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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí



José Roberto NASSER

Seu espaço não terá substituto!

Que Deus o receba com a alegria que você sempre passou aos amigos.

Adeus amigo

Roberto Costa
























                                                                                                           FIM

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí



Coluna 4418  02.11.2018 edita@rnasser.com.br

Melhor visual, mais conteúdo, o Honda HR-V 2019

Honda estava em confortável posição em volume de vendas e lucros quando dedicou-se a criar mudanças e caracterizar a modelia 2019 para seu modelo HR-V. O produto é muito lucrativo e é o mais vendido da Honda, o que por si só responde à primeira questão para traçar as mudanças: o cliente está gostando?  Resposta positiva, minimizar intervenções.


A iniciativa da Honda foi interpretar as pesquisas sobre o produto, e o resultado é uma separação de versões por itens de decoração e confortos. Mecanicamente manteve-o com o pacote de boa formulação, equipamentos e acessórios, deixando para a versão de topo, a EXL a maior reunião de itens – e o maior aumento de preços relativamente à versão intermediária, a EX:  custa R$ 9.800 a mais. Na ponta da caneta preenchendo o cheque, valor não negociado, R$ 108.500.

Há mudanças externas para marcar a nova safra, coisas incorporadas, sem custos maiores, como a grade visualmente mais impactante, o logotipo em posição mais horizontal, novos para choques, novos faróis – lâmpada em LEDs apenas para a função rodagem, e função projetor no farol baixo ampliando a iluminação. Mudou o para choques. Mecanicamente acabou a opção – por falta de demanda – da transmissão mecânica. Na modelia 2019 haverá apenas o câmbio CVT, de polias variáveis, simulando seis velocidades. Motorização 1,8 litro, 139 cv com gasálcool e 140 com álcool. A suspensão foi revista – a Honda pegou-a-mão quando desenvolveu localmente construiu a aplicada no WR-V. Registro importante, o WR-V foi desenvolvido no Brasil e o projeto será bisado em mercados de piso ruim. Rolar mais confortável, e aplicou mais ativo revestimento termo acústico.

Internamente alterou painel, bancos, e no caminho aparentemente irreversível doa automóveis em deixar pouco a pouco sua função para se transformar em SmartPhone com rodas, a versão de preço mais elevado implementou a conectividade com Apple CarPlay e Android Auto em tela de 17,5 cm operada como se fosse um IPod.

Em suma atende finamente às demandas de sua clientela.

Ganz Superior, pai do Fusca, vai para Museu

(com informações de Daniel Strohl, in Hemmings Motor News)


História explica, o primeiro carro do povo, o Volkswagen, não foi o modelo feito pela fábrica utilizando seu rótulo, em 21 milhões de unidades, e esteve em produção por décadas. Válidos informações e dados concretos, primazia é do Ganz Superior, de 1933, contendo todos os conceitos construtivos. Na prática o Fusca é apenas desenvolvimento posterior, dos sedimentos da base, defendidos, anos a fio por seu autor, o húngaro Joseph Ganz, formado engenheiro na Alemanha.

Tinha o conceito de carro barato não é carro comum simplificado, e começou a desenvolve-lo instigando construtores a tomar tal caminho, buscando motorizar a primeira faixa da população. Construção simples, motor de baixa cilindrada e peso, agregado ao câmbio e aplicados à traseira. O problema da inviabilidade de seu produto foi por conta de monumental panca politico-institucional, entre a ascensão de Hitler na Alemanha e o fato de Ganz ser judeu. A exigência do ditador austríaco gerindo a Alemanha em ter um carro popularesco teria encontrado a fórmula com o Standard Superior, mas o fato de ser judeu num governo pregando a superioridade (sic) da raça ariana, inviabilizou a adoção de marca e tipo. E abriu caminho à solução política: encontrar um não-judeu para projetá-lo, sendo eleito o professor Porsche, também austríaco. Deu no que deu. O carro do povo, por Porsche, enterrou a história de Ganz. Quem quiser saber mais, há livro em português, o nosso idioma secreto: A verdadeira história do Fusca. No universal ingles The Extraordinary Life of Josef Ganz: The Jewish Engineer Behind Hitler’s Volkswagen. Infos também em JosephGanz.org.

