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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

WAGNER GONZALEZ em Conversa de pista

Wagner Gonzalez

Boesel no Hall da Fama e Interlagos fora do WEC

Automobilismo brasileiro vive momentos antagônicos

No mesmo dia em que a Federação Internacional do Automóvel (FIA) homenageou o paranaense Raul Boesel (foto de abertura/Embrashow) por sua vitória no Campeonato Mundial de Resistência de 1987, os
atuais organizadores desse evento anunciaram, ontem, o cancelamento da etapa brasileira que estava prevista para acontecer dia 1º de fevereiro em Interlagos.

A falta de garantias financeiras foi a razão para tal medida, algo que já era comentado entre as equipes desde a etapa de Shangai, disputada dia 10 de novembro. A exclusão da etapa brasileira afeta o automobilismo brasileiro por se tratar da terceira oportunidade que etapas de campeonatos internacionais no Brasil são anunciadas e canceladas.

Raul Boesel foi o único brasileiro presente na festa, que inclui todos os campeões mundiais da categoria Endurance das temporadas de 1981 até 1992 (Então conhecido como Campeonato Mundial de Carros Esporte) e de 2012 até 2018/2019. Na temporada de 1987 Boesel disputou todas as 10 etapas do campeonato pela equipe oficial da Jaguar, e venceu as etapas de Jerez, Silverstone, Nürburgring (em dupla com o norte-americano Eddie Cheever), Brands Hatch (com o dinamarquês John Nielsen) e Spa-Francorchamps(com o inglês Martin Brundle e o escocês Johnny Dumfries), totalizando 127 pontos contra 102 da dupla Jan Lammers (Holanda) e John Watson (Irlanda). Boesel também disputou 23 GPs de F-1 nas temporadas de 1982/83.

Na América do Norte largou em 199 corridas das fórmulas Indy e Cart e conseguiu um terceiro lugar nas 500 Milhas de Indianapolis, em 1989; seu melhor resultado nos Estados Unidos foi a vitória nas 24 Horas de Daytona de 1991 a bordo de um Jaguar XJR-9 compartido com Martin Brundle e John Nielsen. Atualmente Boesel é um renomado DJ internacional e participa de eventos em várias cidades do mundo.

CBA e promotor evitam comentar cancelamento
Tanto a Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), quanto a Duduch Motorsports, promotora do evento “6 Horas de Interlagos”, evitaram comentar e responder questões sobre o cancelamento da prova, anunciada com pompa e circunstância há cerca de ano e meio como etapa brasileira do Campeonato Mundial de Resistência, mais conhecido como WEC. Tal cenário em nada contribui para esclarecer uma situação que traz danos variados ao automobilismo brasileiro aqui e no Exterior: nos últimos anos a F-Indy já foi anunciada e cancelada em São Paulo e em Brasília e a capital paulista e o Rio apareceram no calendário oficial da F-E e tiveram desfecho idêntico. Pior, autoridades cariocas insistem em anunciar que o GP do Brasil de F-1 deverá ir para o Rio em 2021, assim como o Campeonato Mundial de Motociclismo terá uma etapa no ainda inexistente Autódromo de Deodoro. Questionado sobre a forma como apoiou o evento do WEC e se pretende impor alguma exigência ou medida para evitar que tais cancelamentos se repitam, o presidente da CBA, Valdner Bernardo, optou por responder, via sua assessoria, escolheu desprezar a oportunidade de esclarecer o tema como se conclui ao ler sua resposta:

“A Confederação Brasileira de Automobilismo lamenta o cancelamento da etapa do Mundial de Endurance que aconteceria em São Paulo. Desde que fomos procurados pelo promotor local, ainda em 2017, acompanhamos o processo e prestamos todo o apoio esportivo, que é o que cabe à CBA em face ao evento privado. A presença de uma prova com essa atratividade seria um grande acontecimento para os apaixonados por esporte a motor. Esperamos que os obstáculos que impediram a vinda do WEC ao Brasil sejam ultrapassados e que, em um futuro breve, possamos receber essa tão importante categoria do automobilismo mundial.”

Tal posicionamento parece inadequado ao que consta no parágrafo D, artigo 6º do seu estatuto (“promover, autorizar e fiscalizar a realização de campeonatos e torneios desportivos nacionais e internacionais), entre outros. Independente do resultado obtido no apoio que presta ao kartismo, não há motivo para tratar com indiferença fatos que contribuem para prejudicar a imagem do esporte frente a organizadores internacionais e potenciais investidores do esporte. Deixar de se posicionar claramente sobre o cancelamento de um evento internacional dois meses antes de sua realização ajudaria muito a entidade a recuperar sua própria imagem em um momento em que circulam rumores sobre a possível perda de sua sede própria devido a operações financeiras questionadas na Justiça.

Outra curiosidade sobre o anúncio do cancelamento da prova 6 Horas de Interlagos foi a maneira como a decisão foi divulgada: o comunicado de imprensa sobre o assunto foi divulgado por uma agência que chegou a interromper sua prestação de serviços ao promotor do evento. Questionada sobre os motivos que levaram Gérard Neveu (CEO do Campeonato Mundial de Resistência da FIA) a rejeitar as garantias financeiras oferecidas e cancelar a prova, a agência Néctar respondeu com um lacônico “Neste momento, não temos informações adicionais ao comunicado (sic)”.

