Mostrando postagens com marcador Q7. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Q7. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Audi conquista três primeiros lugares no prêmio "Auto Trophy 2017"

Os leitores da revista alemã Auto Zeitung elegeram os melhores carros do mundo, e o Audi Q2 e o Audi Q7 ficaram entre os premiados. A marca também ocupou o primeiro lugar na categoria "Melhor design do mundo". Com os reconhecimentos, a montadora passa a acumular 79 conquistas na premiação.

Mais de 41 mil leitores da revista votaram em seus carros favoritos na 30ª pesquisa da "Auto Trophy". 

Com 16,6% dos votos, o Audi Q2 foi eleito o "Melhor SUV até 25.000 euros", concorrendo com outros 22 carros. O Audi Q7 conquistou 16,1% dos votos na categoria "SUV mais luxuoso", o que o colocou à frente, e com margem significativa, na disputa com 13 rivais. Um total de 260 modelos estavam concorrendo nas 15 categorias do "Auto Trophy 2017".

O CEO da Audi na Alemanha, Rupert Stadler, recebeu a homenagem de Volker Koerdt, editor-chefe da Auto Zeitung. “Os prêmios atestam o enorme interesse de nossos clientes em modelos SUVs - do Audi Q2, com seu perfil mais jovem, ao Audi Q7, com seu conforto de classe de luxo", afirmou Stadler. "Até o meio da próxima década, aproximadamente um em cada dois veículos Audi que entregaremos será um SUV".


A marca também recebeu o prêmio "Melhor design do mundo" com o Q2. "Na Audi, o design sempre expressa o nosso lema Vorsprung durch Technik (Vanguarda da Tecnologia)", destacou Marc Lichte, diretor de Design da Audi. "O design progressivo se distingue pela harmonia completa de sua forma e função - uma solução perfeita que impressiona com sua simplicidade".

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Audi é a marca de carros oficial do Brasil Open 2016

A Audi do Brasil é patrocinadora oficial, na categoria carros, do Brasil Open, que acontecerá de 22 a 28 de fevereiro, no Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo. A 16ª edição do campeonato será disputada por nomes como o uruguaio Pablo Cuevas, atual campeão do torneio, o argentino Federico Delbonis, campeão em 2014, e o tricampeão Nicolas Almagro, além do tenista número 1 do Brasil, Thomaz Bellucci.

 A Audi, que patrocina o Brasil Open desde a edição de 2015, amplia neste ano sua presença no campeonato, reafirmando seu posicionamento como marca apoiadora e incentivadora dos esportes.

 "A Audi tem forte relação com o esporte em todo o mundo, em diversas modalidades, e incentiva atletas, equipes, além de estar presente em campeonatos, como o Brasil Open, que reforçam seus pilares de esportividade e sofisticação. O apoio a eventos esportivos também traz uma maior aproximação da marca com seus consumidores e admiradores“, afirma Herlander Zola, diretor de marketing da Audi do Brasil.

O tênis é um esporte que exige estratégia, precisão e performance, características muito alinhadas ao DNA da Audi e que serão reforçadas nos materiais de comunicação da marca no torneio.

Além da sinalização das quadras e marcadores com o logotipo da Audi,  a marca irá expor os modelos Q7 e RS 3, lançamentos recentes que chegaram ao Brasil no final de janeiro e no começo deste mês, respectivamente.

A Audi irá exibir ainda o novo filme da Q7, que vai ao ar em breve nos canais de TV. Também disponibilizará carros para membros da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), além de jogadores e direção do evento.

O Brasil voltou a figurar no cenário mundial de tênis, após uma lacuna de sete anos, em 2001, com a realização da 1a. edição do Brasil Open de Tênis, na Costa do Sauípe, litoral baiano.E já em seu segundo ano recebeu da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) o prêmio “Awards of Excellence”.

O torneio permaneceu na Bahia até 2011 e desembarcou em São Paulo, em 2012, onde foi realizado com sucesso até o ano passado no Ginásio do Ibirapuera, tornando-se o único torneio ATP disputado no saibro em quadra coberta (indoor).

O Brasil Open é hoje um dos principais e o mais tradicional torneio profissional realizado no país, com o maior número de edições realizadas até aqui (16).