Vaquinha
O carro de Ganz, produzido em pequena quantidade com protótipos construídos em Ardie & Adler. Após convenceu a fábrica de motos Superior a dar passo coerente com sua razão social, evoluindo para a produção de carros para o povo, iniciando produzir seu projeto. Projetando o futuro dos judeus durante o governo Hitler, Ganz mudou-se para a Suíça continuando restrita produção denominada Mark II. No total, entre 1933 e 1935, balizas da produção, projetados e máximos 400 Standard Superior foram produzidos e 5 conhecidos sobreviventes.

Holandês Paul Schilperoord entusiasmou-se com a história ao conhecê-la, junto com um Mark II no Lowman Museum, em seu país. Escreveu o livro acima citado, traduzido mundialmente, e acabou por encontrar o suíço Lorenz Schmid, sobrinho bisneto de Ganz. Juntos iniciaram levantar o parque remanescente da marca, contado numa das mãos: o protótipo construído para Adler; dois Superior MK II. Na antiga Alemanha Oriental encontraram um chassi deste modelo; um chassi rolante do MK I, completo, incluindo o trem de força original, porém vestido com carroceria mista de Trabant P50 – proposta da Auto Union para o mesmo público.

Compraram-no e montaram projeto de croudfunding, uma vaquinha para viabilizar a empreita e torná-lo à originalidade. Projetaram captar 45.000 Euros, mas conseguiram apenas 30.000E, tocaram adiante, dedicando um ano de esforços plenos. Nestes, instigaram a Mobero, empresa na Romenia, a topar o desafio: recuperar a mecânica, removendo atualizações, como o sistema de ignição; refazer carroceria e chassi, com vigas em madeira revestidas em couro…

Após apresentação irá para Louwan, pequeno museu na Holanda, para alinhar-se com dois outros exemplares.

Roda-a-Roda
Alfa – Autoridade alfista na FCA disse-me, continuam estudos para implantar a marca Alfa Romeo no Brasil. Não definiu prazo para iniciar operação, preocupante falta de horizonte. Hoje os Alfisti, os fãs da marca, já enxergam a juventude distantemente. Se demorar, próximos clientes perguntarão se Alfa é marca de celular …

Surpresa – Fechamento do mês no mercado argentino deve indicar surpresa, como a Toyota sendo a marca mais vendida. No global, mercado encolheu 38,6% relativamente a outubro de 2017. Apenas Toyota e Jeep cresceram 3,5% e 23%. Demais, VW, GM, VW e Peugeot caíram entre 47 e 50%.

Mercosul – Pelo percentual de entrelaçamento das atividades industriais com veículos no Brasil e na Argentina no âmbito do Mercosul, não dá para valentias fora de cenário como a bravateada pelo futuro czar da economia, Paulo Guedes.

Que tal ? – Sem produto novo Fiat levará ao Salão Internacional do Automóvel, próxima semana, um conceito. Sugere ser pronta versão do picape Toro transformado em SUV, mas linhas e propósitos, escolha de materiais, como tintas especiais, devem permear para os próximos produtos a partir de 2020.

E ? – Coisas do momento: quem não tem novidade em produto, caça com conceito…

Petmóvel – Proprietários de veículos no mercado nacional de automóveis possuem 70 milhões de animais de estimação, liderados por cães e gatos. Nissan resolveu apresentar-se aos proprietários, e o faz por versão de seu crossover Kicks for Pets. Nele apresenta acessórios para facilitar o convívio entre o animal e seu meio ambiente, incluindo rampa de acesso.