Dois outros pontos deixam claro que o cancelamento da corrida em Interlagos não era algo novo. Em reunião com as equipes participantes do WEC durante a etapa de Xangai, há cerca de um mês, Neveu admitiu as dificuldades que a Duduch Motorsports enfrentava e em seu comunicado de ontem anunciou um evento que substituirá a prova brasileira na temporada 2019/2020 da categoria, a Lone Star Le Mans, dias 22 e 23 de fevereiro, no Circuito das Americas, em Austin, Texas. Posto que um evento dessa magnitude demanda organização logística e negociações extensas, fica evidente que o destino da “6 Horas de Interlagos” já estava selado há tempos. Independente do esforço e do investimento despendidos pela empresa Duduch Motorsports é primordial que promotores e autoridades do automobilismo brasileiro atuem de forma a interromper uma lamentável frequência de cancelamentos de eventos internacionais.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Comunicado - 6 Horas de São Paulo


É com grande pesar e surpresa que a promotora do evento 6 Horas de São Paulo informa que foi cancelada, por ato unilateral da organização do Campeonato Mundial de Endurance (WEC), a etapa do campeonato que seria realizada nos dias 30 e 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2020 no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, em prejuízo dos amantes do automobilismo brasileiro e de todos os fãs do esporte da América Latina.

A despeito de todos os investimentos realizados até a presente data, que montam a mais de R$ 8 milhões do total de R$ 12 milhões que seriam investidos pelos promotores e patrocinadores do evento; de todos os esforços da Prefeitura de São Paulo, parceria de primeira hora para trazer de volta ao Brasil este importante campeonato do automobilismo internacional, promovendo as adequações e infraestrutura necessária, de acordo com os cadernos de encargos, seguindo as exigências da Federação Internacional de Automobilismo para que o Autódromo de Interlagos pudesse receber a prova; em prejuízo dos patrocinadores oficiais do evento, que de imediato não mediram esforços para se engajarem e fazerem do retorno das 6 Horas de São Paulo um marco para os amantes do esporte, a organização do WEC decidiu não honrar os compromissos assumidos com a cidade de São Paulo, com os amantes do esporte e com o público em geral.

Rumores e alegações que surgiram recentemente acerca da preocupação, por parte do WEC, com o momento econômico que o País atravessa, não se sustentam. Em verdade, e apesar de tudo aquilo que foi investido e realizado até a presente data, a organização do WEC não se satisfez com as garantias financeiras (emitidas por instituição financeira, como é praxe em eventos desta magnitude) disponibilizadas pelos promotores do evento, decidindo, unilateralmente, cancelar a prova.

Lamentamos muito a forma com que a direção do WEC conduziu suas obrigações em detrimento do Brasil, da cidade de São Paulo e dos amantes do automobilismo da América Latina.

Informamos a todos os fãs que compraram ingressos que estes serão contatados pela empresa parceira que opera a bilheteria e serão devidamente reembolsados.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Augusto Farfus faz balanço de temporada no Endurance com a BMW


A temporada 2019 foi de mudança de rumos e novos desafios para Augusto Farfus nas pistas. Junto com a BMW - por quem corre há 13 anos -, o brasileiro deixou o DTM para focar num calendário de provas de longa duração. Assim, o ano foi de muitos quilômetros percorridos dentro e fora dos autódromos, com participações nas principais corridas do automobilismo mundial. No último sábado (23), Augusto fechou a temporada com a BMW, conquistando o 7º lugar nas 9 Horas de Kyalami, na África do Sul, em disputa válida pelo Intercontinental GT Challenge.

Por esse mesmo certame, Farfus passou por outros quatro continentes. Na Austrália, disputou as 12 Horas de Bathurst e depois as 8 Horas de California, nos Estados Unidos - terminando no top-5 em ambas. Na sequência, a tradicional 24 Horas de Spa-Francorchamps, e também as 10 Horas de Suzuka, onde marcou a pole position da prova.

Além dessas, Augusto abriu o ano com uma vitória muito especial nas 24 Horas de Daytona. Convocado de última hora pela BMW para a disputa, o brasileiro teve papel determinante com uma grande performance sob fortes chuvas, para ajudar o quarteto formado por Connor De Phillippi, Philipp Eng and Colton Herta a garantiu o triunfo.

Ainda no começo do ano, Farfus disputou também as últimas provas da Super Temporada 2018/2019 do Campeonato Mundial de Endurance (WEC). Ele correu as 1000 Milhas de Sebring, nos Estados Unidos, bateu na trave do pódio com o 4º lugar nas 6 Horas de Spa-Francorchamps e a lendária 24 Horas de Le Mans.

Na sequência - literalmente em finais de semana consecutivos -, ele ainda disputou as 24 Horas de Nürburgring, no desafiador traçado de Nordschleife, onde uma batida de um de seus companheiros acabou tirando a equipe mais cedo da prova, uma das favoritas de Farfus, onde ele foi campeão em 2010.

Ao todo, foram quatro provas de 24 Horas, uma de 12h, uma de 10h, uma de 9h, duas de 8h e uma de 6h, completadas a bordo de dois carros diferentes, a BMW M8 GTE, com a qual ele disputou as provas do WEC, e com a BMW M6 GT3
nos outros campeonatos. Assim, o curitibano fez um balanço muito positivo de sua temporada, já esperando pelos próximos desafios em 2020 com a montadora bávara.

