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quinta-feira, 14 de agosto de 2014
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
INOVAR AUTO PODERÁ RECEBER SUBSÍDIO DA AEA
A diretoria da AEA – Associação Brasileira de Engenharia
Automotiva reuniu nesta quarta-feira os jornalistas do setor, em sua sede
em São Paulo, com o objetivo de apresentar o elenco de atividades técnicas
desenvolvidas ao longo de 2012.
O presidente da
entidade, Antonio Megale, e seu
vice-presidente, Sidney Oliveira,
detalharam o andamento dos trabalhos desenvolvidos por 14 comissões técnicas,
nas quais participaram 741 engenheiros e profissionais da cadeia automotiva.
Expuseram ainda os resultados dos 7 eventos anuais – XIV Seminário de
Eletroeletrônica Aplicada à Mobilidade, Seminário de Emissões: o futuro do
controle das emissões do Brasil; VI Prêmio AEA de Meio Ambiente; V Simpósio
Internacional de Combustíveis; Seminário de Segurança veicular; XX Simpósio
Internacional de Engenharia Automotiva; e o V Simpósio de Lubrificantes,
aditivos e Fluidos.
Dezesseis cursos
[além de cursos in company] foram realizados sobre motores,
Arla-32, combustíveis, peças plásticas, ruídos e vibrações veiculares, rede
CAN, dinâmica veicular, suspensão veicular, lubrificantes, direção defensiva,
ensaios não destrutivo, entre outros.
Na avaliação de
Antonio Megale, “boa parte das atividades desenvolvidas pelas comissões
técnicas, nos eventos anuais e nos cursos, pode servir de subsídios à indústria
de veículos automotores em sua qualificação ao Programa Inovar Auto, que começa
efetivamente em janeiro de 2013, mas que terá forte impacto na indústria até
2017”.
Para o
presidente da AEA, entre os temas em estudo pelas comissões técnicas, destaques
para a de Acreditação de Laboratório de
Emissões, que em 2012 concluiu o estudo de correlação anual interlaboratoriais
dos principais centros de análise de emissões existentes no País, ao lado do
Inmetro. “Esta comissão, em 2013, dará continuidade ao trabalho de correlação,
simultaneamente à discussão e harmonização de procedimentos”. Estudos similares
foram desenvolvimentos pela comissão técnica de Acreditação do Laboratório de Motos.
Em segurança
veicular, a comissão técnica da AEA concluiu o estudo do cinto de três pontos
no assento traseiro, desativação do airbag para pessoas com
mobilidade reduzida e nanismo, além de ter lançado os informativos técnicos
sobre airbag e freios ABS.
Uma das
comissões técnicas de maior relevância foi a de Eficiência Energética, que
apresentou estudos de faixas de classificação do PBEV, procedimentos de ensaio
do Programa Brasileiro de Etiquetagem veicular; avaliação da contribuição para
a redução de consumo de combustível [componentes, sistemas veiculares e fatores
externos]. Os três estudos, porém, deverão ser concluídos ao longo
de 2013, mas que certamente já estarão contribuindo com a indústria automotiva
nacional.
Destaque também
para a comissão técnica de Veículos
Híbridos e Elétricos, que já enviou ao Ibama e ao Inmetro a proposta de
novo procedimento de homologação de veículos híbridos não-plug-in.
“A propósito”,
argumenta Megale, “recentemente a AEA e a comissão organizadora do SIMEA 2013
decidiram concentrar o foco do evento no tema ‘Inovação e competitividade no
novo regime automotivo´, porque entendemos que a AEA tem muito a contribuir
para este que é o assunto de maior relevância do setor”.
Megale na
linha de frente –
Antonio Megale e Sidney Oliveira foram eleitos, respectivamente, presidente e
vice-presidente AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, para o
biênio 2013-2014. Na gestão anterior, Franco Ciranni e Antonio
Megale comandaram a entidade de janeiro a setembro de 2011.Com mais dois anos à
frente da entidade e com um dos maiores desafios da engenharia automotiva
brasileira, Megale pretende imprimir um ritmo ainda mais vigoroso em sua
próxima gestão. “Entendo, por exemplo, que as indústrias fornecedoras das
montadoras terão mais interesse em conhecer profundamente o Inovar Auto, pois a
contribuição das companhias sistemistas e de autopeças será preponderante nesse
processo”, conclui o presidente da AEA.
sábado, 19 de novembro de 2011
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| Banco de Provas de Motores |
A Renault continua a sua ofensiva em relação ao veículo elétrico ao inaugurar um pólo de testes de motores elétricos, na cidade de Lardy (França). A marca conta com uma linha de veículos 100% elétricos, com alto desempenho, seguro e com um excelente nível de qualidade, graças ao investimento de 28 milhões de euros e o resultado de três anos de trabalhos nos ajustes dos motores elétricos.
