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terça-feira, 23 de junho de 2020

WAGNER GONZALEZ em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

Automobilismo vive mudanças involuntárias

Não faz muito tempo seria difícil imaginar que uma pandemia e um ato bárbaro acontecido na cidade de Minnesota pudessem causar tamanha repercussão dentro de autódromos. A F-1 anunciou ontem uma campanha para difundir a inclusão social e nos EUA o FBI investiga episódio no box de Bubba Wallace.

Não faz muito tempo seria difícil imaginar que uma pandemia e um ato bárbaro acontecido na cidade de Minnesota pudessem causar tamanha repercussão dentro de autódromos. Categoria historicamente refratária à temas de comportamento social, a F-1 anunciou ontem uma
campanha para difundir sua nova imagem institucional com na inclusão. Nos Estados Unidos o FBI (Agência Federal de Investigação) foi chamado a investigar um fato certamente inédito: durante a etapa de Talladega, disputada ontem, uma forca foi encontrada no box de Bubba Wallace, único piloto negro dessa especialidade.

O ambiente em um paddock de F-1 sempre exalou uma mescla de cores e aromas que se combinam numa
amálgama que gera oportunidades para imagens exaltadas pelas câmeras de cinegrafistas e fotógrafos. Nesse processo, palacetes montados sobre enormes reboques recebem mortais ansiosos por virar celebridades enquanto se misturam a celebridades que preferem disfarçar, até esconder, a realidade suntuosa que vivem fora dali. Detalhes mundanos como leis trabalhistas e décimo-terceiro salário são temas que jamais são credenciados para circular nesse espaço.

Forçada a interromper um dos seus atrativos comerciais mais fortes, apresentar-se quinzenalmente pelo mundo entre março e novembro, a forma mais exuberante do automobilismo mundial ensaia seu regresso dentro de novos parâmetros. Sem convidados selecionados para gerar cliques e com arquibancadas vazias, buscou-se um artifício para gerar impressões e construir uma imagem mais palatável aos padrões do socialmente correto de nossos dias: no GP da Áustria, dia 5 de julho, carros e painéis ao longo da pista levarão a mensagem “WeRaceAsOne” obviamente acompanhada de uma hashtag.

O conteúdo implícito nessa frase remete a algo do tipo “aqui não se vê cara nem coração, somos todos iguais”, ou seja nega-se o racismo e outros preconceitos como os de gênero e origem. A Liberty Media (proprietária dos direitos comerciais da F-1) e a Federação Internacional do Automóvel (FIA) insistem que a proposta não tem prazo de validade e será reforçada ao longo dos próximos meses. Nada mais justo: não se transforma um mercado de trabalho há sete décadas dominado por homens brancos do dia para a noite, muito menos de um GP na Áustria para outro na Hungria, uma quinzena mais tarde.

Detentor se seis títulos mundiais na F-1, o inglês Lewis Hamilton embarcou nessa movida com algumas voltas de atraso em relação a outros esportistas negros, em particular norte-americanos. No fim de semana anunciou o lançamento da Comissão Hamilton horas antes de participar de um protesto que celebrou o movimento “Black Lives Matter” nas ruas de Londres. Sua proposta foca no engajamento de mais negros em temas como ciências, tecnologia, engenharia e matemática, algo também em voga e identificado pela sigla em inglês, STEM.

O fato mais contundente das mudanças que são cobradas no momento aconteceu nos Estados Unidos, mais especificamente, no box de Bubba Wallace, piloto de ponta da Nascar, modalidade que se consolidou na região mais segregacionista dos EUA. Dois fatos lastimáveis construíram um cenário que levou os dirigentes da categoria a banir a exibição da bandeira dos estados confederados que identifica essa área. No primeiro deles Kyle Larson usou um insulto racista contra um rival durante uma corrida virtual (“Você não consegue me ouvir, negro?”) e acabou despedido da equipe Chip Ganassi. Semanas mais tarde o inaceitável assassinato de George Floyd, asfixiado pelo policial de Minneapolis Derek Chauvin, provocou uma onda inédita de protestos por inúmeras cidades norte-americanas, fenômeno que no domingo alcançou a categoria automobilística mais popular dos Estados Unidos. Para tratar de temas envolvendo esses acontecimentos Brandon Thompson foi anunciado, há uma semana, como vice-presidente para assuntos como diversidade e inclusão.