Antes de um descanso total para férias, Augusto ainda tem mais um compromisso nas pistas neste ano, na disputa da 10ª etapa do FIA WTCR - que disputou paralelamente neste ano pela Hyundai -, entre os dias 13 e 15 de dezembro, na Malásia.

Augusto Farfus:
“Finalizamos o ano com a BMW em Kyalami, e foi uma prova muito dinâmica, em que andamos na frente, andamos atrás, e foi uma pena que a gente não conseguiu concretizar o resultado que merecíamos. Nosso carro era muito bom, mas arriscamos uma estratégia que não deu muito certo. Estava em 1º faltando cerca de 30 min, mas tivemos que fazer um pit-stop e isso nos deixou em 7º.

E ano foi mais ou menos assim, estivemos sempre com performances boas, sempre no top-10, mas faltou um resultado mais expressivo. Foi uma pena, acho que o conjunto merecia mais, mas faz parte de uma temporada tão intensa. Agora vamos trabalhar para o ano que vem, tem muitas coisas boas vindo, logo vamos anunciar as provas que vamos participar. Mas antes disso, ainda tenho a final do WTCR, na Malásia, com a Hyundai”.

terça-feira, 18 de junho de 2019

WAGNER GONZALEZ em Conversa de Pista

Wagner Gonzalez

Um novo eldorado para os pilotos brasileiros
A Fórmula 1 continua sendo a meca de 11 entre 10 jovens que dão seus primeiros passos no kart, não raramente por desejo maior dos pais do que dos próprios neófitos no esporte. Em tempos de ruptura com padrões pré-millenials esse objetivo vem sendo desconstruído e ganhando adeptos em ritmo de Q-3, a fase decisiva dos treinos de classificação e que define quem vai largar na pole position. 

A conquista do título de Campeão Mundial de Resistência na categoria LMP2 por André Negrão e a
segunda vitória de Daniel Serra nas 24 Horas de Le Mans, na categoria GTE Pro, certamente darão um novo estímulo ao automobilismo brasileiro, ausente da F-1 e com perspectiva de um retorno próximo pouco animadora. Esse estímulo se materializa tanto no mercado de pilotos quanto no crescimento da categoria Endurance em pistas nacionais e o resultado de tudo isso são boas possibilidades de profissionalização para os pilotos.

Para amantes de tabela Excel e chegados a analisar tudo por números frios em um esporte onde a paixão e o inesperado têm maior valor que os cálculos de engenharia tão essenciais, essa análise desemboca no tamanho do mercado de pilotos entre as duas modalidades. Some-se a isso o interesse cada vez maior das grandes fábricas de automóveis, ávidas de lucros em nichos outrora avaliados com parcimônia. Produzir e desenvolver carros de competição derivados de modelos de rua vai muito além de ganhos intangíveis com construção e consolidação da imagem de marca e passa pelos lucros puros e simples da venda e manutenção desses carros. A Lamborghini, por exemplo, já faz até leasing de carros de corrida.

Para os entusiastas de plantão, a chance de ver carros de marcas diferentes, e bastante semelhantes ao que se pode ver nas ruas em fins de semana ensolarados, justifica o interesse por corridas que reúnem Aston Martin, BMW, Corvette, Lamborghini, Mercedes, Porsche e outros dividindo pistas mundo afora com protótipos de várias cores e raças. O último fim de semana reforçou esse novo panorama em frentes tão diferentes quanto a maior prova de resistência do mundo, as 24 Horas de Le Mans, e mais uma etapa do Endurance Brasil, torneio que replica esse universo na terra brasilis e que vive uma nova fase de crescimento. Tanto um quanto outro desses dois planetas são personagens dessa fase, o primeiro por pressões políticas advindas da F-1 e o segundo pelo formato adotado e a perene instabilidade econômica do País.

Em Le Mans André Deco Negrão (filho do ex-piloto Guto Negrão) terminou a prova em sexto lugar na classificação geral e primeiro na categoria LMP2 conduzindo um Alpine,  o que garantiu a ele e aos franceses Nicolas Lapierre e Pierre Thiriet o título mundial mais disputado do campeonato. Os carros da LMP1 são mais rápidos e dominem a classificação geral, mas a Toyota corre praticamente sozinha em termos ao equipamento e orçamento: somou 216 pontos contra 134 da Rebellion Racing, onde corre Bruno Senna. A equipe de Negrão chegou ao título após aculular 181 pontos, contra 166 e 138 dos seus adversários mais diretos (dois carros da equipe Jackie Chan DC Racing) e 117 da Dragon Speed.

“Foi uma temporada e, principalmente, uma corrida muito dura. Nossos adversários não deram folga e não podíamos cometer nenhum erro durante as 24 horas da prova e durante a noite o carro de segurança ficou entre nós e o protótipo da equipe G-Drive. Cheguei a pensar que isso definiria o resultado, mas conseguimos recuperar a liderança na re-largada.”

Espécie de patinho feio da família Endurance, a LMP2 deve ser suplantada em importância pelos carros das categorias GT tanto na Europa quanto na América do Norte e na Ásia, onde proliferam campeonatos e torneios que servem de eliminatórias para uma vaga em Le Mans, o Santo Graal dessa religião de pneus largos e motores a combustão. Motores híbridos, por enquanto, apenas na LMP1 e, em breve na categoria Hyper cars. É na categoria GT que mais brasileiros brilharam no circuito de Sarthe, região situada a oeste de Paris. Daniel Serra foi o vencedor entre os belos GT da classe Pro e Felipe Fraga conseguiu resultado semelhante na classe AM. Uma não-conformidade na capacidade do tanque de gasolina, porém, causou a desclassificação dos Ford GT da equipe do brasileiro (Keating Motorsports) e da Chip Ganassi.

