Mostrando postagens com marcador CITROEN CACTUS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CITROEN CACTUS. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


 

Coluna 4018 - 05.10.2018 edita@rnasser.com.br

O fator
Dirigi o T-Cross em exemplar de pré-produção no circuito particular da cinematográfica Fazenda Capuava, quase lindeira ao Aeroporto de Viracopos, SP. Creio-o versão final, pois será apresentado no dia 25 e, após, no Salão do Automóvel. À venda ? Aposto final março 2019.

Passou a obrigatoriedade profissional de usar sedãs de topo, e meu carro de uns poucos anos é VW Tiguan. Admirável e honesto: arranca, acelera, freia, faz curvas, oferece segurança ímpar com a tração permanente nas quatro rodas, e seus 200 cavalos alemães pouco bebem.

O desenho da minha vida tem-me tornado semi zen, ante a consciência da pouca consistência do meio ambiente para instigar a formação de imagem e outras bobagens sociais criadas pelo mundo do consumo. O novo Tiguan cresceu e meu interesse diminuiu.

Daí, tenho visto com muita simpatia o surgimento dos imaginados dois novos donos do segmento dos utilitários esportivos compactos. Refiro-me ao Citroën Cactus e ao VW T-Cross.

Não os comparo, pois em ambos a experiência no conduzir foi fugaz.

Antes conversei um pouco com o Pablo Di Si, argentino, ex FCA, hoje presidente da Volkswagen na América Latina. Passa o entusiasmo latino de quem sabe ter em mãos o produto certo para o público certo, no momento certo. E a certeza da necessidade de conter o entusiasmo quanto a preço. Parece ter razão. Além da adequação, ao uso de motores turbo com injeção direta, de 1,0, 128 cv e 200 mkgf de torque, e 1,4, 150 cv e 250 mkgf, garantindo arrancada, velocidade e baixo consumo, há, ainda, bom acerto mecânico com câmbio automático Aisin de 6 velocidades e freios a disco nas 4 rodas.

A VW balizou o circuito do então ex-piloto Cidão Diniz – Alah cuide dele -, para evitar entusiasmos. A ideia era transmitir sensações de retas ascendentes, descendentes, curvas de amplo raio, longe do que o Cidão fazia o belo circuito completo com Ford GT 40 e Jaguar Lister.

Andei com versão 1,4 e gostei. Há torque para sair e andar com suavidade. Motor e câmbio compatíveis, bem acertados, direção precisa, pequeno raio de curva, freios superiores. Transmite segurança mesmo provocando-o para adernar. Gostei no uso contido.

No jargão da indústria automobilística é mais uma jabuticaba – ou seja, exclusivo ao Brasil, diferindo dos modelos a ser produzidos na Alemanha e China por mais 8,6 cm em distância entre eixos – 2,65 m; e 4,199 de comprimento.

Confortável aos passageiros do banco traseiro, e com espaço de bagagem também maior. É mais alto ante o Virtus, cedente da plataforma – motorista sentirá uns 9 cm entre altura livre do solo e trilho de seu banco. Altura faz parte da imagem de poder. Terá Park Assist e teto solar panorâmico, som, auxiliares de segurança de freios e estabilidade. Com ele a Volkswagen quer ser a melhor da turma. Está no bom caminho.

Fim do teste, indagado, expus minha opinião: carro de mulher – posição superior; cuidado para resistir às imperfeições de nossas vias e estradas; andar confortável; quase suave. E minha dúvida: mulheres, entre compra e influência, o maior agente no setor, se satisfazem com um rodar assemelhado a andar de mãos dadas, ou se gostariam de algo mais reativo, sensível, como um aperto com stamina e testosterona. Uma pegada viril?

É a pergunta de um milhão de dólares, disse-me um executivo. Talvez o Freud saiba… Para isto, aguardemos o ectoplasma do Freud ou a voz do mercado. Quanto a mim, esperarei test-drive de maior intimidade e preços para decidir. (RN)

Eclipse Cross, Complemento importante
HPE, nova denominação da empresa licenciada no Brasil para produzir veículos Mitsubishi, ampliou leque de produtos, fechando espaço de preços entre modelos ASX e Outlander. Fê-lo com Eclipse Cross, criado sobre o utilitário esportivo ASX.

