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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Gianluca Petecof dá novo passo na carreira e estreia na Fórmula Regional Europeia em Misano

O brasileiro Gianluca Petecof representa a Shell em mais uma temporada no automobilismo internacional a partir deste fim de semana, com a primeira rodada tripla da Fórmula Regional Europeia, no circuito italiano de Misano.

O piloto de 17 anos vai competir pela terceira temporada consecutiva pela equipe Prema Powerteam. Nos últimos dois anos, Gianluca correu na Fórmula 4, tendo sido o estreante do ano em 2018 e vice-campeão do Italiano em 2019. 

O chassis da Fórmula Regional Europeia é de Fórmula 3, produzido pela Tatuus, com motores Alfa Romeo de 270 cavalos e pneus Pirelli. Todas as equipes e pilotos utilizam o mesmo pacote técnico, o que aumenta a competitividade entre os participantes.

Apesar do atraso no começo do campeonato devido à pandemia de coronavírus, a categoria conseguiu manter o calendário com oito rodadas triplas, a primeira neste fim de semana em Misano e a última em dezembro, em Vallelunga, também na Itália.

Os eventos terão sempre um treino livre, duas classificações e três corridas. Cada prova terá 30 minutos de duração, mais uma volta, e o sistema de pontuação é o mesmo da Fórmula 1, com 25 pontos para o vencedor até um para o décimo colocado. 

O grid da corrida 1 é decidido pelas posições da primeira classificação. Já as posições de largada da corrida 2 serão decididas com o melhor tempo da segunda classificação. Por fim, o grid da corrida 3 será decidido com o segundo melhor tempo de cada piloto levando-se em conta as duas classificações.
Neste fim de semana, duas corridas serão disputadas no sábado e uma no domingo. O site oficial da categoria (f3regional.com/) transmite as três provas.

O que disse Gianluca Petecof:"Primeiro fim de semana de corrida do ano  chegando. É uma sensação de alívio poder voltar à pista e poder começar o nosso campeonato finalmente, depois de quase nove meses sem nenhuma competição. Misano é uma pista que gosto muito, fiz a pole e ganhei lá na Fórmula 4 no ano passado. É procurar repetir esses resultados na Fórmula Regional na primeira corrida na categoria,
depois de tantos treinos me sentindo confortável com o carro. Mas é passo a passo, é só a primeira etapa. O campeonato é longo, termina só em dezembro, tem muita corrida pela frente. O principal objetivo para o fim de semana é começar o campeonato de forma limpa, fazer pontos em todas as corridas. Se a vitória vier, será uma grande felicidade. Começar com chave de ouro é sempre especial. Ao contrário da Fórmula 4, não tem grid invertido, o que deixa a classificação ainda mais importante. Vamos com toda a força e energia, tendo a Shell comigo por mais um ano, e tenho o maior orgulho disso. Vamos lá, é hora de correr!"
Programação da etapa:
31 de julho (sexta-feira)
7h25 - Treino livre
13h - Classificação 1
13h25 - Classificação 21º de agosto (sábado)
8h40 - Corrida 1
14h55 - Corrida 
2 de agosto (domingo)
5h50 - Corrida 3

quarta-feira, 6 de março de 2019

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

F-1: REFLEXÕES DA CATALUNHA

Barcelona gera expectativas e cobranças para Melbourne

É fato consumado que apenas após as três primeiras etapas da temporada de F-1 pode-se ter uma ideia clara sobre as possibilidades de cada equipe durante o Campeonato Mundial de cada ano. Em 2019 serão os traçados de Melbourne (Austrália) Sakhir (Bahrain) e Shangai (China) que ajudarão a esclarecer tal cenário, mas as duas sessões de testes recém completados há poucos dias em Barcelona (Espanha), já permite enxergar formas dessa imagem que pouco a pouco serão cristalizadas. Analisar o resultado por equipes, quilometragem percorrida e a consistência de pilotos e equipes são indicativos que ajudam a acertar o foco de tal cenário.

É fato consumado que apenas após as três primeiras etapas da temporada de F-1 pode-se ter uma ideia clara sobre as possibilidades de cada equipe durante o Campeonato Mundial de cada ano. Em 2019 serão os traçados de Melbourne (Austrália) Sakhir (Bahrain) e Shangai (China) que ajudarão a esclarecer tal cenário, mas as duas sessões de testes recém completados há poucos dias em Barcelona (Espanha), já permite enxergar formas dessa imagem que pouco a pouco serão cristalizadas. Analisar o resultado por equipes, quilometragem percorrida e a consistência de pilotos e equipes são indicativos que ajudam a acertar o foco de tal cenário.

