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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 4317 – 27.10.2017 edita@rnasser.com.br  

Cronos, o Argo sedã
Fiat se aproxima do fechamento de ciclo para renovação de produtos. Medida corajosa. No caso o veículo para tal movimento era o conhecido até a manhã do dia ultimo dia 20, sexta feira, como Projeto X6S. Logo em seguida, às 14h divulgou-se o nome oficial, Cronos. Coisa mítica, o mais novo dos Titãs, filho de Urano, o céu, com Gaia, a Terra. É o Deus do Tempo, regente dos destinos.

O Cronos quer integrar o processo de modernização da marca, quase fechando o ciclo de mudanças iniciado pelo picape Toro, pelo Mobi e pelo hatch Argo. Fiat desenvolve um arremedo de jipe pequeno, ausente em seu leque de produtos.

Produção será na fábrica de Ferreyra, Córdoba, Argentina, após investimento de US$ 500 milhões para atualizá-la. O Cronos terá concorrente bem próximo de suas medidas e características, o Virtus da Volkswagen. No leque Fiat substituirá Gran Siena e Linea. No mercado em fevereiro.

Mico antigomobilistico: Juíza apreende carro falso no Autoclasica

Dra. Sandra Arroyo Salgado, juíza federal de San Isidro, beiradas de Buenos Aires e em cujo hipódromo se realiza o Autoclasica, maior encontro antigomobilista da América Latina, ao seu encerrar mandou apreender uma de suas maiores atrações, um Cisitalia - falso.

Questão básica, o automóvel exposto pelo proprietário não era autêntico e como indicado modelo 202 MM de 1947, mas réplica construída em Mercedes, grande Buenos Aires. Juíza determinou remoção a depósito público.

O crime
Constitui crime expor réplica de carro clássico? Claro que não.
O bom sítio argentino Autoblog explica, ante a estrutura legal do país vizinho, de conceito assemelhado no Brasil, o crime de falsificação ocorre quando o proprietário não informa claramente tratar-se de recriação de modelo antigo. Caracterizando a situação, o expositor informou, nos cartazes e material sobre o evento, tratar-se de exemplar construído na Itália há mais de meio século. Mas a réplica foi montada poucos meses antes.

O processo deverá aclarar o responsável pelo divulgar de informação falsa: o organizador do Autoclasica, o Club de Automobiles Clasicos de Argentina ? O patrocinador Motul, fábrica de lubrificantes, entregando ao proprietário identificação com os dados irreais?

Exibia o selo da FIVA, a Federação Internacional de Veículos Antigos, certificando a nível internacional a originalidade dos veículos expostos no evento. Os jurados de prestígio da FIVA aprovaram essa falsificação? Ou o selo foi usado sem autorização? É outro ponto a ser apurado pela Justiça.

No Autoclásica, é comum exibir e vender réplicas de automóveis históricos, como bem o faz a Pur Sang, construtora de réplicas de Bugatti e Alfa Romeo. E no evento há prêmio especial para as melhores recriações de época para este tipo de veículos. Chamam-no "Artesanias Argentinas".

Prêmio excita os jurados de tal forma que, muitas vezes, se opõe ao gosto do público. Este ano, por exemplo, recompensaram um carro esporte, o "Rubén García" (com motor Fiat 128 dos anos 1970). Na cerimônia esqueceram de premiar ou mencionar o carro mais atrativo no show: Ferrari ex Schumacher da Fórmula 1, cedido pela família Perez Companc. Uma cópia original, é claro, não uma réplica. (Coluna passada apontou o estranho comportamento e a aparente abrasão entre os dois maiores colecionadores de lá).

Mas para serve uma réplica? Com os preços elevados dos carros clássicos, esses artesanatos permitem experimentar as sensações de condução transmitidas pelos veículos vintage. É passatempo divertido, e não é crime.

A Lei proíbe, no entanto, sejam esses modelos vendidos ou exibidos com informações falsas sobre origem ou fabricante. Para ser claro: é bom vender um Ruben Garcia 2017, mas ilegal seria vendê-lo dizendo ser García re encarnação de Enzo Ferrari. O uso de marcas registradas também é penalizado sem a devida permissão do licenciado.