Daniel Serra venceu na categoria LM GTE Pro a bordo de um Aston Martin Vantage em 2017 e agora repete o feito a bordo de um Ferrari. Atual bi-campeão da Stock Car brasileiro, onde seu pai Chico Serra foi tri-campeão em 1999/200/2001, ele não esconde que o resultado deste ano teve sabor especial:
“A primeira vitória é realmente uma conquista inesquecível, mas vencer a bordo de um carro vermelho tem um significado diferente, marcante.

Além de André Negrão, Bruno Senna (4o colocado na geral e na categoria LMP1), Daniel Serra e Felipe Fraga também participaram das 24 Horas de Le Mans deste ano Augusto Farfus (BMW M8 GTE, ficou em 31o), Pipo Derani (Ferrari 488 GTE, 42o) e Rodrigo Baptista (Ferrari 488 GTE, 34o). Derani é o líder da categoria principal no campeonato IMSA, disputado na América do Norte, onde faz dupla com outro brasileiro, Felipe Nasr e Hélio Castro Neves defende a equipe Honda; Bia Figueiredo, Oswaldo Negri e Victor Franzoni também participam esporadicamente. No Japão João Paulo de Oliveria disputa a categoria Super GT com um Aston Martin e ainda na Europa vários brasileiros participam de séries como a Blancpain GT, entre eles Felipe Fraga, enquanto Allam Khodair e Marcelo Hahn disputam o Europeu de GT.

No Brasil o Endurance vive uma nova fase de bonança graças ao entusiasmo de pilotos, equipes e construtores. Formada em torno da cena gaúcha da categoria, a lista de inscritos é dominada pelo piloto e construtor Juliano Moro com seus protótipos AJR, de conceito similar ao usado nos Estados Unidos, e já provocou o interesse da Ginetta, construtor ingles que tem no brasileiro Adolpho Rossi seu maior representantes nas Américas: foi ele quem lançou e consolidou a marca nos Estados Unidos. Há também propostas desenvolvidas por Luiz Fernando Cruz (MRX Lamborghini) e pelos engenheiros Evandro Flesch e Pedro Fetter (Sigma-Audi). O mecânico Adilson Asa Ayres também desenvolve uma nova proposta para a categoria. Entre os GTs as marcas Audi, Ferrari, Lamborghini, Mercedes e Porsche também participam com destaque.

Goodyear anuncia retorno a 24 Horas de Le Mans e ao Campeonato Mundial de Endurance da FIA


A Goodyear anunciou o retorno às corridas internacionais de longa duração, desenvolvendo uma nova linha de pneus voltada ao Campeonato Mundial de Endurance da FIA (WEC), incluindo a etapa das 24 Horas de Le Mans.

O WEC é composto por corridas de longa duração, com etapas nos quatro continentes, sendo a prova final a das 24 Horas de Le Mans, etapa vencida pela Goodyear por 14 ocasiões. A Goodyear optou por retornar ao mundo do automobilismo por meio das provas de longa duração, pelo fato da categoria disponibilizar uma enorme plataforma para demonstração de suas tecnologias em pneus e por existir uma ampla gama de atuação, envolvendo protótipos e carros Grã-Turismo.

A Goodyear iniciou o desenvolvimento desta linha de pneus voltados aos protótipos de Le Mans há mais de um ano em seus centros de inovação em Hanau, na Alemanha, e em Colmar-Berg, Luxemburgo. Eles serão fabricados na mesma linha de produção dos Eagle F1 SuperSport, compostos voltados para carros de alto desempenho. A estreia dos pneus está marcada para o início da temporada 2019/2020 do WEC, na etapa de Silverstone, em agosto de 2019.

A Goodyear tem uma história orgulhosa no automobilismo. Além das 14 vitórias nas 24 Horas de Le Mans, os pneus Goodyear foram usados para vencer o 368 Grande Prêmio de Fórmula 1 - um recorde que permanece invicto. A Goodyear também tem uma experiência considerável em corridas de carros esportivos após décadas de sucesso nas corridas americanas da IMSA.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Augusto Farfus disputa 24 Horas de Le Mans no encerramento da Super Temporada do FIA-WEC


Augusto Farfus terá um mês de junho extremamente agitado dentro das pistas. Neste fim de semana (15 e 16 de junho), o brasileiro disputa as 24 Horas de Le Mans, na prova que marca o encerramento da Super Temporada 2018/2019 do WEC (Campeonato Mundial de Endurance) e também a despedida da BMW do campeonato. Já na semana seguinte, ele segue para Nürburgring, onde corre mais uma tradicional prova de 24 Horas e também participa da etapa do WTCR no mesmo evento. Por conta dessa maratona, a preparação do curitibano foi intensa, e a expectativa de bons resultados também é grande.

Essa será a quarta vez de Farfus nas 24 Horas de Le Mans, sendo a segunda consecutiva, ambas válidas pelo campeonato atual do WEC, na qual a BMW contou dois carros no grid da categoria LMGTE Pro. Augusto foi um dos pilotos responsáveis pelo desenvolvimento da BMW M8 GTE desde o início do projeto, participando de todos os treinos de longa duração e também de outras provas com o modelo, com destaque para a vitória nas 24 Horas de Daytona, em janeiro deste ano. Por isso, o brasileiro lamentou o encerramento deste programa para a montadora bávara, mas também se mostrou animado com os
próximos desafios. A BMW M8 GTE seguirá competindo regularmente no IMSA WeatherTech SportsCar Championship, nos Estados Unidos.

