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terça-feira, 15 de outubro de 2013

RANGE ROVER VOGUE HÍBRIDO COMPLETA EXPEDIÇÃO ENTRE INGLATERRA E ÍNDIA


Três protótipos Range Rover Vogue Diesel híbridos completaram um exigente teste final de engenharia, em uma jornada que atravessou 13 países em 53 dias, saindo de Solihull, Reino Unido, até Mumbai, na Índia. Essa foi a primeira expedição de carros híbridos pela Trilha da Seda, e uma das mais ousadas aventuras da Land Rover.

As condições hostis da rota incluiram asfalto de má qualidade, trilhas pelas areias do deserto em um calor de 43ºC, vários quilômetros em trechos de lama e cascalho. Os carros ainda encararam travessias de rios, estradas estreitas em altas montanhas parcialmente bloqueadas por rochas e o ar rarefeito devido a altitudes de 5.500 metros. 

Já o caótico trânsito da China e Índia são testes extremos para homem e máquina.A Expedição Trilha da Seda 2013 foi o teste final de validação do Range Rover Vogue híbrido antes de ser colocado em produção. Desde a fábrica da Land Rover em Solihull, no Reino Unido, eles desbravaram trilhas através da França, Bélgica, Alemanha, Polônia, Ucrânia, Rússia, Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão, China (incluindo o Tibet), Nepal e Índia. Toda essa distância foi percorrida para recriar a lendária Rota da Seda, a primeira trilha de comércio que ligava a Ásia até a Europa há mais de 2.500 anos.

Já perto da remota cidade de Kashgar, noroeste da China, a expedição rumou em direção às montanhas pela estrada Xinjiang-Tibet, onde nenhum veículo de fora do país havia realizado o trajeto até então. Neste trecho os SUVs foram levados à altitudes extremas de 5.300 metros acima do nível do mar.

Foram sete dias consecutivos em altitudes entre 3.350 e 5.379 metros, condições em que o nível de oxigênio no ar é reduzido de para 10%, tornando os movimentos mais dificeis para o ser humano e para motores de combustão interna.O comboio Range Rover Vogue continuou progredindo, sebeneficiando de seus motores elétricos, mesmo carregado de cargas pesadascomo equipamentos para acampamento, comida, kits de primeiros socorros e racks de teto carregados com pneus reserva e galões de combustível.

Trechos de lama que seriam impensáveis para outros veículos híbridos foram superados pelo Range Rover Vogue, com a perfeita combinação entre o motor de 35kW com o propulsor TDV6 3.0 turbo-diesel, que entrega um consumo excelente para um veículo tão espaçoso e potente. Em toda a jornada o Range Rover Vogue híbrido fez uma média de 15,3 Km/l.Engenheiros de desenvolvimento da Land Rover monitoraram de perto os três carros, mandando mais 300Gb de informações técnicas recolhidas durante a viagem para o time de engenharia sediado em Gaydon, no Reino Unido.

O objetivo da expedição não foi testar a confiabilidade mecânica do modelo, mas para calibrar o software do motor e transmissão, para garantir desempenho perfeito em todos os terrenos e extremas temperaturas e altitudes.Alguns pequenos contratempos mostraram como a trilha é dura. Foram 15 pneus furados entre os três Range Rover Hybrid e mais quatro nos carros suporte, quatro rodas foram comprometidas por profundos buracos e quatro parabrisas foram quebrados por pedras soltas na superfície.

O Diretor de Híbridos e Elétricos da Jaguar Land Rover, Peter Richings, que esteve no trajeto final entre Jaipur até Mumbai, disse: “A primeira expedição de um híbrido diesel na Rota da Seda foi pioneira e ambiciosa ao cruzar Europa e Ásia, o que seria impensável para a maioria dos outros veículos. Não importa quão hostil foram as condições, o Range Rover Vogue híbrido as superou. Ao desenvolver um veículo como esse, nosso objetivo era ganhar economia de combustível e diminuir as emissões de CO2, sem comprometer as habilidades fora de estrada de um Range Rover, seu espaço interno e refinamento. O sucesso desta inesquecível expedição claramente mostra que alcançamos o nosso objetivo”.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Conexão tira vitória de Varela e Gugelmin



Uma conexão eletrônica para permitir a leitura da pressão do turboalimentador através de um computador externo impediu que a dupla brasileira formada por Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin conquistasse a vitória no Baja Poland, a sexta etapa da Copa FIA de Rally Cross Country, encerrado hoje na cidade de Szczecin, na Polônia. A equipe Divino Fogão Rally Team dominou os três dias de prova e, caso o resultado fosse homologado, teria conquistado o terceiro triunfo consecutivo na temporada e assumido a liderança do certame, já que seus principais adversários na tabela de pontos não pontuaram na prova deste fim de semana."Considerando esse fato podemos dizer que o prejuízo não foi tão grande", filosofou Reinaldo Varela ao ser informado da decisão dos comissários técnicos do evento. "É uma pena perder uma vitória por causa de uma peça que não tem nenhuma interferência no rendimento do carro, mas esse ítem não estava de acordo com a ficha de homologação e acabamos pagando um preço alto por isso", completou o piloto.