Pelo Brasil Open já passaram grandes nomes do tênis mundial como Rafael Nadal, Gustavo Kuerten, Carlos Moyá, Tommy Haas, Nicolas Almagro, Juan Carlos Ferrero, Guillermo Cañas, entre outros.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Roberto Nasser - De carro por aí

Coluna 0716 - 12.02.2016 - edita@rnasser.com.br 

Solidão apequena a JAC
Da posição corajosa de importar os chineses JAC devidamente adequados ao gosto do consumidor brasileiro; de vendê-los equipados a preço de carro pelado; de inaugurar 50 concessionários no dia do lançamento da marca; de anunciar fábrica na Bahia, o pacote de iniciativas do empresário paulistano Sergio Habib foi atrapalhado por condições estranhas ao seu negócio. Governo federal, por preocupação, ou instigado pelos fabricantes concorrentes, criou imposto adicional de 30 pontos percentuais, inviabilizando as importações e, evento paralelo, o Banco de Desenvolvimento da Bahia não liberou financiamento prometido.

Resultado buscado, o mercado de importados caiu e Habib cortou custos como pode; demitiu gente; fechou revendas JAC e Citroën – é o maior operador da marca; e, com permissão da licença pouco poética, comeu o pão que o diabo amassou com o rabo para manter-se hígido economicamente.

Sem financiamento, fez sociedade com a JAC chinesa para construir a fábrica, mantendo sua a distribuição. Entretanto dois fatores novos levaram a nova e total alteração: a retração de vendas e a insegurança jurídica no país, fizeram chineses deixar o negócio.

Simples
Sozinho na iniciativa, entre escriturar o prejuízo e largar tudo para dedicar-se ao conforto de aposentadoria precoce, o sangue hebreu de Habib instou-o a deter o prejuízo e correr atrás do lucro: deu monumental freada no projeto, virou-o a 90 graus. Na prática fará sozinho os carros chineses em Camaçari, Bahia, porém em escala menor. Enxugará o processo industrial: em vez de fabricação, montagem CKD – importação de veículos desmontados – para armar aqui; instalações modestas; agregação de poucas partes nacionais. Seguirá a cartilha do programa oficial Inovar-auto, de nacionalização mínima – pneus, rodas, mangueiras, correias, bateria e pouca coisa mais. É marcha a ré industrial pois os aderentes a tal regra fazem em 2016 menos que a Willys-Overland praticava ao iniciar operações brasileiras no longínquo 1954, pré indústria automobilística nacional. Quer reter custos a R$ 200M – aproximadamente US$ 50M.

Processo simplório, aumentando lentamente as intervenções industriais e o desenvolvimento de componentes nacionais. Volume, projetado em 100 mil unidades/ano contrair-se-á a 20 mil anuais – 1% do mercado nacional.

Fábrica em módulo inicial iniciará construção em dias e pretende expelir as primeiras unidades em janeiro de 2017.

Habib tem pressa. Ajusta passos iniciais com a JAC, incluindo mudar o produto, agora o T 5 um SAV focado nas dimensões do Ford EcoSport.

Do saco, a embira. E da embira, um pedaço, dizia a minha avó, sábia macróbia. Este Habib é resiliente como uma aroeira.

VW muda foco e apaga o Das Auto
Para mostrar ter equacionado a crise das emissões dos motores diesel, além da apuração, da catarse interna, da contratação dos melhores executivos em área jurídica, de compliance, lobby, investigação, Volkswagen agora quer expor a mudança a público. Começa mudando o inexplicável slogan, Das Auto – em alemão O Carro -, objeto de ácidas críticas a partir da imprensa considerada.

Está em campanha europeia e logo chegará ao Brasil exibindo mudança mundial de enfoque, adotando linha emocional. Como disse Jorge Portugal, VP de Vendas no Brasil, o slogan era arrogante, e a marca quer dirigir sua comunicação às pessoas, ao povo, como está em seu nome – Volks é povo, pessoas, em alemão. Texto enfatizará qualidades em torno de frase criada para recuperar credibilidade e clientes: antes, agora, sempre.

Carnaval acelera lançamentos
Mercado retraído, vida deve continuar, alemãs Audi, BMW e Mercedes importaram novidades. Quantidades contidas pois a trinca se  concentrará em vender maior número possível dos veículos em início de produção local pelas duas primeiras – Mercedes o fará a partir de março. Traço comum, todos os modelos saltaram de preço, expondo a correção do dólar e, imagina-se, um colchão para absorver futuros aumentos a curto prazo.