Com a entrada da BMW na WEC em 2018, Farfus foi escalado pela montadora para formar a dupla titular do carro #82 ao lado do português António Félix da Costa. Por conta de alguns conflitos de datas com o calendário do DTM - que ele competia no ano passado -, o brasileiro participou de cinco das oito etapas da temporada, que contou, além de duas edições das 24 Horas de Le Mans (França), com duas provas de 6 Horas de Spa-Francorchamps (Bélgica), as 6 Horas de Silverstone (Inglaterra), 6 Horas de Fuji (Japão), 6 Horas de Shangai (China) e 1000 Milhas de Sebring (Estados Unidos).

No lendário circuito de Le Mans - que tem 13,626 quilômetros de extensão e 38 curvas -, Farfus correrá pela equipe BMW Team MTEK ao lado de Félix da Costa e do finlandês Jesse Krohn - que fará sua estreia em La Sarthe. Essa será a 87ª edição da prova, que tem um total de 186 pilotos inscritos em 62 carros, sendo 17 deles na categoria LMGTE Pro.

O grid de largada da prova será definido após três sessões classificatórias,entre quarta e quinta-feira. No sábado (15), a prova terá largada às 10h (horário de Brasília).

A prova terá transmissão ao vivo pelo canal Fox Sports nos seguintes dias e horários:

Sábado (15): Largada (10h) às 16h / 23h30 às 00h
Domingo (16): 8h às 10h (final)


Augusto Farfus:
“Le Mans é a principal corrida do ano para todos os pilotos de GT, é uma semana longa, em que as atividades começam no domingo anterior à prova. Na quarta-feira, começam de fato os treinos. Vai ser uma prova especial para toda a equipe BMW, por representar o fim deste programa para a montadora. Para mim também, que estive envolvido desde o começo do desenvolvimento da BMW M8 GTE, venci as 24 Horas de Daytona com esse carro, e participei de todos os treinos de longa duração. Então é um momento único, mas estamos muito preparados e encarando esse desafio com muita vontade de brigar por um bom resultado.

Eu e o António (Félix da Costa) corremos o ano todo juntos, e o Jesse (Krohn) também corre nos Estados Unidos com esse carro, o conhece muito bem. Então por mais que o clima seja instável até o início da prova, a previsão durante a corrida é de clima seco, e apesar do BoP não ser favorável, temos um conjunto que espera poder brigar pela vitória. O público aparece em massa, e estamos com gás total para dar tudo o que temos nesta despedida do campeonato”. 

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Pipo Derani corre em Le Mans pela quinta vez em busca de título inédito


O brasileiro Pipo Derani retorna às 24 Horas de Le Mans neste fim de semana (15 e 16) e disputa pela quinta vez a lendária prova, agora pela equipe norte-americana Risi Competizione a bordo da Ferrari 488 LM GTE-Pro de número 89, que este ano estará com a carenagem toda azul. Os treinos para a 87ª edição da prova terão início nesta quarta-feira (12), com a definição do grid na quinta-feira (13). A largada será no sábado às 10 horas (de Brasília). 

Vencedor das 12 Horas de Sebring pela terceira vez este ano (2016, 18 e 19), Derani estará em Le Mans ao lado do inglês Oliver Jarvis e do francês Jules Gounon. O brasileiro tem como melhor resultado na prova o segundo lugar em 2017 com a equipe oficial da Ford. No ano passado, foi o quinto colocado já a bordo de uma Ferrari 488. 

Em seu currículo de destaque no endurance mundial, Derani também já tem uma importante conquista em prova de 24 Horas, em sua estreia no IMSA em Daytona em 2016.

Derani também comentou sobre a competitividade da categoria, que reúne grandes montadoras. “A GTE-Pro é definitivamente a categoria mais competitiva de Le Mans e, por essa razão, um grande resultado significa tanto para os pilotos e equipes”, frisou. 

“A Ferrari não é apenas uma montadora fantástica, com muita história, mas também um carro fantástico para pilotar. Voltar a pilotar uma Ferrari em Le Mans é definitivamente uma oportunidade fantástica”, continuou.

Apesar de nunca ter dividido o cockpit com Jarvis e Gounon, o brasileiro mostra muita confiança nos companheiros. “Já corri contra o Jarvis nas duas últimas temporadas do IMSA e o respeito muito como piloto. Estou definitivamente ansioso para dividir o carro com ele e o Jules, que ainda não conheço, mas também tem muito sucesso nas provas de GT. Acredito que iremos formar uma equipe muito forte”, disse Derani, que já teve a oportunidade de guiar a Ferrari da equipe no teste em Le Mans há duas semanas.

A Risi Competizione é uma das três equipes na GTE-Pro com o modelo Ferrari 488 GTE Evo, num total de 17 carros na categoria entre os mais de 60 inscritos para a prova. A equipe já correu com 14 carros nas nove edições passadas das 24 Horas de Le Mans, incluindo três vitórias (1998 com uma Ferrari 333SP e 2008 e 2009 com uma Ferrari 430GT) e mais cinco pódios, incluindo o terceiro lugar no ano passado.