A Mercedes mostrou seu poderio ao conseguir a maior quilometragem das duas semanas de teste (1189), dedicar grande quantidade de horas para validar resultados indicados em simulações realizadas por computador e, segundo muitos, a utilizar duas propostas diferentes de chassis. Tanto Lewis Hamilton (2º, 1’16”224), quanto Valtteri Bottas (4o, 1’16”561) mostraram-se focados em trabalhar sem interesse direto em tempos absolutos, deixando esse objetivo apenas para o último dia de trabalho em cada semana. Prova disso disso é que o aproveitamento mediano de ambos ficou aquém de muitos rivais menos competitivos, respectivamente 8,63 e 8,25.

No resultado geral mais uma vez ficou patente que o inglês continua alguns décimos mais rápido que seu companheiro de equipe e tão rápido quanto o eterno rival Sebastian Vettel. De acordo com James Allison, diretor esportivo do time, na sexta-feira passada Hamilton e Bottas andaram com o carro na especificação mais próxima do que será usado em Melbourne, condição que consolida mais uma temporada de luta ferrenha com a Ferrari

Nessa classificação por consistência a surpresa foi o desempenho de Lando Norris (3,25) e Carlos Sainz Jr (4,50). Mais do que qualquer outra coisa, tais índices indicam que a McLaren fez um carro rápido e, tão importante quanto, finalmente conseguiu treinar bastante, ao contrário do que aconteceu no ano passado: o time de Woking foi o sexto no quesito quilometragem (873 voltas) e seus dois pilotos ficaram entre os 10 mais rápidos. Em outras palavras, deverão lutar para largar na primeira metade do grid, junto com a Renault, Toro Rosso e as já citadas Ferrari e Mercedes. Na quarta-feira da semana passada Sainz Jr foi o piloto mais rápido (1’17”144, o melhor tempo absoluto com pneus de composto C4); nesse dia ele e Robert Kubica (Williams) foram os únicos a chegar à marca de 130 voltas percorridas. Na quinta-feira Norris repetiu o desempenho de Sainz Jr e foi o mais rápido do dia (1’17”144), igualmente com o composto C4, o que corrobora o progresso da equipe. No cômputo geral o espanhol (1’16”913) foi mais rápido que o inglês (1’17”084)

A Renault igualmente progrediu tanto em quilometragem percorridas (961 voltas, terceiro melhor índice), e possibilitou a seus pilotos treinarem todos os dias, primazia só igualada pela Mercedes. Nico Hulkenberg (5o, 1’16”843) mostrou-se sistematicamente mais rápido que Daniel Ricciardo (12o, 1’17”114).  No quesito consistência de resultados, o alemão obteve 7,25 e o australiano 7,63.

“O principal objetivo desse teste era avaliar algumas peças a fundo; algumas saíram melhores que outras. Nico e Daniel repartiram essa carga de trabalho e o entrosamento fábrica-circuito foi produtivo. O desempenho do nosso motor correspondeu à nossa expectativa e o conceito do nosso carro mostrou-se bom. Temos uma boa base e estamos otimistas para manter esse ritmo de melhora.”

Grande surpresa dessas duas semanas foi o desempenho da Toro Rosso, mais consistente que o de sua irmã maior e mais poderosa, a Red Bull. A consistência de Alexander Albon (6o, 1’16”882) e de Daniil Kvyat (7o, 1’16”898) permitiu que a equipe de Faenza registrasse a quarta maior quilometragem e bons tempos com um piloto que retorna à categoria após um ano sem competir e outro que estreia na categoria. Filho de pai inglês e mãe tailandesa, Albon surpreendeu pelo ritmo constante e levou a melhor na comparação direta com Daniil Kvyat, piloto reconhecidamente rápido mas ainda marcado pela inconstância.

Como a Toro Rosso tem um bom histórico para desenvolver novos talentos, Alexander poderá ser a melhor novidade de 2019. Quanto ao casamento do chassi STR 14 com o motor Honda RA619H, tudo indica tratar-se de um conjunto equilibrado, resultado do uso de boa quantidade de soluções do chassi RB15 e do progresso obtido pelos japoneses.

