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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Audi, Airbus e Italdesign testam o conceito Táxi Voador


A Audi, a Airbus e a Italdesign apresentaram pela primeira vez nesta semana, durante a feira Drone Week, em Amsterdam, testes do protótipo de voo e condução terrestre “Pop.Up Next”. Esse conceito inovador de táxi voador combina um carro elétrico autônomo com um drone de passageiro. No primeiro voo de teste público, o módulo de voo colocou com exatidão uma cápsula de passageiro no módulo terrestre, que então dirigiu pelo campo de teste autonomamente. Esse ainda é um modelo em escala 1:4, mas o objetivo é que nos próximos dez anos, clientes da Audi já possam usufruir de um serviço de táxi voador conveniente e eficiente em cidades grandes – em operação multimodal, no ar e na estrada. Sem mudar de veículo, passageiros poderão aproveitar seu tempo de lazer, relaxar ou trabalhar.

“Táxis voadores estão chegando. Nós da Audi estamos convencidos disso”, afirma Dr. Bernd Martens, membro do conselho da Audi para Suprimentos e TI, e presidente da subsidiária Audi Italdesign. “Cada vez mais pessoas estão se mudando para os grandes centros. E cada vez mais elas se locomoverão graças à automação. No futuro, cidadãos idosos, crianças e pessoas sem habilitação para dirigir irão querer utilizar os convenientes táxis-robô. Caso obtivermos sucesso em fazer uma alocação inteligente do tráfego entre estradas e espaço aéreo, todos poderão se beneficiar igualmente”.

Para ver como seria um serviço sob demanda desse tipo, a Audi está realizando testes na América do Sul em parceria com a subsidiária Airbus Voom. Clientes agendam voos de helicóptero na Cidade do México ou São Paulo e a Audi faz o trajeto até ou a partir do local de pouso. “Serviços como esse nos ajudam a entender melhor as necessidades dos nossos clientes já que, no futuro, táxis voadores serão viáveis para a maioria da população. Com o Pop.Up Next, estamos explorando simultaneamente as fronteiras do que é tecnicamente possível. O próximo passo é construir um protótipo em tamanho real, para voar e se transportar por terra”, afirmou Dr. Martens.

A Audi também apoia o projeto de táxi voador de Mobilidade Aérea Urbana em Ingolstadt. Essa iniciativa está preparando operações de teste nas localidades onde a marca atua e também faz parte de um projeto conjunto da União Europeia, no contexto de mercado, para a Parceria Europeia de Inovação para Cidades e Comunidades Inteligentes. Esse projeto objetiva convencer o público sobre os benefícios de uma nova tecnologia e responder questões em relação a tecnologia de baterias, regulamentação, certificação e infraestrutura.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 2718 - 06.07.2018 - edita@rnasser.com.br

Um anão na Copa
O que tem a saída de Portugal da Copa do Mundo, e a indústria automobilística brasileira ? Ligação histórica, como conto.

Aos 16 de julho de 1966 Bulgária e Portugal jogariam na 8ª Copa, em gramados ingleses. Portugal estreava Copa, e o time vinha se comportando
magnificamente. O CR7 da época era Euzébio, atacante e capitão, recordista em gols no certame.

O embate seria dos poucos a ocorrer durante o expediente e, pela oportunidade, a Simca, fabricante do modelo EmiSul, teve sensibilidade. Seu Diretor Geral, o eng Jack Jean Pasteur, mandou pendurar os maiores tvs da época – 23 polegadas ? -, enormes caixotes com um tubo posterior, imagens em preto e branco, na estrutura metálica dos galpões, permitindo aos colaboradores na linha de montagem, almoxarifado, escritórios, interromper o serviço para assistir ao jogo. 

O Caso
Foi-me contado por Fernando Antônio de Almeida, o Coe, filho do mítico Fernando Almeida, engenheiro aeronáutico pelo ITA, da primeira leva dos contratados pela Simca. Nela Fernando pai chegou a engenheiro chefe, da sucessora Chrysler e da VW Caminhões. Coe contou, divertido, em depoimento para inédito livro por mim cometido sobre a marca, história sempre citada por seu pai, a parte do folclore das soluções da indústria em tempos de baixíssima tecnologia,  em fábricas mal equipadas mandadas abaixo do Equador para fazer carros ínvios – sem caminho - em outras praças.

