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terça-feira, 23 de junho de 2020

WAGNER GONZALEZ em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

Automobilismo vive mudanças involuntárias

Não faz muito tempo seria difícil imaginar que uma pandemia e um ato bárbaro acontecido na cidade de Minnesota pudessem causar tamanha repercussão dentro de autódromos. A F-1 anunciou ontem uma campanha para difundir a inclusão social e nos EUA o FBI investiga episódio no box de Bubba Wallace.

Não faz muito tempo seria difícil imaginar que uma pandemia e um ato bárbaro acontecido na cidade de Minnesota pudessem causar tamanha repercussão dentro de autódromos. Categoria historicamente refratária à temas de comportamento social, a F-1 anunciou ontem uma
campanha para difundir sua nova imagem institucional com na inclusão. Nos Estados Unidos o FBI (Agência Federal de Investigação) foi chamado a investigar um fato certamente inédito: durante a etapa de Talladega, disputada ontem, uma forca foi encontrada no box de Bubba Wallace, único piloto negro dessa especialidade.

O ambiente em um paddock de F-1 sempre exalou uma mescla de cores e aromas que se combinam numa
amálgama que gera oportunidades para imagens exaltadas pelas câmeras de cinegrafistas e fotógrafos. Nesse processo, palacetes montados sobre enormes reboques recebem mortais ansiosos por virar celebridades enquanto se misturam a celebridades que preferem disfarçar, até esconder, a realidade suntuosa que vivem fora dali. Detalhes mundanos como leis trabalhistas e décimo-terceiro salário são temas que jamais são credenciados para circular nesse espaço.

Forçada a interromper um dos seus atrativos comerciais mais fortes, apresentar-se quinzenalmente pelo mundo entre março e novembro, a forma mais exuberante do automobilismo mundial ensaia seu regresso dentro de novos parâmetros. Sem convidados selecionados para gerar cliques e com arquibancadas vazias, buscou-se um artifício para gerar impressões e construir uma imagem mais palatável aos padrões do socialmente correto de nossos dias: no GP da Áustria, dia 5 de julho, carros e painéis ao longo da pista levarão a mensagem “WeRaceAsOne” obviamente acompanhada de uma hashtag.

O conteúdo implícito nessa frase remete a algo do tipo “aqui não se vê cara nem coração, somos todos iguais”, ou seja nega-se o racismo e outros preconceitos como os de gênero e origem. A Liberty Media (proprietária dos direitos comerciais da F-1) e a Federação Internacional do Automóvel (FIA) insistem que a proposta não tem prazo de validade e será reforçada ao longo dos próximos meses. Nada mais justo: não se transforma um mercado de trabalho há sete décadas dominado por homens brancos do dia para a noite, muito menos de um GP na Áustria para outro na Hungria, uma quinzena mais tarde.

Detentor se seis títulos mundiais na F-1, o inglês Lewis Hamilton embarcou nessa movida com algumas voltas de atraso em relação a outros esportistas negros, em particular norte-americanos. No fim de semana anunciou o lançamento da Comissão Hamilton horas antes de participar de um protesto que celebrou o movimento “Black Lives Matter” nas ruas de Londres. Sua proposta foca no engajamento de mais negros em temas como ciências, tecnologia, engenharia e matemática, algo também em voga e identificado pela sigla em inglês, STEM.

O fato mais contundente das mudanças que são cobradas no momento aconteceu nos Estados Unidos, mais especificamente, no box de Bubba Wallace, piloto de ponta da Nascar, modalidade que se consolidou na região mais segregacionista dos EUA. Dois fatos lastimáveis construíram um cenário que levou os dirigentes da categoria a banir a exibição da bandeira dos estados confederados que identifica essa área. No primeiro deles Kyle Larson usou um insulto racista contra um rival durante uma corrida virtual (“Você não consegue me ouvir, negro?”) e acabou despedido da equipe Chip Ganassi. Semanas mais tarde o inaceitável assassinato de George Floyd, asfixiado pelo policial de Minneapolis Derek Chauvin, provocou uma onda inédita de protestos por inúmeras cidades norte-americanas, fenômeno que no domingo alcançou a categoria automobilística mais popular dos Estados Unidos. Para tratar de temas envolvendo esses acontecimentos Brandon Thompson foi anunciado, há uma semana, como vice-presidente para assuntos como diversidade e inclusão.

Neste fim de semana foi encontrada uma forca no box da equipe de Wallace que disputava uma prova em Talladega, cidade localizada no estado do Alabama. O fato repercutiu de forma ampla, geral e irrestrita: aos 82 anos de idade Richard Petty – o maior vencedor da categoria- abandonou seu isolamento coercitivo e foi ao circuito solidarizar-se com o piloto que defende seu time; mais, todas as equipes escoltaram o carro 43 no processo de formação do grid de largada. Ato contínuo, mais uma ˆhashtag” foi criada para divulgar a palavra de ordem “I stand with Bubba”( “Eu estou com o Bubba). Para reforçar a seriedade de proprósito em acabar com o racismo,  Steve Phelps, presidente da Nascar, admitiu que uma vez descoberto quem deixou a forca na garagem de Wallace será banido para sempre da categoria.  Seja quem for, as chances de ser descoberto são grandes: a agência federal convocada para descobrir o autor da asneira tem fama de levar a sério seu trabalho.

