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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

COLUNA DO BORRACHA - Em nome de Justin

O automobilismo faz mais uma vítima fatal na reta final do campeonato da Indy e a F1 continua sendo dominada por Hamilton

Texto: Eduardo Abbas
Fotos: indycar.com, f1.com

Não foi um fim de semana dos mais sensatos para as duas maiores categorias do automobilismo mundial, uma continua sendo o desfile de uma só equipe enquanto a outra se perde em disputas fracas e fazendo mais uma família chorar.

Começando com a Fórmula 1, posso dizer que nunca vi tamanha incompetência de uma equipe como a Williams fez com Bottas. Absurdo dos absurdos, a equipe mandou o piloto pra pista com pneus diferentes e o pior, obrigou o coitado a rodar até a parada seguinte com um composto de cada lado. Seria para ajudar o Zacarias? Provavelmente, afinal ele não mostra nada faz muito tempo e só chega à frente do companheiro quando alguma coisa estranha acontece no carro do finlandês.

Outra equipe que fez papel de idiota foi a Ferrari. Quis arriscar fazer apenas uma troca com Vettel e acabou se dando muito mal. Faltando duas voltas para o fim da corrida, o pneu estourou e tirou o pódio do alemão. A Pirelli correu para se explicar, disse que a orientação era de duas trocas e que o risco foi todo da equipe italiana.


Vaffanculo! Já encheu o saco essa coisa de trocar pneu pra ter disputa, faz um composto rápido, outro mais duro e os caras que se virem para administrar a corrida, quem quiser troca, quem não quiser melhore a carroça e tenta correr junto, se alguém se destaca demais, coloca lastro na barata e que se virem. Se fosse assim, o Hamilton que sobrou já estaria levando uma tonelada de peso extra, e lógico, problema dele. Mas por que facilitar se pode complicar? Se o pneu do Vettel estoura na curva talvez ele tivesse passado o resto do domingo no hospital.

O resto foi o resto, como sempre, Rosberg não tem força pra chegar lá e o inglês vai sobrar, quem sabe fecha o campeonato antes do Brasil? O automobilismo de hoje vive uma crise de talentos, pessoas sem a menor capacidade de dirigir uma taxi sem Uber são levados ao nível de gênios da velocidade, e paga-se um preço muito alto por isso.

Em Pocono, na etapa da Indy, aconteceu um acidente fatal na verdade ocasionado por uma dessas coisas do destino, estar no lugar errado no momento errado. Sege Karan se perdeu e deu no muro, o bico do carro se soltou e atingiu Justin Wilson que vinha passando e não tinha nada a ver com o acidente do americano. Uma fatalidade, a perda de uma vida sempre comove e sempre nos faz refletir sobre como poderíamos evitá-la.

Todos os esportes de alto nível envolvem risco, por isso são emocionantes, por isso chamam dinheiro, por isso quem se arrisca mais ganha mais. Agora, neste momento de dor, aparecem os defensores do cockpit fechado para carros Fórmula, uma idéia tão absurda quanto colocar uma roupa de astronauta em surfistas para não serem atacados por tubarões. Quem está lá é conhecedor do risco e das conseqüências, as cabines fechadas não garantem segurança, vide o que aconteceu na Stock Car no Brasil, onde dois pilotos perderam a vida mesmo cercados das mais duras ligas em seus carros.

E como ficaria a MotoGP? Como colocar os pilotos em um casulo de segurança? Quem está correndo tenta vencer os adversários e enganar a morte, a cada etapa disputada, a cada largada que não se tem idéia de como vai ser a chegada. O que realmente deve ser pensado é na qualidade dos competidores, eliminar os pagantes sem talento e dar oportunidade a quem realmente tem capacidade de pilotar um carro ou moto a mais de 300 km/h. Só a título de curiosidade, a Fórmula 1 ficou sem ter uma morte na pista mais de 11 anos e só encontrou a fatalidade em 1994 com o Senna, depois disso foram mais 20 anos até o acidente que acabou matando o Bianchi, juntando esses dois períodos, a Nascar teve 4 mortes e Le Mans 3, adianta fechar o carro?

Vou ficando por aqui, no fim de semana tem WEC na Alemanha, MotoGP na Inglaterra e o encerramento da Indy em Sonoma, em clima de grande pesar pela perda do inglês que, não conheci, mas meus amigos garantem que era uma pessoa das mais sensacionais, até porque com sua morte e a doação de seus órgãos, ele garantiu pelo menos a sobrevida de mais três seres humanos. Rest In Peace Justin Wilson, sua missão aqui na terra foi plenamente cumprida!


domingo, 16 de agosto de 2015

Acidente mostra segurança dos caminhões da Fórmula Truck

O acidente do piloto Luiz Lopes, na primeira fase da sexta etapa da temporada da Fórmula Truck, disputada domingo no Autódromo de Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, mostrou a boa segurança dos caminhões da mais popular categoria do automobilismo da América do Sul. Lopes bateu seu caminhão na barreira de pneus e no muro a cerca de 150 km/h e saiu sozinho do cockpit. O médico da categoria, Daniel de Moraes, realizou todos os procedimentos de segurança programados e poucos minutos depois o piloto já estava em pé e andando normalmente. O acidente foi provocado por derramamento de óleo do caminhão de Rogério Castro.