Equipamentos de testes dedicados, garantindo o desempenho e a durabilidade dos motores elétricos
A Renault está lançando o Kangoo Z.E. e o Fluence Z.E., os primeiros dos quatro veículos elétricos de nova geração, que serão colocados no mercado em doze meses. Os ajustes destes veículos extremamente inovadores exigiram um conjunto de testes relacionados ao desempenho, segurança e durabilidade dos novos componentes: motor elétrico, eletrônica de potência e bateria.
A Renault muniu-se de instalações de testes dedicadas, reunidas na cidade francesa de Lardy, em um pólo elétrico que está sendo progressivamente ampliado desde 2009. Em seus dois prédios, o pólo de testes de motores elétricos reúne hoje mais de 100 bancos em uma área de 3.300 m²:
• Oito bancos de testes para os motores elétricos: diferentemente aos bancos de testes de motores térmicos, alimentados com combustível, a fonte de energia é a eletricidade, fornecida por um simulador de bateria de 400 V. Estes bancos permitem ajustar os motores e sua eletrônica de potência, assim como medir o desempenho (torque, potência, rendimento, aprovação, homologação, segurança). Eles também validam a durabilidade em relação a ciclos térmicos ou vibratórios ainda mais rigorosos, que representam o equivalente a 20 anos de funcionamento e/ou 300.000 km.
• Seis bancos de testes para a eletrônica de potência (carregador, ondulador, conversor): permitem validar a resistência às mudanças bruscas de temperatura associadas às solicitações elétricas.
• 41 bancos associados às câmaras climáticas para as baterias de íon lítio: simulam um envelhecimento acelerado das baterias de íon lítio, realizando ciclos repetidos de carga / descarga (normal, acelerada e rápida) total ou parcial, em condições variadas de temperatura. Célula, módulo, kit de bateria, eletrônica de potência: todos os componentes da bateria são testados e validados desde a unidade elementar até o sistema completo. Aproximadamente 170.000 horas de testes por ano são realizados por dezenas de engenheiros e técnicos especializados do Pólo de Lardy.
• 58 outros bancos, dedicados à melhoria do desempenho das baterias de partida de 12 V e ao estudo de uma segunda vida para as baterias de íon lítio.
Além destes equipamentos, outros bancos são utilizados nos diferentes parceiros.
Baterias: testes ainda mais rigorosos proporcionam mais segurança
Em relação às baterias de tração de íon lítio, o Pólo de Lardy conduz um programa com 15 diferentes testes para simular condições mais severas (testes “robustos”). Desde curtos-circuitos até incêndios, além de imersão ou queda da bateria, nada é deixado ao acaso. Somente neste ano, mais de 100 testes serão realizados internamente ou nos parceiros especializados destas áreas.
Para os engenheiros da Renault instalados no Pólo de Lardy, através do fortalecimento das competências, um programa de readaptação/mobilidade do pessoal permitiu desenvolver um novo “know-how” de testes em tecnologia de propulsão de motores elétricos. Os testes mais robustos exigem competências específicas de diversas áreas: mecânica, eletrotécnica, química (análise dos gases), eletroquímica, térmica, impacto/colisão, medição e instrumentação, segurança (testes com risco potencial), combustão e incêndio.
Equipamentos de testes dedicados, garantindo o desempenho e a durabilidade dos motores elétricos
A Renault está lançando o Kangoo Z.E. e o Fluence Z.E., os primeiros dos quatro veículos elétricos de nova geração, que serão colocados no mercado em doze meses. Os ajustes destes veículos extremamente inovadores exigiram um conjunto de testes relacionados ao desempenho, segurança e durabilidade dos novos componentes: motor elétrico, eletrônica de potência e bateria.
A Renault muniu-se de instalações de testes dedicadas, reunidas na cidade francesa de Lardy, em um pólo elétrico que está sendo progressivamente ampliado desde 2009. Em seus dois prédios, o pólo de testes de motores elétricos reúne hoje mais de 100 bancos em uma área de 3.300 m²:
• Oito bancos de testes para os motores elétricos: diferentemente aos bancos de testes de motores térmicos, alimentados com combustível, a fonte de energia é a eletricidade, fornecida por um simulador de bateria de 400 V. Estes bancos permitem ajustar os motores e sua eletrônica de potência, assim como medir o desempenho (torque, potência, rendimento, aprovação, homologação, segurança). Eles também validam a durabilidade em relação a ciclos térmicos ou vibratórios ainda mais rigorosos, que representam o equivalente a 20 anos de funcionamento e/ou 300.000 km.