Na McLaren o problema é $ 
Há alguns meses Zak Brown, CEO da McLaren, vem fomentando o processo de instituir limites de gastos na F-1, algo que culminou com a introdução de um teto orçamentário 2021 estipulado em US$ 145 milhões por equipe (cerca de R$ 762 milhões ao câmbio de 22/6/2020). O que não se esperava é que a situação da sua empresa estivesse tão ruim a ponto de estabelecer mecanismos legais para garantir novos empréstimos e evitar que bancos e instituições financeiras possam executar dívidas ainda em período de amortização. Já se fala que até o dia 17 de julho será necessária uma injeção £112,8 milhões (aproximadamente R$740 milhões) para cobrir as perdas geradas pelos fracos resultados no Mundial de F-1 e a queda nas vendas e encomendas dos seus carros de rua.

Segundo a BBC, um grupo de credores se opõe ao uso da coleção de carros de corrida e seu centro tecnológico como garantias de um novo empréstimo alegando que esses bens já estão comprometidos em outras operações financeiras. A situação ganha ares mais pesados quando se nota que recentemente o grupo anunciou o corte de 1.200 vagas e viu rejeitado sua demanda de assistência financeira do governo britânico para empresas afetadas pelo Covid-19. Fica no ar se a recente mudança de Daniel Ricciardo trocar a Renault pela McLaren não se transforme em outra decisão que prejudicará a carreira do australiano.

terça-feira, 5 de novembro de 2019

WAGNER GONZALEZ em Conversa de pista

Wagner Gonzalez
Roger Penske aumenta seus domínios


Empresário norte-americano compra o complexo de Indianapolis e quer F-1

O que pode ser mais importante às vésperas do GP do Brasil de F-1: a conquista do sexto título mundial de Lewis Hamilton, o rompimento do contrato entre McLaren e Petrobrás ou a compra do Império IMS por Roger Penske? Nacionalismos à parte a última opção é a notícia mais impactante das três mencionadas: Hamilton está numa fase excelente, o divórcio entre e a empresa nacional e a equipe inglesa era um tema já perto de se tornar um fato consumado e a capacidade intelectual e financeira do bilionário norte-americano tem poder de impactar o status quo do automobilismo mundial de forma mais do que simplesmente abrangente.

Líder de um império que emprega mais de 64.000 pessoas e tem uma receita consolidada que ultrapassa os US$ 32 bilhões anuais, Roger Penske é conhecido por seus empreendimentos de sucesso, apreço a soluções que unem funcionalidade e lucratividade e está ligado por parte considerável dos seus 82 anos de vida. Seus negócios espalham-se pelo mundo: no Brasil é sócio do seu ex-piloto André Ribeiro em uma concessionária de automóveis (talvez espinha dorsal dos seus negócios) e mantém centros de distribuição e logística, o maior deles na Grande São Paulo.

Nas pistas a presença de seu nome em qualquer lista de inscritos é motivo de preocupação e respeito por parte dos seus adversários: invariavelmente carros e equipes com seu sobrenome disputam as principais posições e, mais cedo do que tarde, tornam-se invariavelmente vencedores e campeões em qualquer categoria que participem. Só em Indianapolis seu nome está diretamente ligado a 18 vitórias, cinco delas através de pilotos brasileiros: Emerson Fittipaldi (1989), Gil de Ferran (2003) e Hélio Castro Neves (2001/02/09). Este ano o vencedor Simon Pagenaud conduziu um carro de sua equipe.

Não é só na Indy que sua marca brilha: Juan Pablo Montoya e Dane Cameron levaram o Acura DPi, um protótipo com mecânica Honda, ao título do Weathertech Sportscar Championship. Em uma lista de 46 carros inscritos na temporada da Nascar três dos dez primeiros colocados são seus pilotos: Joey Logano (4º), Ryan Blaney (6º) e Brad Keselovski (9º). Detalhe, carros que
representam a marca Ford, o que mostra sua capacidade de desenvolver projetos paralelos com marcas concorrentes. General Motors, Mercedes e VW são outros grupos com os quais ele mantém bem sucedidos relacionamentos, seja através de conquistas nas pistas, seja participando de conselhos ou diferentes ou como revendedor.

A negociação para a compra da Hulman & Company, empresa proprietária do autódromo de Indianapolis, do evento 500 Milhas de Indianapolis e do campeonato Indycar Series, começou recentemente, fala-se em menos de um ano, e foi completada sem que o assunto vazasse. O anúncio oficial aconteceu ontem (foto de abertura/Indycar), e ontem mesmo o novo proprietário começou a trabalhar no que considera os dez pontos para atacar de imediato. Embora a negociação ainda deva ser aprovada pelas autoridades norte-americanas, ninguém acredita que haverá objeções para Penske tornar-se o quarto proprietário desse império nascido em 1909 em um investimento de Carl Fisher. O fundador de Indy ficou à frente do negócio até 1927, quando Eddie Rickenbacker assumiu o comando, posição que manteve por 18 anos, até passar o controle para família de Tony Hulman.

Indy não é o primeiro autódromo nos negócios de Roger Penske: ele já possui os autódromos de Cleveland, Fontana e Nazareth e tem investimentos nas etapas da Carolina do Norte, Cleveland e Detroit. Nos seus planos para Indy estão a realização de uma prova de 24 Horas do calendário da IMSA, negociar um GP do Campeonato Mundial de F-1 e fazer um fim de semana reunindo provas da Nascar e da IndyCar. Para evitar conflitos de interesse Roger Penske anunciou que vai afastar do controle operacional de sua equipe de IndyCar, posição que será assumida por braço direito na categoria Tim Cendric. Prova que sua nova empreitada é vista com bons olhos é a ausência de críticas à essa negociação, que foi elogiada por diversos chefes de equipe e formadores de opinião do automobilismo norte-americano.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Goodyear e Rede TV! colocam NASCAR na TV aberta


Há 64 anos, a Goodyear iniciou a sua parceria de fornecimento oficial com a NASCAR, principal competição de automobilismo dos Estados Unidos. Em 1997 essa parceria foi ampliada e a Goodyear se tornou fornecedor exclusivo de pneus para as três principais séries da categoria. A longevidade desta relação é justificada, em parte, à inovação e tecnologia que a Goodyear traz às pistas e ao desenvolvimento oferecido pela fabricante a competição.