Resultados de Barcelona
Posição/Número/Piloto/Equipe/Tempo/total de voltas/Pneu/Dia mais rápido
1) 5/ Sebastian Vettel / Ferrari / 1'16"221 / 534 / C5 /8
2) 44 / Lewis Hamilton / Mercedes / 1'16"224 /638 / C5 / 8
3) 16 / Charles Leclerc / Ferrari / 1'16"231 / 463 / C5 / 7
4) 77 / Valtteri Bottas/ Mercedes / 1'16"561/ 551 / C5 / 8
5) 27 / Nico Hülkenberg / Renault / 1'16"843 / 509 / C5 / 8
6) 23 / Alexander Albon / Toro Rosso / 1'16"882 / 489 / C5 / 7
7) 26/ Daniil Kvyat / Toro Rosso / 1'16"898 / 446 / C5 / 8
8) 55/ Carlos Sainz Jr. / McLaren / 1'16"913 / 473 / C5 / 8
9) 8 / Romain Grosjean / Haas / 1'17"076 / 407 / C5 / 8
10) 4 / Lando Norris / McLaren / 1'17"084 / 400 / C5 / 7
11) 10/ Pierre Gasly/ Red Bull / 1'17"091 / 439 / C5 / 7
12) 3/ Daniel Ricciardo / Renault / 1'17"114/ 452 / C5 / 8
13) 7 /Kimi Räikkönen / Alfa Romeo / 1'17"239 / 497 / C5 / 8
14) 18/ Lance Stroll / Racing Point1'17"556 / 336/ C5 / 7
15) 20/ Kevin Magnussen / Haas / 1'17"565 / 403 / C5 / 8
16) 99/ Antonio Giovinazzi / Alfa Romeo / 1'17"639 / 425 / C5 / 7
17) 33/ Max Verstappen / Red Bull / 1'17"709 / 394 / C3 / 8
18) 11/ Sergio Pérez / Racing Point/ 1'17"791 / 289 / C5 / 8
19) 63 / George Russell / Williams / 1'18"130 / 299/ C5 /7
20) 88/ Robert Kubica / Williams / 1'18"993 / 268 / C5 / 8
21) 51/ Pietro Fittipaldi / Haas / 1'19"249 / 61 / C4 / 3

Dias de treino:
1 – 19/2; 2 – 20/2; 3 – 21/2; 3 – 22/2 4 – 26/2;
5 – 26/2; 6 – 27/2; 7 – 29/2; 8 – 1/3

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Wagner Gonzalez em Conversa de pista


F-1: Barcelona em clima de definição
Começa hoje em Barcelona a segunda e última fase de testes para o início da temporada 2019 da F-1, a principal categoria do automobilismo mundial. O campeonato deste ano inicia dia 13 de março com o GP da Austrália nas ruas do Albert Park, em Melbourne, e marca a chegada de novos pneus, carros com novidades aerodinâmicas, pilotos em novos endereços, incluindo novatos e estreantes. Com tudo isso espera-se uma nova divisão de forças na luta pelas vitórias, ainda que Ferrari e Mercedes sigam como favoritas em consequência do maior poderio técnico-financeiro de ambas.

Como é de praxe, os testes pré-temporada ajudam a criar uma ideia do que deverá acontecer durante o ano, ideia que terá uma lapidação mais refinada no fim de semana de Melbourne. Partindo do que se viu na semana passada pode-se ter noções a serem consolidadas de hoje até sexta-feira e, caso isso se confirme, enxergar o que é mais provável para o grid do GP da Austrália.

Autor do melhor tempo da semana, Nico Hulkenberg mostrou que a Renault fez um bom trabalho de desenvolvimento na entressafra: os dois pilotos da equipe melhoraram seus tempos progressivamente durante os quatro dias de treinos. O alemão fechou a semana com a marca de 1’17”393, tempo registrado com o uso de pneus de composto C5, o mais macio e, portanto o mais aderente. Recém-chegado ao time francês, o australiano Daniel Ricciardo também treinou durante quatro dias e imitou seu companheiro de equipe ao registrar 1’17”785 na mesma sexta-feira e com o mesmo composto de pneus. A diferença de tempo ganha importância por Hulkenberg jamais ter conseguido um pódio na sua carreira e Ricciardo ter vencido sete GPs em seus tempos de Red Bull. Como a Renault não mostrou problemas de confiabilidade, o resultado de ambos é bastante auspicioso.

Surpreendente é o mínimo que se pode dizer do resultado de Alexander Albon na semana passada. Caso repita o segundo melhor tempo da semana passada – obtido com cerca de três décimos de vantagem sobre seu mais experiente companheiro de equipe, o russo Daniil Kvyat, terceiro mais rápido da semana -, o estreante anglo-tailandês embarcará para Melbourne envolto em grande pressão e curiosidade pois a equipe Toro Rosso não é tradicionalmente um time habituado a disputar as primeiras posições. O fato de usar mais peças desenvolvidas e fabricadas pela Red Bull – à qual é subordinada -,  certamente contribuiu para tal destaque, assim como o capô do motor Honda, mais avantajado e que melhorar a refrigeração do V6 japonês.