Neste fim de semana foi encontrada uma forca no box da equipe de Wallace que disputava uma prova em Talladega, cidade localizada no estado do Alabama. O fato repercutiu de forma ampla, geral e irrestrita: aos 82 anos de idade Richard Petty – o maior vencedor da categoria- abandonou seu isolamento coercitivo e foi ao circuito solidarizar-se com o piloto que defende seu time; mais, todas as equipes escoltaram o carro 43 no processo de formação do grid de largada. Ato contínuo, mais uma ˆhashtag” foi criada para divulgar a palavra de ordem “I stand with Bubba”( “Eu estou com o Bubba). Para reforçar a seriedade de proprósito em acabar com o racismo,  Steve Phelps, presidente da Nascar, admitiu que uma vez descoberto quem deixou a forca na garagem de Wallace será banido para sempre da categoria.  Seja quem for, as chances de ser descoberto são grandes: a agência federal convocada para descobrir o autor da asneira tem fama de levar a sério seu trabalho.

Na McLaren o problema é $ 
Há alguns meses Zak Brown, CEO da McLaren, vem fomentando o processo de instituir limites de gastos na F-1, algo que culminou com a introdução de um teto orçamentário 2021 estipulado em US$ 145 milhões por equipe (cerca de R$ 762 milhões ao câmbio de 22/6/2020). O que não se esperava é que a situação da sua empresa estivesse tão ruim a ponto de estabelecer mecanismos legais para garantir novos empréstimos e evitar que bancos e instituições financeiras possam executar dívidas ainda em período de amortização. Já se fala que até o dia 17 de julho será necessária uma injeção £112,8 milhões (aproximadamente R$740 milhões) para cobrir as perdas geradas pelos fracos resultados no Mundial de F-1 e a queda nas vendas e encomendas dos seus carros de rua.

Segundo a BBC, um grupo de credores se opõe ao uso da coleção de carros de corrida e seu centro tecnológico como garantias de um novo empréstimo alegando que esses bens já estão comprometidos em outras operações financeiras. A situação ganha ares mais pesados quando se nota que recentemente o grupo anunciou o corte de 1.200 vagas e viu rejeitado sua demanda de assistência financeira do governo britânico para empresas afetadas pelo Covid-19. Fica no ar se a recente mudança de Daniel Ricciardo trocar a Renault pela McLaren não se transforme em outra decisão que prejudicará a carreira do australiano.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Edição especial 720S Le Mans comemora o 25º aniversário da vitória da McLaren nas 24 Horas


A McLaren Automotive está comemorando uma de suas maiores conquistas no automobilismo − a vitória em sua primeira tentativa nas 24 Horas de Le Mans − com uma edição especial do 720S Coupe. Apenas 50 unidades desta edição especial estarão disponíveis em todo o mundo, sendo 16 na Europa.

O 720S Le Mans foi criado para marcar 25 anos desde que o McLaren F1 GTR número 59 venceu a corrida de longa duração mais famosa corrida do mundo. Pilotado por J.J. Lehto, Yannick Dalmas e Masanori Sekiya, o carro recebeu a bandeira quadriculada em 18 de junho de 1995. Três
outros McLaren F1 GTR terminaram entre os cinco primeiros (o brasileiro Maurizio Sandro Sala fez parte do trio que terminou em quarto lugar), com a vitória em Le Mans também garantindo à McLaren um lugar na história do automobilismo como vencedora da clássica corrida francesa de 24 horas, do Campeonato Mundial de Fórmula 1 e das 500 Milhas de Indianapolis.

Levando o supercarro 720S a um novo nível de exclusividade, cada um dos carros da edição de Le Mans carrega uma placa de dedicação com o logotipo “McLaren 25 Anniversary Le Mans”. O VIN de cada carro começará com 298, em reconhecimento ao número de voltas completadas pelo F1 GTR vencedor da
corrida F1 GTR - uma a mais que o segundo colocado.

Os clientes podem escolher combinações de cores externas e internas, com todos os carros apresentando um portfólio de recursos exclusivos como padrão:
Exterior

Escolha de dois temas de pintura externa - McLaren Orange ou Cinza Sarthe
Lateral inferior da carroceria, pára-choque traseiro e pára-choque dianteiro pintados em “Ueno Grey”

Logotipo “McLaren 25 anniversary Le Mans” na parte inferior do painel lateral da carroceria

Tomada de ar no teto em preto brilhante com vigia traseira de policarbonato
Para-lamas dianteiros com lâminas de fibra de carbono

Rodas LM de 5 raios exclusivas que ecoam o design das rodas do F1 GTR número 59 e também apresentam gravura “Le Mans”

Pinças de freio douradas

Componentes da carroceria contrastantes em preto brilhante

Interior
Escolha de dois temas de Alcantara pretos sob medida com detalhes em McLaren Orange ou Cinza Dove