A Simca enfrentava mais um problema com o problemático EmiSul, entrada de água pela vedação do porta malas - além dos defeitos no comando de válvulas do motor, embreagem. Coisa insólita na velha carroceria, a mesma há quase uma década, pois o evento se dava longe da pequena alteração nas dimensões do vidro traseiro. O EmiSul era luxuoso, pretendendo ser do 2º ciclo da indústria, sem ter sido trocado, e desde seu lançamento era uma usina de problemas.

Fizeram-se inúmeras tentativas de aplicar calços, mudar borrachas, regulagens e dobradiças da tampa traseira, sem vedar a entrada de água – sem êxito.

Á falta de equipamento para verificar, imaginou-se colocar um colaborador dentro do porta-malas para ver o problema na origem. Sugestão boa e barata, mas a questão estava no homem e a reduzida mobilidade, no limitado espaço. Foram ao cartesianismo: espaço pequeno, homem pequeno - um anão de circo! Contrataram-no. Fora da função circense, o anão faria um extra. Un bec, como comentaram os franceses da administração, rindo da improvisação brasileira.

Solução óbvia, prática e criativa, um homem pequeno, acostumado em seu emprego, a saltos, piruetas e contorcionismos. Com poderosa lanterna e pedaços de giz, observaria os pontos de infiltração, marcaria, deixando aos técnicos conclusões e soluções.

 “ - O método parecia certo e deu certo. O problema foi o processo. Após o almoço, com a chegada do anão, levaram um EmiSul para o local com bateria de testes, fora do prédio da linha de montagem. No espaço para prova de estanqueidade colocaram o anão e apetrechos no porta-malas do automóvel, equipe e supervisor se afastaram, ligando as duchas de alta pressão sobre o automóvel.

Entre barulhos e respingos do falso temporal, um colega chamou a turma para a surpresa de assistir ao jogo entre Portugal e Bulgária. Para esta o Brasil havia perdido, e a partida seria definidora para a chave. Coisa atrativa.

Moral da história, ao receber a notícia, largaram Simca EmiSul e sua tempestade, correndo para conseguir bons lugares. Duas horas depois, jogo encerrado, voltaram ao local, e ouviram fracas pancadas e gritos abafados. Era o anão. Esquecido, suado, desesperado, fraco pela baixa oxigenação, sem conseguir soltar o encosto do banco traseiro e sair, após intensa sauna no compartimento fechado. Conseguiu deixar o porta malas, desidratado, mãos machucadas de tanto bater na tampa do porta-malas e pára-lamas, xingando a todos como gente grande.

Mas conseguiu marcar os pontos de infiltração, e o problema foi resolvido.“

De Copa. Portugal venceu a Bulgária por 3x0 e, logo em seguida, dia 19, a nós por 3x1.

Romi, o pioneiro, há 62 anos
Há 62 anos, às exatas 11h30 do dia 30 de junho de 1956, num galpão transformado em linha de montagem, funcionários da fábrica de tornos Romi, em Santa Bárbara do Oeste, SP, observaram colegas dar partida em pequeno motor de dois tempos, ruidoso, fumaçento, como o eram nos anos ’50.

Acima dele um ser motorizado em forma ovóide, construção do italiano Renzo Rivolta, multi negócios – teve, até, fábrica de tecidos no Brasil. Um gentil senhor com então 60 anos, abriu a porta com cara de tampa de compartimento, pediu à acompanhante para aguardar, e tomou-lhe a frente, sentando-se atrás do volante cuja coluna basculava à frente. Espaço restrito, bem administrado para levar duas pessoas – três muito apertadas -, não permitia à passageira acomodar-se antes. Com Emilio e dona Olimpia Romi o pequeno carro pintado em dois tons, azul médio e cinza claro – pipocou pelo galpão e saiu pela área livre da fábrica. Era o primeiro protótipo, ou como conta a história, o Número Zero.