Cisitalia era famosa marca italiana no pós Guerra, com projetos estão entre os mais puros e atraentes dessa época. Além disso, brilhava nas competições, com pilotos como Tazio Nuvolari e Piero Taruffi.

Fundada pelo empresário italiano Piero Dusio, que terminou casualmente seus dias na Argentina, direitos da marca pertencem à sua filha. (sobre o texto de Carlos Cristófalo na Autoblog.com.ar)

Roda-a-Roda

Nova escrita - Chinesa Geely adquiriu a sueca Volvo, surpreendeu o mundo crescendo vendas e sinergia com sua co-irmã chinesa Geely, e apresentou o primeiro produto de nova marca de luxo performático, a Polestar.

Como - Cupê 2+2, o Polestar I desenvolve híbridos 592 cv e foca sobre alemão BMW I8 e norte-americano Tesla Model S, o elétrico queridinho do momento. Contra a maior promessa da Tesla, o Model 3 haverá o Polestar 2. Construção na China sobre plataforma modular Volvo.

Refinamento - A nobre fibra de carbono reduziu 230 kg em relação ao modelo Volvo S90, sócio na mesma plataforma. Muita eletrônica, Poderosos freios Akebono, com discos de 400 mm e pinças com seis pistões.

Outro nível - Apenas 500 unidades anuais. Sistema comercial corajoso lembra o do automóvel mais exclusivo, imbatível em refinamento construtivo, o mítico Bugatti Royale: não terá revendedores, e comprador especificará e personalizará o produto direto à fábrica. Leasing por dois ou três anos, sem entrada e juros contidos. A conservadores, 80 concessionários no mundo civilizado.

Novo tempo - Mudará imagem do carro chinês: refinado e caro: R$ 550 mil. Lá.

Esperado – Honda trará do Canadá o Civic Si. Conhecido por oferecer confiável performance, enzimatizada por nova plataforma e motor turbo. Cupê, motor 1.500 cm3, turbo com injeção direta, duplo comando de válvulas com abertura variável, 208 cv e 26,5 m.kgf de torque, 70% disponível a 2.300 rpm.

Fórmula – Aços mais leves, reduzem peso e aumentam resistência à torção,uma alegria a quem busca esportividade. Segundo semestre 2018. Sem preço.

Avanço – FCA – Fiat Chrysler Automobiles ajustou-se com a PUC Minas no primeiro Centro de Simulação de Dinâmica Veicular na América Latina. Fica no Campus da Universidade, em Belo Horizonte, o SIMCenter reúne o pico da tecnologia mundial para pesquisas em segurança de veículos, pessoas, vias.

Negócio – Para manter, conquistar e encantar clientes Mercedes-Benz dá outro passo sedimentando a campanha Mercedeiros de Verdade, atraindo usuários dos caminhões da marca. Aplica a crescente conectividade com motoristas, frotistas, gestores com um programa de fidelidade e recompensas.

Ocasião – Se tens recursos sem receio de expô-los, e gosta de automóveis performáticos e quase exclusivos, incorporadora BRG quer te dar um presente: um dos 14 exemplares do Aston Martin Vulcan cujo valor, por construção, performance e marketing, é de US$ 2,3 milhões – uns R$  7,3 M.

Presente – Automóvel competente em rendimento, 570 cv nascidos a 7.000 cm3 em motor V 12 e construção de materiais leves como fibra de carbono, é homologado para andar apenas em circuitos.

Condição - Para tê-lo em garagem próxima ao circuito de Homestead, a 55 km de Miami, basta apenas adquirir a cobertura triplex na Aston Martin Residences, projetada pela marca inglesa e a brasileira incorporadora G and G Business. Empreendimento visitável por agendamento em www.beyondrealtygroup.com.
Quanto ? Se perguntou não tens os US$ 50 M demandados...

Registro – Dia 20 marcou 90 anos do início de produção do Ford Modelo A, carinhosamente dito Fordinho ou Fordeco. Missão inglória, suceder o mítico Modelo T, responsável por dar rodas aos EUA, primeiro automóvel mundial.

Confusão – Desenvolvimento atropelado, não programado, consequência da cabeça dura de Henry Ford, insistindo nas limitações do T, em apavorante queda de vendas, ante as exigências do consumidor por rendimento.