Bancos de corrida de fibra de carbono

Encostos de cabeça bordados com o logotipo “McLaren 25 anniversary Le Mans”

Marcador “12 horas” no volante, ligado à cor interior predominante

Placa de dedicação com o logotipo “McLaren 25 anniversary Le Mans”

Tapetes com o logotipo “McLaren 25 anniversary Le Mans”

Os proprietários do 720S Le Mans poderão experimentar o desempenho surpreendente oferecido pelo motor central McLaren M840T de 4 litros com 720 HP. O V8 biturbo leva o carro de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos, de 0 a 200 km/h em 7,8 segundos e a uma velocidade máxima de 341 km/h. Uma estrutura central Monocage II de fibra de carbono e um sistema de suspensão Proactive Chassis Control II ajudam a garantir que o 720S seja o carro mais leve da sua classe, com uma amplitude incomparável de capacidade dinâmica.

Em comum com todos os McLaren 720S, é oferecida uma ampla gama de especificações opcionais, com tratamentos MSO Defined e MSO Bespoke também disponíveis para os requisitos dos proprietários. Pode ser especificada uma variedade de componentes visuais de fibra de carbono com acabamento brilhante, incluindo difusor, parte superior da porta externa, ponte aerodinâmica traseira, tomada de ar da capota, deck traseiro e cobertura de serviço, com três “pacotes” disponíveis adicionalmente, incluindo entradas de ar do capô, espelhos retrovisores e entradas de ar dos para-lamas traseiros com capa em visual de fibra de carbono com acabamento brilhante; separador dianteiro, pára-choque traseiro mais baixo e entradas de ar dianteiras e da capota.

Para aprimorar ainda mais a conexão entre o automobilismo esportivo e para uso em pistas, podem ser adicionados um santantônio de titânio e cintos de
segurança de 6 pontos da linha MSO Defined. Também estão disponíveis saídas de ar com visual de fibra de carbono com acabamento acetinado, borboletas de mudança de marcha maiores e guarnição de soleira prolongada com a marca McLaren da mesma linha, além de dois pacotes opcionais de componentes interiores com visual de fibra de carbono com acabamento acetinado.

As primeiras entregas do McLaren 720S Le Mans na Europa deverão acontecer em setembro. Por enquanto, não há previsão de chegada desta versão para o Brasil.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

"A vida é medida em conquistas, não apenas em anos"


A McLaren rememora neste dia 2 de junho a vida e as conquistas de Bruce McLaren, que em 1963 fundou a Bruce McLaren Motor Racing Ltd, empresa que evoluiu por quase seis décadas para se tornar a McLaren de hoje.

2 de junho de 2020 marca meio século desde a morte do piloto e engenheiro pioneiro, morto em 1970 enquanto testava um de seus carros de corrida Can-Am no circuito de Goodwood, em West Sussex, Reino Unido. Em homenagem ao pai, Amanda McLaren - embaixadora da marca McLaren Automotive - apresentou uma estátua em
tamanho real de Bruce McLaren durante uma curta cerimônia privada no McLaren Technology Centre (MTC) em Woking, Surrey, Reino Unido.

Cinquenta velas acesas foram colocadas em torno de um McLaren M8D de 1970, exibido na sede da McLaren. O “carro irmão” do M8D no qual Bruce McLaren morreu venceu o campeonato da série Can-Am de 1970 com o companheiro de equipe e compatriota Denny Hulme. Esta foi a segunda vez que Hulme conquistou o campeonato, com o próprio McLaren recebendo as honras em 1967 e 1969. A equipe McLaren dominou as corridas da Can-Am de 1967 a
1971.

“É uma honra celebrar o 50º aniversário da morte de Bruce McLaren revelando esta estátua maravilhosamente trabalhada para comemorar sua vida e suas realizações. Quando meu pai morreu em junho de 1970, apenas 12 anos depois de se mudar da Nova Zelândia para o Reino Unido, ele já havia feito muito para realizar suas ambições, mas o melhor ainda estava por vir. As realizações da McLaren ao longo de mais de 50 anos na Fórmula 1, a vitória marcante nas 24 Horas de Le Mans de 1995 e os supercarros e hipercarros projetados, desenvolvidos e construídos sob a bandeira da McLaren permanecem como seu legado.