Turbo – Primeira e última, Fiat voltará a utilizar motores turbo em sua linha. Foi pioneira com o Uno, anos após aplicou-o na versão T-Jet do Linea, e abandonou tai engenho fixando-se apenas nos aspirados. Voltará com 1,0 e 1,3 turbo, hoje opcionais para o Renegade na Itália.

Atrás – Apenas em 2020. Empresa investirá R$ 14B no Brasil e na Argentina, mercados rentáveis, para renovação de fábricas e produtos, dentre estes três novos SUV; um picape intermediário entre Strada e Toro. Jeep ampliará linha: um mini Jeep e outro, maior, com três fileiras de bancos e sete lugares.

Veiculação – Linhares, ES, continua com esforços para ter atividade ligada a veículos. Acaba de convencer a Randon, fábrica de implementos de transportes, a instalar centro de distribuição de peças. Assistirá os revendedores da marca no estado, Centro Oeste, Norte. Antes operação era centrava o Rio Grande do Sul.

Insistência – Cidade tenta há tempos sediar uma operação com veículos. A coreana Ssang-yong anunciou instalar-se em 2011 e quatro anos após, foi-se, em branco. Recentemente a D2D proclamou-se como futura fábrica de esportivos – uns buggies enfeitados – e alardeia, sem concretude, lá instalar-se.

Positivo – Mercado de caminhões saiu da morosidade, da quebra de vendas e ociosidade, e começa a reagir. Para aproveitar, VW Caminhões e Ônibus abrirá segundo turno parcial e contratará 350 colaboradores em Rezende, RJ.

Caminho – Para reduzir consumo, emissões, melhorar rendimento, fábrica de implementos de transporte construiu carreta para containers. Empregou aço de alta resistência Strenx, da sueca SSAB. Reduziu 10%, 600 kg no peso da carreta, e consumo de 80 litros de diesel a cada 10 mil km.

Pulo – Cartórios e Notários fazem força para empurrar projeto no Senado para multiplicar preços de serviços: reconhecimento de firma saltará de R$ 3,90 para R$ 33,03. Procuração para vender veículos, de R$ 38,35 para R$ 305,88.
Negócio está dividido. De um lado, eles, os Notários. Do outro, nós, os otários.
Fim de governo e legislatura, vale tudo. Escreva ao seu senador pedindo-lhe negar apoio.

Direção – Nova direção da Adefa, associação dos fabricantes de veículos na Argentina, cancelou o Salón del Automóvil marcado para junho. Alegação, custos e crise tendendo a piorar.

Falta de tato - O governo Macri não gostou da falta de parceria, mau indicador de pouca saúde econômica no país e, para reverter. Acena com outro espaço para quem quiser realizar e participar, o Tecnópolis.
Preço muito menor e sem comprometimento com organizador.

Todos – Decisão judicial tornará mais difícil a vida de museus, colecionadores, restauradores na Europa. Carros encostados, sem uso, devem ter seguro. Caso teve origem em Portugal. Proprietária idosa, doente, encostou seu gasto BMW em chácara rural. Filho resolveu usá-lo e em acidente, morreu e matou duas pessoas.

Reverso – O Fundo de Garantia Automóvel, o seguro obrigatório de Portugal, pagou as indenizações legais e processou neta e herdeira da proprietária, e esta alegou estar o carro fora de uso e de via pública.

Dura lex - Mas a Suprema Corte portuguesa entendeu que carros, quaisquer, representam risco inerente, decidindo que todos, até a baixa legal, devem ter seguro. A Corte de Justiça Europeia, padronizando a jurisprudência, acatou a decisão.

Gente – William Lee, ex-presidente da Hyundai na América Latina, promovido. OOOO Idêntica função na unidade norte-americana. OOOO Titular deixou o cargo sem avisar. OOOO João Ciacco, diretor da área de publicidade  na FCA, acúmulo. OOOO Presidente da Casa de Cultura Fiat, braço institucional da empresa, com marcante atividade em Belo Horizonte. OOOO Cargo deve ser cortado. OOOO

Modelo 2019 dá liderança tecnológica ao Jeep Compass.