É bem desenvolvido, sem lembrar o veículo base, o ASX. Feito no Japão, cunha para atualização tecno-mercadológica, iniciando uso de nova família de motores, reduzidos em peso, volume e cilindrada: 1,5 litro, 16 válvulas, 165 cv e 25,5 mkgf de torque.

Fábricas de automóveis tentam arrancar mais e mais potência confiável e longeva de motores pequenos – Toyota já empregou, Audi o faz, e Mitsubishi adotou a dupla injeção de combustível: de acordo com a demanda, injeção no coletor de admissão; demanda adicional de potência, sobrea cabeça dos pistões. Mercedes em outro caminho: turbo elétrico auxilia o principal. Transmissão discrepa do avanço técnico, mas é de lógica empresarial por seu baixo custo ao entregar uso assemelhado ao de uma transmissão automática. Novidade na transmissão é o exclusivo sistema Super All Wheel Control (S-AWC), de acoplamento eletromagnético – como o eram os 4x4 EcoSport da geração anterior. Há, ainda na versão de tração total, o AYC – Active Iaw Control -, otimizando o torque entre as quatro rodas. Sua tração não é para arrancar toco, mas para dirigibilidade em locais de baixa aderência.

Não é releitura do ASX, mas novo projeto. Solução feliz ou não em suas linhas com rococós de olhos puxados, é marcante. Frente ampla, sugerindo poder, insertos cromados, grade assumindo a nova identidade visual – ufa, custou! - mas dá a impressão de aproveitamento da traseira do Honda Civic, trocando vermelhos por cromados, e de ter sido desenhado em cidades distantes. A traseira invoca o antigo Citroën C4 VTR, cuja característica mais evidente era a janela posterior dividida e com uma espécie de degrau. No Eclipse parte das luzes traseiras adentram pelo degrau suspenso. À tentativa de mesclar conceitos deu-se o nome de Dynamic Coupé – papel aceita tudo ... Independentemente de opiniões sub equatoriais ganhou o Prêmio Good Design pelo Museum Athenaeum de Arquitetura e Design de Chicago.  

Deve ser visto como produto voltado a donas de casa nos EUA. A decoração é cuidada, o conforto de rolagem, a vedação termo acústica chamam atenção para o refinamento pelas peças em cinza metálico e painéis de toque amigável em Preto Piano. Conquista da categoria, faróis e luzes traseiras em LED, sensores de chuva, acendimento dos faróis, aviso de mudança de faixa, sensores frontais e posteriores para estacionamento e câmera de ré, freio de mão eletrônico.

Duas versões, tração em duas e quatro rodas: HPE-S S-AWC e  HPE-S, seguindo moda atual de pré venda. A R$ 150 mil e R$ 156 mil. Esqueça a primeira.

Mercedes melhora o Classe C
Mais vendido de seus modelos em todo o mundo, Mercedes o revitalizou para o segundo ciclo de vida da atual carroceria. Mantém-no identificado com o topo de linha Classe S, incluindo equipamento eletrônico e de segurança.

Nova grade, faróis frontais por canhões de LED, grupo óptico traseiro com idêntica tecnologia, painel mudado, controles no volante implementados. Interior solidamente modificado, com novidade de madeira porosa em 3D.

No pacote, motor 1,6 DOHC turbo ganhou adicional turbo elétrico, gerando novos 10 kW – 17,5 cv. Mantém o câmbio com nove velocidades.

Na Europa seu aumento de preço foi mínimo, e aqui ainda é assunto sob chaves, até a apresentação do produto. Antecedendo ao Salão, festa será dia 09.  

Quer um Kia Stinger GT? Corra
Marca fechou importação de lote inicial, chancelado pelo festejado Emerson Fittipaldi, de apenas 20 unidades, ao tempo do dólar cotado a 1x3,35 reais. Com isto a série inicial, como relatou Coluna semana passada, ficou restrita enquanto não houver pacificação do mercado, com unidades precificadas em R$ 350 mil.