“O dia 2 de junho é sempre uma data emocional para nós, e isso é particularmente verdadeiro neste ano. Ter 'papai' olhando para a McLaren é incrivelmente emocionante e eu sei que ele ficaria muito orgulhoso das conquistas feitas em seu nome.”
Amanda McLaren, filha de Bruce, embaixadora da McLaren Automotive


A estátua de bronze de Bruce McLaren foi criada pelo pintor e escultor Paul Oz. Globalmente reconhecido por sua arte inspirada no automobilismo, Oz foi contratado anteriormente pela McLaren Racing para produzir uma escultura de Ayrton Senna que também está no McLaren Technology Center. Senna pilotou pela McLaren por seis anos, vencendo todos os seus três Campeonatos Mundiais de Fórmula 1 ao volante de uma McLaren em 1988, 1990 e 1991.

O próprio Bruce McLaren estreou a recém-formada equipe McLaren nas corridas de Grand Prix em 1966, competindo em Mônaco. Ele também conquistou a
primeira vitória da McLaren Grand Prix em 1968 no circuito de Spa-Francorchamps, na Bélgica. Esta foi a quarta vitória de Bruce na Fórmula 1 – as três anteriores foram conquistadas pela Cooper.

A equipe que ainda leva o nome conquistou 182 vitórias em GPs, 12 campeonatos de pilotos e 8 campeonatos de construtores, tornando-se a segunda equipe de maior sucesso na Fórmula 1. A McLaren também tem três vitórias em Indianápolis 500 e, no início deste ano, voltou à IndyCar em tempo integral pela primeira vez em 40 anos.

O nome McLaren foi ainda cimentado na história automotiva com a introdução em 1992 do McLaren F1, o carro que, em sua versão de corrida, venceu as 24 Horas de Le Mans em 1995 na primeira tentativa.

A McLaren Automotive, hoje a maior parte do McLaren Group, foi formada em 2010 e produz um portfólio de modelos GT, supercarros e hipercarros de rua, bem como carros de competição nas classes GT4 e GT3 e equivalentes suportados pela McLaren Customer Racing.

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Coluna do FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1052/352– 04/07/2019

Fernando Calmon
Com os pés no chão
A eletrificação veio para ficar, mas se trata de um equívoco pensar que os problemas estão solucionados ou já é possível marcar uma data para este tipo de propulsão aposentar totalmente os motores a combustão. Como as vendas atuais são muito baixas (à exceção da China), é fácil de crescer com porcentuais elevados. Em termos absolutos, porém, vão acrescentar muito pouco em termos de participação na comercialização de veículos novos. E o reflexo na frota total rodante no mundo será limitado nas próximas duas décadas.


Por isso não surpreende o estado de Illinois nos EUA incluir agora os modelos elétricos no seu esforço de arrecadação para investir na infraestrutura de transporte. A pancada foi forte: taxa anual subiu de US$ 17,50 para US$ 1.000 (mais de 5.500%).

Posição audaciosa foi tomada pela BMW durante o evento NEXTGen 2019, semana passada, em Munique, sede da empresa alemã. Além de seis estreias mundiais – Séries 1, 3 station, X1 (atualização), 8 Gran Coupe, M8 Coupe, M8 conversível e iX3 (elétrico) –, apresentou o cupê-conceito híbrido plugável Vision M Next e uma moto elétrica para jornalistas, influenciadores digitais e o público em geral, em dias diferentes com ações específicas. 

O grupo inclui Mini, Rolls-Royce e motos que somaram 2,5 milhões de unidades vendidas em 2018. Sem um grande conglomerado ou aliança para garantir suporte, foi a primeira marca premium a produzir um modelo especificamente projetado para ser elétrico, o i3, em 2013. Nissan Leaf, de 2010, tinha chassi menos elaborado.

Entretanto, a marca bávara demonstra prudência sobre o futuro. No evento garantiu que continuará produzindo veículos com motores convencionais (gasolina e diesel), híbridos plugáveis e elétricos para atender diferentes regiões do mundo. Afirma que pretende ter sempre rentabilidade sobre as vendas, ou seja, não perderá dinheiro como a VW já admitiu (prejuízo de € 3.000/R$ 13.000 em cada modelo comercializado da série i.D. nos próximos cinco anos). 

Apesar de prever que a procura por seus elétricos e híbridos plugáveis cresçam a taxas anuais de 30% ao ano, não vê possibilidade de interromper a produção de motores a combustão antes dos próximos 20 anos. Depois disso, híbridos plugáveis ainda poderão continuar pois independem de infraestrutura específica, como tomada por perto. 

Também não pretende ter fábricas exclusivas para veículos elétricos e, em vez de produzir baterias, vai comprar matéria-prima (cobalto e lítio) e fornecer aos fabricantes destas. 

Por outro lado, já em 2020, seus modelos híbridos poderão identificar locais de maior poluição e operar apenas no modo elétrico automaticamente, sem o motorista tomar qualquer ação. Quando ultrapassada a autonomia da bateria, o motor passa a funcionar no modo gerador com potência compatível à menor emissão de poluentes possível. 

