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domingo, 15 de março de 2020

VÍDEO: Como a GOL está lidando com o Coronavírus.


Cliente,
Estamos acompanhando de perto as informações mais recentes sobre a disseminação do Coronavírus (COVID-19) no Brasil e, fiéis à nossa essência e ao nosso compromisso com a Segurança e o bem-estar de todos, gostaríamos de informar a maneira como a GOL está lidando com esse momento.
Acreditamos, desde a nossa primeira decolagem, na melhor combinação entre valores humanos e o domínio de técnicas e tecnologia de ponta. É por isso que buscamos sempre a empatia e a transparência aliadas a processos e critérios fundamentais para que mantenhamos nossas operações em funcionamento.
Estamos em contato frequente e direto com o Ministério da Saúde e com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tanto para estarmos a par dos protocolos de prevenção e controle quanto para nos atualizar sobre novos casos. Reafirmamos que todas as medidas tomadas por nós colocam em primeiro lugar a segurança de todos os envolvidos. Estamos juntos para superar esse desafio.
Até o momento não há recomendação para evitar os destinos operados pela Companhia no Brasil ou nos países da América do Sul e América Central. Nossa programação de voos passará por ajustes que visam garantir o equilíbrio entre o novo cenário de demanda e a qualidade e amplitude da nossa malha aérea. Como já foi dito, continuamos acompanhando de perto a evolução do assunto com as autoridades competentes. Temos toda confiança em nossa equipe de atendimento em solo, no ar e nos canais digitais e sabemos que ela está capacitada e disponível para sanar ou encaminhar corretamente quaisquer dúvidas dos Clientes sobre suas viagens ou o COVID-19. Aproveitamos para também destacar aqui dicas úteis sobre o tema, disponibilizadas pelo Ministério da Saúde no link https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/coronavirus.
• Verifique os sites oficiais do governo ou dos órgãos do sistema de saúde do seu destino para ter informações sobre as restrições mais recentes com relação ao coronavírus COVID-19.
• Lave as mãos regularmente e as higienize com álcool em gel.
• Evite contato próximo com pessoas doentes.
• Cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar.
• Em caso de voos internacionais, chegue com antecedência mínima de 2 horas ao aeroporto. Devido ao aumento dos controles migratórios nos terminais aéreos, o processo pode levar mais tempo do que o normal.
• Caso tenha febre, tosse ou dificuldade para respirar, procure rapidamente atendimento médico, relatando histórico de viagens recentes.
• Caso tenha voltado de países tais como China, Itália ou Irã, onde a contaminação tomou proporções maiores, e apresente     sintomas, dirija-se imediatamente a um serviço de saúde.
Além do atendimento, ressaltamos que colocamos em prática nossos protocolos para o enfrentamento de crises, como já fizemos em situações anteriores, e destacamos, a seguir, algumas das características técnicas e medidas adotadas.
Nossas aeronaves são equipadas com um sistema de filtro de ar padrão HEPA, que captura 99,7% de partículas microscópicas como bactérias e vírus ao promover a renovação do ar da aeronave. A bordo, Clientes e tripulação também encontram álcool em gel para higienização das mãos. A Anvisa e o Ministério da Saúde orientam que máscaras devem ser usadas apenas por pessoas com suspeita de contaminação, e por isso não são distribuídas aos Clientes ou usadas pela tripulação.
Reforçamos nosso compromisso com a segurança de todos e seguimos atentos às atualizações sobre o andamento da pandemia, com seriedade e sobriedade. Colocamos à disposição os seguintes canais de comunicação: www.voegol.com.br, aplicativo GOL e a Central de Relacionamento: 0300 115 2121. Eles são nossas fontes oficiais de informações sobre o tema, facilmente acessáveis.
Ao mesmo tempo em que temos ciência da importância desse momento, temos também total confiança na capacidade de nossa equipe em enfrentar com responsabilidade, seriedade, tecnologia de ponta e humanidade, quaisquer obstáculos que possam surgir ao longo da nossa trajetória. Contem com nosso total empenho e transparência para que possamos todos seguir normalmente em busca daquilo em que acreditamos. Estamos certos de que precisamos combater o pânico com informação.
Atenciosamente,

Paulo Kakinoff

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

COLUNA DO FERNANDO CALMON


Alta Roda nº 1008/358 – 30/08/2018


Fernando Calmon

C4 Cactus espeta concorrentes


Se o mercado de SUVs continua a crescer bastante no Brasil, há razões para apostar em avanços ainda maiores. Entre os de produção nacional o Citroën C4 Cactus, que começa a ser vendido esta semana, demonstra que novas tecnologias também ganham relevância nesse tipo de veículo. 


O modelo, de forma clara, demonstra dupla personalidade. Na Europa tem o mesmo nome, mas lá se apresenta como um hatch sucessor do C4. Aqui, o visual muda e não se restringe às barras de teto com um criativo desenho “flutuante”. Vão livre do solo de nada menos 22,5 cm, além de ângulos de ataque (22 graus) e de saída (32 graus), permitem enfrentar traiçoeiras lombadas, valetas e buracos que infestam cidades e até estradas por todo o País. 

Seu estilo moderno, mais típico de um crossover, agrada por proporções compactas – apenas 4,17 m de comprimento – que, no entanto, limitam o volume do porta-malas a 320 litros. Por outro lado, 2,60 m de entre-eixos e 1,71 m de largura garantem habitáculo confortável, incluindo bancos dianteiros bem dimensionados e amplo espaço para joelhos atrás. Forro do teto tem leve concavidade dupla (na frente e atrás). Assim, nenhum ocupante raspa a cabeça, embora falte opção de teto solar. 