Com o intuito de celebrar os 100 anos da Goodyear no Brasil e de resgatar o envolvimento da marca durante todo o período, Goodyear e Rede TV! vão retransmitir no programa NASCAR Show, a partir de dezembro, todos os sábados, às 17h30,os melhores momentos da temporada 2018 da NASCAR

Assim como os milhares de fãs que irão acompanhar as disputas nestes finais de semana para ver os seus pilotos favoritos, nos bastidores, os engenheiros da Goodyear sempre estiveram presentes nos locais das competições para avaliar o desempenho dos pneus e trabalhar com as equipes e pilotos, com o intuito de entregar o melhor produto de corrida do mundo. E os testes não param por aí - os especialistas em corridas da Goodyear trabalham em estreita colaboração com funcionários da NASCAR, equipes e pilotos durante toda a temporada com o objetivo de formular os melhores pneus para cada pista.

NASCAR SHOW
Estreia: 01/12
Exibição: sábados, das 17h30 às 18h.
Apresentadores: Bibiana Bolson e Fernando Navarro
Narração: Fernando Fontana
Comentários: Tiago Mendonça

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Max Papis corre as duas etapas finais da Porsche Império GT3 Cup Endurance Series


A Porsche Império GT3 Cup Challenge terá mais um nome de peso agregado ao grid nas etapas de Goiânia e Interlagos da Endurance Series: o italiano Max Papis, que já correu em importantes categorias do automobilismo mundial como Fórmula 1, Fórmula Indy, Champ Car e Nascar. 

Papis, de 49 anos, participou da temporada de 1995 da Fórmula 1 pela equipe Footwork, e no ano seguinte passou a competir nos Estados Unidos, tendo conseguido três vitórias e 11 pódios na Champ Car entre 1996 e 2003, principalmente pela equipe Rahal.

O italiano ainda participou por duas vezes das 500 Milhas de Indianápolis, em 2002 e 2006, e competiu nas 24 Horas de Le Mans em sete oportunidades entre 1997 e 2008. De 2006 a 2013, Papis passou a correr nas divisões nacionais da Nascar.

A jornada de Goiânia é a segunda etapa do campeonato de Endurance e acontece neste sábado, com largada prevista para 15h10. A prova terá duração de 300 km ou 2h45 minutos (o que vier primeiro). 

O que disse Max Papis:
"Estou empolgado em me juntar à Porsche Cup GT3 Cup Challenge no Brasil. Guiar um carro de corrida da Porsche é algo que eu sempre quis, e agora tenho essa oportunidade na carreira, ainda mais no mágico circuito de Interlagos. Pilotar em Interlagos era um dos meus objetivos desde que eu era criança por causa do meu ídolo Ayrton Senna. Estou ansioso por esse fim de semana em Goiânia, será uma grande oportunidade de conhecer o carro e entender como é a competição no Brasil para pegar experiência para a corrida em Interlagos. Estou ansioso em dividir a pista com meu amigo Miguel Paludo e os demais competidores da categoria".

sábado, 15 de setembro de 2018

Rabello começa bem em Hockenheim


O mineiro Felipe Rabello iniciou de forma destaca da preparação para a penúltima etapa da Nascar Whelen Euro Series, evento que acontece neste fim de semana em Hockenheim, sede do Grande Prêmio da Alemanha de F-1. O brasileiro disputa a categoria Elite 2, foi o segundo mais rápido no treino da tarde e ficou em terceiro no cômputo das duas sessões, que contou com 26 pilotos. 

Rabello ocupa a sétima posição no campeonato, com 196 pontos, 47 atrás do líder Ulysse Delsaux, o mais rápido de hoje. Apesar da diferença de pontos Rabello segue confiante com relação à disputa pelo título da temporada:

“Pelo regulamento do campeonato a rodada semifinal, as duas corridas têm pontuação dobrada, ou seja, neste fim de semana há 160 pontos em jogo. Ou seja, está tudo em aberto.”

A Nascar Whelen Euro Series é uma categoria reconhecida pela Nascar e seu calendário deste ano já passou por Valência (Espanha), Franciacorta (Itália), Tours (França) e Brands Hatch (Inglaterra). A final vai acontecer em Zolder, (Bélgica) nos dias 20 e 2 de outubro, e o foco, por enquanto, é superar as demandas do traçado alemão

Felipe Rabello volta a andar  hoje (15) para disputar as sessões de classificação e Superpole, antes da primeira prova do fim de semana: 17 voltas, com largada programada para as 12:20, sempre pelo horário de Brasília.


terça-feira, 7 de agosto de 2018

A Cummins Inc. retorna a NASCAR com a Stewart-Haas Racing (SHR)


A Cummins Inc. estreia no Ford Fusion Nº 14 do piloto Clint Bowyer na corrida da Monster Cup NASCAR, no próximo dia 18 de agosto, no autódromo Bristol Motor Speedway, em Tennessee, compartilhando o patrocínio principal com a Rush Truck Centers, principal provedor de soluções para a indústria de veículos comerciais. A segunda corrida está agendada para o dia 14 de outubro, em Talladega Superspeedway, no estado do Alabama, nos EUA.