Pequeno o carro, grande a coragem. Emílio Romi acreditou mais na possibilidade de fazer carro no Brasil, que o presidente de então, Getúlio Vargas – 1950-1954 -, e antecipou-se aos brilhos do sucessor Juscelino Kubitschek, e de seu ideólogo setorial, o Comandante Lúcio Meira. Levantando possibilidades, foi à Itália conquistar a cessão de licença, know how e tecnologia para fazer o Isetta antes de medidas oficiais.

Transformou a aspereza de suas instalações onde fazia toscas peças para agricultura, numa linha de montagem de peças terceirizadas, e nela nasceu seu automóvel orgulhosa e naturalmente batizado de Romi Isetta.

Foi pioneiro, necessário, marcou-se por criatividade de construção terceirizada e vendas – anúncios com personalidades de TV, caravanas em viagem, autobol – regras de futebol, bola enorme, e os Romi agindo como jogadores. Ofereceu-se como carro de universitário e da emancipação feminina.

Seu fim tem variáveis. A burocracia, por exemplo. O produto, apesar de pioneiro, não se enquadrava nas regras do GEIA, surgido depois, grupo para implantar a indústria automobilística, classificando automóvel por mínimas duas portas e quatro lugares – o Romi tinha uma e três. Por isto não alcançava os incentivos, incluindo compra de dolares pelo câmbio oficial para importar partes não feitas no Brasil, como motor e câmbio. Carlo Chiti, enteado de Romi, uma das enzimas – acelerador químico – da implantação, deu explicação definitiva: a empresa projetara o mercado e se preparara para tal quantidade, encerrando a operação. Na prática vendeu muito bem até 1959 quando lançados o Renault Dauphine e o VW 1200, com morfologia de automóvel e, pelos incentivos, com preço pouco acima do Romi-Isetta. Em fevereiro de 1960 o Palácio do Catete, RJ, então sede do Governo Federal, foi buscar a Romi para abrir a Caravana de Integração Nacional, viagem para mostrar que carros nacionais, com combustíveis nacionais, andando sobre novas estradas nacionais, chegariam à nova Capital nacional a ser inaugurada daí a dois meses. À época já estava ferido de morte.

Fizeram-se aproximadas 3.300 unidades, até 1961, as últimas vendidas em 1962.

Ford ’46: antevisão ou coragem ?
Três de julho de 1945, Ford retomou a produção de automóveis para uso civil, interrompida em abril de 1942 quando os EUA declararam guerra ao Eixo Alemanha/Itália/Japão na II Guerra Mundial, dedicando a capacidade industrial do país a produzir artigos com aplicação bélica, deixando o mercado três anos sem único automóvel O Km.

Questão seria apenas industrial e comercial, se a data não antecedesse em 41   dias a assinatura do armistício, aos 14 de agosto. E deixou dúvidas: a empresa tinha informação privilegiada talvez pelo fato de seu presidente, Henry Ford II ter servido à Marinha durante o conflito – deixando-o por Decreto Presidencial para assumir a empresa familiar ante doença incapacitante do avô Henry Ford e o caos pelas ações do ex-guarda costas para assumir a Presidência? Ou seria apenas coragem, estamina e testosterona em alto nível do jovem de 28 dirigindo a segunda maior empresa de automóveis do país para autorizar o investimento da produção e estoque até o dia da autorização de vendas?

Historiadores apostam na segunda vertente. Ford II alto, forte, com perfurante olhar azul e voz descombinada – mesma de famosos Juan Manuel Fangio e  pilotos de Fórmula 1 -, chamava atenções, instigava críticas. Foi quem decidiu  fazer carrocerias revestidas por madeira para dissimular as linhas antigas, pré-Guerra, e de agregar grupo de consultores entre jovens de muito futuro, de mudar o conceito de automóveis lançando o modelo 1949, bem menor e elegante relativamente aos antecessores da década anterior.

