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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Expectativa de supersafra para 2017 deve impulsionar mercado de peças e acessórios para equipamentos agrícolas

A previsão de chuva no cerrado, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), pode garantir a supersafra de 215 milhões de toneladas de grãos em 2017, já que as questões climáticas favorecem o plantio em novas áreas. Esse cenário positivo estimula o mercado de reposição para peças e acessórios de equipamentos agrícolas.  

A TVH-Dinamica, que possui portfólio com mais de 25 mil itens a pronta entrega e 100 mil cadastrados para máquinas agrícolas, industriais e movimentação, comenta que  a possibilidade de ocorrer a supersafra estimula o setor de reposição, pois como a troca do equipamento antigo pelo novo está sendo postergada devido à crise de insegurança instalada no mercado e as escassez de linhas de crédito, o produtor rural terá que manter o equipamento usado em boas condições para garantir alta produtividade e aproveitar esta janela de plantio e o clima chuvoso favorável ao cultivo. “O aumento da produção agrícola impulsiona vários setores da economia, incluindo o de peças e acessórios”, afirma Paulo Acosta, gerente comercial da TVH-Dinamica.

A empresa implementou em 2016 uma série de medidas voltadas à melhoria no atendimento ao cliente, como mudanças de processos na parte de logística e a criação de um portal de vendas online, que facilita a pesquisa e aquisição de itens, de forma rápida e segura. “Os produtores rurais não podem perder os períodos de plantio, inclusive estão cada vez menores, devido a indisponibilidade da máquina no momento de sua utilização, neste sentido, a disponibilidade de peças e um processo logístico bem estruturado diminui o tempo de máquina parada no campo, maximizando a produtividade e a lucratividade do produtor. 

Por isso, também é de grande importância  realizar checagens diárias de vários itens do trator e da máquina agrícola, efetuando a manutenção preventiva para que os equipamentos estejam sempre em boas condições de uso, principalmente em época de atividade intensa”, comenta Acosta.

O gerente explica que, como a frota de equipamentos agrícolas no Brasil é bem diversificada, é necessário estar sempre investindo em desenvolvimento de novos produtos para ofertar um mix de produtos que atenda às necessidade do mercado.


segunda-feira, 12 de março de 2012

Safra de cana-de-açúcar terá atraso


Agência Estado 

safra de cana-de-açúcar 2012-2013 do Centro-Sul vai começar com atraso. Normalmente, ela se inicia nos meados de março, mas as usinas ligarão suas caldeiras a partir da segunda quinzena de abril na maioria das regiões produtoras em razão das adversidades climáticas registradas no fim de 2011 e no início de 2012. A forte estiagem registrada em dezembro atrasou o desenvolvimento da cana, que, depois de um período de chuvas em janeiro, volta a sofrer com novo período de seca, que está reduzindo a massa e, consequentemente, a produtividade da planta. 

Além do atraso da colheita, o setor está preocupado com a repetição, nesta safra, do cenário de 2011, quando um menor volume de cana fez com que tanto a produção de açúcar como a de etanol fossem afetadas. O setor já trabalha com uma capacidade ociosa de mais de 100 milhões de toneladas. Com o atraso da safra nova, os preços elevados do açúcar e do etanol da entressafra podem vigorar no mercado por mais tempo. 

Na região noroeste do Estado de São Paulo, onde estão as usinas da Guarani, a expectativa é de que a colheita tenha início em torno do dia 15 de abril, um atraso de até 15 dias. “Toda a região está sofrendo muito com a falta de chuvas, o que atrasou o desenvolvimento da cana”, explica o presidente da Guarani, Jacyr Costa Filho. 

A região mais próxima do centro do Estado, em torno de Catanduva e Promissão, está registrando maiores efeitos da seca, o que deve levar a um atraso maior no início da safra. “As usinas da região de Catanduva vão entrar em operação a partir da segunda quinzena de abril, estendendo-se até maio”, explica Carmen Ruete de Oliveira, diretora do grupo Virgolino de Oliveira, com usinas na região. Segundo ela, uma definição maior dos efeitos do clima e da seca apenas estará disponível a partir do fim de março. “Mas, neste momento, o quadro que se mostra é de uma safra com menor produtividade”, disse. 

O presidente da Renuka do Brasil, Humberto Junqueira de Farias, disse que a colheita da cana de suas usinas também começará mais tarde. A empresa, que tem unidades em Promissão e em Brejo Alegre, as duas no interior paulista, irá começar a colheita na segunda quinzena de abril em uma unidade e em maio na outra. 

No Pontal do Paranapanema, a seca afetou menos o desenvolvimento da cana e o atraso será de apenas alguns dias. Segundo o presidente da Umoe Bioenergy, Rubens Approbato Machado Júnior, a moagem da usina, localizada em Sandovalina, deve ter início na primeira metade de abril com uso mais agressivo de maturador e moendo áreas de reforma. 

Já nas usinas da São Martinho, localizadas mais na parte central do Estado de São Paulo, as chuvas têm sido mais frequentes, minimizando os efeitos da estiagem. Para o presidente da São Martinho, Fábio Venturelli, a colheita deve começar em torno do início da segunda quinzena de abril. “Em relação ao plantio, o clima não ajudou na região de Araçatuba, foi satisfatório em Ribeirão Preto e muito favorável em Piracicaba”, disse Venturelli. 

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) deve divulgar sua primeira estimativa para a safra de cana 2012-2013 do Centro-Sul no fim de março. Na média, executivos do setor estimam uma safra em torno de 520 milhões a 530 milhões de toneladas, crescimento de 5% a 7% em relação aos 495 milhões de toneladas registrados em 2011-2012. Se concretizado, o crescimento será insuficiente para atender à capacidade ociosa do setor.