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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Importador da MAN Latin America garante serviço customizado na Bolívia

Com foco no atendimento sob medida, clientes Volkswagen e MAN na Bolívia contam com um centro de modificação e implementação exclusivo para caminhões, o ModCenter, direcionado às solicitações mais específicas dos transportadores. Idealizado pela Hansa, importador da MAN Latin America, em parceria com a empresa Facchini, o negócio conta com investimento de R$ 495 mil e já mostra seu potencial: dos veículos embarcados ao país em 2015, mais de 30% foram customizados pela empresa.

Localizado em Santa Cruz de la Sierra, oferece espaços para a montagem de implementos rodoviários, como as opções para carga em geral, revestimento térmico, carga seca, guindaste, plataforma e semirreboque para graneleiro; além disso, os clientes podem solicitar serviços de encurtamento do chassi, instalação da quinta roda e também do terceiro eixo, este último possibilita que o veículo carregue mais cinco mil quilos de carga útil.

Os números positivos favorecem o crescimento da empresa, que tem planos de aumentar sua participação nos próximos anos. “Nosso objetivo é instalar outros centros de modificação em La Paz e Cochabamba, que são as outras cidades com alta demanda para estes serviços no país”, confirma Javier Recacoechea, gerente de área da Hansa. “Estamos certos que o centro de modificação é uma grande conquista, pois leva ao cliente opções sob medida com preços e prazos muito competitivos”, completa.

O terreno total soma seis mil metros quadrados, com 1.400 metros quadrados de área construída, que estão divididos em boxes de montagem, setores administrativos, estacionamento, restaurante e áreas comuns. O investimento também se estende ao maquinário. Dispositivos pneumáticos e magnéticos são utilizados para realizar os mais diversos trabalhos diários, que contam com colaboradores capacitados para manuseá-los.


segunda-feira, 15 de julho de 2013

TARCÍSIO DIAS - MECÂNICA ONLINE -Inovações tecnológicas do motor de três cilindros da Volkswagen


A Volkswagen inicia uma nova fase no Brasil ao produzir no interior de São Paulo, em São Carlos, a motorização EA211, o primeiro motor de três cilindros desse novo momento que atravessa a indústria automobilista nacional, com foco na maior eficiência energética e menor consumo de combustível. Para isso a marca introduziu um pacote completo de soluções tecnológicas que você vai conhecer a seguir.Foi realizado intenso trabalho na redução de atrito dos componentes do motor e na aplicação de recursos tecnológicos inéditos nessa faixa de cilindrada. Com 999 cm³ de cilindrada e instalado em posição transversal no Fox BlueMotion, o motor difere do existente na Europa por permitir rodar com gasolina, etanol ou a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção. Sua potência máxima é de 75 cv (55 kW) a 6.250 rpm, quando abastecido com gasolina, e de 82 cv (60 kW) à mesma rotação, com etanol. O torque máximo é de, respectivamente, 9,7 kgfm (gasolina) e 10,4 kgfm (etanol), e ocorre a partir de 3000 rpm e se mantém por longa faixa de rotações. Já a partir de 2.000 rpm mais de 85% do torque máximo está disponível.

Quando comparado com um motor de mesma cilindrada, mas com quatro cilindros, o EA211 1.0l é 24 kg mais leve. A utilização de alumínio tanto no bloco, quanto no cabeçote do motor colaboram para essa redução.A construção com três cilindros significa não apenas menor número de componentes – como biela, pistão e mancais –, como também menor perda de calor, o que aumenta sua eficiência térmica quando comparado a um motor de quatro cilindros. Os cilindros têm maior diâmetro (são 74,5 mm, com 76,4 mm de curso), o que permite melhor enchimento da câmara de combustão. Combinada a essa característica está a vela de ignição colocada em posição central, entre as válvulas de admissão e escape, o que garante melhor frente de chama, maior velocidade e eficiência na queima da mistura ar-combustível e consequente maior eficiência térmica.

As bielas foram melhoradas e possuem desenho inovador. Cerca de 20% mais leves do que as convencionais, têm menor seção transversal e são guiadas no virabrequim.A otimização da construção do motor está presente também na árvore de manivelas (virabrequim), que tem menor quantidade de contrapesos e o diâmetro de seus mancais principais reduzido. A massa total (peso) do componente foi reduzida, proporcionando menores inércia e atrito e aumentando a eficiência do conjunto.Com quatro válvulas por cilindro, sendo duas para admissão e duas para escape, ou seja, é um motor 12 válvulas, e não 16 como de costume, possui comando de admissão variável – a variação é contínua, o que reduz consumo de combustível e emissões e melhora sensivelmente a resposta do motor em baixos regimes de rotação. A taxa de compressão é de 11,5:1. As válvulas são acionadas por balancins roletados (RSH, sigla para o termo alemão Rollenschlepphebel), recurso que minimiza o atrito entre os componentes e aprimora sua eficiência.