Corrida – Entre parar o T e iniciar fazer o A, a grande fábrica do Rouge ficou fechada seis meses, muitos revendedores quebraram. A apresentação, às vésperas do Natal juntou congeladas filas nas vitrines dos revendedores.

Padrão – Foi das melhores máquinas construídas no século passado, confiável como o revólver Smith and Wesson, a máquina de datilografia Remington, o isqueiro Zippo. Fizeram-se entre o final de 1927 e 1931, mais de 4 milhões de unidades – o T superou os 15M. É o retrato do automóvel antigo no Brasil.

Novo Audi A8, pré autônomo

Audi Brasil iniciará importar ao início do ano o novo A8. Recém apresentado no Salão de Frankfurt e de vendas iniciadas na Europa, o maior dos sedãs da marca se assinala pela classificação de Nível 3 em informatização. Na prática é o sedã mais completo em semi-independência. Na escala aplicada à agregação de dotes o Nível 4 indica ser um Veículo Autônomo. A par de constituir-se no ultimo degrau pré autonomia, deve ser visto sob outros rótulos: bandeira tecnológica da marca; referência para a democratização destes itens ao restante da gama de produtos – e dos carros sob o controle da holding Volkswagen; sinal da evolução da Audi, de fabricante de veículos a empresa de mobilidade.

A ampliação da interconectividade muito amplia o conforto do uso. Há três grandes telas com comandos, maior delas digital, 31 cm, e duas outras para os passageiros do banco traseiro, e facilidades foram incorporadas, como a capacidade se ser programado para cumprir um destino, de oferecer informações sobre o que encontrar no caminho, sobre as vagas disponíveis para estacionamento antes da chegada, permitindo parquear autonomamente e, neste quesito outra evolução: nas vagas de ediíficos e torres de estacionamento é capaz de identificar o espaço a ser utilizado, manobrar para entrar e posteriormente sair por comando externo.

Mantém os sistemas já aplicados pela marca, capaz de seguir um fluxo à velocidade de deslocamento, frear ante a proximidade de obstáculos. De origem terá outras facilidades, entretanto operacionais apenas nas vias com boa sinalização a ser lida pelos sensores do A8.

Duas versões em carroceria, com a L indicando maior distância entre eixos, nitidamente um automóvel para chofer; disposição interna para 4 ou 5 lugares, confortos como temperatura de bancos e massagem para costas e pés; apurada vedação termo-acústica. Motores V6, com duplo comando de válvulas, injeção direta de gasolina, 3.000 cm3, projetados 310 cv, monumentais 600 Nm de torque, transmissão automática de 8 velocidades e tração nas quatro rodas.
Carroceria em alumínio e partes em fibra de carbono.


quarta-feira, 29 de maio de 2013

FORD MODELO A, UM ÍCONE DA PROPAGANDA DE CARROS, É HOMENAGEADO COM MUSEU


A Ford comemorou os 86 anos da decisão de produzir o Ford Modelo A, sucessor do emblemático Modelo T. O lançamento do carro, que acaba de ganhar um museu exclusivo nos Estados Unidos, foi marcado também por uma das maiores campanhas publicitárias da história em jornais e cartazes de rua, que levou à encomenda de 727.000 veículos em poucos meses.

Henry Ford aprovou a campanha de lançamento do Modelo A, considerada na história como a mais audaciosa da indústria automobilística em todos os tempos: somente nos Estados Unidos, quase 10 milhões de pessoas viram o carro nas primeiras 36 horas de exposição, em diferentes locais.

A expectativa era grande até a milionária campanha estrear em 2 de dezembro de 1927, em 2.000 jornais dos Estados Unidos, ocupando páginas inteiras durante cinco dias.

Os distribuidores Ford receberam cerca de 4.000 unidades do veículo para propaganda, além de fotos e cartazes. Houve ainda uma campanha itinerante com caminhões transportando o Modelo A. Eles paravam apenas uma hora em cada distribuidor para que os interessados pudessem vê-lo e fazer as encomendas.
Durante o período em que foi produzido, do final de 1927 ao começo de 1932, o Modelo A atingiu quase 5 milhões de unidades.

Missão difícil
A missão do novo veículo era difícil: substituir o ícone Modelo T, que teve 15 milhões de unidades produzidas e levou milhares de pessoas a escrever reclamando do seu fim. Em uma decisão ousada, em 25 de maio de 1927 Henry Ford paralisou suas 44 fábricas em todo o mundo, inclusive a de São Paulo, durante seis meses para a troca do modelo.