A marca francesa montou um bom pacote de opções de segurança nas versões mais caras: alertas de atenção ao condutor, de saída de faixa, de colisão (detecta veículos e pedestres) e de frenagem automática, além de seis airbags. 

O interior tem detalhes de acabamento interessantes. Mescla materiais agradáveis ao toque, apliques de tecido e plástico preto brilhante. Quadro de instrumentos é digital (idêntico ao do C4 Lounge). Até o volante de base achatada e parte superior levemente reta denota cuidados do projeto. Falta queda amortecida da tampa do porta-luvas. 

Dois motores estão disponíveis: 1.6 aspirado, de 118 cv (câmbio automático, seis marchas) e 122 cv (manual); 1.6 turbo de 173 cv/etanol (apenas automático). Este último, o mais potente do segmento, muda por completo o temperamento do carro, inclusive por fazê-lo acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 7,3 s, acompanhado por um som grave, algo exagerado com o motor em carga. 

Um dos pontos altos é o acerto de suspensões, o melhor entre quase uma dezena de concorrentes diretos. Direção precisa e freios a disco nas quatro rodas, outros destaques. Desempenha bem no uso em caminhos sem pavimentação que dispensem sistema 4x4, ajudado pelo controle de tração mais apurado (Grip Control) herdado do Peugeot 2008. 

Preços são bastante competitivos: vão de R$ 68.990 a 98.990, em três níveis de acabamento. A marca decidiu valorizar seus modelos usados na troca pelo C4 Cactus e investir em assistência técnica desde carro-reserva para consertos acima de quatro dias ou mimos simples como checar pneus, fazer rodízio e completar níveis de água e óleo sem cobrar. 

Para Ana Theresa Borsari, gerente geral do Grupo PSA, a rede de concessionárias Citroën será pró-ativa na venda de revisões a preço fixo até mesmo fora do período de garantia. “O serviço pré-pago tem crescido muito na Europa e pode se expandir também aqui. É o conhecido ‘tudo-incluído’, conceito surgido na hospedagem”, completa. 


ALTA RODA


FORD pretende uma gradual eliminação de hatches e sedãs para se concentrar em picapes e SUVs especificamente na América do Norte. Surgem especulações sobre uma picape menor que a Ranger. Teria como base o Focus. Até mesmo a Hyundai já admite oferecer uma picape média no mercado americano em 2021. E por que não fabricá-la também na Argentina? 


TENDÊNCIA no mercado brasileiro de aumentar oferta de SUVs com três fileiras de bancos. FCA, por exemplo, terá versões Jeep e Fiat para até sete lugares dentro de dois anos. Nos EUA, onde 40% de todos os veículos leves hoje à venda são SUVs de diferentes portes e usos, a versão de três fileiras do Jeep Cherokee representa nada menos de 60% das preferências. 

BRASIL e Argentina resolveram acertar os ponteiros para criar veículos harmonizados aos dois países. Acordo assinado agora em Brasília prevê normas iguais para itens de segurança, eficiência energética, emissões e normatização de autopeças. Resultados não serão imediatos, mas nada impede que fabricantes se adaptem antes com mudanças possíveis. 

GOL vai bem com o novo câmbio automático de seis marchas. Forma um conjunto bastante saudável combinado ao motor de 1.6 e 16v (120 cv/etanol), sem hesitações e aceleração progressiva. Suspensão firme e robusta não mudou. Nova frente (já utilizada na Saveiro) ajuda no visual. Faz falta a direção de assistência elétrica: a hidráulica tem limitações. 

DURANTE o inverno vale a dica de utilizar o aquecimento no lugar do ar-condicionado para elevar mais rápido a temperatura do habitáculo. Ainda assim, é melhor não se esquecer de ligar pelo menos uma vez por semana, no mínimo por 10 minutos, o ar-condicionado. Seus circuitos internos precisam de lubrificação para garantir durabilidade ao sistema. 


PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br e www.facebook.com/fernando.calmon2

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

COLUNA DO FERNANDO CALMON

Alta Roda nº 1004/354 – 02/08/2018
Fernando Calmon
Os desafios da FCA
A inesperada morte de Sergio Marchionne, o ítalo-canadense responsável pela recuperação financeira de dois grandes grupos automobilísticos que ele acabou por fundir sob o nome Fiat Chrysler Automobiles (FCA), trouxe, além de enorme consternação, uma série de novos desafios. Todos propostos por ele mesmo, um executivo altamente dinâmico, cerebral e impulsivo.


Marchionne tinha um jeito próprio de trabalhar, desde que entrou na empresa em 2004. Primeiro passo foi obrigar a GM a assumir a Fiat ou pagar US$ 2 bilhões de indenização como rezava um contrato malfeito. Venceu a disputa e com esse dinheiro apostou tudo na releitura moderna do subcompacto 500, em 2007, transformando-o em grande sucesso. Em 2009 foi sozinho aos Estados Unidos convencido de que poderia salvar a concordatária Chrysler. A empresa pertencia ao governo americano, que a entregou de graça para se livrar do problema. 



Cinco anos depois, em 2014, promoveu a fusão e prometeu zerar toda a dívida da FCA em 2018. Promessa cumprida. Marchionne não tolerava erros nem contestações. Assim dois Lucas, de Meo (Fiat) e di Montezemolo (Ferrari), bateram de frente e saíram. Mas ele continuou. Também não desanimou ao errar seguidas previsões de vendas para as marcas Alfa Romeo e Lancia. 