A Cummins tem tradição no automobilismo; marcou presença na primeira edição dos 500 Milhas de Indianápolis, em 30 de maio de 1911, ocasião em que o fundador da empresa, Clessie Cummins, pertencia a equipe vencedora Marmon Wasp do piloto Ray Harroun. “A Cummins é uma marca global e líder de categoria; estamos muito orgulhosos de tê-la de volta nas corridas. É uma vitória para a nossa indústria e uma vitória para a Stewart-Haas Racing”, afirma Mike Verlander, vice-presidente de Vendas e Marketing da SHR.

Embora a Cummins seja uma corporação de segmentos de negócios complementares que projetam, fabricam, distribuem e atendem a um amplo portfólio de soluções de energia, ela é bastante conhecida por seus motores de caminhões a diesel. Já a Rush Truck Centers é a maior fornecedora do país de produtos e serviços Premium para o mercado de veículos comerciais, com o maior estoque de caminhões na América do Norte.

Co-proprietário da SHR Tony Stewart, natural de Columbus, Indiana, a sede global da Cummins, é tricampeão da NASCAR Cup Series, campeão em 1997 da IndyCar Series e quatro vezes campeão da USAC. “A Cummins sempre esteve presente nas 500 Milhas de Indianápolis e me recordo de ver seu logotipo na NASCAR por anos com Mark Martin. Pertencer a um time com uma empresa como a Cummins é algo em que eu me orgulho muito”, comenta Stewart.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Goodyear e NASCAR ampliam acordo histórico

A NASCAR e a Goodyear Tire & Rubber Company anunciaram a renovação do acordo plurianual que mantém a Goodyear como fornecedora exclusiva de pneus para as três séries nacionais mais importantes da NASCAR. A assinatura do acordo segue estabelecendo a Goodyear como o "Pneu Oficial da NASCAR" e estende a duradoura relação entre a empresa e a NASCAR que teve início em 1954. O sólido relacionamento de seis décadas entre Goodyear e NASCAR é um dos programas de patrocínio mais longos na área de esportes profissionais nos Estados Unidos.

"Estamos muito orgulhosos de comemorar com a Goodyear a renovação de um longo relacionamento", afirma Brent Dewar, presidente da NASCAR. "Por mais de meio século, a NASCAR e suas equipes têm contado com os pneus da Goodyear. O compromisso da Goodyear com inovação e excelência desempenha um papel fundamental ao apoiar nosso objetivo de oferecer o melhor produto de automobilismo do mundo".

Desde a introdução dos pneus lisos em 1972, passando pela tecnologia radial em 1989, até os modelos multi design em 2013, a Goodyear e a NASCAR têm inovado ininterruptamente para permitir corridas mais emocionantes. A NASCAR tem servido como campo de provas para Goodyear ao exigir o desenvolvimento de pneus que atendam a condições exigentes e desafiadoras. A tecnologia aplicada nesses pneus é usada posteriormente na fabricação de modelos para o consumidor final.

A Goodyear produz anualmente mais de 100 mil pneus para as três melhores séries da NASCAR 3. Cada unidade é fabricada sob medida pelas mãos de funcionários apaixonados da Goodyear em Akron, Ohio (EUA), onde está localizada a sede principal da empresa, e leva o nome do funcionário que ajudou a produzi-lo. A solidez da relação entre as duas organizações foi construída graças à competência e a paixão e ao crescimento de ambas as marcas. 

A marca Goodyear, como líder do setor, cresceu ao longo da relação para se posicionar e se promover entre os fãs apaixonados da NASCAR. Por cinco anos consecutivos, a Goodyear tem sido o patrocinador mais reconhecido da NASCAR, de acordo com um levantamento sobre fidelidade a patrocinadores da NASCAR 2016 realizada para o Sports Business Journal e pela Turnkey Sports & Entertainment.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

EuroNascar: Mineiro Felipe Rabello pode ser campeão neste final de semana

A Nascar Whelen Euro Series terá a sua grande final no circuito de Zolder, na Bégica, neste final de semana (14 e 15/10). 

E o mineiro Felipe Rabello pode entrar para a história como o primeiro brasileiro a conquistar o título da versão europeia da Nascar, a mais importante categoria do automobilismo norte-americano.

Quatro pilotos - Thomas Ferrando (França), Ulysse Delsaux (França), Felipe Rabello (Brasil) e Maciej Dreszer (Polônia) - estão com maiores chances na disputa pelo título da EuroNascar Elite 2, e o experiente francês Ferrando entra no GP da Bélgica com uma vantagem de 72 pontos sobre seu compatriota Delsaux, e 78 de folga para Rabello, terceiro colocado, mas líder na classe Rookie (Estreante) Cup. Importante ressaltar que esta etapa vale o dobro de pontos, portanto, ninguém será conservador e tudo poderá mudar.

“Nesta final em Zolder tem muitos pontos em jogo. Tudo pode acontecer. Vou dar meu máximo e mais um pouco. Não vou correr pensando em pontuar e sim em ganhar a corrida e torcer para que seja suficiente para ser campeão”, avisa o representante de Belo Horizonte.

Nos treinos livres que serão realizados na sexta-feira (13/10) o Felipe vai usar as duas sessões de 30 minutos para se adaptar aos 4.011 metros do rápido circuito, já que vários pilotos dos oito países diferentes (Alemanha, Bélgica, Brasil, França, Irã, Itália, Luxemburgo, Polônia) já tem boa experiência nesta pista belga, particularmente Thomas Ferrando, que já correu quatro vezes em Zolder.

“Zolder é uma pista de alta velocidade muito divertida e eu gosto muito de circuitos assim. Espero que dê tudo certo e que possa levar a bandeira do Brasil ao lugar mais alto do pódio”, confia Rabello, que já tem duas vitórias nesta sua temporada de estreia internacional.