A peça que causou a desclassificação dos brasileiros é uma conexão ligada ao leitor de pressão do turboalimentador, recurso que permite ler esse índice através de um computador externo e pode ser retirado do carro em cerca de três segundos. Como tal conexão não consta das fotos e da ficha de homologação da FIA para o Mitsubishi Pajero da categoria T2, os comissários técnicos entenderam que isso era motivo para excluir os brasileiros da prova."É realmente muito duro perder uma vitória por causa disso, mas infelizmente não temos como apelar", declarou o navegador Gustavo Gugelmin, que já pensa na etapa do Egito, dentro de duas semanas. "Creio que nossas chances de conquistar o título continuam amplas como antes e vamos para a terra das pirâmides com todo o gás!", finalizou o catarinense de Lages. ´

A vitória no Baja Poland acabou nas mãos dos italianos Elvis Borsoi e Stefano Rossi, cujo carro também é preparado pela RalliArt Itália e também correu com a mesma conexão que prejudicou Varela e Gugelmin. Os italianos e os demais carros da RalliArt Italia não foram desclassificados porque apenas o Mitsubishi Pajero vencedor foi vistoriado após a prova. Como os árabes Yhaya Al Helei e Khalid Al Kendi abandonaram, a diferença para os brasileiros continua em 13 pontos.


domingo, 9 de setembro de 2012

Em terreno difícil Varela e Gugelmin dominam Baja Poland



O resultado pode parecer um domínio fácil, mas mesmo abrindo uma vantagem de 5m30 ao final de quase cinco horas e meia de competição em um campo de treinamento do exército polonês, o brasileiro Reinaldo Varela resumiu bem o nível de dificuldades enfrentado hoje em Szczecin. Após superar facões, lama e um terreno extremamente acidentado que caracterizaram as duas primeiras etapas do Baja Poland, a sexta etapa da Copa do Mundo Fia de Rally Cross Country assim descreveu sua experiência de hoje:"Com certeza vivi a etapa mais difícil da minha carreira. Acho que eles nunca viram uma motoniveladora por aqui!"A declaração do piloto do Divino Fogão Rally Team se refere ao piso de lama marcado por muitos facões, o que exigiu muito de todos os concorrentes. "basta ver que dos cinquenta e tantos que participaram do prólogo de sexta-feira pouco mais de 30 conseguiram terminar o percurso deste sábado".

Maurício Gugelmin, o navegador de Lages (SC), que acompanha Varela nesta temporada, lembrou que além de exigir da tripulação o piso também cobrou muito da mecânica das máquinas:"Concordo com o Reynaldo: eu também nunca vivi um dia tão dificultoso. No nosso carro a lama chegou a tapar o intercooler e a temperatura do motor chegou a 115º C, o que exigiu uma redução no nosso ritmo de prova e uma dose extra de atenção para não prejudicar o motor."Tão importante quanto terminar bem a etapa deste sábado foi notar que os principais adversários da dupla brasileira, os árabes Al Helei e Al Kendi, ficaram em quarto lugar. Caso este resultado seja consolidado ao final do rally Varela e Gugelmin poderão ficar empatados na liderança do campeonato. O Baja Poland termina amanhã (domingo, 9), com a disputa de duas etapas pelo mesmo trajeto de 79 km. Após as duas etapas de hoje a classificação da competição, na categoria T2, é a seguinte:

1) Reinaldo Varela (BRA)/Gustavo Gugelmin (BRA), 5h24m26
2) Elvis Borsoi (ITA)/Stefano Rossi (ITA), 5h30m8
3) Ryszard Wieclawek (POL)/Richard Wieclawek (POL), 5h40m43
4) Yhaya Al Helei (ARE)/Khalid Al Kendi (ARE), 5h48m16
5) Gregorz Szwagrzyk (POL)/Tomas Kasparek (CZE), 5h56m6 

sábado, 8 de setembro de 2012

Na Polônia Varela e Gugelmin dominam o prólogo na Polônia



Os brasileiros Reinaldo Varela e Gustavo Gugelmin foram os mais rápidos no prólogo para o Baja Poland, prova disputada hoje em florestas situadas nos arredores de Szczecin, e largam como favoritos na categoria T2 para o rally cross country cuja primeira prova especial começa amanhã. A dupla do Divino Fogão Rally Team também liderou outras duas duplas inscritas com carros da RalliArt Itália, empresa licenciada pela Mitsubishi para preparar modelos da marca para competições da modalidade. O resultado de hoje deixou Varela e Gugelmin animados para o Baja Poland, válido para a Copa do Mundo da FIA de Rally Cross Country, onde ocupam a vice-liderança com 97 pontos, contra 110 dos líderes Al Helei e Al-Kendi, que hoje ficaram em quarto lugar."Correu tudo bem e estou animado para a especial de amanhã, que tem tudo para ser bem complicadinha", comentou Varela. "Afinal vamos percorrer pouco mais de 330 km em duas etapas que se desenvolvem por estradas estreitas e cercadas por árvores", completou o piloto.

Gustavo Gugelmin lembrou que uma dificuldade particular para os navegadores será o piso marcado por vários facões, "o que faz o aumenta o trabalho para o piloto, pois esse tipo de terreno fica bem mais fácil capotar no caso de uma avaliação errada da inclinação do piso."

Mais de 50 carros participam do Baja Polônia, que reúne também competidores do cenário local. O mais rápido do dia foi protótipo pilotado pela dupla formada pelos russos Vladimir Yasiliev e Vitaliy Yevtyekhov; eles completaram o percurso de 12,7 km em 9m11s10. Para liderar a categoria T2 os brasileiros Varela e Gugelmin gastaram 13m8s20 e ficaram em 21º na classificação geral. Os italianos Elvis Borsoi e Stefano Rossi marcaram 13m24s50 para ficar com o segundo tempo da classe e 28º na geral, seguidos por Carmine Salvi e Lucio Salvi (13m26s80) e Yhaya Al Helei e Khalid Al-Kendi (13m36s50).