O cabeçote do EA211 1.0l possui coletor de escape integrado, formando uma peça única, com refrigeração líquida. Isso permite ao motor atingir sua temperatura ideal de funcionamento mais rapidamente, melhorando sua eficiência térmica. O líquido de arrefecimento leva menos tempo para ser aquecido durante a fase fria do motor, porque recebe o calor dos gases de escape. Por outro lado, em alto regime de utilização, ocorre um controle da temperatura dos gases de escape na entrada do conversor catalítico (catalisador), permitindo que se opere mais tempo com a mistura ar-combustível estequiométrica (ideal). O conversor catalítico (catalisador), instalado logo na saída do coletor de escape, atinge rapidamente sua temperatura adequada de operação. A chamada fase fria do motor dura menos e são reduzidas as emissões nesse estágio de funcionamento.

A construção da tampa do cabeçote é inovadora, em um processo que integra os eixos de comando (admissão e escape) e os cames de acionamento das válvulas permanentemente sem a necessidade de solda. Esse design permite a redução do diâmetro dos mancais dos eixos e, consequentemente, de atrito.
As polias de acionamento dos eixos de comando de válvulas têm desenho trioval, o que permite estabilização da força na correia dentada e de sua flutuação angular. Esse recurso, além de minimizar atrito e vibração, aumenta a durabilidade do sistema.

O coletor de admissão é feito de material polimérico de alta resistência e baixa rugosidade, garantindo fluxo de ar com baixa restrição. Como em todos os modelos Volkswagen, o conjunto de corpo de borboleta e acelerador é eletrônico.O motor EA211 1.0l utiliza sistema de ignição com uma bobina por cilindro, o que elimina os cabos de velas e as perdas elétricas, colaborando para maior eficácia na combustão.Outra solução inovadora adotada no motor EA211 1.0l é o duplo circuito de arrefecimento, que permite temperaturas diferentes para o bloco e para o cabeçote – o sistema utiliza duas válvulas termostáticas. Com esse recurso, é possível utilizar maior temperatura de funcionamento para o bloco, tornando o óleo mais fluido e garantindo menor atrito entre os componentes.

A temperatura de arrefecimento do cabeçote, por sua vez, é menor, o que minimiza a possibilidade de detonação, melhorando o desempenho do veículo e diminuindo o consumo de combustível.Rodamos apenas utilizando gasolina como combustível o que produz 75 cavalos de potência e torque de 9,7 kgfm. Os valores da Volks estão adequados para a configuração do seu motor, principalmente quando comparado com o Hyundai HB20, que também utiliza motorização com três cilindros e rende 80 cavalos de potência com etanol e 75 cavalos de potência com gasolina. A tecnologia EcoBoost que utiliza motorização sobrealimentada e injeção direta de combustível, tem um rendimento superior, mas ainda não chegou ao Brasil.Para completar a boa novidade que é o Fox com sua motorização 1.0 litro de três cilindros, os números de consumo foram muito bem recebidos. Por meio das normas brasileiras mais atuais de consumo o modelo faz 12,7 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada (segundo dados do Inmetro oficiais pela Volkswagen).

Mas a equipe da Mecânica Online® conseguiu números melhores: obtivemos 17,3 km/l no perímetro urbano e 22,1 km/l no trecho de estrada. Esses dados foram obtidos com os vidros fechados e apenas com o ventilador funcionando na velocidade dois. No retorno dos testes conseguimos uma média de 17,5 km/l em trecho misto com três pessoas no veículo e ar condicionado ligado. O tanque de combustível tem capacidade de 50 litros.

MECÂNICA ONLINE

Ethanol Summit  2013 - O Ford Fusion 2.5 Flex é o carro oficial do Ethanol Summit, um dos principais eventos do mundo voltados para as energias renováveis, realizado em São Paulo pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). O modelo é apresentado como um exemplo da viabilidade da tecnologia bicombustível em modelos de luxo.

Electronic Brake Light - A Ford está desenvolvendo um "brake light" eletrônico de alta tecnologia capaz de alertar os motoristas que vêm atrás, mesmo que estejam com a visão obstruída por uma curva ou outros veículos. Em situações de emergência, o "Electronic Brake Light" envia um sinal que acende uma luz no painel dos carros de trás, permitindo aos motoristas frear mais cedo e evitar colisões.

Toyota lança robô ao espaço - A Toyota Motor Corporation (TMC), em conjunto com Dentsu, Centro de Pesquisa de Ciência Avançada e Tecnologia, Universidade de Tóquio e Robo Garage, anunciaram que o robô-astronauta, desenvolvido em conjunto pelas empresas e com o nome de Kirobo, estará a bordo da nave espacial de carga Kounotori 4, que partirá do Centro Espacial Tanegashima para a Estação Espacial Internacional (ISS) no dia 4 de agosto.