Cronograma (horário de Brasília) da rodada final da EuroNascar na Bélgica:
13/10 – Sexta-feira
09h40 – Treino Livre 1 (30 min)
12h15 – Treino Livre 2 (30 min)

14/10 – Sábado
05h58 - Classificação (8 min)
06h10 – SuperPole (5 min)
12h05 - Final 1 (16 voltas)

15/10 – Domingo
06h15 - Final 2 (16 voltas)

Os dez primeiros na Nascar Whelen Euro Series depois de 10 etapas são: 1) Thomas Ferrando (França), 512 pontos; 2) Ulysse Delsaux (França), 440; 3) Felipe Rabello (Brasil/Rookie)), 434; 4) Maciej Dreszer (Polônia/Rookie), 424; 5) Guillaume Dumarey (Bélgica/Rookie), 421; 6) Marconi Abreu (Brasil), 406; 7) Justin Kunz (Alemanha), 387; 8) Paul Guiod (França), 386; 9) Meisam Taheri (Irã/Rookie), 346; 10) Carmen Boix Gil (Espanha/Rookie), 345.


Todas as corridas de Zolder serão transmitidas ao vivo pela Fanschoice.tv (http://www.fanschoice.tv/watch-live/nascar/euro), pelo youtube (https://www.youtube.com/channel/UCBC6q0W_XvlektRSbjJ4mgg) e na página Facebook NASCAR Whelen Euro Series (https://www.facebook.com/EuroNASCAR/).

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

McLAREN: REI MORTO, REI POSTO


Afastado da presidência da McLaren há poucos dias, Ron Dennis já foi substituído por Zak Brown.

Empresa confirmou que houve negociações com a Apple, algo até então negado. Rei morto, rei posto…



O mundo da F-1, em particular a McLaren especificamente, acaba de demonstrar que é uma atividade tão mundana quanto qualquer outra onde o dinheiro é a mola-mestra. Ou seja, como praticamente qualquer outra atividade humana. Semana passada o empresário Mansour Ojjeh e o fundo de investimentos barenita Mumtalakat usaram os 75% de ações em seu poder para afastar Ron Dennis do comando executivo do grupo. Ontem (21/9) foi anunciado que o americano Zak Brown assumirá o posto de diretor-executivo do Grupo Tecnológico McLaren e parte significativa das atribuições até então a cargo do inglês no organograma da operação. O informe  ocorreu praticamente ao mesmo tempo que Mike Flewitt, executivo-chefe da McLaren Automotive, admitiu que houve negociações com a Apple, informação que circulou em setembro e que até então havia sido negada pela empresa:

“Eles vieram, conheceram a fábrica e nós conversamos, mas não houve nenhuma proposta formal,” foi a declaração de Flewitt a jornais ingleses. Flewitt lembrou Bill Clinton quando admitiu que fumou maconha… mas não tragou.

A leitura desses dois episódios mostra que os acionistas majoritários Ojjeh (que detém 25% das ações do Grupo McLaren) e o fundo Mumtalakat (detentor de 50%) estão dispostos a manter Dennis cada vez mais afastado da empresa, que atua no segmento de carros esportivos de luxo e desempenho, eletrônica e serviços industriais de alta tecnologia. 

O destino de Dennis, que detém os restantes 25% das ações, ainda é incerto, mas a julgar pelos últimos acontecimentos é pouco provável que haja uma reconciliação com seus sócios. Afinal, o site do fundo deixa claro a premissa de seus investimentos: “alinhamento sólido de interesses entre a companhia e seus acionistas.” Resta saber como será sua participação na empresa, cujo faturamento anual está em torno de US$ 1 bilhão.

Que ninguém espere ver Ron Dennis se dedicando a cuidar do jardim ou pescar salmão, hobbies típicos de aposentados britânicos…

Não bastasse o movimento na McLaren, o automobilismo inglês foi sacudido pela notícia que um consórcio russo está em negociações avançadas para adquirir o circuito de Silverstone, cujo leasing está em poder do British Racing Drivers Club, o BRDC. Apesar de extremamente movimentado dentro e fora das pistas — o local abriga várias empresas voltadas ao automobilismo de competição e aviação civil — aparentemente o resultado dos últimos cinco anos aponta o prejuízo de £ 55,2 milhões (R$ 230 milhões). Nos últimos meses a Jaguar Land Rover e os empresários Lawrence Tomlinson (dono da  Ginetta e várias outras empresas) e Jonathan Palmer (ex-piloto de F-1) fizeram ofertas que, por motivos diversos, não prosperaram. No caso da Jaguar Land Rover o empecilho foi o fato de a Porsche manter uma pista de testes no antigo aeródromo de Northamptonshire.

F-1 em fim de temporada
O GP de Abu Dhabi, neste domingo, encerra a temporada 2016 da categoria em grande estilo, cortesia da disputa entre os dois pilotos da equipe Mercedes: Nico Rosberg (líder com 367 pontos) e Lewis Hamilton (355). As combinações mais simples para definir o novo campeão indicam que um terceiro lugar garante o título ao alemão, enquanto o inglês precisa vencer e torcer para seu adversário termine no máximo em quarto.

A corrida de Yas Marina terá 55 voltas pelo circuito de 5.554 metros, traçado famoso pelo asfalto liso e relativamente pouco abrasivo e que exige 75 trocas de marcha a cada giro. O desenho destaca curvas rápidas, o que equivale a usar o motor em regime máximo em 56% do tempo de cada volta. O recorde atual, registrado em 2009 por Sebastian Vettel, é de 1’40”279 e logo após o ponto de velocidade mais alta (cerca de 340 km/h no final da reta principal) é preciso reduzir para primeira marcha antes de fazer a curva mais fechada do circuito, pouco antes do segundo trecho onde é permitido o uso da asa móvel.