Decisões com pés no chão.

ALTA RODA

AINDA há pontos a esclarecer sobre importação de veículos da União Europeia, no acordo recém-anunciado com Mercosul. Em princípio haverá corte de alíquota de 35% para 17,5% incidente sobre uma cota de 32.000 unidades/ano no caso do Brasil. Importação com tarifa zero e sem limite, paulatinamente, só depois de 15 anos. Pormenores, na próxima semana. 


SINDIPEÇAS calculou em 44,8 milhões a frota brasileira de veículos (leves e pesados) e 13,1 milhões de motos em 2018. Idade média dos veículos em circulação é de 9,5 anos (motos, 7,7 anos). Trata-se da frota real, não a registrada no Denatran que inclui os que não rodam mais. Sindipeças estima, em 2020, o total de 60 milhões de unidades (com motos). 

APESAR de 104 kg mais pesado que outras versões, Honda HR-V Touring (turbo, 173 cv, só gasolina) tem desempenho dos melhores entre os SUVs compactos. Câmbio CVT simula sete marchas, mais condizente com a proposta. Escapamento tem saída dupla, mas subtrai 44 litros do porta-malas. Teto solar panorâmico e faróis de LED não justificam preço elevado demais. 

McLAREN passa a oferecer dois modelos Spider no Brasil: 600LT (LT iniciais de cauda longa, em inglês) e 720S. Os números indicam potência. Capotas motorizadas recolhem-se entre 11 e 15s a até 50 km/h. Preços: R$ 3,25 milhões e 3,45 milhões, na mesma ordem. No total a marca inglesa pretende vender 30 unidades, somadas todas as versões, em 2019. Nada mau... 

HYUNDAI incluiu no Creta retoques na linha 2020: grade, para-choque dianteiro, DRL (luzes de rodagem diurna), rodas e lanternas traseiras de LED (estas, na versão de topo). Significa que só no final de 2021 ou começo de 2022 chegará a segunda geração do SUV compacto, lançado em dezembro de 2016. R$ 80.990 a 107.990. 

FRENAGEM autônoma de emergência não só para evitar colisão com outros veículos, mas também atropelamento de pedestre (na versão Limited), torna a Ranger 2020 a picape com mais recursos de segurança no mercado. Houve ainda acertos de suspensão, reposicionamento da barra estabilizadora e tampa da caçamba de manuseio mais leve. R$ 128.250 a R$ 154.610.

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2



quarta-feira, 10 de abril de 2019

McLaren Senna GTR determina o ritmo com estréia mundial no circuito de Goodwood


O McLaren Senna GTR fez sua primeira aparição pública em 6 de abril, indo para a pista no circuito de Goodwood tendo ao volante o piloto brasileiro Bruno Senna, sobrinho do tricampeão mundial Ayrton Senna e embaixador da marca McLaren.

A estreia mundial do carro de pista mais radical da McLaren Automotive abriu as ações no 77º Encontro de
Associados de Goodwood liderando um desfile de modelos Ultimate Series e o renomado protótipo XP5 do McLaren F1.

Apenas 75 unidades da mais recente adição à Ultimate Series da McLaren serão produzidas a pedido dos clientes. 

O carro custará, na Inglaterra, a partir de 1,1 milhão de libras, mais impostos.

quarta-feira, 6 de março de 2019

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

F-1: REFLEXÕES DA CATALUNHA

Barcelona gera expectativas e cobranças para Melbourne

É fato consumado que apenas após as três primeiras etapas da temporada de F-1 pode-se ter uma ideia clara sobre as possibilidades de cada equipe durante o Campeonato Mundial de cada ano. Em 2019 serão os traçados de Melbourne (Austrália) Sakhir (Bahrain) e Shangai (China) que ajudarão a esclarecer tal cenário, mas as duas sessões de testes recém completados há poucos dias em Barcelona (Espanha), já permite enxergar formas dessa imagem que pouco a pouco serão cristalizadas. Analisar o resultado por equipes, quilometragem percorrida e a consistência de pilotos e equipes são indicativos que ajudam a acertar o foco de tal cenário.

É fato consumado que apenas após as três primeiras etapas da temporada de F-1 pode-se ter uma ideia clara sobre as possibilidades de cada equipe durante o Campeonato Mundial de cada ano. Em 2019 serão os traçados de Melbourne (Austrália) Sakhir (Bahrain) e Shangai (China) que ajudarão a esclarecer tal cenário, mas as duas sessões de testes recém completados há poucos dias em Barcelona (Espanha), já permite enxergar formas dessa imagem que pouco a pouco serão cristalizadas. Analisar o resultado por equipes, quilometragem percorrida e a consistência de pilotos e equipes são indicativos que ajudam a acertar o foco de tal cenário.