Em 1º de junho último, em Balocco (Itália), apresentou a investidores o segundo plano quinquenal (2018-2022) a ser tocado por seu sucessor, a partir de abril de 2019. Em lance audacioso, diminuiu bastante o volume de investimentos nas marcas Fiat e Chrysler, em favor das mais rentáveis Jeep, Ram, Alfa Romeo e Maserati. Já tinha a resposta pronta, quando questionado se não havia contradição com o próprio nome da empresa: “Acho que não. Há uma marca premium que também não está na razão social”, disparou. Todos entenderam se tratar da Daimler, dona da Mercedes-Benz. 

Apesar da profunda admiração do seu nome nos meios automobilístico e financeiro, alguns analistas consideram como bem mais desafiadores os próximos cinco anos da companhia. Marchionne já tinha escolhido seu sucessor, mas só pretendia anunciá-lo adiante. Ele não se aposentaria de vez, pois continuaria na presidência da Ferrari e, claro, de olho no seu ungido para ajudar no que fosse possível. 

O inglês Mike Manley, líder da Jeep e Ram, comandará agora a empresa por escolha de John Elkann, neto do falecido Gianni Agnelli, da família fundadora da Fiat. Manley é um executivo muito competente, mas a sua ascensão levou ao pedido de demissão de Alfredo Altavilla, um dos cotados para a sucessão. Deixou sinal de divisão interna, embora se especule que havia um terceiro nome de preferência do desparecido executivo. 

Marchionne sempre defendeu a consolidação de grandes grupos automobilísticos. A ideia era enfrentar a imensa necessidade de capitais e reinventar essa indústria no disruptivo campo da mobilidade do futuro. Tentou, de público, acordo com a GM por considerar existir fortes sinergias entre os dois grupos, mas foi rechaçado provavelmente por mágoas do passado. Antes havia conversado com a PSA e, há pouco, com a chinesa Geely. 

Talvez, agora, com um anglo-saxão à frente da FCA o diálogo seja reaberto. Marchionne aplaudiria de pé.
ALTA RODA
PELA primeira vez, Gol e Voyage passam a oferecer câmbio automático. É um Aisin (japonês) de seis marchas que forma conjunto com o motor EA 211 de 1,6 L/120 cv (etanol). A Volkswagen afirma que a opção, em torno de R$ 3.000, é mais acessível que os R$ 4.000 da média de mercado. O preço do Gol parte de R$ 54.580 e o do Voyage, de 59.990.



MARCA alemã também lançou Polo e Virtus com o mesmo conjunto motor-câmbio por R$ 62.690 e 66.525, na ordem. Estima-se que, em apenas dois anos, 60% de todo o mercado brasileiro será de automáticos – hoje, 40%. Programa para pessoas com deficiência (PCD) tem estimulado a demanda. Como há limite de preço de R$ 70.000 no programa, os carros compactos aos poucos tomarão o lugar dos médios. 



ARGENTINA tornou-se celeiro das picapes médias. Nissan acaba de inaugurar fábrica em Córdoba para 70.000 unidades/ano de Frontier e, no final do ano, Renault Alaskan e Mercedes-Benz Classe X. Em dois meses, o modelo argentino substituirá o mexicano no Mercosul. Haverá duas novas versões e alguns reforços estruturais em relação à atual picape. 



CARRO autônomo de Nível 3 (motorista pode largar o volante, mas deve monitorar o tráfego) tem preço estimado em US$ 30.000/R$ 115.000, apenas pelo equipamento. Equivale quase aos US$ 35.000/R$ 133.000 de um modelo elétrico básico nos Estados Unidos. Por isso, Audi ainda não revelou o preço do A8 autônomo. Estima-se que em cinco anos opção custaria U$$ 10.000/R$ 38.000. 

APENAS três dos cinco fabricantes com efemérides em 2018 se movimentaram no exterior para comemorar. Renault (120 anos), Porsche e Land Rover (ambas fundadas há 70 anos). Honda (70 anos) e Subaru (60 anos) até agora deixaram passar em branco. Ford, a marca mais antiga instalada no Brasil, vai comemorar 100 anos de atuação aqui em 2019. 

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).
Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmo fernando@calmon.jor.br  www.facebook.com/fernando.calmon2

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 3018 - 27.07.2018 edita@rnasser.com.br


Marchionne. Foi-se o homem, resta a referencia
Todo poderoso, Sergio Marchionne, 66, italiano criado no Canadá era o capo di tutti capi – o chefe de todos os chefes - na Fiat. Formado em Filosofia, Direito, era de Finanças. Eleito administrador geral, 5º em dois anos, causou susto geral ante o total distanciamento com a indústria automobilística, mas tirou a companhia de falência pré-anunciada e engatou, por brilho e persistência, série de conquistas: estabilização econômico/financeira; relançamento do modelo 500, aviso da volta da Fiat ao mercado; anexação da Chrysler; transformação da mítica Jeep em seu braço mais rentável; aumento mundial de produção e lucros; novas fábricas; a mágica de vender Fiats como sendo Jeeps; lucros nas operações de caminhões, motores, câmbios; salvação das marcas Maserati e Alfa; separação da Ferrari da FCA, multiplicando seu valor para a família Agnelli. No pacote, afastamento de Luca de Montezemolo da presidência da Ferrari e da sombra de assumir o mando geral; de ultrapassar 40% do volume anual de produção da Ferrari sem perder lucros; de fazer retornar a Ferrari a disputar vitórias na Fórmula 1; formar o sétimo grupo automobilístico do mundo. Brilhante observador, enxergou a fumaça de mudança do negócio automóvel pregando fusões e associações, a inviabilidade de automóveis no mercado dos EUA, suprimidos para o crescimento de SUVs e picapes na Chrysler – caminho após seguido pela Ford - e, o de interesse a acionistas, banqueiros e mercado: lucros operacionais, redução de custos nos produtos e aumento no percentual de lucro sobre o faturamento.