A equipe Sauber, agora rebatizada Alfa Romeo Racing, vive situação semelhante e não estranhe de ver a organização baseada em Hinwill, Suíça, ser referida como equipe B da Ferrari. As manobras políticas que levaram à confirmação de Charles Leclerc como companheiro de Sebastian Vettel em Maranello encaixaram o finlandês Kimi Räikkönen na escuderia onde estreou na F-1 quase duas décadas atrás e o “Homem de Gêlo” não decepcionou seus novos-velhos empregadores. O resultado do italiano Antonio Giovinazzi (décimo primeiro na semana passada) sugere a primeira divisão clara entre primeiro e segundo piloto da temporada.

Tal qual a Renault, a Mercedes também se organizou para fazer seus dois pilotos treinarem durante os quatro dias, dividindo o carro disponível na semana passada. Isso destacou a resistência do equipamento anglo-alemão e o equilíbrio entre Valtteri Bottas (6o, 1’17”857) e Lewis Hamilton (7o, 1’17”977); o finlandês registrou sua marca com os pneus mais macios e o inglês com um composto mais denso (C4). Talvez mais do que o desenvolvimento dos flechas de prata será interessante acompanhar o desempenho de Bottas, que ainda vive sob a sombra de ser substituído a cada final de temporada.

Curiosamente, tal qual ocorreu na Mercedes, a diferença entre os dois pilotos da Ferrari, Charles Leclerc e Sebastian Vettel, foi bem semelhante (0”120 no time alemão e 0”115 no time italiano) em favor do jovem monegasco, teoricamente também segundo piloto: 1’18”046 contra 1’18”161. O que a Ferrari deve confirmar é o rendimento do chassi SF90 com pneus macios - Leclerc e Vettel praticamente só andaram com o composto médio C3 -.  e a resistência do seu equipamento, aparentemente seu grande trunfo para 2019

Surpresa das surpresas, o espanhol Carlos Sainz Jr foi o segundo mais rápido no primeiro dia de testes, mas ao final da semana passada terminou em décimo segundo, duas posições atrás do estreante Lando Norris, inglês que conta com as graças da equipe, onde o brasileiro Gil De Ferran é o diretor esportivo. Sainz anda não demonstrou ser um piloto consistente, Norris foi derrotado por George Russel na F-2 em 2018 (onde era o grande favorito ao título) e a McLaren ainda luta para voltar ao lugar que os brasileiros a conhecem dos tempos de Emerson Fittipaldi e Ayrton Senna. Por tudo isso, seu desempenho até agora ainda está longe de ser um indicativo de suas chances. Ambos ainda não marcaram tempos com o composto C5, o que devem fazer esta semana.

Equipe pequena com ambições grandes, a Haas segue na toada norte-americana de apostar na continuidade e ao manter seus dois pilotos de 2017/8 é uma aposta de alto risco. O veloz e irregular Romain Grosjean e o rápido e arrojado Kevin Magnussen só andaram com pneus de composto C4, o que demonstra uma agenda de trabalho onde o acerto de classificação foi preterido por outro, mais focado em ritmo de corrida. O brasileiro Pietro Fittipaldi (19º, 1’19”249) testou por dois dias e deverá estar de plantão esta semana; o neto de Emerson poderá capitalizar essa oportunidade graças à sua capacidade, apoio da telefônica Claro e o apelo pela dupla cidadania norte-americana.

Terceira força da categoria há algumas temporadas, a Red Bull vive um período de adaptação à Honda, que entrou no lugar da Renault, parceiro de longa data e cuja relação com o time dos energéticos se desgastou marcadamente nos últimos anos. O francês Pierre Gasly (promovido da Toro Rosso para preencher a vaga criada com a partida de Daniel Ricciardo) e Max Verstappen deverão conseguir esta semana melhores resultados que o 15o e o 16otempos, respectivamente 1’18”780 (com pneus C3) e 1’18”787 (pneus C4). Tal qual o entrosamento com a Honda, a disputa entre Gasly e Verstappen será uma fonte considerável de notícias durante o ano.