É o mais potente dos Kia, tracionado por motor dianteiro, V6, 3,3 litros, bi turbo, 370 cv de potencia, hábil a acelerar da imobilidade aos 100 km/h em 4,9s e cravar velocidade final declarada em 270 km/h. Transmissão automática de oito velocidades e tração traseira.

Para cultuar o Deus da Performance, um pouco de promoção: as duas dezenas de unidades portam placa identificativa no painel de instrumentos contando ser parte da Launch Edition by Fittipaldi. É numerada e assinada pelo bicampeão da Fórmula 1, recepcionando convidados com José Luiz Gandini, presidente da Kia.

Roda-a-Roda
Mais – Jetta recém lançado terá próxima versão superior:  GLi, motor 2,0 TSI, 230 cv, câmbio automático DSG 6 velocidades, suspensão traseira Multilink, como nos Golf importados.

Menos – Surpresa o primeiro contato com o Jetta. P’ra barato não serve, e na versão de entrada R$ 110 mil, surpresa na ausência de  itens mandatórios na configuração: alavanquinhas para acionar a transmissão automática, as pernósticas paddle shift, e saída de ar condicionado aos passageiros do banco posterior. Economia besta, desvaloriza o cliente.

Pré-sucesso – Nem entrou em vendas e o Citroën C4 Cactus colhe dois resultados surpreendentes: 800 pré-vendas; elevado tráfego nas revendas, igual a 2002, quando, com um produto, o C3, detinha 3% do mercado. Hoje 0,8%.

Projeto - Segundo Ana Theresa Borsari, diretora geral das marcas Citroen, DS – voltará a ser importada -, e Peugeot, modelo deve ser responsável por crescimento de 50% da marca no próximo ano.

Trava – Moda bloqueia vendas. No caso, a pintura saia-e-blusa, agora chamada Bi Ton, representando 35% das vendas, gera pororoca industrial, exigindo operações lentas e manuais, detendo a velocidade de produção, limitada a 21 mil em 2019.

Exemplo – Promessa foi desdobramento de pronunciamento de Linda Jackson, inglesa, CEO Citroën, sobre os bons números mundiais da marca.

Modos - Chegou pontualmente em tailleur azul claro, gentil, deu de cara com um modelo do fim dos anos ’40, entendeu a exposição como homenagem pessoal, e não se fez de rogada: entrou e sentou-se no banco traseiro para conferir habitabilidade. Profissa, balbuciaram assessores e jornalistas.

Vida – Por ter passado tweet dizendo de seu interesse em fechar o capital da Tesla, fábrica de veículos elétricos da qual é maior acionista e era CEO, Elon Musk foi intimado por órgão federal a pagar multa pessoal de US$ 20M e se afastar do cargo por três anos. Empresa também recolherá US$ 20M em multa. O tweet foi considerado ativador do mercado de ações.

Ecologia – Seguindo exemplo do mercado VW Caminhões e Ônibus iniciou reciclar 100 componentes, operação com o nome Volks Greenline. Motores, cabeçotes, turbo compressores, injetores, etccc.

Bolso - Ideia é reduzir o custo de operação e fomentar sustentabilidade. Ao cliente redução de custo em até 40% relativamente à peça nova. Antigas devem ser entregues.

Marco – Ford Modelo T não foi o primeiro automotor útil no mundo, mas abridor do caminho para democratizar seu uso. Foi lançado há 110 anos. Era simples, de construção econômica, mas apenas mais um em nascente atividade.

Caminho – Cinco anos após, distinguiu-se com projeto de padronização de operações, a Linha de Montagem. Tornou-se a primeira marca internacional, foi largamente exportado, plantou operações de montagem mundo afora. Então, um em cada dois automóveis produzidos no mundo, era um Modelo T.

Aqui – Iniciou ser montado em 1918 na Bahia, embora a marca insista dizer ter sido em 1919 em S Paulo – na verdade fática, na capital paulista foi em 1920.

Paris – Salão do Automóvel em Paris requer a láurea de ser o mais antigo do mundo – por isto não se chama Salão, mas Mundial do Automóvel ... Para abrir a 120a edição, organizou grande carreata pela Capital francesa, com 120 veículos representando os que lá estiveram expostos.