O Fox Sports 2 transmitirá as 24 Horas de Le Mans para o Brasil no sábado entre 10 e 16 horas e, no domingo, entre 8 e 10h30.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Augusto Farfus fecha 6 Horas de Spa-Francorchamps com 4º lugar, em corrida caótica


Sol, chuva, granizo e até mesmo neve: esse foi o cenário das 6 Horas de Spa-Francorchamps, disputada neste sábado (4) e válida como penúltima etapa da Super Temporada 2018-2019 do FIA WEC. A prova foi o último desafio antes das 24 Horas de Le Mans, e, por isso, muito importante na preparação para pilotos e equipes. Para Augusto Farfus, que correu ao lado de António Félix da Costa a bordo da BMW M8 GTE #82, o saldo foi positivo em uma corrida de condições extremamente difíceis, com o 4º lugar na categoria LMGTE Pro. 

Após os treinos livres na quinta e sexta-feira, Farfus e Félix da Costa garantiram o 3º lugar no grid de largada da categoria, com a média dos tempos dos dois, mas a previsão do tempo já indicava que a prova seria dura para os competidores, com expectativa de chuva e baixas temperaturas.

A dupla teve ritmo forte ao longo da prova, enquanto a situação mudou de pista
seca para chuva, depois, muita chuva, granizo e neve. Assim, as equipes trabalhavam duro na pista e na estratégia para tentar prever as condições, por conta da escolha dos pneus, o que era bem difícil, considerando o tempo caótico que se instalou na região do autódromo belga.

Faltando uma hora para o fim da corrida, Farfus e Félix da Costa estavam em 2º lugar quando fizeram um pit-stop, mas com a entrada do safety car, a equipe não conseguiu tirar vantagem da estratégia. A prova foi encerrada pouco depois com bandeira vermelha, por causa do mau tempo, e eles terminaram em 4º lugar.

Apesar dos percalços, o brasileiro destacou o bom trabalho na etapa prévia às 24 Horas de Le Mans, pensando já na mais importante prova do calendário.

Augusto segue com sua agenda bem cheia, e vai para o terceiro final de semana consecutivo em competições. Após a etapa de Hungaroring do WTCR e as 6 Horas de Spa-Francorchamps, o brasileiro volta a acelerar no WTCR, desta vez na Eslováquia, entre os dias 10 e 12 de maio.

Augusto Farfus:
“A corrida foi caótica, uma loteria durante todo o tempo e uma das corridas mais difíceis que já fiz, dentro e fora da pista, tanto para acertar a estratégia, quanto para manter o carro na pista. Teve chuva, granizo, neve, sol, tudo em 6 Horas. A gente arriscou uma estratégia ousada no fim, para tentar brigar pela vitória, mas caiu muita chuva, e o safety car ficou na pista por muito tempo, o que acabou com nossa chance, mas o 4º lugar foi positivo. O mais importante é que, depois de um ano, concluímos nossa preparação para a segunda Le Mans do campeonato, que é a principal corrida do calendário, e então vamos juntar todo o aprendizado de um ano para brigar pela vitória no próximo mês”.

6 Horas de São Paulo: ingressos já disponíveis no site www.6horasdesaopaulo.com.br


Neste sábado (4) começou a venda de ingressos para o grande festival de velocidade das 6 Horas de São Paulo. A prova, quinta etapa da temporada 2019-2020 do Campeonato Mundial de Endurance irá transformar o Autódromo de Interlagos em um parque de diversões repleto de entretenimento para toda a família. Entre os dias 30 de janeiro e 1 de fevereiro do próximo ano, o automobilismo mundial estará de olho no Brasil que volta a receber o WEC depois de seis anos. Os ingressos podem ser adquiridos diretamente no site da prova, no endereço:https://www.6horasdesaopaulo.com.br


As entradas adquiridas para o festival de velocidade são válidos para os três dias de evento, em quatro diferentes setores. O preço de venda para o Setor A é de R$ 250 (R$ 125 a meia entrada). No Setor M, o ticket custa R$ 490 (R$ 245 a meia entrada). Já o Setor B, que conta com um kit lanche, o valor do ingresso é de R$ 600. O Paddock, por sua vez, sairá por R$ 3.950,00, também com serviço de alimentação e bebidas durante os três dias do evento.

As bandeiras de cartões de crédito VISA, MasterCard, Diners, American Express e ELO são aceitas como forma de pagamento em até seis vezes e toda a estrutura desta operação será feita pela Eventim, empresa especializada neste serviço e presente em 26 países no mundo.

Os primeiros mil compradores do primeiro lote de ingressos ganharão um voucher que dará direito a brindes oficiais das 6 Horas de São Paulo. Um boné e uma cartela de adesivos deverão ser retirados no Autódromo de Interlagos, com a apresentação do voucher, durante os dias da corrida.

O evento será uma mini Le Mans, com programação para toda a família e para todas as idades nos três dias de duração. O sábado, além de pelo menos seis horas de muita adrenalina na pista, serão mais de 12 horas de entretenimento.

Na parte central do autódromo, o Village Park irá abrigar ações para todos os membros da sua família, com Food Park completo, lojas com produtos ligados
ao esporte para venda, roda gigante, arborismo e atividades educacionais e esportivas. Além disso, uma área de games com simuladores receberá uma etapa do Le Mans eSports Series. Shows musicais diários darão ainda mais energia para a torcida pular, dançar e cantar, sendo que no sábado, após a corrida, um grande nome da música brasileira vai encerrar o evento.