A volta à produção, por antecipação ou coragem, deu resultado. Ao armistício apenas a Ford tinha automóveis O Km, novos, em estoque, para fornecer a carentes compradores. Modelia ’46 pouco se diferenciava dos modelos 1942, quando cessada a produção, e os de 1945 anunciados como 1946: os faroletes foram deslocados da parte inferior dos faróis para o espaço entre eles.
Mês e meio de estoque deram vantagem à Ford para conquistar os clientes, famintos e privados dos O Km pelo período de suspensão.

Roda-a-Roda

Preparo – Nissan avisa, seu picape Frontier, hoje vindo do México, passa por 90 testes para adequação às condições de uso na América do Sul. Será produzido em Córdoba, Argentina, segundo semestre. Será base para Renault Alaskan e Mercedes Classe X.

Acerto – É para torná-lo apto a enfrentar as duras peculiaridades do mercado, mais confortável, resistente, melhor vedado, maior capacidade de arrasto, resistência da carroceria a desgastes, e nas conexões elétricas e ar condicionado.

Tudo bem – Terá inequívoco ganho de operacionalidade, necessário no competir com a renca de picapes de porte médio feita na Argentina, abastecendo a América Latina. Mas falta desculpar-e com os atuais compradores por fornecer veículo que se provou tão inadequado.

Desperdício –  Custo desconhecido para tal estudo. Mas poderiam poupado. Como a Aliança Renault-Nissan recentemente assumiu o controle da Mitsubishi, bastaria ter conversado com o Eduardo Souza Ramos, acionista majoritário da HPE, autora das boas adequações praticadas nos picapes Mitsubishi para o Brasil.

Surpresa – Para festejar 50 anos, Nissan se associou a outra cinquentenária, a Italdesign, para fazer protótipo do GT R-50. Os GTs da Nissan são bandeiras de tecnologia e design, e no R-50 atinge seu ápice com atrevido adereço dourado envolvendo a frente, escorrendo pelas laterais, encerrando em enorme placa sob o vidro traseiro. Fosse vestimenta japonesa seria um Obi.

Mais – Para arrancar 720 cv do motor V6 e 3,8 litros, aumentaram os turbos, exigindo fazer tomada de ar no capô. Apliques vermelhos, saídas de ar, rodas enchendo suas caixas – 255/35 R21 à frente e 285/30 R21 atrás, incrementam visual de esportividade. Seis velocidades, tração traseira. Potência específica superior ao novo Ferrari 488 Pista, 720 cv, 3,9 litros. Uau!

Então – Curiosidade a quem acompanha o mundo do automóvel está na presença da Italdesign no projeto vendendo serviços a empresa extra VW, sua controladora. 

T Cross – VW inicia instigar mercado para um de seus principais produtos, o SAV T-Cross. Mostra-o por ilustrações e irá apresentá-lo em evento europeu no segundo semestre. Será dos novos cavalos de batalha da marca, ausente do segmento de utilitários esportivos.

Mercado – Num mercado com tantos novos concorrentes a diferença do T-Cross está no projeto, sobre plataforma mundial, a MQB utilizada em Polo e Virtus, e por isto dotado de equipamentos encontráveis em veículos de faixas superiores de preço. O slogan de apresentação é I am more than one thing, cuja melhor interpretação é oferecer mais.

Descenso – (queda, retração) – Mercado argentino prevê enorme queda no segundo semestre, atrelado às indefinições brasileiras, e à suas próprias incertezas econômicas, ajuda do FMI, risco de recessão, aumento das taxas de juros. Hoje, no vizinho, enorme estoque.

Sobe – Kia informou ter vendido 6.095 unidades no semestre, 54,7% de crescimento sobre período do ano passado. Dólar caro puniu ascensão em junho.