A Mercedes mostrou seu poderio ao conseguir a maior quilometragem das duas semanas de teste (1189), dedicar grande quantidade de horas para validar resultados indicados em simulações realizadas por computador e, segundo muitos, a utilizar duas propostas diferentes de chassis. Tanto Lewis Hamilton (2º, 1’16”224), quanto Valtteri Bottas (4o, 1’16”561) mostraram-se focados em trabalhar sem interesse direto em tempos absolutos, deixando esse objetivo apenas para o último dia de trabalho em cada semana. Prova disso disso é que o aproveitamento mediano de ambos ficou aquém de muitos rivais menos competitivos, respectivamente 8,63 e 8,25.

No resultado geral mais uma vez ficou patente que o inglês continua alguns décimos mais rápido que seu companheiro de equipe e tão rápido quanto o eterno rival Sebastian Vettel. De acordo com James Allison, diretor esportivo do time, na sexta-feira passada Hamilton e Bottas andaram com o carro na especificação mais próxima do que será usado em Melbourne, condição que consolida mais uma temporada de luta ferrenha com a Ferrari

Nessa classificação por consistência a surpresa foi o desempenho de Lando Norris (3,25) e Carlos Sainz Jr (4,50). Mais do que qualquer outra coisa, tais índices indicam que a McLaren fez um carro rápido e, tão importante quanto, finalmente conseguiu treinar bastante, ao contrário do que aconteceu no ano passado: o time de Woking foi o sexto no quesito quilometragem (873 voltas) e seus dois pilotos ficaram entre os 10 mais rápidos. Em outras palavras, deverão lutar para largar na primeira metade do grid, junto com a Renault, Toro Rosso e as já citadas Ferrari e Mercedes. Na quarta-feira da semana passada Sainz Jr foi o piloto mais rápido (1’17”144, o melhor tempo absoluto com pneus de composto C4); nesse dia ele e Robert Kubica (Williams) foram os únicos a chegar à marca de 130 voltas percorridas. Na quinta-feira Norris repetiu o desempenho de Sainz Jr e foi o mais rápido do dia (1’17”144), igualmente com o composto C4, o que corrobora o progresso da equipe. No cômputo geral o espanhol (1’16”913) foi mais rápido que o inglês (1’17”084)

A Renault igualmente progrediu tanto em quilometragem percorridas (961 voltas, terceiro melhor índice), e possibilitou a seus pilotos treinarem todos os dias, primazia só igualada pela Mercedes. Nico Hulkenberg (5o, 1’16”843) mostrou-se sistematicamente mais rápido que Daniel Ricciardo (12o, 1’17”114).  No quesito consistência de resultados, o alemão obteve 7,25 e o australiano 7,63.

“O principal objetivo desse teste era avaliar algumas peças a fundo; algumas saíram melhores que outras. Nico e Daniel repartiram essa carga de trabalho e o entrosamento fábrica-circuito foi produtivo. O desempenho do nosso motor correspondeu à nossa expectativa e o conceito do nosso carro mostrou-se bom. Temos uma boa base e estamos otimistas para manter esse ritmo de melhora.”

Grande surpresa dessas duas semanas foi o desempenho da Toro Rosso, mais consistente que o de sua irmã maior e mais poderosa, a Red Bull. A consistência de Alexander Albon (6o, 1’16”882) e de Daniil Kvyat (7o, 1’16”898) permitiu que a equipe de Faenza registrasse a quarta maior quilometragem e bons tempos com um piloto que retorna à categoria após um ano sem competir e outro que estreia na categoria. Filho de pai inglês e mãe tailandesa, Albon surpreendeu pelo ritmo constante e levou a melhor na comparação direta com Daniil Kvyat, piloto reconhecidamente rápido mas ainda marcado pela inconstância.

Como a Toro Rosso tem um bom histórico para desenvolver novos talentos, Alexander poderá ser a melhor novidade de 2019. Quanto ao casamento do chassi STR 14 com o motor Honda RA619H, tudo indica tratar-se de um conjunto equilibrado, resultado do uso de boa quantidade de soluções do chassi RB15 e do progresso obtido pelos japoneses.