Fazer-se líder é difícil. Manter-se, muito mais. Ante tal verdade a Jeep aplicou-se a retocar o Compass, líder do setor e mais vendido da marca desde o seu surgimento há 12 meses. Foco foi agregar pequenas mudanças na distinta aparência, disponibilizando três novos tipos de rodas; novas cores; melhorar o conforto de uso com adição do recurso de estacionamento assistido, o Park Assist, e ampliar o índice de tecnologias semi autônomas. O Compass lidera neste tipo de conteúdo. Argumento final de convencimento a levá-lo para sua garagem, reduziu preços.

Mantém a estrutura mecânica, com opções de motor 2,0 Flex, 166 cv quando abastecido com etanol, câmbio automático de 6 velocidades, e 2,0 diesel, 170 cv, câmbio automático de 9 marchas e tração nas 4 rodas.

Deu trato geral em todas as versões. Sport Flex, de entrada, tem maçanetas e capas dos retrovisores na cor da carroceria, passando a utilizar rodas leves em aro de 17”. Nas seguintes, Longitude Flex e Diesel, tela colorida com 17,5 cm no quadro de instrumentos, retrovisores externos com rebatimento elétrico, e rodas em aro de 18”.

Ampliando o conforto de uso, nestas há o Park Assist semi autônomo sistema para estacionar; partida remota – permite ligar carro e ar condicionado para reduzir a temperatura da cabine -, rodas em aro 19”.

Lidera os rankings de vendas e o de agregação de tecnologia. Modelos 2019 contam com controle adaptativo de velocidade; alerta de colisão com frenagem automática; monitoramento de mudança de faixa com correção ativa, integrando pacote Hig Tech, bancos elétricos dianteiros acionados eletricamente, som Premium Beats e tampa traseira com abertura e fechamento elétricos nas versões Limited e Trailhawk. Sensível redução de preços: o pacote custava R$ 15.650, está sendo vendido a R$ 8.700.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


 

Coluna 4318 -26.10.2018 edita@rnasser.com.br

Versões, importações, e um chinês, parte dos planos da Ford

Se você estiver no Salão Internacional do Automóvel – S. Paulo, 8 a 18.novembro, e for convidado a votar numa pesquisa no estande da Ford, exerça seu direito. Farei o mesmo. Se der resultado positivo, serão grandes as chances de a empresa no Brasil importar – ou construir o utilitário esportivo da foto acima, o Territory.

Olhando bem, não é um Ford, mas projeto de seu sócio chinês JMC – Jiangling Motors. Entretanto as linhas e proporções sugerem, para fazê-lo deram uma boa olhada no EcoSport II. O automóvel traz inequívoca certeza: quando a Ford nadava de braçada nos volumosos lucros deixados pelo Eco 1ª geração, deveria tê-lo crescido – pelo menos para o mercado brasileiro. O Eco II foi projetado para ser carro mundial e em mercado como o dos USA, onde Ford tem o Escape, um Eco maior em um palmo na distância entre eixos. Houvesse aumentado seu porte, venderia melhor no segmento.

É bem conformado, cuidado externa e internamente. À venda na China como JMC, mas o exemplar apresentado à imprensa brasileira numa prévia de sua presença no Salão, é protótipo da, digamos, Fordização. Porta os códigos de estilo, a composição entre grade e faróis frontais, e motor da marca, L3, tri cilíndrico 1,5 EcoBoost, a maneira besta da empresa chamar os turbos.

Se pesquisas e clínicas vitoriarem, Territory em versão final poderá estar no mercado sul americano. Importado ou instalado em algum espaço industrial, item sobrante na Ford, uma empresa em estado de dúvida.