Gente – Antonio Filosa, novo presidente da FCA na América Latina, tomou dois meses de avaliação, e mudou equipe. OOOO Passo maior, a dispensa de Sérgio Ferreira, antes o no. 1 em Jeep/Chrysler/Dodge, RAM, responsável por dois dos três produtos de maior êxito para a empresa, os Jeeps Renegade e Compass. OOOO Para seu lugar, Tania Silvestre. OOOO Herlander Zola, ex-VW e BMW ascendeu à área comercial da Fiat. OOOO Erica Baldini, ex Ford, 43, diretora de Recursos Humanos. OOOO Na Argentina, Diretoria Geral vaga desde a promoção de Filosa, Martin Zuppi, local, ex número 2. OOOO Lá, mandão geral, o intocável Christiano Ratazzi. OOOO André Senador, 56, jornalista, novo rumo. OOOO Surpresa no mercado deixou a Diretoria de Assuntos Corporativos da VW, onde estava há 10 anos. OOOO Formador de ótimos profissionais, mestre em comunicação, gestor de crises, pensa no futuro – após período sabático. OOOO Sucessor, não anunciado, mas pré ajustado, começa dia 1. OOOO

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Nissan e Italdesign revelam protótipo único do GT-R



Em sua primeira colaboração, a Nissan e a Italdesign criaram um protótipo do superesportivo Nissan GT-R, o GT-R50. Baseado em um Nissan GT-R NISMO de produção em série, o carro exclusivo comemora o aniversário de 50 anos do GT-R e da Italdesign e fará sua estreia na Europa no próximo mês.

A Italdesign desenvolveu, projetou e construiu o carro. Os designs exterior e interior únicos foram criados pelas equipes do estúdio de design da Nissan na Europa, baseado em Londres, e no Nissan Design America, em San Diego.

Começando pela frente, o Nissan GT-R50 Italdesign apresenta um elemento dourado que se estende por quase toda a largura do veículo. O capô tem ressalto por conta da maior potência extraída do motor e os faróis de LED se estendem do arco da roda até acima das entradas de resfriamento.

Dominando a vista lateral, a linha de teto foi rebaixada em 54 milímetros e possui uma seção central mais baixa enquanto, as partes externas levemente elevadas conferem ao perfil do teto uma aparência musculosa. As saídas de resfriamento "samurai blade", assinatura do GT-R atrás das rodas dianteiras, ganharam mais destaque com uma incrustação de ouro e se estendem da parte inferior das portas até a linha de cintura.

A parte traseira destaca-se pela largura do carro com chamas fortes e musculosas ao redor das rodas. A linha de cintura se estreita em torno da base da janela traseira e se dirige para o centro da tampa do porta-malas. De uma forma pronunciada, a linha da janela traseira desce mais do que no carro padrão. Combinado com mais toques de ouro, aparece como um elemento modular separado da estrutura traseira.

As lanternas duplas do GT-R foram reinventadas como um recurso "flutuante" separado, com anéis leves finos e centros ocos, montados de forma a se unirem à parte central da estrutura do porta-malas. Uma asa traseira grande e ajustável completa a aparência. Rodas personalizadas - 21 x 10 polegadas na frente e 21 x 10,5 polegadas na atrás - acentuam o visual ousado.

No interior, o Nissan GT-R50 Italdesign reflete seu DNA de alta performance. Dois acabamentos diferentes de fibra de carbono são amplamente utilizados em todo o console central, painel de instrumentos e revestimentos de portas, juntamente com couro italiano preto fino nos assentos. O cubo central e os raios do volante são feitos sob medida de fibra de carbono enquanto o aro apresenta acabamento Alcântara.

O Nissan GT-R50 Italdesign tem como base a experiência da marca nas corridas de GT3. A NISMO aprimorou o motor V6 VR38DETT, de 3.8 litros, montado manualmente para produzir 720 cavalos e 79,5 kgfm de torque, ambos estimados.

Uma suspensão específica foi desenvolvida com o sistema de amortecimento BILSTEIN DampTronic continuamente ajustável. Para a frenagem, conjunto Brembo de seis pistões na dianteira e de quatro pistões na traseira com pinças vermelhas e claramente visíveis. Os pneus Michelin Pilot Super Sport, de tamanho 255/35 R21 na frente e 285/30 R21 na traseira, adicionam o nível de aderência necessário para aproveitar a potência do motor. 