A idade mínima para acessar o autódromo é de cinco anos, conforme portarias 01/99 e 01/2002 da Vara da Infância e Juventude de São Paulo.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Augusto Farfus disputa as 8 Horas da California, em Laguna Seca


Duas semanas após correr em Sebring pelo WEC, o Campeonato Mundial de Endurance da FIA, Augusto Farfus está de volta aos Estados Unidos, agora do outro lado do país, para a disputa das 8 Horas da California, neste sábado (30), no autódromo de Laguna Seca. A prova é válida pela segunda etapa do Intercontinental GT Challenge, que tem um total de cinco eventos no ano. Após o top-5 na Austrália, em Bathurst, Farfus almeja um lugar no pódio para
subir na classificação geral e entrar diretamente na briga pelo título.

A BMW M6 GT3 tem um bom retrospecto no circuito de 3,602 quilômetros, com vitórias no campeonato norte-americano, o que enche Farfus de boas expectativas para a corrida. Um dos maiores desafios para os pilotos nesta pista é o desgaste dos pneus, então, numa prova de longa duração, a estratégia em relação a esse ponto específico será fundamental na busca de um bom resultado.

O brasileiro divide o carro #42 do BMW Team Schnitzer com o alemão Martin Tomczyk e o australiano Chaz Mostert, e o trio ocupa a 4ª colocação na tabela
do campeonato. As atividades de pista tiveram início nesta quarta-feira, com treinos particulares, com as sessões oficiais a partir de quinta. A classificação acontece na sexta-feira, com 15 minutos de pista livre para cada um dos pilotos marcarem seus tempos. As 10 melhores médias participam do Shootout, que determina o grid de largada.

As 8 Horas da California tem início às 8h30, no horário local, no sábado (30) - 12h30 no horário de Brasília -, e terá transmissão ao vivo pela internet, através do site www.farfus.com, na aba Live Races.

Augusto Farfus:
“Estamos bem animados para a etapa de Laguna Seca. A BMW M6 tem um histórico positivo nesta pista, nós conhecemos muito bem o carro também, então a expectativa para termos um bom resultado é grande. Um dos desafios dessa pista é a gestão do desgaste dos pneus, então a estratégia será determinante, mas temos um time forte e estamos confiantes para brigar pela vitória e seguir subindo no campeonato”.


sábado, 23 de março de 2019

6 Horas de São Paulo abre venda de ingressos no próximo quatro de maio

O grande evento das 6 Horas de São Paulo, quinta etapa da temporada 2019-2020 do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC), estarão à venda a partir do próximo dia quatro de maio. Os fãs do esporte a motor já podem começar a se programar para adquirir os diversos tipos de tickets para o grande festival da velocidade em que o Autódromo de Interlagos irá se transformar entre os dias 30 de janeiro e primeiro de fevereiro de 2020. O evento será uma mini Le Mans, com programação para toda a família e para todas as idades nos três dias de duração. O Sábado, além de pelo menos seis horas de muita adrenalina na pista, serão mais de 12 horas de entretenimento.

Os ingressos adquiridos são válidos para os três dias de evento e o valor para meia entrada é de R$ 125,00 no Setor A. No Setor B, com direito a kit lanche, o ticket com meia entrada sairá por R$ 300,00 e, no Setor M, R$ 245,00, também meia entrada. O Paddock, por sua vez, sairá por R$ 3.950,00. As bandeiras de cartões de crédito VISA, MasterCard, Diners, American Express e ELO são aceitas como forma de pagamento e toda a estrutura desta operação será feita pela Eventim, empresa especializada neste serviço e presente em 26 países no mundo.

Os ingressos estarão à venda no site oficial da prova: www.6horasdesaopaulo.com.br

sexta-feira, 15 de março de 2019

Vencedor em Daytona, Farfus volta aos EUA para as 1000 milhas de Sebring, pelo WEC


Depois de ser campeão das 24 Horas de Daytona, em janeiro, e correr as 12 Horas de Bathurst na Austrália, Augusto Farfus está de volta aos Estados Unidos, onde compete nas 1000 Milhas de Sebring, em etapa do Campeonato Mundial de Endurance (WEC). Diferente do habitual, a prova será disputada nesta sexta-feira (15), pois no mesmo evento acontece as 12 Horas de Sebring, pelo calendário do WeatherTech SportsCar Championship. Dessa forma, os principais nomes do automobilismo mundial estarão circulando pelo circuito localizado na Florida.

A partir desta temporada, o brasileiro está focado nas competições de longa duração com a BMW, tendo como principais programas o WEC e o Intercontinental GT Challenge (IGTC). Por conta de conflitos de datas no ano passado com o DTM, Farfus não pôde participar de todas as provas do Mundial de Endurance, mas, agora, tem o objetivo de buscar a primeira vitória para a BMW neste campeonato, ao lado de António Felix da Costa e Bruno Spengler.

Com a mesma BMW M8 GTE, que estreou no início de 2018, Farfus foi campeão em janeiro das 24 Horas de Daytona, então o piloto de 35 anos está confiante em manter a boa fase de resultados para a montadora bávara, e a experiência e quilometragem no circuito de Sebring contam a favor de Augusto.
O curitibano já disputou por duas vezes as 12 Horas de Sebring, e na semana passada, participou de testes coletivos para a etapa do WEC, com a equipe BWM Team MTEK, que foram muito produtivos na preparação para a etapa.