Em junho apresentou balanço e o Plano Quinquenal, incluindo desenvolvimento em mercados com maior potencial, como o Brasil, e sugeriu aposentar-se da gestão da FCA ao início de 2019 e da Ferrari em 2021. Deixaria de dormir no jato da FCA, e ter tempo para bem aproveitar a vida a partir de Zugg, cidade suíça onde tem endereço e atrativos impostos reduzidos.

O homem planeja, Deus desdenha. Marchionne não conseguiu cumprir o projeto pessoal. Com dores limitantes no ombro esquerdo, ingerindo cortizona em grande quantidade, com imposição de cirurgia inadiável, avisou ao chefe John Elkann – o herdeiro da família Agnelli, controladora da Exxor, holding da FCA e outros grandes negócios – ausentar-se por três dias.

Em Zugg, população de executivos e aposentados surpreendeu-se com notícia do telejornal da TV de Zurich, relatando a cirurgia, o coma e os riscos no Hospital Universitário com o vizinho famoso.

Pouco antes o hospital contatou Elkann, e poucas horas após, voando no limite das turbinas de jato executivo, o descabelado executivo magrelo e alto, corria pelos corredores da casa de saúde para ver Marchionne, subordinado, guia, amigo. Foi impedido, mas teve noção pessoal da danosa situação: razão das dores era um carcinoma invasivo, qualificando sua remoção como de elevado risco, no apresentar crônico problema na tireóide. E na operação uma embolia cerebral, transformou-a num drama, com desesperadas ações médicas para reanimá-lo do coma. Disseram a Elkann dos esforços para mante-lo vivo, do talento dos médicos, da eficiência dos equipamentos, e da impossibilidade de trazê-lo de volta à consciência.

Ante a situação Elkann convocou duas reuniões em Lingotto, no imponente prédio em Turim, um dos gabinetes do poder, no sábado, 21, com a mesma finalidade: avisar da surpreendente e grave situação, nomear novos condutores, e fazer no fim de semana para evitar perda de valor nos papéis da FCA e da Ferrari. Assessoria de comunicação da empresa ficou muda e apenas se manifestou com a indicação dos novos gestores e uma carta pessoal, onde o lado italiano de Elkann traduzia o necrológio do executivo em coma.

Para Ferrari escolheram CEO Louis Camilleri, 63, egipcio com pais da Ilha de Malta, ex-membro do Conselho da Ferrari e ex-CEO da tabaqueira Philip Morris – patrocinadora da equipe de Fórmula 1. Elkann será o presidente.

Na reunião seguinte, sagraram o ingles Mike Manley, CEO da Jeep, novo executivo maior da FCA. Seus resultados, os maiores no grupo – devem representar 2/3 dos lucros no exercício -, credenciaram-no ao cargo.

Não terá vida fácil. Pouco provável receber planos estruturados para novos passos. Afinal, a genialidade é solitária e prescinde rascunhos. Primeiro aviso, Alfredo Altavilla, carreira ascendente, gestor da FCA na Europa, Médio Oriente e Africa, sempre visto sucessor natural de Marchionne, não indicado, demitiu-se. A saída indica dificuldade adicional para Manley, selecionar com quem pode contar na iniciante gestão, difícil sucessão não planejada.

Marchionne faleceu ao início da manhã de 4ª feira, 25. Perda sensível, um case de performance empresarial, o executivo de automóveis mais importante dos últimos 15 anos, registrou muitos êxitos incluindo a imbatível realidade de salvar e multiplicar por 11 o valor da Fiat.

Feito rico com salários, bônus, ações, foi-se sem usufruir de tais benesses, nem do projeto pessoal de transformar-se em mega consultor, em festejado palestrante mundo a fora, aproveitar melhor a companhia de Manuela Battezzatto, sempre apresentada como sua grande sorte.

Mescla entre conquistas e súbita saída de cena alimentam a necessidade do pensar sobre o limite de dedicação pessoal aos objetivos profissionais.

Enfim, Gol e Voyage automáticos
O mercado fala, a Volkswagen demora, mas entende. Frase se baseia na bem bolada campanha da Mercedes-Benz em abandonar tecnicidades alemãs e utilizar soluções nacionais, aqui propostas pelo mercado para seus caminhões.

No caso, em sofrido caminho em busca da liderança, entendeu finalmente duas exigências dos compradores nacionais: utilitários esportivos – ou veículos com morfologia assemelhada -, e transmissão automática. Para os primeiros, investiu seriamente e terá cinco modelos – inicia importando do México o novo Tiguan. Para a segunda demanda, apertou a engenharia, adequou parafusos, encaixes, comandos, regulagens, e juntou transmissão automática de seis velocidades ao motor 1,6 litro da família EA211 – um quatro cilindros derivado dos 1,0 litro tricilíndrico. Moderno, com até 120 cv, traciona com disposição a caixa com seis marchas e conversor de torque – nas versões de topo mudanças podem ser feitas por alavanquinhas sob o volante.