Carona – Citroën aproveitou a ocasião, e iniciou ali comemorar seu centenário, a ocorrer em 2019. Expôs carros da marca – fácil, seu Conservatoire tem enorme acervo -, e incluiu veículos novos. Aqui fará exposição itinerante pelo país. Coisa restrita, três veículos e painéis contando a história.
  
Gente – Stefan Ketter, brasileiro, ex-presidente da FCA, implantou a fábrica Jeep em Pernambuco, e elevou qualidade dos produtos FCA, deixou a vice-presidência da empresa. OOOO Crê-se, decisão por frustrada expectativa de suceder Sergio Marchionne, CEO recentemente passado. OOOO Mudanças em cascata. OOOO Sucedido por Scott Garberding. OOOO Este, por Richard Schwardwald, carioca, 59, engenheiro, brasileiro, ex VW e ex Fca. OOOO Dirigia Qualidade da FCA para América Latina, será Diretor Global na área. OOOO Para seu posto, Geraldo Barra, 41, mineiro. OOOO Freddy Audebeau, francês, novo Vice Presidente Financeiro – CFO - no Groupe PSA. OOOO Morou na região entre 2012 e 2016. OOOO Domingos Boragina, diretor desde sempre na Citroën, responsável pela formação de rede, outros interesses. OOOO PSA está cortando os ossos para conter custos. OOOO Efervesce mercado de assessores de comunicação. OOOO Outra boa vaga abrir-se-á em breve. OOOO A da Ford ainda não foi preenchida. OOOO

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Roberto Nasser - De carro por aí


Coluna 3018 - 27.07.2018 edita@rnasser.com.br


Marchionne. Foi-se o homem, resta a referencia
Todo poderoso, Sergio Marchionne, 66, italiano criado no Canadá era o capo di tutti capi – o chefe de todos os chefes - na Fiat. Formado em Filosofia, Direito, era de Finanças. Eleito administrador geral, 5º em dois anos, causou susto geral ante o total distanciamento com a indústria automobilística, mas tirou a companhia de falência pré-anunciada e engatou, por brilho e persistência, série de conquistas: estabilização econômico/financeira; relançamento do modelo 500, aviso da volta da Fiat ao mercado; anexação da Chrysler; transformação da mítica Jeep em seu braço mais rentável; aumento mundial de produção e lucros; novas fábricas; a mágica de vender Fiats como sendo Jeeps; lucros nas operações de caminhões, motores, câmbios; salvação das marcas Maserati e Alfa; separação da Ferrari da FCA, multiplicando seu valor para a família Agnelli. No pacote, afastamento de Luca de Montezemolo da presidência da Ferrari e da sombra de assumir o mando geral; de ultrapassar 40% do volume anual de produção da Ferrari sem perder lucros; de fazer retornar a Ferrari a disputar vitórias na Fórmula 1; formar o sétimo grupo automobilístico do mundo. Brilhante observador, enxergou a fumaça de mudança do negócio automóvel pregando fusões e associações, a inviabilidade de automóveis no mercado dos EUA, suprimidos para o crescimento de SUVs e picapes na Chrysler – caminho após seguido pela Ford - e, o de interesse a acionistas, banqueiros e mercado: lucros operacionais, redução de custos nos produtos e aumento no percentual de lucro sobre o faturamento.

Em junho apresentou balanço e o Plano Quinquenal, incluindo desenvolvimento em mercados com maior potencial, como o Brasil, e sugeriu aposentar-se da gestão da FCA ao início de 2019 e da Ferrari em 2021. Deixaria de dormir no jato da FCA, e ter tempo para bem aproveitar a vida a partir de Zugg, cidade suíça onde tem endereço e atrativos impostos reduzidos.

O homem planeja, Deus desdenha. Marchionne não conseguiu cumprir o projeto pessoal. Com dores limitantes no ombro esquerdo, ingerindo cortizona em grande quantidade, com imposição de cirurgia inadiável, avisou ao chefe John Elkann – o herdeiro da família Agnelli, controladora da Exxor, holding da FCA e outros grandes negócios – ausentar-se por três dias.

Em Zugg, população de executivos e aposentados surpreendeu-se com notícia do telejornal da TV de Zurich, relatando a cirurgia, o coma e os riscos no Hospital Universitário com o vizinho famoso.