Nissan GT-R 50 Italdesign - Especificações
Veículo base: Nissan GT-R NISMO
Comprimento total: 4.784 mm (NISMO padrão: 4.690 mm)
Largura total: 1.992 mm (NISMO padrão: 1.895 mm)
Altura total: 1.316 mm (NISMO padrão: 1.370 mm)
Entreeixos: 2.780 mm (NISMO padrão: mesmo)
Motor: VR38DETT 3.8 litros, configurado pela NISMO
Potência; 720 cavalos (estimado) @ 7.100 rpm 
Torque: 79,5 kgfm (estimado) @ 3600-5600 rpm
Transmissão: Dupla embreagem reforçada com seis velocidades sequenciais e transeixo traseiro
Suspensão: BILSTEIN DampTronic® com sistema continuamente ajustável
Freios: Brembo, com discos perfurados flutuantes de duas peças; pinça monobloco de 6 pistões na frente (390 x 32,6 mm) e pinça monobloco de 4 pistões na traseira (380 x 30 mm)
Rodas: 21 x 10J (dianteiras) 21 x 10,5J (traseiras)
Pneus: Michelin Pilot Super Sport, 255/35 R21 (frente) e 285/30 R21 (traseira)

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Audi apoia projeto de táxi aéreo em Ingolstadt


A Audi está moldando a mobilidade na terceira dimensão. Na tarde da última quarta-feira, uma carta de intenção sobre o assunto foi assinada com parceiros do campo político e industrial na Chancelaria Federal em Berlim, capital alemã. Bram Schot, presidente interino e membro do Conselho de Gerenciamento de Vendas e Marketing da Audi AG, anunciou o início do projeto Urban Air Mobility em Ingolstadt junto ao Ministro Federal do Transporte, Andreas Scheuer, da Ministra do Estado para Assuntos Digitais, Dorothee Bär, da CTO da Airbus, Grazia Vittadini, do prefeito de Ingolstadt, Dr. Christian Lösel e de outros representantes políticos. O objetivo do projeto europeu é ser um modelo de operações teste de táxi aéreo na região de Ingolstadt.

“Carros conectados, elétricos e autônomos deixarão o trânsito urbano mais confortável e limpo, além de economizarem espaço – o que significa melhor qualidade de vida para as pessoas nas cidades. É assim que a mobilidade na terceira dimensão pode fazer uma contribuição valiosa para o futuro”, enfatiza Schot. “Nós agradecemos o envolvimento da cidade de Ingolstadt e o apoio no desenvolvimento da região como campo de testes para táxis aéreos”, disse Schot. No Salão do Automóvel de Genebra, a Audi, a subsidiária Italdesign e a Airbus apresentaram o Pop.Up Next, um conceito totalmente elétrico e automatizado para mobilidade vertical e horizontal.

“Gostaríamos de usar o nosso ‘know-how’ para melhorar a vida urbana, e almejamos desenvolver novos conceitos de mobilidade para cidades e outras necessidades das pessoas com o projeto Urban Air Mobility”, disse Schot. No futuro distante, conceitos como o Pop.Up Next transportarão pessoas rapidamente e de modo confortável por vias e no ar de grandes cidades, resolvendo, assim, problemas de trânsito intenso.

O projeto Urban Air Mobility é parte de uma iniciativa europeia no contexto da Parceria de Inovação Europeia (EIP) em Cidades e Comunidades Inteligentes (SCC). O manifesto descreve a primeira fase da iniciativa da União Europeia, na qual cidades europeias como Hamburgo e Genebra estão participando.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Audi e Airbus formam parceria para oferecer serviços de mobilidade urbana aérea e terrestre


A Audi e a fabricante de aviões Airbus se uniram para desenvolver soluções de mobilidade urbana reais e de curto prazo. A partir do segundo semestre, a Airbus – por meio de sua plataforma sob demanda de helicópteros Voom – fará parceria com a Audi para oferecer um serviço de transporte de ponta a ponta, começando em São Paulo e na Cidade do México. Essa parceria proporcionará transporte terrestre premium atendido por veículos da Audi e transporte de helicóptero por meio do serviço Airbus Voom, oferecendo aos clientes uma experiência de viagem direta e superconveniente.