Recém declarou encerrar a produção do Focus na Argentina, e tomará decisões sérias quanto à produção no Brasil: ou desmobilizando a fábrica em São Bernardo do Campo, SP, a remanescente e pioneira instalação industrial abrindo vocação e transformando o município, encerrando a produção do caminhão Cargo e movendo o Fiesta para a fábrica de Camaçari, BA, agora com incentivos elevados até 2025.
Mais
Para dar uma espécie de Sossega, Madalena – frear dúvidas, botar ordem no mercado – quanto às dúvidas e o futuro de seus produtos, empresa repetiu a Chrysler ao seu surgir, em 1924. Produto revolucionário a exibir, o Salão de Nova Iorque negou-lhe espaço – ele ainda não tinha a marca. Daí, expôs no Commodore Hotel, onde se hospedavam os banqueiros financiadores da operação automobilística e o entorno do mercado. Viabilizou a companhia. No caso da Ford, a exposição pré Salão ocorreu no Palácio dos Tangarás, hotel da moda em S Paulo. 

Festa cara: serviço de recepção impecável, hotel da moda, jantar estrelado, exposição de informações e produtos. Afastou as nuvens negras quanto ao futuro do Ranger, garantindo duas novas versões, e atualização estética. Exibiu o Eco sem estepe – usa pneus Michelin capazes de andar vazios -, opção, como a Coluna contou aos 05.setembro.  E levou um Ka sedã chamado guerreiro urbano, urban warrior – onde estes fordistas tem a cabeça com estes nomes distantes? Características? Decoração e maior altura do solo. Terá, igualmente, outro utilitário esportivo,  o Edge ST, agradável canadense preferido por senhoras, de má lembrança por sua usuária mais famosa, a cassada e não eleita Dilma Roussef. 

Preço será definido a partir do interesse aferido no Salão Exibiu seu comportamento: não investir, daí importar, combinar produtos com a Volkswagen e a indiana Mahindra, criar versões. Carro novo, como disse o presidente Lylle Watters, somente se der lucro. Assim, podendo, vote. O Territory será um refresco para fãs e revendedores da marca na América do Sul. Os sete centímetros mais em distância entre eixos de 2,73m, ante o Compass, rentável líder de mercado – palavras de música para a Ford, podem torna-lo bem aceito.

Arrizo 5, um novo chilista
Caoa Chery, sociedade braso-chinesa para construir veículos em Jacareí, SP, apresentou próximo produto, o Arrizo 5. Já havia sido mostrado pela Chery, quando sob comando chinês. Constantemente adiado e inviabilizado pelas rusgas com o sindicato local dos metalúrgicos, entrará em fabricação aparentemente depois de um cachimbo da paz e/ou argumentos sensibilizantes.

Algumas características importantes, como o motor L4, 1,5 turbo, flex, 150 cv, câmbio CVT simulando 7 velocidades e, imponentes 2,65m como distância entre eixos – mesma do VW Virtus – medida de bom espaço interno. Contra o produto, a ser vendido pós Salão do Automóvel, em novembro, torque de 19,5 mkgf, inferior ao oferecido por outro famoso turbo, o TS1,4 TSI da Volkswagen, com 24,5; porta malas restrito, não combinando com a morfologia de sedã. São reduzidos 430 litros de capacidade, igual ao do hatch Toyota Prius.

Quanto a preços, o chinês fabricado em terra paulista, está mais para os produtos locais, em versões RX e RTX, acreditando-se nesta, superior, sua etiqueta marque R$ 80 mil. Mais paulista que chinês.

Mais incentivos no Rota 2030
Quase no fim do prazo legal, a Medida Provisória 843/2018 foi aprovada pela Comissão Mista na Câmara dos Deputados. Dita regras para o setor automobilístico até 2030. É o multi citado Rota 2030.

Quase todo o combinado foi mantido, com exigências de investimento em tecnologia voltada a consumo e emissões, e a regra de abatimento de impostos sobre Imposto de Renda e Contribuição sobre Lucro Líquido. Industriais queriam escapar de tal enquadramento, pois dela só usufruem empresas  com lucros.