Essa é a 6ª rodada de um total de oito da super temporada do WEC 2018/2019. A categoria ainda passará por Spa-Francorchamps, e o campeonato termina em mais uma edição das 24 Horas de Le Mans, em junho.

A prova tem início às 17h (de Brasília) desta sexta-feira, e previsão de 8h de duração.

Augusto Farfus:
“Esse será um super evento e um fim de semana bem agitado. Grandes nomes do automobilismo mundial estarão competindo em Sebring, e será um fim de semana especial para a BWM, que vem da vitória em Daytona. Além disso, treinamos dois dias aqui e foi muito importante para a equipe, para estudar e conhecer a pista melhor, é uma prova muito difícil, muito dura para o equipamento, serão 8 horas e boa parte será durante a noite, então vamos ter um desafio grande. Sebring é uma pista incrível, com um misto de curvas de baixa e média velocidade, e é bem ondulado também. Nosso conjunto está cada vez mais afinado, agora que estou com comprometimento total para o WEC. Temos uma longa caminhada até terminar a Super Temporada, então nosso objetivo é fazer uma boa prova aqui para encher a confiança da equipe, e o foco é buscar a vitória, já começando a pensar em Le Mans.”


domingo, 3 de fevereiro de 2019

Augusto Farfus fecha no top-5 as 12 Horas de Bathurst


Menos de uma semana após ser campeão das 24 Horas de Daytona, Augusto Farfus participou na Austrália das 12 Horas de Bathurst, neste domingo (3), válida pela primeira etapa do Intercontinental GT Challenge (IGTC) - campeonato que o brasileiro também vai disputar de forma regular em 2019. Integrando o trio do BMW Team Schnitzer, ao lado de Martin Tomczyk e Chaz Mostert, Farfus fez uma grande corrida de recuperação, chegou a assumir a liderança por algumas horas, e fechou a corrida no top-5, a bordo da BMW M6 GT3 #42.

A prova começou às 5:35 no horário local australiano, quando ainda estava escuro. O trio largou em 15º, após dificuldades com o balanço no carro na classificação, realizada por Mostert no dia anterior. Porém, logo nas primeiras horas, com uma estratégia acertada, eles conseguiram recuperar terreno de forma contundente. Augusto foi o segundo a assumir o volante da BMW #42 e alcançou o primeiro lugar, liderando até a quarta hora da corrida, aproximadamente. As altas temperaturas, ultrapassando os 37ºC, foram um dos grandes desafios, pois acabou interferindo mais do que o esperado na performance do carro, e o ritmo não era igual aos dos ponteiros. Mesmo assim, o trio se mostrou competitivo, brigando por um lugar no pódio da disputa no traçado extremamente técnico de 6.123 metros nas montanhas do Circuito de Mount Panorama, terminando em 5º lugar e somando importantes pontos para o campeonato, que tem mais quatro etapas ao longo do ano.

A corrida também foi especial e emocionante para todos por ter sido o primeiro compromisso da BMW Team Schnitzer após o falecimento inesperado de Charly Lamm, que foi o chefe da equipe por muitos anos. Lamm havia se aposentado justamente na Copa do Mundo de GT, em Macau, no fim de 2018, quando Farfus foi campeão correndo pela equipe. 

Após a maratona de duas provas de longa duração, num total de 36 horas de corridas nos últimos 15 dias, Farfus agora retorna à Europa por alguns dias. Já os próximos desafios do brasileiro serão nos Estados Unidos, primeiro pelo WEC (Campeonato Mundial de Endurance da FIA), com as 1000 milhas de Sebring, entre 13 e 15 de março, e depois, as 8 Horas da Califórnia, em Laguna Seca, pelo IGTC.

Augusto Farfus:
“Nós fizemos uma ótima corrida em termos de performance pessoal como equipe, mas faltou um pouco para que pudéssemos garantir um lugar no pódio. Foi uma prova muito dura, muito quente durante todo o dia, mas foi um resultado positivo, uma boa recuperação e somamos pontos importantes para o restante do campeonato, que é longo. 

Agradeço a todo o time pelo trabalho, foi um fim de semana emocionalmente difícil, mas nos mantivemos fortes juntos. Os últimos resultados me enchem de motivação para seguir o trabalho, agora me preparando para Sebring pelo WEC e Laguna Seca pelo IGTC”.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

CONTAGEM REGRESSIVA PARA FIA-WEC 6 HORAS DE SÃO PAULO


A contagem regressiva para as 6 Horas de São Paulo começou! Uma festa realizada no hotel oficial do evento, o Grand Hyatt, na zona sul da capital paulista, na noite da última quinta-feira (31), celebrou a marca de exato um ano para a disputa nos 4.309 metros de extensão da pista de Interlagos, quinta etapa da temporada 2019/2020 do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC). No local, liderados por Bruno Covas, Prefeito de São Paulo, Gérard Neveu, CEO do FIA WEC e Nicholas Duduch, CEO da N/DUDUCH Motorsports, empresa
promotora da corrida, estiveram presentes várias autoridades e um seleto grupo de convidados.

A festa marcou, também, o término de uma longa semana de reuniões entre todas as partes envolvidas na realização da corrida brasileira em 2020, além de vistorias técnicas no Autódromo, para garantir que na próxima temporada o público brasileiro tenha a oportunidade de acompanhar um festival de muita velocidade e entretenimento, para todos aqueles apaixonados pelo esporte e seus novos fãs.