“Essa importante parceria com a Audi aborda os desafios atuais e futuros da mobilidade urbana. Como um primeiro marco concreto na cooperação que estamos desenvolvendo, ofereceremos soluções de transporte multimodal para as cidades mais congestionadas do mundo”, afirma o CEO da Airbus, Tom Enders. “O mundo está se urbanizando rapidamente e a infraestrutura terrestre sozinha não pode atender às demandas de amanhã. O aumento do congestionamento está levando os sistemas de transporte das cidades ao limite, custando aos viajantes e municípios valiosos tempo e dinheiro. Adicionar o céu como uma terceira dimensão às redes de transporte urbano vai revolucionar a maneira como vivemos – e a Airbus está pronta para moldar e construir esse voo do futuro”.

“O Grupo Audi está empenhado em melhorar a mobilidade nas cidades, introduzindo ideias inteligentes e inovadoras. Para encontrar as melhores soluções para nossos clientes, mostramos em 2018 o primeiro sistema modular para a Urban Air Mobility junto com a Airbus e nossa subsidiária Italdesign”, afirma o CEO da Audi, Rupert Stadler. “Hoje, estamos indo para o próximo passo ao entrar em um serviço com a Airbus e a Voom para oferecer mobilidade premium aos clientes. Ao fazer isso, aprenderemos ainda mais como podemos garantir um transporte multimodal perfeito com os melhores parceiros para nossos clientes. Juntamente com a Airbus, desenvolveremos essa cooperação ainda mais.”

A Airbus já realizou testes bem-sucedidos em São Paulo com o serviço Voom, cujo objetivo é driblar o congestionamento ao tornar as viagens de helicóptero mais baratas e acessíveis. Desde março de 2018, o serviço também está disponível na Cidade do México. A Airbus e a Italdesign são parceiras ainda na Pop Up, um conceito totalmente elétrico, autônomo e modular, que inclui uma cápsula conectada aos módulos terrestres ou aéreos. Em outros lugares, as equipes estão trabalhando para criar veículos totalmente novos: a CityAirbus, que estará pronto para voar antes do final de 2018, é uma demonstração de tecnologia de um veículo elétrico de decolagem e aterrissagem vertical (VTOL) para até quatro passageiros. Já o Vahana visa criar um modo de transporte semelhante para viajantes individuais ou carga. O veículo concluiu seu primeiro voo em escala total em janeiro de 2018. Em Cingapura, a empresa está trabalhando com o projeto National University on the Skyways para testar um sistema de transporte de encomendas usando drones autônomos.

quinta-feira, 16 de março de 2017

Fernando Calmon - Alta Roda - Salão dos sonhos

Alta Roda nº 982/28230– 16 023– 0oda nº852/0311508– 2oda nº851/2017

Fernando Calmon
Uma das melhores edições nos últimos anos do Salão do Automóvel de Genebra cerra suas portas no próximo domingo, 19 de março, com um legado de tirar o fôlego. Foram tantas novidades, carros-conceito e de sonhos, revelação de tendências e veículos especiais que visitantes terão dificuldade de relatar tudo o que viram. Na véspera da abertura, a GM anunciou a venda de sua subsidiária alemã Opel ao Grupo PSA (Peugeot, Citroën e DS), que passa ser o segundo em vendas no mercado europeu. E no período da mostra o Grupo Volkswagen e a Tata assinaram, na Índia, um memorando de colaboração, em geral primeiro passo para voos mais altos no futuro. 

Por falar em voar, é exatamente isso que a Italdesign e a fabricante de aviões Airbus pensaram como alternativa ao trânsito congestionado. Nesse caso a solução se parece com um drone: quatro rotores elevam o carro e o deslocam em curta distância. O autônomo Sedric, primeiro veículo-conceito com sinergia de todas as marcas do Grupo VW, dispensa volante, pedais e quadro de instrumentos. Trata-se de um monovolume ideal para uso como táxi ou transporte porta a porta. 