Maior novidade, entretanto, foi a extensão dos incentivos regionais até 31.dez.2025 – encerrar-se-iam em 2020. Proposta pelo deputado Armando Monteiro, ex-presidente da CNI, como prorrogação dos incentivos às empresas sediadas no Nordeste, acabou esticada até Goiás. Isto veste perfeitamente FCA, Ford, CAOA, Mitsubishi. 
Polêmica
Matéria há que ser votada até 16.nov por Câmara e Senado para ter vigor a partir de 01.jan próximo ano, por um Congresso em fim de mandato. Há curiosidades no reinventar o prêmio já concedido para implantar indústrias em locais carentes de desenvolvimento – se os incentivos já cumpriram sua missão, para que dobrar seu vigor ? Outra questão é, como fica para os executivos de alguns fabricantes, condenados na Operação Zelotes, por contratar o filho do presidentário Lula como especialista, para obter as mesmas vantagens, agora concedidas com o manto parlamentar ? Curiosidade idêntica, inexplicável, foi a inclusão dos setores moveleiro, varejista de calçados e artigos de viagem na desoneração da folha de pagamentos; assegurou aos triciclos e quadriciclos igualdade de tratamento tributário igual ao das motocicletas; e do Novo Refis incluindo todas as empresas brasileiras. Fim de governo é para alarmar contribuintes.

Gentileza nipônica
Há dias, como a Coluna noticiou a seus bem informados leitores, argentinos fabricantes de veículos filiados à Adefa, a associação de classe, romperam a regra de sucessão e, em vez de passar a presidência à Toyota, deram um crossover e deram-na à Volkswagen.

Surpresa geral pelo procedimento e pelo fato de a empresa japonesa não ter se manifestado. Mas cobrada por revendedores, consumidores, e crê-se, instigada pelo governo argentino, pronunciou-se a restritos públicos.

Toyota e seus colegas de turma discrepam em alguns pontos. Ano passado todas, com o escudo corporativo da entidade, foram ao governo pedir adiamento no uso do ESP, importante adjutório eletrônico para aumentar segurança de usuários, reduzir perdas e danos. Um auto estabilizador para veículos. Contra o bom senso, Governo dilatou o prazo, mas a Toyota contrariou o decidido e avisou oficialmente estar fora da prorrogação, incluindo-o em todos os seus produtos. E ao contrário dos outros fabricantes, apesar de ser a operação industrial mais nova na Argentina, amplia produção, turnos e postos de trabalho, mercados e volumes de exportação, além de não ir lamuriar-se das condições do mercado na Casa Rosada – a sede do governo argentino.

Sítio Autoblog recebeu o comunicado, aqui reproduzido. É peça de gentileza nipônica, e não se pode lê-la sem vir à mente a imagem de um Samurai tendo numa das mãos, o fute, pincel manejado com delicadeza para transformar escrita em arte da caligrafia, e na outra, a katana, a espada dos guerreiros, hábil ferramenta letal para defender gentes, verdades, o país. É uma aula de relações públicas, tranquilo e altaneiro como um porrete de ipê.
A nota
“Toyota tem uma filosofia de fazer negócios diferente da maioria das automotrizes na Argentina. Por esta razão entendemos que não somos os mais indicados para representar os interesses de sua maioria. Manteremos nosso foco em nossa estratégia de longo prazo, concentrada em: incremento da produção e regionalização de componentes; aumento das exportações e busca de novos mercados; criação de mais e melhores empregos de qualidade, oferecendo a melhor opção de produtos e serviços a nossos clientes e consumidores, gerando valor econômico, social e ambiental para o desenvolvimento sustentável do país ”.

Roda-a-Roda
Gás – Ford decidiu ampliar produção de seu modelo GT, superesportivo centrado em rendimento. Atividade quase artesanal, fará outras 1.350 unidades até 2022. Receberá pedidos a partir de 8 de novembro.