Volkswagen São Carlos: 8 milhões - No momento em que inicia as operações de seu novo prédio produtivo, que irá fabricar o novo motor de três cilindros 1.0l da família EA211, a unidade da Volkswagen do Brasil em São Carlos atinge mais uma conquista histórica com a marca de 8 milhões de motores produzidos, desde 1996, ano de sua inauguração. Com 830 empregados, a fábrica produz em média 80 mil motores por mês em 67 modelos diferentes, de 1.0, 1.4 e 1.6 litro, os quais equipam os modelos Novo Gol, Fox, Novo Voyage, CrossFox, SpaceFox, Saveiro, Polo, Polo Sedan, Kombi, Gol G4 e Golf.


PERFIL

Tarcisio Dias – Profissional e Técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecatrônico e Radialista, é gerente de conteúdo do Portal Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) e desenvolve a Coleção AutoMecânica.



sexta-feira, 1 de março de 2013

Golf GTD terá lançamento mundial no Salão de Genebra



Extremamente eficiente no consumo, mas extremamente esportivo – a junção dessas qualidades tem entusiasmado os fãs do Golf GTD ao longo das últimas três décadas. No Salão Internacional de Genebra deste ano, a Volkswagen apresenta a última versão desse atleta radical, cujos 184 cv (135 kW) já atendem aos desafiadores padrões de emissões Euro 6.
Em 1982, o primeiro Golf GTD revolucionou o segmento dos automóveis de passageiros a diesel com seu motor turbodiesel, acerto esportivo e configuração personalizada no estilo do Golf GTI. Ele está sendo substituído este ano pelo mais potente GTD já fabricado, baseado no Golf de sétima geração.

Com potência de 184 cv (135 kW), o novo Golf GTD pode ser considerado tanto um carro com comportamento altamente dinâmico como um automóvel de passeio de grande autonomia, extremamente eficiente em consumo. Na versão com câmbio manual de seis velocidades, esse Volkswagen que chega aos 230 km/h consome apenas 4,2 litros de combustível a cada 100 quilômetros percorridos (23,8 km/l). Esse consumo combinado (cidade / estrada) corresponde à emissão de somente 109 g/km de CO2 (ciclo europeu). Com a transmissão DSG de dupla embreagem e seis marchas, opcional, o consumo é de 4,7 l/100 km (21,3 km/l) – duas portas: 119 g/km CO2; quatro portas: 122 g/km CO2 (ciclo europeu). O torque também impressiona, atingindo 380 Nm, disponíveis a apenas 1.750 rpm.

Visualmente, o Golf GTD se destaca por suas lanternas traseiras de LED escurecidas, a iluminação da placa também com LED e pelas ponteiras de escapamento duplas e cromadas. As rodas do GTD com 17 polegadas e pneus 225/45, frisos nas soleiras laterais, difusor, suspensão esportiva e um grande defletor de teto contribuem para a impressão de dinamismo causada pelo carro.
Numerosas características dinâmicas exclusivas do GTD também marcam o interior: assentos esportivos exclusivos em padronagem quadriculada ("Clark"), forro do teto preto, volante de direção esportivo, pedais e apoio do pé esquerdo em aço inoxidável, pomo da alavanca de câmbio, frisos de acabamento e painel de instrumentos exclusivos do modelo GTD.
Outros itens garantem o conforto necessário para longas viagens, entre eles a direção progressiva, iluminação ambiente branca, controle de climatização automático "Climatronic", sensores de obstáculos dianteiros e traseiros, pacote de inverno e sistema de rádio "Composition Touch". As cores externas oferecidas de série para o Golf GTD são o "Vermelho Tornado", Preto e "Branco Puro".

Resumo:
Lançamento na Europa: primeiros países a partir de junho de 2013.

Lançamento da primeira geração do Golf GTD: 1982.
Motor: TDI (turbodiesel com injeção direta) com quatro cilindros, montado transversalmente; cilindrada: 1.968 cm³; diâmetro x curso: 81,0 x 95,5 mm; taxa de compressão: 15,8 : 1.
Potência: 184 cv (135 kW), entre 3.500 e 4.000 rpm.
Torque: 380 Nm, entre 1.750 e 3.250 rpm.
Transmissão: manual com seis velocidades; automático com seis velocidades tipo DSG (com dupla embreagem) / tração dianteira.
Consumo de combustível / emissões de CO2 (manual): 4,2 l/100 km (23,8 km/l) / 109 g/km CO2 (ciclo europeu).
Desempenho (manual): 0-100 km/h em 7,5 segundos; velocidade máxima 230 km/h.
Peso em ordem de marcha: 1.377 kg (versão básica, incluindo motorista [68 kg], bagagem [7 kg] e tanque de combustível com 90 % da capacidade). Cálculo correspondente à norma RL 92/21/EEC.