"Eu estava em sexta marcha a cerca de 170km/h quando peguei o óleo e virei passageiro. Quando fui para a grama, ainda tentei tirar do muro, mas não teve jeito. Na hora, quando senti que ia bater forte, tirei as mãos do volante e encolhi as pernas. O caminhão da Fórmula Truck é um dos carros de corrida mais seguros do mundo, pois também já bati em Guaporé e em Brasília, onde o acidente foi de frente. Apaguei rapidamente, mas assim como agora, nada sofri. Estou dolorido no tórax e na cintura, algo normal, pois o cinto me segurou ali. A segurança dos caminhões é tão boa que deixa o piloto mais à vontade para guiar", disse Luiz Lopes que garante ter perdido seu Iveco tal a intensidade do acidente.

Essa é a mesma opinião de Altair Batista Félix, irmão de Aurélio Batista Félix, criador da categoria e projetista da estrutura tubular chamada de célula de sobrevivência. Altair é gerente geral da Fórmula Truck e também elogia esse ponto nos caminhões.

"Isso mostra a segurança dos nossos cockpits, que a cada acidente mais forte são analisados e, sempre que preciso, fazemos alterações para aumentar a segurança dos pilotos. Toda a estrutura, que chamamos de célula de sobrevivência, foi projetada pelo Aurélio e aperfeiçoada ao longo do tempo. A estrutura dos caminhões é semelhante em todos os caminhões, com pequenas variações devido às várias marcas e projetos dos fabricantes", disse.

Toda a estrutura tubular é feita com tubos de aço, sem costura, que variam entre duas e 2,5 polegadas de espessura, reforçadas com chapas de ¼ de polegada. As soldas especiais melhoram o acabamento, pois não deixam quaisquer espaços. Em resumo: são mais homogêneas e fixam melhor. 

"Com tudo isso, pudemos ver que o caminhão do Luiz Lopes saiu sem problemas na estrutura interna, como mostram as fotos do Iveco dele. Como caiu de lado depois da batida, a parte externa ficou danificada, também algo normal. Fica claro que, apesar da violência do acidente, pois é um caminhão de mais de quatro toneladas batendo a mais de 100 km/h, a estrutura não apresentou dobras nem nada. Mostrou que é robusta. E o melhor de tudo: o piloto saiu ileso e andando", explica Altair.

sábado, 24 de agosto de 2013

Higor Hoffmann bate forte, mas é o mais rápido na F3


Higor Hoffmann repetiu o resultado do primeiro treino da Fórmula 3 Sul-americana e foi o mais veloz no segundo treinamento, realizado na manhã deste sábado no Autódromo de Curitiba. Ele deu somente seis voltas no traçado de 3.695 metros e sofreu forte acidente na Curva da Vitória. O piloto saiu ileso, mas seu carro pode não ficar pronto para o classificatório, marcado para às 14h50. A primeira corrida da quinta rodada dupla acontece também neste sábado às 16h35.


O segundo colocado foi Bruno Etman, que marcou 1min13s742, contra 1min13s211 (média de 181,69 km/h) de Hoffmann. O terceiro lugar ficou com Artur Fortunato (1min13s916), que assim como o argentino Etman, corre na Fórmula 3 Light. Felipe Guimarães, segundo colocado na classificação geral, sequer entrou na pista para o segundo treino livre da principal categoria continental de monopostos. O líder Raphael Raucci foi o quinto com 1min14s161

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Fotos: a impressionante capotagem de Marcelo Franco na Porsche Cup

FOTOS: LUCA BASSANI

Vencedor de uma corrida da Porsche Cup em 2012 e um dos pilotos de ponta da atual temporada, o piloto carioca Marcelo Franco sofreu neste sábado em Interlagos um dos acidentes mais impressionantes da história da categoria. Quarto colocado na primeira corrida do dia, ele capotou várias vezes seu Porsche 911 GT3 Cup na Descida do Lago, após uma colisão com Sérgio Ribas.

"Fiquei consciente o tempo todo e tive completa noção do que estava acontecendo", declarou Franco no sábado à noite, já em sua casa. "Quando o carro parou, minha primeira preocupação foi sinalizar a todos que eu estava bem, pois meus pais e minha mulher estavam assistindo a corrida. Eu queria tranquilizar a eles e a todo mundo que estava no autódromo."