A decadência econômica de Vijay Mallya refletiu-se no desenvolvimento do novo carro da Racing Point, nome adotado pelo consórcio liderado por Lawrence Stroll ao assumir o legado do indiano. Sem garantias que o time continuaria vivo muitos técnicos e engenheiros debandaram para outras equipes, como o engenheiro brasileiro Marcos Lameirão, que agora trabalha na Mercedes. As poucas voltas completadas por Lance Stroll (18º, 1’19”664, C2) e Sérgio Pérez (19o, 1’19”944) mostram claramente as consequências dessa mudança ainda não consolidada na prática.

Situação bem mais clara, e ainda mais decepcionante, vive a equipe Williams. Outrora um dos destinos mais cobiçados por pilotos ávidos por vitórias e títulos, o time fundado por Sir Frank Williams vive uma fase onde fica difícil esperar-se bons resultados. Na semana passada a equipe só colocou seu carro na pista em dois dos quatro dias de treino, o que explica o resultado pífio de George Russell (20o, 1’20”997) e Robert Kubica (21o, 1’21”542). O resultado da Williams na primeira metade da temporada determinará a permanência de Paddy Lowe na direção técnica do time há anos gerenciado por Claire Williams, a filha de Frank.
Pneus, carros e motores

A Pirelli, fornecedora oficial da categoria, adotou nova nomenclatura para definir seus compostos para pista seca. Por composto entende-se a borracha aplicada na banda de rodagem; dentre os cinco disponibilizados este ano o C1, é o que tem consiatência mais dura e privilegia durabilidade em favor da aderência, enquanto o C5, o mais macio, produz efeito contrário. Cada composto tem uma faixa específica de funcionamento, índice que determina o melhor aproveitamento desse equipamento. O aquecimento dos pneus é um item crítico para se obter o melhor desempenho e por isso as equipes usam cobertores térmicos para pré-aquecer esses elementos. Na expectativa de reduzir o risco de esfarelamento da banda de rodagem os pneus traseiros serão pré-aquecidos a 80o C, vinte graus a menos que os dianteiros, medida que equilibra o aquecimento dinâmico das unidades montadas nos dois eixos.

A principal mudança técnica deste ano são as dimensões das asas dianteira e traseira dos carros: As primeiras ocupam maior área, porém tem menos elementos e as últimas cresceram e estão mais altas. O objetivo disso foi criar mais facilidades de ultrapassagem, algo a ser comprovado. Os painéis longitudinais das asas traseiras receberão luzes de LED obrigatoriamente acionadas quando o carro estiver equipado com pneus de chuva. Os apêndices laterais, os chamados bardge boards, também foram reduzidos. A capacidade do tanque de combustível foi aumentada de 105 para 110 quilos: a quantidade extra possibilitaria, segundo a FIA (Federação Internacional do Automóvel), um recurso para manter um ritmo de corrida mais acentuado e facilitar a disputa de posições.

Na sequência de implementações visando a segurança dos pilotos, a obrigatoriedade de vestir luvas biométricas dá continuidade ao uso do Hans (suporte que restringe o movimento do pescoço em caso de choque) e do Halo (arco de segurança montado em torno da abertura do cockpits para prevenir que destroços atinjam o capacete do piloto). As novas luvas são equipadas com sensores que transmitem instantaneamente a pulsação e a quantidade de oxigênio no sangue do piloto. Essas informações facilitam o trabalho dos médicos no caso de acidentes.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

SAUBER E ALFA ROMEO CONTINUARÃO LUTANDO POR RESULTADOS AMBICIOSOS COMO ALFA ROMEO RACING


O Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2019 vai ver duas das marcas mais históricas do automobilismo - Sauber e Alfa Romeo - retornarem aos circuitos em todo o mundo com o campeão mundial de 2007, Kimi Räikkönen, e o jovem italiano Antonio Giovinazzi dirigindo para a Alfa Romeo Racing, equipe antes chamada de Alfa Romeo Sauber F1.

Apenas um ano depois de ter sido fundada, em 24 de junho de 1910, a Alfa Romeo fez sua estreia em competição oficial, já vencendo a primeira Corrida de Regularidade em Modena. Desde então, sua lenda esportiva foi se formando com uma série de vitórias e pódios em muitos campeonatos internacionais, incluindo a Fórmula 1. Em 2019, os carros da Alfa Romeo Racing ostentarão o emblema com o trevo de quatro folhas ("quadrifoglio", em italiano) que, desde 1923, identificou os modelos mais rápidos da Alfa Romeo.