Integra a promessa de apresentar 20 produtos novos e melhorias até 2020, e marca-se pela possibilidade da mudança de regulagens para comportamento esportivo, e por mudanças de estilo para diferenciar-se como Linha 2019.

Demais produtos da modelia ’19 são motor 1,0 de três cilindros; 1,6 com quatro êmbolos e 84 cv – o motor antigo -, e o recente EA 211, 1,6 e 110 cv a álcool e 120 cv com gasálcool. Primeiros com transmissão mecânica de 5 velocidades.

Os modelos com transmissão automática tem procura fomentada pelas autoridades de trânsito e planejamento urbano no país. Gerindo trânsito e vias com incontestável incompetência, suas soluções para fluxo garantem um para-e anda constante, transformando o ato de dirigir em sacrifício muscular. Transmissão automática visa aliviar tais esforços, e atingir clientela crescente, as pessoas com deficiência – PCD -, com direito a descontos compensativos.

Vião oferecidos em cores sólidas – Branco Cristal, Preto Ninja e Vermelho Flash -, e duas cinza metálicas.

Há epicurismo técnico, surpresa nesta faixa de preços, como a multiplicação das marchas para obter baixas rotações e consumo: na hipotética e proibida velocidade de 120 km/h, outra colaboração dos entendidos em trânsito, o motor girará a 2.650 rpm.

Linhas
Novidades em design, como capô mais elevado, e duas linhas unindo os faróis no grupo óptico frontal; entradas de ar nos para choques.

Internamente maior preocupação em destacar a importância do painel de instrumentos, como se fora veículo de categoria superior; volante multi funcional, iluminação dos instrumentos, console e sistema de infodiversão em LEDs.

Não é apenas o aplicar de câmbio confortável, mas a consciência da mudança do mercado, da liderança do Chevrolet Ônix e suas peculiaridades de ser carro para provocar vizinho de baixa renda. A VW quer melhorar sua performance de vendas, começando pela base e seu produto mais antigo.

PSA inicia produzir Citroën Cactus
Dia 31, em cerimônia a fornecedores, autoridades governamentais e convidados outros como jornalistas não especializados, PSA iniciará em sua fábrica de Porto Real, RJ, produzir o modelo C4 Cactus. Festa é Lançamento Industrial, com apresentação das instalações e visita à operação fabril. A partir dela, estoque de 45 dias, meio de setembro, sera remetido à rede revendedora.

Lançamento à imprensa, mídia graciosa, ao fim de agosto.

Festa se pretende à altura do produto, visto internamente como o ponto de mudança de comportamento das marcas Peugeot e Citroën no Brasil, em sensível queda de vendas e participação no mercado – em junho a Peugeot vendeu pífias 1.600 unidades, 1,0% do mercado nacional; Citroën 1.300, quantidades incapazes de, sequer, manter a rede concessionária - ao contrário da performance mundial. Com o Cactus, premiado por design, morfologia atualizada, sugerindo – sem ser – utilitário esportivo, vestindo o figurino do mercado, holding busca retomar posições com vendas, participação no mercado, lucros.

Modelo é revisão do similar europeu, feito na Espanha, com alterações locais, como as janelas traseiras e o painel de instrumentos. Este, por economia, será o mesmo aplicado ao C4 sedã, produzido na Argentina.

Roda-a-Roda

Menos – Sexta feira passada, 31 colaboradores da pista de testes da Ford em Tatuí, SP, foram dispensados. Corte adicional no processo de redução de atividades pela empresa, praticamente zera a atividade de testar, analisar, desenvolver, ou adequar projetos estrangeiros ao mercado nacional.

Ford – Empresa diz empoladamente ser adequação administrativa ao mercado. Crível, fosse medida isolada, mas vistos fatos e decisões da matriz, tudo indica ser apenas novo passo para minguar a operação da Ford no Brasil.

Planos – Resultados vermelhos desde a substituição de presidente brasileiro por executivos estrangeiros, para deter prejuízos foi incluída no rol das providências saneadoras pela cúpula da empresa. Uma delas, não investir em países sem retorno ao capital aplicado. Como no caso.

Coluna – Tem levado aos leitores sua preocupação com as consequências locais das definições n’além mar, como reduzir pessoal; não renovar a linha Focus na Argentina; encerrar a produção de caminhões e do Ford Fiesta na grande fábrica de São Bernardo do Campo, SP; manter apenas um produto em linha, em Camaçari, BA; aumentar importações. Os dois primeiros já foram perpetrados.

Importância – Ter pista de testes para desenvolver produtos é fator de qualidade. Avaliá-los em circuitos padronizados, auditados, oferece condições para aferir, entender resultados, melhorar os produtos.

Primário - Testar carros em estradas abertas, como o fazem boa parte das marcas operando industrialmente no Brasil, é método antigo, aplicado desde quando Willys, Simca e DKW Vemag avaliavam seus produtos na década de ’60. 

Ainda - Na seguinte, Volkswagen para ganhar tempo e acertar o Passat para o Brasil, testou-o na Alemanha: deu em má primeira série, deficiente em estrutura, eixo traseiro, segurança, pelas diferenças entre pisos europeu e nacional.

Quem – No Brasil há três áreas para isto: Chevrolet – desativada, encerrou desenvolver design e engenharia no Brasil; Ford, sinalizando entrar nesta trilha. E Mercedes, na contra mão, inaugurou neste ano, em Iracemápolis, SP.