Felipe Massa faz sua última largada na categoria e Felipe Nasr faz sua última prova com o apoio do Banco do Brasil: a instituição financeira governamental não renovou seu apoio e o brasiliense fica em situação mais complicada para prosseguir na categoria. Ontem a Sauber confirmou a renovação do contrato de Marcus Ericsson por mais uma temporada; segundo o mesmo comunicado, “o segundo piloto será anunciado oportunamente”.

Audi sai pelo pódio mais alto
A Audi se despediu do Campeonato Mundial de Resistência (WEC) com uma dobradinha na 6 Horas do Bahrein, sábado, com o carro tripulado por Lucas di Grassi, Loïc Duval e Oliver Jarvis em primeiro e outro, comandado por Marcel Fässler, Andre Lotterer e Benoît Tréluyer em segundo. O pódio foi completado pelo Porsche de Brendon Hartley, Timo Bernhard e Mark Webber.

Os promotores da categoria anunciaram que o regulamento de motores da categoria LMP1, a mais importante do WEC, estão congeladas até dezembro de 2019, porém alterações aerodinâmicas deverão entrar em vigor após homologação que deverá acontecer na próxima reunião do Conselho Mundial do Esporte a Motor, em dezembro.

Domingo, as principais equipes do campeonato promoveram vários testes de equipamento e o brasileiro Pipo Derani marcou o terceiro tempo a bordo de um Toyota de fábrica. O mais rápido foi o americano Gustavo Menezes, que conquistou o título de pilotos na categoria LMP2 com um Renault Alpine. 

A surpresa do teste foi a participação do polonês Robert Kubica, que andou com um CLM-ERA e marcou tempos melhores que os pilotos habituais da equipe liderada por Romulus e Colin Kolles, pai e filho. Colin já esteve envolvido com seis diferentes equipes de F-1: Jordan, Midland, Spyker, Force India, HRT e Caterham.

Os melhores tempos do treino foram estes:
1) Gustavo Menezes, Porsche 919 Híbrido, 1m43,626s
2) Paul-Loup Chatin, Audi R18 e-tron, 1m43,910s
3) Pipo Derani Toyota TS050 Híbrido, 1m44,292s
4) Robert Kubica, ByKolles CLM-AER P1/01, 1m47,222s
5) Alex Lynn, Aston Martin Vantage GTE, 1m58,774s
6) Ross Gunn, AMR Aston Martin, 1m59,292s

Johnson, Petty e Earnhardt
Jimmie Johnson entrou definitivamente para a história da Nascar ao conquistar seu sétimo título de campeão da mais popular categoria de automobilismo dos Estados Unidos. Com o triunfo, obtido no último no fim de semana em Homestead, na Flórida, ele se iguala a Richard Petty e Dale Earnhardt. Ao final da temporada Johnson somou 5.040 pontos contra 5.037 de Joey Logano e 5.035 de Kyle Busch.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Wagner Gonzalez em Conversa de pista

LE MANS 2016, EXEMPLO A IMITAR

Wagner Gonzalez
A edição 2016 da 24 Horas de Le Mans foi apresentada oficialmente na semana passada e mostrou por que, apesar de toda a torcida contra da FOM e da FIA, os organizadores franceses tem muito a ensinar ao esporte em todo o mundo, particularmente no Brasil. Com 60 carros confirmados e outros dez numa lista de reserva, a competição tem vigor suficiente para extrapolar a importância do próprio Campeonato Mundial de Resistência (WEC) e formar um mercado que vai alimentar a categoria nos próximos anos.


Por mais longo (1h17’) que seja, vale a pena assistir a este vídeo, que mostra não apenas quem são os principais atores e as principais forças envolvidas na prova de resistência mais famosa do mundo, mas,  principalmente, a postura fria e distante de Jean Todt. O presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), estava visivelmente constrangido em ter que admitir que, graças a Le Mans, a categoria de Resistência segue crescendo e formando um mercado de trabalho muito mais amplo e aberto que a badalada e milionária F-1. 

Em um discurso de dois minutos, ele se referiu várias vezes à própria entidade e apenas vez, aos 11 minutos do vídeo, mencionou as 24 Horas de Le Mans. Se o campeonato fosse realmente tão importante e ocupasse o lugar que diz ocupar em seu coração, bem que ele poderia ter evitado a coincidência de datas entre Le Mans e o GP do Azerbaijão…


Enquanto as alemãs Audi e Porsche e a japonesa Toyota serão as protagonistas da categoria LM P1, na LM P2 é a marca Ligier quem dominará as atenções frente aos concorrentes Alpine, BR, Gibson e Oreca, os cinco construtores homologados para esta temporada. Na 24 Horas de Daytona a equipe Extreme Speed, de Scott Sharp, surpreendeu ao conquistar a vitória na categoria geral com um Ligier LMP2 Honda. Obviamente não se pode incluir o carro do brasileiro Pipo Derani entre os candidatos á vitória na geral nas nove etapas do WEC, mas não resta dúvida que a classe é bastante disputada e oferece bons espetáculos.

A apresentação de Le Mans 2016 envolveu os principais fabricantes de protótipos, os responsáveis pelos programas de Resistência da Audi, Porsche e Toyota e várias outras personalidades do segmento. Foi um evento onde o Automóvel Clube do Oeste (ACO) da França soube fazer tudo isso num padrão que uniu o glamour dos grandes eventos americanos e muitos toques de sofisticação europeia. Mais importante: fez isso em uma transmissão aberta de internet, plataforma de comunicação que ainda causa calafrios em Bernie Ecclestone e alimenta uma disputa nada velada entre os grandes fabricantes envolvidos na F-1 — Ferrari, Honda, Mercedes e Renault —, que são os grandes financiadores e interessados no potencial promocional dessa categoria.