Audi e Q7
Refez o Q7, maior de seus utilitários esportivos. Regras de consumo ditaram as intervenções: reduziu 325 ! kg, por intenso uso de alumínio na suspensão independente e na estrutura – há, apenas, duas pequenas vigas em aço especial; motor V8 4,2 litros substituído por V6, vigoroso compressor mecânico com embreagem para desligá-lo ao gerar 25 m.kgf de torque, gerando 333 cv de potência, circa 45 m.kgf de torque. Menor, mais leve e mais forte, vai de 0 a 100 k/h em 6,1s, velocidade final cortada a 250 km/h.

Seguiu a tendência mundial agregando-lhe enorme relação de infodiversão – incluindo a mágica de diminuir instrumentos no painel; do sistema de visão noturna percebendo obstáculos antes da visão humana; tela de 31 cm conectada ao sistema multimídia, permitindo ver de mapas a agenda telefônica.

Caixa automática com oito marchas, tração permanente em todas as rodas na relação 40/60%, sistema de freio na subida, de controle automático nas descidas. Enfim, pacote rico e à altura da preocupação de liderança tecnológica da marca. Em relação aos concorrentes Porsche Cayenne - com quem divide muitas peças -, e Land Rover Sport, disputa parafuso a parafuso. Preços, R$ 400 mil versão de entrada, e R$ 490 mil com opcionais.

BMW e X1
Inicia importado, abrindo picada no mercado do segmento, à produção nacional a iniciar-se próximos dias em Araquari, SC. Embora a maioria dos condutores não perceba, espelha o uso da arquitetura mecânica pelo degrau inferior dos BMW e o superior dos Mini. Característica básica é ter tração dianteira, opcionalmente integral. Motor transversal re arranjou espaços, e apesar do comprimento assemelhado à versão anterior, obteve mais conforto em largura, altura, porta malas. Estilo deu-lhe cara de SAV.

Duas versões na motorização, quatro cilindros em linha, 2,0 litro: versão de entrada, 192 cv e 28,5 m.kgf de torque a surpreendentemente baixos 1.250 rpm; e 231 cv e tração nas quatro rodas.

Ambas são de extremo agrado ao conduzir, dóceis, ágeis, seguras, bem equipadas com ar condicionado em duas zonas, faróis em LEDs e sistema multimídia. Três preços: X1 básico a R$ 167 mil; sDrive2.0i X Line, intermediária, com teto solar, bancos e tampa do porta malas elétricos, a R$ 180mil. Se o condutor dedicar-se a leituras superiores ao Mobral mecânico, cometerá um suinocídio, quebrará o porquinho da poupança, e dele retirará os R$ 200 mil para a versão de topo xDrive25i, muito superior.

Mercedes – os G
Padronizou seus produtos com habilidades fora de estrada sob a letra G. Tem dois novos: GLE Coupé, simbiose entre SUV e cupê, muito lembrando o estilisticamente polêmico BMW X6; e o GLC, sucessor do GLK.

GLE – veículo de luxo, motor V6 bi turbo, 3,0 litros, 333 cv e 49 m.kgf de torque a 1.600 rpm. Segue o caminho mundial de muita força em baixas rotações, transmissões automáticas com nove velocidades, permitindo girar em marchas altas – e rotações baixas. Oferece cinco regulagens de motor e suspensão, de acordo com a necessidade ou gosto, e interior tem toques da preparadora AMG, como couro com pesponto vermelho e volante esportivo.

GLC – Substitui o GLK, mal sincronizado com os compradores. Era baixo, perdendo a aparência agressiva tão demandada pela clientela. Cresceu uns 12 cm na distância entre eixos e perdeu 80 kg no peso. Motorização 2.0 Turbo, 211 cv, transmissão automática de 9 velocidades, tração integral e o Dynamic Select, regulagem para diferentes usos.
Preços de R$ 223 mil para versão GLC250 4Matic, a R$ 265 mil para Sport.

Roda-a-Roda

Fim – Toyota dará fim à marca Scion. Nome em tradução livre é filho, rebento, criada para modelos destinados aos consumidores jovens. Descobriu, estes preferem dizer têm um Toyota. É a força do nome.

Conjuntura – Outro automóvel criado por advogados, o Polo Ameo, para mercado indiano. Não se imagine profissionais do direito substituindo designers, pois agem em plano superior, sugerindo ao governo molde legal para lei de incentivos a veículos com menos de 4m de comprimento, motores até 1,2 litro.