A parceria de longo prazo entre a Sauber e Alfa Romeo foi iniciada em 2018. No ano passado, a equipe fez progressos contínuos e terminou o campeonato em 8º lugar. O prazo da colaboração foi ampliado, com a propriedade e a administração da Sauber permanecendo inalteradas e independentes. Como Alfa Romeo Racing, o objetivo continua sendo a conquista de resultados ambiciosos no auge do automobilismo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí



Coluna 4418  02.11.2018 edita@rnasser.com.br

Melhor visual, mais conteúdo, o Honda HR-V 2019

Honda estava em confortável posição em volume de vendas e lucros quando dedicou-se a criar mudanças e caracterizar a modelia 2019 para seu modelo HR-V. O produto é muito lucrativo e é o mais vendido da Honda, o que por si só responde à primeira questão para traçar as mudanças: o cliente está gostando?  Resposta positiva, minimizar intervenções.


A iniciativa da Honda foi interpretar as pesquisas sobre o produto, e o resultado é uma separação de versões por itens de decoração e confortos. Mecanicamente manteve-o com o pacote de boa formulação, equipamentos e acessórios, deixando para a versão de topo, a EXL a maior reunião de itens – e o maior aumento de preços relativamente à versão intermediária, a EX:  custa R$ 9.800 a mais. Na ponta da caneta preenchendo o cheque, valor não negociado, R$ 108.500.

Há mudanças externas para marcar a nova safra, coisas incorporadas, sem custos maiores, como a grade visualmente mais impactante, o logotipo em posição mais horizontal, novos para choques, novos faróis – lâmpada em LEDs apenas para a função rodagem, e função projetor no farol baixo ampliando a iluminação. Mudou o para choques. Mecanicamente acabou a opção – por falta de demanda – da transmissão mecânica. Na modelia 2019 haverá apenas o câmbio CVT, de polias variáveis, simulando seis velocidades. Motorização 1,8 litro, 139 cv com gasálcool e 140 com álcool. A suspensão foi revista – a Honda pegou-a-mão quando desenvolveu localmente construiu a aplicada no WR-V. Registro importante, o WR-V foi desenvolvido no Brasil e o projeto será bisado em mercados de piso ruim. Rolar mais confortável, e aplicou mais ativo revestimento termo acústico.

Internamente alterou painel, bancos, e no caminho aparentemente irreversível doa automóveis em deixar pouco a pouco sua função para se transformar em SmartPhone com rodas, a versão de preço mais elevado implementou a conectividade com Apple CarPlay e Android Auto em tela de 17,5 cm operada como se fosse um IPod.

Em suma atende finamente às demandas de sua clientela.

Ganz Superior, pai do Fusca, vai para Museu

(com informações de Daniel Strohl, in Hemmings Motor News)


História explica, o primeiro carro do povo, o Volkswagen, não foi o modelo feito pela fábrica utilizando seu rótulo, em 21 milhões de unidades, e esteve em produção por décadas. Válidos informações e dados concretos, primazia é do Ganz Superior, de 1933, contendo todos os conceitos construtivos. Na prática o Fusca é apenas desenvolvimento posterior, dos sedimentos da base, defendidos, anos a fio por seu autor, o húngaro Joseph Ganz, formado engenheiro na Alemanha.

Tinha o conceito de carro barato não é carro comum simplificado, e começou a desenvolve-lo instigando construtores a tomar tal caminho, buscando motorizar a primeira faixa da população. Construção simples, motor de baixa cilindrada e peso, agregado ao câmbio e aplicados à traseira. O problema da inviabilidade de seu produto foi por conta de monumental panca politico-institucional, entre a ascensão de Hitler na Alemanha e o fato de Ganz ser judeu. A exigência do ditador austríaco gerindo a Alemanha em ter um carro popularesco teria encontrado a fórmula com o Standard Superior, mas o fato de ser judeu num governo pregando a superioridade (sic) da raça ariana, inviabilizou a adoção de marca e tipo. E abriu caminho à solução política: encontrar um não-judeu para projetá-lo, sendo eleito o professor Porsche, também austríaco. Deu no que deu. O carro do povo, por Porsche, enterrou a história de Ganz. Quem quiser saber mais, há livro em português, o nosso idioma secreto: A verdadeira história do Fusca. No universal ingles The Extraordinary Life of Josef Ganz: The Jewish Engineer Behind Hitler’s Volkswagen. Infos também em JosephGanz.org.

Vaquinha
O carro de Ganz, produzido em pequena quantidade com protótipos construídos em Ardie & Adler. Após convenceu a fábrica de motos Superior a dar passo coerente com sua razão social, evoluindo para a produção de carros para o povo, iniciando produzir seu projeto. Projetando o futuro dos judeus durante o governo Hitler, Ganz mudou-se para a Suíça continuando restrita produção denominada Mark II. No total, entre 1933 e 1935, balizas da produção, projetados e máximos 400 Standard Superior foram produzidos e 5 conhecidos sobreviventes.