Pouco antes o hospital contatou Elkann, e poucas horas após, voando no limite das turbinas de jato executivo, o descabelado executivo magrelo e alto, corria pelos corredores da casa de saúde para ver Marchionne, subordinado, guia, amigo. Foi impedido, mas teve noção pessoal da danosa situação: razão das dores era um carcinoma invasivo, qualificando sua remoção como de elevado risco, no apresentar crônico problema na tireóide. E na operação uma embolia cerebral, transformou-a num drama, com desesperadas ações médicas para reanimá-lo do coma. Disseram a Elkann dos esforços para mante-lo vivo, do talento dos médicos, da eficiência dos equipamentos, e da impossibilidade de trazê-lo de volta à consciência.

Ante a situação Elkann convocou duas reuniões em Lingotto, no imponente prédio em Turim, um dos gabinetes do poder, no sábado, 21, com a mesma finalidade: avisar da surpreendente e grave situação, nomear novos condutores, e fazer no fim de semana para evitar perda de valor nos papéis da FCA e da Ferrari. Assessoria de comunicação da empresa ficou muda e apenas se manifestou com a indicação dos novos gestores e uma carta pessoal, onde o lado italiano de Elkann traduzia o necrológio do executivo em coma.

Para Ferrari escolheram CEO Louis Camilleri, 63, egipcio com pais da Ilha de Malta, ex-membro do Conselho da Ferrari e ex-CEO da tabaqueira Philip Morris – patrocinadora da equipe de Fórmula 1. Elkann será o presidente.

Na reunião seguinte, sagraram o ingles Mike Manley, CEO da Jeep, novo executivo maior da FCA. Seus resultados, os maiores no grupo – devem representar 2/3 dos lucros no exercício -, credenciaram-no ao cargo.

Não terá vida fácil. Pouco provável receber planos estruturados para novos passos. Afinal, a genialidade é solitária e prescinde rascunhos. Primeiro aviso, Alfredo Altavilla, carreira ascendente, gestor da FCA na Europa, Médio Oriente e Africa, sempre visto sucessor natural de Marchionne, não indicado, demitiu-se. A saída indica dificuldade adicional para Manley, selecionar com quem pode contar na iniciante gestão, difícil sucessão não planejada.

Marchionne faleceu ao início da manhã de 4ª feira, 25. Perda sensível, um case de performance empresarial, o executivo de automóveis mais importante dos últimos 15 anos, registrou muitos êxitos incluindo a imbatível realidade de salvar e multiplicar por 11 o valor da Fiat.

Feito rico com salários, bônus, ações, foi-se sem usufruir de tais benesses, nem do projeto pessoal de transformar-se em mega consultor, em festejado palestrante mundo a fora, aproveitar melhor a companhia de Manuela Battezzatto, sempre apresentada como sua grande sorte.

Mescla entre conquistas e súbita saída de cena alimentam a necessidade do pensar sobre o limite de dedicação pessoal aos objetivos profissionais.

Enfim, Gol e Voyage automáticos
O mercado fala, a Volkswagen demora, mas entende. Frase se baseia na bem bolada campanha da Mercedes-Benz em abandonar tecnicidades alemãs e utilizar soluções nacionais, aqui propostas pelo mercado para seus caminhões.

No caso, em sofrido caminho em busca da liderança, entendeu finalmente duas exigências dos compradores nacionais: utilitários esportivos – ou veículos com morfologia assemelhada -, e transmissão automática. Para os primeiros, investiu seriamente e terá cinco modelos – inicia importando do México o novo Tiguan. Para a segunda demanda, apertou a engenharia, adequou parafusos, encaixes, comandos, regulagens, e juntou transmissão automática de seis velocidades ao motor 1,6 litro da família EA211 – um quatro cilindros derivado dos 1,0 litro tricilíndrico. Moderno, com até 120 cv, traciona com disposição a caixa com seis marchas e conversor de torque – nas versões de topo mudanças podem ser feitas por alavanquinhas sob o volante.

Integra a promessa de apresentar 20 produtos novos e melhorias até 2020, e marca-se pela possibilidade da mudança de regulagens para comportamento esportivo, e por mudanças de estilo para diferenciar-se como Linha 2019.