Corte – É o Polo e sua plataforma PQ 25 ao qual seccionaram o porta malas criando duas versões, hatch e sedã de três volumes. Motor 1,2 de três cilindros produzindo apenas 73 cv – no Brasil o 1,0 faz 80 cavalos. Extra incentivo, opção diesel 1,5 litro e transmissão automática DSG de 7 velocidades.

Mudança – Foi-se o tempo de carros definidos por técnicos, engenheiros. Agora o são pelos advogados: os do governo estabelecem parâmetros de emissões, poluição, segurança, tributação, e os das empresas sugerem os limites para a obediência à lei. Daí, são feitos.

Tempo – Fábrica do chinês Lifan no Uruguai – montada para fornecer Brasil -, fechou portas até março. Contração de 45% no mercado de importados, detém produção até limpar pátios da montadora e concessionários.

Situação - Globalização é isto. Borboleta bate as asas no Cerrado de Goiás, e faz criar fenda em montanha no Tibete.

Resgate – FCA foi a Munique resgatar Roberto Fedeli, ex engenheiro chefe da Ferrari, trabalhando na BMW. Para lugar especialmente criado, 2º. na marca, reportando-se ao CEO, missão de botar ordem no processo de conformação, produção e lançamento do multi prometido e atrasado Alfa Romeo Giulia Quadrifoglio, cara do renascimento da marca.

Causa – Razão do atraso, dificuldades de aprovação nos testes de impacto. Ordem maior, iniciar produção no 31 de março – curiosa quinta feira -, e venda em julho. Versões 2,0 Otto e 2,2 Diesel no Salão de Genebra, março.

Mais – Calendário na Maserati, outra marca FCA renascida, também está lento. O SUV Levante, prometido para o ano passado, foi reprogramado para julho.

Paraíso – Alfistas sonharão com resultados da contratação e a nova intimidade de Fedeli com os métodos alemães. Diz-se, melhor automóvel do mundo terá linhas italianas e construção alemã. Pior, ao contrário ...

Tecnologia – Fábrica de pistões Mahle desenvolveu tecnologia para reduzir consumo de óleo lubrificante nos motores com bloco em alumínio e camisas em ferro: revestiu-as externamente com níquel. Tecnologia nacional, do Centro Tecnológico da empresa, em Jundiaí, SP.

Problema – Causa é má troca de temperatura entre cabeçote e bloco, causando distorção nas camisas e irregularidades no espaço entre face interna e os pistões.

Solução – Sem saber, resolveu dois problemas até então insolúveis de festejado fabricante nacional, consumo de óleo e empeno dos blocos de motores. Drama caro para segundos donos e seus carros sem garantia.

Razão – Em dois anos grupo indiano Mahindra viu queda de vendas de 48% para 37% em seu país. Pesquisou e descobriu, problema estava no design tosco dos produtos– ou no amadurecimento dos compradores ...

Resolução – Pessoal decidido. Foi ao mercado e, em vez de contratar um designer festejado como talento e grife, comprou o top no setor, mítica Pininfarina, criadora de Ferraris, Maseratis, Rolls-Royce...

Desafio - Italianos terão trabalho. A linha de veículos, picape e SUV, derivam das antiga Rural Willys. Como me disse um mecânico em Goiás, mais feios que bater em mãe ...

Festa – Mercedes-Benz iniciou festejar seus 60 anos no Brasil. Aplicou enorme numeral em neon ao lado da estrela, logo da empresa, sobre o prédio da administração maior, em São Bernardo do Campo, SP. Tem muito a festar, incluindo marcas industriais como os primeiros motor diesel, caminhão e ônibus feito no país.

Antigos – Paris, semana passada, leilão da Artcurial, na Rétromobile, Ferrari 335 Sport carroceria Scaglietti cravou US$ 35.807.096. Recorde no modelo.


Lamentável – Pilantras que surrupiaram a Petrobrás, o erário publico, os sonhos e o futuro do país, hoje gastando para se defender das grades, não aplicaram o fruto – ou o furto ... – em automóveis antigos. Poderiam ter trazido modelos referenciais, e apreendidos ficariam aqui, melhorando nosso acervo. Sobrou rapina, faltou cultura.