Caminho – Há quinze dias colaborador da Coluna trouxe informações importantes, coerentes, encadeadas: Ford desativaria a pista em Tatuí; Jorge Salomão, ex-engenheiro da empresa – pai da mecânica do novo Troller - ora com empresa de avaliação de novos produtos, e a montadora CAOA, tocariam negócio para alugar a pista, laboratórios e mão de obra qualificada, vendendo serviços a todas as outras fabricantes, montadoras e importadoras.
Negócio valioso e promissor ante a carência do mercado.

Futuro – Consultadas, partes envolvidas sairam-se em explicação ociosa: desconheciam o assunto. Alegar ignorância é um manto tão confortável quanto trêfego, esvaindo-se no surgimento de novos fatos.

II - Tudo indica, o reduzir das atividades da pista Ford Tatuí aumenta gastos sem resultados; mostra, sem novos produtos, não haverá o que testar; associar-se a Salomão e Caoa, ou ceder a pista em avença negocial é solução de racionalidade.

Gente – Priscila Cortezze, jornalista, nova Diretora de Comunicação na Volkswagen. OOOO Viveu a área na revista Carro, depois Citibank. OOOO Camila Maluf, empreendedora, novos ares. OOOO Retorno a S Paulo e novos interesses. OOOO Em Mogi Guaçu sedimentou o Autódromo Velo Cittá como negócio após organizar 530 eventos. OOOO

Allspace, o novo Tiguan
Inteiramente novo, sobre a plataforma MQB, medidas, modularidade, Tiguan chega com a designação de Allspace, indicando expansão de uso: agora mais comprido, largo, baixo e aumento na distância entre eixos transporta até 7 passageiros. É o primeiro na arrancada da Volkswagen em ter cinco SUVs em seu portfolio de produtos. A clientes oferece três versões de decoração, incluindo a R Line, e duas de motorização TSI, combinando turbo e injeção direta de gasolina. Nesta, superior, o motor 2,0 faz 220 cv e, sobretudo, 35,7 m.kgf de torque, 25% superior ao modelo anterior. Para obter tais ganhos empresa aplicou dois sistemas de injeção: direta na câmara de combustão e multi ponto no coletor de admissão. Tal combinação mescla performance, respostas rápidas e redução em consumo e emissões. Transmissão automática de sete velocidades.

Também, versão com motor 1,4 TSI flex, fabricado em São Carlos, SP, 150 cv de potência, e 25,5 m.kgf de torque. Câmbio automático de seis velocidades, acionável manualmente por alavanquinhas sob o volante, capacidade para cinco passageiros e tração apenas nas rodas frontais.

Produto busca inovar ao apresentar-se ao comprador, identificando versões pelo torque do motor medido em Newton metros. Serão 250 TSI indicando 250 Nm de torque, fornecidos pelo motor 1,4, 350 TSI caracterizando o motor 2,0 TSI. Torque é a medida capaz de oferecer aceleração, pressionar o corpo contra o banco, passando a sensação de disposição e esportividade.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 2118 - 25.05.2018 - edita@rnasser.com.br


RAM 2500, de novo
Vai e volta, o picape RAM retorna. Vem do México com isenção tributária facilitada por acordo comercial, ocupa lugar de destaque. A julgar pelo volume e torque, do maior destaque.

RAM deixou o prefixo Dodge e passou a marca própria. Mantém o poderoso arcabouço mecânico liderado por motor diesel Cummins, 6 cilindros, 6,7 litros, 330 cv de potência e torque de 104 m.kgf. Pela potência específica – a relação entre cilindrada e cavalagem -, nota-se não ser projeto para picape, mas para caminhão. É coerente: seu porte, a falta de refinamento mecânico notável pelo eixo rígido frontal, o motor, deslocam-no da concorrência com picapes para posição superior. Não é exatamente o carro para Agroboy, o motorista com a boa renda da primária atividade agrícola. Afinal Agroboy consome, e o picape por suas dimensões, incluindo a configuração da cabine dupla, é de difícil entrada na maioria das garagens de shoppings e, se o fizer, tomará quatro vagas.

FCA foca com precisão sua clientela, e nela inclui a atividade rural jogo duro, os praticantes e adeptos da doma animal. Outro item separador é a exigência de Carteira de Habilitação C.

Como
Nos EUA, seu maior mercado, destaca-se pela superior capacidade de reboque, muito apreciada para trailers e lanchas. Aqui tal demanda é irrisória, e a escolha foca a clientela da produção rural. Nova marca é identificada por grade refeita, impositiva, com o emblema RAM, e do deslocamento do emblema com cabrito montês para a tampa traseira. Na complementação, aplicou-se ao conforto da interconectividade, com central Uconnect em tela de pouco mais de 20 cm, e evolução dos sistemas Android Auto e Apple Car Play.

Mecânica emprega eixo dianteiro rígido – dependente, como dizem os puristas nas firulas da linguagem técnica -, sistema resistente ao trabalho e desconfortável ao uso. Motor diesel Cummins, 6,7 litros, atracado a transmissão automática de 6 velocidades. E tração nas 4 rodas e marcha reduzida.

Tratamento refinado a partir do interior revestido em couro, dianteiros com regulagens elétricas. Na segurança, seis bolsas de ar, controle de estabilidade, de tração, monitoramento eletrônico da rolagem da carroceria, de balanço do reboque. Por R$ 265 mil.

Picape Mercedes Classe X by Brabus
Preparadora de automóveis Mercedes-Benz – vende-os transformados no Brasil ou os kits -, a alemã Brabus aplicou-se a modificar o recém apresentado picape Mercedes Classe X. Chamou-o PowerXtra. Aparentemente baseou-se em suposta negativa da AMG, a associada da Mercedes na preparação de seus automóveis, e surfou na novidade.