Obviamente não se deve esperar algo do tipo dos responsáveis pelo automobilismo brasileiro. O site da Confederação Brasileira de Automobilismo, normalmente a primeira fonte de consulta para quem quer se informar sobre o esporte, sequer tem calendários das categorias que a entidade supervisiona e cobras polpudas taxas de homologação para permitir que existam. Mias curioso ainda é ver que o espaço destinado ao calendário do Campeonato Brasileiro de Kart está em branco, enquanto uma outra notícia, postada dia 21 de janeiro, informa que o certame acontecerá entre os dias 11 e 23 de julho no Kartódromo de Conde (PB). Poderia ser uma falha pontual, mas várias categorias também não tem seus calendários publicados: a Stock Car divulgou a segunda versão do seu calendário de 2016 no dia 17 de dezembro de 2015, até ontem o que a CBA mostrava era isto. Provavelmente o recesso de fim de ano e o carnaval podem ter influenciado nesta situação…

Renault volta à F-1 de olho no mercado de competição
Demorou, mas chegou com força total: o novo programa de competições da Renault foi anunciado na semana passada e contempla muito mais que a participação da marca como construtor na F-1, tal qual Mercedes e Ferrari. De acordo com Carlos Ghosn, presidente executivo da fabricante,  o projeto inclui desde as unidades de Enstone e Viry-Chatillon — onde serão produzidos, respectivamente, chassi e motor do Renault RS 16 — até a Renault Sport Cars, evolução da Renault Sport Technologies, e um programa que inclui a equipe e demais campeonatos de F-Renault 2.0, Troféu Renault Sport RS 01, e programas para clientes para pista e rali. Esta decisão deverá incluir futuramente os modelos Alpine, marca que foi revivida há alguns anos e que deve lançar ainda este ano seu primeiro GT. Sem dúvida, uma forma de capitalizar com mais eficiência e rapidez os pesados investimentos feitos para recomprar a equipe Lotus e sua sede na Inglaterra.

Além disso foi anunciada a criação da Academia Renault, que vai focar na descoberta e preparação de novos pilotos. Segundo a marca francesa, “60% dos pilotos atuais da F-1 passaram pela F-Renault durante suas temporadas de aprendizado”. Na F-1 o francês Esteban Ocon foi confirmado como piloto-reserva da equipe, que terá o dinamarquês Kevin Magnussen e o inglês Jolyon Palmer como titulares.

Tony Stewart no estaleiro
Tricampeão da Nascar, o americano Tony Stewart vai ficar de fora das primeiras etapas da temporada 2016, que inicia dia 21 com uma exibição neste fim de semana, em Daytona. Stewart, de 45 anos, sofreu um acidente quando andava de quadriciclo com amigos e sofreu fratura na vértebra lombar L-1. Embora seu regresso às pistas tenha sido confirmado para esta temporada ainda não se sabe quem será seu substituto. Elliot Sadler, Justin Algaier, Ty Dillion, John Hunter Nemecheck e Bobby Lemonte são nomes cogitados para pilotar o Chevrolet #14 inscrito pela equipe Stewart Haas Racing. Clint Bowyer, que este ano defende o time HScott Motorsports, é apontado como seu substituto na Stewart-Haas em 2017: Stewart já confirmou que encerra a sua carreira no final desta temporada.

WG

terça-feira, 7 de julho de 2015

Wagner Gonzalez em Conversa de Pista

Wagner Gonzalez

Debaixo da garoa, um copo meio cheio, meio vazio

Verão inglês colocou água no chope da equipe Williams. Famosos pela cerveja natural, alemães fizeram mais uma dobradinha em pódio que Ferrari marcou presença. Em Daytona, acidente espetacular marca vitória de Dale Earnhardt Jr.




Largada fulminante, chegada nem tanto
Ri melhor quem… Copo meio cheio… Nenhum dito popular serve melhor para descrever o GP da Inglaterra como a famosa frase do lendário pentacampeão, o argentino Juan Manuel Fangio: “Carreras son carreras”.


Felipe Massa alinhou em terceiro no grid e assumiu a ponta em uma largada que entrou para sua história, talvez até mesmo para a história da F-1. Afinal, poucas vezes uma dobradinha com chances de derrotar a praticamente imbatível equipe Mercedes foi desperdiçada de maneira tão clara. No final, a chuva se encarregou de garantir que Lewis Hamilton e Nico Rosberg terminassem mais uma vez em primeiro e segundo lugares e Sebastian Vettel subisse novamente ao pódio.

O que se viu em Silverstone, além de uma mostra do verão inglês, foi um Felipe Massa em grande dia ser anulado por uma estratégia nada ou pouco digna de uma equipe de F-1 com tamanha tradição. Não se pode esquecer que a categoria está mais do que nunca tomada pelo politicamente correto a ponto de colocar ordens e jogo de equipe na categoria do inadequado. Mas quem é autoentusiasta se perguntou por que durante as voltas em que o brasileiro do carro 19 e o finlandês do carro 77 lideravam a prova eles não se ajudaram para aumentar a vantagem sobre o rapazinho do 44. Qualquer mecânico de kart, daqueles que ficam fazendo mímicas absurdas e incompreensíveis à beira da pista, teria sido capaz de transmitir claramente essa ordem.