Gente – Pablo Di Si, 46, graduado em finanças, com Harvard no currículo, novo presidente da VW Argentina. OOOO Era chefe de operações e vp de finanças, experiente na área, aqui foi diretor financeiro na Fiat. OOOO Nomeação está no gabarito de controle por David Powel, presidente da VW do Brasil e treinando para ser no. 1 na América Latina.OOOO Lá e cá quer nos postos chaves quem fale a língua e entenda o país. OOOO Dr Joseph-Fidelis Senn, 58, ex diretor de Recursos Humanos da VW Brasil, onde fomentou a participação da empresa em usinas hidroelétricas próprias, e ex presidente da VW Argentina, saída. OOOO Muda-se a Paraty, RJ, - projetos sociais. OOOO Christine – Chrissy - Taylor, mulher mais importante do segmento de locação de veículos, VP e COO da Entreprise, National e Alamo Rent-a-Car.OOOO Empresa familiar, é terceira geração no negócio. OOOO Iniciativas anteriores fizeram empresa saltar em locações em aeroportos; pool em vans; car sharing; e locação por hora, dia, semana, largos períodos. OOOO O futuro do automóvel. OOOO

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Fernando Calmon - Alta Roda

Alta Roda nº 874/224– 043– 0oda nº852/0208– 2oda nº851/2016
Fernando Calmon
No primeiro mês de 2016 as notícias sobre o mercado são piores do que se esperava. A queda de quase 40% sobre janeiro de 2015 fez recuar as 153.000 unidades vendidas a números de nove anos trás. Explicações são várias: antecipação de compras para aproveitar oportunidades, utilização do 13º salário aumentou o valor da entrada e assim para pagar menos juros, além de disputa entre os fabricantes no fechamento do exercício anual com novos bônus e descontos extras.

Fenabrave, associação nacional das concessionárias, lembrou que em janeiro de 2015 ainda havia automóveis faturados com IPI reduzido. “Os resultados de janeiro não devem ser balizadores para as projeções de 2016. Mês é atípico historicamente e carrega aspectos negativos que não se repetem ao longo do ano.”

Bem, esses são argumentos tangíveis, juntamente com a falta de confiança dos compradores e as crises política e econômica. Mas o que preocupa de verdade são fatores intangíveis. A região da grande São Paulo responde por cerca de 22% das vendas de todo o País. Proprietários de carros estão apavorados em guiar na maior cidade do Brasil. Existe um cerco e uma atribuição de culpa do automóvel completamente irracional e estressante que vão desde criação de faixas de ônibus à direita sem critérios (diferente dos poucos e racionais corredores à esquerda) ou ciclovias que levam do nada a lugar nenhum sempre em detrimentos de faixas de circulação de veículos ou de estacionamento. Há outros:

- Companhia de Engenharia de Tráfego antecipou para outubro de 2015, com óbvio viés político, a estatística apontando a velocidade média menor na cidade ter diminuído as mortes no trânsito em 30,7%. Só que o consumo de combustível caiu em 15% e, portanto, retirou carros das ruas.

- São Paulo não é Manhattan, em Nova York, onde as pessoas fervilham em torno dos carros e a velocidade foi reduzida para 40 km/h em parte da cidade. Ciclovias lá são pouco usadas.

- Prefeitura instalou contadores de bicicleta na mais segura e racional ciclovia da cidade. Nas inúteis, nem pensar.

- Faixas de ônibus à direita em São Paulo têm sinalização do solo entrecortada por onde carros podem sair à direita ou acessar essas as vias em grande parte improvisadas ou inúteis em custo-benefício na fluidez geral do trânsito. E há inúmeras saídas de garagens, estacionamentos e comércios no meio da quadra que sujeitam o motorista a multa máxima de sete pontos (antes de cinco pontos). Essas faixas de ônibus entrecortadas estão se apagando e não são repintadas, além de haver em muitas delas horários em que os carros podem circular, mais para confundir do que ajudar.

- Vias de 50 km/h são de repente diminuídas para 40 km com apenas uma placa e um radar 20 metros depois.

Em São Paulo há algumas frases educativas em uns poucos painéis de avisos de trânsito. Uma delas muda o conhecido dito popular “pressa é inimiga da perfeição” por “pressa é inimiga da direção”. Se for só frase de efeito, melhor “pressa é inimiga da inteligente ação”.

Se possuir carro quase se tornou crime na maior cidade do País por que o motorista vai trocar por um modelo novo ou pouco usado, mais seguro e menos poluidor?