Demais produtos da modelia ’19 são motor 1,0 de três cilindros; 1,6 com quatro êmbolos e 84 cv – o motor antigo -, e o recente EA 211, 1,6 e 110 cv a álcool e 120 cv com gasálcool. Primeiros com transmissão mecânica de 5 velocidades.

Os modelos com transmissão automática tem procura fomentada pelas autoridades de trânsito e planejamento urbano no país. Gerindo trânsito e vias com incontestável incompetência, suas soluções para fluxo garantem um para-e anda constante, transformando o ato de dirigir em sacrifício muscular. Transmissão automática visa aliviar tais esforços, e atingir clientela crescente, as pessoas com deficiência – PCD -, com direito a descontos compensativos.

Vião oferecidos em cores sólidas – Branco Cristal, Preto Ninja e Vermelho Flash -, e duas cinza metálicas.

Há epicurismo técnico, surpresa nesta faixa de preços, como a multiplicação das marchas para obter baixas rotações e consumo: na hipotética e proibida velocidade de 120 km/h, outra colaboração dos entendidos em trânsito, o motor girará a 2.650 rpm.

Linhas
Novidades em design, como capô mais elevado, e duas linhas unindo os faróis no grupo óptico frontal; entradas de ar nos para choques.

Internamente maior preocupação em destacar a importância do painel de instrumentos, como se fora veículo de categoria superior; volante multi funcional, iluminação dos instrumentos, console e sistema de infodiversão em LEDs.

Não é apenas o aplicar de câmbio confortável, mas a consciência da mudança do mercado, da liderança do Chevrolet Ônix e suas peculiaridades de ser carro para provocar vizinho de baixa renda. A VW quer melhorar sua performance de vendas, começando pela base e seu produto mais antigo.

PSA inicia produzir Citroën Cactus
Dia 31, em cerimônia a fornecedores, autoridades governamentais e convidados outros como jornalistas não especializados, PSA iniciará em sua fábrica de Porto Real, RJ, produzir o modelo C4 Cactus. Festa é Lançamento Industrial, com apresentação das instalações e visita à operação fabril. A partir dela, estoque de 45 dias, meio de setembro, sera remetido à rede revendedora.

Lançamento à imprensa, mídia graciosa, ao fim de agosto.

Festa se pretende à altura do produto, visto internamente como o ponto de mudança de comportamento das marcas Peugeot e Citroën no Brasil, em sensível queda de vendas e participação no mercado – em junho a Peugeot vendeu pífias 1.600 unidades, 1,0% do mercado nacional; Citroën 1.300, quantidades incapazes de, sequer, manter a rede concessionária - ao contrário da performance mundial. Com o Cactus, premiado por design, morfologia atualizada, sugerindo – sem ser – utilitário esportivo, vestindo o figurino do mercado, holding busca retomar posições com vendas, participação no mercado, lucros.

Modelo é revisão do similar europeu, feito na Espanha, com alterações locais, como as janelas traseiras e o painel de instrumentos. Este, por economia, será o mesmo aplicado ao C4 sedã, produzido na Argentina.

Roda-a-Roda

Menos – Sexta feira passada, 31 colaboradores da pista de testes da Ford em Tatuí, SP, foram dispensados. Corte adicional no processo de redução de atividades pela empresa, praticamente zera a atividade de testar, analisar, desenvolver, ou adequar projetos estrangeiros ao mercado nacional.

Ford – Empresa diz empoladamente ser adequação administrativa ao mercado. Crível, fosse medida isolada, mas vistos fatos e decisões da matriz, tudo indica ser apenas novo passo para minguar a operação da Ford no Brasil.

Planos – Resultados vermelhos desde a substituição de presidente brasileiro por executivos estrangeiros, para deter prejuízos foi incluída no rol das providências saneadoras pela cúpula da empresa. Uma delas, não investir em países sem retorno ao capital aplicado. Como no caso.