Foi esse desperdício que deixou o copo da vitória meio vazio, volume que nem mesmo a garoa que invadiu Silverstone sem credencial serviu para compensar. Pior: aumentou a seca de vitória da equipe — a última foi na Espanha, em 2012 — e do brasileiro (GP do Brasil de 2008) e adiou a primeira conquista de Valteri Bottas. Tal qual muita gente que assiste o GP do Brasil pela TV está cansada de ouvir, os ingleses da Williams demonstraram não saber que a “..a chuva vem de Oxford”.

Brincadeiras à parte, só mesmo essa folclórica frase para explicar a tática equivocada para trocar os pneus de seco pelos intermediários quando os 5.891 metros ficaram úmidos ou molhados. Até mesmo os adversários com conhecimento de causa, e de casa, estranharam a tática da Williams, caso de Toto Wolff, austríaco cuja esposa é piloto de desenvolvimento da equipe inglesa, da qual já foi acionista, e lidera a equipe Mercedes. Para ele, os rivais deveriam ter usado táticas diferentes para cada piloto, em especial para Bottas, “que parecia mais rápido”.

Mesmo ocupando a segunda fila do grid (Bottas largou em quarto), a Williams acabou sucumbindo à estratégia e malandragem de Sebastian Vettel. O alemão deu show de pilotagem na chuva ao disputar posição com Kimi Räikkönen, como você pode ver abaixo.

Como não adianta chorar sobre a garoa derramada, a Williams tratou de valorizar o resultado e chutar a bola para a frente, o que no caso é focar no GP da Hungria, dia 26. Nesse meio tempo será preciso conter os ataques à manutenção de Valteri Bottas na equipe em 2016. Se a Ferrari já tinha interesse no finlandês, o capítulo Silverstone certamente tem tons de epílogo nessa relação. O resumo desta ópera pode ser descrito como o interesse de Frank Williams em faturar o máximo possível para liberar o piloto, que começa a se cansar da demora em vencer seu primeiro GP e vislumbra pastos mais verdes, como sempre parece ser o gramado do vizinho.

D-R por D-R, nada supera o clima que reina no Império de Dennis, o Ron, não o travesso das antigas revistas de quadrinhos. Com um pouco de sorte você poderá assistir a esta entrevista onde Ron Dennis responde perguntas de Martin Brundle. Com conhecimento de causa e de casa, Brundle encosta Dennis na parede ao questionar a atual falta de competitividade da McLaren e, surpreso com uma resposta típica de político em campanha, fuzila uma réplica tipo não-é-bem-isso-que-se-vê-na-pista. Os dois concordaram em novo capítulo dessa tertúlia para o final da temporada.

O clima de desespero já envolve a Honda e ex-amigos como Eddie Jordan. Se para o construtor japonês, cujos valores orientais preservam a paciência e o tempo, o projeto é de cinco anos, para Dennis e seu orgulho os resultados devem aparecer ontem, algo que quem acompanha a F-1 sabe que não é o caso. Com relação a Eddie Jordan, que nos seus tempos de dono de equipe era próximo a Dennis-, a declaração que o mal da McLaren está na arrogância do seu líder, provocou uma resposta igualmente áspera:

“A F-1 é uma família que mora em um monte de vilinhas e cada uma tem sempre seu idiota. Ele (Jordan) se encaixa perfeitamente nesse papel…”

Enquanto o desempenho competitivo não vem, a sombra do processo que levou Ron Dennis a assumir o comando da McLaren aparece como um verdadeiro lobo mau. O ex-mecânico de John Cooper conquistou a equipe quando Teddy Mayer começou a perder seu toque de fada no final dos anos 1970 e acabou entregando a varinha para Dennis em 1981. Teddy Mayer não acabou no Irajá, mas ainda não dá para dizer o mesmo de Ron Dennis.

Diferenças à parte, o famoso Grupo Estratégico da F-1, aquele que Bernie Ecclestone quer ver dizimado, se reuniu novamente e serviu para deixar Ron Dennis, digamos, menos estressado. Além de uma cruzada para diminuir o uso de parafernálias eletrônicas a partir do GP da Bélgica (marcado para 21 de agosto), novos fabricantes poderão usar um quinto motor, ou melhor: unidade de potência, em seu primeiro ano. Soou como presente para a Honda e um atestado de cinismo para os que fazem o regulamento da categoria. Afinal, hoje em dia, tem gente que já perdeu 25 posições em um grid que tem meros 22 participantes. O futuro é, digamos, nosso conhecido: no ano que vem o sistema de escapamento dos motores será modificado para produzir um ronco mais forte, atitude comparável à eficiência digna de serviços públicos brasileiros…

Para ver o resultado completo do GP da Inglaterra e a situação do campeonato basta clicar aqui.

Nascar: na reação em cadeia piloto escapa ileso
Nem a chuva que atrasou a programação em três  horas e meia arrefeceu os ânimos dos pilotos que disputaram a Coke 400, etapa da Sprint Cup (principal categoria da Nascar) em Daytona. Você pode ver aqui um resumo dos principais acidentes da prova vencida por Dale Earnhardt Junior.. Neste link você vê o acidente em vídeo registrado por um espectador; cuidado, são cenas fortes… Neste outro você a sequência por outro ângulo e com melhor definição, inclusive da caixa de câmbio que ficou separada do automóvel. Austin Dillon, o piloto do carro que decolou e bateu contra as grades de proteção (que cumpriram sua função com méritos…) saiu caminhando do acidente. Entre os espectadores que foram atingidos por detritos e peças dos automóveis, seis foram liberados após receber primeiros socorros no local e os demais encaminhados para um hospital local, onde receberam os cuidados necessários. Todos passam bem.

 WG