Instantes depois, Franco já estava fora do carro, em pé, e caminhou até o Medical Car que o levou para o centro médico do autódromo, onde nenhum ferimento foi constatado. "De uma coisa estou certo: o Porsche é um carro de corrida muito seguro. Escapei inteiro por causa disso. O dr. Dino (Altmann, médico oficial do Porsche GT3 Cup Challenge) havia dito que eu sentiria algumas dores pelo corpo, mas nem isso estou sentindo", afirmou Franco nesta segunda-feira.


O acidente aconteceu na terceira volta da corrida, quando Franco ocupava o terceiro lugar e foi tocado na traseira por Sérgio Ribas. "Freei na parte externa do traçado para tentar sair mais rápido e me aproximar do Pedro Queirolo e do Fábio Viscardi, que estavam na minha frente. O Sérgio julgou que eu não voltaria para o lado interno e tentou me ultrapassar. Se eu tivesse visto ele ao meu lado, tentaria tirar", avalia Franco. 


Sérgio Ribas tem visão semelhante sobre o toque que causou o acidente: "Entrei ao lado dele e achei que ele havia me visto. Percebi que ele veio para dentro, mas ali não havia espaço para eu ir mais para dentro e acabamos nos tocando. Foi impressionante. Vi o fundo do carro dele pelo retrovisor, o chão do carro inteirinho em pé. Fiquei muito preocupado, mas logo me avisaram que ele estava bem", conta o piloto paranaense, que conversou com Franco por telefone na manhã desta segunda-feira. 

A capotagem aconteceu porque a roda dianteira direita do carro de Ribas encostou na traseira direita do de Franco - um incidente comum em provas de monopostos, que possuem rodas descobertas, mas raro em corridas de GT. "Foi um toque tão leve que não acreditei quando vi o que havia acontecido", surpreendeu-se Ribas. Na primeira corrida do dia da Cup, ele havia obtido a vitória entre os pilotos inscritos na classe Master, para pilotos com 50 anos ou mais.


Na primeira corrida do dia da categoria Cup, outro piloto havia passado por um susto, embora bem menor. Clemente Lunardi teve uma pane na suspensão que provocou uma rodada de seu carro em plena reta dos boxes, à frente de outros competidores. O carro parou sem bater em nada e o piloto, duas vezes vice-campeão da Porsche Cup, voltou a pé para os boxes. "A suspensão quebrou quando eu passei pela linha de chegada. Deixei meia aceleração para diminuir a velocidade, mas a roda entrou por baixo do carro e ele começou a rodar. Cravei no freio e, por sorte, não bati no muro e os outros pilotos passaram por mim sem bater", descreve Lunardi.


Na corrida seguinte, Lunardi obteve o quarto lugar na classificação geral e o primeiro na classe Master: "Foi um final de semana conturbado. Uma pena, porque eu tinha carro para terminar mais na frente. Mas o importante é que ninguém se machucou."

domingo, 5 de maio de 2013

Pizzonia passa bem após acidente no WEC



Uma falha mecânica fez Antonio Pizzonia sofrer um forte acidente na segunda etapa do WEC (Mundial de Endurance), disputada neste sábado no circuito de Spa-Francorchamps. No início da prova de seis horas, o brasileiro virou passageiro no Oreca-Nissan da equipe Delta-ADR em plena Eau Rouge, considerada a curva mais desafiadora do mundo.

Restando menos de trinta segundos para o fim da primeira das seis horas de corrida, Pizzonia perseguia um adversário de perto entre a primeira e segunda pernas da Eau Rouge, quando uma fumaça estranha saiu da parte traseira do carro #25, seguida de uma rodada repentina e descontrolada. Ao "Jungle Boy", restou se preparar para a pancada, que destruiu completamente o protótipo do time chefiado por Alan Docking.

"Tive uma falha no amortecedor traseiro esquerdo no meio da Eau Rouge", descreve Pizzonia. "Não é o melhor lugar para algo assim acontecer, definitivamente", afirma o amazonense, que escapou ileso e caminhando após a pancada, que aconteceu a mais de 150 km/h. O imprevisto em Spa-Francorchamps fez o brasileiro e seus parceiros, os britânicos Tor Graves e James Walker, caírem de líderes para a décima posição na tabela. 

A próxima prova do calendário do WEC é uma das corridas mais famosas do mundo: as 24 Horas de Le Mans, no dia 22 de junho. Antes disso, Pizzonia disputa duas provas da Grand-Am: no dia 1º de junho, nas ruas de Detroit, e em 15 de junho, em Mid-Ohio.