• Seis bancos de testes para a eletrônica de potência (carregador, ondulador, conversor): permitem validar a resistência às mudanças bruscas de temperatura associadas às solicitações elétricas.
• 41 bancos associados às câmaras climáticas para as baterias de íon lítio: simulam um envelhecimento acelerado das baterias de íon lítio, realizando ciclos repetidos de carga / descarga (normal, acelerada e rápida) total ou parcial, em condições variadas de temperatura. Célula, módulo, kit de bateria, eletrônica de potência: todos os componentes da bateria são testados e validados desde a unidade elementar até o sistema completo. Aproximadamente 170.000 horas de testes por ano são realizados por dezenas de engenheiros e técnicos especializados do Pólo de Lardy.
• 58 outros bancos, dedicados à melhoria do desempenho das baterias de partida de 12 V e ao estudo de uma segunda vida para as baterias de íon lítio.
Além destes equipamentos, outros bancos são utilizados nos diferentes parceiros.
Baterias: testes ainda mais rigorosos proporcionam mais segurança
Em relação às baterias de tração de íon lítio, o Pólo de Lardy conduz um programa com 15 diferentes testes para simular condições mais severas (testes “robustos”). Desde curtos-circuitos até incêndios, além de imersão ou queda da bateria, nada é deixado ao acaso. Somente neste ano, mais de 100 testes serão realizados internamente ou nos parceiros especializados destas áreas.
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| Banco de Provas de Geradores |
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
LABORATÓRIOS DA FORD SIMULAM VENTOS DE ATÉ 240 KM/H, DESERTO E NEVE
Um gigantesco equipamento, com hélice de 7 metros de largura com 44 pás de fibra de carbono, capaz de simular tempestades de vento de até 240 km/h. Este é o maior túnel de vento da Ford instalado em Dearborn, nos Estados Unidos, identificado com o número 8 e utilizado também pelas subsidiárias da empresa no mundo para o desenvolvimento da aerodinâmica, economia de combustível, nível de ruído e segurança dos veículos da marca.
Equipado com isolação acústica para testes inovadores de ruído de vento, o Túnel de Vento 8 registra as forças sobre a carroceria em uma balança de precisão, capaz de captar desde o peso de uma moeda até cargas de 4.500 kg. O equipamento faz parte de uma série de nove túneis de vento da Ford em Dearborn.
Ferramenta importante no ciclo de desenvolvimento dos produtos da Ford, os túneis de vento aumentam a produtividade. Eles ajudam a trabalhar o design para oferecer o melhor em aerodinâmica e visual, obter maior economia de combustível e eficiência, requisitos prioritários para os consumidores de automóveis. O silêncio interno também é um atributo valorizado, que aumenta a sensação de conforto e qualidade do veículo
Uma pesquisa feita no final dos anos 90 mostrou que os testes dos veículos nas pistas poderiam ser reproduzidos em laboratório. Os dados reais foram comparados com as simulações nos túneis de vento, usando um método chamado de correlação direta. Calibrados para simular testes no mundo real, os túneis de vento reduzem a necessidade de testes na pista, que continuam a ser feitos para confirmação final.
Assim, cada túnel de vento tem finalidades específicas na Ford. Eles permitem testar os carros sob condições ambientais extremas – seja simulando uma nevasca ou o calor do deserto, em altas e baixas altitudes – sem precisar viajar a lugares distantes, com grande economia de tempo e dinheiro.
Entre suas funções, estão a capacidade de simular desde efeitos aerodinâmicos até a rodagem em estradas com temperaturas de 54ºC para validar e calibrar componentes como motor, transmissão, ar-condicionado e sistemas elétricos e eletrônicos, reproduzindo qualquer ambiente em todas as épocas do ano.
Outra inovação são as salas de aclimatação, que mantêm os veículos em temperaturas determinadas antes dos testes. Isso é importante quando se quer simular, por exemplo, uma nevasca abaixo de zero – especialidade do Túnel de Vento 7. Usando uma máquina de produzir neve similar às usadas nas pistas de esqui, os técnicos podem criar uma tempestade de neve de 130 km/h, por exemplo, para garantir que a entrada de ar do motor não ficará bloqueada. Além da velocidade do vento e temperatura, ele é capaz de criar diferentes tamanhos e tipos de neve.
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