Do oriente vieram soluções audaciosas. A chinesa Techrules apresentou o Ren com dois, quatro ou seis motores elétricos e até 1.305 cv e 238 kgfm. Tem três lugares em uma fileira (motorista na posição central, mais elevada) e Giorgetto Giugiaro assina seu desenho audaciosamente futurístico. De Cingapura veio outro elétrico, o Vanda Dendrobium, cujas duas portas e teto rígido abertos lembram uma orquídea selvagem. Em polo oposto, no aspecto retrô, a estreante britânica Eadon Green apresentou o Black Cuillin cupê inspirado no Morgan Aero dos anos 1930. 

Entre os supercarros houve duas estreias. Ferrari 812 Superfast (sucessor do F12 Berlinetta), que o mítico fabricante italiano anuncia como o mais rápido de seus modelos até hoje (0 a 100 km/h em 2,9 s), e o McLaren 720S, que acelera exatamente igual. A marca sueca de produção artesanal Koenigsegg estima que seu híbrido Agera RS Gryphon, de 1.500 cv, vá de 0 a 400 km/h em 20 s! 

Emerson Fittipaldi mostrou maquete em tamanho real de seu carro esporte EF7 desenvolvido para as pistas, mas que poderá ter versão de rua. O ex-piloto, de 70 anos, se associou à Pininfarina e à HWA. Serão apenas 39 unidades, motor V-8 de 600 cv e apenas 1.000 kg de peso. Primeira unidade dentro de um ano custaria cerca de 50% do McLaren 720S. 

A Volkswagen confirmou – sem mostrá-lo em Genebra – a produção do novo Polo aqui, no segundo semestre, simultaneamente à Alemanha com a arquitetura MQB de Golf e Passat. Para o Brasil foi ainda reservado o Virtus, primeira aplicação dessa arquitetura em um sedã compacto, mas de dimensões generosas (sem previsão para a Europa). Estreou também o Arteon, sedã-cupê de quatro portas médio-grande antes conhecido como CC, que inicia diversificação estilística dos modelos da marca. 

Entre os carros que chegarão importados este ano, destaques para Volvo XC60 e Range Rover Velar. O primeiro avançou na condução semiautônoma nas estradas de pista simples, ampla maioria no mundo. Se o motorista se distrair e invadir a faixa contrária em que exista um veículo, é reconduzido automaticamente à sua. Atua entre 60 km/h e 140 km/h. Velar, quarta derivação de SUVs médios Land Rover, tem intenção de se opor ao Porsche Macan, o mais vendido da marca alemã. Reestilizações também interessantes dos Audi RS5, SQ5 e do RS3, tendo este o último motor de cinco cilindros a gasolina em produção no mundo, de 400 cv! 

Em Genebra, cantão francês da Suíça, impressionou a calorosa recepção para a releitura moderna e impactante do Alpine A110, pequeno cupê de mecânica Renault dos anos 1960. É provável a marca francesa importá-lo para o Brasil, onde a geração anterior A108 foi produzida entre 1961 e 1966 como Willys Interlagos. Apenas 882 unidades deixaram a linha de montagem. 

RODA VIVA

VOLVO XC90 T8, de quatro ou cinco lugares, agora também é oferecido na versão híbrida plugável em tomada. Motor elétrico de 87 hp e 24 kgfm aciona apenas as rodas traseiras, o que permite tração 4x4 sem necessidade de cardã. Tanque de gasolina diminuiu para dar lugar à bateria e tem 50 litros. Autonomia puramente elétrica alcança até 35 km. Preços: R$ 456.950 (Inscription, cinco lugares) a 519.950 (Excellence, quatro lugares). 

FIAT e o portal Amazon implantaram, no mercado italiano, processo de compra pela internet. Depois de configurar, encomendar e receber um pequeno desconto, o cliente retira o carro na concessionária. Os três modelos oferecidos (Panda, 500 e 500 L) cobrem dois terços da oferta atual da marca. Ainda não há decisão de levar a experiência para outros países. 

PROJETO na Câmara dos Deputados cria a obrigatoriedade de justificativa por escrito nas decisões dos julgamentos das autuações e penalidades de trânsito. Deve ficar esquecido nas comissões. Iniciativa do deputado Alberto Fraga (DEM-DF) esbarra na falta de estrutura das juntas de apelação. Motoristas ficam sem saber por que seu recurso foi indeferido. Lamentável. 



PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

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