Resultados de Barcelona
Posição/Número/Piloto/Equipe/Tempo/total de voltas/Pneu/Dia mais rápido
1) 5/ Sebastian Vettel / Ferrari / 1'16"221 / 534 / C5 /8
2) 44 / Lewis Hamilton / Mercedes / 1'16"224 /638 / C5 / 8
3) 16 / Charles Leclerc / Ferrari / 1'16"231 / 463 / C5 / 7
4) 77 / Valtteri Bottas/ Mercedes / 1'16"561/ 551 / C5 / 8
5) 27 / Nico Hülkenberg / Renault / 1'16"843 / 509 / C5 / 8
6) 23 / Alexander Albon / Toro Rosso / 1'16"882 / 489 / C5 / 7
7) 26/ Daniil Kvyat / Toro Rosso / 1'16"898 / 446 / C5 / 8
8) 55/ Carlos Sainz Jr. / McLaren / 1'16"913 / 473 / C5 / 8
9) 8 / Romain Grosjean / Haas / 1'17"076 / 407 / C5 / 8
10) 4 / Lando Norris / McLaren / 1'17"084 / 400 / C5 / 7
11) 10/ Pierre Gasly/ Red Bull / 1'17"091 / 439 / C5 / 7
12) 3/ Daniel Ricciardo / Renault / 1'17"114/ 452 / C5 / 8
13) 7 /Kimi Räikkönen / Alfa Romeo / 1'17"239 / 497 / C5 / 8
14) 18/ Lance Stroll / Racing Point1'17"556 / 336/ C5 / 7
15) 20/ Kevin Magnussen / Haas / 1'17"565 / 403 / C5 / 8
16) 99/ Antonio Giovinazzi / Alfa Romeo / 1'17"639 / 425 / C5 / 7
17) 33/ Max Verstappen / Red Bull / 1'17"709 / 394 / C3 / 8
18) 11/ Sergio Pérez / Racing Point/ 1'17"791 / 289 / C5 / 8
19) 63 / George Russell / Williams / 1'18"130 / 299/ C5 /7
20) 88/ Robert Kubica / Williams / 1'18"993 / 268 / C5 / 8
21) 51/ Pietro Fittipaldi / Haas / 1'19"249 / 61 / C4 / 3

Dias de treino:
1 – 19/2; 2 – 20/2; 3 – 21/2; 3 – 22/2 4 – 26/2;
5 – 26/2; 6 – 27/2; 7 – 29/2; 8 – 1/3

Surpreendente dentro ou fora da pista: o 600LT Spider da McLaren Special Operations


Enquanto o novo McLaren 600LT Spider entra em produção, a McLaren Special Operations (MSO, setor de personalização da McLaren) busca inspirar os possíveis proprietários no Salão de Genebra de 2019 com um design especialmente apurado, acrescentando excitação visual com um tratamento personalizado e homenageando seu antecessor, o 675LT.

O carro exposto no Salão de Genebra foi projetado pela MSO para demonstrar como o conversível com motor de 600 HP pode combinar seu propósito dinâmico único (uivando para o mundo por meio de seus escapamentos com saída para cima) com uma aparência verdadeiramente individual, acentuando todos os elementos de design que distinguem um Longtail de outras variantes da série Sports. Com todos os 600LTs montados à mão e disponíveis apenas por um tempo limitado, a MSO está oferecendo aos proprietários a oportunidade de encomendar um carro que permanecerá não apenas raro, mas único.

O McLaren 600LT Spider da MSO combina cores, acabamentos e materiais que expressam em alto grau a carroceria aerodinamicamente otimizada do 600LT. A mais recente criação da MSO segue uma tradição de supercarros MSO Bespoke espetaculares que fizeram sua estréia em Genebra nos últimos anos.

A marcante paleta de cores do carro é centrada na carroceria em Cinza Dove com aplicação de Verde Napier
em elementos chave de design do conceito Longtail, do divisor dianteiro mais pronunciado ao difusor traseiro maior. A cor Cinza Dove (sólida, para dinimuir peso) fornece a tela perfeita na qual os detalhes na cor metálica Verde Napier podem se destacar. A escolha do Verde Napier é uma referência ao antecessor do 600LT, o 675LT, que teve o Verde Napier como uma das cores originais. Depois disso, ela passou a estar disponível somente como cor MSO Bespoke.

Pela primeira vez em um carro de rua da McLaren, os detalhes em Verde Napier são aplicados usando uma nova técnica: a tinta é aplicada em um filme leve e flexível, que garante uma combinação de cores sob medida com qualidade premium. O filme já foi usado em carros de corrida McLaren 720S GT3 e 570S GT4 e esta aplicação tipifica o compromisso da MSO com técnicas novas e inovadoras. O filme de cores de contraste estará disponível como uma opção
sob medida no futuro.

