audi e a HERE Technologies estão criando ligações mais estreitas. No novo A8, a montadora já utiliza vários serviços e novas tecnologias da HERE, uma das principais empresas de software para mapas de navegação digital e serviços baseados em localização. A própria Audi tem uma participação na HERE, com as duas empresas procurando trabalhar ainda mais próximas no futuro. Apresentarão em conjunto os seus produtos no New Mobility World, que faz parte da IAA.