Mais – É a terceira leva do produto. A atual, de 1.000 GTs, iria até dezembro de 2020. Segundo empresa, a demanda surpreendeu, tendo sido seis vezes maior.

Símbolo – O GT, re recreation de modelo da companhia feito para acachapar a Ferrari nas provas de longa duração, surgiu na crise de 2008. Era aviso de vida em meio a período terrível. Agora, quando a empresa deixa de produzir automóveis, exceto Mustang, e planta dúvidas mundiais sobre sua saúde e futuro, extensão na produção do GT é institucional transfusão de sangue.

Atual – Modelo anterior utilizava motor V8, 5.0 com turbo compressor. Novo, os recentes EcoBoost V6, 3,5 litros, bi turbo, carroceria em fibra de carbono, e convincente velocidade final de 347 km/h. A fim ? www.FordGT.

De volta – Versão Way do Uno, boa ferramenta de trabalho com maior altura do solo, volta a ser vendido. Dois motores da família FireFly: 1,0 e 1,3; portam o básico do respeito ao consumidor tropical, ar condicionado, direção elétrica com sistema City – deixa-o mais leve para manobras. R$ 47 mil e R$ 52.690.

Negócio – Como anunciado Coluna passada, FCA vendeu poderosa divisão de autopeças, a Magneti Marelli – no Brasil, dentre outras marcas, detinha a Cofap.
6,2B Euros. Comprador, o fundo norte-americano de investimentos KKR através da Calsonic Kansei, japonesa também gigante de peças.

Visão – A FCA parece estar aberta a negócios, depois de trocar o foco em veículos pelo gosto em faturar. Empresa nunca fez tantos lucros como agora, em especial no mercado dos USA. Lá, aliás, mês passado superou a Ford em vendas.

99 ? 101 ? – Ford prepara comemorar 100 anos no Brasil em 2019. Conta não fecha. Se considerar o início da montagem, serão 101 anos, começando na Bahia, em 1918 por particular autorizado. Se o marco inicial foi operação da companhia com funcionários sob seu controle, importação de partes e montagem, isto ocorreu em 1920. Aí serão 99.

Agora – A fim de automóvel O Km? É a hora para comprar, pouco antes da mudança de modelia – carros há com mudanças apenas sutis. Se importado, descontos podem ser maiores pois os veículos ora vendidos foram comprados com dólar em valor inferior ao ora praticados, e fabricantes querem se entesourar para novas encomendas.

Realidade - Do jornalista Emilio Camanzi, 70, discutindo as transformações de mercado, produto, relações de consumo com colegas igualmente classificados como pós-garotões: Carro autônomo? Não dirigirei isto. E aos companheiros pensando na desnecessidade de conduzir um veículo auto comandado, explicou: Não vamos nos encontrar …

Ocasião – A fim de um bom e original Landau ? Comunhão Espírita de Brasília recebeu em doação e quer vende-lo para fazer fundo a suas atividades assistenciais. Placa Preta pelo Museu Nacional do Automóvel – inflexível no cumprimento da lei. Está nos classificados do Maxicar, sítio especializado em antigos, A fim? https://www.maxicar.com.br/classificados/landau-1982-p6083/
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Gente – Vinicius Romero, jornalista, carreira ascendente. OOOO Era segundo lugar na assessoria de imprensa da Anfavea, é novo Charlinhos. OOOO Aos do ramo indica seu novo CEP, no edifício da Audi, e a função de número um da área no organograma. OOOO Apelido se refere a Charles Marzanasco, assessor de imprensa da Audi desde o início de sua operação no país, tendo-a deixado ao início do ano. OOOO Na Audi Christian Marxten mantém-se gerente sênior na área. OOOO Recente fusão de marketing e comunicação em única diretoria trouxe mais velocidade e autonomia. OOOO