Holandês Paul Schilperoord entusiasmou-se com a história ao conhecê-la, junto com um Mark II no Lowman Museum, em seu país. Escreveu o livro acima citado, traduzido mundialmente, e acabou por encontrar o suíço Lorenz Schmid, sobrinho bisneto de Ganz. Juntos iniciaram levantar o parque remanescente da marca, contado numa das mãos: o protótipo construído para Adler; dois Superior MK II. Na antiga Alemanha Oriental encontraram um chassi deste modelo; um chassi rolante do MK I, completo, incluindo o trem de força original, porém vestido com carroceria mista de Trabant P50 – proposta da Auto Union para o mesmo público.

Compraram-no e montaram projeto de croudfunding, uma vaquinha para viabilizar a empreita e torná-lo à originalidade. Projetaram captar 45.000 Euros, mas conseguiram apenas 30.000E, tocaram adiante, dedicando um ano de esforços plenos. Nestes, instigaram a Mobero, empresa na Romenia, a topar o desafio: recuperar a mecânica, removendo atualizações, como o sistema de ignição; refazer carroceria e chassi, com vigas em madeira revestidas em couro…

Após apresentação irá para Louwan, pequeno museu na Holanda, para alinhar-se com dois outros exemplares.

Roda-a-Roda
Alfa – Autoridade alfista na FCA disse-me, continuam estudos para implantar a marca Alfa Romeo no Brasil. Não definiu prazo para iniciar operação, preocupante falta de horizonte. Hoje os Alfisti, os fãs da marca, já enxergam a juventude distantemente. Se demorar, próximos clientes perguntarão se Alfa é marca de celular …

Surpresa – Fechamento do mês no mercado argentino deve indicar surpresa, como a Toyota sendo a marca mais vendida. No global, mercado encolheu 38,6% relativamente a outubro de 2017. Apenas Toyota e Jeep cresceram 3,5% e 23%. Demais, VW, GM, VW e Peugeot caíram entre 47 e 50%.

Mercosul – Pelo percentual de entrelaçamento das atividades industriais com veículos no Brasil e na Argentina no âmbito do Mercosul, não dá para valentias fora de cenário como a bravateada pelo futuro czar da economia, Paulo Guedes.

Que tal ? – Sem produto novo Fiat levará ao Salão Internacional do Automóvel, próxima semana, um conceito. Sugere ser pronta versão do picape Toro transformado em SUV, mas linhas e propósitos, escolha de materiais, como tintas especiais, devem permear para os próximos produtos a partir de 2020.

E ? – Coisas do momento: quem não tem novidade em produto, caça com conceito…

Petmóvel – Proprietários de veículos no mercado nacional de automóveis possuem 70 milhões de animais de estimação, liderados por cães e gatos. Nissan resolveu apresentar-se aos proprietários, e o faz por versão de seu crossover Kicks for Pets. Nele apresenta acessórios para facilitar o convívio entre o animal e seu meio ambiente, incluindo rampa de acesso.

Turbo – Primeira e última, Fiat voltará a utilizar motores turbo em sua linha. Foi pioneira com o Uno, anos após aplicou-o na versão T-Jet do Linea, e abandonou tai engenho fixando-se apenas nos aspirados. Voltará com 1,0 e 1,3 turbo, hoje opcionais para o Renegade na Itália.

Atrás – Apenas em 2020. Empresa investirá R$ 14B no Brasil e na Argentina, mercados rentáveis, para renovação de fábricas e produtos, dentre estes três novos SUV; um picape intermediário entre Strada e Toro. Jeep ampliará linha: um mini Jeep e outro, maior, com três fileiras de bancos e sete lugares.

Veiculação – Linhares, ES, continua com esforços para ter atividade ligada a veículos. Acaba de convencer a Randon, fábrica de implementos de transportes, a instalar centro de distribuição de peças. Assistirá os revendedores da marca no estado, Centro Oeste, Norte. Antes operação era centrava o Rio Grande do Sul.

Insistência – Cidade tenta há tempos sediar uma operação com veículos. A coreana Ssang-yong anunciou instalar-se em 2011 e quatro anos após, foi-se, em branco. Recentemente a D2D proclamou-se como futura fábrica de esportivos – uns buggies enfeitados – e alardeia, sem concretude, lá instalar-se.

Positivo – Mercado de caminhões saiu da morosidade, da quebra de vendas e ociosidade, e começa a reagir. Para aproveitar, VW Caminhões e Ônibus abrirá segundo turno parcial e contratará 350 colaboradores em Rezende, RJ.