RODA VIVA

FONTES desta coluna indicaram atraso do terceiro produto da fábrica FCA, em Goiana (PE). O projeto Jeep 551 será um SUV com base na picape Fiat Toro. Produção pode começar só em 2017, de acordo com recente declaração de Sergio Marchionne, presidente mundial da FCA, sem citar diretamente o adiamento ao falar sobre planos no Brasil.

JETTA é primeiro carro não premium parcialmente montado no Brasil (versão intermediária, 60% das vendas, sai de São Bernardo do Campo) em que todos têm motor turbo de 1,4 L ou 2 litros. Pelo elevado torque de 25,5 kgfm a partir de apenas 1.500 rpm, o motor menor anda mais e bebe menos que o 2-litros aspirado anterior. Ainda não é flex pela arquitetura diferente da do Golf.

SEGUNDA geração do Audi Q7, além de mais sofisticada e 325 kg a menos de massa, lança novos recursos de segurança e conforto. Acionamento da terceira fileira de banco para dois passageiros (opcional) é elétrico. Parte de R$ 399.990 e chega a R$ 489.490. Esterçamento das rodas traseiras ajuda em baixa velocidade, nas mudanças de direção e em curvas ao se andar mais rápido.

BOM SINAL: Cesvi indica crescimento de 22,3%, em 2015 sobre 2014, do sistema de controle de estabilidade (ESC, em inglês), de série, em modelos de veículos leves no Brasil, nacionais e importados (no caso estes são maioria). Análise é qualitativa não quantitativa: carros mais baratos, aplicação bem menor.

ENTRE os cuidados na compra de carros usados está o histórico legal sobre adulterações de chassi, alertas de roubo, alienações, multas e débitos, participações do veículo em leilões e também no caso de sinistros com perda total (no jargão, PT). No site www.boavistaservicos.com.br/servicos/certocar informações podem ser obtidas por R$ 19,00. Há versão mobile também. 

PERFIL
Fernando Calmon (fernando@calmon.jor.br), jornalista especializado desde 1967, engenheiro, palestrante e consultor em assuntos técnicos e de mercado nas áreas automobilística e de comunicação. Sua coluna automobilística semanal Alta Roda começou em 1999. É publicada em uma rede nacional de 85 jornais, sites e revistas. É, ainda, correspondente no Brasil do site just-auto (Inglaterra).

Siga também através do twitter:  www.twitter.com/fernandocalmon                                                                                                                               

domingo, 31 de janeiro de 2016

Mecânica Online por Tarcísio Dias

E o ano de 2016 vai começando a todo vapor, logo depois das festividades já estamos nos preparando para o carnaval, pelo menos no calendário o ano já começou movimentado. Mas normalmente depois dessas festas, escutamos pelos cantinhos que é preciso maneirar, ir de leve, para voltar ao peso original na balança.

Acho que os engenheiros da Audi também entraram nessa onda no desenvolvimento da nova geração do Q7, modelo que passa a ser oferecido no Brasil com nova suspensão, sistemas de assistência, informação, entretenimento e conectividade inovadora, mas que tem como grande destaque sua construção inteligente: 325 quilos mais leve que a geração anterior.


A carroceria multimateriais economiza até 71 kg de peso. As portas que, como todo o revestimento exterior, são feitas de alumínio, contribuem com uma economia de 24 kg. Os engenheiros também exploraram o grande potencial de redução de peso no chassi: 27 kg na suspensão dianteira e 40 kg na traseira. O trem de força teve o peso reduzido em 20 kg e o sistema de escapamento, em 19 kg.

Dois braços transversais acima e abaixo, além do braço de arrasto formam a suspensão dianteira, com uma bitola de 1,679 mm. Comparada à do modelo anterior, são 27 kg a menos. Os braços de controle das rodas e os pivôs são forjados em alumínio, os eixos de propulsão são ocos e a espessura da parede do estabilizador varia conforme o necessário. 

Outra grande inovação do Q7 é a direção eletromecânica com pinhão e cremalheira. Diferentemente da unidade hidráulica anterior, ela só precisa de energia durante as curvas, reduzindo assim o consumo.

E já que estamos falando em direção, você observou em nosso título a chamada para quatro rodas direcionais. É isso mesmo!

A versão única Ambition do modelo tem preço sugerido de R$ 399.990, e ainda oferece de forma opcional eixo traseiro dinâmico, ou seja, a direção nas quatro rodas – uma tecnologia não encontrada em outros produtos no segmento de SUVs e oferecida no Pacote Tecnológico opcional. 