Talvez tenha sido o último projeto de seu fundador, Bodo Buschmann, ido mês passado, como lembra o argentino Autoblog. Quando lançado ao mercado sul americano, o Mercedes Classe X advirá de transformação industrial sobre o também picape Nissan Frontier, atualmente em montagem na Argentina.
O rótulo Brabus se aplica sobre a versão intermediária 250d. Motor diesel, L4, 2,3 litros, propelido de 190 cv a 211, e torque de 450 Nm a 510 Nm.

Com a limitação no desenvolvimento mecânico, a Brabus atacou a decoração. Adotou rodas de liga leve e 20”de altura, mudou grade, faróis e para choques dianteiro, e adotou os must atuais: quádrupla saída de escape e duas baterias em luzes de LEDs.

Representante brasileiro, paulistana Strasse trará os kits de desenvolvimento e decoração, mas vendas só após lançamento, previsto para o fim de 2019.

Nos EUA, na grande briga pela rentável faixa de mercado dos picapes, General Motors aderiu aos esforços tecnológicos para baixar peso, consumo, emissões. Dobrou opção de motores disponíveis para seus novos picapes Chevrolet Silverado e GMC Sierra 1500. Passo importante, incluiu novo propulsor com quatro cilindros, capaz de desligar dois quando não há demanda no serviço. 

Será o primeiro picape no mercado apto a tal proeza mecânica. O motor é de ciclo Otto, para gasálcool, L-4, 2,7 litros, turbo, 310 cv de potência e 157,9 m.kgf em torque. Intenta superar números legais do líder Ford F 150, e seu intenso uso de alumínio, e o redesenhado RAM 1500. Entusiasmo institucional, o vê como substituto do tradicional V6 a gasolina, 305 cv e 138,3 de torque.  Bom sinal, indica compromisso com necessária mudança. Desafio, pois em tais Chevrolet e GMC para 900kg de carga, 80% dos clientes prefere V8.

Rodado duplo
Festa – Belcar, criada como revenda VW Caminhões na saída de Goiânia para São Paulo, festeja 35 anos. Boa história, ajudou a implantar marca nova, sobreviveu às crises, virou representante da MAN.

Elétricos – Corpus Saneamento e Obras, empresa de recolhimento de lixo adquiriu 200 unidades elétricas à chinesa BYD. Receberá 21 em setembro. Empresa quer expor-se como compromissada com preservação ambiental, redutora da poluição sonora e de emissões.

Vantagens – Em testes é mais silencioso e confortável no mercado, superando concorrentes movidos por diesel, e menor CTP – custo total de propriedade.

Aqui ? – Prazo para entrega até 2023 e BYD, com fábrica de ônibus no interior paulista, aparentemente espera incentivos incluídos no programa Rota 2030 para saber se vale a pena montar operação industrial no Brasil.

Dúvida – Fechado o ano fiscal de 2017 na operação América Latina, Nissan diz ter anotado crescimento: de seu picape Frontier vendeu 5% mais em relação a 2016. Parece número negativo, ante os 20% de expansão do mercado e o comparativo entre produtos velho e novo.

Roda-a-Roda

Surpresa – Inglesa Aston Martin, andando mal das pernas, passou controle acionário a grupo de investimento e 5% à Daimler – para garantir fornecimento de motores Mercedes AMG -, surpreendentemente deu lucros no primeiro quadrimestre.

Muito - 43,7 milhões de libras antes dos impostos. Num cálculo de balanços, proporcionalmente o maior do mundo. Mudança é creditada à revivificação da marca com a criação de versões Vanquish Zagato Volante, Speedster e o DB4 GT Continuation. Aposta na mudança de produtos, como o recente Lagonda.

Números – Lucros subiram, produção caiu: apenas 963 carros no período, contra 1.203 em igual período em 2017, creditada ao processo de troca de modelos. Preço dos carros subiu médios 11%.

Futuro – Maurício Macri, presidente da Argentina foi a Córdoba, base de sua indústria automobilística, cobrar colaboração dos industriais no incentivado Plan Un Millón – visando fabricar 1M de veículos em 2023.

Cobrança – Quer 40% de conteúdo local, peças argentinas, nos veículos lá produzidos. Hoje anda em 20%. Aproveita previsto recorde de produção, uns 20% e de exportações, 40%. Mais nacionalizado é Toyota HiLux, mais de 40%.

Promessa – Utilizou linguagem sensibilizante: se a meta for atingida reverá a carga tributária sobre veículos. E prometeu melhorar o modal ferroviário para transportar autopeças e veículos prontos aos portos.

Vem aí – Desdobramento do projeto da Volkswagen em ter brevemente 5 SUVs no mercado, o Projeto Tarek, a ser vendido como Tharu, foi apresentado na China. É menor relativamente ao Tiguan 5 lugares. Argentina em 2020, no espaço industrial do CrossFox. No Brasil, novidade será o T-Cross, próximo ano.

Maquiagem – Como antecipou a Coluna, novos Gol e Voyage marcam-se pelas mudanças frontais, seguindo o Gol Track, com capô mais elevado e linhas ligando os faróis redesenhados. Dentro, novo desenho para o painel frontal. Em segurança o ESS – sistema faz piscar as luzes de freio quando pedal é acionado virilmente. Motores 1,0 e 1,6 de três e quatro cilindros, transmissão 5 marchas.

Sinal – Há opções, pacotes, mas única versão. É a última mudança antes do novo modelo.