Nessa transição, milhares de pequenas ferramentas e aparelhos de precisão foram substituídos e como o novo Ford tinha cerca de 6.800 peças diferentes (o modelo T tinha menos de 5.000) novos fornecedores foram contratados.

Museu Modelo A
O Modelo A acaba de ganhar um museu exclusivo em sua homenagem, inaugurado na cidade de Hickory Corners, a 185 km de Detroit. O prédio, de 1.200 metros quadrados, é a réplica de um distribuidor Ford de 1928, incluindo boxes de serviço e bombas de gasolina - registrando o preço de 18 centavos de dólar por galão.

"O Modelo A é um carro que marcou época", diz Michael Spezia, diretor executivo do Gilmore Car Museum, onde o Museu do Ford Modelo A está instalado. "Foi um automóvel acessível e muito popular, que milhões de pessoas usaram e apreciaram."

Entre as centenas de Modelos A expostos, estão o que Henry Ford dirigiu no final da linha de montagem em 1927 para apresentar ao seu amigo Thomas Edison. Há também um ônibus de 1930 baseado no Modelo A que foi usado para transporte escolar em El Monte, na Califórnia. Outros destaques são um caminhão original do serviço postal e um Modelo A especial com tração dupla utilizado na construção da famosa Barragem de Hoover, no Rio Colorado.


O museu foi construído pela Fundação Ford Modelo A (MAFFI), entidade sem fins lucrativos fundada em 1987 para preservar o veículo e objetos da época, com a colaboração de milhares de fãs. Além de automóveis, ele expõe motores, roupas, objetos, fotos da fábrica, desenhos e materiais de pesquisa. 

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DO MODELO A INICIA AS COMEMORAÇÕES DOS 150 ANOS DE HENRY FORD



Bill Ford e o modelo A
A Ford deu início à comemoração de 150 anos de seu fundador, Henry Ford, com a exibição de um Ford Modelo A de 1903, considerado o modelo de produção mais antigo da marca existente hoje, adquirido em um leilão em outubro por Bill Ford, presidente do Conselho da empresa e bisneto de Ford. O evento com empregados da empresa foi a primeira de várias ações programadas para celebrar a data.

"Este é o momento perfeito para trazer de volta à família uma parte fundamental da herança da Ford, quando celebramos o aniversário de 150 anos do nascimento do meu bisavô e a sua visão para melhorar a vida das pessoas, produzindo carros com preços acessíveis para a média das famílias", disse  Bill Ford. "A sua ideia de construir carros acessíveis, confiáveis e eficientes continua a orientar a nossa visão até hoje."

A Associação Herança Henry Ford se uniu a outras entidades e mais de 30 parentes de colaboradores de Henry Ford para coordenar a programação de eventos durante o ano. Eles incluem visitas, programas educativos, encenações, palestras e eventos, destacando o legado, as contribuições e a influência de Henry Ford.

Também foi lançado hoje o site dedicado ao projeto - www.henryford150.com -, com uma linha do tempo interativa sobre a vida de Ford, passeios, calendário de eventos de 2013 e informações sobre a preservação da herança de Henry Ford.

Significado especial

O Modelo A que retornou agora para casa desempenhou um papel vital na história da Ford. Em julho de 1903, Henry Ford enfrentou uma situação assustadora: o balanço de caixa da empresa chegou a menos de 250 dólares. A necessária injeção de fundos chegou no dia 13 do mesmo mês: um pagamento à vista e dois depósitos totalizando 1.320 dólares por três Modelos A garantiram as operações da empresa.

O carro exibido hoje é um Modelo A 1903 vermelho Rear Entry Tonneau. Acredita-se ser o carro número 3, chassi número 30, e único sobrevivente do grupo de três Modelos A vendidos naquele dia. 

"O Modelo A ajudou a manter nossa empresa em um período de dificuldade e permitiu ao meu bisavô desenvolver a sua visão de colocar o mundo sobre rodas", diz Bill Ford. "Pretendemos levar adiante esse mesmo espírito de inovação, desenvolvendo novas tecnologias para produzir veículos mais seguros, sustentáveis e eficientes."