No eixo traseiro é instalado um sistema de direção com comando elétrico e duas barras de direção, que vira as rodas traseiras em até 5 graus na mesma direção ou em oposição às dianteiras, dependendo da situação.

Em baixa velocidade, elas viram na direção oposta. Assim, o SUV fica muito mais ágil e o raio de curva um metro menor, o que é claramente percebido pelo motorista ao manobrar e estacionar. 

Entre 5 e 15 km/h, o direcionamento inverso atinge até 5 graus. Em velocidade maiores, as rodas traseiras seguem o movimento das dianteiras num ângulo de até 3,5 graus. Virando na mesma direção, elas melhoram a reposta do volante e aumentam assim a estabilidade em manobras evasivas. O novo Q7 vem de série com rodas de 20 polegadas.


Forte abraço e ótimo carnaval para todos!

PERFIL

Tarcisio Dias – Profissional e Técnico em Mecânica, além de Engenheiro Mecatrônico e Radialista, é gerente de conteúdo do Portal Mecânica Online® (www.mecanicaonline.com.br) e desenvolve a Coleção AutoMecânica.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Audi Q7 recebe cinco estrelas no teste de colisão do Euro NCAP

O consórcio European New Car Assessment Program – Euro NCAP – concedeu ao novo Audi Q7 a nota máxima de cinco estrelas. Os resultados para proteção de adultos em colisões com impacto frontal e lateral, proteção de pedestres e segurança infantil colocaram o modelo entre os carros mais seguros de sua categoria.

Os resultados dos testes concluíram que em uma colisão frontal, não apenas o motorista e o passageiro dianteiro estão bem protegidos no novo Q7, mas os ocupantes do banco traseiro também. O carro oferece ainda um alto nível de segurança para crianças. Até seis assentos infantis podem ser instalados no SUV. O generoso espaço torna sua instalação simples e confortável. Os bancos individuais na terceira fileira opcional são certificados para assentos infantis para crianças em idade pré-escolar pesando até 36 quilos.

O modelo recebeu o prêmio “Euro NCAP Advanced” para o sistema de assistência à frenagem em múltiplas situações de colisão, que inicia a frenagem em situações de perigo para reduzir o risco de derrapagem, e para o “pre sense basic”, que tenciona o cinto de segurança antes de um acidente e fecha as janelas e o teto solar. Ambos os sistemas são de série no Q7.

A Audi também se preocupa com a segurança integral, indo muito além no que se refere às medidas avaliadas pela instituição. Um elemento central do Q7 é o “pre sense city”, um sistema de advertências preditivas e frenagem de emergência para evitar acidentes e assegurar a proteção de pedestres. Em velocidades de até 85 km/h, o dispositivo faz uma varredura na estrada com relação aos outros veículos. Ao surgir uma ameaça de colisão, o motorista recebe um alerta de acordo com um conceito graduado: advertência, solavanco de advertência e frenagem automática de emergência.

Se necessário, o equipamento inicia a desaceleração total. Até 40 km/h é possível evitar completamente acidentes dentro dos limites do sistema. Em velocidades superiores (até 85 km/h), o motorista é advertido e o “pre sense city” faz uma intervenção no freio para reduzir a velocidade de impacto, atenuando assim as consequências do acidente.

Outros novos sistemas que tornam o Q7 ainda mais seguro no trânsito são assistência anticolisão, assistência para retornos e advertência de saída. Enquanto o sistema de assistência anticolisão ajuda o motorista a desviar de um obstáculo para evitar um acidente, a assistência para retornos monitora o tráfego no sentido contrário ao virar o carro para a esquerda a baixas velocidades. Em uma situação perigosa, ele freia o veículo até sua parada total caso seja necessário, para prevenir que o motorista atravesse a via se houver tráfego no sentido contrário. Com a advertência de saída, as luzes de LEDs são acionadas quando as portas são abertas para evitar choque com outros veículos ou bicicletas que estiverem se aproximando por trás.

Estabelecido em 1997, o New Car Assessment Program (NCAP/Programa de Avaliação de Carros Novos) avalia o desempenho de novos modelos de automóveis em situações de impacto. Em 2015, o consórcio tornou os requisitos para os testes de colisão frontal e lateral ainda mais rígidos para refletir os efetivos cenários de risco de acidente com mais precisão.