Caminho – Para reduzir consumo, emissões, melhorar rendimento, fábrica de implementos de transporte construiu carreta para containers. Empregou aço de alta resistência Strenx, da sueca SSAB. Reduziu 10%, 600 kg no peso da carreta, e consumo de 80 litros de diesel a cada 10 mil km.

Pulo – Cartórios e Notários fazem força para empurrar projeto no Senado para multiplicar preços de serviços: reconhecimento de firma saltará de R$ 3,90 para R$ 33,03. Procuração para vender veículos, de R$ 38,35 para R$ 305,88.
Negócio está dividido. De um lado, eles, os Notários. Do outro, nós, os otários.
Fim de governo e legislatura, vale tudo. Escreva ao seu senador pedindo-lhe negar apoio.

Direção – Nova direção da Adefa, associação dos fabricantes de veículos na Argentina, cancelou o Salón del Automóvil marcado para junho. Alegação, custos e crise tendendo a piorar.

Falta de tato - O governo Macri não gostou da falta de parceria, mau indicador de pouca saúde econômica no país e, para reverter. Acena com outro espaço para quem quiser realizar e participar, o Tecnópolis.
Preço muito menor e sem comprometimento com organizador.

Todos – Decisão judicial tornará mais difícil a vida de museus, colecionadores, restauradores na Europa. Carros encostados, sem uso, devem ter seguro. Caso teve origem em Portugal. Proprietária idosa, doente, encostou seu gasto BMW em chácara rural. Filho resolveu usá-lo e em acidente, morreu e matou duas pessoas.

Reverso – O Fundo de Garantia Automóvel, o seguro obrigatório de Portugal, pagou as indenizações legais e processou neta e herdeira da proprietária, e esta alegou estar o carro fora de uso e de via pública.

Dura lex - Mas a Suprema Corte portuguesa entendeu que carros, quaisquer, representam risco inerente, decidindo que todos, até a baixa legal, devem ter seguro. A Corte de Justiça Europeia, padronizando a jurisprudência, acatou a decisão.

Gente – William Lee, ex-presidente da Hyundai na América Latina, promovido. OOOO Idêntica função na unidade norte-americana. OOOO Titular deixou o cargo sem avisar. OOOO João Ciacco, diretor da área de publicidade  na FCA, acúmulo. OOOO Presidente da Casa de Cultura Fiat, braço institucional da empresa, com marcante atividade em Belo Horizonte. OOOO Cargo deve ser cortado. OOOO

Modelo 2019 dá liderança tecnológica ao Jeep Compass.

Fazer-se líder é difícil. Manter-se, muito mais. Ante tal verdade a Jeep aplicou-se a retocar o Compass, líder do setor e mais vendido da marca desde o seu surgimento há 12 meses. Foco foi agregar pequenas mudanças na distinta aparência, disponibilizando três novos tipos de rodas; novas cores; melhorar o conforto de uso com adição do recurso de estacionamento assistido, o Park Assist, e ampliar o índice de tecnologias semi autônomas. O Compass lidera neste tipo de conteúdo. Argumento final de convencimento a levá-lo para sua garagem, reduziu preços.

Mantém a estrutura mecânica, com opções de motor 2,0 Flex, 166 cv quando abastecido com etanol, câmbio automático de 6 velocidades, e 2,0 diesel, 170 cv, câmbio automático de 9 marchas e tração nas 4 rodas.

Deu trato geral em todas as versões. Sport Flex, de entrada, tem maçanetas e capas dos retrovisores na cor da carroceria, passando a utilizar rodas leves em aro de 17”. Nas seguintes, Longitude Flex e Diesel, tela colorida com 17,5 cm no quadro de instrumentos, retrovisores externos com rebatimento elétrico, e rodas em aro de 18”.

Ampliando o conforto de uso, nestas há o Park Assist semi autônomo sistema para estacionar; partida remota – permite ligar carro e ar condicionado para reduzir a temperatura da cabine -, rodas em aro 19”.

Lidera os rankings de vendas e o de agregação de tecnologia. Modelos 2019 contam com controle adaptativo de velocidade; alerta de colisão com frenagem automática; monitoramento de mudança de faixa com correção ativa, integrando pacote Hig Tech, bancos elétricos dianteiros acionados eletricamente, som Premium Beats e tampa traseira com abertura e fechamento elétricos nas versões Limited e Trailhawk. Sensível redução de preços: o pacote custava R$ 15.650, está sendo vendido a R$ 8.700.