O carro apresenta o conjunto completo de opções de fibra de carbono, incluindo as divisórias frontais de fibra de carbono MSO Defined Visual Carbon Fibre, as "guelras" que rapidamente se tornaram uma das opções mais populares para o 600LT. Em outra homenagem ao 675LT, todos os elementos externos de fibra de carbono apresentam acabamento acetinado. O teto rígido retrátil é o MSO Bespoke Carbon Black, enquanto as rodas de liga leve de 10 raios têm acabamento preto brilhante.

Verde Napier é a escolha da MSO Bespoke para as pinças de freio e, dentro do habitáculo, isso fornece a inspiração para a costura contrastante e a marca de “12 horas” no volante. Algo único entre os modelos da série Sports, o 600LT também é opcionalmente equipado com bancos de corrida de fibra de carbono super leves, originalmente desenvolvidos para a McLaren Senna.

Além disso, o carro foi equipado com muitos dos recursos mais populares de toda a linha Sports Series, incluindo interior de fibra de carbono com componentes internos, inserções de portas e laterais de túnel com acabamento nesse material, e MTT (McLaren Track Telemetry, Telemetria de Pista McLaren) com função de tempo de volta e três câmeras.

Como qualquer Longtail, o 600LT Spider da MSO foi aperfeiçoado para condução em pista com maior potência, peso reduzido e aerodinâmica otimizada para o engajamento absoluto do motorista, atributos herdados do 600LT Coupe.

Dotado de motor V8 biturbo com 600 HP com 3,8 litros, o 600LT Spider é mais leve do que qualquer rival, assegurando um desempenho notável: aceleração de 0 a 100 km/h em 2,9 segundos e velocidade máxima de 324 km/h com o teto rígido retrátil fechado. Com o teto aberto, a velocidade máxima cai apenas 5 km/h, enquanto a conexão do motorista com o carro a qualquer velocidade é ainda mais visceral devido aos escapamentos duplos de saída superior do motor V8, logo atrás da cabeça dos ocupantes.

Eventuais proprietários de McLaren também podem empregar a expertise da MSO para fabricar seu carro perfeito, mas podem igualmente dispender muito tempo criando seu 600LT Spider, a ponto de se perder completamente. A McLaren está construindo o 600LT Spider por tempo limitado.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

McLaren São Paulo consolida a presença da marca no Brasil


A McLaren São Paulo, importadora oficial da marca no Brasil, superou as expectativas de comercialização estabelecidas desde o início das operações, em maio de 2018. Até janeiro de 2019, vinte unidades da marca britânica de carros esporte já haviam sido vendidas no País. O número, divulgado na quinta-feira (14 de fevereiro) durante entrevista coletiva na sede da McLaren São Paulo, iguala a meta estabelecida para o primeiro ano completo de atuação, a ser completado em maio. Na ocasião, também foi apresentado o McLaren 600LT, mais recente modelo da marca a chegar ao Brasil.


Os McLarens mais vendidos nesta primeira fase foram o 720S Coupé (seis unidades) e o 570S Spider (quatro). Aparecem a seguir os modelos 570S Coupé e 570GT (cada um com duas unidades vendidas), 540C e 600LT (uma unidade comercializada de cada um). O total é completado por quatro McLaren Senna, modelo construído em série limitada a 500 unidades, todas já vendidas. O McLaren Senna, uma das maiores atrações do Salão do Automóvel de 2018, começará a ser entregue a seus compradores em meados de 2019.

“Nossos clientes se identificaram rapidamente com a marca e ficaram plenamente satisfeitos com os produtos. Isso ajudou muito na consolidação da McLaren no Brasil. Vender vinte carros em menos de um ano, tendo um modelo de entrada (540C) com preço a partir de R$ 1.550.000,00, é algo que superou nossas expectativas. A forte identificação com os pilotos brasileiros campeões de Fórmula 1, em especial Ayrton Senna, também é um atrativo da McLaren.”   Henry Visconde, Presidente da McLaren São Paulo

“A McLaren está sempre apresentando novos produtos, cada vez mais atraentes. O 600LT tem um ótimo potencial no mercado brasileiro. O 720S Spider, versão conversível do nosso modelo mais vendido, foi lançado recentemente e estará disponível no Brasil ainda neste ano. E a fábrica está desenvolvendo o Speedtail, modelo de propulsão híbrida com potência total de 1.050 HP, capaz de superar 400 km/h. Nossas projeções indicam ser possível manter de janeiro a dezembro de 2019 o mesmo patamar alcançado nos primeiros meses de operação.” Bruno Bonifácio, Brand Manager da McLaren São Paulo.