Registro – Toyota comemora meio milhão de unidade do Etios em sua usina de Sorocaba, onde já produz o Yaris. Inicialmente mal definido, provocou intervenção branca na empresa, congelamento de carreiras, mudança de pessoal e, surpresa, correções no produto.

Coluna - Num almoço de aproximação – eu cortara relações com a empresa e seu péssimo serviço de relacionamento com a imprensa -, ao conhecer Steve St. Angelo, número 1 para a América Latina, exibiu-me a Coluna dizendo ter feito todas as mudanças nos itens apontados, exceto a saída de ar, não direcionada ao motorista. O Etios, Toyota mais vendido, provocou nova fase na empresa.

Segurança – Ford apresentou na Europa câmera de ré oferecendo visão de 180 graus, freando ao detectar obstáculos. É grande auxílio aos motoristas incapazes de estacionar de marcha-a-ré. Equipa o novo Focus – mas só virá ao Brasil caso seja importado da Europa.

Muda – BMW mudou a logomarca de sua controlada Mini. Segunda vez desde 2001 quanto reinventou o brilhante automóvel. Segundo diz, emblema espelha valores tradicionais alinhados a espírito de desenvolvimento.

Oportunidade – Volkswagen reabriu seleção a estágio de estudantes em seu Talento Volkswagen Design. Um ano num centro de excelência. Interessado? www.volkswagen.com.br/design
Projeto e memorial descritivo no tema #formfollowsfreedom a talentovwdesign@volkswagen.com.br

Solução – Respingos de tinta, graxa, cola de adesivos, coco de passarinho, tudo removível pelo Tira Grude Tapmatic. Á base de Aloe Vera retira-os sem danificar a pintura dos veículos. Custa uns R$ 15. Embalagem 40 ml.

Nova – Moto KTM 390 Duke abs já à venda. Projeto inspirado nas soluções das motos de competição: chassis, distribuição de peso; suspensão frontal. Motor monocilíndrico, 373,2 cm3, 44 cv. R$ 24 mil. Montada em Manaus, pela Dafra.

Storica – Mais charmoso rallye do mundo, re-editando a Mille Miglia, uma das corridas de maior expressão até a década de ’50, disputado em estradas italianas em quase 1.500 km, e admitindo apenas veículos das marcas e tipos que anteriormente nela competiram, teve resultado surpreendente.

Hermano – Persistente e preparado argentino Juan Tonconogy, tendo sua mulher Barbara Ruffini como navegadora em Alfa Romeo 6C 1500S de 1933.

Terceira vitória. À frente apenas o hiper perfeccionista Giuliano Cané, italiano vencedor de 10 edições. Argentinos lá competem anualmente. Brasileiros, apenas a dupla Feldman+Nasser, edição 1999, pela equipe Mercedes.

Gente – Paulo Manzano, engenheiro, fotógrafo, regulagem fina. OOOO Deixou a área de comerciais da PSA e foi-se à Jaguar Land Rover. OOOO Gerente de Marketing e Produto. OOOO Gustavo Soloaga, argentino, economista, ascensão. OOOO Era Vice Presidente Senior Financeiro da PSA na América Latina e será novo nº 1 do grupo na Argentina. OOOO Sucede Carlos Gomes, português, enviado a gerir empresa na China e Sudeste Asiático. OOOO Oduvaldo Viana, administrador, promoção: diretor de marketing da Bridgstone. OOOO Impulsionar vendas e posicionar marcas Bridgestone, Firestone e Bandag. OOOO José Luiz Gandini, empresário, 61, lazer. OOOO Presidente da Kia no Brasil, Uruguai, e da associação classista, novo Comodoro do Yatch Club de Ilhabela. OOOO Lapo Elkan, atração. OOOO Irmão do presidente da FCA, herdeiro da marca, praticante da porraloquice explícita, mas autor de vitoriosos projetos de lançamentos de produtos, vida atribulada e criativa, estará no Congresso da Automotive News. OOOO Dirá como se tornar fornecedor das grandes marcas. OOOO Se não for em apertado terno vermelho, um de seus registros, irá monocromático com enormes lapelas ... também de sua criação. OOOO Não passa despercebido. OOOO

O bem resolvido porta malas do Fiat Cronos
Fazer porta malas em automóvel três volumes derivado de hatch, exige artes.

Razão simples. Parte mais cara do automóvel é a base, ou plataforma. E por questões de custo e de processos industriais deve-se utilizar plataforma nuclear permitindo, com pequenas alterações, gerar versões para aplicações diversas. É o caso, por exemplo, dos carros de dois volumes, usualmente terminados por uma porta traseira, atendendo a universal denominação de hatch, e os de três volumes, os sedãs.

Na prática, parece simples, e o é para veículos sem compromisso estético, quando vistos de perfil expõem visualmente parecem ter sofrido solda extensa acrescendo chapas moldadas em forma de porta malas.

Fazer três volumes sem lembrar hatch dois volumes é um tira teima.
O Fiat Cronos é particularmente feliz neste aspecto. Projetado no Brasil vale-se apenas da parte frontal do Argo, com quem divide boa parte da plataforma. Pequeno aumento na distância entre eixos, novo teto, traços particulares em para lamas e capô, dão personalidade a seu traço. Outro aspecto de bom resultado é a disposição e a capacidade do porta malas, cabendo a 525 litros, muito bom e capaz de absorver bagagem familiar em viagens e passeios. Para aumentá-lo, os bancos traseiros se rebatem em três partes para compor bagagens desacorçoadas e um passageiro.