Coluna – Tem levado aos leitores sua preocupação com as consequências locais das definições n’além mar, como reduzir pessoal; não renovar a linha Focus na Argentina; encerrar a produção de caminhões e do Ford Fiesta na grande fábrica de São Bernardo do Campo, SP; manter apenas um produto em linha, em Camaçari, BA; aumentar importações. Os dois primeiros já foram perpetrados.

Importância – Ter pista de testes para desenvolver produtos é fator de qualidade. Avaliá-los em circuitos padronizados, auditados, oferece condições para aferir, entender resultados, melhorar os produtos.

Primário - Testar carros em estradas abertas, como o fazem boa parte das marcas operando industrialmente no Brasil, é método antigo, aplicado desde quando Willys, Simca e DKW Vemag avaliavam seus produtos na década de ’60. 

Ainda - Na seguinte, Volkswagen para ganhar tempo e acertar o Passat para o Brasil, testou-o na Alemanha: deu em má primeira série, deficiente em estrutura, eixo traseiro, segurança, pelas diferenças entre pisos europeu e nacional.

Quem – No Brasil há três áreas para isto: Chevrolet – desativada, encerrou desenvolver design e engenharia no Brasil; Ford, sinalizando entrar nesta trilha. E Mercedes, na contra mão, inaugurou neste ano, em Iracemápolis, SP.

Caminho – Há quinze dias colaborador da Coluna trouxe informações importantes, coerentes, encadeadas: Ford desativaria a pista em Tatuí; Jorge Salomão, ex-engenheiro da empresa – pai da mecânica do novo Troller - ora com empresa de avaliação de novos produtos, e a montadora CAOA, tocariam negócio para alugar a pista, laboratórios e mão de obra qualificada, vendendo serviços a todas as outras fabricantes, montadoras e importadoras.
Negócio valioso e promissor ante a carência do mercado.

Futuro – Consultadas, partes envolvidas sairam-se em explicação ociosa: desconheciam o assunto. Alegar ignorância é um manto tão confortável quanto trêfego, esvaindo-se no surgimento de novos fatos.

II - Tudo indica, o reduzir das atividades da pista Ford Tatuí aumenta gastos sem resultados; mostra, sem novos produtos, não haverá o que testar; associar-se a Salomão e Caoa, ou ceder a pista em avença negocial é solução de racionalidade.

Gente – Priscila Cortezze, jornalista, nova Diretora de Comunicação na Volkswagen. OOOO Viveu a área na revista Carro, depois Citibank. OOOO Camila Maluf, empreendedora, novos ares. OOOO Retorno a S Paulo e novos interesses. OOOO Em Mogi Guaçu sedimentou o Autódromo Velo Cittá como negócio após organizar 530 eventos. OOOO

Allspace, o novo Tiguan
Inteiramente novo, sobre a plataforma MQB, medidas, modularidade, Tiguan chega com a designação de Allspace, indicando expansão de uso: agora mais comprido, largo, baixo e aumento na distância entre eixos transporta até 7 passageiros. É o primeiro na arrancada da Volkswagen em ter cinco SUVs em seu portfolio de produtos. A clientes oferece três versões de decoração, incluindo a R Line, e duas de motorização TSI, combinando turbo e injeção direta de gasolina. Nesta, superior, o motor 2,0 faz 220 cv e, sobretudo, 35,7 m.kgf de torque, 25% superior ao modelo anterior. Para obter tais ganhos empresa aplicou dois sistemas de injeção: direta na câmara de combustão e multi ponto no coletor de admissão. Tal combinação mescla performance, respostas rápidas e redução em consumo e emissões. Transmissão automática de sete velocidades.

Também, versão com motor 1,4 TSI flex, fabricado em São Carlos, SP, 150 cv de potência, e 25,5 m.kgf de torque. Câmbio automático de seis velocidades, acionável manualmente por alavanquinhas sob o volante, capacidade para cinco passageiros e tração apenas nas rodas frontais.

Produto busca inovar ao apresentar-se ao comprador, identificando versões pelo torque do motor medido em Newton metros. Serão 250 TSI indicando 250 Nm de torque, fornecidos pelo motor 1,4, 350 TSI caracterizando o motor 2,0 TSI. Torque é a medida capaz de oferecer aceleração, pressionar o corpo contra o banco, passando a sensação de disposição e esportividade.